Últimas indefectivações

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Os bancos, o rapaz e os 'burros' (todos os cidadãos que não conseguem ter perdão de juros nem prazos de mais 10 anos para pagar as suas dívidas junto desses bancos)

"Vale a pena perguntar e se de repente Benfica e Porto pedissem para transformar alguns milhões de dívida em VMOC?

Nos últimos anos, o Sporting aprovou um plano de reestruturação financeira, tendo conseguido condições extraordinárias junto de duas instituições bancárias, uma das quais (pelo menos), aceitou, agora, prolongar o pagamento do capital em dívida, na prática sem juros, para além de aceitar não converter, no prazo dado, os... valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC's). 
Escandalizados? Esperem até às cenas dos próximos episódios...

Tratamento de excepção?
A ser verdade, tal decisão integrará - numa opinião generalizada - uma situação de protecção e de favorecimento ao Sporting.
Só que, desta vez, esse descarado favorecimento bancário acontece depois da celebração de um auto anunciado, elogiado e divulgado grande contrato com a NOS.
Posição, aliás, bem clara e divulgada aos quatro ventos pelo respectivo Presidente, que, em declarações ao Expresso, a 31.12.2015, afirmava... «O dinheiro vai para o Sporting, não para Bancos...».
Talvez por essa indisponibilidade para pagarem o que devem, aceite com a condescendência com que sempre foram tratados.
«Novo Banco em apuros com empréstimos ao Sporting», podia ler-se no Sol, a 02.01.2016... por, alegadamente, o crédito de 27 milhões de euros vencer a 17 janeiro e o Sporting querer mais dez anos para pagar.
Apesar de ricos, não pagam...
Então, porque é que o Novo Banco aceitou esta prorrogação?
Sem se preocuparem, minimamente, pelo menos, com juízos de equidade, justiça relativa e critérios de igualdade de tratamento com os designados lesados do BES, ou talvez melhor, com todos nós, que ajudamos, com os nossos impostos, enquanto contribuintes, a salvar o Novo Banco?
E, já agora, a dívida do Sporting ao Millennium BCP?
Presumindo a sua existência (nada nos leva a concluir o contrário) seguirá o mesmo caminho, com os mesmos trâmites, com um novo perdão, depois de um perdão de parte da mesma?
Quem permite este tratamento?
Que critérios de diferenciação presidiram a tais decisões?
Presumindo não ser a cor clubística, nem se encontrando, nas mesmas, qualquer justificação em termos de gestão, o que poderá leva a tal permissividade?
Perguntar não ofende...
Quem se tem preocupado tanto com questões de arbitragem, de favorecimentos, e afins, poderia pelo menos, começar a pagar o que deve. Nos antípodas, está o Benfica e, diga-se, nesta matéria, o Porto.
Obrigados a cumprir rigorosamente os planos de regularização das suas dívidas, pagando taxas bancárias normais, sem perdões de juros nem adiamentos que se traduzem em verdadeiros processos de diminuição do capital em dívida, pelos prazos envolvidos.
O que justifica este estatuto de excepção do Sporting?
Apesar de terem meios, já o sabemos, para poderem pagar o que devem.
Face a isto, não posso deixar de estar de acordo com Jaime Antunes economista, numa entrevista que concedeu, também à Bola onde considera que o Sporting tem um regime de excepção na banca, em comparação com Benfica e Porto, tendo, inclusivamente afirmado que... «Apetece aconselhar os presidentes de Benfica e FC Porto a não pagarem aos bancos. Não pagando têm condições fantásticas».
Por ser de toda a justiça!

A inacreditável realidade...
Não obstante as condições excepcionais e fantásticas que terá obtido junto da Banca (a acreditar no auto elogio sobre a sua própria capacidade de negociação... gaba-te cesto, como diria minha Mãe), a verdade é que o Sporting incumpriu com o serviço da dívida acordado, o que originou a celebração de diversos acordos para reestruturação da mesma... ao que se sabe sendo um dos últimos em finais de 2014.
Dizem também por aí que nos últimos anos e com o acordo dos bancos foram realizadas duas emissões de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis, que configuram condições especiais e que, consequentemente, distorcem a concorrência face ao SLB e FCP...
Assim, houve uma primeira emissão, no início de 2011, de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (os tais VMOC's...) em acções da sociedade, escriturais e nominativas, no montante máximo de Euro 55.000.000,00 (cinquenta e cinco milhões de euros) de valor nominal de 1 euro cada com o prazo máximo de 5 anos: com preço de subscrição de 1 euro, com taxa de juro nominal anual bruta de 3%.
Ou seja, valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em acções ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro...
Já na segunda emissão, efectuada em Julho de 2013, o montante foi de Euro 80.000.000,00 (Oitenta milhões de euros), com o valor nominal de 1 euro cada, desta vez com prazo de 12 anos, pelo preço de subscrição de 1 euro cada, obrigatoriamente convertíveis em ações ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro cada, com taxa de juro anual bruta condicionada de 4% devida quando apenas existam resultados distribuíveis.
Ora, tendo em conta que a emissão foi efectuada mediante subscrição privada com realização em espécie, houve conversão de créditos detidos sobre a Sporting SAD pelo Banco Espírito Santo, SA, no valor de euro 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de euros) e pelo Banco Comercial Português, S.A., no montante de euro 56.000.000,00 (cinquenta e seis milhões de euros).
Ou seja, €55.000.000,00 mais €80. 000.000,00...
Assim, se a SAD do SCP tiver lucros mas não aprovar a distribuição de dividendos,. nunca terá a obrigação de pagar juros!!!
Como no passado dia 8 a SAD do Sporting não teve capacidade de reembolsar a referida primeira emissão, no valor de 55 milhões de euros, foi aprovado em Assembleia Geral de Titulares dos referidos VMOC's a possibilidade de prorrogação por mais 10 anos... ou seja, até 2026!!!
...e nos mesmos termos da segunda emissão - taxa de juro anual nominal bruta e fixa de 4%, devida apenas quando existam lucros distribuíveis suficientes para satisfazer o pagamento integral do respectivo montante dos juros anuais globais.
Dito de outra forma, não só a renovação foi efectuada depois da celebração do famoso, do grande, contrato com a NOS, como decidiram uniformizar as condições das mencionadas duas emissões de VMOC's, e até dilatar o prazo inicialmente previsto...
Temos assim 135 milhões de VMOC's que a SAD terá de pagar, com um juro que poderá ser de... 0%, caso não existam lucros distribuíveis!
O que será tão certo como o Sporting não ganhar o campeonato desde 2002!!!
Ou seja, foi proposto um pagamento de juros nos VMOC's na ordem dos quatro por cento, mas que na realidade o juro é... zero...
Porque nunca distribuem dividendos... e, por isso, não pagam juros.
Condições fantásticas, portanto!
Em contraposição com as taxas de juro de Benfica e Porto (6% ou 7%, respectivamente).
Ou dito de outra forma, quem cumpre é penalizado?

...Que nem mil comunicados apagam
Com estas operações foram transferidos 135 milhões de euros de dívida bancária (passivo) para Capitais Próprios, tornando-os assim artificialmente positivos... já que a renovação da primeira emissão de VMOC's por mais 10 anos evidencia a vontade das entidades bancárias em serem reembolsadas deste valor em detrimento de assumirem uma posição accionista na Sporting SAD.
Como se não bastasse - como já referimos - e ao contrário de Luís Filipe Vieira, Bruno de Carvalho declarou que os valores obtidos com o contrato da NOS não servirão para reembolsar as instituições bancárias...
Mas o mais engraçado é que, com tudo isto, e nas entrelinhas, os Bancos concordaram com a posição de Bruno de Carvalho, ou não teriam prolongado a dívida por mais 10 anos e com a possibilidade, que se vai verificar com toda a certeza de... não serem reembolsadas!
Com tudo isto, parece que se concorda com a estratégia de incumprimento por parte do Sporting...
E continua-se sem se conhecer qualquer reembolso significativo da respectiva dívida, que, curiosamente, é superior à dívida dos outros clubes... e que mesmo assim, consegue ter encargos financeiros bem mais baixos.
É bom relembrar - nunca é demais fazê-lo - aos mais distraídos que o Novo Banco está a ser intervencionado pelo Estado e por outros bancos...
E, porque vale a pena perguntar, se de repente Benfica e Porto pedissem a essas instituições bancárias para transformar alguns milhões de euros de dívidas em VMOC's (e com a garantia de não pagamento de qualquer juro)?
Estarão eles disponíveis?
E os opinadores do costume - sempre disponíveis para atacar o Benfica e serem coniventes com os outros, por razões que ninguém percebe... ou talvez percebamos todos - estarão disponíveis para atacarem os incumpridores e defenderem quem cumpre?
Estarão mesmo?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Árbitros portugueses

"No Europeu deste ano não vai haver árbitros portugueses. É uma má notícia, depois de, durante vários anos, estarem representados nas principais provas da UEFA e da FIFA.
Esta inversão está em contraciclo com o expressivo e alargado êxito de treinadores portugueses por esse Mundo fora e de jogadores que brilham em clubes europeus e não só.
Não se conhecem as razões para esta lamentável ausência no Europeu em França, tendo até em consideração a presença de juízes de países com bem menor expressão futebolística e a circunstância de haver mais jogos com 24 países em competição.
Mas, pelo que (não) li e (não) ouvi, até dá a ideia de que se trata de um sinal sem significado de maior. Para mim, pelo contrário, revela-se preocupante. Temos vários árbitros internacionais que, certamente, esperariam estar entre os eleitos.
Vendo jogos das competições da UEFA, acho que os nossos árbitros não desmerecem e honram as insígnias que ostentam. O que, por vezes, não compreendo é que, no nosso futebol, são capazes do melhor e do pior, revelando uma insegurança que, lá fora, não têm e onde arbitram com um uso mais comedido do apito e das cartolinas, que aqui abundam exasperadamente.
Também acho que a nova vaga de jovens árbitros se está a revelar como muito promissora, às vezes até bem melhor do que os chamados consagrados e, uns mais outros menos, ungidos na comunicação social. Com a saída de cena de alguns juízes tão sabedores, como espertos e calculistas, esta renovação é um sinal de esperança para se atingir um nível médio de arbitragem mais independente, personalizado e respeitado."

Bagão Félix, in A Bola

A batalha pela Linha de Cascais

"(...)
TENSÃO
Empréstimos das VMOC'S
Claques leoninas deram um aperto a responsáveis do BCP e Novo Banco
Elementos das claques leoninas estavam à entrada da reunião em Alvalade no dia 8. De cara tapada, mostraram aos representantes do Novo Banco e do BCP que a coisa podia não correr bem se as instituições não adiassem por 10 anos o empréstimo de 55 milhões à SAD realizado através dos Valores Mobiliários Convertíveis em Ações (VMOC).
Se cá fora o ambiente era tenso, lá dentro Bruno de Carvalho exaltou-se com a representante do BCP, mas os gritos não foram ouvidos. O banco tinha na retaguarda um gabinete de crise no Taguspark e era de lá que vinham as instruções."

Chegou a hora

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

77

Oliveirense 61 - 77 Benfica
15-25, 15-17, 18-16, 13-19

Jogo controlado desde início... sem o Mário Fernandes e com o Cook em versão 'reduzida'!!!
Destaque para o Andrade que além dos pontos, fez 16 ressaltos!!! Finalmente um jogo com uma percentagem de Triplos aceitável: 37,5%.

PS1: Aparentemente, os 7 minutos de utilização do Cook, foi castigo do Lisboa, pela forma desleixada como o Americano entrou no jogo. Se assim foi, fez bem...

PS2: Após esta partida em atraso, referente à jornada anterior, disputada na sua grande maioria no último Domingo, os Anti's avençados jornaleiros, já podem escrever amanhã que o Benfica é líder da Liga!!!

Futebol na Epifania

"O Benfica não tem treinador: assim sentenciou Jesus, em tempo de Epifania, por ocasião da apoteose dos Reis Magos (Quercus, Octavius e Augustus) e da expulsão de Caius Lopeteguis, entretanto feito senador por Jesus. E tudo por causa de uma pergunta ardilosa, certamente a mando de um qualquer Judas Iscariotes.
Em jeito bíblico, poderia ter-se acrescentado que, no SLB, não há solução tipo «odre novo em vinho velho». Ou, parafraseando, Luís XV, «depois de mim, o dilúvio». Muita tinta vai correr pelos pergaminhos e crónicas do Reino dos Homens. Deixo, pois, a sentença pública para os especialistas.
Apenas anoto dois pontos.
Estes confrontos, reais ou presumidos, autênticos ou forjados, ingénuos ou interesseiros, devem-se, em farta razão, às famigeradas conferências de imprensa que, semanalmente (nestes 8 dias, porém, tivemos 3 por treinador!), são agora o prato forte da informação. Tanto tempo assim, cedo ou tarde, de improviso ou planeado, sai inconveniência ou asneira. São mesmo o único espaço televisivo, onde não há restrição de tempo, sempre alongado, com perguntas e respostas absolutamente inúteis. Já no resto da actualidade ouvimos sempre os clássicos «não há tempo para mais» ou «tem 30 segundos para concluir».
O outro ponto relaciona-se com o efeito dominó destas querelas e questiúnculas. Sim, porque tratando-se de treinadores, o seu bom ou mau exemplo resvala não apenas para os dirigidos, como acicata as claques e os adeptos, adensando o já de si mau ambiente no nosso futebol. Assim se envenena um simples espectáculo, pelo qual alguns treinadores são pagos principescamente."

Bagão Félix, in A Bola

O nosso Ferrari

"Jorge Jesus é, como os benfiquistas bem sabem, um grande treinador; mas como sabemos também, a sua qualidade coexiste com uma mistura explosiva de fanfarronice e excesso de confiança. Talvez não seja preciso reavivar muitas memórias para recordarmos como por vezes acabam as 'trips' egocêntricas de Jesus.
Para já, tendo em conta que estamos em Janeiro, o futuro desta temporada ainda é incerto. Mas as últimas digressões de Jesus em conferências de imprensa já tiveram resultados práticos.
Desde logo, a confirmação de que o Benfica é um Ferrari. Até aqui, nada de novo. Nós, benfiquistas, estamos cansados de saber que o paralelismo com os automóveis de Maranello faz todo o sentido. Com a Ferrari partilhamos a cor vermelha e uma grandiosidade que leva a que a marca valha bem mais do que quem transitoriamente para ela trabalha. Acima de tudo, tal como os automóveis italianos, provocamos inveja. Da mesma forma que as pessoas param para ver um Ferrari passar; em Portugal o Benfica é a medida de todos os outros clubes (cujos adeptos vivem dependentes do que acontece ao Glorioso).
As declarações de Jorge Jesus tiveram, ainda, o condão de provocar outros efeitos: uniram os benfiquistas em torno de Rui Vitória, enquanto conseguiam desvalorizar o trabalho dos jogadores que treinou no passado. A mensagem foi clara - se foi por causa de Jesus que o Benfica ganhou, então, Gaitán, Luisão, Jonas e todos os outros contaram pouco nas últimas conquistas. Sendo assim, talvez os jogadores se encarreguem de provar ao treinador do Sporting o quão equivocado está."

O bom treinador

"O desporto contribui para a aprendizagem do relacionamento com os outros e para a consciência de que dependemos deles para o sucesso. Leva à compreensão de que a vitória e a derrota são componentes que se sucedem e de que o esforço é elemento de progresso. Mas também tem aspectos perversos. Tende a centrar a pessoa em si mesmo como se fora o centro do mundo, em busca do rendimento; a transformar o adversário em inimigo; a considerar o resultado como objectivo único, correndo o risco de esquecer que os valores devem sobrepor-se ao desejo cego de ganhar.
O desporto é apenas um elemento de formação do carácter que se projecta nos acontecimentos desportivos. A educação e a cultura são determinantes.
As que se adquirem formalmente na Escola e, sobretudo, as que se procuram em constante desejo pessoal de crescer sem ficar limitado à coisa desportiva. Para que o desportista seja um cidadão consciente de si e do seu papel é necessário reflectir sobre a ética do viver em Sociedade e do estar no desporto.
Os treinadores são modelos para os praticantes que orientam, mas igualmente para todos os que gravitam na sua zona de acção e para aqueles a quem chegam pelos media. Por isso, exige-se-lhes o exercício de aperfeiçoamento pessoal para além da mera aprendizagem de técnicas e metodologias de treino. Ser um bom treinador está para além da obtenção dos resultados. Requer respeito pela condição humana dos discípulos e colegas. Implica perceber a insignificância dos resultados em razão da transcendência da ética e do respeito pelo outro. Obriga a não se julgar maior do que o contexto onde trabalha. Transporta a humildade de saber que os ciclos de vitória são finitos. O bom treinador pode sair vencedor mesmo quando perde em campo, enquanto o mau sempre perde, ainda que ganhe as competições."

Sidónio Serpa, in A Bola

Saponjic

O Benfica anunciou a contratação do jovem avançado Sérvio Ivan Saponjic, com 18 anos. Deverá começar na equipa B, mas chega ao Benfica vindo do Partizan de Belgrado, com excelentes referências... por exemplo: Campeão do Mundo de sub-20. Vamos esperar, para analisar a adaptação.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O silêncio dos inocentes da Quinta Pequena

"Em duas épocas consecutivas, o Benfica defrontou o Luso do Barreiro na primeira eliminatória da Taça de Portugal: uma enxurrada de golos - sete mais doze, mas seis mais seis. Num dos jogos, José Torres marcou sete!

Bem sei que, no Funchal, a sorte e o azar são muito relativos. Mesmo assim arrisco-me a dizer que há equipas às quais o azar bate à porta com facilidade e regularmente.
Vamos ver o curiosíssimo caso do Luso.
Luso do Barreiro: fundado a 11 de Abril de 1920.
Mas o azar do Luso foi mais tardio: acumulou-se entre 1962 e 1963.
Comecemos pelo princípio, diria o senhor de La Palice.
Estávamos em Setembro, dia 23 de Setembro de 1962. O Benfica preparava-se para rumar a Manchester onde defrontaria o United num particular entusiasmante que terminou com um empate 2-2. (Podemos falar deste jogo um destes dias, se estiverem para aí virados).
Mas, para já, deixamos Manchester e vamos mais prosaicamente ao Barreiro, já ali do lado de lá do Tejo.
A primeira eliminatória da Taça de Portugal ditou um Luso do Barreiro-Benfica.
Nesse tempo as eliminatórias eram todas a duas «mãos». Esta não fugia à regra e abalavam os 'encarnados' para Sul já com a cabeça em Manchester como é normal nestes casos.
«Partida em ritmo de treino», acusavam os periódicos. «Benfica devagar e devagarinho», escrevia-se na imprensa.
Fosse como fosse o resultado foi expressivo da diferença entre as duas equipas: 0-7.
Ao «ralenti» ou em «câmara lenta» foi-se de golos. Lá está - azar do Luso. E enquanto o Benfica foi até Manchester mostrar os seus campeões europeus, os pobres jogadores do Luso não adivinharam sequer o que estava para lhes acontecer na segunda «mão», no Estádio da Luz.
Não tardou muito: dia 4 de Outubro.
Golos, golos e mais golos!!!
Um exagero de golos que já não se usa mas que se usava à época. O Benfica volta a actuar com muitos dos seus reservas. Aliás quase só reservas: Barroca; Serra e Maximiano; Neto, Saraiva e Brás; Cesarino, Calado, Torres, Pedras e Mendes.
Reservas mesmo, e ponto final.
Calado marcou dois; Pedras, três; e Torres, o grande José Torres, só à sua conta marcou 7 - sim, por extenso, sete.
12-0 para o Benfica e um Luso desfeito no regresso à margem sul.
E se pensam que o azar dos barreirenses se ficou por aqui, desenganem-se. Leiam só mais uns parágrafos.


Finalmente um golo!
O Benfica não conquistaria essa edição da Taça de Portugal: perderia 0-2 frente ao Sporting na final do Jamor.

Mas venceria a seguinte e de que maneira: 6-2 ao FC Porto!
Ora adivinhem só quem cairia em sorte aos 'encarnados' na primeira eliminatória? Isso mesmo! Acertaram em cheio!!! O Luso do Barreiro.
Voltavam os cordeiros à imolação vermelha. Da qual saíram de novo sob o deprimente silêncio dos inocentes.
Precisamente um ano menos um dia mais tarde: 22 de Setembro de 1963.
Nova vitória gorda do Benfica: 6-0 no Campo da Quinta Pequena.
Força a mais contra força a menos. E a força, no futebol, como todos sabemos ajuda a impor a técnica.
Conta quem lá esteve que o Luso do Barreiro durou meia hora. E como os jogos duram hora e meia, as contas fazem-se já aqui ao lado.
Vida difícil a da rapaziada do Luso, convenhamos. Três encontros, três cabazes de Natal antes de Dezembro, vinte e cinco encaixados e nem um para amostra.
Mas havia ainda mais um Benfica-Luso marcado para esse mês de Setembro: no dia 29, no Estádio da Luz, segunda «mão».
Como não poderia deixar de ser, o Benfica voltou a fazer golos em catadupa: mais seis. Só que também houve uma novidade: o Luso marcou!
Só por isso valeu uma ou outra crítica à falta de empenho Benfiquista. Coisa que terá feito os jogadores encarnados dormirem para o lado que melhor lhes conveio, creio eu.
O resultado foi mais do mesmo: 6-1.
Preocupava a lesão de Eusébio, a inadaptação de Coluna a n.ª 9. Agradavam os três golos de José Augusto e, no Luso do Barreiro, gabavam-se Faia (mais um dos que passavam ao lado da carreira) e o médio Batata e o dianteiro Haran.
Entretanto, em Lisboa, tudo na mesma: a vida corria..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Viagem triunfal no paquete Timor

"Um jovem benfiquista foi o passageiro de honra numa memorável viagem a Matosinhos.

O Benfica iria defrontar o Leixões na penúltima jornada do Campeonato Nacional de 1959/60. Depois da vitória ao Sporting por 4-3, bastava um ponto para se sagrar campeão. A comemoração exigia pompa e circunstância. Para além dos já habituais autocarros e comboios especiais, a Comissão Central do Benfica decidiu organizar uma deslocação inédita no paquete Timor, da Companhia Nacional de Navegação.
Foram cerca de quatrocentos passageiros que embarcaram na tarde de 14 de Maio de 1960, em Santa Apolónia, perante uma multidão que acenava com bandeirinhas vermelhas e ecoava vivas ao Benfica!
Entre eles, encontravam-se um pequeno benfiquista que se lançou com enorme entusiasmo para a frente do presidente Maurício Vieira de Brito quando este se preparava para embarcar. Pediu-lhe para que o levasse. O presidente perguntou: 'Mas como queres tu ir? Os teus pais deixam-te?'.
Depois de confirmar se ele poderia embarcar, prontificou-se a pagar-lhe o bilhete. O rapaz foi de imediato a casa pedir aos pais. Com autorização dada e bilhete na mão, o jovem Tiago dos Santos Gouveia, de 12 anos, sócio n.º 29616, embarcou eufórico. Bastante educado, gerou um ambiente de enorme simpatia ao seu redor. Até o capitão do paquete lhe deu 20 escudos para comprar uma bandeira do Benfica. Comprou-a e nunca mais a largou.
A viagem decorreu na maior animação, com vários espectáculos que se prolongaram pela madrugada. Faziam parte da ementas pratos bastante originais, como Sopa Cosme Damião, Bacalhau 'Todos por um', Águias do Mar ou Triunfo à Benfica.
Na manhã seguinte, o paquete entrou no porto de Leixões. Tinha chegado, finalmente, o ansiado dia do jogo, que se disputou nessa tarde, no Campo de Santana. O pequeno Tiago, sempre com a sua bandeira na mão, viu o seu clube vencer o Leixões por 2-1 e sagrar-se campeão nacional! Regressou doido de alegria e, num acto de agradecimento, ofereceu a sua 'querida bandeira' a Maurício Vieira de Brito.
Este e outros títulos do Campeonato Nacional podem ser recordados na área 6. Campeões sempre do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

Um Homem do seu tempo e muito para além dele

"José de Sousa Esteves
Faleceu em Novembro do ano passado um Benfiquista ilustre de que o nosso Jornal deu a notícia como se impunha. Era de elementar justiça. Mas também se disse nesse obituário que mais tarde Zé Esteves teria o destaque de que era merecedor. Ei-lo.

Durante mais de cinquenta anos foi um dos mais profundos conhecedores do impacto que o desporto tem nas sociedades bem com em cada individuo. E como a sua prática regrada, fundamentada e desenvolvida deve ser um tónico de formação individual de modo a uma integração plena de um ser único numa sociedade diversa.


Associado praticante
Nasceu em Lisboa, a 20 de Setembro de 1919, entrando para associado do Clube pela mão desse extraordinário Benfiquista, 'Águia de Ouro' em 1976, Justino Pinheiro Machado, com aprovação em 19 de Março de 1933, aos 23 anos enquanto estudante universitário. Professor de educação física no Liceu de Oeiras marcou gerações de alunos pelos seus métodos inovadores e exemplo íntegro do modo como a correcta utilização do corpo pode ser útil no dia a dia bem como forma de integração social pelos jogos em equipa que proporcionada onde, na generalidade, há uma divisão de tarefas solidárias para o bem comum, para o sucesso. Amante da prática desportiva viu-a sempre pelo lado lúdico ainda que exigente. Muito menos pelo apego exacerbado ao sucesso a todo o custo, mesmo que com batota.
No Benfica praticou Atletismo entre 1936/37 e 1939/40, tal como Râguebi durante três temporadas entre 1938/41. Dois desportos que considerava complementares em termos de formação, desde o mais individual e solitário até ao mais colectivo numa equipa de 15 em campo, 30 no total.

Curso de Iniciação Desportiva
Estudioso da sociedade humana desde os primórdios, integrando a forma desportiva como dínamo de desenvolvimento humano desde a sua origem foi no Benfica, nos anos 50 e 60, que encontrou as condições ideológicas (liberdade para criar e respeito pela inovação) e associativas (grandeza de um clube que lhe permitisse desenvolver as suas ideias) que fizeram dele uma referência profissional, cívica e Benfiquista para sempre.
Em 1954 com o beneplácito da Direcção presidida pelo inigualável Joaquim Ferreira Bogalho implementou no Clube um 'curso de Iniciação Desportiva' colocando em prática as suas ideias, pois o professor José Esteves abominava a teoria em detrimento da prática. Era a prática que tornava efectiva e justificava a teoria. A 'Iniciação Desportiva' foi um Maço importante num Clube que, apesar de eclético, tinha no Futebol ao mais alto nível a sua razão de ser e existir. Foram milhares os jovens (com inscrições vocacionadas essencialmente para colocar os filhos - entre os 8 e os 15 anos - dos associados a fazer educação física) que durante mais de uma década puderam contactar pela primeira vez com a Ginástica, Natação, Atletismo, Basquetebol, Andebol e Voleibol, movimentando cerca de 200 jovens por temporada. Para além de outras iniciativas interligadas como  visitas culturais e noções de 'dietética e higiene alimentar'.

Secretário-técnico do SLB
Em 1955/56, o sucesso de uma iniciativa para jovens fez com que a Direcção pensasse em criar para José Esteves um cargo que superintendente todo o desporto do Clube extra-futebol. Foi assim criado o lugar de Secretário-técnico continuando a ser um dos professores, num conjunto cada vez mais abrangente, do 'Curso de Iniciação Desportiva'. A progressiva autonomização desta iniciativa que começou ligada à secção para conquistar lugar à parte terminou com a reabertura da secção de Natação, em 1966 até à actualidade, depois de estar inactiva desde 1939/40.

O professor José Esteves
Pouco dado a mediatismos quando tinha condições para ser figura pública no pós-'revolução dos cravos' preferiu continuar com as suas actividades de promoção e fomento da educação física e tentar passar a mensagem do poder do corpo para modelar o poder da mente.

Sócio de Mérito
A 22 de Março de 1958 foi eleito 'Sócio de Mérito' pela prática efectiva e continuada de serviços relevantes ao Clube. Em 1999 foi doutorado honoris causa (tendo como patrono Almeida Santos) pela Universidade Lusófona num reconhecimento justo do seu trabalho criativo, inovador, descomplexado e libertador do ser humano enquanto cidadão responsável e consciente. Em 1961 esteve como preparador físico da Selecção de Juniores que fez um brilharete num torneio europeu organizado pela UEFA.

Em 17 de Novembro de 2015 morreu um Benfiquista daqueles que pelo modo como conduzem a sua vida se tornam ímpares, como é o Clube com que um dia se identificaram. Aos 83 anos teve uma vida preenchida da qual podemos sempre dizer que não foi uma mais uma!
Obrigado Zé Esteves!

Engrandeceste o Benfica no tempo e momento certo. Se não fossem homens como tu o Benfica não seria a instituição que é! E é muito!

Actividade intelectual
O professor José Esteves a par da sua actividade em prol do engrandecimento do Clube foi desenvolvendo intenso trabalho de pesquisa que culminaria com a publicação em 1967 um livro (com 4.ª edição em 1999) que depressa se tornou a 'Bíblia' da sociologia desportiva e pedagogia da actividade física para desenvolvimento dos jovens, 'O Desporto e As Estruturas Sociais'. Mas com consciência cívica elevada, num tempo de Ditadura, tornou-se um cidadão incomodo, situação que se agravou com a tese que apresentou, em conjunto com António de Sousa Santos: 'Sobre a promoção desportiva nacional' no III Congresso da Oposição Democrática, que decorreu em Aveiro, entre 4 e 8 de Abril de 1973. Reunião que foi importante - até pela carga policial desproporcionada pelos agentes da PIDE e da GNR - na aceleração da necessidade de Portugal se tornar um País Livre e Democrático, como ocorreria pouco mais de um ano depois em 25 de Abril de 1974"

Alberto Miguéns, in O Benfica

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Lixívia 17

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 40 (-5) = 45
Corruptos .......40 (+7) = 33
Sporting........ 44 (+12) = 32

Com metade do Campeonato decorrido, podemos fazer um balanço: um dos mais vergonhosos Campeonatos de sempre!!! Sim, de sempre!!! O próprio Pintinho, deve estar com inveja, pois nos anos da impunidade total (80 e 90) a coisa raramente atingiu estas proporções... Nos tempos dos guarda Abéis, ainda havia algum 'decoro' para não exagerar... Esta época, além dos Roubos dentro das quarto linhas, ainda temos que aturar uma vergonhosa campanha de vitimização Lagarta, organizada por mentecapos intelectuais e propagada por avençados sem vergonha, que gostam de comer de graça...

O que se passou ontem no Alvalixo é demasiado grave. Não se trata de erros de julgamento, ou de jogadas onde os jogadores 'enganaram' o árbitro. Não são jogadas duvidosas, ou difíceis de analisar... Foram erros descarados, de um árbitro que esta época, já se 'enganou' em praticamente todos os jogos que apitou, sempre com influência no resultado, e sempre com os mesmos beneficiados... e sempre com os mesmos prejudicados: os vermelhos...!!!

De todos os erros, o mais escandaloso é a não expulsão do João Mário por agressão barbara ao Rafa:
- Jorge Sousa viu, a agressão passou-se a poucos metros dele, sem nenhum jogador a 'tapar' a visão. Marcou falta, mas nem Amarelo mostrou...!!!
- No penalty assinalado, é impossível, no relvado, ter a certeza se é dentro ou fora da área... Marcou, por intuição, marcou porque 'assobiaram' da bancada, marcou para agradar. Este lance desbloqueou por completo um jogo que estava perdido para os Lagartos. Ao contrário de outras partidas, desta vez, as carambolas dentro da área do Braga, não estavam a 'entrar', a partir do penalty tudo mudou...
Sendo que para mim, esta questão de ser dentro ou fora da área, nem sequer é relevante, porque não existe intencionalidade de jogar a bola com a Mão...
- Agressão do João Pereira ao Rafa. Ainda estava 0-2, esta é um pouco mais 'discreta' do que a do João Mário, mas a pisadela é evidente... Foi um milagre o Rafa ter chegado ao final do jogo, sem uma lesão grave.
- Mais uma agressão Slimani a passar impune. Esta até se pode compreender, nada ter sido assinalado, já que se passa longe da 'bola', mas este animal já devia estar castigado... Já perdi a conta, a todas as agressões que efectuou, todas impunemente... Deve ser sorte!!!
- O outro penalty reclamado, foi bem decidido. Não existe qualquer intenção de jogar a bola com o braço, o desvio da bola pelo jogador do Sporting, é a mesmo de 1 metro, era impossível desviar o braço... Mas se fosse obrigado a fazer uma comparação directa de intencionalidade, entre os dois lances, este braço do Ricardo Ferreira é mais 'intencional' que o que ele marcou...
Jogo completamente virado do avesso pelo árbitro... Mais um... E nas capas do dia seguinte, nem sequer uma referência à vergonha!!!


No Bessa, os Corruptos tiveram o adversário mais suave de todo o Campeonato. Sem o Petit este Boavista, vai descer de divisão!!!
Num jogo de um sentido, na minha opinião houve um erro grave: golo mal anulado ao Boavista, o jogador parece-me estar em linha com o penúltimo jogador Corrupto...
Nos últimos minutos, reclamou-se penalty nas duas áreas, para mim, o árbitro decidiu bem: no primeiro o Indi ganhou posição sobre a bola; no segundo tal como já referi em relação ao jogo do Alvalixo, não vejo intenção em jogar a bola com o Braço, o jogador tem inicialmente os braços atrás do corpo, e quando faz o carrinho, usa os braços normalmente, para mim é Bola na Mão... sendo que em Portugal costuma-se marcar...


O Benfica safou-se de mais uma armadilha colocada na Choupana. Não se compreende a marcação de este jogo, para este Estádio, às 20h30 em Janeiro!!! E não se compreende como é que se deu início ao jogo no Domingo, quando era óbvio que não havia condições, retirando 7 minutos ao jogo de 'hoje'!!!
A arbitragem foi relativamente normal. Dentro do que estamos habituados, até foi muito boa...!!! Identifiquei somente dois erros, ambos disciplinares: Amarelo ao Siqueira numa falta logo no início sobre o Jiménez; e Vermelho por mostrar ao Zainadine, deu Amarelo, numa falta sobre o Fejsa, perto do final...
Numa queda do Jonas, na área do Nacional; no golo anulado ao Jiménez, existe mesmo fora-de-jogo... é por pouco, mas existe; e na falta do Soares sobre o Eliseu (as cargas de ombro, têm que ser feitas com os ombros dos dois jogadores) decidiu bem...

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada


Épocas anteriores:

E do nevoeiro, lá apareceu o Jonas Pistolas!!!

Nacional 1 - 4 Benfica



Até quando?! Até quando se vai marcar jogos para a Choupana de noite, ainda por cima no Inverno?! É uma tremenda falta de respeito por quem compra um bilhete. Um jogo que deveria ter sido disputado com Estádio cheio, algo raro em Portugal, acabou por ficar às moscas... como aparentemente a Liga gosta!!! Qual a justificação, para no dia de ontem, com três jogos dos 'grandes', não ter sido o Benfica a jogar às 16h?!
A repetição dos jogos adiados por Nevoeiro na Madeira, ou é incompetência, ou então foi mesmo má-fé... Só alguém com intuito claro em causar problemas de calendário às duas equipas, é que podia ter marcado este jogo para as 20h30!!!
Curiosamente, como acredito que o Gil Vicente não vai facilitar, e o Nacional vai ser obrigado a jogar na Quarta-feira em Barcelos, para a Taça de Portugal, sendo que um dos grandes beneficiados, ainda que indirectamente, serão provavelmente os Corruptos, já que assim, 'arriscam-se' a jogar as Meias-finais da Taça de Portugal com uma equipa da II Liga!!!
Em relação ao jogo, a goleada, acabou por ser curta!!! Tivemos oportunidades suficientes para fazer 9 ou 10 golos, sem exageros... E o Nacional só marcou numa paragem cerebral dos nossos Centrais (e o Fejsa ainda os tentou imitar!!!). Entrámos muito bem na partida (nesta espécie de 2.ª parte!!!) - com um tremendo falhanço do Carcela -, mas só à 4.ª oportunidade inaugurámos o marcador... Na parte final da 1.ª parte, perdemos um pouco a concentração, demos espaço, o relvado começou a parecer um batatal, e a bola começou a rondar a baliza do Júlio. O início do 2.º tempo foi parecido, com a equipa 'partida', o golo do empate assustou... mas reagimos bem. Tivemos um golo anulado, mas logo a seguir marcámos... e matámos o jogo... só o nevoeiro que se foi aproximando, voltou a assustar!!!
Referir que mesmo quando jogámos menos bem, fomos criando perigo nos 'contras' faltando só melhor definição dos lances...
Além do hat-trick do Jonas (falhou um golo incrível!!!), o grande destaque vai todinho para o Fejsa (mesmo com aquela 'branca'!!!): grandíssimo jogo... aquela entrada assassina no final deixou-me assustado - falta clara para Vermelho!!! O Carcela que até à pouco tempo, era um dos barretes da temporada, já é um dos 'melhores'!!! Tal como na última Quarta, foi o Carcela a desbloquear a partida, com a sua velocidade...
No outro lado da moeda, continuo a meter o Renato. Precisa de 'acalmar', está melhor no posicionamento, mas tem estado mal nas decisões...

domingo, 10 de janeiro de 2016

Apurados...

Benfica 3 - 0 Madalena
25-15, 25-21, 25-16

Qualificados para a Final Four da Taça de Portugal de Voleibol, que será disputada no fim-de-semana de 12 e 13 de Março.

A revolução do vídeo

"Está nos livros da história de muitas instituições que os momentos de crise foram oportunidades de reconstrução. De introdução de novos princípios e novas exigências. De adopção do há muito reclamado para a mudança e a credibilização. Da mudança das credenciais que o falecimento das lideranças permite.
A FIFA - e, antes ou por arrasto, as Confederaçôes regionais, como a UEFA - vive(m) um tempo de superação. Está a decorrer um processo longo de descoberta e possível sanção de comportamentos e valorações ilícitos e atentatórios da reputação, da transparência e da integridade dos 'gestores' máximos do futebol. As quedas estão em curso. Não se sabe quem e o quê se pode seguir. Quem fica e quem se segue está condenado a recuperar o bom nome perdido. Nas regulamentações das competições e na vigilância do que se é solicitado, para cumprimento às federações nacionais. Na clareza e abrangência dos códigos disciplinares e na competência e coragem dos titulares dos órgãos de justiça para os aplicar sem olhar ao peso relativo dos infractores. Na formação e escolha dos árbitros de elite e no controlo das suas actuações. Nos procedimentos de contratação dos apoios e parcerias que sustentam as provas internacionais. Na regeneração dos métodos de discussão e aprovação das deliberações dos órgãos. Enfim, uma miríade de conversões, todas ao mesmo tempo da urgência.
É aqui que se integra a tão esperada manifestação da International Football Association Board (a associação composta pelas federações britânicas e pela FIFA que tem a seu cargo a regulação universal das 'leis do jogo' do futebol) para o recurso à tecnologia vídeo em jogos oficiais. Chegou agora. Seguem para discussão. na assembleia geral de Março da International Board, os protocolos para esse recurso e a amplitude do apoio aos árbitros de campo (nomeadamente, em que decisões e com que efeitos pode surgir e qual a iniciativa para desencadear esse apoio durante o jogo). "Apoio", refere-se, em vez de "repetição" dos lances com interrupção do jogo. O que significa que, se for esse o modelo, a responsabilidade ficará para quem está fora das quatro linhas em comunicação com o trio principal. Será o quarto árbitro, pois só ele terá habilitação para visionar os lances duvidosos e comunicar uma decisão técnica ao chefe de equipa. Assim sendo, avulta todo um novo estatuto jurídico-regulamentar para a prova videográfica e para o valor das decisões desse árbitro 'das dúvidas' no jogo. Com o Direito a acompanhar a revolução."

sábado, 9 de janeiro de 2016

Regresso com goleada...

Benfica 8 - 0 Sanjoanense

Regresso das férias com 'pilhas novas', com muita intensidade, e ainda sem o João Rodrigues a 100%, mas com um Adroher matador...
Já agora, o Torra devia ser o nosso marcador de bolas paradas, parece-me ser claramente o mais eficaz.

PS: Ainda não tinha elogiado a liderança do Paulo Gonçalves no Dakar, nas Motas. Ainda existem muitos quilómetros para percorrer e muita coisa pode acontecer...
Mas hoje, sou obrigado a falar do Speedy: estando na liderança, não hesitou, e vendo outro Motociclista no chão, parou, e deu assistência, até que chegasse a assistência médica... mais de 10 minutos!!! A organização sensível ao que se passou, decidiu 'descontar' o tempo que o Paulo esteve parado, premiando assim a atitude do nosso aventureiro...

Liderança segura...

Leixões 0 - 3 Benfica
17-25, 18-25, 12-25

Bom regresso das mini-férias de Natal (com uma vitória num Torneio Internacional na Holanda), num jogo que deu para rodar o plantel...

Amanhã na Luz, temos Taça de Portugal, com o CA Madalena.

Regresso às vitórias...

Benfica 72 - 41 Barcelos
15-14, 23-9, 23-10, 11-8

Regresso às vitórias em jogo fácil... Este é o grande problema do desnível competitivo em Portugal, não é fácil preparar os grandes momentos com este tipo de jogos...

Mas que lindo serviço

"Jorge Jesus prestou esta semana um serviço inestimável ao Sport Lisboa e Benfica. Não o primeiro serviço prestado, visto que foi treinador do clube e conquistou títulos importantes. Nem será por certo o último se persistir nesta roda-livre de desconsideração pública do seu sucessor - porém já não seu 'herdeiro' - em termos que ultrapassam os limites mínimos do decoro.
A verdade é que o treinador do Sporting conseguiu em dois fulgurantes minutos aquilo que nem Luís Filipe Vieira, nem a celebrada 'estrutura', nem o competentíssimo departamento de marketing tinham conseguido em sete meses contados desde que Rui Vitória foi apresentado na Luz.
Jorge Jesus cometeu na noite da última quarta-feira a proeza de unir a massa adepta do Benfica em torno do seu treinador. E esta é uma excelente notícia para um Benfica que, desde Junho, se via dividido entre os que aceitavam com toda a naturalidade a dispensa dos préstimos do técnico e os que, antes pelo contrário, consideravam um absurdo tal decisão.
Ficou agora resolvida, graças ao inadvertido contributo de Jesus, essa dúvida existencial que vinha minando a alma do bicampeão. Haverá sempre, no entanto, quem desgoste do futebol morno que a equipa vem praticando e quem lamente o desaparecimento daquele jogo alegre, ainda que frequentemente tresloucado, com que o Benfica nos brindou na última meia dúzia de anos. É o privilégio das democracias. E porque o futebol como entretenimento para gáudio de multidões, é indissociável de factores de crueldade que remontam ao tempo dos circos romanos, haverá até quem sinta saudades dos quatro dedos mostrados a Manuel Machado e dos três dedos mostrados ao confundido treinador do Tottenham entre outros mimos que encantaram na época, muitos benfiquistas. Não todos, mas muitos.
Sem ter mostrado nenhum dedo a Rui Vitória, o que o actual treinador do Sporting mostrou foi um tremendo desprezo profissional por um par. Justamente o mesmo cavalheiro que na hora do triunfo vimaranense no Jamor, em 2013, lhe dedicou palavras de enorme apreço e conforto, em função dos seus inquestionáveis méritos e do valor daquela bela equipa que podendo ganhar tudo, acabou por tudo perder.
Perante tudo isto, como não passar a simpatizar com Rui Vitória, mesmo a quatro pontos de distância do primeiro lugar? Foi este o lindo serviço que Jesus prestou ao Benfica. E não tem preço."