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terça-feira, 28 de abril de 2015

O ponta-de-lança da infância sem ternura

"A propósito de uma música de Vitorino (letra de José Jorge Letria) e das lembranças de uma conversa no cemitério de Setúbal pouco tempo da sua morte, escrevo sobre Vítor Baptista e sobre o seu golo ao Sporting - o «golo do brinco», o último marcado com a camisola do Benfica.

No Benfica, o seu último golo foi o do brinco. 12 de Fevereiro de 1978: ao Sporting, a passe de Cavungi - matou a bola no peito em frente de Inácio e disparou. Inácio terá visto bem o golo (é perguntar-lhe...), Botelho nem por isso.
Depois Vítor Baptista mergulhou na relva e na busca impossível: o brilhante perdido para sempre.
O seu brilho de 'encarnado' também desapareceu.
No final dessa época regressaria a Setúbal recusando um ordenado de 550 contos (exigia 650) e passando a ganhar apenas 100.
Ele era assim.
Na canção de Vitorino com letra de José Jorge Letria:
«Eras a festa do jogo
Com o resultado incerto
Entre a água e o fogo
- Adeus Vítor, até logo
Que a vitória andou perto.»
Encontrei-o uma vez no Cemitério da Paz e era cantoneiro. Acabara de ser preso por molestar umas meninas de escola. Em seguida soltaram-no. Reduzira a sua vida ao mínimo denominador comum da miséria. Queria dinheiro para dar entrevistas. Depois contentava-se com um almoço. Perguntei-lhe:
- Lembras-te Vítor de quando era O Maior?
E ele respondia encolhendo os ombros:
- Tive tudo e perdi tudo. Não me arrependo de nada.
E ficávamos horas à conversa, na companhia do João Lúcio. Tão distante já do brinco que caiu na relva da Luz para nunca mais ser encontrado.
«Eras o brinco perdido
Na parcela do relvado
Onde em sonhos tinhas lido
As promessas sem sentido
De um contrato renovado».
- Melhor do que eu só o Eusébio. Esse era um monstro! Impressionante! A seguir a ele fui o melhor jogador português de sempre.
Falava sem vaidade porque deixara de a ter. Era um escombro. Escanzelado, barba esparsa, olhos encovados, lábios secos.
Sobrava-lhe um pingo de orgulho. Ser reconhecido. Falarem-lhe do passado.
18 de Outubro de 1948 / 1 de Janeiro de 1999.
Também como Eusébio, foi Janeiro que o levou.
Sete épocas de Benfica. Chegou em 1971. Preço astronómico! 3000 contos para o Vitória de Setúbal e ainda José Torres, Matine e Praia.
Ah! Mas o Vítor Baptista prometia tudo: espectáculos, golos, visões únicas do Futebol e da vida. Foi-se perdendo na vontade de se encontrar. De ser O Maior.
Perdido como o brinco...
«Eras o rapaz do brinco
Eras o herói da tarde
Driblador cheio de afinco
Médio seguro ou trinco
De alegria dessa idade».
«Meu Deus! Por que me fizeste tão belo?»
No dia 12 de Fevereiro de 1978, o Benfica já não tinha aquela quantidade impressionante de avançados que marcara a chegada de Vítor Baptista à Luz: além dele, Eusébio, Simões, Artur Jorge, Nené, Jordão...
Algo de absolutamente único!
Mas, o Vítor Baptista nunca foi propriamente modesto. Olhava-se ao espelho e suspirava: «Meu Deus! Por que me fizeste tão belo?»
E a malta gostava do Vítor porque ele era mesmo assim: por inteiro.
No dia 12 de Fevereiro de 1978, depois de ter menorizado Inácio e Botelho e de ter assinado o seu golo mais famoso e igualmente belíssimo, queixou-se:
- O prémio da vitória frente ao Sporting foi de oito contos. O brinco custou-me mais de dez. Enfim. Hoje perdi dinheiro a trabalhar.
Depois entrou no seu Jaguar e guiou até um restaurante chique da Linha. Pediu Lagosta e vinho. Farto do olhar curioso dos outros clientes, bebeu o vinho e foi-se embora sem comer.
Nessa altura já não tinha o chofer dos primeiros tempos que o trazia de Setúbal a Lisboa.
Conduzia para o fim. Para a tristeza infinita no meio da qual morreu. Cada vez mais longe dos golos acrobáticos, dos lances indefiníveis de só seus.
«Eras o ponta-de-lança
Da infância sem ternura
O campeão que foi esperança
E essa eterna criança
Sempre às portas da loucura».
Ouvi-o desfiar lembranças por entre o marulhar das folhas dos ciprestes e o piar dos melros. Havia uma espécie de paz, daquela paz inquietante dos cemitérios.
Depois ele queria beber numa aflição de álcool. E também de drogas que o levou até a prostituir-se.
A vida a bater no fundo.
Mostrei-lhe a fotografia do Nuno Ferrari: frente ao Estádio da Luz, encostado ao seu carro moderno, tempo de ter tudo o que desejava. E ele repetiu:
- Não me arrependo. Vivi como quis. Foi bom.
E depois pediu-me boleia para Lisboa, para o Estádio. Talvez encontrasse o Toni ou o Shéu: davam-lhe bilhetes para os jogos, de quando em vez um fato de treino do Benfica. E ele regressava de camioneta para Setúbal, exibindo  emblema, recuperando um bocadinho de dignidade até ao momento de vender tudo na voragem dos vícios.
«Foste a sombra do que eras
A carreia interrompida
Gazela no meio das feras
A ruína das quimeras
Destroço de um fim de vida».
Hoje, ao sentar-me cara a cara com o computador, lembrei-me do Vítor Baptista. E dessas conversas em Setúbal. Já não muitas, como poderiam ter sido, porque a sua memória se esboroava e lhe faltava a paciência para reviver os dias que lá vão. Descreveu golos e jogadas, mas sem o entusiasmo das saudades. Mecanicamente. Um Vítor que deixara de ser ele. E deixara, numa outra vida distante, de ser O Maior.
«Foste esse brinco perdido
Em grande tarde de glória
E podias ter vencido
Mesmo vergado e rendido
Pelas traições da memória».
Não haveria mais cães amarrados a um poste de uma baliza da Luz. Nem roupas excêntricas e brincos na orelha antes do tempo de serem moda. Nem treinos dados no Montijo, sentado na garupa de um cavalo, acompanhando a corrida dos jogadores em redor do campo.
Meu Deus! Por que o fizeste tão diferente?
Vítor Baptista foi O Maior! Na sua convicção segura. Na sua certeza que não admitia contradita. Foi aquilo que quis. Sem arrependimento na derrocada.
E o Vitorino canta:
«Foste o brinco jóia rara
Desse tempo de conquista
A loucura sai tão cara
E se a grandeza é tão rara
Que viva o Vítor Baptista!»"

Afonso de Melo, in O Benfica

Um nome: soberba

"«O que há num simples nome?», questionava-se Julieta, no drama de Shakespeare. A pergunta é-nos devolvida todos os dias e regressou em força na ressaca do Benfica-Porto. Custa a crer, mas, de acordo com os relatos, é mesmo verdade: a altercação entre Jesus e, vamos lá ter cuidado a grafar, Lo-pe-te-gui não se deveu ao calor da luta, mas ao basco ter ficado enxofrado com as constantes trocas do seu apelido pelo treinador do Benfica.
A coisa parece ter contornos de drama de shakespeariano, e pode bem ter. Diria que estamos perante o derradeiro sinal da soberba com que o técnico do Porto encarou a sua passagem por Portugal, e que o faz acumular falhanços atrás de falhanços, aproximando-se da queda.
Podia encher esta coluna com 'variações Jesus' de nomes e apelidos. A tarefa era fácil. Das últimas semanas e fazendo um exercício de memória, recordo-me do 'Wiliams' do 'Ola Jonas', do Jonathan rebaptizado de 'Xavier' e, claro está, do magnífico 'Lotopegui' (a coisa é de tal forma, que hoje tenho dificuldade em acertar com o nome do basco).
Jorge Jesus pode ter muitos defeitos, mas qualquer pessoas com um módico de sensatez percebe que as trocas de nomes, se nos dizem alguma coisa sobre o técnico do Benfica, é que estamos perante alguém autêntico, que não procura ser quem não é. Não por acaso, numa atitude tão pouco comum em Portugal, Jesus não perde uma oportunidade de nos recordar as suas origens e fá-lo com honra. Só lhe fica bem.
Que Lopetegui não tenha percebido isso e tenha tomado por gozo o que está, aliás, mais próximo da auto-ironia, é um sintoma da mesma atitude que o levou a ficar convencido que teria uma tarefa fácil no Porto e a desvalorizar o nosso campeonato, as competências tácticas dos treinadores portugueses e a organização defensiva a que se agarram os clubes pequenos. Os resultados da soberba estão à vista."

O sinal da Luz

"Meu caro Julen Lopetegui:
Tenho um amigo, o Gonçalo, que é genial a descobrir metáforas para a vida - e mal terminou o jogo na Luz sabe o que ele me escreveu? Que o Dragão fora o Montmorency, o cão do Jerome K. Jerome, no sublime diálogo com o gato de aspecto medonho que o fazia sentir-se como uma raposa apanhada por um galinha. Só não concordei num ponto - onde ele pôs «dragão» deveria ter posto «Lopetegui». (já lhe explico...)
Acho perfeitamente natural (e esperto...) que Jorge Jesus tivesse ido a jogo com a ideia fechada de tentar ganhá-lo por 0-0 (pelas razões que nós sabemos...) - o que não consigo entender é você ter lançado a equipa que lançou, deixando Herrera e sobretudo Quaresma no banco. No futebol, transmitir uma emoção é, quase sempre, mais eficiente do que explanar uma ideia - e o que fez, fazendo o que fez, não foi desafiar a história e a angústia que trazia de Munique, foi desvirtuar a história, a história dessa alma com que o FC Porto começou a criar a sua história vai para 40 anos...
Dir-me-à: fui pragmático. Dir-lhe-ei: não foi. Também o sabe, bem melhor do que eu: no futebol, o pessimismo pode não perder jogos, mas um sinal de medo raramente os ganha - e o sinal que você, lançando contra o Benfica a equipa que lançou (sem um único extremo, veja bem...) foi esse. Dir-me-à ainda: o futebol é complexo de mais para se querer ter razão - ou para não a ter. Dir-lhe-ei, então: OK, mas, apesar disso, você fez o que não devia: em vez de procurar devolver protagonismo aos jogadores que trouxera atormentados dos 6-1, agitar-lhes o coração, fez o contrário - como que a dizer-lhes naquele sinal esquivo que o melhor talvez fosse eles tirarem os olhos da baliza, a ideia do paraíso.
Deu no que deu. E vou repetir-lho: só deu no que deu porque se há algo de heróico uma equipa modesta que procura ganhar um jogo jogando bem, há sempre algo de cobarde numa equipa grande que precisa de ganhar um jogo e alguém a põe a jogar pior do que podia..."

António Simões, in A Bola

Abraço mortal

"Partindo-se do princípio de que o contrato de Lpetegui será para cumprir, é o que ouço dizer, a porta de saída abriu-se a Ricardo Quaresma...

Quando o FC Porto resolveu avançar para a contratação de Julen Lo-pe-te-gui (separo as sílabas de modo a evitar algum lapso motivado por pronúncia incorrecta) não sei o que viu nele de especial, nem o que lhe pediu em relação a metas a ultrapassar, assim como é do meu total desconhecimento, obviamente, o que lhe terá contado acerca do futebol português, sobretudo no que se refere aos seus aspectos mais particulares...
Não está em causa o volume de conhecimento que carrega, muito menos a sua competência para o exercício da função, mas depois da precipitação com Paulo Fonseca, como se fosse a descoberta de um tesouro onde os restantes só enxergavam calhaus, optar pelo treinador espanhol parece-me ter sido outra aposta mal calculada, na medida em que era deficitária a experiência em clubes de Primeira Divisão, não obstante os excelentes desempenhos nas selecções de formação de Espanha, com o registo de dois títulos europeus, sub-19 e sub-21.
Talvez seja uma réplica de Carlos Queiroz, mais vocacionado para trabalhar junto de federações, em quadros de menor complexidade, e pouco afeito à elevada exigência quotidiana de clubes de topo. Não sei se assim será, mas, pelo que se obervou até agora, desconfio que sim. Lopetegui talvez acuse impreparação para enfrentar uma realidade cruel e brutal na pressão que exerce sobre os actores. É evidente a sua dificuldade quando enfrenta situações que lhe são desfavoráveis. Nem sequer trago à colação o bate boca com Jesus no final do clássico, mas considero ter-se tratado de mais um exemplo em que emergiu a fragilidade emocional do treinador espanhol em cenários de crise. O que explicará, afinal, o seu exagero no verbo e a tendência para distribuir responsabilidades por terceiros em face das decisões que toma.

Foi a sua repetida teimosia nas rotatividades, aliás, que o conduziu à construção de uma equipa que não foi peixe nem carne na Luz, carecida de alma para atacar um jogo que sabia estar obrigada a vencer. Lopetegui falhou, outra vez. No entanto, nem uma frase, uma palavra, sequer, se assunção do erro. Fez tudo bem, como teima em proclamar, quer ganhe, quer perca. Basta uma visita breve às declarações por ele produzidas a propósito do Benfica-FC Porto. Quem fizer o favor de dar-se a esse trabalho, testemunha que em circunstância nenhuma admitiu o engano, apesar daquele abraço de Ricardo Quaresma a Jorge Jesus, espécie de golpe mortal na prosápia lopeteguiana e demonstração que a prendada organização portista de infalível revela cada vez menos... De toda a maneira, é minha convicção de que depois do referido abraço alguma coisa irá acontecer. Partindo-se do princípio que o contrato de Lopetegui será para cumprir, é o que se ouve dizer, a porta de saída abriu-se a Quaresma...

Palavras sábias de Luís Filipe Vieira ao cortar pela raiz entusiasmos que não se recomendam numa altura em que o título ficou apenas mais próximo. Em rigor, faltam disputar quatro jornadas e discutir doze pontos até à concretização do objectivo: o bicampeonato. Proeza que o emblema da águia não alcança há mais de 30 anos.
O presidente benfiquista sabe do que fala por conhecer como ninguém todos os cantos do problema, desde o investimento deito no enriquecimento da estrutura do futebol e da melhoria nas condições de trabalho, até modéstia na contrapartida que era razoável esperar em termos de títulos e do preenchimento do lugar que lhe cabe ocupar na elite mundial, por força do seu prestígio e da sua história. Os dois falhanços na confrontação directa com o FC Porto durante o consulado de Vítor Pereira corresponderam a dois campeonatos desperdiçados por causa de comprometedores excessos de confiança e de euforias disparatadas em consequência de nada. É isso que Vieira  que evitar. É por isso que Vieira, com o recato que tanto preza, continua a representar a garantia de estabilidade em todos os momentos, zelando para que mais imprevistos não voltem a perturbar o normal desenvolvimento do grandioso projecto que idealizou para o Benfica."

Fernando Guerra, in A Bola

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Lixívia XXX

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............... 75 ( 0) = 75
Corruptos........ 72 (+13) = 59
Sporting.......... 66 (+10) = 56
Braga................ 54 (+1) = 53


As arbitragens nas últimas épocas, estão um pouco melhores, ainda existem alguns 'restos' dos Douradinhos, mas com a saída do Desdentado, fica mais difícil ao Sistema condicionar os 'grandes' jogos. Neste momento, temos o Olegário (em pré-reforma...), o Marco Ferreira, e o Soares Dias como cabeças do 'monstro'!!! São aqueles ladrões, com estatuto suficiente, para apitar os 'grandes' jogos...
Não coloco  Jorge Sousa, neste grupo restrito, porque a melhoria é notória. Não me esqueço do arraial de porrada no Estádio do Algarve numa final da Taça da Liga, com os Corruptos; não me esqueço de uma eliminação da Taça de Portugal, com o Guimarães, na Luz; não me esqueço de uma Meia-final da Taça de Portugal em Alvalade, com o Chalana no banco... entre outros. Mas reconheço num determinado momento, um ponto de viragem nas arbitragens do Jorge Sousa, nos jogos com o Benfica: num famoso Leiria-Benfica, onde teve a coragem de marcar um penalty claríssimo nos minutos finais, por falta sobre o Aimar (mesmo que no resto do jogo, tenha sido uma miséria!!!!). Depois deste jogo, ainda teve duas recaídas: um Marítimo-Benfica na 1.ª jornada do Campeonato; e a Final da Taça de Portugal no Jamor com o Guimarães.
Este ano apitou 3 dos 4 jogos Grandes do Benfica, e sem estar perfeito, não teve nenhum erro de grandes dimensões. Onde continua a errar, é no critério disciplinar. E o jogo de ontem, é prova disso.

Durante a 1.ª parte, resolveu (estrategicamente?!!!) não mostrar nenhum amarelo aos Corruptos. E isso condicionou todo o jogo. Evandro, Alex Sandro, Maicon, Óliver, Casemiro... todos eles mereciam ter levado amarelo. A estratégia defensiva dos Corruptos passava por efectuar faltas, para parar sistematicamente as saídas de bola do Benfica. E isso foi feito durante os 90 minutos, sem qualquer receio... Nenhum jogador Corrupto, foi obrigado a refrear os ímpetos com medo de um 2.º amarelo, algo normal, nos jogos de muito contacto...
Dou um exemplo concreto: no lance que acaba, com o remate rasteiro do Talisca (o 1.º remate de jeito do Benfica à baliza!!!), o Lima, quando faz a tabela com o Baiano, sofre uma entrada por trás do Maicon. Falta, claríssima para amarelo... Aceita-se a lei da vantagem, mas o cartão tinha que ser mostrado, mais tarde. Esta impunidade, foi constante durante todo o jogo...; outro bom exemplo, foi o lance do amarelo ao Gaitán, que começa com uma entrada bastante perigosa, do Óliver sobre o Talisca, onde nem sequer foi assinalada falta...; e ainda houve outra falta sobre o Maxi não assinalada, que não deu jogada de perigo, por incompetência Corrupta!!!
Em sentido contrário, com os cartões ao Eliseu e ao Nico, os jogadores do Benfica ficaram logo a saber, que seriam castigados severamente ao mínimo descuido. E talvez por isso, o Benfica acabou por fazer menos faltas, praticamente metade... E nem estou a contar com as muitas faltas não assinaladas aos Corruptos.
Apesar de toda esta impunidade, a 'critica' no final do jogo, esqueceu-se disto tudo. Para a 'critica independente' o único cartão que ficou por mostrar, foi ao Fejsa!!! Muito sinceramente, a pisadela do Fejsa, para mim, é completamente involuntária... Agora, o pontapé do Jackson não foi. A leitura se o Benfica ou os Corruptos estavam a 'queimar' tempo, é indiferente. O jogador desrespeitou ('armado' em xico-esperto...), as indicações do árbitro, chutou a bola, quando o Benfica estava a bater um livre, atrasou a reposição da bola, devia ter levado o amarelo, neste caso o 2.º. Por muito muito menos, o Emerson foi expulso pelo Proença na roubalheira de 2012, e nessa altura, até muitos Benfiquistas aceitaram a justiça do 2.º amarelo...!!!

Também é verdade que Jorge Sousa, teve alguma 'sorte', já que no maior erro da partida: um duplo fora-de-jogo num ataque Corrupto (responsabilidade do Fiscal...), os Corruptos não conseguiram marcar. Tanto Óliver - descaradíssimo -, como Jackson, estavam em fora-de-jogo!!!

Os habituais aziados, 'descobriram' outros supostos erros, todos 'contra' o Benfica!!! O suposto penalty de Eliseu sobre Jackson (numa jogada, onde a falta é do Jackson sobre o Eliseu), é tão hilariante, que só o Mestre Coroado, é capaz de inventar tal anedota!!! No lance entre o Luisão e o Jackson, sou obrigado a recordar a única oportunidade de jeito que os Corruptos tiveram, com o remate do Jackson por cima da barra: após o cruzamento do Danilo, o Jackson apoia-se nas costas do Luisão. Pois bem, se neste lance, ninguém discute a legalidade da forma como o Jackson ganhou a bola ao Luisão, porque razão, discute-se o contacto entre o Luisão e o Jackson, na jogada onde os Corruptos pedem penalty?!!! Sabendo ainda, que independentemente dos méritos, é muito mais fácil, marcar as faltas dos atacantes, do que as faltas dos defesas, principalmente dentro da área...!!!

Não vi qualquer outro dos jogos. Em Braga afinal do Pedreiro também critica os árbitros!!! Deve estar a preparar a Final da Taça!!! Os jornaleiros afirmam que os dois jogadores do Braga foram bem expulsos... o único erro terá sido um fora-de-jogo ao Zé Luís.
Em Moreira de Cónegos, num jogo sem 'malas', os Lagartos venceram. Marcaram o 1.º golo em fora-de-jogo; e foi mal anulado um golo ao Moreirense, que daria na altura o 1-3 (que devia ser o 1-2)!!! É muito difícil, ou mesmo impossível, determinar o impacto deste tipo de erros, num jogo com um resultado destes (1-4)...
Como não assisti ao jogo, se for alertado para outros erros, farei uma adenda.

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, Nada a assinalar
19.ª-Boavista(c), V(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Setúbal(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Moreirense(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Estoril(c), V(6-0), Capela, Nada a assinalar
24.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
25.ª-Braga(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
26.ª-Rio Ave(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
27.ª-Nacional(c), V(3-1), Xistra, Nada a assinalar
28.ª-Académica(c), V(5-1), Luís Ferreira, Nada a assinalar
29.ª-Belenenses(f), V(0-2), Rui Costa, Nada a assinalar
30.ª-Corruptos(c), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
18.ª-Académica(c), V(1-0), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Arouca(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
20.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar
21.ª-Belenenses(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
22.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Jorge Tavares, Nada a assinalar
23.ª-Corruptos(f), D(3-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
24.ª-Penafiel(c), V(3-2), Bruno Esteves, Beneficiados, Impossível contabilizar
25.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Nada a assinalar
26.ª-Guimarães(c), V(4-1), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
27.ª-Paços de Ferreira(f), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
28.ª-Setúbal(f), V(1-2), Benquerença, Prejudicados, Sem influência no resultado
29.ª-Boavista(c), V(2-1), Luís Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
30.ª-Moreirense(f), V(1-4), Vasco Santos, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
18.ª-Marítimo(f), D(1-0), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
21.ª-Guimarães(c), V(1-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Boavista(f), V(0-2), Hugo Miguel, PrejudicadosBeneficiados, Impossível contabilizar
23.ª-Sporting(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
24.ª-Braga(f), V(0-1), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
25.ª-Arouca(c), V(1-0), Jorge Tavares, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-Nacional(f), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
27.ª-Estoril(c), V(5-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (3-0), Sem influência no resultado
28.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29.ª-Académica(c), V(1-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
30.ª-Benfica(f), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
18.ª-Boavista(f), D(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Estoril(f), V(0-2), Manuel Oliveira, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(2-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
22.ª-Nacional(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar
24.ª-Corruptos(c), D(0-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-1), (-1 pontos)
25.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, (3-0), Sem influência no resultado
26.ª-Académica(c), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
27.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Capela, Nada a assinalar
28.ª-Penafiel(c), V(4-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
29.ª-Guimarães(f), D(1-0), Xistra, Nada a assinalar
30.ª-Belenenses(c), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar

Vem aí o sprint final

"«É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma». Mesmo que muito glosado, este velho adágio, que o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa atribuiu a Don Fabrizio, príncipe de Salina, não perdeu acuidade. Perante os ventos da mudança, a inteligência do 'Leopardo' permitia-lhe focar-se no essencial, preservando a sua forma de vida.
Talvez seja também esta a melhor metáfora para o Benfica-FC Porto de ontem: foi necessário que alguma coisa mudasse (mais uma jornada de campeonato, com o Benfica a manter uma distância de segurança face ao FC Porto), para que tudo ficasse na mesma (o título será decidido num sprint final, após uma longa maratona). Já o Benfica teve a inteligência de focar-se no essencial - não perder pontos para o rival.
De resto, o jogo foi um reflexo das debilidades e das forças das duas melhores equipas portuguesas. Enquanto o FC Porto tem um óptimo plantel, com muitas soluções, mas um jogo colectivo com fragilidades e perturbado pelas alterações sistemáticas no onze titular, o Benfica vive de uma ideia de jogo consolidada ao longo de 6 temporadas com Jorge Jesus, em que a organização colectiva, em particular nos momentos defensivos, torna possível que até o 'Manel' brilhe (por exemplo, foi notável a exibição de Jardel, transformado num verdadeiro Garay).
Como acontece em muitos jogos decisivos, o que a partida teve em intensidade, faltou-lhe em qualidade nos momentos ofensivos. Nem Júlio César, nem Helton fizeram defesas dignas de nota e quer Benfica, quer FC Porto estiveram bem melhor a defender do que a atacar.
Numa altura em que o campeonato se aproxima da recta da meta, o Benfica leva vantagem no confronto, parece estar melhor fisicamente e reforçou a sua confiança anímica. Com o embalo que leva, só um enorme percalço permitirá que o Benfica se deixe ultrapassar no sprint final."

'Operação Marquês' ficou em 'stand-by'

"Confesso que gosto de jogos fechados, com muita táctica à mistura. São mais difíceis de apreciar mas valem mais do que aparentem.

O Benfica-FC Porto esteve longe de ser espectacular. Com boa vontade vislumbraram-se duas oportunidades, uma para cada lado (Jackson, primeiro, e Fejsa, depois) e houve uma preocupação constante por parte das equipas de não se desposicionarem, defendendo sempre em superioridade numérica. Os treinadores (compreendendo-se melhor Jesus do que Lopetegui) estiveram longe de enviar estímulos atacantes aos seus jogadores e estes foram sempre escrupulosos nas marcações. O jogo foi tão fechado que pôs fim a 92 jogos dos encarnados sempre a marcar na Luz. E para quem possa ter dúvidas da prudência de Julen Lopetegui, o facto é que Quaresma só jogou a segunda parte e Aboubakar nem do banco saiu.
É fácil dizer que não se veem jogos assim no futebol inglês. Mas isso não corresponde a toda a verdade. De facto, a Premier League é um fantástico espaço de espectáculo, mas quem seguiu as incidências, por exemplo, do Arsenal-Chelsea de ontem - o jogo do título em Inglaterra - sabe que Mourinho conteve a equipa adversária com uma teia de seis médios, todos eles em regime de disciplina táctica espartana. E que dizer do último Real Madrid-Atl. Madrid da Champions? Dificilmente se encontrará um jogo mais italianizado que esse...
Ontem, na Luz, na cabeça de Jorge Jesus esteve a certeza de que o empate não era um mau resultado. Sem Salvio, chamou Talisca mas o brasileiro foi o elo mais fraco a defender, perdendo vários duelos com Alex Sandro. Com Pizzi, esse flanco ficou mais protegido, mas onde o pragmatismo falou mais alto foi na entrada de Fejsa, para, com Samaris, compor um duplo-pivot de respeito. A esta medida pragmática, que não contribuiu para maior espectacularidade do jogo mas deu mais consistência defensiva ao Benfica, respondeu Lopetegui com... pouco. Onde o FC Porto precisava de mais presença, se de facto queria ganhar o jogo, era na área contrária e Jackson Martinez andou sempre só, marcado à vez por Jardel e Luisão. Faltou coragem a Lopetegui para colocar Aboubakar ao lado do capitão, apostando num 4x4x2 que lhe permitisse incomodar verdadeiramente o Benfica.
Uma vitória encarnada colocaria a Operação Marquês em movimento. Assim teve de ficar em stand-by. Domingo há mais."

José Manuel Delgado, in A Bola

Desta vez, o 'inventor' foi outro

"Jesus jogou pelo seguro, sem dúvida, mas tudo o que fez foi bem feito, principalmente ao não abdicar da sua equipa-base.

Os treinadores querem fazer-nos crer que nunca se enganam, que tudo quanto decidem é cientificamente testado e imune a reparos. Se perdem, a responsabilidade será de algum jogador que não captou a mensagem ou do árbitro de qualidade duvidosa. Se ganham, nem é preciso aprofundar o assunto: mérito único e absoluto de quem teve a complexa empreitada de escolher a equipa e indicar-lhe o caminho do sucesso. É o que pensam, se não todos, seguramente a maioria, como escudo de protecção, talvez, tentando tornar difícil a compreensão de um jogo que fascina precisamente pela sua simplicidade.
Neste particular, Jorge Jesus tem fama e pouco proveito, na medida em que, revela-nos a experiência, da sua incontrolável tendência para interferir no que está bem ressaltam mais pecados do que virtudes. No entanto, como nunca é tarde para aprender, verdade, verdadinha que no clássico de ontem, palco convidativo a surpresa, o inventor foi outro, e pagou elevada factura por isso. Jesus jogou pelo seguro, sem dúvida, mas tudo o que fez foi bem feito, principalmente ao não abdicar da sua equipa-base, o que só por si foi sinal de inequívoca prova de confiança e de firme manifestação de força, com inevitáveis reflexos no estado de espírito do adversário.
Pode argumentar-se que Jesus não arriscou o suficiente para ganhar. Nem precisava. Assim como não alinhou em aventuras que lhe prometiam mais prejuízos do que benefícios. Quem tinha de provar alguma coisa, por ser segundo na classificação e, sobretudo, a seguir à goleada de Munique, era Lopetegui, mas, sabe-se lá por que desígnios, continuou a chapinhar no mar de equívocos em que se gaba de navegar desde que chegou a Portugal.
Inventou mais uma equipa. Liquidou o guarda-redes Fabiano, baralhou a linha de médios, retirou Óliver Torres do seu território natural e abdicou de Herrera, dos elementos mais utilizados do plantel, e de Ricardo Quaresma, o indisfarçável mal-amado. Na Alemanha foi porque teve que ser, ontem foi porque assim decidiu, e mal. Lá está, o treinador espanhol é daqueles que, ao não assumirem os fracassos, julgam que nunca se enganam..."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: Mesmo sendo de forma enviesada - e com alguma bicadas pelo meio... -, não posso deixar de assinalar, finalmente, uma crónica do Fernando Guerra, onde indirectamente, elogia, o seu maior ódio de estimação: Jorge Jesus!!!

Grécia contra o Mundo

"A FIFA e a UEFA preparam-se para abrir mais uma frente de batalha na guerra contra as intromissões das leis estaduais na autonomia reguladora e poder coercivo das federações. Agora será com a Grécia (envolvida em várias frentes na luta contra o 'exterior'...). Mais uma vez, aliás, depois do conflito que sucedeu em 2006. A ameaça é a 'bomba atómica' do costume: suspensão da federação e consequencial exclusão das selecções e clubes gregos das competições internacionais. A causa é um projecto legislativo do governo grego que, depois dos incidentes verificados no campeonato principal (com interrupção da prova entre Fevereiro e Março), visa instituir um programa de combate à violência nos espectáculos desportivos e à corrupção no desporto. Os pretextos são as sanções e providências desse projecto - multas muito pesadas, inibição de participação nas provas internacionais, adiamento ou cancelamento de jogos, prevenção de comportamentos violentos, mudanças no procedimento de nomeação e no registo patrimonial de bens e rendimentos dos árbitros, etc. - e a possibilidade de ser o executado governamental a fiscalizar e a aplicar as penas. De Atenas do Syriza vêm ecos de que, em nome da ordem constitucional grega e da soberania do povo, não se aceitam ultimatos. E de que não se pretende abdicar da supervisão sobre o desporto que utiliza dinheiros públicos. No fim, a velha história: mandam mais as confederações sediadas na Suíça ou os governos eleitos em cada um dos países?
Confesso que continuo sem perceber os critérios a que a FIFA e a UEFA recorrem para salvaguardar as autonomias das federações nacionais e, numa outra vertente, o (alegadamente inviolável) respeito pelas cláusulas estatutárias que fecham o futebol no seio das organizações desportivas (e entidades reconhecidas, como o Tribunal Arbitral de Lausane). Fica sempre uma certa ideia de que a discricionariedade da FIFA e da UEFA é total e os cálculos políticos se sobrepõem nos casos em concreto - por exemplo, no controlo e punição do recurso a tribunais comuns dos Estados, activados nuns casos e esquecidos noutros (mesmo para casos semelhantes ou análogos no mesmo país, como no caso português), ou no respeito e execução dos 'casos julgados desportivos' das federações. Como também fica a convicção de que as federações nacionais (a nossa é disso ilustração) não têm denominador comum no cumprimento das obrigações e proibições da FIFA e da UEFA e respectiva comunicação. À Grécia resta testar novamente o braço com essa autocracia sem medida."

domingo, 26 de abril de 2015

Depois do jogo de hoje só me lembrei disto...


Até porque, como todos vimos, o gajo picou o Jorge Jesus no fim do jogo. Pois, estava todo cagado de ter jogado na Catedral, e com mau perder!

Juntos, estamos mais perto...

Benfica 0 - 0 Corruptos

Mais um passo na direcção certa. Foi um passo curto, mas foi um passo seguro. Acabámos por conquistar 1 ponto do confronto directo. A ladainha do 'só dependemos de nós', agora, só pode ser usada pelo Benfica.
Não deixa de ser curioso, que estamos mais perto do 34.º título nacional, logo numa época, onde o Jesus, tantas vezes criticado por ser demasiado ofensivo, nos dois jogos com os Corruptos, usou estratégias conservadoras!!!
O jogo não foi bonito. Um jogo sem oportunidades de golo, dificilmente será bonito. Apesar do jogo ser na Luz, eram os Corruptos que tinham menos 3 pontos, e portanto, eram eles que tinham que arriscar mais... Apesar de toda a bazófia no final do jogo, o onze titular dos Corruptos, foi construído para não deixar o Benfica jogar. A troca do Herrera e do Oliver, pelo Neves e o Evandro, foi para reforçar as marcações... e conseguiram...
O Benfica manco do Salvio, optou pelo Talisca (que como eu previ, não se adaptou à posição), mas de resto jogámos com a mesma estratégia...
Após o intervalo, com as substituições nos Corruptos (colocou em campo os habituais titulares), as marcações no meio-campo ficaram mais 'leves', e o Benfica melhorou, bastante. Não tivemos muitas oportunidades, mas pelo menos chegámos várias vezes à baliza do adversário...
No final da partida, a estatística dá muita posse de bola para os Corruptos, mas a maior parte dessa posse de bola, foi 'desperdiçada' em trocas de bola entre os defesas Corruptos, em zona recuada. Territorialmente, o jogo foi quase sempre jogado a meio-campo...
Sendo que a única verdadeira oportunidade de golo dos Corruptos, nasce de um erro 'individual' do Benfica, quando 3 jogadores nossos, foram 'marcar' o Brahimi e deixaram o Danilo sozinho para fazer o cruzamento (e depois parece-me que o Jackson faz falta sobre o Luisão). A outra suposta oportunidade na 2.ª parte, o Eliseu e o Júlio César resolveram bem a situação (parece-me que o Jackson estava fora-de-jogo).
Não vale a pena fazer analises individuais. Houve muita entre-ajuda, nem sempre as decisões foram as correctas, principalmente na saída para o contra-ataque... A adaptação do Talisca não foi feliz, o Pizzi esteve escondido... o Fejsa entrou bem (foi pena o golo desperdiçado)... O Maxi é sempre um dos melhores, o Luisão e o Jardel voltaram a estar muito bem. O Samaris já é dono da posição 6... O Lima e o Jonas acabaram por ter pouco apoio, já que o Benfica durante a maior parte do jogo, não conseguiu 'acampar' perto da área do adversário como costuma fazer... Até o Eliseu depois do Amarelo, se portou razoavelmente!!!
O Jesus no fim, concluiu que a entrada do Fejsa deu consistência ao meio-campo do Benfica. Espero que o Jesus não se esqueça desta evidência. Um dos problemas nos jogos fora do Benfica, é a dificuldade em controlar o meio-campo... É perfeitamente possível jogarem Samaris/Fejsa, inclusive com o Sérvio a fazer de '8'. A equipa não perde capacidade ofensiva. Bem pelo contrário, porque sem bola não podemos atacar... Em Barcelos jogava com os dois.
A arbitragem vai ser elogiada, é verdade que já assisti a muito pior... inclusive do próprio Jorge Sousa. Mas aquele critério disciplinar, que dá Amarelo ao Eliseu e ao Nico no 1.º tempo, e permite ao Alex Sandro e ao Casemiro chegar ao final do jogo sem qualquer cartão, é absurdo... além do 2.º amarelo para o Jackson!!! Uma referência também para o lance do cartão ao Gaitán, que nasce de uma falta descarada, para amarelo sobre o Talisca, que não foi assinalada... aliás, logo a seguir, outra falta não assinalada sobre o Maxi, ia dando outro lance de perigo...
Esta semana, assistimos a uma das mais vergonhosas campanhas de apoio a um Clube, contra o outro, em toda a (des)comunicação social desportiva. A forma como foi branqueada, a humilhante derrota por 6-1 em Munique, dos Corruptos, foi vergonhosa. Todos os profissionais, ditos independentes, deviam corar de vergonha, pela maneira como contribuíram para a motivação Corrupta, para o jogo da Luz... E agora, no final da partida, parece que vai começar outra lenga-lenga: "o Benfica não jogou nada, o Benfica não quis ganhar, os Corruptos é que jogaram para ganhar"!!! É assim em Portugal que se constroem mitos... Flopetegui, com um investimento brutal, arrisca-se a chegar ao fim da época, sem um único título... Talvez por isso, o nervosismo no final do jogo, era grande... E o Benfica, desinvestindo, arrisca-se a ser Bicampeão!!!
Nada está decidido. Só dependemos de nós. Podemos perder um jogo, nestas últimas 4 jornadas. Mas a melhor gestão, é vencer todas as partidas, a começar por Barcelos. Não podemos arriscar ir a Guimarães na penúltima jornada, a precisar dos 3 pontos. Não podemos voltar a dar esperança aos Corruptos.
Não temos jogadores castigados para a próxima jornada. Espero que o Salvio recupere, será muito importante... Apesar da posição do Gil Vicente na tabela, o jogo irá ser complicadíssimo... ainda nesta jornada o Soares Dias, resolver dar uma nova vida ao Gil (coincidência ter sido na véspera do jogo com o Benfica!!!), assinalando dois penalty's a favor do Gil, na vitória por 1-2 em Coimbra!!! Além dos obstáculos normais, não podemos desvalorizar o efeito: 'homem da mala'!!! O Gil está na luta pela permanência nem deve precisar de muitos incentivos (além disso, o Gil é dos clubes que paga 'bem'), agora em Guimarães...
Hoje foi um jogo de marcas especiais: o Jesus como treinador com mais jogos no campeonato; o Luisão, isolado no número de jogos como Capitão; o fim da série sempre a marcar na Luz... Mas no final, a única coisa que conta verdadeiramente, será o título de Campeão!!!
PS1: Morreu hoje, José António Martinez, ex-Presidente da Assembleia Geral do Benfica, os meus pêsames à família.
PS2: Os nossos Campeões do Hóquei em Patins estiveram hoje no relvado, onde receberam uma justa ovação. Mas ainda falta a Taça, para a época ser excelente...
PS3: Em boa hora o Presidente, deixou uma mensagem. Aos adeptos e aos jogadores!!! Aqui fica:
"Ainda não ganhámos nada
Primeiro que tudo, quero agradecer a todos os sócios e adeptos que hoje estiveram no Estádio da Luz a galvanizar a equipa, fazendo-me lembrar dos meus tempos de menino e moço. Um ambiente fantástico e fascinante!
As condições estão criadas para continuarmos juntos, mas há que ter sempre presente que o jogo mais importante é o próximo. Ainda não ganhámos nada, há que respeitar todos adversários como sempre e hoje estiveram em campo três grandes equipas. Não vamos entrar em euforias desmedidas, bem pelo contrário No sábado temos mais um jogo, e vamos encará-lo treino a treino, com seriedade. Acreditem que vamos dar tudo para conseguir mais uma vitória. Estejam lá!
Até ser matematicamente possível, ou já impossível, temos de encarar todos os jogos assim! Estarmos com os pés bem assentes no chão, com humildade, e sempre juntos! Não vai ser fácil. Faltam conquistar nove pontos para sermos Campeões. O próximo jogo, com o Gil Vicente, vai ser mais difícil que este. Obrigado mais uma vez pela forma como apoiaram a equipa."

Mais difícil...

Benfica 98 - 86 Oliveirense
(2-0)
23-25, 29-14, 21-22, 25-25

Partida bastante diferente do 1.º jogo, não entrámos bem no jogo, aliás permitimos demasiados pontos ao adversário durante toda a partida... A percentagem nos Triplos baixou, e a equipa ressentiu-se.

No próximo fim-de-semana, temos jogo em Oliveira de Azeméis, para decidir estes Quartos-de-final...

PS1: Fiquei estupefacto, quando li hoje no jornal, criticas do treinador da Oliveirense ao trabalho dos árbitros, no jogo de ontem!!! O Benfica marcou 120 pontos, deu 44 pontos de 'avanço', e mesmo assim, no final, a culpa foi dos árbitros?!!!

PS2: Parabéns à Dulce Félix, pela excelente Maratona de Londres, onde terminou no 8.º lugar, com 2h 25m 15s. Batendo a sua melhor marca. A Dulce esteve sempre no grupo da frente, até aos últimos 4Km, e acabou por ser a melhor Não-Africana!!! À frente da Dulce, só Etíopes, ou Quenianas!!!.

Hegemonia, prazer e dor

"Hoje, joga-se a hipótese de o Benfica bicampeão, joga-se parte do futuro. Joga-se prazer e dor. Joga-se o fim, ou não, da hegemonia do FC Porto.

1. Já presenciei, no velho e no novo Estádio da Luz, a muitos, mas muitos, Benfica-Futebol Clube do Porto. Já tive prazer e já senti a dor. Vibrei, naturalmente, com as vitórias. Sorri, em certos casos, com alguns empates. E sofri, evidentemente, com determinadas derrotas. Porventura, um dos primeiros a que assisti sozinho, e em que vibrei, foi um Benfica-Futebol Clube do Porto em finais de Novembro de 1966. Há quanto tempo! O Benfica ganhou por três bolas a zero com dois golos do saudoso Senhor Eusébio da Silva Ferreira e um de José Augusto. E trago esta recordação em razão de a saudosa Senhora Minha Mãe ter guardado largas dezenas de cartas que lhe escrevi durante os anos em que estudei, com muito orgulho, no Colégio Militar. A segunda circular - na altura quase uma novidade ao nível das infraestruturas de Lisboa! - era a única fronteira física entre o Colégio e o velho Estádio da Luz. O mais eram quintas. Onde hoje são urbanizações e interessantes espaços comerciais. E numa dessas cartas dava conta, com uma letra arrumadinha, da minha presença nesse jogo, das suas incidências, do ambiente que presenciei e do que havia comprado - queijadas de Sintra!!! - no final do encontro. Na verdade, e durante alguns anos, e em razão de meus queridos Pais viverem em Viseu - a mais de oito horas de carro de Lisboa!!! - só me ausentava do Colégio para saltar a segunda circular e ver o Benfica a partir do denominado peão ou, então, do terceiro anel. Com a consciência, também hoje, que a «recordação é o perfume da alma»!

2. Há cerca de trinta e um anos o Benfica ganhou, pela última vez, um bicampeonato. Foi no ano em que comemorou o seu 80.º Aniversário. Em rigor na época 1983/84. Com três pontos de avanço em relação ao Futebol Clube do Porto. E tendo ganho o jogo da Luz por uma bola a zero e com um golo de Diamantino. Não esquecemos essa equipa vitoriosa. E o seu treinador Sven-Goran Eriksson. Mais o Toni, o escolhido para adjunto em substituição de Fernando Caiado. E o conjunto dos seus jogadores. Entre outros Bento e Pietra. Os irmãos Bastos Lopes. Nené e Chalana. Stromberg e Filipovic. Maniche e José Luís. Álvaro e Veloso. Humberto Coelho. Carlos Manuel e Oliveira. Shéu e Delgado. Sim, o nosso - aqui deste jornal - Delgado. Que foi titular, como há bem pouco tempo recordava numa noite de quinta feira, em Portimão no jogo final dessa época - a 13 de Maio de 1984! - e com uma vitória do Benfica por duas bolas a zero. Com golos de Nené e de Shéu!

3. Dois anos antes, em 23 de Abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa havia assumido a liderança do Futebol Clube do Porto. Com três promessas eleitorais bem precisas: contratar José Maria Pedroto, fazer regressar Fernando Gomes do Gijón e rebaixar o Estádio das Antas «para aumentar a sua lotação para vinte mil lugares». Há trinta e três anos que Futebol Clube do Porto e Jorge Nuno Pinto da Costa se casam. Com a consciência de que, principalmente a partir da última década do século passado, o Futebol Clube do Porto tem sido o clube hegemónico do futebol português. Houve uma hegemonia desportiva e, de certa forma, uma hegemonia desportivo-cultural - muitas vezes condicionante - do Futebol Clube do Porto. Na minha modesta opinião o jogo de hoje é um jogo determinante para a perturbação dessa hegemonia. E só havendo perturbação é que há condições para a substituição e alteração de ciclo! A partir do Estádio da Luz o Benfica tem condições para agarrar a conquista do bicampeonato - trinta e um anos depois! - e, com um ecletismo também ele vencedor, assumir a liderança desportiva em Portugal. E, por excelência, a liderança do futebol português. E a liderança implica domínio e não apenas direcção. E, neste âmbito, as estabilidades directiva e técnica no Benfica são, claramente, elementos potenciadores. Incluindo no âmbito intelectual e ideológico já que estes vectores não podem deixar de estar presentes nas emoções desportivas contemporâneas. Onde a BTV, por exemplo, é um sinal de identificação, de afirmação e de diferenciação.

4. Jorge Nuno Pinto da Costa está na liderança do Futebol Clube do Porto há trinta três anos e o Benfica conquistou, na época passada, o 33.º título de campeão nacional de futebol. Hoje, na Luz, e para lá dos jogadores envolvidos, da equipa de arbitragem designada, do sistema ou do modelo de jogo que cada um dos treinadores adoptar, o Benfica pode dar um imenso salto no sentido da conquista do seu 34.º título. Com a consciência de que vai defrontar um Futebol Clube do Porto que, sabe que é na frente interna - nos campeonatos nacionais - que se ganha e perde hegemonia. A hegemonia desportiva. E sabendo nós, todos nós, que vencendo duas vezes seguidas um campeonato nacional de futebol se fica mais forte. E o outro mais fraco. Porventura bem mais fraco nestas concretas e históricas circunstâncias. Mesmo num tempo pacificador - que é bem necessário, neste ambiente de múltiplas crises, para a indústria do futebol profissional em Portugal - o domínio mede-se, também na sua frieza, em números. E o mais relevante é aquele que mede, com números concretos, as conquistas do principal campeonato. Mesmo que os tempos contemporâneos lhe tenham introduzido a palavra »Liga» e, com ela, os seus patrocinadores.

5. Hoje, na Luz, joga-se, por isso, e nesta perspectiva, parte do futuro. Joga-se prazer e dor. O passado, bem próximo ou mais longínquo, é importante. Como facto e como recordação. Mesmo que seja recordação de vida como é o meu caso. Mas como nos ensina, sempre, o Padre António Vieira, «nenhuma coisa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite, nem mais superior a toda a sua capacidade, que a notícia dos tempos e sucessos futuros»! Verdades de sempre. De ontem e de hoje. Como será sempre, e para a geração que a viveu, o 25 de Abril. Com o seu imenso prazer e os seus instantes de dor!"

Fernando Seara, in A Bola

sábado, 25 de abril de 2015

Estamos vivos...

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
(1 - 1)
25-23, 25-22, 25-17

Para o Benfica este jogo era praticamente decisivo, uma derrota seria praticamente dizer adeus ao título. Talvez por isso assisti ao 1.º Set extremamente nervoso!!! O 2.º Set não foi muito diferente, o equilíbrio foi a nota dominante, só no 3.º Set senti que a vitória já não nos ia fugir...

As duas equipas são muito semelhantes. Acho que o Benfica tem mais profundidade no banco, caso algum jogador não esteja a 100%, temos melhores alternativas. Agora nos jogadores que fazem a rotação normal, só o João Simões me parece um pouquinho inferior (e o Honoré um pouquinho superior aos seus adversários directos), de resto é tudo muito equilibrado...
Gostei também da vitória, porque desta vez não foi preciso recorrer ao Plano B: Gaspar na Zona 4, e Ché a Oposto, algo que até agora tinha acontecido nas nossas últimas vitórias contra a Fonte!!!

O 3.º jogo será fundamental para o Benfica. Já sabemos que temos que ganhar um jogo na Praia da Vitória, e entre vencer o 3.º jogo, ou deixar tudo para uma suposta Negra, creio que será mais 'fácil' vencer o 3.º jogo!!!
Estou confiante, até porque pareceu-me hoje, que a nossa equipa, já se esqueceu psicologicamente e fisicamente da Final da Challenge!!! Não é fácil fazer a descompressão das emoções dos jogos com os Servios, e também recuperar as mazelas físicas... e focar toda a concentração na Final do Campeonato. Creio que a derrota a semana passada, deveu-se essencialmente a isso...

120

Benfica 120 - 76 Oliveirense
(1 - 0)
31-20, 36-16, 24-21, 29-19

Muitos pontos, com todos os jogadores a marcarem, e a contribuírem com minutos...  e boa atitude da equipa, que para chegar às Finais com ritmo competitivo, vai ter que jogar estas partidas mais acessíveis, com uma atitude de jogo grande!!!
Estivemos bem, em quase todas as áreas do jogo, mas destaco: os 63% nos Triplos; e os 10 pontos do Diogo Gameiro...
Amanhã, às 15h, mesmo antes do Futebol, temos novo jogo...

PS: Realizou-se hoje, no sintético da Luz, o I.º Convívio Carlos Nobre (antiga Glória do Rugby do Benfica). A nossa secção de Rugby é especial... tem vida própria, mas vive com algumas dificuldades. Agora que se está a comemorar os 90 anos de Rugby no Clube, e com o regresso dos treinos para a cidade de Lisboa, espero um crescimento sustentado da secção, com o regresso à I.ª Divisão como objectivo.

Xistra, is back !!!

Freamunde 2 - 0 Benfica B

É público o apoio do Cota do Bigode ao Freamunde, não sei se por isso, mas o Xistra gostou do pau de Freamunde!!!
Falando um pouco mais a sério: jogo decidido, nos primeiros minutos, com uma meia-Xistralhada, e uma Xistralhada das Grandes!!!
No 1.º golo o Varela não devia ser tão passarinho, mas ele está dentro da pequena área e é tocado. Em Portugal marca-se sempre falta...
No 2.º golo, não existe qualquer penalty, é uma simulação descarada, e mesmo se fosse penalty, nunca seria Vermelho directo, já que os defesas do Benfica ficavam com a posse de bola.

Depois deste início desastroso, o único elogio que posso fazer, é que houve vários momentos do jogo, onde parecia que era o Benfica que estava a jogar com mais um, tal o domínio da posse de bola. Mas faltavam os últimos 15 metros... O Freamunde mesmo em superioridade estacionou o autocarro, e contra-atacou sempre com muito perigo...
Um jogo com muito vento, e muita chuva, que foi decidido pelo árbitro logo nos primeiros minutos...

Varela; Semedo, Lindelof, Valente, Rebocho; Dawidowicz (Sarkic, 71'), Teixeira; N. Santos (Sanches, 39'), Carvalho, Gonçalves (M. Santos, 5'); Guedes.

Iniciados - 3.ª jornada - Fase Final

Miguel Nóbrega
Sporting 2 - 3 Benfica

Todas as vitórias sobre o nosso rival são saborosas, mas quando são obtidas, com justiça, já nos descontos, ainda sabem melhor...
Esta equipa tem qualidade, falta alguma consistência ao nosso sector mais recuado, mas ainda são putos...!!! O toque de bola do Dantas, é realmente muito diferente de todos os outros jogadores, é pena aquele 'tamanho', vamos ver como é que vai ser o crescimento do rapaz.

Depois do empate na 1.ª jornada, estamos na frente, e vamos ter dois jogos no Seixal na 2.ª volta. Na próxima jornada vamos ao Olival, não sendo decisivo, uma vitória seria um passo de gigante...

PS: O guarda-redes do Sporting, no 1.º golo do Benfica, quis imitar o Patrício em Belém. É bom ver que os exemplos dos mais velhos são seguidos...!!!

Silva; Pinheiro, Álvaro, Loureiro, Koné; Nóbrega, Fonseca; Dantas (Serrano, 35'), Baptista, Ferreira; Campos (Matos, 74').

Juniores - 10.ª jornada - Fase Final

Corruptos 3 - 0 Benfica

Derrota anunciada, muitas alterações na equipa, dois Juvenis no onze inicial: Fábio Duarte e José Gomes... Os erros foram cometidos nas primeiras jornadas...

Duarte; Santos, Dias, Lima, Amaral; Rodrigues (David, 81'), Guga; Buta, Alfa (Oliveira, 85'), Gomes (Sekidika, 67'); Silva.

Assim foi o Benfica - FC Porto de amanhã

"Como jornalista, tenho simpatia por uma crítica que os treinadores nos dirigem: é fácil analisar o jogo quando acabou! E é mesmo. Tentando dar resposta ao problema, aproveito para fazer já a crónica de amanhã.

O Porto entrou com a defesa subida, queixo levantado, segurando a bola, rematando mesmo que sem perigo. Era para marcar presença, ter peso, mostrar que ali na Luz estava um Porto luminoso, exposto, e não escondido nas sombras de Munique. O Benfica não precisava de ser assim, admita-se. Tinha a vantagem de três pontos. Sem se esconder, não se exibiria. Por isso Jesus pareceu dar instruções para que os laterais subissem menos e se preocupassem em vigiar Brahimi e sobretudo Quaresma. Danilo e Alex Sandro fizeram o mesmo a Gaitán e Salvio. Mas nem tudo foi anulação. A criatividade, como a natureza, encontra caminhos. Daí o primeiro golo, por Jackson, com Óliver assistindo o colombiano pelo meio, aos 30. Um golo parecido com o que marcou a Neur no Dragão. O Porto iluminou-se. A Luz não. Os fantasmas mudaram de campo. Na cabine Jesus não deve ter mudado muita coisa, porém, Jesus só tem certezas. O que mudou foi o comportamento dalguns jogadores. Samaris parecia outro. No avanço final do Benfica, à procura do empate, foi ele o motor. O golo aos 76, assentou-lhe. Jonas cabeceou ao poste, fugindo a Maicon, e na recarga à entrada da área Samaris chutou decidido: 1-1. O Benfica não resolveu a liga. O Porto também não lha tirou. Entre os fantasmas portistas de Munique e os fantasmas do Benfiquistas das mortes na praia, que viesse o Diabo e escolhesse. O Diabo veio mas nada escolheu, deixou tudo na mesma. O Diabo gosta de gente assustada até ao fim."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola