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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os duros «rapazes dos colchões»


"Benfica e Atlético de Madrid são velhos conhecidos: o primeiro jogo entre ambos data de 1919! É obra! Muitos outros, no entanto, ficaram para a história dos dois clubes. Como os dois disputados em 1965, em Caracas, na Venezuela...

Recordar encontros entre o Benfica e o Atlético de Madrid seria fácil. Demasiado fácil. Verdade, porém, que nenhum mais importante do que estes dois vindouros que contarão para a Liga dos Campeões. É assim mesmo a história do futebol: longa e plena de reencontros.
Se o meu estimadíssmo leitor não sabe, deixo-lhe aqui a informação que o primeiro jogo a opor 'águias' e 'colchoneros' data, veja bem, de 5 de Outubro de 1919. Ou seja, não tardará a cumprir 100 anos... É obra! Realizou-se em Madrid, durante uma digressão dos encarnados que venceram por 2-1. Supimpa!
A partir daí, houve muitos e saudáveis frente a frente, com vitórias de ambos os lados, sempre em jogos particulares ou fazendo parte de torneios de prestígio para os quais Benfica e Atlético foram convidados. nos próximos artigos, recordarei alguns, escolhidos a dedo.
O Club Atlético de Madrid é bem antigo, foi fundado em 1903, é ligeiramente mais velho do que o Benfica, e surgiu originalmente como Athletic Club de Madrid, com o Athletic grafado igual ao de Bilbau já que foram estudantes bascos que estiveram na sua origem. Eis porque os equipamentos e emblemas também são parecidos. E nasceu com bases populares, bem diferente do vizinho elitista Real.
As famosas camisolas às risquinhas não tardaram a valer-lhe a alcunha: pareciam-se com o forro dos colchões de palha - e daí 'colchoneros'.
Depois da Guerra Civil Espanhola, Franco, o caudilho, proibiu tiques estrangeirados no castelhano: o Athletic passou a Atlético. Com a fusão com o Aviación Nacional, de Saragoça, foi Atlético Aviación de Madrid até 1947. Caiu então a ligação à força área e a nomenclatura passou a ser a que ainda hoje em dia existe.
1947: fixemo-nos neste ano, para já. E porquê? Para assinalar que, entretanto, o Benfica e Atlético de Madrid continuaram a cruzar os seus caminhos.
Em 1924, por exemplo, os madrilenos vieram a Lisboa no mês de Março: dois jogos e duas vitórias para o Atlético (2-1 e 2-0).
Dez anos mais tarde, nova visita: no dia 1 de Abril um emocionante 4-4.
Em seguida saltamos para 1965. E para a pequena Taça do Mundo!

Caracas, Venezuela, Julho
Torneio de Caracas, também conhecido por Pequena Taça do Mundo.
Um dos mais famosos torneios internacionais do seu tempo, sobretudo por aglomerar equipas de diversos continentes. Damián Gaubeka, empresário basco que reside em Caracas, foi o ideólogo da prova que ganhou, nas suas primeiras edições, o nome do presidente venezuelano Marcos Pérez Jiménez. A Federação Venezuelana era responsável pela organização e, sob a regra de só se aceitarem clubes que tivesse ficado nos primeiros quatro lugares dos seus campeonatos, os jogos eram dirigidos por árbitros FIFA. Um luxo!
Duas fases marcaram o torneio: de 1952 a 1957 e de 1963 a 1975.
O Benfica esteve presente por duas vezes - em 1955, com o São Paulo (Brasil), Valência (Espanha) e La Salle (Venezuela), e em 1965, que nos interessa mais para o caso. E era aqui que eu queria chegar. Porque no dia 11 de Julho de 1965, Atlético de Madrid e Benfica defrontaram-se perante mais de 40 mil espectadores.
Entraram em campo com arbitragem do chileno Ifafia:
BENFICA - Costa Pereira; Augusto Silva, Germano, Raul e Cruz; Neto e Coluna; José Augusto, Eusébio, Torres e Yaúca.
ATLÉTICO DE MADRID - Madinabeytia; Rivilla, Griffa, Calleja e Ruiz Sosa; Glaria e Ufarte; Luís, Mendonça, Adelardo e Cardona.
Logo aos 4 minutos, Cardona dava vantagem aos duros rapazes dos colchões. Tudo corria mal ao Benfica. A equipa portuguesa via-se batida em velocidade e agressividade. Não se estranhou, por isso, que o jogo tombasse para o lado espanhol. Queixar-se-iam alguns dos encarnados que ainda lhes pesava nas pernas o esforço dispendido três dias antes, no Rio de Janeiro, num jogo frente ao Vasco da Gama (1-1).
Na segunda parte, o resultado dilatou-se com mais um golo de Cardona e outro do português (depois naturalizado espanhol) Jorge Mendonça.
0-3: derrota dura. Mas com direito a desforra em breve.
O torneio prosseguiu com a vitória do Atlético sobre os venezuelanos do Deportivo de Galícia, clube fundado pelos emigrantes galegos de Caracas, por 1-0.
Em seguida foi a vez de o Benfica defrontar os «galegos». Nova derrota, desta vez por 1-2, utilizando uma equipa de reserva «enxertada» com Eusébio na segunda parte. Foi ele que marcou o golo solitário.
Mistérios que só a organização da Pequena Taça do Mundo seria capaz de desvendar, o efeito desta nova derrota nas possibilidades de conquistar o taça em disputa foram nulos. Os dois jogos entre europeus e sul-americanos não entravam nas contabilidades. Valiam apenas os pontos (e não golos) obtidos entre lisboetas e madrilenos. Ou seja, para a «révanche» do dia 17 de Julho bastava ao Atlético de Madrid um empate; o Benfica necessitava de vencer fosse porque resultado fosse. Se isso sucedesse, havia lugar a um prolongamento e o desfecho desse prolongamento ditaria o triunfador como se de um mini-jogo independente se tratasse. Confuso? Pois sim. Expliquei-me no melhor português que conheço. Perdoem-me.
Dia 17, o árbitro foi o venezuelano Osório.
BENFICA - Costa Pereira; Augusto Silva, Germano, Raul (Calado) e Cruz; Neto e Coluna; José Augusto, Torres, Eusébio e Yáuca.
ATLÉTICO DE MADRID - Rodri; Rivilla, Griffa, Calleja e Ruiz Sosa; Glaria e Ufarte; Luis, Mendonça, Adelardo e Cardona.
A chuva tornara o relvado pesadíssimo. O futebol foi mais lutado do que jogado. Ao contrário do que acontecera no primeiro jogo, a defesa do Benfica anulou por completo o moçambicano que ganhara o nome espanholado de Mendonza.
No início do segunda tempo, Torres, a passe de Eusébio, fez 1-0. O Benfica dominava mas os seus remates eram infrutíferos. O publico gritava de entusiasmo e exigia golos. Debalde. No final dos 90 minutos tudo na mesma.
Seguiu-se o prolongamento. Era quase um «quem marca ganha» das peladinhas infantis. O vencedor do prolongamento, arrecadaria a taça. E que bela taça! Foi preciso esperar... e esperar...
Calado, com um remate rasteiro, de longe, fez o 1-0 em cima do outro 1-0 a cinco minutos da meia-hora suplementar.
A vitória era 'encarnada', mas sem ser às riscas como nos colchões..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Até morrer!

"O homem que sonhou, mais do que qualquer outro, o museu do Benfica.

Nasceu em Vila Franca de Xira no final do século XIX. Foi aprovado sócio do Sport Lisboa e Benfica a 17 de Março de 1930, tinha 36 anos. Quatro anos depois, no dia 8 de Janeiro de 1934, iniciou o seu percurso como colaborador do Clube, uma carreira longa que encarou com o empenho e a dedicação de poucos, até morrer. O seu nome? Álvaro Curado!
Álvaro Curado (1894-1980) esteve 46 anos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, onde desempenhou diversas funções, sempre em cargos superiores, mantendo muitas delas em simultâneo, durante largos anos. Mas foi como Conservador da Sala das Taças (1935-1980) da secretaria da Rua Jardim do Regedor, 'que mais se notabilizou, com uma dedicação ímpar, de autêntico sacerdócio'.
Mentor de Joaquim Macarrão e antecessor da actual Direcção do Património Cultural, deixou-nos um importante legado, como o primeiro registo do acervo do Clube: 'elaborei o primeiro inventário de troféus e taças do clube. Comecei a inventariar o que havia (...) sem ter qualquer elemento para as referenciar em relação às secções a que pertenciam e às datas em que tinham sido ganhas'. Deixou-nos também, entre outras coisas, 'uma série de livros (...) com documentos antigos' que se encontram actualmente ao cuidado do Centro de Documentação e Informação, imprescindíveis para a história do Clube e que, se não fosse a sua preocupação em preservá-los, provavelmente nunca teriam chegado até nós.
Sócio e trabalhador dedicado mereceu vários louvores por parte da Direcção 'e tantos quantos houvessem não chegariam para premiar o fervor clubista, o espírito de sacrifício e a vontade indomável que Álvaro Curado entregou ao seu único e grande amor desportivo de sempre'. Entre eles encontraram-se o título de Sócio de Mérito, a Águia de Ouro (1951) e a Medalha de Mérito Social e Desportivo (1965).
Agora, 35 anos após a sua morte, a melhor forma de o homenagearmos é fazer com o seu nome o que ele fez com o acervo do Clube: não o deixar cair no esquecimento, dando-o a conhecer às futuras gerações de benfiquistas."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Lixívia 5

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 9 (-4) = 13
Sporting...........13 (0) = 13
Corruptos....... 13 (+2) = 11

Fim da jornada, com mais uma ronda onde os resultados das partidas mais importantes, foram decididas pelos árbitros:
Enquanto no antro Corrupto, Soares Dias deixou o Mini, o Maicon e o André André em campo, no Alvalixo um puto incompetente e corrupto (consegue ser as duas coisas ao mesmo tempo!!! Não é fácil...) com um apito na boca, expulsou um jogador do Nacional com duplo amarelo, sem que este, tivesse feito uma única falta... deixando os Chorões a jogar 1 hora contra 10!!!

O Mini, ainda antes do 1.º Amarelo, já tinha dado uma chapada ao Mitro, e em 5 segundos faz uma falta sem bola sobre o Jonas, e ainda vai a tempo de derrubar o Nico junto da linha... e nada saiu do bolso do Sócio dos Corruptos com Dragon Seat e tudo (parece que é condição essencial para apitar estes jogos!!!). Já na 2.ª parte, tem uma entrada extremamente perigosa sobre o Jonas, já com um Amarelo... que seria normalmente o 2.º. Como nem sequer marcou falta, quando toda a gente viu a falta, prova a premeditação.
A entrada do Maicon, não é para Amarelo, é para Vermelho: tentativa de agressão, com o jogo parado... a fuga do cobarde agressor, é prova suficiente. Recordo que mais tarde levou um Amarelo... Inacreditável, como vários dos expert's nem sequer analisaram este lance no final da partida!!!
O André André só à 8.ª falta levou um amarelo, sendo que numa delas derruba ostensivamente o Nico, por trás... aliás a maior parte das faltas perigosas foram sobre o Nico. Curiosamente, tivemos com o mesmo árbitro, um flashback: Moutinho na Luz, no jogo do Eusébio,, também só levou Amarelo à 8.ª falta!!! A prova que a impunidade veste sempre a mesma camisola!!!
Para 'equilibrar' as queixas, os Porkos inventaram alguns supostos erros a favor do Benfica: o suposto penalty do Luisão, é do mais absurdo possível...; o 2.º cartão ao Almeida (num momento onde os Corruptos deviam estar a jogar com 9), é num lance perfeitamente normal, onde não existe cotovelada nenhuma... é tão grave, como a 'tesoura' do Rúben Neves sobre o Guedes, que não foi marcada, e deu um contra-ataque perigoso aos Corruptos...
Aliás, além do critério disciplinar, ainda tivemos o critério geográfico!!! Faltas perigosas a favor do Benfica (livres laterais por exemplo), nunca existiram...; recuperações rápidas do Benfica, em zonas de contra-ataque, foram todas cortadas pelo apito...; recuperações em falta, que ponderam dar 'contras' aos Corruptos, passaram todas...!!!
Podem ver aqui um video, com alguns dos lances.
Para efeitos da contabilidade da Tabela, não é fácil avaliar o impacto de todos estes erros, mas pelo menos é seguro afirmar que o Benfica em superioridade numérica, não perdia o jogo...

No Alvalixo tivemos um festival de pedidos de penalty!!! É inacreditável a quantidade de vezes que um Lagarto assobia a pedir penalty!!! Nenhuma, repito nenhuma razão de queixa. Nenhum dos penalty's reclamados, era penalty!!! Nenhum...
Corte de raspão na bola; remate de cabeça à queima, com o braço junto do corpo; e ainda mergulhos vergonhosos do Gelson...!!!
O duplo amarelo ao Sequeira é das coisas mais absurdas que se assistiu este ano no Tugão!!! Dois Amarelos sem fazer uma única falta!!!
Um árbitro que subiu dos regionais à 1.ª categoria, como um foguete; o substituto do Boiquerença como representante da AF Leiria. Sempre foi incompetente, mas sempre soube o que era preciso fazer para chegar à 1.ª categoria...
Tal como na outra partida, é impossível saber o que teria acontecido num jogo, com 11 contra 11, mas se assim os Lagartos ganharam a 4 minutos do fim, duvido que tivessem ganho contra 11... aliás continuam a jogar mal e porcamente!!!


Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
Épocas anteriores:

domingo, 20 de setembro de 2015

1 ponto perdido...

Corruptos 1 - 0 Benfica


Não me vou estender muito: boa 1.ª parte, fomos melhores, desperdiçamos oportunidades... mesmo com um 11 'remendado' com o André Almeida, numa posição que o Judas já o tinha utilizado, neste tipo de jogos.
No 2.º tempo, entrámos mal, e recuámos... além da bola ao poste, o Júlio foi obrigado a uma defesa, e quando já todos estavam à espera do empate, acabámos por cometer um erro de marcação, e sofremos um golo bastante penalizador.
A justiça no Futebol é sempre relativa, este é daqueles jogos, onde o empate seria o mais justo, mas isso não conta para nada...

O outro destaque do jogo, foi a total impunidade disciplinar dos Corruptos, como aliás é típico: Maicon (o facto de não ter acertado no Jonas é completamente indiferente) e o Mini em condições normais tinham ido para a 'rua', sendo que o golo dos Corruptos surge após uma confusão com 2 amarelos para o Benfica, e aparentemente os jogadores desconcentraram-se. Já no 1.º tempo, o pior momento do Benfica, foi a seguir à confusão provocada pelo Mini... Os jogadores do Benfica, já têm experiência suficiente para não ficarem afectados, por estas 'xico-espertezas'!!!

Como é óbvio, vão todos cair em cima do Rui Vitória... pessoalmente, aquilo que ficou claro, são as poucas opções para o meio-campo, principalmente para a posição 8, algo bastante previsível... Mas o fogo-de-artifício vai ser grande!!! O mais irónico, é que provavelmente hoje criámos mais oportunidades de perigo, do que nos dois jogos do ano passado, onde ganhámos (0-2) e empatámos (0-0)!!!

Estamos no início da época, 4 pontos, são mais do que recuperáveis, o mais importante agora, é jogo do Paços de Ferreira, o resto é conversa...

Vitória no Seixal...

Benfica B 1 - 0 Gil Vicente


Boa 1.ª parte, baixámos de rendimento no 2.º tempo. Contra um adversário de '1.ª Liga', com um jogo muito físico, arrisco afirmar mesmo, que sem os jogadores que baixaram da 1.ª equipa, dificilmente tínhamos ganho o jogo... Nova vitória no Seixal, falta começar a ganhar os jogos fora!!!
O destaque foi mesmo esse: Lindelof, Teixeira e o Andrade - além da estreia do Bilal (tem muito que apreender) -, a jogarem na equipa B.
Pessoalmente, e não sendo convocados para a equipa A, ainda por cima com alguns dos habituais titulares da B, a jogarem a meio da semana na UEFA Youth Cup - contra um bom adversário -, faz todo o sentido, esta gestão...

Em frente...

Benfica 71 - 64 Oliveirense
23-14, 21-19, 12-17, 15-14

Nova vitória no Torneio António Pratas sobre a mesma Oliveirense, e assim qualificação para as Meias-finais, onde vamos defrontar os Corruptos (que perderam com a Ovarense!!!).
Ainda estamos na pré-época, temos muito onde melhorar... Sem ter visto o jogo, analisando somente as estatísticas, creio que vamos ter muitos problemas no jogo interior... é só uma previsão!!!

Competições globais

"Ambiciono que no final do jogo desta noite, no fim do grande clássico, seja o basco Julen Lopetegui a perder, mais uma vez, a cabeça.

1. O Estádio do Dragão recebe, ao final da tarde deste domingo, mais um Futebol Clube do Porto-Benfica. Estádio cheio, repleto de amantes do futebol. Tal como ontem, na mesma cidade do Porto, e no seu lindo Parque da Cidade milhares escutaram, com a emoção habitual, Tony Carreira. Já vibrei, assumo-o, em alguns espectáculos deste extraordinário homem da música portuguesa. Que juntam muitas e muitos. Mas também já vibrei algumas vezes, e ao vivo, nas Antas. Seja no velho Estádio seja neste novo Estádio baptizado como o do Dragão. Já fui provocado e já fui ignorado. Senti, no terreno, a força da rivalidade e, poucas vezes, pressenti a tentação do fanatismo. No meio desta semana, por razões profissionais, desloquei-me ao Porto. E como em outras ocasiões, encontrei benfiquistas ambiciosos e portistas convictos. Estacionei bem perto do Estádio e um dos taxistas que me conduziu - com competência e sem esquecer a sua fidelidade azul ao clube do seu coração - não deixou de me perguntar, com todo o respeito, se regressava hoje a uma cidade que sente, como Lisboa, uma interessante e atractiva corrente humana de turistas de todo o Mundo e, em particular, da Europa. E no final de uma reunião não deixei de sorrir quando um dos intervenientes, no meio de um sorriso bem maroto, me comunicava que ia na sexta feira para as vindimas - e como são bonitas as vindimas no Douro, e também, no Dão! - mas não deixava de regressar ao Porto para ver o «seu Porto vindimar o meu Benfica»! Respondi apenas que ficasse «bem até às sete horas de domingo»! Acredito que aquela euforia, que se pressente no ar resulta da recordação de uma frase de Sofocleto nos seus Silogismos: «Às vezes é preciso embriagar-se para não perder a cabeça.» Pela minha parte, ambiciono que, no final do jogo, seja o basco Julen Lopetegui a perder, uma vez mais, a cabeça. Mesmo olhando para sua cada vez maior armada espanhola. Mas isso significaria que o Benfica ganhava pontos outra vez no bonito e arejado Estádio do Dragão. É o meu desejo. Bem profundo. E um sinal da legítima ambição de Rui Vitória.
2. Mas este clássico é, este ano, um clássico mais global. Nas duas balizas estão dois monstros: Júlio César e Iker Casillas. Numa das alas vão reencontrar-se dois amigos que serão, durante os noventa minutos, adversários que se vão respeitar: Maxi Pereira e Gaitán. Durante o jogo pode acontecer que um dos três mexicanos do Porto - Herrera, Corona e Layún - revejam, no relvado, o seu compatriota e colega de selecção Raúl Jiménez. Maicon reencontrará os seus compatriotas brasileiros Luisão, Jardel, Jonas ou, até, Talisca. E teremos, no Dragão, com muita probabilidade, jovens portugueses - o que importa saudar - como Rúben Neves e Danilo Pereira de um lado e Nélson Semedo ou Gonçalo Guedes do outro. Sem esquecer André André e Eliseu. E a globalização atinge o continente africano com Brahimi e Aboubakar e alguns países do oriente próximo da Europa, como a Grécia ou a Sérvia: com Samaris e Mitroglou, porventura, a quererem saber, no final do encontro, os resultados das eleições legislativas antecipadas no seu país; e Fejsa preocupado, com toda a razão, com a crise dos refugiados que atinge, em cheio, a sua terra natal. Este clássico é mesmo global. Os intérpretes principais chamam a atenção de milhões de adeptos do futebol em diferentes continentes e, em pelo menos, dezasseis países. É que Benfica e Futebol Clube do Porto juntam, nos seus plantéis, jogadores oriundos de três continentes. Nestes instantes em que alguns querem restabelecer as fronteiras o jogo de hoje será, mesmo, um clássico... sem fronteiras.
3. Arrancou, em Inglaterra, o Mundial de râguebi. Com as novas tecnologias a serem utilizadas em caso de séria dúvida. É o nono Mundial. Já foram vendidos mais de 2,3 milhões de bilhetes. E no Mundial de 2007 a assistência global atingiu os 4,2 mil milhões. Mundial, o único Mundial, em que Portugal marcou presença. Importa recordar que os Mundiais de râguebi arrancaram, apenas, em 1987 com dezasseis selecções. A partir da quarta edição, no País de Gales, o número aumentou para vinte. Mas foi o Mundial de 1995 que globalizou a modalidade. O Mundial da África do Sul. O Mundial em que, graças à sagacidade de Nelson Mandela, o râguebi uniu a África do Sul. E atingiu o coração dos negros marcados pelo apartheid! O dia da final foi, como escreveu John Carlin e vimos no cinema, um dia em que houve, ao mesmo tempo, perdão, libertação e celebração. Senti-o quando visitei, há alguns anos, a ilha de Robben e a minúscula cela em que Mandela esteve preso durante dezoito anos! Percebi bem que o desporto pode ser um momento de encontro.
4. Não sei, no momento em que escrevo, se já está resolvida a situação entre Carrillo e o Sporting. O que sei é que esta situação me fez recordar, com muita saudade, um Amigo - e também ex-aluno - que partiu demasiado cedo: o Albino Mendes Baptista. Um dia, comunicou-me, com aquela simplicidade que o caracterizava, que ia publicar um artigo acerca do dever de ocupação efectiva e da sua relação com o trabalhador desportivo. Recordo que lhe disse para olhar para a douta opinião do Professor Monteiro Fernandes. E não esqueço de me ter dito - e depois escrito - que, para ele, «a ocupação efetiva não significa qualquer direito a ser titular». O meu colega José Luís Seixas elaborou, em 2004, um interessante trabalho acerca deste tema que vale a pena ler. Sabendo nós, a partir de Edmund Burke, que «não há conhecimento que não tenha valor»!"

Fernando Seara, in A Bola

Apenas e só mais uma novela

"A novela Carrillo é apenas mais uma. Algo já visto e revisto noutras épocas, com outros clubes (como também com o Sporting) a viverem novelas idênticas com atletas em fim de contrato e que resistiram à desejada renovação. Para enriquecer os cardápios estão sempre em anexo os interesses dos seus empresários/agentes e dos clubes que estão à espreita para garantir o atleta depois do termo do contrato. Claro que é diferente gerir um processo com um jogador jovem, valorizado e capaz de ser rentabilizado com grandes mais-valias um ou dois anos mais tarde e um processo de um jogador feito e à procura de um último 'contrato de vida' (que, a não ser em casos raros de fidelidade a um emblema, tende para esse contrato, em especial se a dívida já estiver sanada financeiramente do lado do empresário...). Seja como for, chegada a relação laboral ao último ano da sua vigência, são sempre processos negociais com probabilidade de conflitos e litigância, que podem (sem prejuízo das excepções) afectar a normal prestação desportiva. 
Juridicamente, sempre chamam a atenção (assim também a jurisprudência desportiva), nas formas mais ou menos 'musculadas' de reagir às resistências dos jogadores, duas realidades. Por um lado, o cumprimento (ou não) por parte do clube/empresário do 'dever de ocupação efectiva'. que pode ser encontrado na disciplina laboral desportiva: o clube deve 'proporcionar as condições necessárias à participação desportiva, bem como a participação efectiva nos treinos e noutras actividades preparatórias ou instrumentais da competição desportiva' e está proibido de 'afectar as condições de prestação do trabalho, nomeadamente, impedindo-o de o prestar inserido no normal grupo de trabalho, excepto em situações especiais por razões de natureza médica ou técnica'. Por outro lado, a proibição (indirectamente tutelada) de 'assédio psíquico' que condicione moral e psicologicamente o jogador-trabalhador.
Contudo, do outro lado da barricada, sempre impressiona em alguns cenários a violação manifesta e grosseira das mais elementares regras de conduta negocial imposta pela boa-fé exigida às partes, que se evidencia (pelo menos...) no comportamento dos jogadores, quase sempre por intermédio dos seus agentes, em claro prejuízo (a indemnizar) dos clubes empregadores. A imagem do passado, não deixará de ser neste difícil tabuleiro de equilíbrios entre causas de rescisão e de indemnização que se jogará o futuro imediato deste braço de ferro entre o Sporting e Carrillo."

sábado, 19 de setembro de 2015

A arte de estar na média

"Os serviços da propaganda choram cada cartão amarelo mostrado a Maxi Pereira como uma afronta miserável. Proclamam, indignados, que em quatro jogos da corrente Liga, o uruguaio já igualou o mesmo número de 'amarelos' com que foi contemplado nos trinta e dois jogos da última Liga que disputou ao serviço do Benfica. Não é verdade. Em 2014/2015, o sub-capitão do Benfica viu 11 cartões amarelos no campeonato e outros 4 na mesma cor em jogos das demais competições. Na época não menos glorioso de 2013/2014, Maxi recebeu 9 amarelos e um cartão vermelho em 25 jogos disputados na Liga e mais 3 amarelos distribuídos pelas outras provas em que o Benfica participou. É esta a sua média natural. A pior temporada disciplinar de Maxi foi a de 2011/2012, também ao serviço do Benfica, em que lhe foram exibidos 19 cartões amarelos e um cartão vermelho. O Maxi do Porto é em tudo igual ao Maxi do Benfica, por muito que custe aos seus novos patrões. É para estas mistificações que serve a propaganda.

Nas mesmas 4 jornadas já decorridas desta Liga, o Sporting beneficiou do mesmo número de grandes penalidades - todas bem assinaladas - de que o Benfica beneficiou nas 34 jornadas da Liga anterior. Ora aqui está uma média avassaladora para quem se delicia a fazer estas contas.

No Dragão chora-se a arbitragem do senhor Brych, o alemão que a UEFA mandou de apito ao peito até Kiev. Na sua 'newsletter' oficial, considerando que 'os árbitros estão a usar critérios que penalizam o Porto', ficou registado o sentido protesto perante o golo (limpo) com que o Dínamo selou o resultado do jogo. Este árbitro alemão é o mesmo que dirigiu a final da Liga Europa entre o Benfica e o Sevilha e de tal maneira a dirigiu que até a imprensa espanhola o considerou 'o homem do jogo'. Nem há termo de comparação entre os danos causados à pátria pelo mesmo árbitro em Turim há mais de um ano e em Kiev, na última quarta-feira. No entanto, são bem maiores os protestos formais do Porto pelo seu empate pouco comprometedor na Ucrânia do que foram os do Benfica pela actuação do senhor pela actuação do senhor Byrch na tal final europeia perdida. São estilos.

Por causa dos árbitros estrangeiros, outros que tais, em Alvalade assobiou-se o hino da Liga dos Campeões há duas semanas. Esta semana assobiou-se o hino da Liga Europa. Boa média. E mais nada."

Cultura de vitória...

Fundão 1 - 3 Benfica

Mais um jogo muito complicado com o Fundão. Não jogamos tão bem, como tínhamos feito na Supertaça, não criamos tantas oportunidades, mas a vitória é mais do que justa, e até devia ter sido menos sofrida. Só chegámos ao 3.º golo, já nos últimos segundos, quando o Fundão arriscava o 5x4. Mas nota-se claramente nesta equipa um espírito de vitória impressionante... uma mistura de talento, competência, pragmatismo, e garra!!!

Sou obrigado a destacar mais uma arbitragem miserável, creio que foram marcadas, no jogo todo, 4 faltas a favor do Benfica (isto contra um adversário muito agressivo), mas como isto não fosse suficiente, ainda tivemos que ouvir os senhores da RTP a insinuar que a arbitragem estava a beneficiar o Benfica... principalmente, quando as repetições, provavam que os Benfiquistas não tinham feito falta, mas mesmo assim eles achavam que devia ter sido marcada, só porque parecia!!!
Bom início de época, com alguns jogos bem competitivos, como é desejado, para que os níveis subam rapidamente... Bonita a homenagem ao Jefferson, que vai ficar de fora alguns meses...
AD Fundão 1 - 3 SL Benfica

AD Fundão 1 - 3 SL Benfica Sport Lisboa e Benfica - Modalidades AD Fundão Futsal#LigaSportZone

Posted by Mio futsal on Sábado, 19 de Setembro de 2015

Quarta vitória...

Benfica 30 - 19 Avanca
(13-10)

Bom início, mau final da 1.ª parte, e boa 2.ª parte... Quatro jogos, quatro vitórias, em jogos onde éramos favoritos. Tal com o ano passado, a rotação do Mariano parece que estar a resultar, a equipa está motivada, e existem indicadores positivos, que deixam esperança para o futuro... Hoje por exemplo, notou-se muita preocupação na defesa eficiente do Pivot adversário, algo que em Belém tinha corrido muito mal!!!

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Vitória na estreia...

Oliveirense 68 - 77 Benfica
22-23, 16-19, 9-23, 21-12

Vitória do primeiro jogo, mais ou menos a sério, da temporada, no Torneio António Pratas. Um torneio de pré-época, que na prática entrega o primeiro Troféu oficial da nova época.
Devido às várias desistências, o grupo do Benfica, só tem duas equipas (!!!), sendo assim ambas já têm presença assegurada nas Meias-finais!!! Vamos ter um segundo jogo na Luz, no Domingo, que servirá de apresentação aos Sócios e adeptos.
A ausência do Cook, acabou por ser a nota mais importante... A descompressão no último período, permitiu um resultado mais equilibrado do que realmente foi...

O Benfica tem sido um dos Clubes que tem demonstrado a sua discordância com a forma como FPB, alterou as regras do jogo, já depois dos Clubes terem planeado esta época, com o claro intuito de beneficiar um único Clube desportivamente: os Corruptos!!! Que depois de uma desistência aziada, regressam este ano... Pondo mesmo em causa (ainda mais) a sustentabilidade financeira de todos os outros Clubes. Felizmente não tem sido só o Benfica a protestar, mas o mal está feito... E ao Benfica só resta uma coisa: ganhar...

PS: O Relatório & Contas do Sport Lisboa e Benfica, foi aprovado por maioria na Assembleia-Geral do Clube, esta noite...
Não compreendo, como alguns, continuam a aproveitar esta Assembleia-Geral, para demonstrar a sua oposição ideológica (obsessiva) - legitima como é óbvio -, à Direcção. Pois tenho a certeza que os votos contra, não foram por causa das contas...

Depressão, euforia e realidade

"As últimas vitórias do Benfica sobre Belenenses por 6-0 e sobre o Astana por 2-0 são factores de esperança mas não dão direito a passar da depressão para a euforia sem passar primeiro pela realidade. O Benfica está melhor mas o caminho é longo e difícil.
Este domingo, no Dragão, será um teste duro. O Benfica terá de estar muito bem para trazer um resultado positivo, é sempre assim que joga com Soares Dias. Veremos.
Prefiro centrar-me no que o Benfica pode fazer e melhorar e há muito em que podemos melhorar. Mas seria muito injusto não notar que o caminho do último mês tem sido em ascensão contínua.
Gaitán, que muitos escreveram ter ficado na Luz contrariado, resolveu chamar imbecis a todos os que desenvolveram o raciocínio, jogando um futebol de excelência. É hoje o melhor futebolista a actuar no nosso campeonato.
Jonas e Samaris já se aproximam do seu melhor e colectivamente o Benfica ganha como desempenho dos seus melhores elementos. Mas a ambição dos adeptos do Benfica não é ganhar jogos, é ganhar títulos e por isso no Benfica só se festeja no fim e quando se ganham os ambicionados títulos.
Rui Vitória deixou no lançamento do jogo europeu uma vontade de ganhar e os jogadores mostraram em campo essa ambição, por isso o Benfica ganhou. Jorge Jesus deixou no lançamento do jogo europeu a sua prioridade nacional e os jogadores, em campo, cumpriram esse desinteresse perdendo com os russos moscovitas (facto já habitual). Tenho dúvidas de que os adeptos leoninos estejam em linha com este desleixo europeu, ou que pensem que houve culpa do administrador que não comprou o Cervi.
Ontem para os lados de Alvalade só Carrillo saiu vencedor."

Sílvio Cervan, in A Bola

Seis zero

"Um golo de Gaitán numa magnífica exibição repleta de lances de grande classe e técnica apurada, alegria e empenho contagiantes, aliando a fantasia e a eficácia, atributos raramente conciliados num jogador de futebol, só ao alcance dos melhores a nível mundial.
Dois golos de Mitroglou a recordarem Cardozo e a justificarem o azedume de quem tentou mas não o conseguiu contratar.
Três atletas formados no Benfica contribuíram para numa brilhante goleada. Nelsinho, Guedes e Nuno Santos em nada ficam a dever a muitos outros jogadores que já representaram as nossas cores.
Quatro são os pontos a que poderemos ficar da liderança na próxima jornada. Não será uma desgraça. Assim como, no caso da desejada vitória, não validará a euforia.
Cinco golos apontados por Jonas em quatro jornadas demonstram que o bom desempenho da temporada passada, em que, apesar de ter sido o que marcou mais golos, não foi considerado o melhor marcador, está para durar.
Seis tentos apontados ao Belenenses, o último por Talisca, o mesmo que, na época anterior, disfarçou, com excelentes golos, o mau primeiro terço do campeonato no plano exibicional.
Zero é a quantidade de votos contra e abstenções, na AG a realizar esta noite, que o RC do SLB, referente à época 2014/15, merece. 6,25M€ de lucro (4,13M€ de retirarmos o impacto dos resultados das empresas participadas, nomeadamente a SAD do futebol), incremento das receitas de quotização, redução de 7,2% do passivo e desempenho desportivo extraordinário (pleno nacional no Atletismo, Basquetebol e Voleibol, dobradinhas no Futsal e Hóquei), mais que sustentam uma aprovação por unanimidade e aclamação."

João Tomaz, in O Benfica

Genuflexão

"Sei que corro um risco demasiado alto de ser criticado - e, até quem sabe, processado - por utilizar a expressão que dá título a esta crónica, mas o autor que celebrizou este movimento que me desculpe. Ele deve andar muito ocupado à procura de qualidade no saco de gatos onde se enfiou, por isso é que estou a arriscar. Tenha a secreta esperança que ele não tenha tempo para ler o semanário 'O Benfica', mas talvez eu esteja apenas a ser demasiado crédulo - na verdade, ele não perde uma única edição do nosso jornal oficial. Não sabe viver sem este clube.
Faz hoje uma semana, 14 jogadores do SL Benfica (entre eles, cinco portugueses, imagine-se!) entraram em campo para ajudar a cozinhar uma receita secreta de meia dúzia de pastéis de Belém. Estavam apetitosos e foram consumidos de forma moderada, numa média de um a cada dez minutos de jogo e meia hora para fazer a digestão. Os bolinhos estavam tão bons que, no final, alguém se arriscou a dizer que até mereciam 'nota artística'.
O Sr. 'Ajoelhou-vai-ter-que-perder' não gostou que recuperassem a expressão e, numa conferência de imprensa relativa ao seu actual clube, indignou-se com o facto. Ou seja, o treinador que agora trabalha ali para os lados da conceituada Churrasqueira do Campo Grande, deve ter patenteado a expressão junto da Sociedade Portuguesa de Autores. Como se quisesse proibir a sua utilização indevida - o que não é o caso, porque o SL Benfica parecia um 'rolo compressor'... ups, se calhar é melhor não usar esta também. Nem 'invenções em jogos da Champions', 'dispensa de grandes valores do Futebol nacional' e 'Bruno Cortez lateral-esquerdo'. E 'Carrega, Benfica rumo ao Tri', posso usar ou vou levar com um processo em cima?"

Ricardo Santos, in O Benfica

Meia-dúzia

"Chame-se-lhe nota artística ou outra cosia qualquer (o nome é indiferente), a exibição conseguida pelo Benfica diante do Belenenses fica nos registos, para já, como a melhor da temporada. Vou mais longe mesmo puxando pela memória, não me recordo de qualquer partida da época anterior na qual o perfume do Futebol apresentado pelos 'encarnados' tenha atingido o esplendor evidenciado na passada sexta-feira.
Com Gaitán e Jonas endiabrados (que dupla!), com um Mitroglou muito activo no seu papel de jogador de área capaz de marcar e criar espaços, com Talisca de regresso aos golos, com dois jovens da Formação a titulares - e outro entrado mais tarde, terminando a partida com cinco portugueses em campo -, o Benfica deliciou os adeptos, e garantiu, não só estar firmemente empenhado na conquista do tricampeonato, como ter instrumentos para lá chegar.
Quem duvidava que Rui Vitória poderia devolver ao Futebol 'encarnado' o encanto de outras temporadas terá ficado esclarecido. Uma exibição como esta só está ao alcance de equipas que sabem muito bem o que estão a fazer, que sabem muito bem o que querem, e como o alcançar. Ficou pois uma promessa. Esperamos vê-la concretizada nas próximas semanas - começando já por este Domingo, na deslocação ao Porto.
Entretanto, já depois de ter escrito estas linhas, jogou-se para a Liga dos Campeões. Acredito que o resultado tenha sido normal. Assim como acredito que o Benfica ultrapasse a fase de grupos, algo que, desde 2006, só por uma vez conseguiu. O grupo não é proibitivo. Cabe à nossa equipas não facilitar, sobretudo nos jogos em que é favorita."

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Existe aqui algum exagero do consócio Fialho, o ano passado, nos jogos na Luz (fora de casa, a história foi diferente), também tivemos vários jogos de muita qualidade e muitos golos: Arouca(4-0), Guimarães(3-0), Boavista(3-0), Setúbal(3-0), Estoril(6-0), Académica(5-1)... até o 2-0 ao Braga foi um excelente jogo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Campeão europeu: um sonho para concretizar

"Apenas se precisa de 6 jogos de regularidade e depois de 9 jogos onde o nosso desejo de vencer seja superior ao desejo que os outros possam ter.

Começou, esta 3.ª feira, a participação do BENFICA na Liga dos Campeões 2015/16. E logo com uma vitória clara coisa de que estávamos desabituados, nestas andanças, há alguns anos!
Mas e porque vem tudo a propósito, vale a pena falar do que penso ser a real possibilidade de um BENFICA CAMPEÃO EUROPEU.

UMA OPORTUNIDADE QUE NÃO PODEMOS VOLTAR A PERDER
O futebol tem destas coisas! Todos os anos se renovam os plantéis, se preenchem as supostas falhas do ano anterior, se reacendem as esperanças de voltar a ganhar.
No que se refere ao futebol europeu, a participação na Liga dos Campeões é um marco único.
Na passada terça feira, convivi com elementos da estrutura profissional do Astana e percebi a importância que tem poder estar numa competição deste tipo, para quem nela... não costuma estar ou, como era o caso, nunca tinha estado.
Somos, por isso, pobres e mal agradecidos sempre que, podendo aproveitar essa oportunidade, a desperdiçamos sem qualquer valoração extra.
Infelizmente, foi isso que aconteceu ao BENFICA, nos últimos anos.
E nem sequer se poderá dizer que, a esse mesmo desperdício, correspondeu uma hegemonia total no nosso País.
Só aí se poderia perceber o ter abdicado de uma participação de grande nível na Liga dos Campeões para apostar em tudo ganhar cá dentro.
O problema é que não foi essa a realidade que vivemos.
Por isso, este ano não poderemos deixar de aproveitar a oportunidade de passarmos a fase de grupos da Liga dos Campeões e, depois, ir, jogo a jogo, construindo o sonho de, mais ano, menos ano, voltarmos a ver o BENFICA CAMPEÃO EUROPEU!

MALDIÇÕES À PARTE, EU ACREDITO
Sabemos, todos, das histórias contadas e recontadas, romanceadas e deturpadas de uma maldição que nunca o foi nos termos em que, hoje, a damos como certa. Mas, também aí, não basta querer, nem sonhar... para a obra nascer.
É preciso ser consequente, interiorizar que tal é possível, apesar das dificuldades e das poucas hipóteses que vamos tendo.
Porque o primeiro passo para que o BENFICA possa voltar a ser CAMPEÃO EUROPEU... é acreditar. 
Para que, com base nessa ideia, nesse objectivo, nesse fim, tudo seja construído à volta disso mesmo!
Tudo pensado em volta desse desígnio, construído em ciclos de 3 anos, para que voltemos a ser o que a geração dos nossos Pais conseguiu... porque acreditou!
Sem afastar as nossas limitações orçamentais, mas adequando uma estratégia de construção da equipa a esse fim! Sem cometer loucuras, mas potenciando os vectores que nos têm tornado especiais entre os clubes europeus!
Contando com a já famosa formação e... perdoem-me os que não o sentem... com esse adicional de alma que poderemos ter com jogadores que, antes de entenderem o BENFICA como plataforma para outros voos, verão o BENFICA como o clube certo para voar muito alto!

UMA EQUIPA, MAIS DO QUE ONZE GRANDES JOGADORES
Contava-me o meu Pai que o segredo da primeira Taça dos Campeões e, depois, da segunda, já com Eusébio, era ter um pouco de tudo.
De grandes jogadores, mas de alguns outros que não virando a cara à luta, eram exemplos dessa raça... à BENFICA!
Podiam, algumas vezes, até, chutar para onde estavam virados, mas nunca se deixavam de se virar para o lugar onde a vitória lhes sorria.
Desses exemplos, dessas vitórias, fixamos, para sempre, a grandeza que, hoje ostentamos.
Não acho, por isso, como se depreende da história recente, que só cheguem às finais os que mais pagam e os que mais gastam.
Como acho possível que voltem a ganhar os que não sendo, porventura, os melhores, provem merecer ganhar porque... o foram em circunstâncias muito especiais.
Apenas se precisa - valendo este apenas tudo o que queiram imaginar - de 6 jogos de regularidade, com uma ou outra excepção de grandes exibições, e, depois, de 9 jogos onde - se é verdade que a sorte tem de ajudar - o nosso desejo de vencer seja superior ao desejo que os outros possam ter.
E, já agora, um Treinador que não perceba só de futebol porque (como muito bem diz o Professor Manuel Sérgio)... «quem só percebe de futebol, não percebe nada de futebol»!

NINGUÉM CONCRETIZA UM SONHO SE NÃO O TIVER
, porém, um princípio anterior, válido para tudo isto. Temos - todos, todos mesmo - de voltar a sonhar que isso é possível. Sem obsessões, mas com a certeza que é isso que queremos.
Sem abdicar do presente, nem hipotecando o futuro, mas fazendo dessa meta um sonho concretizável. 
Mudando o que tem de ser mudado, para que possamos acreditar.
Eu sei que viemos de onde viemos, e estamos onde estamos.
Mas sabem, todos os que me conhecem, que sempre discordei da construção de modelos em que o objectivo da época não seja o de ganhar tudo.
Não o de atingir esta ou aquela fase de cada competição, mas, antes, procurar ganhar, ganhar sempre.
Foi assim que COSME DAMIÃO imaginou o BENFICA.
Foi assim que outros - dos mais desconhecidos aos mais famosos dos que tiveram a honra de servir o BENFICA - construíram o BENFICA.
Foi assim e será assim.
Onde a palavra ganhar - ganhar sempre, desportivamente seja o limite.
Poderei não ganhar? Claro.
Mas o primeiro passo para o não conseguir é... admitir que o não vou conseguir.
Ou, adaptando uma das partes mais famosas do discurso inaugural de John Kennedy, como Presidente dos EUA (*), «poderemos não ser CAMPEÕES EUROPEUS daqui a 100, nem, talvez, daqui a 1.000 dias, mas nunca o voltaremos a ser se não começarmos, já, a pensar nisso».
«Nada disso estará concluído nos primeiros cem dias. Nem se concluirá nos primeiros mil dias, nem durante este mandato, nem mesmo, talvez, durante a nossa vida na Terra. Mas devemos começar.»

SE EU FOSSE...
...adepto do Arouca...
Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que a minha equipa, no último jogo, foi estagiar para S. João da Madeira e o adversário veio estagiar para Arouca... Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que, no último jogo, a relva do meu Estádio teria sido cortada contra a vontade de alguns responsáveis... Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que, no último jogo, um dos jogadores que estava na («ficha técnica», foi para a bancada, de forma a poder dar lugar a um protesto... Questionava-me (se é que é mesmo verdade...) porque é que, no último jogo, o autocarro parou tantas vezes entre o Hotel e o Estádio, com supostas avarias...

...Manuel Machado
Também teria dito que «se Julen Lopetegui ou Marco Silva estivessem no Benfica, com aquele plantel, também eram Campeões». Como também diria que, se o Manuel Machado estivesse a treinar uma certa equipa... com este plantel, também era candidato ao título,... embora talvez fosse à Liga dos Campeões (e não à Liga Europa)... por bem menos dinheiro."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Além dos jogos

"A iniciativa do FC Porto de consignar 1 euro de cada bilhete vendido (na primeira jornada em casa na Champions League) para apoio aos milhares de refugiados, que chegaram a esta Europa dividida e lenta, é muito meritória.
Ao que julgo saber, todos os 32 clubes, no seu primeiro jogo que recebem, terão aderido a tal gesto solidário. Platini apoiou o movimento, bem como, entusiasticamente, Karl-Heinz Rummenigge, presidente da Associação Europeia de Clubes.
Ora aqui está uma iniciativa oportuna e solidariamente inteligente, envolvendo clubes e espectadores, que assim têm um motivo acrescido para irem aos estádios e abraçar este gesto.
Os clubes que movimentam milhões, - às vezes em completa divergência com as crises e as dificuldades que afectam as pessoas, devem ter um sentido ético de responsabilidade social e cidadania empresarial, que nos permita vê-los para além dos jogos e das emoções. Por isso, cumprimento a Direcção portista pelo pioneirismo da acção.
Também o meu clube tem vindo a reforçar a sua função de inspiração solidária e formativa. A Fundação Benfica tem concretizado acções muito bem-vindas nesta área, visando «projectos de carácter social, educacional, ambiental e saúde, em particular de crianças e jovens em situação de risco, e promovendo o desporto inclusivo».
Bem sei que, em vésperas do jogo entre os dois clubes, no domingo, o que atrás referi será submerso pela emoção e discussão acesa de uma partida de futebol, num ambiente quase sempre tórrido. Mas, como português e interessado na ética desportiva, apraz-me registar o papel dos clubes para além dos resultados de cada semana."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pastéis duros de roer...!!!

Belenenses 21 - 24 Benfica

Vitória muito difícil, numa partida onde estivemos quase sempre em desvantagem, e só no ponta final conseguimos passar para a frente... Creio que já é seguro dizer que o Belone, é claramente o nosso melhor jogador... O Figueira voltou a ser decisivo na parte final da partida com algumas defesas espectaculares, inclusive a um Livre de 7 metros, e a um remate completamente isolado aos 6 metros, após mais um erro defensivo 'impossível'!!!

Defendemos quase sempre mal, demos muito espaço ao Pivot, e voltámos a falhar muitos lances aos 6 metros, principalmente os nossos pontas que tiveram um aproveitamento muito baixo... O Uelington voltou a fazer um mau jogo!

A arbitragem também não ajudou, teve momentos surreais, erros sucessivos, praticamente sempre contra o Benfica. Livres de 7 metros a favor do Benfica, só com 'um tiro na cabeça'!!! Os de Belém a defenderem constantemente dentro da área, faltas sucessivas em remates aos 6 metros, e nada... Curiosamente, quando a 4 minutos do fim, enganaram-se a favor do Benfica - finalmente!!! -, parecia o fim do mundo no banco do Belenenses!!! Aliás com duas goleadas nas duas primeiras jornadas, tenho a certeza que a atitude do Belenenses não foi igual... o vermelho continua a fazer muita impressão!!! Perdi a conta, à quantidade de vezes que os jogadores do Benfica tiveram que ser assistidos pelo massagista... mas como é óbvio foi o Semedo a ver Vermelho directo!!!

No Sábado jogamos na Luz com o Avanca, que só perdeu por 3 em Braga!!!
Andebol: Belenenses 21-24 SL Benfica

3ª Jornada da 1ª Fase do Andebol 1Resumo: Belenenses 21-24 SL Benfica #BTV #UmaCamisolaVáriasEmoções

Posted by Sport Lisboa e Benfica - Modalidades on Quinta-feira, 17 de Setembro de 2015