"O que um empate fora com o
último classificado da Liga faz ao
carácter. Imagine-se… O já despromovido AFS beneficiou de
uma grande penalidade por mão
na bola e fez golo contra a
melhor equipa do sistema solar,
só ao nível da seleção do Brasil
de 1982 – por favor, alinhem na
ironia. Dois pontos perdidos,
adeus ao campeonato dos campos inclinados e descida ao 3.º
lugar da classificação a 3 jornadas do fim. O drama, o horror,
nem Artur Albarran o poderia
sintetizar melhor.
Quando o Nacional ficou a jogar
com 10 na Madeira (expulsão
absurda), quando foi perdoada a
expulsão a um central do Sporting CP em Famalicão, quando foi
perdoada uma grande penalidade aos verdes e brancos (e expulsão) no Estoril, quando, contra o
Santa Clara, foi tudo permitido
para deixar passar o andor de
Alvalade, onde andava esta
gente? Provavelmente, a comer
canjinha ou a balbuciar alguma
banalidade sobre transparência
no futebol. De repente, lá voltam
a sair das tocas ou de debaixo
das pedras para se indignarem
com a arbitragem. Os mesmos
que assobiaram para o lado
quando a final da Taça de Portugal da época passada ficou manchada por agressões sem punição, sentem-se agora injustiçados.
Confesso que quase me caiu
uma lágrima de ver tanto sofrimento e amuo, mas não de tristeza. Quase chorei de tanto rir
com mais esta clara demonstração da proteção que tem sido
dada ao clube cujo estádio se
situa pegadinho à estação de
metro do Campo Grande e à
churrasqueira adjacente, o verdadeiro grande ex-libris dessa
zona de Lisboa.
Faltam 3 jornadas para o fim do
Campeonato e a choradeira não
vai parar. Preparem-se para o
que aí vem. Ao Sport Lisboa e
Benfica só lhe servem 3 vitórias."
Ricardo Santos, in O Benfica

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