Últimas indefectivações

sábado, 6 de março de 2021

Amanhã, Final da Taça de Portugal...

Benfica 3 - 1 Fonte do Bastardo
27-25, 25-17, 22-25, 25-15

Era muito importante voltar a vencer a Fonte, após duas derrotas consecutivas (e a perda do 1.º lugar na fase regular), e hoje não demos hipóteses! E o resultado não foi mais dilatado, porque no 1.º Set, desperdiçamos uma vantagem grande, e acabámos por vencer apertados; e só perdemos o 3.º Set, porque o Marcel demorou demasiado na substituição dos Andrés (o Japa pelo Lopes)!
Amanhã na Final com o Sporting, só o cansaço poderá estar 'contra' nós, porque no resto, temos tudo para voltar a vencer a Taça de Portugal!

PS: É verdade que no 1.º Set houve ali uma decisão da arbitragem a nosso favor discutível, mas a bola de Set do 3.º Set é um absurdo: o fiscal marcou a bola dentro, bem... e o árbitro reverteu, e deu o Set à Fonte, transformando um 23-24, num 22-25!!!

Empate...

Benfica 3 - 3 Valongo

Entrada displicente que explica o 1-3 ao intervalo, e depois quando tentámos a remontada, acabámos por desperdiçar 7, repito 7 situações de bola parada (Livre Direto(7) e/ou Penalty(2)), inclusive um penalty a 5 segundos do fim!!!
Temos aqui um cocktail de jogadores com a cabeça na próxima época, outros a pensar que no play-off é que vai ser, e arbitragens surreais jornada após jornada!!!

Beatriz 'Tinoco' Cameirão!!!

Olheiro BnR | Henrique Araújo, a nova promessa madeirense


"Cristiano Ronaldo já não terá muitos mais anos de carreira ao mais alto nível, mas a Madeira tem outro jogador que poderá vir a ser uma estrela no futebol mundial. Trata-se de Henrique Araújo, nascido no dia 19 de Janeiro de 2002, na cidade do Funchal.
Tal como CR7, Henrique Araújo também deu os seus primeiros passos no CF Andorinha. No entanto, transferiu-se depois para o CS Marítimo, um dos principais clubes madeirenses, onde cedo demonstraria uma relação muito próxima com o golo.
Como sub-16, Henrique Araújo realizou uma temporada estrondosa nos juvenis do CS Marítimo, ao marcar 54 golos em 30 jogos, números que lhe valeram a transferência para o SL Benfica no verão de 2018. Até agora, nos três anos em que está ao serviço dos encarnados, Henrique Araújo já marcou um total de 76 golos entre as equipas de juvenis, juniores, sub-23 e equipa B, tendo-se sagrado campeão nacional de juvenis na época 2018/2019.
Apesar dos seus números estratosféricos, o avançado português ainda não tem um grande percurso nas seleções jovens, tendo inclusive falhado a presença no Campeonato da Europa de sub-17 em 2019, estando tapado por outros nomes como Fábio Silva e Tiago Tomás.
Henrique Araújo é daqueles avançados com uma aptidão natural para marcar golos, sendo capaz de rematar tanto com os dois pés, como de cabeça. Mas a principal virtude que contribui muito para esta aptidão, e que o tem feito sobressair nos diversos escalões, é a sua inteligência a movimentar-se na manobra ofensiva da equipa.
Henrique Araújo é um avançado que tanto demonstra capacidade para jogar entrelinhas como para atacar a profundidade, sabendo medir o timing de desmarcação. É também um jogador que sabe segurar a bola e é habilidoso a jogar ao primeiro toque, o que lhe confere uma boa capacidade para jogar e dar apoios frontais aos colegas de equipa.
Com a presença de Gonçalo Ramos na equipa principal, Henrique Araújo tem sido habitual titular na equipa B, na qual não tem demorado muito tempo a adaptar-se à realidade e às exigências do futebol profissional sénior na Segunda Liga. Ainda com idade de júnior, Henrique Araújo tem sete golos marcados em 16 jogos na equipa B dos encarnados.
Pessoalmente, creio que Henrique Araújo deve dar continuidade ao seu crescimento na formação secundária do SL Benfica, de modo a preparar-se e ganhar calo para patamares mais elevados. Tendo a sua carreira bem gerida, Henrique Araújo tem tudo para ser um jogador de grande nível europeu."

Benfica After 90 - Estoril...

Sobre Gonçalo Ramos, nada como recordar as palavras do imortal Tozé Marreco: “Se me chamasse Marrecovic, sei bem onde estava”


"Vlachodimos
Tentou subornar os jogadores do Estoril ao intervalo para que estes fizessem 2 ou 3 remates à baliza e assim lhe permitissem esgrimir argumentos na luta pela titularidade. Nada feito.

Gilberto
É muito mais fácil aceitar esta combinação de mediania e inatacável ética de trabalho quando sabemos que o Gilberto está reduzido à condição de suplente utilizado.

Lucas Veríssimo
Tinha apostado nele para marcar e ainda não foi desta. Custou-me 10 euros, mas foi por uma boa causa. Esteve mais ocupado a segurar o forte.

Otamendi
Não vos sei explicar com exactidão o porquê, mas neste momento é dos jogadores a quem eu mais gostava de oferecer uma cerveja, idealmente rodeado por amigos nas imediações do estádio do Jamor enquanto, ao nosso lado, um porco enfiado num espeto roda sobre si mesmo. Há em Otamendi uma aculturação que me agrada, que faz com que o queira parte da festa e não apenas um elemento integrante do onze numa época deprimente. Apetece vê-lo celebrar um golo com a nossa camisola e beijar o nosso emblema, mesmo que saibamos que ele já foi o inimigo. Espero que aconteça no Jamor. 

Nuno Tavares
Foi uma espécie de banda de covers do Grimaldo. Não desafinou muito e chegou a entreter bastante. Veremos se a cantiga é a mesma quando alguém mais perigoso percorrer o flanco dele.

Gabriel
Ainda que numa primeira fase tenha receado pelo regresso daquele problema ocular, Gabriel acabou por estabilizar no jogo e foi útil à equipa, doseando de forma responsável as acções que atacam a vesícula de adeptos como eu. Ajudou que o adversário fosse um pouco macio, mas não foi só isso. Veremos se mantém este ritmo.

Pizzi
Este era um daqueles jogos em que, perante um adversário que procurou jogar de igual para igual sabendo que não tinha todas as armas para o fazer, o melhor Benfica e o melhor Pizzi possíveis teriam dizimado as esperanças do adversário. Ficámo-nos por um 2-0 e um Pizzi discreto que participou na circulação da bola mas não chamou a si o papel de rei das estatísticas do futebol europeu que tanto irrita alguns dos meus consócios. Já eu sinto algumas saudades desse Luís Miguel.

Pedrinho
Alternou entre os gestos técnicos de craque e as decisões de um suplente. Ainda assim gostei do que vi. Vamos esperar pela próxima conversa do mister com o presidente revelada numa “entrevista” para sabermos se Jesus ainda conta com ele.

Cervi
O mais discreto do meio-campo para a frente. O jogo não exigiu aquele frenesim a que ele está habituado e o homem fico sem saber exatamente o que fazer. Foi participando no jogo, mas de forma muito mais sóbria do que o próprio gostaria.

Chiquinho
Até o Pizzi ficou impressionado. Liderou as operações durante a 2ª parte, mostrando a cerebralidade e o talento que levaram o Benfica a comprar duas vezes o seu passe.

Gonçalo Ramos
Nada como relembrar as imortais palavras de Tozé Marreco, em 2013, quando somava 5 golos em 5 jogos oficiais pelo Tondela: “Se eu me chamasse Marrecovic, sei bem onde estava”. Talvez o Gonçalo precise de visitar uma conservatória do registo civil, perder o amor ao dinheiro e pagar 200€ para passar a chamar-se Gonçalosson Ramovic. Assim talvez consiga duas coisas: a primeira é jogar mais vezes e mais minutos; a segunda é sair da lista do Mendes para vendas no final desta época. Fica a sugestão. 

Everton
Querem o copo meio vazio ou meio cheio? O copo meio vazio diz-me que continua a falhar golos. O copo meio cheio diz-me que começa a aparecer em zonas mais condizentes com a sua apetência natural. Talvez consigamos encher o copo de vez quando afinar estes detalhes.

Seferovic
Este jogo está mesmo a pedir uns minutinhos de Seferovic” - absolutamente ninguém

Waldschmidt
Finalmente o regresso aos golos. Luca Waldschmidt tem um sorriso que enche o relvado. Olhamos para ele e nem parece que estamos a passar pela pior época desportiva em sei lá quantos anos. Há ali uma inocência, como se fosse o primeiro jogo e tudo fosse ainda possível. Vou agarrar-me a esse sorriso. E ao álcool, que isto de continuar fechado em casa com duas crianças está a provocar alguns danos. 

Taarabt
sempre tempo para uma cueca. Podia ter entrado para pastar 15 minutos no relvado, mas não me parece que saiba jogar dessa forma. Assistiu o amigo Waldo e seguiu caminho na direção do Jamor. Vamos todos!

Diogo Gonçalves
Parece que a final vai ser em Coimbra. Bardamerda."

Fever Pitch - João & Patrick... França!

Susto...

Benfica 93 - 89 Lusitânia
20-9, 32-24, 15-26, 26-30

O jogo 'estava' ganho ao intervalo (52-33), mas uma horrível segunda parte, deu emoção a uma partida que devia ter sido tranquila, ainda por cima contra uma equipa que jogou praticamente com 6 jogadores, obrigando o 5 inicial a fazer todo mais do que 30 minutos cada um!!! A ausência do Betinho não explica o relaxamento...
A estreia do novo base, Nic Moore, também deixou algumas dúvidas: 7 - 0 em lançamentos de campo, nos poucos minutos que teve em campo!!!

Vitória em Santo Tirso...

São Mamede 0 - 3 Benfica
14-25, 15-25, 15-25


Parece que os recentes maus resultados deixaram a equipa 'zangada'!!! Hoje, nos Quartos-de-final da Taça de Portugal, uma vitória relâmpago...!!! Amanhã temos as Meias-finais...

sexta-feira, 5 de março de 2021

Empate no Algarve...

Portimonense 0 - 0 Benfica


Jogo equilibrado, com oportunidades para os dois lados(levámos com duas bolas nos ferros ainda na primeira parte...!!!), contra um adversário superior fisicamente...
Jogo marcado pelo regresso do Jair, após uma longa ausência.

Bastidores...

Os momentos de Pressão – O Exemplo do Benfica vs Estoril


"Quando se define em que momento, e onde pressionar há variáveis a considerar. Desde logo as que se relacionam com os atributos do adversário e dos nossos próprios jogadores – Teremos capacidade para em função da nossa valia sem bola (traços individuais! A taxa de sucesso é substancialmente diferente se vou pressionar com o Palhinha ou com o Taarabt), ser bem sucedido no pressing (que dependerá também da valia adversária. Não é o mesmo ir pressionar o Palhinha do que ir pressionar o Taarabt).
A segunda mão da meia final na Luz trouxe um confronto de forças díspares, agonizado pelas opções de uma e outra equipa. O Estoril não abdicando nem um pouco do seu apaixonante jogo que tanto sucesso lhe tem dado, ofereceu ao Benfica de Jorge Jesus a possibilidade de ter um jogo no qual é muito mais capaz – Poder atacar contra menos depois de roubar a posse.
Trazemos dois diferentes momentos de pressão encarnada.
A pós perda – Determinante em toda e qualquer equipa. Este é o momento primordial para recuperar a posse. O adversário ainda procura organizar-se retomando posicionamentos ofensivos – há menos opções para jogar, e uma eventual recuperação da posse vai apanhar em contrapé quem começa a subir e a abrir; A pressão sobre a Construção – Quando do outro lado se tomam más decisões – mais fácil se torna recuperar a bola, e perante tamanha proximidade com a baliza adversária, acelerar até à meta."

O maior benfiquista


"Começo por saudar todos os consócios que receberão, este ano, os anéis de platina e emblemas de dedicação.
Nunca celebrei efusivamente o meu aniversário, nem ansiei, com duas excepções, pela chegada a determinada idade. As tais excepções remetem para a vontade de ter carta de condução e, sete anos mais tarde, por chegar a minha vez de receber o emblema de prata. Em 2027 farei 50 anos – confesso estranheza pelo que acabei de escrever – mas é o final de fevereiro do ano seguinte que conta, o da entrega do meu emblema de ouro.
Na semana passada, num exercício anual que muito me satisfaz, perscrutei a lista publicada no O Benfica e reconheci alguns nomes, mas destaco o que, porventura, pertence ao maior benfiquista vivo, o José Fardilha.
Não há quem se lhe compare na militância e não lhe faço qualquer favor ao afirmá-lo. Será, muito provavelmente, o único para quem um jogo da equipa A de futebol e um desafio de uma equipa da formação de basquetebol, ou qualquer outra modalidade, tem o mesmo valor absoluto. É um jogo do Benfica, ponto.
Certa vez vimo-lo aborrecido, apesar do fim-de-semana desportivo estar a correr de feição. Soubemos, então, que não seria bem o caso. Perdêramos por 4-0 com o Sporting nos benjamins C de futebol.
É assim o “Zé”, sempre pronto a questionar dirigentes, treinadores ou atletas, os quais nunca lhe negam uma resposta por lhe reconhecerem a inigualável dedicação que presta ao clube. Vê jogos e treinos, só não vê os que se sobrepõem, para enorme desgosto dele. Não haverá um único atleta que tenha passado pela formação das muitas modalidades do Benfica nos últimos 50 anos que não saiba de quem estou a falar. Grande abraço benfiquista, amigo Zé!"

João Tomaz, in O Benfica

Parabéns, nosso Benfica!


"Não gosto de falar de aniversários - muito menos de comemorá-los - antes de tempo. Por isso, dedico a crónica desta semana ao 117.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, que aconteceu no domingo passado. A data ficou marcada pela entrevista de Luís Filipe Vieira à BTV, uma conversa onde os pontos sobre os is ficaram devidamente colocados.
Retenho uma ideia desse momento televisivo: o Benfica sem união vão vai a lado nenhum. Foi sempre assim ao longo da história do Clube. Da fundação às sucessivas mudanças de campo de futebol, das conquistas europeias da década de 1960 à nova realidade do século XXI, sem união não teríamos nada.
Numa instituição desta dimensão e com este número de sócios, adeptos e simpatizantes, as unanimidades são raras. E perigosas, como já constatámos ao longo da história da humanidade. Muitas cabeças a pensar originam ainda mais sentenças, mas as decisões não podem ser tomadas ao sabor de momentos da equipa de futebol e, muito menos, de pressões mediáticas ou através de redes sociais. É claro que as vozes discordantes devem ser ouvidas, é assim que funciona a democracia. Há que escutar, receber a crítica, aferir da sua justiça e mudar o que se provar que esteja a ser mal feito. O que não pode nunca acontecer, seja com este ou qualquer outro presidente (dos anteriores aos futuros), é ceder à coação, ao insulto ou à violência verbal e física. Nem no Benfica, nem no desporto em geral. E muito menos no nosso dia a dia enquanto cidadãos. Essas são práticas que conhecemos bem de outras paragens, sejam vizinhas ou localidades mais a norte.
Passaram quatro meses. Dois terços dos votantes optaram pela continuidade, um terço votou a favor da mudança. O futebol masculino não está na posição em que todos gostaríamos? Não, não está. E é triste, porque merecíamos mais, enquanto adeptos, mas e a restante realidade do Clube, é para deitar tudo fora? Das modalidades ao museu, da televisão ao Seixal, da Fundação à formação de milhares de crianças e jovens, está tudo errado, é? Entendo os argumentos e as críticas civilizadas, mas não consigo entender a guerrilha que está a ser feita ou os insultos lançados contra gente que veste a nossa camisola, no campo e nos gabinetes, nas pavilhões ou nas dezenas de serviço do Clube. Chamem-me ingénuo, mas não concebo o Clube sem estarmos todos, mesmo com as nossas divergências, a puxar para o mesmo lado: pelo Benfica."

Ricardo Santos, in O Benfica

Parabéns, querido Benfica


"Até gostaria de lá chegar, mas não creio que esteja ao meu alcance. Mesmo levando um estilo de vida saudável, composto por refeições, equilibradas e hábitos ajuizados. Como uma sopinha quase todos os dias. Hidratos em quantidades aceitáveis. Pratico exercício físico regularmente, não fumo e não sou fã de bebidas alcoólicas. Ainda assim, tenho algumas dúvidas quanto às minhas probabilidades de atingir 117 anos de vida. O Benfica já os completou e continuará forte e vigoroso mesmo quando eu já não estiver por cá. Se tudo correr bem, ainda falta muito até lá. Oxalá falte mesmo, porque aos 26 anos ainda não sinto ter realizado nada de muito significativo aqui no planeta Terra. Assim por alto, só me estou a recordar de 175 actos relevantes da minha autoria. São, claro, as 175 crónicas que já tive o privilégio de escrever aqui para o jornal. Se, entretanto, não for contratado um chefe de redação mais atento, capaz de perceber que não estou cá a acrescentar nada de muito interessante, então é provável que na próxima sexta-feira eu some a minha 176.ª obra de realce.
Nenhum texto é capaz de descrever estes 117 anos de história com a mesma justiça de uma palavra só: Mística. É a definição mais próxima de explicar quem é o Benfica. Ao longo das últimas semanas, a vivacidade da mística tem sido tema de debate entre adeptos. É óbvio que, neste momento, a mística está enfraquecida. Como poderia estar firme sem os estádios inundados de benfiquistas? Impedidos por alguém? Não. Por uma pandemia! Porque aquelas camisolas vermelhas de águia ao peito são bonitas no relvado, mas para brilharem a sério também têm de estar espalhadas pelas bancadas."

Pedro Soares, in O Benfica

União


"O 2.º lugar no campeonato (que é possível e vale milhões) e a conquista da Taça de Portugal são os objectivos que restam ao Benfica nesta temporada.
Esperávamos mais. Mas é ainda o suficiente para não baixar a guarda, e manter o foco jogo a jogo.
Muito tem sido dito sobre a época do nosso clube. Ouvem-se críticas de benfiquistas naturalmente desapontados com os resultados. Ouvem-se também insultos e julgamentos sumários de terra queimada, que apenas servem para desestabilizar.
Todos estamos tristes e desiludidos. Mas é preciso notar que a crise que vivemos é exclusivamente desportiva. É claro que esse é o plano mais importante, aquele que nos move. Porém, é também o mais fácil de reverter. O Benfica está sólido sob ponto de vista institucional e patrimonial, está saudável sob o ponto de vista financeiro, é credível nacional e internacionalmente, e teve eleições há quatro meses, cujo resultado foi clarificador. Pode ter havido erros na construção do plantel, algo que se retificará com duas ou três contratações no fim da época. Temos excelentes jogadores, que com um ou outro retoque poderão vir a formar uma grande equipa. Insultos nas paredes ou nas redes sociais, buzinões e ataques aos nossos profissionais é que não ajudam a ultrapassar esta crise. Pelo contrário, contribuem para nos afundarmos nela, divertindo a comunicação social e todos os que não gostam do Benfica.
É preciso estabilidade e união. Não se é benfiquista apenas a festejar vitórias. É-se benfiquista também a digerir derrotas - e não é atacando os nossos, aqueles que nos representam, que ajudamos o Clube."

Luís Fialho, in O Benfica

117 anos


"Passou mais um ano, e estamos todos mais velhos, mais responsáveis, mais inseguros e mais exigentes. os últimos 12 meses foram traumáticos por causa da maldita pandemia e impediram-nos de conquistar os títulos para os quais os nossos profissionais tanto trabalharam. Foi um ano que ficou marcado por mais um acto eleitoral, o mais participado de sempre, mas também o mais complexo de todos por causa da covid-19. O resultado foi bem esclarecedor, e quando seria de esperar um clube unido, com todos a remarem para o mesmo lado, eis que somos confrontados com comportamentos lamentáveis, que só nos prejudicam e ajudam os nossos adversários. Luís Filipe Vieira fez bem em alertar para esta questão, apelando à união da família benfiquistas, pois tudo o que conquistámos na última década, a mais brilhante de sempre em termos de resultados desportivos e financeiros, só foi possível com muito trabalho, organização, dedicação e união. Chega a ser chocante lermos e ouvirmos os dislates proferidos por alguns benfiquistas zangados com a crise de resultados da nossa equipa de futebol. O investimento e esforço feitos para reconquistarmos os títulos nacionais e termos uma boa prestação nas competições da UEFA faz todo o sentido, e estou certo de que os resultados surgirão nos próximos meses. Semeámos para colhermos mais adiante, e é natural que os resultados não surjam em termos imediatos face à quantidade de novos jogadores contratados. O presidente explicou tudo na entrevista à BTV, prometendo apenas aquilo que está ao seu alcance - trabalho, dedicação, compromisso e ambição. Tenho a certeza de que a esmagadora maioria dos benfiquistas não se revê nestas atitudes que têm posto em causa a honorabilidade dos nossos dirigentes, sobretudo do presidente mais titulado da história do Clube e cuja obra notável fala por si."

Pedro Guerra, in O Benfica

Somos milhões


"É o que somos, nós, os benfiquistas, mas temos de nos juntar pelas causas que acreditamos justas e pelo sonho de continuar a erguer a imensa obra desportiva que nos trouxe até aos dias de hoje a partir de uma simples ideia e de um punhado de homens com visão.
Há um objecto no Museu Benfica que sempre me impressionou: uma réplica evocativa da primeira bola de cauchu do Clube. Em primeiro lugar, pelo facto de ser uma simples evocação e não o objecto original, mas por isso mesmo ainda mais simbólica. É que da primeira nem os ossos sobraram, de tão esfarrapada que ficou, gasta pelos pés famintos de golo das primeiras 'papoilas saltitantes'. Em segundo lugar, e acima de tudo, porque essa bola em segunda mão foi o sonho dos nossos fundadores, que tiveram de rapar as parcas algibeiras numa altura de crises económicas e convulsões políticas que fazem corar as mais negras dificuldades que enfrentamos nos dias de hoje. Nasceu daí um dos maiores clubes de sempre, com uma história e uma dimensão inigualáveis, no entanto, nenhum desses homens o sonhou para isso ou imaginou ser possível a maior aventura do desporto português nascer desse simples juntar de mãos e rateio de algibeiras. Mas foi assim, sem tirar nem pôr, que aconteceu.
Hoje o Benfica vai muito para lá do futebol, a tantas e tantas e tantas modalidades, a áreas vanguardistas como a sport science ou novos modelos de gestão, a práticas ambientais e modelos de sustentabilidade avançados, à televisão, à intervenção exemplar no património ou mesmo à responsabilidade social, sendo uma vez mais pioneiro com a mais importante e interventiva fundação do desporto nacional, ombreando na sua obra social com os maiores da Europa e do Mundo.
Esta é uma história extraordinária e exemplar de como todos unidos em torno de um sonho comum podemos atingir tudo, mas também de como todos, unidos a contribuir para uma obra social, podemos ajudar a humanidade, os países que falam português e os mais vulneráveis e desfavorecidos deste Portugal, que sonha justiça mas a quem pesam ainda as desigualdades, a pobreza e os problemas estruturais herdados do passado.
Por isso, hoje que o mundo nos desafia novamente, olhemos para estas lições da história benfiquista e, de mãos dadas e sonhos unidos, enfrentemos solidariamente mais esta grande crise. Nem que seja pelo acto simples de consignar 0.5% do IRS de cada um, porque, com os milhões que somos, o que não poderemos fazer?"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"3
Pizzi passou a ser o terceiro com mais jogos pelo Benfica, incluindo particulares, no actual estádio da Luz (158). Os restantes integrantes do pódio são Maxi Pereira (169) e Luisão (273). Passou ainda a ser o 24º com mais “jogos oficiais” pelo Benfica, com 316, superando o registo de Diamantino (incluindo particulares, é o 35º);

8
Chegou ao fim, no campo do Estoril, líder da Liga SABSEG, a invencibilidade da nossa equipa B desde que Veríssimo assumiu o cargo de treinador. Foram 8 jogos consecutivos invencível, somando 14 pontos. Nas 13 partidas anteriores conseguira apenas 13;

8,2
Lucro da Benfica, SAD no 1º semestre de 2020/21. Isto num período em que se verificou um decréscimo acentuado de receitas, devido à pandemia e ao não apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões, e foi feito o maior investimento de sempre na equipa de futebol;

44
Com o golo apontado ao Arsenal, Rafa ficou à porta de entrar no top 50 dos melhores marcadores de sempre do Benfica em “jogos oficiais”. Igualou Paneira em golos marcados, mas fê-lo em menos 120 jogos que a glória benfiquista;

56
E Seferovic marca agora presença no top 40. Os 56 golos marcados igualam o pecúlio de Luís Xavier, grande jogador na década de 30 do século passado. No Campeonato Nacional leva 41 golos, ocupando a 36ª posição entre benfiquistas;

250
Vitórias do Benfica em competições oficiais com Jorge Jesus ao comando da equipa, logrando uma percentagem de triunfos próxima dos 69%. Considerando apenas os treinadores com mais de 50 jogos, Jesus é superado, neste indicador, por Hagan, Riera, Biri, Guttmann, Mortimore e Baroti. Apenas os dois últimos serviram o clube desde a década de 80;

*Não inclui o Benfica – Estoril."

João Tomaz, in O Benfica

Ganhar a Taça


"Ontem vencemos o Estoril, por 2-0, carimbando assim o passaporte para a final da Taça de Portugal pela segunda temporada consecutiva, algo que não acontecia há sete anos.
O nosso adversário nestas meias-finais demonstrou, pela qualidade do futebol apresentado, porque lidera a Liga SABSEG e eliminara três clubes primodivisionários ao longo da prova (Boavista, Rio Ave e Marítimo).
O favoritismo recaía por inteiro no Benfica nesta eliminatória, o qual foi confirmado plenamente com dois triunfos (1-3 no Estoril e 2-0 na Luz).
Na segunda mão, Gonçalo Ramos e Waldschmidt foram os marcadores de serviço, perfazendo um resultado que pecou por escasso face às incidências da partida, algo que foi salientado por Lucas Veríssimo após o jogo: "Criámos bastantes oportunidades, falta aprimorarmos nesse último terço… Fizemos dois golos, podíamos ter marcado mais."
Jorge Jesus, além de manifestar contentamento pelo apuramento para a final, considerou que o triunfo obtido ontem assentou numa boa exibição, em que a equipa voltou a criar várias oportunidades de golo e a ser muito rematadora, apesar de o onze inicial ter contado apenas com um dos que foram titulares (Lucas Veríssimo) na partida anterior ante o Rio Ave.
A utilização de vários jogadores com menos jogos nas pernas não impediu, na opinião de Jorge Jesus, que a equipa tenha dado "uma boa resposta", com esses jogadores a mostrarem que merecem a confiança do treinador. Ter mais opções à disposição foi mesmo um dos objetivos do jogo, conforme revelou Jesus após a partida.
A final, que está agendada para 23 de maio e que se deseja com público, que tanta falta tem feito à equipa do Benfica, será disputada com o SC Braga. O ineditismo do confronto entre Benfica e Braga no jogo derradeiro da prova-rainha do futebol português será um dos aliciantes da partida. Trata-se da 38.ª presença benfiquista na final da prova (26 triunfos), enquanto o Braga disputará o jogo decisivo pela sétima vez (duas vitórias).
Mas antes haverá ainda 13 jornadas da Liga NOS para tentarmos ganhar em cada uma delas, com o regresso à prova marcado para 2.ª feira, dia 8, no reduto do Belenenses, SAD. O nosso próximo adversário ocupa a 10.ª posição e vem de uma série de cinco jogos consecutivos sem conhecer a derrota. Não se anteveem facilidades, mas o objetivo mantém-se: Vencer!
De Todos Um, o Benfica!"