Últimas indefectivações

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Benfiquismo (CCLXIV)

Foi por aqui, que tudo começou...

Campo da Feiteira

Mais umas Lanças...

Luís Filipe Vieira até 2020

"Tenho muito orgulho em continuar a ser presidente do Sport Lisboa e Benfica.
É uma honra e uma responsabilidade que assumo com um enorme desejo de servir.
Quero começar por saudar o exemplo que os Sócios do Benfica deram hoje.
Com uma única lista a votos, poderia haver a tentação de ficarem em casa, de entender que não valia a pena participar, de entender que, fosse qual fosse o nível de participação, o resultado seria igual. Não seria!
Felizmente, não foi isso que aconteceu. Deram um exemplo extraordinário do que deve ser a participação dos Sócios na vida do Clube.
Os números de afluência às mesas de voto, hoje, são o melhor sinal da vitalidade e da responsabilidade com que assumem a vossa ligação ao Sport Lisboa e Benfica.
O resultado é um sinal de confiança e de reconhecimento por tudo o que foi feito e que desde já agradeço, mas é ao mesmo tempo uma marca de responsabilidade em relação ao futuro.
Assumo essa responsabilidade com a mesma ambição e humildade com que assumi em 2003. 
Assumo essa responsabilidade com o optimismo que sempre me acompanhou e com a certeza de que em conjunto – todos nós – vamos alcançar os nossos objectivos.
Os próximos quatro anos têm de ser encarados com a mesma determinação de todos os mandatos anteriores.
O menor descuido, qualquer sinal de conformismo ou de satisfação pelo que já fizemos será também o primeiro sinal de retrocesso.
Já o disse também, quero continuar a aliar o sucesso económico ao desempenho desportivo, quero baixar o nosso passivo sem comprometer o nosso êxito desportivo.
Quero que os Sócios continuem a crescer e que venham fazer parte do nosso dia-a-dia, que participem e reforcem o Clube.
Sem os Sócios, e não me canso de o dizer, nada disto faz sentido.
É tempo de todos aqueles que são adeptos, mas que ainda não são sócios, reforçarem a nossa equipa. 
Quantos mais formos, mais fortes seremos. Venham daí e venham depressa!
Foi o empenho e a determinação dos benfiquistas que fez a riqueza da nossa história.
É essa determinação que me faz ter confiança no futuro.
Sou hoje um presidente mais maduro e mais experiente do que quando aqui cheguei em 2003, mas a ambição e a determinação são as mesmas desse ano.
- Conheço as vossas ambições, que são as minhas;
- Conheço a vossa vontade de vencer, que é a minha;
- Conheço as vossas preocupações, que partilho;
- Conheço o que querem para hoje e para o futuro do Benfica;
Os Sócios, hoje, votaram por uma opção clara na continuidade.
Votaram na inovação, na sobriedade; na expansão do Clube, no reforço das Casas do Benfica, na aposta na formação, no futebol e nas modalidades; votaram em todos os valores que nos trouxeram até aqui e que fazem parte do ADN do Benfica.
Temos, e é bom que o diga com clareza, de manter a liderança no futebol português.
Vamos continuar a percorrer um caminho que não acaba, que nunca se completa, e é por isso que todos somos importantes.
Continuemos a trabalhar no sucesso do clube e a preparar o futuro do Sport Lisboa e Benfica!
O Benfica sempre se construiu na pluralidade. Nunca se construiu dividindo. Nunca se construiu separando.
E, sempre que estivemos unidos, os resultados apareceram.
Continuemos assim.
Viva o Benfica!"



Um presidente para o tetra e para o penta!!!

"Luís Filipe Vieira conseguiu uma liderança forte. E, com ela, a inevitável credibilidade, nacional e internacional.

Luís Filipe Vieira
1. Hoje, 27 de Outubro de 2016, Luís Filipe Vieira será reeleito como Presidente do Sport Lisboa e Benfica.
Por e para os próximos 4 anos.
Um Homem de convicções e de ambições.
O Homem certo para mais um mandato.
Que consolidou e deu corpo à corajosa vitória de Manuel Vilarinho, em 2000 e que, partindo daí, conseguiu recuperar o Benfica, fazendo com que o clube sobrevivesse aos mais variados ataques armados.
Luís Filipe Vieira conseguiu reequilibrar o clube.
Recuperação alicerçada na estabilidade, nas suas várias vertentes (financeira, desportiva,...), colocando um ponto final, definitivamente, nos egoísmos que tinham assaltado o Benfica.
Luís Filipe Vieira conseguiu-o, de forma exemplar.
Desde a formalização da sua candidatura ao primeiro mandato do Sport Lisboa e Benfica, assumiu-se como uma das pessoas capazes de reerguer o clube, colocando-o no lugar onde merece, que é seu por direito, e dando continuidade à grandiosa obra do passado.
Com uma diferença: quis mais que os outros e os sócios quiseram que fosse ele o eleito, depois de ter sido o escolhido para suceder a Manuel Vilarinho.
Luís Filipe Vieira tinha a plena consciência do desafio que o esperava, mas, sobretudo, a certeza de que o fracasso, do passado, não poderia, jamais, voltar a assombrar a grandeza do Benfica.
Não foi necessário muito tempo - mas o suficiente - para percebermos que do amadorismo evoluímos para uma gestão profissional.
Sem, porventura, a paixão clubística, mas sem, também, que tal significasse abdicar do superior interesse do clube ou da firmeza e determinação necessárias nas várias lutas travadas, no dia a dia.
Com isso recuperou-se a confiança dos sócios.
E a incerteza deu lugar à valorização.
Primeiro passo (e quase tão importante...) para passar a ganhar (regularmente).
Luís Filipe Vieira conseguiu aquilo que, na altura, já era quase impensável, para grande parte dos sócios e adeptos: uma liderança forte.
E, com ela, a inevitável credibilidade, nacional e internacional.
A mesma credibilidade que, a par da confiança, fez desaparecer o complexo de inferioridade de muitos anos a perder e o medo da derrota.
Anos em que pudemos confirmar que bastou um erro de algumas centenas de votos, para que a recuperação demorasse uma década.

De 2 de Julho de 2009
2. Foi por isso que não hesitei, nas 3 conversas que tive com Luís Filipe Vieira, em 2008 e 2009, em demonstrar a minha disponibilidade para colaborar, como Vice-Presidente, nessa nova etapa.
Porque acreditava nessa recuperação.
Eleito em 2009, foi a partir dessa altura, quando passei e representar e a servir o Benfica, que percebi - talvez fruto da maior proximidade com o projecto pensado para o clube - que Luís Filipe Vieira era, efectivamente, uma garantia de estabilidade.
Nas eleições de 2012, a minha certeza era ainda maior, pela possibilidade que me foi dada em acompanhar de perto, ao longo desses anos, a sua ambição e a sua vontade em fazer do Benfica mais e melhor... maior que Portugal!
Hoje, nas eleições de 2016,não só continuo a acreditar no projecto de Luís Filipe Vieira, como acho que tem todas as condições em ter um mandato... ainda melhor.
Porque é, sem qualquer dúvida, em 2016, a única pessoa capaz de garantir aquilo que eu quero e sonho para o Benfica.
Porque acredito em ideias e em homens que têm ideias.
O que me fez, descrer, sempre, dos que têm, apenas, ambições pessoais.
Estou, por isso, tranquilo.
O Benfica continuará a ser o resultado das suas decisões e ele será o grande responsável de nunca desistirmos.
Ou não fosse ele um homem, de grande carácter, que pode ganhar muito, tudo, até, porque não tem medo de perder.
E, precisamente por não ter medo de perder e de defender aquilo em que acredita, que está a ganhar... quase tudo o que há para ganhar.
Sei que Luís Filipe Vieira, no próximo mandato, continuará a ser igual ao que tem sido ao longo destes anos todos.

Sendo, como tantas vezes falámos, ambicioso... pelo Benfica!
Uma ambição de apenas querer ganhar, ganhar e ganhar... tudo o que há para ganhar!
Não abdicando, nunca, de nenhuma competição.

Por isso, nos próximos quatro anos, queremos - e eu tenho a certeza absoluta que o Presidente quer tanto como eu - um Benfica tetra campeão, no imediato, tendo em vista o penta, para que sejacada vez mais possível um Benfica Campeão Europeu!
Sim, Campeão Europeu, num projecto a 2 ou 3 anos.
Tudo fazendo - ou lançando as bases - para que o sonho seja realidade.
E se é verdade que nós somos a medida dos nossos sonhos e aquilo que interiorizarmos, temos de começar, desde já, a acreditar, muito, nessa hipótese.
Porque acho que esse é o caminho!

... a 27 de Outubro de 2016
3. Quanto ao resto... apenas agradecer.
Agradecer a todos os que, de forma profissional (e todos tão do Benfica quanto eu), serviram o Benfica, nestes últimos 7 anos.
Com o novo mandato que hoje se inicia, continuarei a desejar tudo o que sempre desejei, desde que me conheço.

Que o Benfica ganhe, em tudo e a todos!
Sem excepção!
Disse-o e repito-o: nunca quis que o Benfica perdesse para entrar, nem quero que o Benfica perca por sair e, muito menos, para voltar a entrar!

Não me arrependendo, nada, como não me arrependi, nunca, do que fiz, até hoje, pelo Benfica.
Fi-lo, aliás, com a certeza de estar sempre de bem com a minha consciência! Ou não fosse verdade a afirmação de Eurípides: «não dizer o que se pensa, essa é a condição de um escravo».
E, por isso, deve também (mais) um agradecimento público a Luís Filipe Vieira, que sempre me deu a liberdade de defender as minhas próprias convicções, aquilo em que acreditava, mesmo quando isso era diferente de outras existentes no Benfica (ou, até, quando essas ainda nem sequer existiam).
Ele sabe que poderá continuar a contar comigo para as lutas que realmente valem a pena e em que acredito.
Com a certeza de que continuarei a ser igual a mim mesmo.
Com a consciência de que, se, como diria Hans-Georg Gadamer, «a história não nos pertence, somos nós que lhe pertencemos»,... também o Benfica não nos pertence,... nós é que pertencemos ao Benfica!
... Até Sempre,... Pelo Benfica!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Inexperiência há... no Benfica


"Egocentrismo cometendo sucessivos erros pode ser a factura Jesus está a pagar... O campeão e actual líder: mais do meio onze são meninos! Espectacular fenómeno!


Vamos lá ver se Jorge Jesus tem razão ao justificar os últimos maus resultados com inexperiência de jovem equipa. Só 2 vitórias - em Alvalade, 2-0 ao Légia Varsóvia, 4-2 ao Estoril - nos últimos 6 jogos, não considerando como desaire, frise-se, a derrota em casa do Real Madrid, é percurso justificável com inexperiência?
Categoricamente, não. Tanto golo sofrido neste negro período - 3 em Vila do Conde, 3 em Guimarães, e, em casa, 2 do Estoril, 2 do Dortmund, 1 do Tondela = 11! - por pecados de juventude? Percorre-se todo o plantel defensivo, de Rui Patrício, 28 anos, melhor guarda-redes no recente Campeonato da Europa, até aos laterais-esquerdos Marvin Zeegelaar, 26 anos, e Jefferson, 28 anos, passando por Schelotto, 27, João Pereira, 32, Coates, 26, e verifica-se o único menino é Rúben Semedo, 22 anos, por sinal o defesa mais talentoso e melhor até aqui. Mais: o médio que mais protege a retaguarda é William Carvalho, 24 anos, campeão da Europa.
Inexperiência pode haver no ataque, em Gélson Martins, 21 anos (mas tem-se revelado um prodígio!), em Alan Ruiz, 22 anos (quase não joga) e Matheus, 20 anos (ainda não jogou esta época). Porém, Bruno César e Bas Dost têm longa experiência (o ponta de lança holandês até veio do campeonato alemão) e Markovic inexperiente não é, depois de ser campeão no Benfica e rumar a Inglaterra.
Portanto, do que Jorge Jesus pode arrepelar-se é de ter perdido dois jogadores nucleares: João Mário e Slimani. Mas também Rui Vitória ficou sem dois decisivos dínamos: Nico Gaitán e Renato Sanches.
Lesão de Adrien é fortíssima baixa (a equipa parece ter ficado sem motor), mas única nesta época. Que dizer do maremoto de lesões benfiquistas (9!), nomeadamente no trio de goleadores, Jonas-Mitrolgou-Jiménez, e em simultâneo!!!! (o eficaz talento de Jonas continua a fazer notória falta).

Muita alta qualidade do treinador Jorge Jesus é indiscutível! Por isso tanto se estranha esta negra fase do futebol sportinguista, multiplicando sinais de estar à deriva. Nada improvável tratar-se da factura dos sucessivos erros que o treinador tem cometido em matéria de descontrolado egocentrismo!
O Sporting não teria perdido em Madrid - estupenda exibição! -, se ele, Jorge Jesus, não se tendo feito expulsar, estivesse no banco nos últimos 5 minutos. Caiu tão mal o menosprezo do técnico adjunto! E, logo no jogo seguinte, brutal ironia: com Jorge Jesus no seu posto a tempo inteiro, derrota com o Rio Ave, por 3-1!
Jogadores e equipa do Sporting são os melhores, porque liderados por ele, Jorge Jesus. Espantosa reviravolta consentida no 3-3 em Guimarães!

Erros individuais apontados pelo treinador (também no desaire, em Alvalade, perante sub-Dortmund sem mão cheia de titulares). Fraquíssima exibição e empate, em casa, a ferros arrancada face ao Tondela... (os jogadores não costumam gostar de que treinador egocentrista se ultravalorize face ao que eles valem...).
E chegou o argumento inexperiência... Está desmontado no início deste texto.

Juventude com inexperiência há mais no FC Porto: Octávio, 21 anos, Rúben Neves, 19, a novíssima dupla de avançados, André Silva-Diogo Jota, miúdos com 20 anos!
E há, sobretudo, no Benfica campeão e actual líder! Mesmo tendo saído Renato Sanches (enorme revelação aos 18 anos!), mais de meio onze por regra titular é impressionantemente jovem! Ederson, 23 anos (invulgar num guarda-redes), Nélson Semedo, 22, e Londelof, 22, foram fulgurantes/fulcrais já na época anterior... Agora, também Grimaldo, 21 anos, Cervi, 22, André Horta, 19, Gonçalo Guedess, 19! Acrescente-se, no banco de suplentes, Danilo, 20 anos, Zivkovic, 20 anos, José Gomes, 17...
Quando alguém tiver a tentação de insistir em problemas de inexperiente juventude, olhe para o Benfica campeão e de novo líder. Aconteça o que vier a acontecer, convenhamos: espectacular fenómeno!"

Santos Neves, in A Bola

Saber festejar

" «Não se festeja assim com 4-0, podes fazê-lo com 1-0. Foi uma humilhação para nós.»
José Mourinho, treinador do Man. United, ao ouvido de Antonio Conte, técnico do Chelsea, após o 4-0 de Stanford Bridge

Mourinho sentiu-se humilhado por Antonio Conte, treinador do Chelsea , ter agitado os braços na direcção dos seus adeptos depois do quarto golo da sua equipa frente ao Man. United. O uso de palavra parece-me um exagero. Não é que haja hipocrisia de Mourinho, que tem realmente o cuidado, em vitórias largas, de não ter manifestações esfuziantes - ao contrário do que acontece, como ele próprio terá defendido nas palavras que segredou a Conte no final do jogo, quando vence por um golo -, mas para mim, o festejo do italiano é compreensível. É uma mistura de agradecimento e partilha com os adeptos, não vejo nele qualquer menosprezo do adversário. No máximo não é bonito, ou tem pouco respeito pelo outro lado. O próprio Mourinho, ao dizer o que terá dito, e que os jornais ingleses depressa replicaram, é que motivou o uso da palavra humilhação em todas as análises pós-jogo, não o que Antonio Conte fez; um festejo, aliás, que na essência teve muito menos de humilhante que os quatro golos encaixados pelo Man. United...

Em matéria de festejos, na verdade, parece-me muito mais relevantes a celebração de Joel Campbell ao fazer o 1-1 do Sporting contra o Tondela aos 90+6. É verdade que o golo é alegria, e o costa-riquenho terá ficado radiante, mas o contexto revelava um leão incapaz de ganhar em casa ao (então) penúltimo classificado da Liga. Campbell, que chegou a Alvalade há dois meses e desde então passou aí uns três com a selecção da Costa Rica, não percebeu ainda o que é o Sporting, e o que significa não vencer um jogo do campeonato, mesmo que se empate no último minuto. É normal. Mas é bom que lho expliquem depressa."


Hugo Vasconcelos, in A Bola

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Évora em Alvalade

"Já aqui enalteci as qualidades de Nélson Évora. Em Janeiro de 2012, escrevi, nesta coluna, que Évora orgulha Portugal e é um desportista exemplar e generoso. E, mais tarde, em Março de 2015, referi que, face a um longo período de lesões e cirurgias, sempre exprimiu o equilibro e a persistência não apenas física, como psíquica e mental, que moldam os verdadeiros campeões.
Acontece que, agora, Évora surgiu nas notícias não por uma vitória ou medalha, mas por ter sido anunciada a sua transferência do Benfica para o Sporting. Ao que tenho lido, há uma querela jurídica sobre o direito de opção por parte do SLB. Não ponho em causa o seu desejo de mudar, por razões que serão sinceras e vantajosas, nesta fase de ocaso da sua carreira. Nem retiro uma palavra ao que antes enalteci sobre o atleta.
No entanto, acho que há um ponto em que Évora falhou: o sentido mais profundo de gratidão, cada vez mais escassa nesses tempos. Foi no Benfica que, em 12 anos, alcançou os êxitos olímpicos, mundiais e europeus. Foi no Benfica que recuperou de uma grave lesão que quase o levou a terminar a carreira. Embora tendo lido, com agrado, a sua reacção nas redes sociais, teria sido, igualmente, mais elegante e decente não se ter prestado a ser instrumentalizado e apresentado no intervalo de um jogo de futebol, qual troféu de caça nesta doentia guerra entre os dois lados da Segunda Circular. E, também, porque na semana passada, quando foi apresentada a lista do presidente do até agora seu clube e entidade patronal, Luís Filipe Vieira, Nélson Évora decidiu livremente fazer parte da sua Comissão de Honra.
Enfim... é o Outono!"

Bagão Félix, in A Bola

BDC e Jorge Jesus

"O sorriso de Mona Lisa
Um colapso como o que tem vindo a fazer tombar o Sporting pode acontecer em qualquer ano, em qualquer clube e com qualquer treinador. Mas não podia acontecer este ano, neste clube e com este treinador. Depois do quase-quase de 2015/16, gerou-se entre os sportinguistas a expectativa de que este era o momento. Talvez não seja. E, se não for, ou o leão consegue engolir um sapo maior ainda, ou então vai ter de rolar uma cabeça. É assim que eu entendo esta declaração de Bruno de Carvalho, segundo a qual espera ser campeão em maio. Mesmo dito naquele tom debonaire, e mesmo que nunca fosse permitido ao presidente de um clube grande referir-se ao assunto de outro modo: insinua-se ali um alerta ao até aqui intocável Jesus. Só há duas cabeças a cortar em Alvalade, e só será a do presidente se incluir golpe de teatro. Mas, enfim, pode ser que o sapo desça.

Vertei Lágrimas
Um homem sozinho e triste
Mourinho é um mestre até na chantagem emocional. Num mesmo dia, conseguiu pôr Del Bosque a defendê-lo contra os festejos de Conte - tão histriónicos como os do português em tantos momentos no passado - e o mundo do futebol em geral a lamentar a sua pobre situação pessoal, sozinho na cidade, enclausurado num hotel rodeado de paparazzi e com a única alternativa de mudar-se para um apartamento onde não saberá cozinhar mais do que esparguete com atum. Em muitos aspectos, José permanece quem mais ordena. Mas as razoáveis indicações deixadas ontem, contra o City, não chegam para demonstrar que continua a ordenar em todos."

Do Domingo Desportivo à mixórdia oral

"Naqueles dias O programa sobre futebol era um lugar de respeito. O sábado e o domingo passavam ao som das ondas do éter, da Quadrante Norte e da Renascença, relatos melífluos e honestos, todos os relvados cabiam no meu rádio de pilhas.
O mais fascinante nesses dias era a imaginação com que cada jogada era desenhada na minha mente. Responsabilidade, das grandes, dos jornalistas de serviço. Havia um golo no Estádio do Mar? Gritava-se penálti no Mário Duarte em Aveiro? Como teria sido a jogada…?
Da narração, o meu cérebro apreendia cada instante, cada detalhe, protagonistas individuais e clubes. Juntava peça a peça a informação, arquitectava lance a lance e esperava que no domingo à noite - n’O programa em que eu deixava só de escutar e passava também a ver futebol -, tudo batesse certo com as minhas mais pueris previsões.
I Divisão e II Divisão, apresentadores de tom sério, homens respeitáveis e respeitadores do produto. E resumos, muitos resumos de jogos de futebol, o paraíso para uma criança quase adolescente verdadeiramente apaixonada pelo desporto-rei.
Reparem bem no exercício: dois dias a juntar pedaços de som, criar imagens possivelmente falíveis e fazer o teste dos testes em frente à televisão no domingo à noite, n’O Domingo Desportivo.
Rui Tovar, Mário Zambujal, Gabriel Alves, Ribeiro Cristóvão, todos passaram pela condução do programa. Ali mostrava-se futebol, sem pressa e sem preconceito. E, vejam bem, até os artistas do jogo, os futebolistas de Benfica, FC Porto e Sporting, marcavam presença no estúdio. Hereges!
Em silêncio, no escuro da sala, sentado no sofá e com o pai bem perto, o menino registava e decorava, segunda-feira o pátio da escola seria o altar-mor para a exposição de conhecimentos.
O Domingo Desportivo era um lugar de bem. E quem o viu décadas a fio não pode olhar com carinho àquilo que se assiste um pouco por cada um dos canais televisivos nacionais. Há excepções óptimas – o nosso Maisfutebol na TVI24, se me permitem o juízo em causa própria -, mas são isso mesmo, excepções.
A regra é perigosa, palcos de mentiras e acusações, aviltar e degradar, insultar e falar de supostos crimes de arbitragem. Analisar tudo menos o jogo, O futebol. Mixórdia oral em mau Português, peões ao serviço dos maiores clubes, peças de xadrez investidas de poderes malignos. Feio, muito feio. 

Puxe a cassete atrás, recorde um Domingo Desportivo da RTP em 1988:

PS: Gottardi, mago das Chuteiras Pretas no Funchal
Se é futebolista profissional e usa Chuteiras Pretas, retro e lindas, então é possível que o seu nome seja destacado aqui neste espaço.
Depois de Rafael Assis (Desp. Chaves) e Pedrinho (Paços Ferreira), dois dos bons médios na nossa Liga, hoje damos um salto até ao Funchal e destacamos Eduardo Gottardi.
31 anos e em Portugal desde 2010, Gottardi mostrou-se na União de Leiria, fez quatro temporadas no Nacional da Madeira e é desde o último verão o dono da baliza do Marítimo.
Gottardi, um mago das balizas fiel às Chuteiras Pretas. Parabéns, Eduardo!
"

Benfiquismo (CCLXIII)

Queremos voltar...

Cabazada...!!!

Fafe 20 - 34 Benfica
(10-18)

Jogo sempre controlado, com uma vitória por uma margem considerável...

Telma do Benfica !!!

Confirma-se a renovação da Telma Monteiro, por 5 anos...
A Telma apesar de uma proposta milionária (completamente absurda para a realidade portuguesa), optou pela memória futura... optou por ser a Telma do Benfica... Sinal de inteligência e carácter.

Recordo que a Telma, tal como outros, tem tido uma carreira de altos e baixos, com alguma lesões... e algumas grandes desilusões, mas neste percurso de muitos anos, sempre recebeu o apoio e a confiança do Benfica, principalmente por parte da Direcção...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A culpa é do Benfica!

"O Sporting, tal qual o ano passado, desperdiçou 2 pontos no jogo contra o Tondela. Poderiam ter sido até 3, não fosse o minuto 96. Desaires acontecem, de vez em quando, às equipas consideradas favoritas. Todavia, para além de exibição medíocre, o Sporting, neste jogo, pode queixar-se de vários factores, directa ou indirectamente relacionados com o Benfica. Vejamos:
1.º O Benfica terá enfeitiçado o tom dela (da partida, entenda-se), depois da vitória em Kiev;
2.º Petit, o valoroso treinador tondelense, tem fraquinho pelo Benfica e foi seu jogador de mérito. O Sporting deveria pugnar para que as equipas que defronta não sejam treinadas por ex-atletas do SLB;
3.º A notícia sobre os melhores 29 treinadores deste ano, em cuja lista se inclui Rui Vitória, não deveria ter sido divulgada antes do jogo de Alvalade. O SCP tem razão quando se queixa desta discriminação na comunicação social e da falta de sensatez da FIFA;
4.º O melhor jogador em campo para A BOLA e marcador do golo do Tondela foi Murillo, que é venezuelano e foi emprestado pelo Benfica. O SCP deveria impor, federativamente, que os jogadores emprestados pelo encarnados, não deveriam defrontar os leões;
5.º A ausência inusitada de dois ex-jogadores do Benfica no onze: Markovic, que 4 dias antes foi titular contra os alemães e Bruno César (que só entrou na 2.ª parte);
6.º O triplo-salto de Nélson Évora, no momento da apresentação, deteriorou parte do relvado de Alvalade, talvez devido às sapatilhas ainda pagas pelo SLB;
7.º Os famosos vouchers do Benfica não foram replicados em Alvalade."

Bagão Félix, in A Bola

Visite !!!

Vida e obra do adepto de ocasião

"Há uma coisa que qualquer jornalista sabe que tem de abdicar a partir do momento em que abraça a profissão: o prazer de ser adepto. Sim, penso que não estou a dar nenhuma novidade se disser que é de todo improvável encontrar um jornalista que se dedique à área do desporto que não tenha ou teve uma predilecção por um clube. É assim que se aprende a gostar de futebol em Portugal. E, como o ideal é que qualquer pessoa goste do trabalho que faz, acho até saudável que assim seja.
Vamos passar à frente a história de que uns jornalistas esquecem melhor o clube do que outros (digladiem-se aí na caixa de comentários se quiserem) e avançar para o essencial: ser adepto é passado para qualquer jornalista.
O que, no meu caso, não invalida que nutra por eles particular interesse. O seu comportamento, a sua forma de estar, as suas opiniões, as suas acusações e defesas. Tudo isto permitiu-me separar claramente duas estirpes: o adepto a sério e o adepto de ocasião. Naturalmente tenho mais respeito pelo primeiro. Naturalmente acho muita mais graça ao segundo.
O adepto de ocasião é facilmente identificável. Normalmente surge nos estádios com a equipa em bom momento, aproveitando o trabalho dos adeptos a sério nas fases mais complicadas. Veste camisola alternativa, pois não parece perceber muito bem a palavra legado. Nas costas, caso haja um nome, só há duas hipóteses: o craque absoluto e indiscutível da equipa que ninguém ousará criticar ou o nome próprio, porque é mais importante do que qualquer lateral direito desta vida.
No estádio é bipolar, conforme o jogo for correndo. A acção concreta «passe demasiado largo/passe interceptado» corresponde, invariavelmente, a um desabafo «ah era boa, era boa/ai se ela passa» nos primeiros 15 minutos. A partir daí, caso o resultado não saia do nulo, a mesma acção concreta vai, também invariavelmente, motivar reacções distintas, até ao extremo «tira-me este gajo!». Nem que seja aos 20 minutos de jogo. Caso haja golo e, no lance seguinte, a mesma acção concreta «passe demasiado largo/passe interceptado», então lá voltamos ao inicial «ah era boa, era boa/ai se ela passa», iniciando um novo ciclo.
Regra fulcral para qualquer ida ao estádio do adepto de ocasião: nunca, sob circunstância alguma, ver um jogo até ao fim e, dessa forma, correr o risco de demorar mais 15 minutos a chegar ao conforto do lar. O adepto de ocasião ainda hoje acha que Kelvin é só um miúdo que passou sem grande sucesso pelo FC Porto, que o Benfica de Jorge Jesus perdeu com o Gil Vicente e não entende como não o mandaram logo ali embora ou que o Sp. Braga conquistou a final da Taça ao Sporting de Marco Silva. Deixem-nos estar. Pelo menos no carro estava quentinho.
O adepto de ocasião usa as hashtags oficias do clube, retwita toda a provocação ao rival, aplaude o mais descarado camião de areia nos olhos de um dirigente, defende o paineleiro como se de um craque se tratasse, apoia totalmente o treinador se ganhar, quer vê-lo despedido após o primeiro empate em casa porque a equipa não tem uma ideia de jogo.
Não há nada mais vital para esta classe do que a ideia de jogo. Nem quatro golos na baliza adversária. Nem dez pontos de avanço na Liga. Nem uma fase de grupos imaculada na Champions. Importante é uma ideia de jogo. O que é isso ao certo? Não sabe/não responde.
O adepto de ocasião só vai a um jogo fora se não for muito longe, estiver por perto ou até está bom tempo para dar um passeio. Era incapaz de trabalhar um dia de forma gratuita para o clube mas sonha com o dia em que receberá o galardão para empregado do ano.
Esta espécie reproduz-se facilmente, pois o período de desenvolvimento é deveras mais rápido do que o do adepto a sério e, ao mesmo tempo, agrada mais ao clube. Ao contrário do adepto a sério, que é como aquele cliente regular que só bebe um café e ocupa a mesa a tarde toda porque gosta mesmo de lá estar, o adepto de ocasião petisca, lancha, bebe um gin premium e come umas pipocas em 80 minutos.
Depois volta ao calor condicionado da sofagem, enquanto sintoniza o rádio na estação que passa os hits da moda. Ao longe, um grito de golo que vira o jogo passa despercebido entre os primeiros acordes de «Lock out of heaven» de Bruno Mars.
O adepto de ocasião sorri: foi um dia feliz. O adepto a sério rejubila: foi o melhor dia do mundo."

Vieira...

Benfiquismo (CCLXII)

Outros 'cabelos' !!!

Derrota em França

Elan Chalon 90 - 76 Benfica
(20-21, 21-18, 24-17, 25-20)

Derrota normal, o adversário é mais forte, e marcou 14 Triplos (46,7%) e nós só marcámos 5 Triplos (25%)... além disso os 40/31 nos ressaltos, também ajudaram à festa!!!!
Os Franceses já tinham ganho em Bruxelas na 1.ª jornada, são claramente a equipa mais forte do grupo... mas acredito que vamos lutar pelo 2.º lugar com os Belgas e com os Húngaros!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Do Portugal de Benguela para o Lisboa e Benfica

"Malta da Silva chegou em 1963. Foi obrigado a esperar. Teve paciência. O seu estilo altivo não se esquece. Foi campeão, campeão e campeão: sete vezes campeão!

Na voragem dos dias, há nomes que ficam no fundo das prateleiras da memória. É preciso falar deles, recordá-los, reescrevê-los.
Por isso vamos a Benguela, no ano de 1963. Cidade do Oeste de Angola, terra de rios e vales, a ver o mar. Havia um clube em Benguela: Sports Clube Portugal de Benguela, o Portugal de Benguela. Depois, claro!, mudou de nome. Passou a ser o Nacional de Benguela.
Foi no Portugal de Benguela que Malta da Silva (havia quem lhe chamasse Malta da Selva) começou a jogar futebol. E basquetebol também, porque era alto e vigoroso. Foi visto, observado, comparado. Veio para Lisboa e para o Benfica.

Não era qualquer um que jogava no Benfica no de 1963. Malta da Silva tinha 20 anos apenas. Esperou: que remédio!
E esperou muito. Quase sete anos até entrar na equipa titular que, na altura, era de Jimmy Hagan, o inglês que não falava: «No commentes!» Em Angola fora central, passava agora para a lateral direita. Eram bons, os laterais do Benfica dessa geração que ocupava o lugar dos campeões da Europa: havia Jacinto, havia Zeca, havia Artur, havia Adolfo... Malta da Silva lutou pelo seu lugar.

Amândio José Malta da Silva - tinha técnica, toque de bola requintado, passe medido. E não virava a cara ao esforço, ao combate, ao sacrifício.
Quem conheceu Hagan não pode ficar admirado por o inglês gostar dele. Era, como diria o Carlos da Maia, com divino descaramento, essencialmente prático.
Malta da Silva esteve 11 anos no Benfica e foi sete vezes campeão. Sete! Leram bem. Vezes de mais para que o deixemos cair no esquecimento, não é?
Por muito pouco não morreu
Mas estamos aqui a relembrá-lo ao correr do QWERT, nestas páginas.
Recordar o momento em que ia morrendo e vivei por um triz, naquele dia dramático que levou Luciano. Ou recordar aquele dia 3 de Janeiro de 1965, no Seixal, campo pelado, com José Henrique na baliza seixalense, em que se estreou de camisola encarnada de águia ao peito vestida. Cometeu um penalty malandro, um toque subtil com a mão na bola, mas o árbitro Reinaldo Silva viu mal, marcou livre directo fora da área. Safou-se Malta da Silva que o Benfica já se tinha safo, ganhando por 4-0, com golos de Eusébio(2), José Augusto e José Torres. O treinador era, então, Elek Schwarz, o homem que o lançou às feras.
O tempo passou. E Malta da Silva ganhou nome na história do seu clube. Recordemo-lo igualmente na despedida. Dia 30 de Maio de 1976: dia de festa. O Benfica era campeão e recebia o FC Porto. Perdeu: 2-3. Os portistas não quiseram alardear simpatia. E, no entanto, pareciam favas contadas. Toni fizera o 1-0, o nosso Toni-do-Benfica, agora septuagenário, quem diria? A seguir foi Vítor Baptista, o «Ponta de Lança da Infância Sem Ternura», como cantava o Vitorino: 2-0.
Tarde de calor na Luz. O sol brilhava sobre as camisolas vermelhas dos campeões. Malta da Silva dizia adeus, rumaria ao novo El Dourado dos Estados Unidos, jogaria ainda no San José Earthquakes e Rhode Island Oceaneers. Não foi titular, mas entrou para o lugar de Bastos Lopes. Já estava apenas 1-2, o FC Porto marcaria mais dois golos e venceria na Luz. Nada que estragasse a festa vermelha em flor. Quando muito uma ligeira sombra tapando o céu de Amândio José. Campeão. Foi campeão que saiu. Habituara-se a sê-lo. Nesse dia, no banco encarnado, também o treinador dizia adeus: Mário Wilson. O Velho Capitão correra o risco de ganhar o título. Não chegou para ficar. Afinal, era só um risco."

Afonso de Melo, in O Benfica

Pillow fight em festa de homenagem

"O dia em que, em honra de um atleta, os futebolistas do Benfica trocaram a bola por um travesseiro e venceram.

'A noite de amanhã vai decerto ficar memorável', apregoava a Stadium. No dia 13 de Maio de 1937, o Coliseu dos Recreios receberia a festa de homenagem ao 'valoroso «marathom»' Manuel Dias e a organização prometia 'em tudo e por tudo, um espectáculo vivo e animado'. Cumpriu.
O atleta do Benfica Manuel Dias era, à época, 'seguramente a figura mais representativa do atletismo português'. Após vencer dos anos consecutivos a Maratona Nacional, ir aos Jogos Olímpicos e classificar-se 'entre os dez melhores homens do mundo na maratona', havia chegado a altura da consagração. Para além de homenagear o atleta, pretendia-se angariar verbas para 'assegurar o futuro de Manuel Dias, proporcionando-lhe os meios necessários para fazer em melhores condições a sua preparação atlética'.
Mas a comissão organizadora queria mais. Queria fugir 'aos moldes clássicos destas festas, com apresentações complicadas e espectaculares' e 'proporcionar uns momentos de boa disposição, sem abusar da paciência do público'. Parece ter conseguido. 'O programa era convidativo' e 'a vasta sala do Coliseu registou uma enchente impressionante'.
O 'campeonato de pillow-fight', 'um jogo interessantíssimo, muito praticado nos grandes transatlânticos', revelou-se 'o número desportivo mais popular'. Frente a frente, as equipas de honra do Benfica e do Belenenses disputaram a Taça Stadium, instituída pela revista que lhe dá nome, para o vencedor desse campeonato de luta de travesseiros, 11 rounds no total. O clube 'encarnado' mostrou-se exímio na arte da 'travesseirada' e venceu por 7-3 (um round foi nulo). 'O público riu a fartar com o derrube dos jogadores, pois houve alguns que caíam só com a deslocação do ar que os movimentos do travesseiro produziam...'.
'Contudo, a parte artística não foi descurada' e, entre as várias actuações que abrilhantaram a noite, esteve a da 'orquestra excêntrica «Little Joe an His Kids», ou, à portuguesa, «Josézinho e os seus meninos»'.
No final, 'a receita do espectáculo constituiu (...) uma satisfação para os organizadores' e, emocionado, Manuel Dias agradeceu em verso.
A Taça Stadium é um dos mais de 32 mil objectos que constituem o acervo do Sport Lisboa e Benfica que, não integrando a exposição permanente do Museu Benfica - Cosme Damião, se encontram em reserva no Departamento de Reserva, Conservação e Restauro."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

PS: Recordo que Manuel Dias, além de grande atleta do Benfica, foi um dos fundadores do jornal Record!!! Ainda bem que não está para assistir ao actual estado do jornal...