"E se alguém se lembrasse que
ao amarelo e ao vermelho do
castigo faltava a companhia do
branco e do incentivo? Como
todas as ideias, as mais simples
são as que melhor funcionam, e
esta de um cartão que sai da
algibeira para sublinhar o fair
play, para premiar a atitude e
para pôr em evidência os valores
mais elevados do desporto, foi
desde a primeira hora uma ideia
vencedora.
Está de parabéns o Plano Nacional para Ética no Desporto, pelo
propósito e pela oportunidade da
sua criação. É de pequenino que
se torce o pepino, diz sabiamente
o nosso povo, por isso o emprego
deste instrumento educativo a
partir da mais tenra idade é uma
contribuição objetiva para a formação integral de todos os praticantes desportivos e fica-lhe
seguramente para a vida.
No que respeita à Fundação Benfica, utilizamos o cartão branco
desde a primeira hora em todos
os projetos sociodesportivos que
desenvolvemos, sendo prática
instituída em todas as atividades
que envolvem algum tipo de
competição. A receção da
ideia é fantástica e os jovens
podem mesmo aceder a prémios
de fair play e a sinaléticas distintivas nas suas camisolas pelo
facto de terem um bom desempenho ético e moral dentro e fora
de campo.
Com um mundo de desafios
constantes e uma necessidade
premente de as sociedades se
pautarem por valores em benefício de todos, a utilização deste
simples cartão em sinergia com
projetos formativos de base desportiva, é uma importante contribuição para a formação cidadã
e para a vida coletiva que almejamos. Uma vida qualitativa, justa e
solidária, onde todos possam
elevar ao máximo o seu expoente
e onde o sucesso e a liderança
evitem os caminhos fáceis do
individualismo e da arrogância, e
sejam sinónimos de reconhecimento e bem-estar social. É o
que nos diz e ensina a máxima
benfiquista – De todos um!"
Jorge Miranda, in O Benfica

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