Últimas indefectivações

quarta-feira, 11 de março de 2026

Última chamada


"Apesar da matemática poder ainda permitir outros cálculos, abrir caminhos mais sinuosos e iludir as esperanças, a verdade nua e crua é apenas uma: qualquer hipótese objectiva do Benfica vir a sagrar-se campeão nacional passa por uma vitória no próximo domingo.
Trata-se, pois, de um jogo absolutamente decisivo. Se não para vencer o Campeonato, pelo menos para não o perder já.
As coisas podiam ter sido bem diferentes. As exibições realizadas diante do Real Madrid mostraram que o Benfica, aquele Benfica, tinha capacidade para passear tranquilamente em muitas das jornadas da liga portuguesa – designadamente naquelas em que perdeu pontos de forma inesperada. Os empates cedidos na Luz, em tempo de descontos, face a 13.º, 15.º e 17.º classificados, que totalizaram um desperdício de 6 pontos, pesam agora em demasia num Campeonato extremamente desequilibrado e em que a margem para percalços é quase nula.
Por outro lado, a época tem sido também marcada por arbitragens degradantes, quer nos nossos jogos, quer nos jogos dos adversários directos. Na verdade, é algo que já vinha a sentir-se na ponta final da última temporada, mais precisamente desde que este Conselho de Arbitragem assumiu funções. O penálti com que o FC Porto desbloqueou a partida com o Arouca foi apenas mais um exemplo de como os resultados, as classificações e as competições têm sido desvirtuadas a um nível que só encontra paralelo nos tempos sinistros do Apito Dourado – quando, note-se, ainda não havia VAR. Sem erros de arbitragem, o Benfica estaria seguramente mais perto do primeiro lugar e podia mesmo estar agora a discuti-lo neste clássico.
Isso ficará para reflexão noutros planos e não pode pesar no espírito dos jogadores quando entrarem em campo no domingo. Aí, nesse momento, só uma palavra interessa: ganhar!"

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