Últimas indefectivações

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As diferenças

"Benfica e Sporting, em Portugal, Real Madrid e Barcelona, em Espanha, protagonizam o jogo de todos os jogos. Independentemente do momento e das circunstâncias, a sua tradição, rivalidade e simbolismo são insuperáveis.

Quiseram os calendários que, no espaço de duas semanas, cá e lá, acontecessem estes jogos. Com notórias diferenças.

As mais impositivas e incontornáveis: a do retorno do espectáculo e a do dinheiro dos plantéis. Quinhentos milhões de pessoas terão visto o clássico espanhol! Quanto aos jogadores, basta referir alguns dos jogadores nos bancos: Kaká, Higuain, Khedira, Albiol, Mascherano, Keita, Pedro, Villa, Thiago Alcântara!

Mas evitáveis serão as diferenças de certas atitudes. No Santiago Bernabéu basta citar A BOLA: «os presidentes dos dois clubes reuniram-se num hotel e aproveitarem para lançar apelos de tolerância e falar da rivalidade sã entre os dois clubes». Aqui, foi o que se sabe.

Cá correu tinta a rodos por causa de uma caixa de segurança. Lá estiveram 5000 catalães numa estrutura semelhante à da Luz, sem que tal se notasse.

Lá os adeptos manifestaram-se vibrantemente pela sua equipa. Cá, além dos estragos, o apoio é sempre uma forma de insulto à equipa oponente.

Lá o jogo terminou com 11 de cada lado, com um árbitro inteligente que sabe que dirigir um espectáculo é também preservá-lo. Cá, expulsam-se jogadores por dá cá aquela palha ou um murro na relva.

PS - A propósito, lembrou-me de Domingos Paciência, no fim da Liga de há dois anos, se queixar de o Benfica ter sido campeão a jogar contra 10 em muitos jogos. Que dirá agora? Nos últimos 4 jogos, o SCP acabou sempre em superioridade: Feirense, Leiria, Benfica e Nacional, para além de P. Ferreira e Rio Ave..."


Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

De Todos, Um



Tenho seguido o Vitórias e Património religiosamente, nada mais do que a minha obrigação... serviço público de altíssima qualidade... ontem o programa sobre a fundação do Sport Lisboa e Benfica merece uma avaliação positiva, mas (e este é um 'mas' sentido!!!)... o nosso lema 'E Pluribus Unum', merecia uma interpretação mais 'cuidada'!!! Não ficava mal, fazer-se uma rectificação nas reposições do episódio... a repetição de uma mentira pode transformar-se numa verdade!!! O lema do Benfica não tem nenhuma ligação a qualquer conto sobre Mosqueteiros.



De Todos, Um






PS: Até pode ter havido outras imprecisões, mas esta doeu!!!

No rescaldo da Champions

"Terminada a fase inicial da milionária competição europeia, algumas curiosidades e um desejo:

1. Este ano, a Liga dos Campeões transformou-se quase numa Liga dos Não Campeões. Ficaram de fora dos oitavos-de-final muitos clubes que haviam ganho os seus campeonatos. De entre eles, e além do Porto, o Manchester United, o B. Dortmund e o Lille (que nem à Liga Europa vão), o Ajax, ou mesmo o Olympiakos e o Shakhtar.

2. Dos 16 apurados, só 5 ganharam os seus campeonatos: o Barcelona, evidentemente, o Milan, o Zenit e... os outsiders Basileia e APOEL!

3. Assim, a Liga Europa Orangina vai ter muitos campeões domésticos... Como escreveu Vítor Serpa, é «uma Europa do avesso».

4. Nos 96 jogos efectuados a média de golos por jogo foi de 2,7, tendo havido apenas 7 jogos sem o sal que os condimenta.

5. Duas equipas (das 32) - Barcelona e R. Madrid - marcaram 39 golos (15% do total) e as melhores defesas foram as do Real Madrid (2 golos), Benfica e Marselha (4 golos). Curioso, o facto de o Benfica ter sofrido 0,66 golos por jogo quando na Liga sofreu 1 golo por jogo nas primeiras 10 jornadas. Problemas de concentração?

6. Não perderam jogos apenas o R. Madrid, Barcelona e Benfica e entre os que não pontuaram está o Villareal!

7. De um modo geral, os erros de arbitragem não condicionaram as classificações. A excepção foi a de Jorge Sousa no Ajax-Real Madrid, onde foram anulados dois preciosos e válidos golos holandeses. Se a isto juntarmos a displicência(?) do Zagreb frente ao Lyon...

8. Quanto ao sorteio, arrisco a minha preferência: o Milan. Por duas razões: não acho que seja equipa superior à do Benfica e se ultrapassá-los é motivante, ser eliminado não é traumatizante."


Bagão Félix, in A Bola

O ridículo tem limite

"Disse-o na altura e repito-o agora: o grande problema do FC Porto, em termos de produtividade/competitividade, tanto em Portugal como na Europa, seria, como foi, a saída de Falcao. Viu-se na Champions e na Taça e vai ver-se na Liga Sagres. A escolha do treinador, crassa e supinamente errada e foco de permanente instabilidade no seio da equipa, também é grave, mas ainda não teve os efeitos devastadores da dispensa do colombiano. Agora, fala-se muito na venda de Álvaro Pereira, Rolando e Fernando, cujas receitas serviriam de balão de oxigénio para libertar a tesouraria do sufoco de liquidez em que vive. Foi a ruinosa gestão da SAD que conduziu a esta asfixia financeira do clube, embora os seus administradores se auto-remunerem como profissionais altamente qualificados. O ridículo também tem limite. Alguém compreende - vai a época a meio - que ainda ninguém saiba o que valem Danilo e Alex Sandro que no Verão passado custaram, em conjunto, quase 30 milhões de euros?

Em Itália quem distribui as verbas consignadas no Orçamento para o movimento desportivo é o Comité Olímpico. Em 2012, a austeridade vai obrigá-lo a repartir pelas respectivas federações menos 38 milhões de euros, i.e., menos 20 por cento em relação a 2011 (150 milhões em vez de 188). O futebol, que sempre recebeu a maior talhada (cerca de 40 por cento), é a modalidade que sofre o maior corte (63 milhões em vez de 79). Não surpreende que a crise se tenha lá instalado e prometa ficar por muitos anos. Reparem nestes indicadores: é o país com a idade de reforma mais baixa e com as pensões mais altas, que absorvem 14,1 por cento do PIB, mais 2 do que a França e mais 4 do que na Alemanha! Belas perspectivas."


Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vitória em casa... na Azambuja

Benfica 37 - 30 Fafe

Tavares(10), Pais(7), Carneiro(7), Pedroso(4), Zaikin(3), Grilo(3), Roque(1), Silva(1), Costa(1), Lopes, Areia, Carmo, Candeias, Andersson


Início tremido, mas com o tempo a natural superioridade do Benfica reflectiu-se no resultado. Nota para o reencontro com o Luís Nunes, e os 6 golos do Pedro Peneda, nosso jovem emprestado, que foi melhor marcador do Fafe.

Distinção

O Departamento de Reserva, Conservação e Restauro do SL Benfica, foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia, pela sua intervenção na área da Conservação e Restauro. Parabéns a toda a equipa liderada pelo vice-presidente Alcino António, e espero que no próximo ano, já com o Museu aberto, o Benfica possa candidatar-se a outros prémios em áreas diferentes...

Lixívia Extra-Forte XII

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......30 ( -2)...32
Corruptos..30 (+1)...29

Sporting......26 (0)...26
Braga........22 ( +4)...18



Nos Barreiros tivemos um Jorge Sousa bastante preocupado com o jogo da próxima jornada, Corruptos-Marítimo, assim rapidamente o meio-campo insular ficou amarelado!!! Não foram cartões injustos, mas normalmente nos jogos com o Benfica, este tipo de jogo é permitido, com os cartões a surgirem somente nos últimos minutos!!! A expulsão só pecou por tardia, no segundo amarelo na repetição parece que não houve contacto, mas um jogador quando entra daquela maneira, e não toca na bola, o amarelo é sempre mostrado. Ainda na primeira parte, num pontapé de canto, parece que o Garay é empurrado: como seria penalty a favor do Benfica, não houve caso!!! Não houve repetições, não houve zoom's, não houve conversa da treta!!! Ainda foram mal assinalados pelo menos dois foras-de-jogo ao Benfica, que curiosamente também 'desapareceram' das analises após o jogo!!! Sobre o golo do Benfica e a suposta falta do Aimar sobre o Peçanha, com alguma preguiça minha, transcrevo as palavras do Luís Fialho, no Vedeta da Bola: "No lance que antecede um lançamento, (que antecede um alivio, que antecede um cruzamento do Maxi, acrescento eu!!!) que antecede o cabeceamento de Jardel, que antecede a grande defesa de Peçanha, que antecede o cruzamente de Nolito, que antecede o ressalto nas pernas do defesa do Marítimo, que antecede o remate final de Cardozo, há uma possível falta de Aimar sobre o guarda-redes. A acontecer, seria fora da área (pequena área), pelo que o critério a considerar terá de ser mais lato. Mas dizer-se que o golo foi irregular por causa dessa possível falta soa a ridículo."




Não vi mais nenhum jogo, portanto só posso comentar os resumos: em Braga parece que nada de especial aconteceu, no Alvalixo além de mais um vermelho, com muito teatro por parte do Capel, e da inimputabilidade do João Pereira, nada aconteceu!!! Em Aveiro, houve um penalty sobre o Djalma não marcado, e um segundo amarelo perdoado ao Givanildo por simulação (sendo que no primeiro amarelo, por protestos, até tinha razão, já que sofreu falta)!!! E o Givanildo pouco depois marcou o segundo golo!!!
Adenda: Indesculpavelmente esqueci-me que o Givanildo está em fora-de-jogo activo no primeiro golo dos Corruptos!!! Não toca na bola, não tapa a visão, mas retarda a reacção do guarda-redes, que só depois da bola passar pelo Givanildo é que reage ao lance, portanto participa activamente no lance...



Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O fungagá da bicharada

"A meio da manhã, ainda entontecido pelos vapores do alcoól da véspera, o Madaleno espreguiçou-se vigorosamente abrindo mais uma costura do seu velho roupão turco. A semana tinha sido agradável.

Apesar das queixas de parte da empregadagem de que já faltava dinheiro para as côdeas, o colchão de palha às risquinhas, oferecido pelo seu compincha de Manzanares na sequência da mascambilha da ave predadora que valera muita fuga de capital, estava gordo de notas de mil. O Madaleno sentia-se feliz. Como de costume, na noite anterior, cosera-se às paredes e às sobras com o seu bando de varrões e surpreendera um solitário rapaz das letras em plena azáfama da sua profissão. Sabe-se como o Madaleno não gosta de letras.

Analfabeto como é, irrita-lhe que simples sinais possam fazer sentido pelo facto de se juntarem numa ordem pré-estabelecida.

Vai daí e gritou a plenos pulmões uma série volumosa de obscenidades que atingiram o moço com a violência de um sopapo. Sopapos esses que se seguiram de imediato por parte dos cerdos que obedecem ao assobio do Madaleno como rafeiros gruins.

O poltrão deixou-se ficar atrás, acoitado, babando-se como um impubescente de gozo e de perfídia. Era mais um para juntar à sua lista infinita e desta vez nem precisara de o atropelar.

Por isso, nessa manhã, sentia-se na plenitude dos seus bordalengos recursos. Voltou a espreguiçar-se, o corpo evolando uma fedentina insustentável, e preparou uma piadola revoltante sobre jaulas e animais para soltar na primeira oportunidade em que um pé-de-microfone lhe surgisse pela frente. Riu-se intimamente da sua própria porcaria sem graça.

Repetiu o gesto de se espreguiçar-se, voltando a cheirar insuportavelmente. E depois só pediu a todos os santinhos que o outro não se lembrasse, mais uma vez, de fingir que era um cãozinho a urinar-lhe nas bandeirolas de canto..."


Afonso de Melo, in O Benfica

Mudanças

"Com a tomada de posse dos membros dos órgãos sociais da FPF eleitos ontem, a FPF abandonará em definitivo o manto de ilegalidade com que se cobriu nos últimos anos e terminará um processo caricato de desafio da lei (que entrou em vigor em janeiro de 2009!) e dos poderes públicos. Por sua vez, em melhor posição no que toca à legalidade não estiveram a Comissão Disciplinar e a Comissão de Arbitragem da Liga de Futebol Profissional, de tal sorte que deixarão de exercer funções para as quais, segundo alguns, não tinham competência desde 1 de julho de 2010 (!) – se assim tiver sido, apenas foram os seus titulares, desde então, uma espécie de “gestores de facto” (“tolerados” pelas instâncias competentes e pelos agentes desportivos) desses dois sectores das competições profissionais. Pois bem: com a legalização da FPF e da Liga, o adepto do futebol terá que se habituar a algumas novidades.

A mais notória é a competência exclusiva do Conselho de Disciplina da FPF para instaurar procedimentos e julgar as infrações disciplinares de todas as competições nacionais (com uma secção profissional e outra secção não profissional), assim como a competência única para administrar e avaliar a arbitragem, que se aglutina no Conselho de Arbitragem (com três secções, sendo uma delas reservada para a observação e classificação dos árbitros). A Comissão de Arbitragem da Liga desaparece; a Comissão Disciplinar da Liga continua, mas só para a apreciação dos ilícitos praticados pelos clubes e sociedades desportivas enquanto associados da Liga. Assim sendo, os Estatutos da Liga determinam que todos os processos pendentes na Comissão Disciplinar sejam remetidos para o Conselho de Disciplina da FPF no prazo de 10 dias úteis após a tomada de posse dos membros do Conselho de Disciplina. O mesmo procedimento deve ser feito pela Comissão de Arbitragem, que, dizem esses mesmos Estatutos, se extingue automaticamente pelo decurso desse prazo de 10 dias. No dia 2 de janeiro de 2012 começará, portanto e salvaguardadas eventuais impugnações, uma outra vida. Faltará dar corpo ao “regimento interno” de cada um desses Conselhos da FPF, que desenhe o funcionamento, as regras processuais e a logística de cada um desses órgãos (bem como do seu corpo de instrutores e colaboradores), que deverão ser aprovados urgentemente pela federação.

A direção da FPF passa a ter a competência para aprovar os regulamentos e regimentos das competições não profissionais e da organização interna da FPF, em detrimento da assembleia geral; ainda assim, a requerimento de 20% dos delegados, a assembleia geral pode alterar esses regulamentos. Por sua vez, a Liga mantém a competência para aprovar os regulamentos aplicáveis nos campeonatos profissionais e definir os pressupostos de acesso às suas provas. Porém, a autonomia da Liga está em parte condicionada pelos delegados da FPF, uma vez que os regulamentos da disciplina e da arbitragem têm que ser ratificados pela assembleia geral da FPF, sob pena de não produzirem quaisquer efeitos.

Um novo tempo com novas e velhas pessoas: um novo ciclo?"


A morte do Dr. Sócrates

"O Benfica foi ao Funchal tropeçar e deixar pelo caminho o sonho da Taça, interrompido um promissor ciclo de invencibilidade. Foi pena, muita pena. Agora falta o resto, e felizmente ainda é muito, a perfilar-se no horizonte como esperança e desafio.

Mas é de Sócrates que hoje vou falar. Não do da política, nem do filósofo da Grécia antiga que escolheu a cicuta para não ter de renunciar aos seus princípios e valores. Este Sócrates era brasileiro, tinha 57 anos e morreu num hospital depois de três internamentos, com uma infecção generalizada, após anos de excessos no consumo de álcool. Recordo-me dele como se fosse hoje, elegante, inteligente, tecnicamente irrepreensível, a deixar a marca da sua presença e do seu estilo na selecção brasileira, nos mundiais de 1982 e 1986.

Ainda por cima, tirando os médicos das selecções, ele era o único a ter esse título académico, coisa raríssima entre jogadores de Futebol de qualquer época, mas sobretudo nessa em que o grau de profissionalização já não permitia acumular uma carreira nos estádios com um percurso académico com êxito. Ele era uma excepção admirável. Ainda por cima, tinha esse nome que rapidamente fica na memória por ser raro e por ter forte carga histórica e filosófica.

Vi-o numa fotografia recente, alquebrado, envelhecido, claramente enfermo. O excesso a que se rendeu, apesar de, sendo médico, saber que caminhava para o abismo, acabou por matá-lo quando já nada tinha para dar ao mundo do Futebol, embora fizesse e continue a fazer parte, por direito pleno, do panteão dos seus heróis e mitos.

A sua morte faz-nos pensar no modo como, terminadas carreiras gloriosas, os grandes craques lidam com o vazio, com o esquecimento e com a nostalgia. Alguns fazem grandes carreiras como treinadores ou dirigentes, mas outros morrem assim ou suicidam-se, porque não é fácil passar da luz ofuscante para a sombra que tudo obscurece e esconde. Paz à sua alma, onde quer que esteja, com a glória do que um dia foi."


José Jorge Letria, in O Benfica

domingo, 11 de dezembro de 2011

Cardozo, ainda foi a tempo...!!!




Marítimo 0 - 1 Benfica
Cardozo


Vitória muito importante. Não vi o jogo todo, mas pareceu-me que criámos mais perigo a jogar contra 11, do que contra 10!!! Lendo os primeiros post's na Gloriosasfera, parece-me que o bota-abaixo vai continuar!!! Repito sem ver o jogo na sua totalidade, duvido que atitude tenha sido tão má, como alguns 'pintam', o Marítimo defende muito bem, dá muita cacetada, o Artur desta vez não foi obrigado a nenhuma defesa milagrosa (parece-me), e o Cardozo além do golo, falhou outro que 'nunca' falha!!! (curiosamente, nos Barreiros o ano passado, o Cardozo falhou um golo praticamente igual, talvez ainda mais escandaloso, mas o Coentrão marcou pouco depois...!!!) 3 pontos, num local onde os nossos adversários vão deixar alguns pontos, nada mau...

Nestes jogos com o Marítimo e o Sporting existe um denominador comum: a estratégia defensiva dos nossos adversários foi sempre a mesma: fazer faltas constantes, parar o jogo constantemente, não deixar o Benfica trocar a bola, principalmente os nossos médios ofensivos. Hoje o apitadeiro, como estava a pensar no jogo da próxima jornada no Dragay, não teve problemas em mostrar o primeiro amarelo aos caceteiros, e assim relativamente cedo o Benfica ficou em vantagem numérica!!! Mas quando os cartões só aparecem no final, a estratégia resulta...!!!
Falta um jogo para as férias de Natal, será mais uma final, a classificação do Rio Ave não é importante, todos os jogos do Benfica têm que ser encarados como mais uma final... aliás o Benfica tem demonstrado dificuldades de intensidade nos jogos, no final de cada 'Bloco' de jogos: desde da última paragem para as Selecções, fizemos 3 jogos fisicamente muito complicados (Naval, Manchester e Sporting) e depois a equipa parece que baixou de intensidade. Já no 'Bloco' anterior começamos muito bem em Basileia, e depois com o Basileia em casa, e em Braga a equipa pareceu menos intensa... tem sido esta regra. Se esta variação se manter, o jogo da próxima Sexta-feira, tem que ser preparado com redobrada atenção!!!


RESUMO - Marítimo 0-1 Benfica

Tugagolo | Myspace Video

Garra



Benfica 79 - 69 Corruptos

18-20, 24-21, 10-11, 27-17



Nem sempre bem jogado, mas com muita luta, e desta vez o Benfica foi quem mais lutou pela vitória, como desta vez não houve a roubalheira habitual (houve erros, mas pareceram-me 'honestos', apesar de alguns disparatados!!!), principalmente nos jogos no antro da Corrupção, jogar melhor e lutar, foi suficiente para a vitória... curioso o facto dos nossos 4 melhores marcadores serem todos, contratações para esta época, sinal que houve 'olho'!!!

Os 10 pontos da vantagem também podem ser decisivos, com um Campeonato desnivelado será normal estas duas equipas não perderem com mais nenhum adversário, assim para garantir o primeiro lugar na fase regular - além de ganhar todos os outros jogos com todos os outros adversários, algo perfeitamente possível (o mais difícil será em Ovar) -, o Benfica até pode perder por 9 pontos no antro dos Corruptos!!! E assim manter a vantagem para o Play-Off...

PS: Não sei porquê, mas fico com um sorriso na cara quando se fala que esta equipa Corrupta não recebe ordenados desde do início da época!!! O João Santos merece!!!

Em frente na Taça...

Benfica 3 - 1 Sp. Espinho
25-22, 24-26, 25-23, 25-17


O sorteio da Taça colocou as duas melhores equipas nacionais da actualidade, uma contra outra, e os melhores venceram: o Benfica venceu... não foi fácil, mais uma vez o banco foi muito importante, o Royal e o Ché voltaram a entrar bem no jogo, o 2º e o 3º set foram muito equilibrados... depois de 3 jogos em 4 dias, com adversários valorosos, e uma viagem longa pelo meio, o Benfica continua invencível, demonstrando consistência...

Nunca é bom perder, mas...

"1. Perdemos com o Marítimo com um golo (quase) impossível, com outro (muito) consentido e com numerosas oportunidades desperdiçadas. Embora também com alguma sobranceria (ou menor empenho...) na segunda parte. Quebrou-se uma longa série de jogos sem perder (algum dia haveria de ser...) e ficámos fora da Taça de Portugal, o que também não é agradável. No entanto, se analisarmos todos os jogos oficiais desde início da época e até ao Natal, este seria, sem dúvida, aquele que todos escolheríamos, a ter que optar por uma derrota. A competição é a menos importante das três em que estávamos empenhados, não perdemos pontos em nenhuma das outras e teremos alguma folga num ritmo de jogos 'impossível'. Mas fica o 'aviso' para o jogo da Liga...

2. Soube-se há dias: Falcao só rendeu ao FC Porto 20 milhões de euros. O clube já havia pago 6,5 milhões pela renovação do contrato que o jogador não viria a cumprir e mais 3,7 milhões em comissões pela transferência. Quanto o Danilo, que chegará em Janeiro, custou quase 18 milhões, dos quais quase 5 milhões (mais concretamente 4,8) em encargos relacionados com a transferência, entre os quais comissões. Também se soube há dias que o clube deve vários meses de ordenados aos seus jogadores das modalidades (andebol, basquetebol, hóquei, já que não tem futsal). Enfim, não deixa de ser curioso...

3. Felizmente, o Sporting parece ter arrepiado caminho, depois de tão tristes declarações de responsáveis seus, antes e depois do jogo da Luz e do incêndio que alguns dos seus adeptos atearam na bancada do nosso Estádio. O Benfica fez um pormenorizado comunicado respondendo às infelizes declarações do vice-presidente do Sporting, colocando os pontos nos is nomeadamente no que toca aos lugares reservados aos adeptos; as alegadas atitudes do nosso Presidente junto ao balneário visitante não devem ter sido tão graves assim, já que não houve nem posterior reclamação nem divulgação da alegada gravação, enfim, tudo ficou (felizmente, repito) calmo, a bem de uma sã convivência entre as direcções dos dois clubes.

4. Deve ser um fenómeno. Não há semana em que não haja um clube de topo nele interessado. Só na semana passada, por exemplo, na terça-feira era o Tottenham; na quarta, o Barcelona. João Pereira, defesa-direito do Sporting, é bom jogador, reconheço. Mas não sabia que era um fenómeno. Assim ao jeito de Beto que, quando jogava, não passava um defeso sem que o Real Madrid não estivesse muito interessado nos seus serviços. Por acaso, nunca calhou transferir-se..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Maldição?

"Em 2004/05, na ressaca da conquista do título, o Benfica perde a final da Taça de Portugal para o V. Setúbal, depois de estar a vencer desde os minutos iniciais. Em 2005/06 é eliminado em casa pelo V. Guimarães, com um golo irregular. Em 2006/07, sai da Taça na Póvoa do Varzim, sem brio, perante um adversário da segunda divisão. Em 2007/08 perde em Alvalade (5-3), nas meias-finais, quando a meio da segunda parte vencia por 0-2. Em 2008/09 é eliminado nos penáltis, em Matosinhos, após uma das muitas arbitragens desastrosas de Olegário Benquerença. Em 2009/10 volta a perder em casa com o V. Guimarães (única derrota na Luz em toda a época), ficando uma vez mais arredado da prova. Em 2010/11, uma dramática derrota caseira diante do FC Porto (1-3) impede-o de chegar à final, depois de um brilhante, mas inútil, triunfo no Dragão. Agora, no Funchal, nova eliminação na Taça, novamente depois de estar em vantagem, e com o jogo aparentemente controlado.

Há oito temporadas que o Benfica não levanta uma Taça de Portugal, e há sete que não chega sequer à final. Passaram entretanto pelo clube Giovanni Trappatoni, Ronald Koeman, Fernando Santos, Chalana e Quique Flores. Temos agora Jorge Jesus. Nenhum deles conseguiu terminar uma época em festa, com a consagração do Jamor. Todos eles saíram da Taça em circunstâncias dramáticas ou, no mínimo, estranhas. Se não é maldição, parece. Como não sou supersticioso, tento encontrar, tanto explicação racional para todos estes sucessivos desaires. E a única que me ocorre é uma certa ligeireza com que por vezes a competição tem sido encarada. Sem o brilho da Champions League, sem a revelância do Campeonato, a Taça talvez nem sempre tenha sido objecto central da atenção de jogadores e técnicos. Algum azar complementa o triste quadro.

O que é certo é que estamos fora desta prova, e, assim sendo, a aposta nas restantes tem de ser total. Perdemos uma preciosa almofada para o final da época. Temos, pois, de conquistar a época."


Luís Fialho, in O Benfica

sábado, 10 de dezembro de 2011

Parabéns à Benfica TV



A avaliação é muito positiva, são três anos de crescimento sustentado... que apesar de não o admitirem, fazem muita inveja a muita gente... eu como 'director de sofá' poderia tomar decisões diferentes, poderia apostar em programas diferentes, mas reconheço coerência no caminho traçado. Ainda existe um longo percurso pela frente, mas a evolução tem sido no bom sentido.

Para quem tem a ilusão que a Benfica TV deveria servir para discussões auto flageladoras, parecidas com aquelas que se passam na net, estão enganados.

A caminho dos Quartos-de-final da Taça de Portugal



ABC 24 - 28 Benfica



Jogo quase sempre controlado, entrada assim-a-assim, mas depois do 5-3 para o ABC o Benfica não deu hipóteses, sempre em vantagem... ironicamente a equipa só abanou quando após ter jogado quase 2 minutos com mais 2 jogadores em campo, a equipa não marcou um golo!!! E logo a seguir após várias exclusões dos nossos jogadores, golos mal anulados, e alguns livres de 7 metros contra, permitimos que o jogo ficasse em 23-24, mas com garra agarrámos a vitória.

Q.B.

Benfica 5 - 2 Juventude de Viana



Jogo fácil, que o adormecimento no início da segunda parte complicou... Agora vamos a Espanha para a Liga dos Campeões.

Na liderança..



Benfica 1 - 1 Sporting



Podíamos e devíamos ter ganho, mas continuamos na frente do campeonato, e se nada de estranho acontecer a liderança na fase regular será nossa.

O jogo foi tal e qual como eu esperava: o Benfica a tentar jogar, a falhar golos de forma inacreditável, o Sporting com um atitude de equipa do último lugar da classificação, atacando praticamente somente em contra-ataque (aliás a semana passada com o Fundão, em casa, já tinham feito a mesma coisa!!!), marcando um golo num canto, simulando faltas atrás de faltas, um guarda-redes com o leite todo, agredindo e depois fazendo-se de vitima, tudo isto com a colaboração dos dois palhaços com o apito na boca...

Quando os jogos são mais apertados (play-off's, derby's, finais de taças...) o critério sobre as constantes faltas sobre o César Paulo torna-se nojento, hoje até conseguiram marcar faltas ofensivas ao César em situações onde ele sofria falta... e depois no fim o asqueroso ex-seleccionador nacional ainda consegue ironizar com um suposto prejuízo!!!

A ser verdade o regresso do Ricardinho, temos 'festa'!!!

Sempre a vencer



Guimarães 1 - 3 Benfica

20-25, 25-22, 17-25, 27-29


Grande vitória. Depois de uma paragem prolongada nas competições internas, somos obrigados a jogar 3 jogos em 4 dias, com uma viagem longa pelo meio, e com adversários complicados. Nos primeiros dois jogos, duas vitórias indiscutíveis. Hoje, com alguns titulares a descansar, mesmo perdendo um set, a equipa esteve muito bem... e a coisa só não ficou resolvida mais cedo, porque os árbitros queriam um 5º set à força!!! A emoção com que acabou o jogo, foi 'construída' com várias decisões inacreditáveis... o Prof. Jardim numa atitude 'pedagógica' em vez de protestar sorria e coçava a cabeça!!!

Amanhã novo grande jogo, desta vez para a Taça, novamente com o Sp. Espinho...

Do oito ao oitenta?

"Depois das excelentes exibições frente a adversários complicados como Sporting e Manchester, com o elogio generalizado a fazer sentir-se em inúmeras parangonas de jornais, surgiu uma tentativa ténue, diga-se de passagem, de uma franja dos nossos opinadores que pretenderam colocar em causa a prestação desportiva do nosso clube, muito por força do afastamento da Taça de Portugal, num jogo sem chama da nossa equipa. Mas deverão os benfiquistas embarcar nesta corrente? Será que o Benfica passou do oito ao oitenta no espaço de uma semana? Estamos em crer que não. E embora esteja a escrever este texto um dia antes do último jogo da fase regular da Champions, estou certo que ficaremos em primeiro lugar do Grupo, facto que temos de louvar e premiar condignamente. Todas as equipas têm uma ou outra escorregadela ao longo de um conjunto de provas exigentes nos quais estão inseridos. Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Taça da Liga, e Liga dos Campeões.

O nosso tropeção, se é que a isso se pode chamar tropeção, aconteceu na Madeira, frente a um ambicioso Marítimo, que tem feito uma prova irrepreensível neste domínio. Mas creio, sinceramente, que o jogo do campeonato terá uma história completamente diferente. E para melhor. Estaremos mais concentrados, mais coesos e solidários dentro do campo. A objectividade e o pragmatismo que normalmente caracterizam o jogo do Benfica verão ao de cima e os três pontos deverão regressar com a equipa a Lisboa e com isso a manutenção da liderança na principal competição nacional. Posto isto, convém referir que, ao contrário do que outros querem fazer crer, o nível de confiança não anda arredado da nossa equipa nem dos nossos adeptos. A simbiose da cumplicidade que existe entre ambos será mantida e reforçada nos próximos jogos. Todos nós sabemos a receita do sucesso. Apoio incondicional e entusiástico à equipa do Benfica, esperando que o resultado se traduza em golos, espectáculo, vitórias... se possível com nota artística."


Luís Lemos, in O Benfica

Objectivamente (SS)

"Depois de pelo terceiro ano consecutivo ter sentido o amarguíssimo sabor da eliminação da Taça de Portugal de forma inglória, ainda mais me irritou ouvir o nosso maior crítico - Pinto da Costa - falar de coisas que não lhe dizem respeito ofendendo a esmagadora maioria dos adeptos do futebol em Portugal: Benfiquistas e sportinguistas.

Disse, esse exemplo de «fair-play» e desportivismo, que os «animais não gostam de ficar enjaulados». Por um lado, chamou animais aos cerca de quatro mil adeptos leoninos que estiveram na Luz (alguns deles, é verdade, com comportamento selvático) e, principalmente, criticou a medida que o Benfica tomou ao colocar redes de segurança na bancada para os adeptos adversários, preservando-os a eles e aos simpatizantes do Benfica que estão assim mais protegidos dos devaneios de muitos insurrectos que andam pelos estádios de Futebol!

A conversa desse indivíduo já mete nojo! Todos os dias tem alguma coisa para dizer sobre os outros, mas não se preocupa em falar sobre os muitos casos que tem no seu clube.

Isso ele não gosta! Nem gosta que os seus correlegionários falem sobre os treinadores, jogadores que querem sair, ou desavenças dentro do balneário como aconteceu muito recentemente, segundo informações vindas dentro do próprio clube. Disso ele não fala!

O Benfica faz bem em não responder. É essa a correcta postura dos nossos dirigentes que já não gastam palavras a responder a tão desbocada figura. Agora o que é estranho é que o tão mediático novo vice sportinguista, P. P. Cristóvão não tenha dito nada sobre esta tirada de PC, chamando-lhe animal enjaulado ele que esteve lá e que tanto se queixou do Benfica apesar de ter RECUSADO receber bilhetes para o camarote presidencial ou para outro qualquer camarote tal como a Liga Portuguesa obriga. É tão atrevido para umas coisas e não é para outras!"


João Diogo, in O Benfica

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Champions e a Liga Europa

"Uma equipa portuguesa que faça uma excelente prova nas competições europeias aspira realisticamente a uns quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas na Liga Europa aspira a poder vencer a prova. Qual é a melhor então?

Admito até opiniões diferentes, mas é como ser campeão da Liga de Honra ou ficar nos seis primeiros da Primeira Liga. A Liga Europa é a II Divisão europeia, a Liga dos Campeões é a primeira. É bom estar na primeira, mesmo sabendo que realisticamente não a iremos vencer.

São impressionantes os valores de receita que proporcionam. Mais de 15 milhões já acumulados (sem market pool) esta época para o Benfica é muito cacau! O Benfica fez uma boa prova. Venceu duas pré-eliminatórias difíceis, contra adversários ainda nas provas europeias, e ficou em primeiro num grupo que deixa de fora um gigante como o Manchester United. Jesus tem razão quando diz que aumentou o prestígio europeu do Benfica, mas Rúben Amorim tem bom senso quando diz que apenas poderemos pensar numa eliminatória de cada vez.

É doce, no entanto, ser com Real Madrid e Barcelona uma das únicas três equipas invictas da prova. É bom pelo nível da companhia, e porque é bom não perder.

A Liga dos Campeões teve surpresas, a maior das quais o APOEL, uma equipa fraca para o nível da prova, que teve como único resultado lógico o do seu último jogo. Lamento que não tenha ficado em segundo do grupo para jogar com o Benfica, talvez por essa razão o FC Porto tenha preferido não marcar ao Zenit, talvez por isso havia tanto benfiquista a desejar sorte a Vítor Pereira.

A pensar no jogo de 21 em Alvalade deixámos uma taça nos Barreiros, numa derrota difícil de digerir para quem como eu respeita tanto a Taça de Portugal. O mesmo Marítimo que domingo nos dita a sorte no campeonato. Uma vitória na Madeira coloca o primeiro objectivo da época numa posição privilegiada."


Sílvio Cervan, in A Bola

Alerta

"Quanto custou a derrota frente ao Marítimo? Custou a Taça de Portugal, custou a quebra de um clima de frenético entusiasmo em torno da equipa. Custou tudo isso, custou dolorosamente, mas o que custou pode custar menos. Como assim? Desaires há que são pedagógicos, que ajudam a perceber que o trajecto competitivo não é linear, não é sempre vitorioso.

O Benfica, esta temporada, ainda não havia perdido em desafios oficiais. O registo era entusiasmante, mas porventura sugeria facilidades que não existem, nunca existem. Não há colectivos, por mais forte que argumentem, invencíveis em todas as empreitadas que disputam. Sobretudo no Futebol, muito menos no Futebol.

Consequências do revés na Madeira? A convicção de que o Benfica até poderia superar o seu opositor, mas que o contratempo só pode obrigar a equipa a reforçar os seus melhores índices na competição. E o que há ainda para vencer? Desde logo, o Campeonato. Também a Taça da Liga, ainda uma prestação digna na Liga dos Campeões.

Uma derrota, esta época, com este Benfica, para mais a nível doméstico, é difícil de dirigir. Só que deve servir de alerta, deve servir para perceber que não há jogos ganhos antecipadamente. O aviso é para a equipa técnica, é para os jogadores, é para os dirigentes? Também é, claro que é. Mas é, fundamentalmente, para os adeptos. E porquê? Para que não murchem na sua convicção, no seu apoio, na sua alma, na sua crença.

Estamos em Dezembro. A temporada só termina em Maio. De vermelho colorida? Tanto mais vermelha quanto mais vermelho, convictamente vermelho, for o apoio dos aficionados. Depois do baque no Funchal, vamos reforçar o vermelho da confiança? A ser assim, razão bastante para que vermelho, muito vermelho, venha a ser, no final, o nosso contentamento."


João Malheiro, in O Benfica

Dormir na ocasião

"Ao ver a desonrosa eliminação do nosso Benfica da Taça de Portugal, recordava-me das palavras de Padre António Vieira no “Sermão de Santo António aos Peixes”.

Em 1654, o ilustre pensador lusitano, referindo-se aos peixes roncadores, e criticando a soberba dos mesmos, dizia que “O muito roncar antes da ocasião, é sinal de dormir nela”. Nesta simples frase lá ia explicando o nosso grande orador que não é digno dos grandes falar antes da ocasião, pois corre-se o risco de ser a ocasião a ultrapassá-los.

Antes da eliminação frente ao Marítimo, foi um corre-corre de encómios e louvores: os resultados frente ao Manchester e ao Sporting deram azo a que as manchetes fossem feitas com as referências à sequência de vinte e tal jogos invictos. De repente, vi entrevistas exclusivas de futebolistas nossos a jornais desportivos e até a jornais que sobrevivem às custas de mentiras torpes sobre o nosso Benfica. As conferências de imprensa dividiram-se entre o auto-elogio e a tal estatística da invencibilidade… ou seja, roncou-se muito antes da ocasião. Resultado: dormiu-se nela. Foi-se a invencibilidade, foi-se a Taça de Portugal, espero sinceramente que se tenha ido, definitivamente, a falta de humildade no discurso. E, além da falta de muitas outras coisas – desde a sorte a alguns habituais titulares – a humildade foi o que de mais deficitário o nosso Benfica teve naquele Estádio dos Barreiros.

De uma derrota só tira algo de positivo quem tem a capacidade de perceber os erros próprios como uma lição, uma aprendizagem. Quero acreditar que todos, sem excepção, a tenhamos aprendido."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

"Incidentes"

"O que é que aconteceu na noite de 26 de Novembro, no Estádio da Luz? Resumindo: o Benfica ganhou; o Sporting perdeu; o Estádio inaugurou uma área reservada e protegida para as claques dos visitantes, como existe já em diversos e modernos estádios do mundo; no final do do jogo, inconformados com a derrota, adeptos do Sporting incendiaram uma vasta zona da bancada. Posteriormente, o Sporting alegou que teriam sucedido «muito graves acontecimentos», nunca especificados, supostamente documentados numa gravação. Desafiado a mostrar a presumível gravação, o Sporting meteu a viola no saco.

Mas a generalidade dos meios de comunicação passou desde então, e ao longo de toda a semana, a referir-se aos «incidentes» daquela noite, um caldinho de especulação e manipulação. E com isto: deixou de se falar da vitória do Benfica; deixou de se falar da derrota do Sporting, um leão de papel levado ao colo pelos jornais como equipa imbatível; e deixou mesmo de se falar do único incidente que se registou e toda a gente viu - o crime de fogo posto, previsto e punido nos termos do Código Penal. O Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional prevê a indemnização de danos em instalações de um clube causados por sócios ou simpatizantes de outro.

Não houve outros «incidentes». O que há é um imenso blá-blá-blá, papaguedo e escrito, para disfarçar um comportamento que se inscreve nos puros e simples actos de hooliganismo.

Aditamento: Espero que a triste derrota que afastou o Benfica da Taça de Portugal tenha ao menos servido para corrigir erros. E que o resultado da lição se veja, sem falta, já este fim-de-semana, de novo no Funchal, agora para o Campeonato."


João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sem surpresas...



Barcelos 67 - 90 Benfica

20-24, 8-23, 17-23, 22-20



Passagem fácil aos Quartos-de-final da Taça de Portugal (que será uma Final 8), ao contrário do jogo para o campeonato (vitória no prolongamento), desta vez não facilitámos!!!

No próximo domingo temos o jogo na Luz com os Corruptos, o regresso à competição do Heshimu é uma excelente notícia...

Espírito vencedor

Benfica 3 - 0 Sp. Espinho

25-21, 25-21, 28-26


Não foi fácil, a perder no 2º set, foi preciso 'abanar' a equipa, a entrada do Royal e do Ché foi determinante, para a reviravolta... na parte final, mesmo com as coisas nem sempre a correrem bem, a equipa 'recusou' perder um set!!!

Danny é como o Benfica, é bom para o país

"Foi bom para o país que o Benfica tivesse sido eliminado da Taça e também foi bom para o país que Danny tivesse evitado, nos últimos instantes do jogo no Porto, dar a vitória ao Zenit


FOI muito bom para o país que o Benfica tivesse sido eliminado da Taça de Portugal. Estarão, com certeza, lembrados que na semana em que o Benfica ganhou ao Sporting para o campeonato foi aprovado o Orçamento Geral do Estado sem que ninguém reflectisse sobre isso, porque não se falou doutra coisa a não ser da gaiola da Luz e da fabulosa exibição de Diego Capel.

Lembram-se? O País em crise, um Orçamento Geral do Estado de rapina, a senhora Merkel e o senhor Sarkozy a quererem acabar com o euro, e nem uma palavrinha mais acesa sobre tais assuntos teve a capacidade de incendiar a sociedade portuguesa. Com toda a comunicação social focada na gaiola da Luz, até se podia ter oferecido o Mosteiro dos Jerónimos à banca internacional para abater na dívida que ninguém tinha dado por tal coisa.

E por isto mesmo foi bom para o país a justíssima eliminação do Benfica da Taça de Portugal. Caso contrário, teríamos mais um derby este mês o que significaria, pelo menos, outros quinze dias de alienação total. Uma semana antes do jogo, com a revisão da matéria dada e uma semana depois do jogo, com o rescaldo das ocorrências.

Foi bom para o país e foi bom para o Sporting, convém acrescentar.

Numa prova que caminha para o centenário e cuja final se disputa tradicionalmente no Verão, o Sporting é o primeiro clube a ganhar e a festejar a conquista do troféu ainda antes do Natal.

POLÍTICA nacional à parte, não foi uma semana boa nem para o Benfica nem para o FC Porto. Se um Benfica medianamente esforçado não chegou para o Marítimo, um FC Porto muito esforçado também não chegou para o Zenit.

Saiu o Benfica da Taça de Portugal, saiu o FC Porto da Liga dos Campeões e saiu Danny de boa saúde do Dragão, o que também se deve saudar.

Danny é como o Benfica, é bom para o país e não teme os sacrifícios que tal estatuto implica. Na quarta-feira, nos últimos instantes do jogo, quando o FC Porto só atacava e o Zenit só contra-atacava, a bola foi lançada para Danny que avançou perigosamente para a baliza de Helton. Mas teve o bom senso de se deixar desarmar. Seria mau para o país se Danny marcasse o golo da vitória dos russos no Dragão.

Seria mau para o país e para Sociedade Protectora dos Animais.


O Salgueiros faz 100 anos e já conheceu melhores dias. Uma sucessão de gestões danosas atirou com o Salgueiros para uma situação imprópria do seu historial. Para mim, o Salgueiros foi sempre o Salgueiral. E isto d2 lhe chamar Salgueiral é carinho, não é desprezo nem olhar de cima. As notícias do centenário do Salgueiros vieram, naturalmente, acompanhadas por alguns pormenores sobre a fundação do clube.

Na verdade, não são pormenores. São pormaiores. O Salgueiros nasceu depois de um grupo de amigos ter assistido a um jogo de futebol entre o FC Porto e o Benfica disputado no Campo da Rainha, na cidade do Porto. Gostaram tanto do que viram que, de regresso a casa, pararam na rua à conversa e, à luz de um candeeiro da via pública, decidiram fundar o seu próprio clube.

São também lampiões, portanto, os salgueiristas. Como se não lhes bastasse este notável pedigree, os seus fundadores tomaram outra decisão importante quando escolheram o equipamento, vermelho e branco, igualzinho ao do Benfica de Lisboa que tinham visto jogar para, assim, se distanciarem das cores do FC Porto, o vizinho da mesma cidade.

O Salgueiros passou um mau bocado, praticamente refundou-se para subsistir, e hoje luta pelo regresso às provas nacionais. A equipa de futebol do Salgueiral está na 3ª posição da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto, com menos um jogo do que o líder da tabela, o Felgueiras.

É incrível como o Porto, uma cidade pujante de comércio e de associativismo, não conseguiu manter nas primeiras linhas da competição os seus clubes históricos, como o Salgueiros e o Boavista. Mas é assim, não dá para todos. É uma pena.



«OH, Inglaterra, minha Inglaterra / com os teus gloriosos olhos austeros.» É um poema, está visto. Um poema do poeta inglês Willian Ernest Henley que viveu e produziu a sua obra no século XIX. Este poeta Henley é também o autor do poema Invictus que Nelson Mandela recitava na prisão e serviu de inspiração para o filme de Clint Eastwood com o mesmo nome.

Mas tudo isto vem a propósito de quê?

Da Inglaterra e dos pequenos tormentos que André Villas-Boas e David Luiz por lá têm passado, eles que em Portugal, cada um no seu clube e na sua função, foram não só incontestados mas apontados como exemplo para as gerações futuras. Agora estão os dois em Inglaterra e vida não lhes parece correr tão bem porque tudo aquilo que em Portugal eram as qualidades fantásticas dos dois, em Inglaterra são defeitos.

A Inglaterra, como os seus «gloriosos olhos austeros», não suporta o futebol azougado de David Luiz, que levava ao delírio o Estádio da Luz, e não tolera os mind games de Villas-Boas, que punham em sentido os árbitros e os jornalistas do Condado Portucalense.

David Luiz, diz a imprensa britânica, pode ser transaccionado na abertura do mercado de Inverno pelo preço de 16 milhões de euros, ele que custou 24 milhões a Abramovich. Tony Cascarino, a velha glória irlandesa que jogou no Chelsea no início dos anos 90, apontou recentemente aquilo que considera serem as falhas do jovem defesa central brasileiro: «Ele pensa de forma errada e tem o péssimo hábito de tentar passes arriscados quando só precisa de defender. Será difícil perder esses maus hábitos.»

André Villas-Boas, diz também a imprensa inglesa, teve o lugar por um fio antes destas duas últimas vitórias do Chelsea, para o campeonato inglês e para a Liga dos campeões, frente ao Valência. Para lá dos resultados não estarem a corresponder às expectativas do magnata russo que o contratou, o jovem treinador chegou também com os maus hábitos do futebol português. E os «gloriosos olhos austeros» da Inglaterra logo o sancionaram com uma multa de 12 mil libras (perto de 19 mil euros) quando, depois de perder com o Queens Park Rangers, Villas-Boas se atreveu a dizer que o árbitro tinha feito um trabalho «muito, muito pobre», pequeníssimo, quase anémico insulto em termos lusitanos. Mas tremenda falha para um desportista na Inglaterra de Henley e de outros civilizadores.

E se, em Inglaterra, afirmar que o árbitro foi «muito, muito pobre» dá uma multa de 19 mil euros, imagine-se a coima que Villas-Boas terá de pagar se um dia, no rescaldo de um resultado menos feliz, disser em inglês tudo o que disse em português, em Guimarães, na época passada, depois do empate do FC Porto no berço da nacionalidade: «A minha expulsão é ridícula» … «O árbitro cometeu um erro declarado que mudou o sentido do jogo» … «por favor, alguém meta pressão na TVI…»

Havia de ser bonito.

Sobretudo naquela parte em que Villas-Boas diria, em inglês, please, someone put pressure on BBC!»

Pressure on BBC? I beg your pardon??????!!!!!

Mas isso nunca vai acontecer.

«Oh Inglaterra, minha Inglaterra / com os teus gloriosos olhos austeros…»



LIEDSON já sabe ao que sabe ser campeão. O caminho não foi fácil. Aos 21 anos, Liedson era caixa de um supermercado e quando saiu do Brasil para a Europa não era, propriamente, nenhuma vedeta. Nunca jogara sequer em nenhum escalão da selecção brasileira. Depois de sete anos no Sporting a disfarçar com os seus golos todas as crises de Alvalade, regressou ao Brasil para jogar no Corinthians.

E o Corinthians ganhou o campeonato no domingo. No mesmo dia em que morreu Sócrates, o doutor, que fez no timão meia dúzia de épocas de sonho. Sócrates sempre disse, reza a lenda, que gostaria de morrer num domingo em que o Corinthians «levantasse um título». Foi precisamente isso que aconteceu. E é assim que vai ficar para a História.



VENDO as imagens na televisão, fica-se com a ideia de que os simpáticos adeptos do belenenses que se deslocaram a Alvalade ficaram um bocado enjaulados no estádio, confinados entre grossas redes laterais, dissuasoras de qualquer comportamento menos digno que, aliás, não se previa. Também é verdade, registe-se, que à frente não tinham rede alguma que lhes perturbasse a visão. Mas também não fazia falta porque está lá o fosso que sempre é mais medieval do que pré-histórico.



P.S. – Foi um grande aborrecimento o jogo de ontem do Benfica com os romenos, só compensado pelo gosto de ficar em primeiro lugar no grupo. Ontem também ficou provado que o grande resultado do Benfica nesta “poule” foi a vitória em Basileia. Incrivelmente, o Manchester City e o Manchester United foram parar à Liga Europa que, sem a chegada destes ingleses, até já parecia a Taça de Portugal."



Leonor Pinhão, in A Bola

'UEFICES'

"Na omnipresente e omnisciente UEFA há decisões que, por mais esforço que faça, nunca perceberei. Dois exemplos: o cartão amarelo quando um jogador tira, por instantes, a camisola ao festejar efusivamente um golo; e a existência de pseudo árbitros que, nos jogos europeus, estão atrás da linha de cabeceira.

Quanto ao cartão, o gáudio por um golo marcado e, às vezes, decisivo é castrado pela imposição da estupidez. A admoestação pelo striptease dorsal do marcador de um golo é a mesma de um jogador que dá uma pantufada num adversário, ou a do que diz um sonoro impropério ou faz jogo sujo e anti-desportivo. Usando um termo ora muito em voga, que generosa equidade!

Quanto à invenção dos 'juízes desembargadores de segundo recurso', continuo sem perceber a sua utilidade. São uma espécie de candeeiros ou múmias paralíticas, que, creio, só se dará por eles quando levarem uma bolada em cheio. Reconheço, porém, que contribuem para aprofundar o 'turismo arbitral' dando a conhecer aos felizardos novas cidades e estádios, em ritmo de passeio. Sugeriria até que, tal como no voleibol ou ténis, se pudessem sentar em cadeiras elevadas para melhor desfrutarem do espectáculo.

Se bem que já tivesse tirado estas conclusões sobre a inutilidade da sua lide, fiquei definitivamente elucidado quando vi um dos quintos(?) árbitros no jogo Benfica-Basileia não ter indicado uma mão descarada de um jogador suíço dentro da área e ali nas barbas do homem.

Mas nem tudo é mau. Estes juízes têm, privilegiadamente, condições únicas para certificarem se a camisola de um marcador de um golo sai do corpo o suficiente para o soberano árbitro mostrar o tal cartãozito amarelo. E assim justificarem a sua presença..."


Bagão Félix, in A Bola

Treino na Champions!!!



Benfica 1- 0 Otelul Galati



Em ritmo de treino, deu para garantir o primeiro lugar do grupo, sem derrotas... jogo irritante, onde a potencial goleada estava à vista de todos, mas a equipa não quis... sendo que as gestões de vantagens mínimas são sempre perigosas. O jogo foi tão lento, que até no golo, a bola entrou devagarinho dentro da baliza!!!

Apesar da vitória acho que Jesus cometeu um erro na preparação deste jogo: Aimar tinha que jogar ao lado do Javi no meio, e Rodrigo ou Saviola tinham jogado ao lado do Cardozo. Este era claramente um jogo para o esquema mais ofensivo. Estes Romenos ofensivamente são realmente muito fraquinhos, defendem relativamente bem, é verdade que perderam os 6 jogos na Champions, mas não foram goleados por ninguém... mas pedia-se pelo menos mais um golinho!!!

De positivo o regresso do Cardozo aos golos, nenhum dos jogadores em perigo de suspensão levou amarelo... de negativo, a lesão de Gaitán.

Como alguém dizia esta semana na blogosfera Benfiquista: o grau de exigência no Benfica aumentou muito nos últimos tempos. Arrisco, dizendo, que 12 pontos na Champions será raro no nosso futuro próximo!!! Muitos contribuíram para isso, mas a entrada do nosso actual Mister no Benfica, é um momento marcante, é importante e justo reconhecer este facto.

Agora é esperar pelo sorteio, os Russos (Zenit, CSKA) são medianos, o único problema será o frio de Fevereiro, normalmente, em partidas bastante emotivas, tratamos da 'saúde' aos Franceses (Lyon, Marselha), os outros são de evitar, por várias razões, sendo que tradicionalmente o Benfica dá-se mal com Italianos e Alemães!!! O Napoles neste momento está mais forte, em relação ao nosso último confronto. O Milan tem uma equipa repleta de estrelas, que quando motivados são muitíssimo perigosos. E o Bayer é uma equipa com sede na Alemanha!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Crise? Qual crise?

"É incompreensível que um clube português possa pagar por um jogador de apenas 20 anos, cujo talento é muito exaltado no seu país (o Brasil) mas quem em Portugal pode não ter sucesso (sobram casos desses), a astronómica quantia de quase 18 milhões de euros! Do mesmo modo que é incompreensível que nesse valor estejam incluídos, perto de 5 milhões de euros de comissões, o que corresponde a 35 por cento do preço final! Será que uma operação destas não desperta nenhuma estranheza a ninguém? Nem mesmo à CMVM, a quem são comunicados em detalhe os valores despendidos? Será que este jogador, de nome Danilo, quando chegar em Janeiro vai ter lugar na equipa? Ou vai ficar meses a fio no rol dos desaparecidos, como sucede com o seu ex-companheiro do Santos, Alex Sandro, e com o argentino Iturbe, proclamado pela imprensa sul-americana como o «novo» Messi?

Oxalá que o fair play financeiro que a UEFA de Platini promete pôr em prática já em 2013 sirva ao menos para evitar (no que não acredito) que desatinos destes possam acontecer num país onde pouco ou nada falta para se começar a morrer de fome! Sem saber ainda como vai acabar esta cruzada, Platini entretanto já se envolveu noutra guerra, desta vez com Sepp Blatter, o outro sacripanta da FIFA. Não está só no campo da batalha, tem a respaldá-lo o presidente da federação alemã, Zwanziger. Exigem à FIFA: 1. mais democracia na caduca International Board; 2. maior controlo financeiro sobre os dirigentes que ocupam ou se candidatam ao Comité Executivo; 3. novas regras para a eleição do presidente; 4. mais voz ao clubes; 5. instituição de uma comissão de ética séria, composta por gente do desporto e das leis. Beckenbauer e Rummenigge aplaudem."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Chega?

"Às portas do Natal, o Benfica é a única equipa europeia invicta. Chega? Não chega, mas é um registo notável. Nos últimos vinte anos, o Benfica nunca tinha amealhado tantos pontos (28) nesta altura da prova doméstica mais importante. Chega? Não chega, mas é um registo notável. O Benfica lidera, ainda que em igualdade pontual com o FC Porto, o Campeonato e até já jogou no Dragão. Chega? O Benfica, pela primeira vez nas últimas temporadas, não claudicou, uma vez sequer, nos confrontos directos com o FC Porto, o Sporting e o Braga. Chega? O Benfica já está apurado para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e tem amplas possibilidades de ser primeiro classificado no seu grupo, à frente do Manchester United. Chega?

Por ora, convenhamos, não chega. Não chega pela elementar razão de que o Benfica ainda não venceu nenhuma competição. Só que chega para perceber quão dilatadas são as potencialidades da equipa, chega para perceber quão vitoriosa pode ser esta época, chega para perceber quão confiante pode estar a vasta legião de adeptos.

O Benfica na versão 2011/2012, tem estado ao nível dos melhores desempenhos das suas temporadas competitivamente mais marcantes. Inclusive, neste momento, tem um registo superior ao de há dois anos, altura em que venceu a Liga nacional de forma justa e categórica.

O futuro imediato, a julgar pelos últimos meses, só pode ser prometedor. Aproximam-se compromissos que encerram grandes dificuldades. E os que ficaram para trás? A resposta foi ou não positiva? Tudo se conjuga para que este seja um ano de grandes e bonitas emoções vermelhas."


João Malheiro, in O Benfica


PS: Como é óbvio esta crónica foi escrita antes do jogo com o Marítimo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Parábola do sapo que queria ser burro

"Presunção e pretensões nunca faltaram aos néscios.

Sei de uns que agora, então, inflados de ilusão por meia-dúzia de penaltis e arbitragens mal paridas, antes uns contendores de segundo pacote, lhes valendo mais apalermadas bazófias do que nos últimos quarenta anos, já se julgavam até mal empregados para jogar no Campeonato português...

Empertigados, tendo perdido a noção das distâncias e o sentido da medida, passaram à fase seguinte: como naquela história do sapo que queria ser tão grande e tão gordo como o burro, puseram-se a 'comer uvas'. Alarvemente. Tal como o ambicioso sapo que, embora tivesse a boca quase tão grande como a do asno, se pôs a comer cachos e cachos inteiros de uva madura, para inchar ainda mais depressa, com os eflúvios de fermentação inevitável.

Pobre anfíbio, porém! De tanta uva comer sem se conter (triste é a sina dos estúpidos!), inchou tanto, até que rebentou, numa formidável explosão de gases, que o deixou todo escavacado e inerte, ainda não burro e já nem sapo...

Estes que eu conheço (que tal como o visconde, dizem que são de alta estirpe, mas acolhem o lumpen nazi), levando à letra a história do anfíbio, puseram-se a fazer o que fez o sapo. Só que as 'uvas' deles eram a própria saliva das vanglorias que bolsavam entre si e das cuspidelas de ousadias, lançadas para o ar que os cobre...

À falta de resultados firmes, a jogar com a pequenada internacional, primeiro choraram-se de arbitragens. E depois, já bem inflados dos primeiros gases, ainda um mês antes de virem tentar uma improvável bênção na Catedral, acabam a inventar manobras de distracção que, pelo sim pelo não, mais tarde lhes justificassem a forradela de táctica que, no fundo, temiam vir aqui levar.

Cumpriam-se o mesmo destino do sapo. Mas, bastando-lhe o ácido fermento das falácias que os faziam espumar cada vez mais, incharam afinal mais rápida e desmesuradamente do que alguma vez teriam sonhado. Presumidos, requisitaram mais bilhetes do que as posses. E os poucos que quiseram vir ao castigo, ainda assim beneficiaram, pacóvios, de cuidadas condições de conforto e segurança bem mais apropriadas do que as que podem oferecer no viscondado, onde, volta não volta, desabam que nem sapos, para dentro uma fossa qualquer que os faz ali felizes.

No fim, a frágil pele viscosa de sapos não lhes aguenta a formidável ceva e explode de vez! Ora, ante a realidade da reles derrota desportiva (que os seus próprios atletas reconhecem), vai de se vingarem. Sem escrúpulos, nem cortesias de visconde. Despedem-se à cacetada, com toda a brutalidade e a piromania do seu estratégico back office nazi.

Moral da história: assim recolhem eles de novo ao patético viscondado, quais sapos estoirados pela engorda, sem terem sido sequer capazes de provar inteligência para chegarem ao patamar dos burros..."


José Nuno Martins, O Benfica

Ó bófia, tens aí lume?

"Há gente que tem uma tendência inata para a tarouquice que parece quase científica. No mesmo momento em que o Merceeiro Analfabeto escreve nas páginas desacreditadas do seu panfleto que desde que D. Palhaço surja providencialmente em algum lado - provavelmente com a aura de alguma Nossa Senhora de Fátima (não com a Fatinha da joelharia de joelhos) - tudo muda, tudo mudou mesmo para um pobre profissional da Imprensa falada, que viu a vida a andar para trás enquanto se sujeitava à linguagem poluída do labrego da Madalena e às bofetadas de alguns paus-mandados de vão de escada. Que o Merceeiro Analfabeto é um génio da escória já toda a gente sabe. Por onde se esconde, já é mistério. Nalguma lura húmida na qual fungos como ele se sentem em casa.

Por seu lado, o Bófia Paleolítico Inferior foi à bola. Ao contrário do merceeiro na lura, não é lugar onde se sinta à vontade. Ficou por ali, espreitando o jogo por entre os quadrados da rede, ele que tanta gente deixou a ver o sol aos quadradinhos, sem perceber grandemente o que se passava lá por baixo pelo relvado, mas compreendendo em absoluto todos os insultos que lhe eram gritados em coro aos ouvidos como se de música se tratasse. O Bófia Paleolítico Inferior sentiu-se importante. Quando o jogo acabou sentiu-se meio perdido. A seu lado, um rapazito desdentado, habitual frequentador da Mitra de Lisboa, deu-lhe uma cotovelada compincha:

-Ó Bófia, tens aí lume?

O Bófia Paleolítico Inferior emprestou-lhe o isqueiro Dupond. Nunca mais o veria. Não foi preciso esperar muito para lhe chegar à pituitária um cheiro a plástico queimado. O fumo escuro e grosso quase não o deixava respirar. O Bófia Paleolítico Inferior olhou em volta. Tal como o profissional da Imprensa falada, os soldados da paz que procuravam apagar o fogo eram tratados à bofetada. Assobiou para o lado, meteu as mãos nos bolsos e fugiu da confusão. Mais tarde haveria de se armar em valente..."


Afonso de Melo, in O Benfica

A lira de Nero

"Não eram necessários dotes divinatórios, nem poderes extrassensoriais, para admitir que o Estádio da Luz iria pegar fogo. O ambiente desportivo foi o doutras épocas, com resultado imprevisível até ao derradeiro minuto. Nem o Benfica deslumbrou, nem o Sporting se acabrunhou como os desígnios deixavam a adivinhar. Temos campeonato a três ou a quatro, caso se perceba exatamente o que quis dizer Leonardo Jardim após a derrota com o Porto.

Depois de perder por 3-2, e de colocar apenas nos últimos minutos os jogadores que estabeleceram a diferença, o madeirense justificou o desempenho da equipa com um “faço o meu trabalho dentro daquilo que posso”. Depois do susto que pregou ao campeão nacional, mas somente a um quarto de hora do fim, pôs-se a jeito de todas as suposições.

Ainda tarda entender o que se passa com a condição física do plantel do Sporting. É exagerado o número de lesionados que condicionam a ambição de Domingos para os diversos compromissos, ainda todos, em que o clube está envolvido.

Regressemos ao dérbi de sempre. As medidas de segurança impostas pelo Benfica vieram a revelar-se insuficientes e incapazes de dominar aquelas criaturas que me recuso a admitir como adeptos do Sporting. Não são incendiários, arruaceiros, neonazis e agressores de bombeiros que a direção do Sporting defende, quero crer. Bastava ter optado por dialogar, em vez de se indignar, para criar as pontes com os responsáveis pelos encarnados, que aparentavam uma era de entendimento, ainda recentemente observada na gala da Confederação do Desporto de Portugal.

Aliás, a gritaria no túnel dos balneários da Luz – outra vez no mesmo sítio – de Luís Filipe Vieira a vociferar com Luís Duque, a propósito da arbitragem, denotam a paz hipócrita em que vivem os dois emblemas de Lisboa. Os dois de Lisboa? Todos. Dirigentes que teimam em governar os seus clubes como se os adversários fossem alvos a abater, e menos como um parceiro neste negócio em falência iminente.

Ainda esta semana foi destaque no “Diário de Notícias” os subsídios – salários??? – das modalidades amadoras do Porto. Com o desempenho tão irregular da equipa de futebol pergunto se também o futebol foi atingido por esta praga?

Talvez tal justifique o nervosismo que levou Pinto da Costa ao aperto verbal ao jornalista Valdemar Duarte, e consequente agressão física, por outros, após o FC Porto-Braga. Realmente é insuportável aguentar uma época com um plantel avaliado em 125 milhões de euros, fora da Taça de Portugal e com a Liga dos Campeões em risco.

Afinal, há cadeiras a arder em todos os estádios, e os Neros cantam e tocam, inconscientemente, a sua lira."

Confirmações

"1. Durante esta semana, a propósito de notícias em recintos desportivos (um conceito que em tempos tanto apaixonou certas hostes) e noutros recintos, confirmou-se mais uma vez que entre nós há justiça formal mas peca a justiça substancial, aquela que reconstitui com coragem e convicção fundada a verdade dos factos e aproxima, no momento da sanção e da sua execução, a aplicação da lei abstrata do sentimento de confiança dos cidadãos – pelo menos na retribuição para com os cumpridores. Se essa justiça substancial peca, vulgariza-se a impunidade, sentimento que começa nas escolas e acaba na rua. Hoje podemos concluir que os poderes legislativo e judicial falharam estrondosamente na prevenção geral. No caminho, a impunidade ganhou o estatuto de uma “expectativa” generalizada e, pior do que isso, construíram-se ilhas com muralhas desafiadoras do direito e da ordem pública. Voltar para trás vai ser mais difícil, mas ainda é possível. Depende do comportamento de muitos e desses muitos ao mesmo tempo. Voltar ao caminho certo está, todavia, condicionado pela tibieza e incapacidade de alguns, poucos mas suficientes para fazer claudicar todo um projeto de sociedade, em que as pessoas de bem ainda têm espaço. O espaço maior na “cidade” de todos.
2. Durante esta semana, a propósito de incidentes e colisões de diversa índole, confirmou-se mais uma vez que entre nós há liberdade de expressão mas, em vários casos, não há liberdade de imprensa nem critério sobre o relevo. A crise é grave. Os canais da comunicação escrita e televisiva compartimentam-se: uns (mais ou menos) independentes (quero acreditar que é a maior parte), outros completamente amarrados às “fontes privilegiadas”, que os ameaçam e constrangem. O espaço público está inundado por “ruído”, ao qual se dá um destaque que consegue abafar a lucidez e a inteligência dos demais intervenientes. Há autores de notícias e de comentários com medo. Os destinatários da informação são manipulados. O pensamento livre é marginalizado. O estado a que chegámos merece uma reflexão atenta e, mais do que nunca, um debate sério. O “quarto poder” não pode ser somente o espelho de outros poderes (ocultos, em especial), quando deveria ser sempre e em qualquer circunstância o vigilante neutro e nutrido de todos os outros poderes. O mundo está perigoso, na política, na economia, na cultura e nas artes, e, por maioria dos factos, também no desporto.
3. Durante esta semana, a propósito de entrevistas sobre o futuro do futebol, confirmou-se mais uma vez que não é líder quem quer e que a falta de liderança não se supre com operações de recato e lições dos especialistas. Há sempre um gesto, um esgar, uma sombra, que tudo denuncia… O confronto entre o “neovalentinismo” (sem berros) de Gomes, aspirante a líder embrulhado em cábulas balbuciadas a custo, e Marta, o “agregador mitigado” excessivamente desconfortado nos apoios ativos e passivos, chegou para perceber algo mais. Os detalhes podem ter sido decisivos na procura do número “43”, a cifra mágica do próximo dia 10. A imagem passada nas cadeiras da TV pode ter dado tudo e… nada."


Metê-la

"From: Domingos Amaral
To: Pablo Aimar

Caro Pablo Aimar
Há vinte e tal anos, em Cascais, havia um bar onde eu e os meus amigos costumávamos ir. Noite fora, jogava-se e bebia-se, e as sempre bem regadas conversas costumavam descambar em fortes polémicas. Então, no meio da algazarra, vinda de um canto do bar ouvia-se a voz rouca de um cinquentão bêbado que, para desempatar qualquer celeuma, vociferava: “O importante é metê-la lá dentro!” Fosse o tema das refregas o sexo ou o futebol (eram sempre esses os temas), e fosse qual fosse o pomo da discórdia, o velho alcoólico urrava sempre a mesma máxima: o importante era metê-la lá dentro!
Diz-se que há uma verdade profunda nas palavras dos bêbados e de facto, no final de qualquer jogo, só contam as que se conseguem “meter lá dentro”. Por exemplo, em Manchester, Ferguson apelidou o encontro de “cruel”, defendendo que a sua equipa merecia mais do que o empate. Pois. Mas tu, caro Pablito, “meteste-a lá dentro”, fizeste o 2-2 e saímos de lá apurados.
Contra o Sporting também ajudaste, marcaste o canto e o Javi “meteu-a lá dentro”. O Sporting jogou bem, andou por ali às voltas mas… É como no sexo: é bom abraçar um rabo, beijar uma boca, apalpar uma maminha mas… “o importante é metê-la lá dentro”. O Sporting entusiasmou-se, roçou-se muito, mas a verdade é que não a “meteu lá dentro” nem uma vez.
Claro que tem dias que também são os outros a “metê-la”. Na Madeira, entraste tarde e a más horas, já o Marítimo nos tinha “metido” duas lá dentro. Tiveste duas boas oportunidades mas não a “meteste” lá dentro e fomos à vida na Taça. É assim a vida. Quem mete, mete, quem não mete bate palmas."