Últimas indefectivações

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Como era Eusébio antes de ser Eusébio...

"Miúdo de 19 anos, lá em Lourenço Marques, já espantava aqueles que queriam conhecê-lo. As digressões dos clubes da Metrópole ajudavam a desenhar-lhe o perfil. E a fazer crescer a lenda de um fenómeno.

Às vezes ataca-me esta curiosidade como era Eusébio antes de o conhecermos? Como era Eusébio nos seus tempos de garoto, jogando aquele futebol inconfundível de Eusébio?
Não estranhem as questões. Hoje habituamo-nos a ver crescer os jovens jogadores desde os infantis, dos juvenis, dos juniores. Acompanhamos o seu crescimento quase passo a passo, assistimos às suas transferências multimilionárias...
Quando escrevi um livro chamado Viagem em Redor do Planeta Eusébio não deixei pedra por revirar na busca incessante da história da sua vida.
Conto aqui este episódio, então.
Leiam-no se sentirem que vale a pena.
Um Eusébio de antes. Lá longe no tempo...
Em Lisboa, a dúvida: mas quem é Eusébio, afinal? Que joga ele? Valerá a pena tanto caso, tanta confusão, tanta espera? E o Benfica precisa tão desesperadamente de um jovem de 19 anos quando tem uma das melhores equipas da Europa? Perguntas que iam ficando sem resposta...
Rui Martins: correspondente do jornal A Bola em Lourenço Marques.
É ele o primeiro a traçar para a generalidade dos adeptos portugueses o perfil do jogador Eusébio da Silva Ferreira. No final do ano de 1960, publica uma série de reportagens sobre o 'fenómeno da Mafalala'. E diz, para quem o queira ler: 'Não há dúvida de que Eusébio é um caso de invulgar intuição futebolística. Neste menino, que fará 19 anos no próximo mês de Janeiro, facilmente se percebe que o futebol nasceu com ele...
Estou a vê-lo na categoria de juniores do Sporting local. Já nessa altura ele 'enchia os olhos' ao mais exigente apreciador de bom futebol, tão requintada a sua técnica e tão poderoso o seu remate. (...)
Uma das virtudes que desde o primeiro dia mais me impressionou neste jovem que se 'evadiu' de Lourenço Marques, refere-se à sua personalidade em campo. É daqueles jogadores que, sobre a relva, se atenta desde logo. Sendo um menino - que o é, felizmente para ele - jamais patenteou o mais leve indício de acanhamento quando a jogar entre adultos. Inclusivamente nem o facto de ser 'colered' - o que a muitos acarreta complexos que não interessa estar a focar - o inibiu alguma vez de mostrar o que é: um futuro futebolista de eleição! Outro exemplo: quer contra o Belenenses, quer contra a Ferroviária de Araraquara, em jogos recentes, jamais se deixou impressionar com a retumbância de alguns nomes dessas equipas'.
Tempo de digressões
Rui Martins falava das digressões, claro está.
Dessas viagens, que as equipas da Metrópole faziam às colónias para espanto e curiosidade dos locais.
E felicidade, também.
Continuemos a lê-lo:
'(...) Eusébio já tem lances pessoalíssimos reveladores da sua personalidade. O mais flagrante (e espectacular) é aquele em que com o adversário à sua frente, a barrar-lhe a progressão, pica a bola magistralmente por cima da cabeça do antagonista.
(...) No capítulo do remate é primoroso. Qualquer dos pés tem dinamite, embora mais o direito do que o esquerdo. Aliás,, a sua capacidade rematadora pode-se constatar através da média superior a dois golos por jogo que fez no campeonato de Lourenço Marques - chegou a marcar quatro e cinco por jogo - e no facto de ter conseguido mais golos para a sua equipa do que todos os seus companheiros juntos!'
Os seus relatos entusiásticos fazem crescer a lenda. Fenómeno passa a ser um adjectivo comum sempre que Eusébio anda de boca em boca.
'É melhor do que o Matateu!', exclama-se com a voz embargada pela admiração. E havia quem o confirmasse. Como Vasco Pegado: 'Sem a mais pequena sombra de dúvida. O Matateu só joga dentro da grande área. Eusébio é um jogador que está à vontade em qualquer parte do campo!'
Melhor que Matateu! A frase parecia quase iconoclasta.
Mas era.
E não tardou a prová-lo."

Afonso de Melo, in O Benfica

"A saúde é boa... com «Iogurte Lisboa»"

"A história da taça instituída por uma marca de iogurtes que se tornou um ex-libris do Museu Benfica - Cosme Damião.

'Tome um alimento que lhe dará saúde e contribua para mais uma vitória do seu glorioso clube'. Assim foi promovido o passatempo que permitiu a incorporação da Taça Simpatia - Iogurte Lisboa no acervo do Sport Lisboa e Benfica. 'Uma jóia da ourivesaria portuguesa para consagração do clube mais querido de Portugal'.
Instituído pela Sociedade de Alimentação Estrela Lisbonense, Lda., o concurso pretendia premiar o clube mais votado pelos consumidores do Iogurte Lisboa com 'uma taça que honrará a sala de troféus de qualquer clube'. António Cruz, um dos sócios da empresa, foi o mentor da ideia: 'O meu pai gostava muito de publicidade e apostava em grandes campanhas. A Taça Simpatia resulta de uma delas', refere a sua filha Elisabete.
Iniciado em Junho de 1965, decorreu durante aproximadamente um ano. A fiscalização esteve a cargo da Associação de Futebol de Lisboa (AFL) e o sistema de votação consistia no preenchimento de uma caderneta com votas que se encontravam nos nos boiões de iogurte e que, quando completas, eram entregues no clube de eleição ou à AFL.
Competidores incorrigíveis, os clubes moveram esforços para vencer: 'Havia autênticas brigadas de miúdos, e graúdos, benfiquistas que rondavam os restaurantes e os cafés, sobretudo na zona da antiga secretaria do Benfica, para arrebanhar os votos que ficavam nas mesas. É que, por vezes, as pessoas comiam os iogurtes e nem ligavam ao passatempo. Os sócios do Benfica aproveitavam'.
Se a perspectiva da vitória seria já suficiente para aguçar o querer dos 'encarnados', o prémio em questão ainda mais o despoletou. Tratava-se de uma taça profusamente trabalhada em prata, com mais de um metro e meio de altura e um peso superior a trinta quilos, da autoria do renomado ourives Filipe José Bandeira.
Sportinguista assumido, o mentor da ideia chegou a acreditar que seria o seu clube o vencedor. Mas, 'em vésperas de acabar o período de entrega dos votos, apareceu um homem com três ou quatro sacos enormes cheios de cadernetas do Benfica'. E assim, no dia 27 de Novembro de 1966, António Cruz entregou-a, em pleno relvado do Estádio da Luz, ao capitão Mário Coluna.
'A saúde é boa... com «Iogurte Lisboa»' e a do Sport Lisboa e Benfica ficou decerto melhor ao integrar no seu acervo a Taça Simpatia - Iogurte Lisboa. Considerada um ex-libris da colecção, pode ser vista do Museu Benfica - Cosme Damião."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Benfiquismo (DLXXXII)

Benfica em Madrid !!!

Época... (Des)Liga!!!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Os 25 da Champions

Guarda-redes: Svilar (1), Varela (30) e Júlio César (12);
Defesas: Lisandro (2), Grimaldo (3), Luisão (4), Douglas (8), Eliseu (19), Jardel (33), Almeida (34) e Dias (66)
Médios: Fejsa (5), Augusto (6), Samaris (7), Pizzi (21) e Joãozinho (90);
Extremos: Rafa (27), Cervi (22), Digui (84), Salvio (18) e Zivkovic (17);
Avançados: Jiménez (9), Jonas (10), Gabigol (11), Seferovic (14).

E serão estes, os nossos guerreiros na fase de grupos da Champions!
Dentro das limitações dos formados e não formados localmente, alguém teria que ficar de fora. Assim a ausência do Krovinovic, o Kalaica e do Chrien não são surpresa, já que o 1.º ainda não jogou devido a lesão; entre a 'dúvida' do Rúben ou do Kalaica, ficou o formado localmente; e o jovem Eslovaco Chrien ainda tem que 'comer' alguma sopa!!!

Quem tem unhas para guitarra do título?

"Budapeste foi prova superada e agora as atenções viram-se para a I Liga e para a nova realidade saída do mercado.

Numa semana marcada pelo fecho do mercado, Portugal foi ontem vencer a Budapeste, continuando na corrida pela entrada directa no Mundial da Rússia. Foi um jogo táctico, aborrecido, que será lembrado pela dureza dos magiares e pelo autocarro que mantiveram à frente da baliza e que obrigou a turma das quinas e um exercício de maturidade e paciência, que acabou por resultar em três merecidos pontos. Portugal teve a frieza que noutras alturas tem faltado, não se deixou engodar pelo espaço que os húngaros davam e devolveu o convite à equipa da casa, sem correr riscos. Terá faltado, pela acabar de uma vez por todas com as dúvidas, um segundo golo que várias vezes esteve para acontecer. Mas nunca faltou, a Portugal, nem o equilíbrio, nem o sentido táctico, um e outro fundamentais para uma equipa de topo. Agora, falta Andorra - numa deslocação com logística complicada e um piso ainda pior... - e a Suíça, equipa forte, habituada a marcar presença nos grandes palcos, que vai requerer a melhor versão dos campeões da Europa. Mas a riqueza do plantel, lusitano é uma realidade e há que acreditar...
No futebol doméstico já se sabe com linhas os clubes vão coser-se até pelo menos ao mês de Janeiro de 2018. Uma primeira nota para a verba impressionante conseguida pelo SC Braga, um clube que ao mesmo tempo que parece perder fulgor competitivo, está lançado na senda dos negócios. No seio dos três grandes, Sporting e FC Porto tiveram uma abordagem do mercado essencialmente desportiva, enquanto que o Benfica aproveitou este tempo para encaixar quase 120 milhões de euros. Consequência desta política, para os encarnados, é um plantel mais fraco que na época do tetra. Será suficiente para o penta? O tempo encarregar-se-á de esclarecer, mas não restam dúvidas de que as saídas de Ederson, Nélson Semedo e Lindelof não foram supridas com o mesmo nível de qualidade.
Já o Sporting - William acabou por ficar e ainda há a dúvida de Adrien - te um grupo vasto, como Jesus gosta, mas uma equipa ainda a carecer de muitas afinações e com um ponto fraco: ninguém para substituir Bas Dost em caso de necessidade.
Finalmente o FC Porto, com uma política inteligente, que parece ter a melhor equipa. Mas será que tem um plantel à altura?

(...)
ÁS
Isco (Maravilha)
Quando se ouve, nos estádios de Espanha, «Illa, illa, illa, Isco Maravilha», é sinal de que o jogador de Benalmádena, (pueblo ao lado de Torremolinos) pintou a manta. Foi isso que sucedeu no Espanha, 3 - Itália, 0: dois golos, um túnel para a eternidade a Verratti e uma exibição de encher olho! No Real? Isco e mais dez. Acabou a BBC.

DUQUE
Tamas Priskin
O avançado do Ferencvaros, que ontem agrediu Pepe com uma cotovelada e foi expulso, simbolizou uma selecção húngara pouco interessada em jogar futebol e mais vocacionada para o wrestling. Longe vão os tempos do fino recorte técnico dos magiares, que tiveram a melhor equipa do mundo na primeira metade da década de cinquenta...

Polémica inútil! Mas não foi só com o Sporting...
«O Sporting não pode admitir que estava preparado para vender William Carvalho. A nossa proposta foi feita (...) também por escrito...»
David Sullivam, co-proprietário do West Ham
O Sporting envolveu-se numa polémica estéril com o West Ham, a propósito da saída frustrada de William Carvalho para o clube londrino. Pouco interessante e nada importante, relevante é o facto do jogador continuar às ordens de JJ. Mas não foram só leões e hammers a andar de candeias às avessas. Barcelona e Liverpool também divergiam em relação a Coutinho. Who cares?

Catalunha cada vez mais longe de Espanha
A primeira página de ontem do diário desportivo 'Sport', de Barcelona, revela de forma cristalina a tendência independentista que germina na Catalunha. A vitória da Espanha (com Piqué, Alba, Busquets e Iniesta) sobre a Itália, valeu apenas uma nota de rodapé, reservando-se a manchete para o culé Dembelé...

Lobitos
Portugal está a disputar o Mundial B de sub-20, em râguebi, no Uruguai, e conta por vitórias os jogos que até agora disputou, contra a equipa da casa e Hong Kong. Segue-se a poderosa Fiji e um triunfo selaria uma presença histórica na final. Esta geração de 97, que se iniciou no râguebi quando Portugal disputava o Mundial de França, em 2007, tem talento às carradas mas irá, no futuro, pagar a factura da falta de estruturas da modalidade no nosso país. Para já, vive o sonho de entrar no top ten mundial, estatuto que ganha se, pelo menos, chegar à final de Montevideo..."

José Manuel Delgado, in A Bola

As Regras dos Jogos... Sad's & Transferências

Alvorada... do Júlio

Qatar Saint-Germain

"É um clube francês porque está inscrito na federação gaulesa, compete na Ligue 1 e tem o seu estádio na capital do país. Mas o Paris Saint-Germain, nos dias que correm, é um emblema do governo do Qatar. O mesmo emirado que irá organizar o Mundial de 2022 – depois de ter conseguido essa proeza com alegados subornos a altos dirigentes da FIFA –, continua a desafiar as autoridades do futebol internacional agora através de negócios descarados para o PSG. O ‘empréstimo’ de Mbappé é mais uma prova dessa postura insolente. Sim, empréstimo está entre aspas, porque, no fundo, não passa de mais uma estratégia para fintar o Fair-Play Financeiro da UEFA depois da contratação de Neymar por 222 milhões de euros.
O jovem de 18 anos, proveniente do Mónaco, foi comprado pelos qataris do PSG por 180 milhões de euros. Não há aqui nenhuma cedência temporária. Apenas, e só, uma transferência que acontece agora e será paga daqui a um ano. Apenas, e só, o aproveitamento dos buracos nas regras impostas pela UEFA nas finanças dos clubes. O Mónaco tem, do seu lado, as garantias bancárias de que irá receber o dinheiro no próximo verão.
Mas o problema não é apenas de Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG, e de toda a fortuna qatari que tem atrás de si. Começou logo por aqueles que elaboraram o Fair-Play Financeiro da UEFA, cheio de lacunas, dando margem a que estes negócios se sucedam. E só pode acabar com a alteração desses regulamentos, por parte da UEFA, e a intervenção clara da FIFA. Com mão firme. Igual para todos e sem protegidos. Fica a dúvida: será capaz de afrontar poderes financeiros do Qatar e outros semelhantes?"

Vuelta - 10 ideias

"A pouco menos de uma semana de terminar a Vuelta, aqui deixo dez ideias sobre a forma como tem decorrido a prova:
1 -- Chris Froome confirma-se como o grande candidato à vitória. Está (pelo menos) ao nível da concorrência direta na montanha e tem todas as condições para aumentar a vantagem amanhã, dia em que se realiza um contrarrelógio de 40 km.
2 -- Froome está mais forte do que no Tour. Veremos como se comporta na última semana de competição, altura em que Nibali (principalmente) e Zakarin vão tentar surpreendê-lo.
3 -- Ao contrário do britânico, as principais figuras que participaram na Volta a França não conseguiram apresentar-se em boas condições em Espanha. Bardet é o principal exemplo. Curiosamente, quem participou no Giro, como é o caso de Quintana, também teve um desempenho no Tour aquém das expectativas.
4 -- Apesar das naturais mudanças na equipa, a Sky, ao contrário do que aconteceu no ano anterior, apresenta-se tão forte na Vuelta como no Tour. Poels tem dado um apoio fundamental a Froome.
5 -- O grande animador da Vuelta é, como se esperava, Alberto Contador. São os constantes ataques do espanhol que dão emoção às etapas. A retirada do 'Pistoleiro' será um rude golpe para o ciclismo. 
6 -- Miguel Ángel López poderá ser, talvez a médio-prazo, o sucessor de Froome. O colombiano, se melhorar no contrarrelógio, dominará certamente o ciclismo internacional. Para já, assumiu a liderança da Astana, 'substituindo' Fábio Aru.
7 -- Não podemos falar em desilusão ao analisarmos os desempenhos de Rui Costa e Nélson Oliveira. O primeiro não está definitivamente talhado para provas de três semanas, o segundo é um 'ajudante de luxo', nunca um chefe-de-fila.
8 -- A Movistar, sem Quintana nem Valverde, é a grande desilusão da prova. Nada que não estivéssemos à espera.
9 -- Pela positiva, há a destacar a prova que Wilko Kelderman tem realizado. O holandês é um sério candidato ao pódio.
10 -- O traçado da Volta a Espanha é o ideal para quem gosta de etapas espectaculares. Como se previa, bateu, neste domínio, o Giro e o Tour."

Benfiquismo (DLXXXI)

Rumo...

E Pluribus Unum... Figueiredo

domingo, 3 de setembro de 2017

Basquetebol 2017/18

Realizámos este fim-de-semana os primeiros jogos da temporada, em Viana do Castelo, no Sábado vitória sobre os Corruptos, e hoje vitória sobre os espanhóis do Cáceres... 
A principal novidade é a entrada do treinador, José Ricardo, que ocupa o lugar de Carlos Lisboa no comando da equipa.
Gostei desta troca, o José Ricardo fez excelentes trabalhos em Barcelos e em Oliveira de Azeméis... e nas Selecções jovens. O Benfica estava a precisar de novas 'ideias', apesar de todas as conquistas nos últimos anos, havia 'saturação' na relação com os adeptos e mesmo os jogadores precisavam de estímulos novos...

O mercado foi relativamente calmo, a grande novidade foi mesmo a contratação do José Silva aos Corruptos. Não é todos os dias que vamos buscar o 'melhor' jogador aos principais adversários!
Em relação aos Americanos, ficou o Barber, saíram o Hollis e o Raivio. Se o Raivio nunca entusiasmou o Hollis fez bons jogos, mas na parte final da época, perdeu alguma 'energia'!!!
Destaque ainda para as contratações do Neemias Barbosa e do Gonçalo Delgado, dois jovens, que o nosso treinador conhecia das Selecções jovens... vão jogar quase sempre na equipa B, na ProLiga, mas podem ter minutos na equipa principal...

Bases:
Jesse Sanders
Nuno Oliveira
Tomás Barroso
Aljaz Slutej

Extremos:
José Silva
Carlos Morais
João Soares
Carlos Andrade

Postes:
Antwayne Robinson
Raven Barber
Nicolas dos Santos
Cláudio Fonseca
Ricardo Monteiro
Neemias Barbosa
Gonçalo Delgado

O Sanders e o Robinson, ainda estão a dar os primeiros passos no Benfica, portanto não é fácil passar 'sentenças', mas parece-me que houve uma alteração no perfil dos Americanos que o Benfica habitualmente contrata!!! Parecem ser essencialmente, jogadores de equipa, colectivos e que defendem bem...!!! O Sanders um organizador nato, que luta por todas as bolas e que pode defender os bases adversários mais 'fortes' no 1x1... O Robinson, um jogador experiente, que já foi Campeão em França, e que vai seguramente ganhar muitos ressaltos... além de lançar bem de média e longa distância!!!

Uma das grandes incógnitas deste plantel é o Cláudio Fonseca: esteve lesionado o ano passado, vamos ver como recupera o ritmo... e se não volta a ter problemas físicos. Será importante ter um Cláudio em boa forma, para o Barber ter mais minutos de descanso...

A época, oficialmente, vai começar com as pré-eliminatórias da Champions. E devido à presença do Carlos Morais na Selecção, muito provavelmente não vamos ter o Angolano na 1.ª mão... Só se Angola for eliminada precocemente do Afrobasket, o que é improvável... Algo que até não é muito importante, porque o 'caminho' para a Champions é muito complicado... é quase inevitável, 'cairmos' na Europe Cup, onde até podemos fazer algumas coisas 'engraçadas'!!!

Uma nota para o nosso principal adversário: no jogo de ontem, deu para perceber que os Corruptos, 'acertaram' nos Americanos, têm qualidade, o plantel é mais fraco do que o nosso, mas vão ter um 5 competitivo... No lado do Benfica, além do Morais, o Carlos Andrade também não jogou... Creio que o Andrade vai ter cada vez menos minutos, a idade não perdoa, mas vai ser importante, nem que seja no balneário...
Deu também para ver, que vamos ter jogos de maior qualidade: com o Lisboa o Benfica nos momentos mais importantes, defendia quase sempre bem, mas ofensivamente sempre tivemos demasiado individualismo, parece-me que isso se vai alterar...

Contra o facto, a ignorância organizada

"O populismo que confere a cada um a autoridade de médicos, geógrafos e jornalistas está a criar um espaço público de silos onde se repetem as mesmas ideias e os mesmos erros.

Reza o ditado que "contra factos não há argumentos." Este provérbio é mais um conselho do que uma observação, já que não me recordo de ter ganho qualquer debate com o brandir de um facto (e não foi por não tentar). Se à mesa do café os factos contam pouco, é sensato esperar que no tribunal da opinião pública mereçam mais respeito. Informação verificada e certificada por autoridade competente tem a legitimidade de se sobrepor a testemunhos parciais e subjectivos.
Factos são bens colectivos a defender. É portanto com justificado alarme que vemos nos meios de comunicação social, impressos e sobretudo digitais, um desprezo dos factos. Circulam factos ditos alternativos que são meias-verdades ou mesmo mentiras. Ainda há poucos dias, o Presidente Donald Trump contou a estória de que o General Pershing executou 49 líderes islâmicos com balas untadas a sangue de porco e que com este fetichista “fire and fury” reprimiu uma insurgência islâmica. O auto-proclamado facto é afinal uma perversa fantasia, mas, ainda assim, a estória é repetida e há quem nela acredite.
Apesar destes e doutros atentados à verdade, ninguém desdiz que factos existem e ninguém nega os seus méritos como juízes da vida pública. Ainda assim, a forma como decidimos no que acreditar está a mudar. Se antes recorríamos à autoridade de peritos para discriminar a verdade da mentira, hoje tomamos essa decisão com base na nossa intuição e na dos nossos pares.
A informação que nos chega em ecrãs de bolso, secretária ou sala está à vontade do freguês, grátis e instantânea, legível a cores, vibrante e acolhedora, com um ou outro pop-up. Quem desfruta da imensidão da busca Google, do Facebook ou da Wikipedia esquece que os factos são de difícil construção e verificação.
Era uma vez um mundo sem internet em que uma questão de medicina, geografia ou actualidade requeria consulta médica, visita à biblioteca ou a compra de um jornal. Hoje, com factos em excesso, não sabemos em que quais devemos acreditar. E a realidade acessível, o facto plausível, é sobretudo o que é partilhado dentro do grupo de pessoas com quem temos cumplicidades. Para alguns norte-americanos, esse alguém pode ser um Donald Trump, um homem branco zangado.
Neste novo mundo de informação incessante surge uma nova forma de política: a gestão da ignorância (para saber mais procure no Google ou na biblioteca, agnotologia). As tabaqueiras foram as primeiras a perceber que o seu “produto era a dúvida”. Era impossível demonstrar que o tabaco era saudável – porque efectivamente não é – mas era possível alimentar a dúvida de que a ligação entre tabaco e cancro não era directa ou definitivamente mortífera. O que serviu para vender cigarros também serve para negar o aquecimento global ou para questionar a legitimidade de um Presidente negro. A carreira política de Trump começou com uma pergunta que não procurava resposta: será que Barack Obama nasceu nos EUA? E perante estes convites à dúvida, deixamos para atrás a autoridade de factos, peritos ou bom senso para seguir os afectos, das identidades e das cumplicidades.
Nunca na história da humanidade o acesso à informação foi tão fácil, tão vasto, tão inclusivo e paradoxalmente a consequência disso é que substituímos uma esfera pública que valorizava o conhecimento por uma outra que fomenta a ignorância. A par da cacofonia dos factos contraditórios está a peculiar atitude de termos orgulho na nossa ignorância. Esta atitude recruta adeptos com o cinismo. Diz-nos que são tolos aqueles que acreditam em peritos; porque peritos são gente falível que se deixa comprar pelo poder. Proclama que o mundo é radicalmente incerto e que somos todos igualmente humildes perante a sua sublime complexidade. Acontece que não se vê melhor com os óculos da dúvida. O cinismo perante os peritos e os factos não nos protege da manipulação, pelo contrário, garante a vitória dos mercenários da dúvida.
O populismo que confere a cada um a autoridade de médicos, geógrafos e jornalistas está a criar um espaço público de silos onde se repetem as mesmas ideias e os mesmos erros. O que a opinião pública ganha em acirrada convicção perde em razão. Faz-nos falta um provérbio que dite “sem factos não há argumentos.”"

Por mim, Vieira até pode aparecer de calção e de chinelo da piscina quando o Benfica for buscar um central em Janeiro

"Só não fico mais aborrecido com a actual política de contratações do Benfica porque ainda ontem me aconteceu o mesmo. A minha mulher pediu-me expressamente que fosse ao supermercado buscar água, legumes para a sopa dos miúdos, medalhões de pescada e queijo roquefort. Fez questão de me enviar uma mensagem para que não me esquecesse de nada. Eu apareci em casa com água das pedras, bifes de peru, uma caixa de gelado e aqueles queijinhos da vaca que ri. É verdade que não falamos desde ontem, mas, na vida como no futebol, tenho a certeza que a coisa se resolve, até porque eu tenho as chaves do carro.
Portanto: o Benfica precisava de chegar às 23:59 do dia 31 de Agosto com um guarda-redes, um lateral, um central e talvez mais um médio assegurados. Veio um guarda-redes, um lateral e um extremo direito. Não é perfeito, mas a verdadeira questão é: chega para dar na pá aos rivais e conquistar o pentacampeonato? Depois do que vi nas últimas quatro épocas, não me admiraria muito. Numa altura em que o Benfica paga mais ao Hospital da Luz do que a Jorge Mendes, o importante será mesmo recuperar algumas peças-chave do plantel a tempo de evitar embaraços.
Na baliza espera-se uma disputa acesa entre Bruno Varela e esqueçam, o tal Svilar deve ter saído do avião e foi logo treinar. Quanto mais depressa o novo Michel Preud’homme estiver pronto, melhor. Sem pressão, miúdo. Curiosamente ou não, Michel Preud’Homme foi titular numa das piores fases da história do clube, portanto esperemos que as semelhanças com Svilar comecem na nacionalidade e terminem no cabelinho à futebolista dos anos 80.
Se ignorarmos o facto de este miúdo nunca ter feito um jogo enquanto sénior, pode dizer-se que a baliza está bem entregue. Este é aliás o factor estruturante do actual plantel: toda a gente parece convencida de que as coisas se vão resolver de uma forma ou de outra, mais voucher menos voucher. 
Ninguém quer dramatizar ou levar demasiado a sério estas questiúnculas do defeso. Se dúvidas restavam sobre a estratégia para este época, foram esclarecidas por Luís Filipe Vieira quando vestiu um fato de treino para apresentar os novos reforços. Compromissos publicitários, dirão os cínicos.
Eu vejo um homem de bem com a vida, que aprendeu a desvalorizar os formalismos bacocos da nossa sociedade. Aliás, por mim pode aparecer de calção e chinelo da piscina quando formos buscar um central em Janeiro.
Na defesa, temos sabido aproveitar o tempo disponível para testar diferentes soluções. Por exemplo, só na lateral direita, em quatro semanas tivemos Aurélio Buta e Pedro Pereira, que juntos não fazem um futebolista, o bombeiro voluntário André Almeida, um tal de Mato Milos que não chegou a sair do aeroporto e finalmente Douglas, o suplente do suplente de Nélson Semedo, cuja saída fez os adeptos do Barcelona festejarem pela primeira vez esta época.
E ainda só falámos de uma posição. No centro da defesa, teremos em Jardel, Lisandro e Luisão o chamado trio que vale por dois. Ninguém achou relevante contratar um central. Não se percebe se o objetivo é acrescentar emoção ao campeonato, testar a resistência dos adeptos, ou simplesmente criar as condições para uma entrada heróica de Kalaica e Ruben Dias. Quero acreditar que os guionistas do Seixal têm tudo controlado.
Finalmente, na esquerda, e para desgosto de todos os engraçadinhos deste país que escrevem no Expresso, Eliseu e Grimaldo vão continuar a resolver.
Do meio-campo para a frente o cenário é bastante mais animador. Temos opções de sobra para fazer face a todos os encargos fixos (Liga) e variáveis (Champions) do agregado familiar, mesmo que alguém se lesione todas as semanas até Maio. O núcleo duro mantém-se: Pizzi, Fejsa, Salvio, Cervi, Jonas e agora o incrível Seferovic. Depois: Filipe Augusto será vendido à Lazio por 80 milhões; Samaris continua no plantel, disponível como sempre esteve para ajudar com uma ou outra cotovelada; Chrien e Krovinovic deverão passar mais algumas semanas naquela caixa especial do Seixal a preparar a sua ascensão futebolística enquanto novo Matic e novo Pizzi, respectivamente. Zivkovic e Rafa continuarão a ser suplentes de luxo sempre que ganharmos, ou desperdícios de dinheiro sempre que jogarmos mal e ficar tudo dependente dos suplentes, uma estratégia que já deu os seus primeiros frutos em Vila do Conde.
Quanto a Jimenez, espera-se que decida meia dúzia de jogos, não sabemos ainda se com o golo do empate ou da vitória. Finalmente, temos um tal de Gabriel Barbosa, Gabigol para os mais crédulos, grande reforço sonante a fazer lembrar, sei lá, um Keirrison, que chegou a Portugal e citou Isaías 40:31. Meu caro, fica uma dica: o único Isaías que interessa aos benfiquistas é o 93:94. Se não sabes vai à Wikipédia ou ao YouTube.
Em suma, uma época em que o Benfica não se leva demasiado a sério e convida os adeptos a observarem atentamente de fato de treino vestido, quiçá enquanto comem uma frutinha desidratada. Deixemos calmamente que o destino se resolva, mais coisa menos coisa, rumo ao penta."

O descrédito total de quem nos ataca

"Tendo sido confrontados com diversos pedidos de reacção à notícia ontem vinda a público, num especial informação da CMTV, onde surge a revelação de que o actual director de comunicação do FCP terá estado na Guiné-Bissau, envolvido na solicitação de prestação de serviços de “Bruxaria”, esclarecemos:
1 – Estão abertos os competentes processos-crime contra a administração do FCP – Futebol SAD, FCP – Media SA, Director de Comunicação do FCP e Director do Porto Canal, entre outros, pelos crimes de:
- Violação do sistema informático, violação de correspondência e divulgação – já que se gabam de estar a divulgar pretensa correspondência privada e interna de outra sociedade desportiva.
- Prática de concorrência desleal - com as devidas consequências económicas pelos danos causados ao bom nome e reputação de outra sociedade desportiva.
- Prática reiterada de difamação e calúnia – onde terão oportunidade de, na sede própria, provar todas as acusações e insinuações feitas publicamente.
2 – A ser verdade e a confirmar-se o episódio ontem descrito e assumido de viva voz é mais um elemento que prova de forma inequívoca, o grau zero de credibilidade de quem tem sido o porta-voz de toda esta “cabala”, construída com base em sucessivos crimes e práticas ilícitas, típicas de um “submundo” que se considera acima da lei e das regras de um estado de direito.
3 – Importa realçar também, que na notícia ontem veiculada pela CMTV, quem acusa dá a voz e num dos casos a cara a assumir as suas declarações, em contraste com a acusação feita precisamente pelo director de comunicação do FCP a elementos do Benfica, onde pelo contrário todas as pessoas invocadas de estarem envolvidas, vieram publicamente desmentir tais factos.
Elemento que certamente contribuirá para reforçar a total ausência de credibilidade e que explica e desmascara talvez a origem da “rocambolesca” imaginação que montou mais este episódio.
4 – A estes factos, acresce a forma profundamente lamentável e leviana como se assiste, a quem se encontra a cumprir castigos no âmbito da justiça desportiva, todos os dias se exiba e faça questão de publicamente desafiar e descredibilizar a autoridade desses órgãos e dos seus responsáveis, continuando a reiterar insinuações e ameaças sobre os mais diversos agentes desportivos, numa clara demonstração de que viola as regras e se considera acima de tudo e de todos.
5 – Estamos certos que no momento oportuno e no local certo, as instituições darão uma resposta cabal, demonstrando aquilo que tem sido um princípio fundamental do estado de direito - de que em nenhumas circunstâncias a prática reiterada de diferentes crimes compensa - apesar de todo o ruído criado nos media - quando se multiplicam as provas de descrédito e de desrespeito pela lei por parte de uma mesma instituição."

Benfiquismo (DLXXX)

Maniche... o original!!!

É apenas questão de pobreza

"E lá seguiu para Marselha o extraordinário Mitroglou a quem os benfiquistas ficam a dever uma impressionante quantidade de momentos sublimes em apenas dois anos de permanência na Luz. O grego que não sabe sorrir e que tanto nos fez sorrir já não mora cá. O seu contributo foi mais do que inestimável para o título de 2015/2016 – foi ele o autor do golo solitário em Alvalade que permitiu ao Benfica ascender à liderança que não mais abandonaria – e, como se não bastasse, foi também ele o autor inspiradíssimo do golo solitário com que o Benfica venceu em Braga ao cair do pano não permitindo ao FC Porto ascender à liderança quando o campeonato de 2016/2017 se aproximava da decisão. A estes dois golos memoráveis somem-se mais 50 tentos assinados pelo grego em 88 jogos e some-se ainda aquele gesto tão seu de cumprimentar os adeptos com um sereníssimo agitar de mão à maneira da rainha de Inglaterra. Ou de outra rainha qualquer. Que rei.
O melhor jogador da última Liga viu-se afastado dos trabalhos da Selecção Nacional porque se terá lesionado no decorrer do jogo do Benfica em Vila do Conde. Vai continuar, assim, o Pizzi sem ver nenhum cartão amarelo durante mais uma semana. Uma coisa destas merece, no mínimo, três assanhadas dúzias de debates televisivos em prol da verdade desportiva convocando-se, para o efeito, todas as forças intelectuais da desgraçada coligação em vigor.
Na noite da passada terça-feira, enquanto o mundo civilizado se angustiava com o lançamento de um míssil norte-coreano que sobrevoou o território do Japão (merecendo este episódio bélico grande destaque nos serviços noticiosos estrangeiros) entretinham-se por cá todas as nossas estações de televisão servindo ao estimado público português altíssimas chinfrineiras sobre a tormentosa questão do vídeo-árbitro que, como é do conhecimento público, se trata de uma acção experimental superiormente autorizada pela UEFA em uns poucos – pouquíssimos – campeonatos da segunda linha europeia. Que a imprensa em Portugal vive uma crise danada é um dado adquirido e, assim sendo, ninguém com o mínimo de bom senso se atreve a sugerir que sairia mais em conta ao patronato manter correspondentes internacionais constantemente a debitar informação em directo do Congresso em Washington ou em directo da mais alta torre de Tóquio ou em directo de qualquer outro lugar exótico do planeta do que enfiar durante três ou quatro horas três ou quatro indivíduos de singela extracção nacional num estúdio de televisão à mão de semear e, sob a orientação profissional de um moderador da casa, pô-los sem moderação aos gritos sobre, repita-se, a tormentosa questão do vídeo-árbitro ou outra qualquer do mesmo género. E desta maneira se vão preenchendo diariamente emissões atrás de emissões a preços mais do que acessíveis. E quem quiser saber o que se passa neste mundo pois que sintonize a CNN. No fundo, a questão por cá é só uma e é triste: pobreza."

3.ª Supertaça

Benfica 3 - 0 Novasemente

Será de certeza raro: dois golos marcados pela nossa guarda-redes, que 'virou' goleadora!!! Compensado assim, o desperdício das nossas jogadores de campo...
Se o ano passado vi vários jogos muito equilibrados entre o Benfica e a Novasemente, hoje o desequilibro foi maior, só não se traduziu no marcador, por ineficácia nossa...

Agora venham os Polacos...

Dínamo Pancevo 28 - 35 Benfica
(9-17)

Relaxamos um pouco na segunda parte na defesa, e por isso sofremos mais golos, mas com a diferença trazida do jogo de ontem, seria difícil manter a concentração o jogo todo... Nem mesmo a criatividade táctica do treinador adversário nos 'incomodou'!!!
Grande entrada em campo do miúdo Gonçalo Nogueira... grande personalidade, ao assumir o jogo, apesar dos 17 anos...

Agora, na 2.ª ronda, o nível de dificuldade vai subir... temos jogado com equipas Polacas nos últimos tempos, sabemos que podemos ganhar... e a equipa parece motivada. Mas para já temos o Campeonato para a semana...