"Prestianni esteve pelo menos três vezes muito perto de marcar. Schjelderup também criou muitos desequilíbrios. Só não houve felicidade do Benfica porque o gigante, desta vez, estava na baliza do Tondela
A figura do Benfica: Prestianni (7)
Aos 2' estava a conduzir a bola sozinho, com muitos adversários pela frente, sinal de que estava ali para lutar e procurar o golo, contra destino que se anunciava difícil. O baixinho desequilibrou no ataque com fintas, combinações e remates, criou e finalizou ocasiões. Veja-se só os disparos com perigo: remate fora da área para boa defesa de Bernardo Fontes, grandão de 1,97 metros; aos 33' lançado por Pavlidis atira para grande defesa do guarda-redes; aos 54' remate em arco muito perigoso, para desvio do brasileiro; aos 58' nova ameaça com perigo; aos 68' disparo de pé esquerdo com a bola a sair perto do poste direito. Pelo meio outros remates, ora desviados por defesas, ora sem força ou ao lado da baliza. Ainda isolou Pavlidis (11') e aos 46' fez a bola passar pela pequena área, mas ninguém encostou. Sempre com compromisso defensivo, saiu esgotadíssimo aos 82'.
Trubin (6) — Aos 3’ já voou para afastar com os punhos um centro ameaçador de Bebeto, aos 12’ sentiu dificuldade em agarrar a bola depois desta perder velocidade na lama, aos 25’ viu bola sair do calcanhar de Jordan Pefok para o poste esquerdo. Primeira meia hora agitada. O grandão da baliza do Benfica teve depois pouco trabalho. Ficou a ver o que estava a fazer o grandão da outra baliza.
Daniel Banjaqui (6) — Ficou em sentido, no início, com a velocidade de Aiko. Também algumas dificuldades em meter os primeiros passes. Mas não deixou de procurar o ataque, somou dois centros perigosos na primeira parte e aos 43’ rematou forte, sem balanço e fora da área, para difícil defesa de Bernardo Fontes. Aos 58', na área do Tondela, meteu Prestianni na cara de Bernardo Fontes. Foi perdendo fulgor e saiu aos 62' por Sidny.
António Silva (7) — Jogou sem complicar — bola para longe — sempre que se exigia, para evitar qualquer risco. Ensaiou dois maus passes longos antes de outros dois muito bons — primeiro a lançar Banjaqui aos 24’ e depois a encontrar Pavlidis (33’), permitindo que este isolasse Prestianni. Bons cortes aos 22’ e 73, de cabeça e com o pé, mostraram que soube estar no sítio certo. Muito sereno.
Otamendi (6) — Aos 25' Jordan Pefok desviou à frente do argentino para o poste, mas o principal mal tinha sido feito por Dahl. Foi somando bons cortes, aos 48' matou um contra-ataque ameaçador de Rodrigo Conceição. Falhou alguns passes longos, especialmente na segunda parte. Foi dos que mais mostraram vontade de vencer. Aos 31' encheu-se de ganas, avançou com a bola controlada e rematou forte fora da área, mas a bola saiu ao lado do poste direito.
Dahl (5) — Apesar de ter combinado várias vezes com Schjelderup ou Sudakov, não teve assim tantos lances positivos no ataque. A defender quase comprometeu aos 25' — má abordagem a um lance, falhou no tempo de corte e permitiu que Rodrigo Conceição cruzasse para Jordan Pefok finalizar com perigo. Aos 90+2' rematou forte ao lado do poste esquerdo.
Barreiro (6) — Formiguinha no meio-campo, sempre numa agitação, pressionou, cortou lances e tentou entregar depressa a bola. Caiu na área num lance com Bebeto na primeira parte, Luís Godinho assinalou penálti, mas reverteu a decisão depois de chamado pelo VAR para analisar as imagens. Com os minutos a passar, surgiu mais perto da área.
Aursnes (6) — Aos 74' esteve perto do golo, mas rematou com dificuldade e sem força contra Bernardo Fontes na pequena área. Aos 82' o guarda-redes voltou a travar-lhe um remate. Prático e com a preocupação de jogar para a frente, num toque de cabeça ainda deixou Schjelderup numa boa posição para marcar (59').
Sudakov (6) — Deu-se sempre ao jogo, combinou várias vezes com Schjelderup, Dahl, Aursnes ou Pavlidis, mas nem sempre tomou a decisão certa, sobretudo perto da baliza. Aos 61', por exemplo, perdeu tempo para rematar na área e perdeu uma oportunidade. Soltinho, bem fisicamente, fez com Pavlidis a primeira linha de pressão.
Schjelderup (6) — A exibição e os dois golos com o Real Madrid encheram-no de confiança, partiu com coragem para o um contra um, saiu-se bem várias vezes, meteu bem a bola em Pavlidis na área, abriu caminho para Dahl subir e rematou sempre que pôde. Aos 59' o pequenito norueguês esteve perto do golo, mas Bernardo Fontes estragou-lhe a festa.
Pavlidis (6) — Aos 11' recuperou uma bola, meteu em Prestianni, foi receber o passe do argentino, mas não conseguiu finalizar. Aos 33' grande passe para Prestianni, aos 35' rodou sobre um defesa, mas estava lá o guarda-redes, aos 65' cabeceou ao lado do poste direito, aos 90+2' entregou de bandeja para disparo de Dahl. Esteve na zona de finalização e criou oportunidades para os companheiros. Jogo de muitos duelos, difícil e de inverno, por isso nem sempre bonito.
Rafa (4) — Entrou aos 62', jogou primeiro ao lado de Pavlidis e depois na direita. Falhou vários passes e o jogo pareceu mais rápido que Rafa.
Sidny (6) — Também entrou aos 62'. Dois bons cruzamentos que Pavlidis e Aursnes não finalizaram. Tentou a sorte na marcação de um livre (contra a barreira) e num remate forte (ao lado).
Bruma (5) — Entrou aos 82' ainda a tempo de rematar forte com o pé esquerdo à entrada da área, mas a bola desviou em Rodrigo Conceição. Aos 90' recuperou a bola e lançou contra-ataque.
Anísio Cabral (6) — Entrou também aos 82'. Esteve muito bem — na primeira ação deu velocidade a um contra-ataque, usou o corpo para receber a bola e entregá-la bem, aos 90+2 meteu boa bola em Pavlidis, aos 90+5', à meia-volta sobre Medina rematou com perigo na área."

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