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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Fome

"À míngua de resultados que se vejam, inquestionáveis, em campo e nos assuntos de gestão, os nossos rivais, a cada novo evento que confirme a capacidade diferencialmente única do Benfica em cumprir projectos, prazos e objectivos, preferem vir a terreiro com lenga-lengas a tresandar de cobiça e de inveja, em vez de se esforçarem por entrar nos eixos de desempenho desportivo e de boa governança.
Sempre que perdem, dizem que os culpados somos nós. Ou os árbitros. Ou a relva. Ou o antijogo. Ou as condições do tempo. E que nunca deviam ter perdido ou empatado, porque sempre jogaram muito melhor do que os outros.
Por outro lado, quando nós ganhamos - mesmo que não tenha sido a eles - dizem que não devíamos ter ganhado. E até quando chegamos a ganhar por seis ou por dez, em vez de se reservarem, têm a desfaçatez de se indignar com a expressão dos nossos números. Não suportam que sejamos melhores. E então, sempre que vendemos ou contratamos os direitos desportivos de um jogador, não hesitam em pôr-lhe todos os defeitos do mundo. Ou porque o atleta não presta. Ou porque é bom demais. Ou porque os agentes da transferência, isto. Ou por o clube que compra, assim. Ou porque o clube que vendeu, assado. Não suportam que o Benfica venda, nem suportam que o Benfica compre. Nada. nem ninguém.
Só eles é que vão vender. Só eles é que vão comprar. E, no entanto, muito raramente se livram de quem lá ganha muito e joga pouco. Da mesma forma que raramente (ou mesmo jamais) 'chegam a tempo' de comprar, seja quem for, em condições idênticas às que o Benfica consegue nos seus negócios. E quanto às vendas, apesar do que propalam uns e outros, nem eles nem os alegados méritos dos atletas de que dispõem nas carteiras jamais convencem os putativos interessados, sempre amplamente referidos nas propagandeadas 'informações' que plantam nas redacções da imprensa e das TV para enganar papalvos.
Mas nós temos que manter a nossa calma. Afinal, tanta mentira, tanta avidez, tanto ciúme, tanta inveja, tanta raiva, não é doença: o que se lhes passa é que, como dizia o povo, a fome é negra."

José Nuno Martins, in O Benfica

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