Últimas indefectivações

sábado, 12 de outubro de 2019

Vitória em Belém...

Belenenses 26 - 30 Benfica
(13-11)

Valeu a 2.ª parte, com o Grilo a dar o mote da reviravolta...

Sete...

Estoril 0 - 7 Benfica

Neuhaus; Daiane (Amado, 59'), Infante, Rebelo, Yasmim (Alves, 72'); Faria (Vitória, 59'), Pauleta (Evy, 64'); Geyse, Cloé, Darlene; Nycole

Mais uma goleada (com alguns golos anulados pelo meio...!!!), na véspera do derby que irá ser realizado na Luz, no próximo sábado...

Quando os juízes não têm... juízo

"Para alguns juizes, o futebol é um mundo à parte que consente certo tipo de ilegalidades. Quais? Onde começa e acaba essa excepção?

Uma decisão de juízes do tribunal da Relação de Lisboa causou perplexidade: o caso é simples. Durante um jogo de futebol, um delegado insultou um treinador. Começou por lhe traçar como destino  mais explícito objecto fálico do corpo humano e ainda afirmou que o senhor a quem se dirigia não devia ter especial orgulho no comportamento mundano de sua mãe. O treinador sentiu-se ofendido e levou o caso a tribunal. O assunto chegou à Relação, que decidiu pela inexistência de qualquer ofensa. E apontou como razões o facto de «comportamentos reveladores de baixeza moral» serem tolerados no mundo do futebol e daqueles expressões, ditas no contexto do mundo do futebol, não se poderem considerar mais do que «a verbalização de palavras obscenas, sendo absolutamente incapazes de pôr em causa o carácter, o bom nome ou a reputação do visado». Já no que respeita ao carácter, ao bom nome e à reputação da mãe do visado, os juízes, aos costumes, disseram nada.

Não é a primeira vez que os tribunais decidem em função de uma curiosa excepcionalidade do mundo do futebol. Para alguns juízes, é um mundo à parte, onde, por exemplo, se podem consentir ofensas e todo o tipo de violência verbal. Não se sabe, mesmo, se consentem e toleram a prática de certas agressões. Ora, o que eu penso é que esses senhores juízes não estão no seu juízo perfeito. Pela mesma lógica, não terão qualquer argumento válido para criminalizar, por exemplo, a prática de apropriação indevida de valores, por parte de dirigentes de clubes, nas transferências de jogadores; ou, mesmo, a viciação de apostas desportivas. É o mundo do futebol, o mundo à parte, que consente a despenalização do que, fora do futebol, é penalizado e, por isso, um mundo de excepção consentida, com regras próprias, com leis especiais, com julgamentos à parte. Para já não falarmos do excelente contributo que estes juízes deram ao trabalho que muitos organismos e entidades desportivas têm vindo a desenvolver na defesa da ética e no exemplo que o desporto com ética e no exemplo que o desporto com ética e com valores pode trazer à mais sólida formação cultural e social dos jovens portugueses.

Assembleia do Sporting. Infelizmente sem surpresa, num ambiente hostil e tumultuoso, sem qualquer qualidade democrática. Não se percebe como depois de tudo o que se passou, Frederico Varandas veio dizer que o Sporting, como grande clube, com mais de noventa mil sócios pagantes, continuará a ter decisões democráticas. Que decisões? Que democracia? Dos noventa mil pagantes, apenas pouco mais de mil decidiram, em nome de todos, um instrumento fundamental para a continuidade do exercício da Direcção e desses poucos mais de mil, a maioria dos votantes manifestações contra Frederico Varandas e seus pares. Quanto ao resto da democracia que ainda poderia sobrar, tornou-se mais significativa quando Sousa Cintra foi impedido de exercer o seu legítimo direito de se expressar, num momento de suprema ingratidão e que se tornou numa mancha na história do Sporting, sem, apesar disso, ter aparentemente causado especial transtorno à actual gestão. E, já agora, é bom que o presidente perceba que, ao contrário do que disse, e em função do que se passou na assembleia, a pergunta daquele jornalista que, contra a tentação do seu próprio conforto, questionou sobre se Varandas pensa demitir-se, não é nada ridícula. Pelo contrário, a pergunta é mais pertinente. A resposta é que é insuficiência e menor.

Dentro da Área
Preciso ver para crer em Jesus
Jorge Jesus está a deixar o povo do Flamengo em delírio e a encantar todo o futebol brasileiro. é óptimo para Jesus e para o seu já rico currículo, mas também é óptimo para o futebol português e para o futebol brasileiro. Expliquemos melhor: não há muitos anos, o futebol português era, para o Brasil, o futebol da «bola quadrada». Agora já não há dúvidas de que, do lado de cá do Atlântico, a bola é redonda. E mais: é óptima para o futebol brasileiro que precisava de ver para acreditar. Ninguém, nem mesmo o futebol do Brasil consegue crescer sozinho.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Bruno Lage: em busca do meio-campo perdido

"Bruno Lage chega ao comando principal do Sport Lisboa e Benfica numa altura em que o futebol encarnado se encontrava apático e com uma total ausência de jogo interior. 
A equipa actuava num 4-3-3 clássico – quatro defesas, um meio-campo construído por três homens de características complementares, dois extremos bem abertos e um ponta de lança junto aos centrais adversários. Neste sistema actuava Fejsa como médio mais posicional e defensivo, Gedson como o médio mais vertical e responsável por ligar os sectores e por transportar a bola e Pizzi enquanto construtor de jogo – o homem da bola.
Bruno Lage, assim que chegou, optou por favorecer o talento explorando um 4-2-2 enquanto sistema mais liberto de amarras e dinâmico. Abdicou do médio defensivo mais posicional e deu vida a uma dupla de meio-campo responsável por dominar a zona. Além disso, lançou um segundo avançado que viria a funcionar como um “jogador total” – basicamente é o craque da equipa, o antigo ’10’ e o novo ‘9,5’. O jogador da mobilidade, da inteligência, do jogo interior e da criatividade. O jogador da técnica para construir, para combinar, para ler e para aparecer a finalizar. A dupla de médios construída por Samaris e Gabriel – sempre com a opção Florentino em aberto – oferecia à equipa maior poder de choque, mais capacidade de pressão alta e também mais qualidade na primeira fase de construção. Dois jogadores com qualidade para distribuir jogo e para explorar o espaço interior, local onde iriam aparecer os mais criativos da equipa.
Foi este o sistema que notabilizou Bruno Lage no comando técnico do Benfica. Contudo, no arranque desta nova época, parece que as saídas de Félix e Jonas – os craques maiores – criaram uma lacuna que o técnico ainda não conseguiu decidir como resolver.

Fica a questão: o que procura Bruno Lage do meio-campo da sua equipa?
A temporada 2019/20 já leva dois meses de competição e, até ao momento, já assistimos a quatro abordagens diferentes do actual treinador do SL Benfica.
Um 4-4-2 constituído por dois médios mais posicionais e dois pontas de lança a procurar mais as zonas de finalização. Aqui a lacuna foi óbvia: falta de criatividade na zona de construção e um total abandono do jogo interior – Gabriel (Florentino), Samaris (Florentino), RDT e Seferovic.
Um 4-4-2 constituído também por dois pontas de lança, mais de área, e um meio-campo entregue a uma dupla de menor choque, mas maior criatividade. Aqui, apesar da maior criatividade na zona de construção, a lacuna base manteve-se – pouca qualidade no jogo interior devido a distância dos sectores: Florentino (Samaris), Taarabt, RDT e Seferovic.
Um 4-4-2 formado por um ponta de lança, um médio posicionado no ataque e dois médios a preencher o meio-campo. Aqui foi o primeiro reconhecimento de Bruno Lage das lacunas apresentadas pelo futebol da equipa. Assim, abdicou de um dos pontas de lança, de maior presença em zonas de finalização, e colocou um médio de transição a jogar mais avançado no terreno. Com Taarabt já tinha maior criatividade na zona de construção e com este novo médio, Gedson, procurou providenciar maior capacidade de pressão alta à equipa e também presença para o jogo interior. Contudo, apesar de Gedson Fernandes trazer essa maior capacidade de pressão e presença interior, não oferece a criatividade necessária para tratar a bola nessa zona do terreno.
Por fim Bruno Lage apresentou a sua última opção no jogo da Rússia. Recuperou o meio-campo mais posicional original, Fejsa e Gabriel, e manteve em campo Taarabt. Era expectável que, através desta opção, seria utilizado o 4-4-2, onde Taarabt surgiria como o craque criativo das ligações de ataque, mas o que se viu foi um retorno ao 4-3-3. Vamos ignorar o facto de termos Fejsa a jogar lado a lado com outro médio – vocação que o sérvio não tem – e olhar para o posicionamento de Taarabt. O marroquino, em vez de jogar em frente aos médios, criando aproximações ao avançado e às zonas de finalização, jogou nas costas destes. Neste jogo, Taarabt continuou como o responsável pela primeira fase de construção e, assim, a sua criatividade e talento mantiveram-se longe das zonas de decisão. A consequência voltou a ser a total inexistência da exploração do jogo interior, pelo simples facto de não existir um jogador a procurar o espaço “entre-linhas”.
Assim, repito: o que procura Bruno Lage do meio-campo da sua equipa? O futebol anteriormente praticado surgia das ideias e trabalho técnico ou da simples existência de dois craques no plantel?
A saída de Jonas e João Félix não foram acauteladas por responsabilidade técnica ou directiva? Será que a lesão do suplente, e recém-chegado, Chiquinho pode explicar tudo?
Ou será que Bruno Lage realmente quer optar por um sistema mais aberto nas alas, na procura da linha de fundo e com maior presença posicional nas zonas de finalização? Se assim for, é inexplicável a utilização de Pizzi à direita, o desaparecimento de Cervi, a pouca utilização de Caio Lucas e a venda de Salvio.
O que procuras, Bruno? É que o treinador do Sport Lisboa e Benfica nunca pode ter dúvidas no assumir das suas ideias para o futebol da equipa."

Pedro, o Cartilheiro interesseiro!

Benfiquismo (MCCCXX)

Correrias!!!

Uma Semana do Melhor... com Rock & Roll !!!

Jogo Limpo... Seara, António & Guerra

Os riscos de plantéis demasiado curtos

"O que se ganha em competitividade e motivação pode perder-se na profundidade de soluções ao dispor

Tanto tempo sem poder ver o Benfica jogar faz-nos parecer aqueles períodos de convalescença, em que pais ou avós nos obrigam a comer comida sem sal, chá e torradas.
Alimenta, pode até ser melhor para a saúde, mas não é a mesma coisa.
Venham de lá uns joguinhos do Benfica nem que seja para a Taça de Portugal, para dar algum sabor desportivo à época e repor os níveis de Benfiquismo nos parâmetros habituais.
Florentino parece recuperar bem, veremos quando regressa e sobretudo como regressa o nosso médio defensivo. André Almeida preocupa e as notícias são de tempo ainda considerável de paragem.
Notícias dão Vinícius e RdT como dupla a testar frente ao Cova da Piedade, mas logo as manchetes são: 37 milhões na frente da Taça.
Seja, desde que venha a Taça no Jamor temos paciência e sentido de humor para tudo.
Este início de temporada foi terrível, lesões atrás de lesões, algumas delas bem demoradas, o que nos faz pensar nos ricos de plantéis demasiado curtos.
O que se ganha em competitividade e motivação pode perder-se na profundidade de soluções ao dispor.
Esta paragem tem o sabor amargo de ter sido efectuada sob o efeito de uma derrota em terras dos Czares, é sempre melhor desfrutar destes tempos depois de uma boa vitória.
O tempo económico e financeiro dos maiores clubes parece não ser todo igual.
Enquanto no Benfica se estuda o mercado para escolher quem devemos comprar, noutras paragens pode-se ao mercado o obséquio de poder vender alguma coisa.
Também nas nossa vidas costuma ser mais agradável a fase de escolher coisas que queremos comprar do que ter que andar a procura de vender bens para solver compromissos.
Esta situação traz responsabilidade acrescida ao Benfica, estar melhor económico e financeiramente 'obriga' a ter melhor desempenho desportivo. Isso esperam os analistas e isso exigem os adeptos.
Jorge Jesus mostra (não era preciso) no Brasil ser um excelente treinador. O Flamengo é um clube grande mas Jorge Jesus quer dele fazer um clube vencedor, que são coisas bem diferentes.
É bom ver treinadores portugueses (e jogadores) a ter sucesso em várias paragens do mundo, é mau ver quão mesquinhos são alguns comentários incapazes de se alegrar com o sucesso alheio."

Sílvio Cevan, in A Bola

Benfica europeu

"Sou céptico quanto às reais possibilidades de o Benfica voltar a ser campeão europeu. As disparidades na capacidade de captação de receitas e, por conseguinte, de investimento, face aos chamados 'tubarões' europeus, são gritantes.
No entanto, a resignação perante as adversidades nunca poderá ser a solução num clube como o Benfica, pelo que a enunciação de objectivos ultra-ambiciosos, ou até a evocação de um sonho, não obstante a complicada gestão de expectativas daí advinda, são positivas pois oferecem-nos um destino potencial para o qual se tem de tentar construir um caminho e percorrê-lo. Dito de uma forma mais simples: criar as bases para um Benfica europeu, nunca hipotecando a sustentabilidade económico-financeira do clube, significará que, mesmo que nunca cumpramos o desígnio original, estaremos mais próximos de vingarmos no plano nacional. E este, como sabemos, é que nunca poderá falhar.
Dito isto, subscrevo na íntegra, considerando mesmo como sendo a única opção plausível, a estratégia definida para fazer o Benfica regressar à presença constante em fases avançadas da Liga dos Campeões: Saúde financeira; Forte aposta na formação; Investimento agressivo na retenção de talento; Apetrechamento do plantel com atletas para as posições que o Benfica Futebol Campus não consiga, em determinado momento, fornecer. Estou ciente de que as dificuldades para mantermos os jogadores no plantel subsistirão no futuro, nomeadamente em temporadas bem-sucedidas, que se esperam muitas.
Mas hoje não duvido de que podemos gerir melhor as saídas, prevalecendo os interesses desportivos ao invés da necessidade de equilíbrio das contas ou da incapacidade para acompanhar minimamente as ofertas salariais."

João Tomaz, in O Benfica

A Terra não é plana

"Se um mentecapto repetir até à exaustão que a Terra é plana, é difícil que convença alguém pelo cansaço. Mas pode sempre tentar. Se, no entanto, esse mentecapto foi chico-esperto e tiver atrás de si um canal de televisão, uma empresa de comunicação e uma carteira bem recheada, já a mensagem corre o risco de passar de forma mais convincente. E atingir franjas da sociedade desiludidas com a verdade, gente que prefere ver inimigos imaginários em cada esquina. É assim no futebol, como temos percebido ao longo dos últimos anos com directores de comunicação desesperados por protagonismo e por serem eleitos funcionários do mês. É assim na política, como pudemos confirmar nas recentes eleições legislativas, com os candidatos extremistas a fingir que querem romper com o sistema quando, afinal, só querem lucrar com ele. A Terra não é plana. Os imigrantes não são a causa de todos os problemas dos portugueses. O lugar de corruptos não é no futebol. Uma mentira não passa a ser verdade só porque deu na televisão, porque saiu na net ou porque foi proferida por alguém vestido com fato e gravata.
Perante a mentira, temos uma opção clara: informar-nos e rebater. Gente que propaga a falsidade é facilmente vencida com o conhecimento, com a ciência, com a história ou com o sempre funcional desprezo, quando tudo o resto falhar. É assim com o terraplanistas, com os xenófobos ou com os antibenfiquistas primários."

Ricardo Santos, in O Benfica

Europa, malmequer

"Podemos olhar para o percurso do Benfica na Champions dos últimos anos de formas distintas. Vendo o copo meio vazio, que sublinha as 12 derrotas em 15 jogos da fase de grupos. Ou vendo o copo meio cheio, que, subtraindo a participação de 2017-18 (essa, sim, verdadeiramente desastrosa), lembra os quartos de 2015-16 (excelente), os oitavos de 2016-17 (positivo) e o 3.º lugar com 7 pontos atrás de Bayern e Ajax na última temporada (longe de envergonhar), concluindo que, em três destes quatro anos, os encarnados em nada comprometeram o seu prestígio internacional.
Os zero pontos de há duas épocas continuam, porém, a pesar na consciência benfiquista. São um fardo do qual ainda não nos libertámos, que arrasa estatísticas e percepções.
É preciso também lembrar que, se o Benfica escreveu nesta prova algumas das páginas mais cintilantes do seu historial, ela muitas vezes nos foi madrasta. Finais em campos adversários, lesões graves antes e durante finais, derrotas por penáltis e até eliminações por moeda ao ar. Seja o fantasma Guttmann ou qualquer outra coisa, há todo um lastro de falta de sorte na competição. Tenho para mim que no passado mais recente também temos pagado o preço de um modelo de jogo marcadamente ofensivo - que pode ser esmagador entre portas, mas lá fora deixa a equipa exposta e adversários fortes e por vezes cínicos. Isso explica também os resultados do nosso rival nortenho, cuja aposta no rigor defensivo, em em forte componente atlética, rende pontos numa Europa que não 'gosta' de laterais demasiado atacantes, de meio-campos macios, ou de extremos pouco dados a defender."

Luís Fialho, in O Benfica

Venha a sexta!

"Mais um fim de semana e mais uma conquista importante. Agora o hóquei em patins. A nossa extraordinária equipa sénior feminina provou, mais uma vez, que é imbatível e somou a 7.ª Supertaça. Foi em Coimbra, no passado sábado, onde passeou toda a sua classe frente ao histórico CACO. Lideradas pela capitã Marlene Sousa, as nossas papoilas saltitantes conquistaram o 29.º título. Com mais este triunfo, o sétimo consecutivo na Supertaça, Paulo Almeida provou toda a sua competência. Na hora da consagração, o discurso foi empolgante. Quando Paulo Almeida afirma que aprendeu no SL Benfica que o 2.º lugar é o primeiro dos últimos, ele tem toda a razão. Continuamos a viver a melhor década da história do SL Benfica, e confesso que me faz confusão alguns benfiquistas comportam-se como se  estivéssemos a atravessar uma crise. Nesta época, disputámos cinco Supertaças e vencemos todas. Foi o que aconteceu no futebol sénior, quer masculino, quer feminino. 
Foi assim com a nossa notável equipa feminina de polo aquático, liderada por António Machado, que em Felgueiras provou ser a melhor do país. A prova da categoria desta nossa equipa é a convocatória de cinco atletas nossas para a selecção nacional que amanhã recebe, no Jamor, a Croácia, no primeiro jogo do playoff de apuramento para o Europeu de Budapeste, em 2020. Beatriz Jardim, Madalena Lousa, Maria Machado, Maria Sande Sampaio e Inês Nunes são grandes jogadoras em que o seleccionador, Miguel Pires, confia.
Amanhã, será a vez de a nossa equipa masculina de voleibol defrontar, em Almada, a Fonte do Bastardo. Ou seja, poderemos fazer o pleno - seis Supertaças disputadas e seis conquistadas."

Pedro Guerra, in O Benfica

What a Family


"'FIM Family': é assim que, 9 anos volvidos da sua criação, o Football os More Foundation designa a comunidade dos seus membros, tal é o nível de compromisso, amizade e cooperação entre as fundações dos grandes do futebol, na Europa e no mundo. A Fundação Benfica está lá, pertencendo orgulhosamente a esta família que nos une a fundações como as do Real Madrid, Chelsea, PSG, Liverpool,Werder Bremen, La Liga e tantas outras que a FIM Foundation reúne em comunidade com o apoio entusiástico do príncipe do Liechtenstein e de uma equipa fortemente empenhada em identificar e espalhar as melhores práticas da responsabilidade social do futebol. A cada dois anos, a atribuição dos Role Model Awards é um momento alto e memorável que vai construindo a história do movimento fundacional do futebol mundial, primeiro com a atribuição do galardão à Fundação Real Madrid e, daí por diante, Fundação Benfica, Fundação Chelsea e Fundação PSG. Desta vez foi distinguido o trabalho social extraordinário do Rangers. De entre as várias distinções, destacam-se dois projectos extraordinários. Um deles é o trabalho da US Soccer Foundation, que está a construir 1000 campos de futebol comunitário nas zonas urbanas mais pobres dos Estados Unidos, onde chegarão a 1 milhão de jovens praticantes (soccer, não americano) em 2026, dando expressão a uma onda de popularidade emergente do nosso futebol que tem já 4 milhões de praticantes naquele país. Um outro, ainda mais impressionante, foi atribuído a Hamilton Nyanga um ex-rapaz das lixeiras de Nairóbi foi convocado em 2007 para a selecção de futebol de rua do Quénia. Ficaram em segundo, e ele recebeu 1000 USD que não gastou e com eles começou uma ONG. Hoje cada dólar resultou numa criança a frequentar a escola, e já há alunos universitários e empregados em várias profissões. Este homem é uma inspiração premiada hoje pelo mundo do futebol em Brunnen e um orgulho para todos nós!
É o futebol a chegar aos jovens de todo o mundo, mudando-o para melhor. Mas é também o futebol a chegar mais longe na vida dos europeus, mais ricos e envelhecidos que quaisquer outros no mundo, com a Fundação Benfica a apresentar os resultados do projecto Walking Football e envolvendo toda a família Football is More numa demonstração e torneio informal abençoado pela chuva gélida e pelo moral intrépido dos participantes, que, agradados pelo jogo, dispararam a pedir-nos os métodos e manuais de treino deste futebol surpreendente, prometendo espalhá-lo pela Europa e levando, pela mão da Fundação Benfica, esta inovação para dentro de alguns dos maiores clubes europeus."


Jorge Miranda, in O Benfica

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

De todos se faz um. E único

"Há quem afirme agora por aí e a pés juntos que, no nosso Clube, o Futebol está em crise. A juízes desses se dedicam, como já é costume há muitos, muitos anos, os ignorantes adversários do Benfica que sempre nos cobiçaram a história, a cultura e, sobretudo, as evidências. A novidade é que, com esses, também alinham alguns de nós, menos expertos, menos informados e menos atentos, mas não menos cobiçosos, pretensiosos e imprudentes. Alguns de nós, que desprevenidamente preferem alinhar no coro das teorias daquele radicalismo fracturante e destrutivo, em vez de se pouparem à indignidade de atacar sistematicamente tudo o que, afinal, lhes podia servir de exemplo e de argumento para melhor defenderem o Glorioso em todas as frentes externas, como seria de supor. Num Clube tão abrangente e tão diverso que, de todos, se faz um e único, todas as ideias podem ser aproveitadas, se, em primeiro lugar, a urbanidade e a civilidade forem a base essencial nas interpretações que todos temos o direito de fazer. Mas também não há dúvida nenhuma de que, se, a cada momento, nos faltar a capacidade de cada um observar friamente a realidade dos factos e as circunstâncias em que eles se vão produzindo na vida do Benfica, também estaremos a contribuir mais depressa para a desconstrução e a derrota do que para as vitórias consecutivas que vamos tendo pela frente como o mais desejado e viável de todos os objectivos.
Diz-nos, ensina-nos, a história do nosso Benfica que as vitórias sempre foram, em todas as circunstâncias e à medida dos Presentes que se sucediam, a consequência maior em todos os nossos Futuros. Mas, naquela altura, mesmo para Cosme Damião e os seus Amigos Visionários terá sido certamente muito difícil imaginar, a partir da sua simples ideia conjuntiva, que hoje o Grande Benfica disporia desta impressionante dimensão universal, afinal, por eles legada como esteio e deles aprendida como rumo: o trabalho competente e persistente garante as vitórias que temos por vencer.
Por muito que aos nossos adversários (mais distantes, ou mais próximos...) isso aborreça, agora, três ou quatro vezes por ano, todos os anos, vêm sistematicamente de fora seis sujeitos independentes ter com os clubes para tratar da vidinha deles... Revestidos de funções de selecção pela Federação de Futebol, os seis independentes vêm chamar expressamente, para as Selecções AA, Sub-21, Sub-20, Sub-19, Sub-17 e Sub-15, os melhores jogadores em actividade nos clubes, para os ajudarem a ganhar os jogos que as equipas nacionais têm de disputar sob as suas respectivas orientações.
De um modo geral, só se estivessem completamente doidos é que os seis independentes não se preocupariam em seleccionar os melhores jogadores em actividade, já que inexoravelmente haveriam de pagar com as cabeças a sua ousadia, ou as suas más escolhas... Ora, este processo - que a presente edição de O Benfica analisa nos seus devidos termos - acaba por ser o mais evidente desmentido cabal daquelas tais 'descompensações' de que vão berrando os nossos inimigos, e de que se queixam também alguns dos nossos consócios mais desprevenidos..."

José Nuno Martins, in O Benfica

Interesse conjunto

"Uma competição desportiva, seja profissional ou não, tem um conjunto de interesses comuns para que possa ter um nível competitivo superior. Um dos objectivos é que essa mesma competição seja equilibrada, que o resultado de qualquer dos jogos seja o mais imprevisível, mas também que os seus participantes tenham condições para atingirem posições de sucesso quando em confronto com equipas de outros campeonatos. Calendarizar significa programar, agendar. Fixar um conjunto de datas no calendário para a realização dos eventos. Contudo, existem condicionantes para a elaboração de qualquer calendário. No desporto não é diferente. As opções devem ser tomadas para salvaguardar, entre outras, as duas razões apontadas anteriormente. A valorização das competições passa, em grande parte, por se conseguir perceber a importância que cada uma delas tem, e o espaço que deve ocupar. A dimensão e o formato de cada uma delas, nacionais e internacionais, condicionam as decisões. Existe uma hierarquia, que nem sempre é entendida da mesma forma por todos os agentes, o que implica um agendamento diferente em momentos idênticos. Por outro lado, as competições têm sucesso com intervenientes de qualidade, em condições igualmente de qualidade. A salvaguarda dos jogadores, os mais importantes elementos no jogo, tem sido muitas vezes descurada. Contudo, nestes últimos anos, e também por força de muitos estudos sobre esta temática, as organizações gestoras das competições têm vindo a chamar a atenção para o cuidado na recuperação entre momentos competitivos. O risco de lesão aumenta, como é facilmente entendível, quando temos intervalos curtos entre os jogos.
Como as equipas, e as competições, precisam de ter disponíveis os melhores, são eles o centro das atenções para o jogo, ou seja, existe um interesse comum entre todos os participantes. Terá que ser possível um entendimento alargado."

José Couceiro, in A Bola

Cadomblé do Vata (Lagartices...)

"Desde que nasci que o Meu Clube era o SL Benfica. A partir de ontem, o Meu Clube passou a ser o Sporting CP. Pago impostos; os meus impostos pagam o buraco do Novo Banco; o Novo Banco paga o buraco do Sporting CP, logo, aquela merda é minha. Sporting CP é agora Sporting Clube do Pedro. Aqueles leões de duas bossas que andam sempre com o E-Toupeira na boca, como se andassem a fazer sexo oral permanente, agora não têm nada a dizer acerca da batota de viver com o dinheiro dos contribuintes e de jogarem com atletas que só pagam depois do desgraçado que está a arder com o dinheiro da transferência, pedir a insolvência da Vila Miséria de Alvalade.
O silêncio daquela cáfila só prova que são o clube das elites e dos enfezados que não falam de boca cheia. Isso ou têm a boca tão rebentada do escorbuto originado pela falta de vitamina T (de títulos), que até vergonha têm de abrir aquelas matracas fedorentas. Fazem lembrar as outras meretrizes nortenhas que com eles dividem cama, que andam há anos a lutar por títulos, em absoluto incumprimento das regras financeiras, conforme descoberto pela rapaziada da UEFA. Tudo gente séria na Casa às Riscas.
Uma vez que a agremiação dos Viscondes agora me pertence e visto eu ter sido habituado pela minha antiga filiação Gloriosa a Clubes a sério, vou aproveitar as minhas primeiras horas como Dono Daquilo Tudo, para informar os consócios e/ou contribuintes fiscais das alterações a fazer no imediato, a fim de evitar a descida de divisão deste protótipo de clube:
1. Demolir o Estádio de Alvalade - vamos ser sérios: qualquer pessoa com dois dedos de testa vê que aquilo é feio que dói. Os únicos que acham o edifício lindo, são os portadores de bilhetes para os lugares atrás dos ecrãs gigantes. De certeza que o esboço disto foi feito aos solavancos nas costas da menina da Kookai. É mandar abaixo e aproveitar a relva seca para alimentar 3 manadas de elefantes africanos.
2. Demitir Frederico Varandas - não sou nenhum Sousa Cintra nem pertenço à Juve Leo. Portanto, não coloco em causa a capacidade do homem para gerir o Meu Clube. Simplesmente, neste lado da Segunda Circular chegamos a um ponto em que um médico já nada pode fazer. Ou se elege um padre para dar a extrema unção nisto, ou esperam-se 2 meses e mete-se um médico legista no poleiro. Por enquanto voto Melícias.
3. Mudar cor e emblema - ninguém no seu perfeito juízo consegue sair à rua com uma camisola às riscas verdes e brancas. Está tudo errado naquilo, inclusive o leão ao peito. Parecem pólos da Lacoste contrabandeados da China para vender na feira com marca "Leãocoste". Assim, o Sporting Clube do Pedro vai equipar: de amarelo, em homenagem aos bananas do Sporting Clube de Portugal que nem com perdões milionários conseguem discutir títulos; aos quadradinhos, que é como esta gente que faz acordos de 100 milhões de euros de perdão devia ver o sol; o símbolo vai ser um dodô, porque uma ave extinta é o que melhor exemplifica um clube de totós extinto.
4. Acabar com a Juve Leo - metade deles já estão no xilindró. A outra metade desaparece quando a "Casinha" for abaixo juntamente com a restante estrutura em betão armado e azulejo que a suporta. Têm duas horas para sacar de lá a droga toda que conseguirem, mas não vale a pena levarem material alusivo ao Sporting, porque se tiverem estado atentos ao que escrevi anteriormente, já mudamos de cor, de camisolas e de símbolo.
5. Reclamar 22 títulos de Campeão - já diz o provérbio "em Roma sê romano". Neste caso, "em Alvalade sê idiota". Sendo eu todo bisgarolho das vistas, facilmente me enfio no armazém da quinquilharia a que chamam museu e sem maldade conto 22 taças onde só estiverem 18. Aliás, se baixarem a luminosidade, a coisa só lá vai pelo tacto e ainda este ano meto-nos a lutar pelo 42º no futebol e pelos 15 milhões no somatório de todas as modalidades."

Voleibol 2019/2020 - Antevisão

"O voleibol é das últimas modalidades do Benfica que irá iniciar a sua época oficial. A época da equipa encarnada irá iniciar no próximo sábado, dia 12 de Outubro, com a disputa da Supertaça contra a equipa da AJ Fonte Bastardo às 17h em Almada. O Campeonato seguinte terá início no fim-de-semana seguinte com o Benfica a receber o SC Espinho na primeira jornada.
A temporada de estreia de Marcel Matz ao serviço do Benfica dificilmente poderia ter corrido melhor, que só não foi perfeita devido a mais uma eliminação nos quartos-de-final da Taça Challenge. Depois de uma época que superou as expectativas, a estrutura da modalidade rapidamente se assegurou d segurar os jogadores mais influentes da equipa.
Hugo Gaspar, Peter Wohlfahrtstatter, Théo Lopes, Rapha, Zelão, André Lopes e Marc Honoré renovaram contrato, ficando assim assegurada a espinha dorsal da equipa. As primeiras saídas a serem anunciadas foram a dos pontas Frederic Winters e Bernardo Martins, sendo que a saída do português se deveu a razões pessoais. Mais tarde foi anunciada a saída do central Filip Cveticanin, que irá abraçar um desafio no voleibol grego. Uma saída que na minha opinião é lógica, visto que tendo em conta a sua juventude e potencial, certamente não iria querer a continuar a ser quarta opção no plantel.
Para ocupar as vagas foi anunciado um regresso ao clube: o atacante Afonso Guerreiro, que representou o Benfica entre 2011 e 2013 e que regressa aos 24 anos, após passagens pelo Fonte Bastardo, Castelo da Maia e SC Espinho. Pode jogar a zona 4 e a oposto, o que ajuda a precaver as idades avançadas de Hugo Gaspar e Théo Lopes.
A outra contratação foi a do ponta brasileiro André Aleixo, mais conhecido por Japa. Este zona 4 de 28 anos conta com 2 campeonatos brasileiros no currículo, tendo representado alguns dos principais clubes do país, tais como o Funvic Taubaté, o SESI SP e o SESC RJ. Pode também jogar na posição de líbero.
Esta temporada também fica marcada por um passo importante no voleibol encarnado: a participação na CEV Champions League. Ao contrário do que se verificou nas épocas anteriores, em que a equipa abdicava de participar em competições de nível mais elevado para apostar forte na Taça Challenge, nesta época decidiram dar um passo mais ambicioso, participando nas pré-eliminatória de acesso à Fase de Grupos da Champions.
Na minha opinião, esta participação na Champions deve-se a dois motivos: primeiro, porque uma participação na competição irá aumentar a reputação do voleibol do Benfica, podendo atrair outros patrocinadores e jogadores de maior qualidade.
O segundo motivo tem a ver com a competitividade. A Taça Challenge era a terceira competição europeia na modalidade e como tal, é aquela com adversários mais acessíveis, mas tem sempre 3/4 equipas de maior calibre, com as quais o Benfica acabava por se encontrar mais cedo mais tarde e acabava por ser eliminado da competição. Nas cinco edições da Challenge em que o Benfica participou, em quatro delas foi eliminado pela equipa que viria a ganhar a competição e na outra foi eliminada pelo finalista vencido.
No entanto, esta quebra não se deve apenas à maior profundidade e qualidade individual das equipas adversárias. Também se deve ao facto destas equipas estarem inseridas num patamar competitivo mais elevado. Como o nosso campeonato tem poucos jogos competitivos, a nossa equipa acaba por se ressentir desse défice quando defronta adversários com maior traquejo.
Portanto, creio que esta participação servirá acima de tudo para aprender e ganhar maior tarimba competitiva, de modo a que numa futura participação na Challenge, possamos ser reais candidatos a conquistar o troféu.
Na primeira pré-eliminatória, a equipa do Benfica irá defrontar os bósnios do Mladost Brcko. Caso se apure para a segunda pré-eliminatória, irá defrontar o OK Budva do Montenegro. Em caso de apuramento para a terceira pré-eliminatória, o Benfica terá três adversários possíveis: o Mladost Zagreb (Croácia), o IBB Polonia London (Inglaterra) e o SK Zodruqa (Áustria).
Na minha opinião, o facto de terem conseguido fugir do Vojvodina Novi Sad foi a melhor coisa que podia ter acontecido ao Benfica. A equipa sérvia que nos derrotou na final da Taça Challenge em 14/15 é de longe, a equipa mais cotada a participar nestas pré-eliminatórias. Apesar de não conhecer nada sobre os nossos possíveis adversários, há um factor que me faz acreditar que a passagem para a fase de grupos, que é o facto de todos os nossos possíveis adversários serem de países que estão atrás de Portugal no ranking da CEV. Em caso de eliminação nalguma das pré-eliminatórias, a equipa do Benfica será relegada para a Taça CEV.
Entre os nossos adversários directos no campeonato, o Sporting CP passou por um período de instabilidade a nível estrutural. A mudança da sede da modalidade de Cinfães para Lisboa fez com que vários dos elementos nacionais da equipa deixassem o clube, visto que não queriam deixar a vida que tinham no norte do país para se mudarem para a capital.
O treinador Hugo Silva abandonaria o clube, sendo substituído por Gersinho, um jovem treinador brasileiro de 43 anos que vem do Corinthians. De saída, também estiveram os portugueses Hugo Ribeiro, Roberto Reis, Fabrício Silva e João Simões; e os estrangeiros Guillem Pérez, Lionel Marshall, Wallace Martins, Marko Bojic e Jordan Richards.
Em relação às caras notas, o Sporting contratou o líbero Gil Meireles e dois jogadores ao Fonte Bastardo: o distribuidor Francisco Pombeiro e o ponta Renan Purificação. Ao SC Espinho contratou o oposto brasileiro Rodrigo Pernanbuco e fez regressar o zona 4 Lourenço Martins após um ano emprestado ao clube vareiro. Pela mão do treinador Gersinho, o Sporting contratou ainda dois jogadores brasileiros vindos de fora: o central Athos Costa e o ponta Thiago Sens.
Sinceramente, não sei muito bem o que esperar desta equipa do Sporting. Por um lado, contratou um treinador com a mesma escola e o mesmo perfil de Marcel Matz; por outro lado, desinvestiu fortemente no plantel.
A equipa açoriana do Fonte Bastardo, que será a nossa adversária na Supertaça, também promete ser um osso bem duro de roer. Apesar de ter perdido alguns jogadores influentes, tais como Renan Purificação, Kevin Rakestraw e Vitaly Shukinin, a equipa reforçou-se com vários jogadores que prometem acrescentar qualidade ao plantel, tal como o distribuidor José Neves, o central cubano Sirianis Hernandez, os franceses Valentin Bouleau (distribuidor) e Lionel Coloras (oposto) e os brasileiros Alan Domingos (líbero) e Anthony Gonçalves (zona 4). Certamente, o Fonte Bastardo terá mais uma equipa competitiva e bem orientada por João Coelho.
Já o SC Espinho, que será o nosso primeiro adversário no campeonato, também reforçou-se com alguns jogadores de qualidade e promete morder os calcanhares aos candidatos ao título, fazendo regressar o central Kibinho e o ponta João Simões. Contratou também o zona 4 João Oliveira, que já representou o Benfica, bem como o oposto Bruno Cunha, que representou a selecção nacional na Liga das Nações e no Campeonato da Europa.
A pré-temporada do Benfica ficou marcada pelas conquistas do Torneio Particular no Pavilhão da Luz e do Torneio das Vindimas. Competência é coisa que não falta a esta secção e eu acredito seriamente que Marcel Matz e companhia terminem a época com mais razões para sorrir.
Plantel 2019/2020:
Nº 1 - Rapha Oliveira
Nº 3 - André Lopes
Nº 4 - Peter Wohlfahrtstatter
Nº 5 - Manuel Rodrigues
Nº 6 - Kelton Tavares
Nº 7 - Ivo Casas
Nº 8 - Hugo Gaspar (capitão)
Nº 9 - Marc Honoré
Nº 10 - Afonso Guerreiro
Nº 11 - Théo Lopes
Nº 14 - Miguel Sinfrónio
Nº 16 - Zelão
Nº 17 - Tiago Violas
Nº 18 - Japa
Nº 20 - Nuno Pinheiro
Nº 22 - João Simões"

Da esquerda para a direita, de Gelsenkirchen a Lisboa, somos todos campeões da Europa

"São 20h00, o jantar está na mesa e debatem-se os assuntos do dia. A minha mais nova tem estado atenta à actualidade e desde as eleições que olha com particular atenção para o país em que vive e para as notícias sobre uma estreante no parlamento português, Joacine Katar Moreira, «a Gaga», como muitos "carinhosamente" lhe chamam, a tal que "não é portuguesa".
Os tempos são modernos, pelo menos é essa a ilusão que a tecnologia nos dá, mas a tecnologia consegue ser paradoxal. No modernismo das redes sociais debatem-se assuntos pré-Revolução e o racismo está presente a cada caixa de comentários. A minha filha, de 15 anos, lembra-me um eu mais novo. Romântico, a viver num mundo de utopias onde o mal não existe e onde todos podemos conviver. As últimas semanas fizeram com que ela encarasse a realidade. Preocupada, conta-me que amigos preencheram uma petição a pedir que a nova deputada não estivesse presente no Parlamento. Ela não percebe porquê. Enquanto isso, acabamos de jantar e não há sobremesa para ninguém. Enquanto a água para o café ferve, peço-lhe para se sentar comigo ao sofá para termos uma conversa. 
À mesa não se discute política nem futebol, disse-lhe eu em tantas outras ocasiões. Cumpri a palavra, mas não fomos para muito longe da mesa da cozinha.
Lado a lado tentei pensar numa forma de lhe explicar o que tem lido, os comportamentos que tem visto e o que tem sentido. Foi difícil. Não sabia como fazê-lo. Afinal, 2016 foi assim há tanto tempo? Juntemos, então, futebol e política.
Em Julho de 2016, um grupo de portugueses ia dando que falar em França, junto de tantos outros irmãos de sangue, forçados a emigrar por motivos tão distintos do futebol. Um grupo composto apenas e só por portugueses. A selecção nacional. Os nossos.
Nos cafés e nas ruas festejava-se cada empate e passagem à fase seguinte. Os nossos estavam a deixar-nos cheios de orgulho. 10 de Julho. Só faltava a final, logo contra os franceses. O dia seguinte podia ser diferente para muitos dos portugueses a trabalhar no país das baguetes, mas a união, como diz o ditado, fez a força.
«Chuta, chuta! Chutooooou! Gooooooooooolo!». Todos se levantaram, todos se abraçaram. Os portugueses, juntos, sem excepção, emocionaram-se com o golo de Éder, um português natural da Guiné-Bissau. Dias antes, os mesmos portugueses elogiavam o brilhante jogo de Adrien Silva frente à Croácia liderada por Modric. O médio, nascido em França, foi crucial para o triunfo, selado pelo golo de Quaresma, um cigano.
Em 2016, a minha filha tinha 12 anos e o mundo parecia ser mesmo aquilo que ela imaginava. Na lateral direita, o português Cédric Soares, natural de Gelsenkirchen, foi um dos que se sagrou campeão da Europa, com o colega Raphäel Guerreiro, ainda com dificuldades no hino nacional, a ser um dos destaques. Anthony Lopes, nascido em Givors, distrito de Lyon, foi campeão mesmo sem ter realizado um minuto durante a competição, ao contrário de Pepe, o líder da defesa nascido no Brasil. 
«Somos campeões da Europa». A frase ainda dura e durará, pelo menos até Julho de 2020. Eu, Hugo Martins, sou campeão da Europa, tu, filha, és campeã da Europa, tu, Quaresma, és campeão da Europa, tu, Éder ( emoji coração ), és campeão da Europa, tu, André Ventura (!), és campeão da Europa. Joacine, tu és campeã da Europa.
Portugal! Portugal! Portugal!"

Jorge Jesus: oops, he did it again

"A propósito de um erro que já tinha sido visto no Sporting

Jorge Jesus tornou-se um fenómeno no Brasil e não foi por acaso: o treinador está a fazer um trabalho absolutamente fantástico à frente do Flamengo.
Chegou ao clube carioca com oito pontos de atraso para o primeiro lugar e já soma oito pontos de avanço na liderança, no fim de uma sequência de dez vitórias em onze jogos no Brasileirão.
São números admiráveis, sem dúvida.
Por isso todos os elogios que Jorge Jesus tem recebido, todos sem excepção, lhe assentam bem. Fazia sentido, aliás, que este texto fosse um chorrilho de mais elogios.
Mas não é.
Não o é, aliás, por uma simples razão: porque não consigo perceber o abismo que Jesus tem por centralizar em si próprio os aplausos nos momentos bons da equipa.
Esta madrugada, depois de vencer o Atlético Mineiro e de cimentar a liderança do campeonato, o treinador português voltou a fazê-lo.
«Penso que vou deixar um legado não só no Flamengo, mas no futebol brasileiro», disse.
O que me trouxe à memória outra frase: após um grande jogo do Sporting em Madrid, para a Liga dos Campeões, Jesus centrou nele os louros.
«Se é uma equipa treinada por mim, tem de ser a melhor», referiu na altura.
O que é certo é que depois disso o Sporting nunca mais foi a melhor equipa. Terminou a Liga em terceiro, foi eliminado na fase de grupos da Champions e da Taça da Liga, e nos quartos de final da Taça de Portugal. A época terminou sem títulos e sem saudades.
Podia ter servido de lição. Mas não.
Jorge Jesus sabe tudo sobre o jogo, fala com o coração junto à boca e é um apaixonado sem freio, mas infelizmente para ele não sabe tudo sobre gestão de grupos. Não percebe, por exemplo, que os jogadores têm um ego enorme, habituados que estão a ser sempre mimados e acariciados.
Para pessoas assim, como são os jogadores, não chega um treinador fazer dez elogios a dizer que eles são os melhores, se por uma vez que seja se disser que afinal o melhor é ele. O orgulho deles fica irremediavelmente beliscado.
Não percebo como ao fim de tanto tempo Jesus ainda não percebeu isso."