Últimas indefectivações

sábado, 8 de outubro de 2011

Difícil !!!




Benfica 3 - 1 Sp. Caldas

25-17, 23-25, 25-18, 25-21


O maior obstáculo do prof. Jardim durante a maior parte da época, vai ser manter os níveis de motivação elevados. Hoje voltámos a facilitar em vários momentos, e contra uma boa equipa, com muita garra, deixamos que eles acreditassem na surpresa. Felizmente acordámos, e as coisas resolveram-se, mas os parciais não demonstram as dificuldades que o Benfica teve em ganhar este jogo. E nem se pode afirmar que o Benfica foi surpreendido, porque nos últimos 3 anos, estas duas equipas efectuaram inúmeros jogos de treino em conjunto, portanto o conhecimento mútuo é grande... E deixo já aqui o aviso: na 2ª volta, no pavilhão D. Leonor, se o Benfica não quiser ter uma desilusão é melhor ir preparado para competir!!!


Uma palavra para o Caldas (meus vizinhos): Excelente jogo, comparando o primeiro jogo na A1 há dois anos, e hoje: praticamente com os mesmos jogadores, a evolução é enorme... Com jogadores da 'terra', formados no clube, numa região com poucas tradições em desporto de alta competição (algo que está a mudar, em várias modalidades...), com um orçamento mínimo, numa época onde os orçamentos de muitas equipas adversárias (equipas 'municipais'...) vão sofrer cortes significativos (troika!!!), onde vai ser difícil continuar a 'importar' camionetas de estrangeiros (principalmente Brasileiros...), esta equipa do Sp. Caldas mantendo esta atitude, sem lesões, vai concerteza garantir o objectivo principal, que é a manutenção, mas com um bocadinho de sorte, até pode aspirar ao 6º lugar que dá acesso à 2ª fase...!!! Se bem me recordo, o Benfica o ano passado na 1ª fase não perdeu um único Set em casa, houve algum demérito do Benfica, mas também houve mérito do Sp. Caldas.

Meia-final do Troféu António Pratas



Lusitânia 64 - 110 Benfica



Olhando para a estatística realço os muitos minutos dos 'miúdos': Ferreirinho (13,34m), Monteiro (9,37m). Sendo que dos mais utilizados o Gentry com 25,50m foi o que mais tempo teve em campo, isto quer dizer que houve uma clara preocupação em proteger todos os jogadores, para que amanhã na final com os Corruptos a equipa esteja mais 'fresca'!!!

Continuamos sem o Ben, o Barroso e o Betinho, mas mesmo a rodar, marcámos 110 pontos, só espero que amanhã, os pontos a mais de hoje, não façam falta...!!!

Anti-climax

"O Benfica jogou para a Liga Portuguesa no dia 1 de Outubro. Só voltará a jogar, em Aveiro, no dia 22 de Outubro. Temos, portanto, 21 dias de interregno, três semanas sem Campeonato, justamente numa fase em que as coisas começavam a aquecer na luta pelos lugares cimeiros.

Mesmo que, no plano pessoal, de certa forma até me agrade uma pausa futebolística que permita, por exemplo, pôr as leituras em dia, em termos de competição, e sobretudo de espectáculo, não posso compreender tão absurda calendarização.

Tenho defendido que os jogos de qualificação das selecções deveriam ser concentrados no Verão anterior ao das fases finais. Ou seja, em Junho de 2011 jogava-se a qualificação para o Euro 2012, em Junho de 2013 disputava-se o apuramento para o Mundial de 2014, e assim sucessivamente. Ganhava a qualidade do Futebol, pois as selecções dispunham de maior tempo de preparação conjunta; cresciam as audiências, sabendo-se que nessa altura o Futebol de clube está fechado para férias, e os adeptos estariam com maior predisposição para encarar o patriótico espírito de Selecção; e evitava esta intromissão quase abusiva nos calendários competitivos dos clubes, que não serve às selecções, não serve aos jogadores, não serve aos adeptos, não serve aos adeptos, e não serve o Futebol (talvez sirva alguns interesses em redor da FIFA).

Também as Taças domésticas (tanto a de Portugal, como a da Liga) poderiam, e deviam, ser concentradas numa altura específica do ano. Por exemplo em Janeiro, quando o mercado de transferências está aberto (outro absurdo), e como marco separador da primeira e segunda volta do Campeonato (uma terminando no fim de Dezembro, outra iniciando-se em Fevereiro). Teríamos, pois, uma volta inteira sem pausas, as eliminatórias das Taças, outra volta inteira sem pausas, as finais das Taças, e por fim as selecções.

Se no plano internacional estamos dependentes dos desígnios e humores da FIFA, quanto ao resto, com um pequeno esforço organizativo, talvez fosse possível mudar. O adepto agradecia."


Luís Fialho, in O Benfica


PS: O Fialho 'esqueceu-se' das competições europeias (Champions e Euroliga)!!! Concordo com a demarcação das épocas (clubes/selecções), mas também gostaria de ver uma altura do ano dedicada especificamente às competições europeias (as equipas que não se qualificarem para as competições europeias poderiam ter uma II Taça da Liga, como competição de consolação, para manterem a actividade...). Após o final dos Campeonatos europeus, 45 dias (mês e meio), seria suficiente para realizar a Champions e a Euroliga:

-Taça da Liga como torneio de pré-época em Agosto, Campeonatos a começar em Setembro e a terminar final de Março, principio de Abril; Competições Europeias de Abril a final de Maio; Selecções até ao início de Julho!!! A única competição que podia 'durar' toda a época seria a Taça Nacional (da Federação), desde que houvesse uma coordenação Europeia na marcação das datas em todos os países, simultâneamente (ou então seria jogada tal como o Fialho 'recomenda' entre a 1.ª e a 2.ª volta dos respectivos Campeonatos)...

Os maiores

"1. Duas notícias (importantes mas que terão passado despercebidas a muita gente) da passada sexta-feira. Numa delas, refere que o Benfica é o 8.º de sempre da Liga dos Campeões, num ranking elaborado pelo jornal francês L'Équipe, fundador da competição, que atribui pontos aos vencedores, finalistas vencidos, semi-finalistas e clubes que atingem os quartos-de-final. O Benfica soma 217 pontos contra 138 do FC Porto (11.º) e apenas 39 do Sporting (48.º). A outra notícia salienta que o Benfica é o único Clube português que entra no top-30 das marcas mais valiosas do Futebol europeu, sendo avaliado em 56 milhões de euros (28.º lugar), segundo o relatório anual da consultora Brand Finance. A classificação é liderada por Manchester United, seguido do Real Madrid e Barcelona.


2. 'O FC Porto é um grande clube europeu em termos de ranking mas pequeno no tratamento destas questões, porque se não tinha capacidade financeira para adquirir dois dos nossos melhores jogadores, não deviam ter negociado' (...) 'Não se preocuparam em dar-nos uma explicação, apesar das nossas inúmeras tentativas para chegar à fala com algum responsável'. As queixas, transcritas no insuspeito 'O Jogo', são de Pierre François, director-geral do Standard de Liège, que acusa o FC Porto de ainda não ter pago, conforme o acordado, os passes de Defour e Mangala, adquiridos em Agosto por 6 e 6,5 milhões de euros, respectivamente. Mas o director-geral do clube belga disse mais: 'O Benfica teve um comportamento completamente diferente e procedeu ao pagamento acordado, mal recebeu o certificado internacional de Witsel.' É um dirigente belga quem o afirma...


3. A polícia fez agora uma rusga à Juventude Leonina, de que resultou uma prisão preventiva e oito elementos com termo de identidade e residência, quatro deles impedidos de ir a jogos. Os No Name Boys já haviam sido alvo de investigação idêntica há uns meses. Estes (e outros) grupos de adeptos integram numerosos elementos muito válidos, que têm como (louvável) objectivo o apoio aos seus clubes. Mas, infelizmente, albergam no seu seio também alguns elementos indesejáveis, que devem ser irradiados do Futebol e devidamente punidos. Só se estranha é que as acções (louváveis) levadas a cabo em Lisboa não sejam seguidas a Norte do País, onde haveria - certamente - muito para 'limpar'..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Em Proença-a-Nova

"Os telespectadores pediram e a Benfica TV tornou possível. A ideia de João Gomes, presidente da Casa do Benfica de Coimbra, rapidamente alastrou ao restante auditório do canal. Milhares de chamadas, de pedidos, de emoções expressas tornaram o evento inevitável. E, após Vila de Rei, naquele que foi o encontro mais central possível, para reunir adeptos de todos os cantos de Portugal, veio Proença-a-Nova em 2011, a 1 de Outubro.

Pelo segundo ano consecutivo o programa «Em Linha» realizou o seu almoço, reunindo o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, os responsáveis pelas Casas do Benfica, os profissionais da televisão do Clube e os benfiquistas que diariamente sintonizam o canal. É uma festa que se quer repetida enquanto o 'Em Linha' existir.

Entre participantes, debateram-se sugestões de uma data fixa, de um pic-nic e até da organização de uma competição específica - malha, damas, dominó, ou outras - no mesmo dia. A organização, liderada pelo homem do projecto das casas, Jorge Jacinto, contou ainda com outra figura que constitui um motivo de orgulho para os benfiquistas: Ricardo Araújo Pereira. Desde 2008 que a Benfica TV convida o Ricardo, bem como o Tiago Dores e o Miguel Góis, para abrilhantar a antena com o humor certeiro e corrosivo, visceralmente vermelho e incondicionalmente glorioso, mas mesmo sem os ter presentes com a frequência desejada a verdade é que ocasiões como a de Sábado passado servem para matar saudades. Com amigos como o RAP e como os telespectadores que nos observam e apoiam todos os dias, a Benfica TV está bem e recomenda-se.

Obrigado a todos quantos nos fazem trabalhar melhor em nome do Clube que nos une. E até ao almoço de 2012 marcamos encontro neste canal, dia após dia, à hora do costume."


Ricardo Palacin, in O Benfica

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Superiores



Benfica 3 - 0 Marítimo

25-18, 25-11, 25-15


Uma entrada no jogo ainda a 'festejar' a vitória da Supertaça, deu mau resultado... obrigando o professor Jardim a 'puxar' (aos gritos) pela equipa... o facto da equipa ter começado o jogo com muitos jogadores novos não é desculpa... Só a partir do 2º tempo técnico, a equipa começou a 'carburar'!!! A dupla substituição, para manter o Distribuidor em zona defensiva, mesmo que temporária, teve um impacto muito positivo, o Gaspar e o Miguel neste momento têm outro andamento!!!

Das novidades, destaco o Ché, depois do mau início, embalou e esteve muito bem. O Kock também não engana, falta algum entrosamento, mas tem qualidade... Na minha opinião só o Kibinho esteve abaixo do esperado.

Dos 7 titulares (com o Libero) da Supertaça, só o Flávio Cruz, o Zelão e o João Coelho jogaram a titular (o Magalhães entrou para fazer alguns minutinhos), o Gaspar e o Miguel tiveram duas entradas curtas, mas importantes... apesar da grande diferença de valor do nosso opositor de hoje, provou-se que o plantel desta época é mais equilibrado, algo que o professor Jardim vai aproveitar para rodar todos os jogadores durante as muitas jornadas duplas deste Campeonato.

Admiração por Jorge Jesus

"Jorge Jesus é o melhor treinador que o Benfica teve nos últimos 15 anos. Não por dar grandes conferências de Imprensa - nisso Quique Flores era melhor -, não por falar fluentemente muitas línguas - aspecto em que Jupp Heynkes era superior -, não por usar elegantes fatos dos melhores alfaiates -, nisso Trapattoni seria imbatível -, mas pelo simples facto de pôr o Benfica a jogar o melhor e mais bonito futebol. Apenas por perceber de futebol.

Das duas épocas que treinou o Benfica, uma foi a melhor dos últimos 15 anos e na outra, que não foi boa e ficou aquém dos objectivos, ganhou um título, levou a equipa a uma meia final europeia (soube a pouco) e a desgraça do Campeonato foi ser segundo.

Jorge Jesus terá defeitos, como todos, terá até coisas em que pode melhorar, mas não lhe reconhecer que revolucionou para melhor o futebol do Benfica é de uma injustiça que não aceito, e falta paciência para alguns intelectuais de pacotilha.

Não sei o que ganhará este ano, mas sei que vai disputar todos os jogos com uma ambição de ganhar, sei também que o Benfica vai jogar bem e marcar muitos golos. Assim gosto mais de ir ao estádio.

Eu assumo a minha admiração pelo treinador de futebol Jorge Jesus que não espero que ganhe o Nobel da literatura, mas sei que tudo fará para pôr o Benfica campeão.

Sobre Aimar penso a mesma coisa que Messi: é o meu herói, joga como poucos e delícia quem gosta de ver futebol bonito. Inteligência em movimento, arte pura quando abre o livro, o bilhete é sempre barato quando Aimar está em campo.

Boa vitória a de José Jardim na Supertaça de Voleibol na última quarta-feira. Foi muito justa a dedicatória a Rui Mourinha, homem que lidera a Secção há muitos anos, e passa agora por momentos difíceis. Parabéns José Jardim e força Rui Mourinha, que temos muitas conquistas para alcançar juntos."


Sílvio Cervan, in A Bola

Zombaria

"Foi um Benfica mais higiénico que bateu com toda a justeza o Paços de Ferreira? A verdade é que Javi Garcia não jogou. Javi Garcia? Esse mesmo. Aquele que é, na opinião de um tal Tavares, 'o jogador maus sujo da I Liga'. O conceito foi escrito no rescaldo da recente igualdade no Dragão, depois de um jogo que os portistas queriam vencer a todo o custo.

O Tavares ficou ressabiado, o Tavares pensava que o FC Porto ia bater o Benfica, quiça golear como havia feito na última temporada. O Tavares descompôs-se na prosa que escreveu. O Tavares viu o que mais ninguém viu. O Tavares viu um FC Porto superior ao Benfica. O Tavares viu com olho azul, olho que se não é cego só pode ser vesgo.

O Tavares tem ódio ao Benfica. O Tavares debita, debita, debita... Debita baboseiras, debita asneiras, debita calinadas. O Tavares, há anos, teve o desplante de dizer que era mais difícil ser portista em Lisboa do que muçulmano na Bósnia. O Tavares pode ser levado a sério?

O Tavares não entende nada de bola. O Tavares nem do FC Porto percebe bóia. Também há anos, num escrito sobranceiro, corria 87, o Tavares aventou que o FC Porto jamais poderia ser campeão europeu com um jogador como Frasco na intermediária. O Tavares sabe que o seu clube acabou por ser campeão europeu, ficou a saber a influência que Frasco, um magnifico executante, acabou por ter no desfecho do despique. O Tavares pode ser levado a sério?

O Tavares irrita a gente. O Tavares, sobretudo, diverte e gente. O Tavares até faz falta. O Tavares é uma pérola catita no anedotário da bola. O Tavares não é do Benfica e jamais poderia ser. O Tavares é do FC Porto e só poderia ser."


João Malheiro, in O Benfica

Comunicação

"Engana-se todo o que olha para o futebol e o considera essencialmente como uma actividade física. O futebol é antes de qualquer outra coisa uma actividade humana.

Nesta perspectiva percebe-se a importância da comunicação no desempenho do futebolista, da equipa, do clube. Perceber qual o tempo e o modo da mensagem é, quase sempre, tão importante como a própria mensagem. É impensável ter uma equipa onde não há uma cumplicidade entre os seus membros. É impensável a cumplicidade numa liderança equívoca ou que comunica numa polifonia de vozes contraditórias.

Muitos não sabem, mas o último título de campeão vencido pelo Benfica foi alicerçado também num esforço enorme de comunicação abrangente, envolvendo muitos benfiquistas e com uma definição clara de objectivos. Percebemos a mensagem, interpretámos correctamente o tempo e o modo, agimos em conformidade e, desde o futebolista sem lugar a titular até ao adepto de bancada, passando pelo treinador, dirigentes e diferentes meios de comunicação do grupo Benfica (sítio na internet, jornal, televisão, revista) toda a gente comunicou um benfiquismo feito de abdicação de interesses próprios em prol do interesse colectivo.

Desde o início desta época que noto com agrado um renovado esforço na comunicação, na tentativa de aglutinar o clube em torno de um rumo comunicacional. Concordando ou não, esse rumo está lá, existe e tem sido cumprido. Por vezes, o que o pode fazer desmoronar é a ausência de vitórias. Felizmente, estas têm surgido. Resta agora que saibamos todos, desde os técnicos ao atleta menos utilizado, passando pelos dirigentes, lidar com o tempo e o modo da comunicação em tempo de vitória."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Pablo Aimar

"Lionel Andrés Messi disse um dia destes que o seu ídolo «era e ainda é Pablito Aimar». A declaração do Bola de Ouro encheu de orgulho o visado número 10 da equipa do Benfica, e também, como é natural, toda a Nação Benfiquista. O elogio do melhor jogador de Futebol do Mundo transborda sinceridade e algum carinho que Pablo César Aimar merece inteiramente. Com sete anos de diferença à maior em relação ao actual Bola de Ouro, Aimar tornou-se referência num país e num sub-continente que respiram e transpiram Futebol jogado com arte e, assim, conquistou a Europa e o Mundo. Diego Maradona chegou em tempos a dizer que Pablo Aimar era «o único jogador por quem valia a pena pagar bilhete». E, verdade se diga, se Aimar «ainda é» o ídolo de Messi isso acontece porque o Benfica trouxe de novo à ribalta do Futebol um jogador que faz parte da constelação de estrelas do maior espectáculo do Mundo. E Pablito correspondeu com a sua técnica, arte, visão de jogo e incomparável elegância.


'...Eu quero ser para ti a camisola dez
Ter o Benfica todo nos meus pés...'
João Monge e João Gil


Para além de tudo o que joga, e que é muitíssimo, Pablito Aimar é também um homem simples, recatado, que não vende a vida privada para ganhar capas de revistas e conquistar louros de papel. Mas ao envergar o equipamento - aquela camisola 10 de tantas gloriosas referências no Benfica - e entretanto em campo, Pablito Aimar transfigura-se e transcende-se. O seu futebol é alegre, inteligente, criativo e eficaz, jogando e fazendo jogar a equipa. E, se bem repararam, o Futebol de Aimar tem perfume, tão fresco como o cheiro da relva aparada e molhada, mas acrescentado pelas essências com que os deuses do futebol ungiram alguns eleitos."




João Paulo Guerra, in O Benfica

A ridícula 'febre' dos números

"Foi o presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt que, no período do 'new deal', criou a figura de referência dos '100 dias de governação', a qual, desde então e sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial, nunca mais deixou de fazer carreira na prática dos governos democráticos que gostam de prestar contas. Portugal, desde o 25 de Abril, não tem sido excepção a esta regra. O pior é que esta 'febre' numérica e estatística se transmitiu ao mundo do Futebol, por vezes de forma ridícula. Durante as transmissões televisivas e radiofónicas de jogos, em que é sempre preciso arranjar assunto para preencher os tempos mortos, ficamos a saber que o guarda-redes X ou Y está há 873 minutos sem sofrer golos, que o defesa K ou W está há mil minutos a jogar sem descontinuidade na condição de titular ou que um qualquer ponta-de-lança está há 1.500 minutos sem conseguir marcar. O poder do ouvinte-espectador é assim obrigado a recorrer à calculadora do telemóvel para conseguir trocar esses números arredondados por jogos, tarefa de estatística que está longe de ser fácil, mas que sempre ajuda a justificar a contratação de 'especialistas' para apoiarem o que verdadeiramente conta, ou seja, a informação que é relevante.

Este exibicionismo numérico e estatístico torna-se até irritante, se dermos por nós a pensar na forma como nos distrai do que verdadeiramente importa. Por este andar, teremos em breve jogadores a fazer a festa dos dois mil minutos de titularidade, dos 10 mil minutos na baliza ou dos cinco mil minutos sem sair do banco. Se tal acontecer, fará lembrar os artistas que passam a vida a comemorar os mesmos anos de carreira, como se o tempo não passasse por eles e por nós e tudo se resumisse e efemérides e operações de 'marketing'. Felizmente que a vida é muito mais feita com pessoas do que com números, queira ou não queira a 'troika' a quem executa as suas ordens imperativas."


José Jorge Letria, in O Benfica

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Para além do limite do razoável

"Há místicos que entendem o apoio a Fernando Gomes como mais um passo para se prove, de dez em dez anos ou de cinco em cinco anos, que o Bem até pode vencer.



CAUSA perplexidade a inquietação entre muitos, mas mesmo muitos, benfiquistas este facto, aparentemente bizarro, de o Benfica apoiar com insuspeita frontalidade a veemência a candidatura de Fernando Gomes, ex-administrador da SAD do FC Porto, à presidência da Federação Portuguesa de Futebol agora que, pela norma vigente, a dita Federação vai reocupar-se dos negócios da disciplina e dos árbitros.

No momento em que, repito, o FC Porto tem um Fernando Gomes bi-bota na sua estrutura e um Fernando Gomes bi-presidente nas estruturas da Liga e da Federação, este entusiasmo do Benfica pela próxima nomenclatura superintendente do futebol português não deixa de causar pasmo.

Sobretudo entre aqueles que recordam, por exemplo, o facto de Fernando Gomes, o bi-presidente da Liga e da FPF, o homem em que o Benfica aposta para regenerar o sistema, deter funções de grande responsabilidade no FC Porto à época em que outros responsáveis do clube, portanto todos colegas, tratavam pelo telefone dos negócios da disciplina e dos árbitros usando uma rebuscada terminologia que levou a Polícia Judiciária e o Ministério Público a suspeitarem de graves maroscas contra a verdade desportiva.

Felizmente que para o bom nome de todos e para a tranquilidade geral, os juízes que julgarem esses casos não encontraram o mais leve indício de práticas mal sãs, pelo que todos os acusados saíram ilibados e em ombros, com excepção das gentes mais modestas do Boavista e do Gondomar que ainda hoje arcam com as consequências práticas dessa maré de investigações judiciais.

De tudo isso, para o FC Porto apenas sobrou um leve empalidecimento das suas muitas glórias, uma sombrazinha de mau aspecto e nada mais.

Se é verdade que Fernando Gomes nunca foi escutado a encomendar almocinhos para árbitros rebeldes nem fruta de dormir para árbitros da corda, também é verdade que nunca Fernando Gomes, o bi-presidente, não o bi-bota, se demarcou desses modos vigentes durante a sua vigência como administrador da SAD do FC Porto. Mas também nunca ninguém, nenhum jornalista, por exemplo, e confrontou directamente com a questão.

E, presentemente, temos o Benfica, que tanto de deliciou com o processo Apito Dourado, a apoiar com firmeza a entrega da disciplina e dos árbitros ao ex-colega de Pinto da Costa nesse período áureo da fruta, do café com leite e das chantagens fantásticas, lembram-se?

Não admira que haja benfiquistas confusos com estas coisas. Uns por terem a mania da perseguição, o que é uma doença, outros por terem a certeza da perseguição, que é um facto.

Outros, de cariz mais místico, entendem que o apoio a Fernando Gomes é mais um passo deste martírio que devemos suportar com um sorriso beato nos lábios para que se prove de dez em dez anos ou de cinco em cinco anos que o Bem até pode vencer como aconteceu em 1993/94, em 2004/05 e em 2009/10. E, assim, campeões mais ou menos bissextos, continuaremos a municiar o nosso registo martirológico com novos dados sempre surpreendentes.

Pessoalmente não me revejo em nenhuma destas filosofias que atormentam os meus consócios no que concerne à eleição de Fernando Gomes como presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

E, certamente que por portas travessas, dou razão a Luís Filipe Vieira no seu apoio declarado ao ex-administrador da SAD do FC Porto.

Porque, francamente, isso é coisa que não tem importância nenhuma e não decide campeonatos.

Sabem o que decide campeonatos?

É jogar bem futebol. Tome-se o exemplo do jogo de sábado passado com o Paços de Ferreira, no Estádio da Luz. O árbitro, que se chama Bruno Esteves, portou-se como um verdadeiro herói, utilizando a nomenclatura em voga. E os seus fiscais-de-linha portaram-se também de modo heróico.

Um golo mal anulado a Cardozo, uma série absurda de foras-de-jogo mal assinalados em desfavor do Benfica, duas grandes penalidades por assinalar contra os visitantes, um cartão amarelo de gargalhada a Gaitán... e nada disto impediu que o Benfica partisse sempre de alma renovada e cheio de força nas pernas para cima do Paços de Ferreira que saiu vergado a uma derrota expressiva.

É assim que se ganham campeonatos, a jogar bom futebol e sem choradinhos, sem culpar o presidente da Liga ou presidente da Federação, ou os dois em um, sem blasfemar contra árbitros vendo em cada fora-de-jogo mal assinalado uma salva de prata carregada de fruta subindo pelas escadas de serviço de uma qualquer unidade hoteleira de 5 estrelas rumo ao quarto 1893, curiosamente, o ano da fundação de grande rival.

Deixemos, portanto, o Bruno Esteves em paz. Esteve mal na Luz no jogo com o Paços de Ferreira como também já tinha estado muito mal em Paços de Ferreira no jogo com o Vitória de Guimarães, deixando os homens do berço da nacionalidade à beira de um ataque de nervos.

Será caso para se concluir apressadamente que Bruno Esteves nasceu na Mata Real? É sócio do Paços de Ferreira deste pequenino? Quando era jovem militava entusiasticamente na claque Yellow Boys?

Não, de modo algum.

É apenas caso para dizer que se trata de mais um mau árbitro que conseguiu ascender à primeira categoria e que por ser ainda jovem vamos ter de o ver evoluir ao longo de muitos, muitos anos.

E perante isto o que interessa se Fernando Gomes é ou não é o presidente da Liga?

Preocupe-se o Benfica em ter bons jogadores, bons treinadores, em mantê-los, em manter viva uma alma competitiva que lhe está no código genético e não haverá árbitros fanáticos do honrado Paços de Ferreira nem bi-presidentes que o passam atormentar para além dos limites do razoável.



PARA além do limite do razoável, este tipo de situações não ocorrem apenas em Portugal. Tome-se o exemplo do jogo do Zénit de São Petersburgo com o FC Porto na semana passada. Os russos ganharam de forma inapelável, viram um golo seu mal anulado por um fora-de-jogo que não existiu e viram validado o golo do FC Porto, obtido em posição de fora-de-jogo.

E qual foi o resultado? 3-1 a seu favor. E porquê? Porque o Zénites não se deitaram a chorar sobre os erros de um árbitro estrangeiro e neutral, antes preferiram cavalgar para cima do adversário e arrecadar os 3 pontos com eficácia e pragmatismo.


DANNY não vai estar amanhã no Estádio do Dragão e representar a selecção nacional no jogo com a Islândia. Foi acometido de um mal que o impede de dar o seu contributo à equipa de todos nós. A FPF ainda não esclareceu qual o problema que aflige Danny e a imprensa, sempre atenta, tem avançado com várias hipóteses.

Quanto a Danny, silêncio. Nem uma palavra sobre o assunto proferiu o número 10 do Zénit, o que se respeita mas não deixa de causar surpresa a suscitar especulações.

Que não seja nada de grave, é o que se deseja.

Mas é uma pena Danny não aparecer amanhã pelo Estádio do Dragão. Em primeiro lugar porque é um excelente jogador. Em segundo lugar porque seria curioso vermos como é que a afición portista iria receber em sua casa o artista que festejou de modo tão pouco ortodoxo o bonito golo que apontou contra o FC Porto, lá longe, em São Petersburgo.

E estes pormenores animam sempre os espectáculos."



Leonor Pinhão, in A Bola



PS: O problema da teoria da Leonor, é que ganhar como fizemos com o Paços, mesmo com uma vergonhosa arbitragem, só resulta algumas vezes... quando o valor das equipas é mais equilibrado, dificilmente se consegue corrigir a inclinação somente com suor e talento, e ao fim de 30 jogos só com uma grande diferença de competência dentro das quatro linhas, é que podemos aspirar a superar os sucessivos erros, uns contra a nossa equipa, e os outros a favor dos do costume...

O Zenit, também venceu, mesmo prejudicado em alguns lances, mas aqui a equação é outra: como os erros foram consequência de incompetência, e não foram premeditados, quando o árbitro observou uma falta para 'vermelho', para um jogador Corrupto, não hesitou... e justiça foi feita.

A vida do treinador

"As coisas correm mal? Solução sempre disponível: muda-se o treinador. Assim é no luso futebol. A fronteira entre o «nosso treinador» («forever» ou «até ele querer») e dispensado treinador mede-se por milímetros de causalidades. Às vezes, um simples acaso segura um treinador, outras vezes o afasta, na esperança de um qualquer incumbente milagreiro que tudo mude na aparência.

Nas últimas semanas assistimos a alguns desses acasos no Campeonato, Domingos Paciência viu desaparecer as nuvens negras quando a dez minutos da hecatombe em Paços de Ferreira, a sua equipa virou um 0-2 em 3-2 sem que se percebesse porquê. Vítor Pereira passou rapidamente de categórico treinador principal a adjunto de um treinador ausente e perto de ser condenado não fosse o Danny e companhia não terem marcado mais um ou dois golos na Rússia. Em Leiria, com Cajuda (um bom treinador), atribui-se à sua mudança do clássico bloco de apontamentos para a tecnológico iPad a vitória sobre o Braga. Um novo gadget que, pelos vistos, atrai melhor a atenção dos jogadores cujos tempos livres são ocupados com playststions e derivados! Um Cajuda que ajuda...

E no Benfica, a jogar um soberbo e vivo futebol, sabe-se lá porquê o seu presidente não escolheu melhor altura para criticar publicamente o seu treinador (isso não se deverá fazer dentro do clube?) e elogiar, com um desajeitado cinismo táctico, o treinador do principal adversário.

É difícil a vida de treinador... É sempre o culpado. Herói ou vilão numa semana, num dia, num instante. Basta a bola ir à trave ou um penalti não ser convertido. Ou advir de uma mesma substituição que tanto pode definir um génio visionário como um incompetente timorato."


Bagão Félix, in A Bola

Os lances que a gente discute

"Com o Luisão, só comigo é que aquilo não foi falta. Há histórias com esse árbitro do encontro com o Benfica que eu não posso contar porque isto está a gravar.

Ricardo

no sábado, em entrevista ao expresso


Uma coisa é discutir a expulsão de Rinaudo. As leis de jogo distinguem entre «imprudência», que «significa que o jogador ou as consequências do seu acto para o seu adversário», e que vale cartão amarelo, e «força excessiva», que «significa que o jogador faz uso excessivo da força, correndo o risco de lesionar o seu adversário», e que tem como consequência a expulsão. Dizem ainda que «um tackle que ponha em perigo a integridade física de um adversário deverá ser sancionado como falta grosseira», que também vale o vermelho. Que Rinaudo foi imprudente não há dúvida. Terá havido força excessiva? Eu acho que não - pelo menos maldade não houve -, mas admito que me digam que sim, ou que pôs em perigo a integridade física do adversário.

Outra coisa, bem diferente, é olhar para um lance em que um jogador não toca noutro e achar que há falta. Aconteceu por exemplo em 2005, num Benfica-Sporting, em que Luisão saltou com Ricardo, marcou de cabeça e deu o título às águias.

É lance que nem merece discussão. Já passaram mais de seis anos, mas Ricardo continua a achar que sofreu falta. Como diz um colega meu, talvez pense assim porque de todos os milhares de olhos a ver pela televisão os dele eram os únicos que estavam fechados naquele momento.

Eu acho que o meu colega está a ser mauzinho... Só porque no Euro-2008, nos quartos-de-final com a Alemanha, Portugal foi eliminado e o Ricardo sofreu três golos indo sempre à bola com os olhos bem fechados, como as fotografias documentam."


Hugo Vasconcelos, in A Bola

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Supertaça é nossa...!!!





Benfica 3 - 0 Fonte Bastardo



25-23, 25-21, 25-21




Excelentes indicações. Como escrevi ontem, tenho muitas esperanças (quase certezas) na qualidade do Miguel Tavares (Rodrigues para a SportTV!!!), o problema: 'Distribuidor', pode perfeitamente ser resolvido com a 'prata da casa', independentemente da qualidade do atleta Húngaro que chegou recentemente para essa posição. Vi alguns da Selecção este Verão, o jovem Distribuidor Tiago Violas, titular da Selecção, que chegou a ser falado como contratação do Benfica, fez alguns bons jogos (outros nem por isso), mas muito sinceramente acho que o Miguel, está ao mesmo nível. Hoje cometeu alguns erros, mas além do talento, mostrou muita garra, frieza nos momentos decisivos e espírito vencedor... Tinha alguma expectativa para ver o Honoré, e posso admitir que fui surpreendido positivamente!!! Grande bloqueador, e sabe atacar, com o Kibinho (e o Zelão) que hoje 'quase' não jogou, acho que temos um trio de centrais de boa qualidade. Uma palavra para o Roberto Reis: agora és jogador do Benfica, portanto habitua-te a erros de arbitragem!!!



Creio que este Fonte Bastardo será o nosso principal adversário no Campeonato, Sp. Espinho contratou muitos jogadores, terá uma equipa forte, mas ainda não confirmou estar ao nível destas duas equipas. Hoje estivemos muito bem no final do 1º Set, muitíssimo bem no início do 2º Set (era desnecessário o relaxamento no final do Set). Tivemos muitas dificuldades no 3º Set, mas a recuperação após o último tempo técnico foi imparável. Temos equipa, e com o espírito guerreiro do nosso professor Jardim, tenho esperança que este seja um grande ano para a modalidade encarnada... Talvez o grande 'adversário' seja mais uma vez o calendário, é preciso manter a concentração durante toda a época, mas o sucesso da época decide-se somente na última semana, na final, em 3 jogos!!!


Excelente 2ª parte



Fundão 1 - 7 Benfica

Mulheres à Benfica!!!



Benfica 24 - 10 Técnico



Faço aqui no blog, pela primeira vez, uma referência à equipa feminina de Rugby do Benfica!!! Hoje, venceram a Supertaça. Este troféu é só mais um 'caneco', algo natural para esta secção do Benfica, esta equipa nas últimas épocas tem ganho praticamente tudo, Campeonatos, Taças... até em Sevens!!!

Relembro que a base da Selecção Nacional é equipa do Benfica, e têm obtido resultados muito interessantes... Como quase todas as modalidades colectivas femininas em Portugal, o nível competitivo não é muito elevado, mas numa modalidade bastante física, onde é obrigatório muito espírito de sacrifício, as nossas 'meninas' merecem um grande aplauso...!!!

Obrigado António Pedro...


Fonte: Master Groove
Deixo aqui o meu singelo agradecimento ao António Pedro Vasconcelos, pelo serviços prestados por ele ao Sport Lisboa e Benfica. A sua saída do programa Trio d'Ataque, é uma perda para o Benfica, foi sem dúvida o melhor representante Benfiquista neste tipo de programas. Nem sempre concordei com ele, mas a independência, a coerência, a educação com que marcou as suas presenças, só dignificaram o Benfica... Tal como no Estádio, onde somos 'treinadores de bancada', questionando as opções do treinador, em casa, assistindo a debates televisivos também somos 'treinadores de sofá', questionando as respostas, ou as 'não respostas' aos nossos representantes... mas friamente sou obrigado a admitir que se eu tivesse no lugar do APV (agora do Júlio Machado Vaz), ou do Gomes da Silva, ou do Seara, ou até da Leonor, provavelmente não aguentaria um programa inteiro já que a minha paciência para aturar os Porcos é muito reduzida, admito mesmo que o mais provável seria acabar o programa com uma sessão de pugilato!!!!


Ainda ontem, assistindo à despedida do APV, foram vários os momentos onde os impropérios saíram da minha boca!!! Alto e bom som:

-O gozo parvo do Lagarto (agora de peito feito, felizmente será sol de pouca dura...), com os elogios do APV a Jesus.

-Após APV realçar a apatia Academista com os Corruptos, que ainda não tinham sofrido golos em casa, o Huginho não se conteve, e relembrou (como não quer a coisa...) que a Académica também tinha sofrido golos na Luz!!! Insinuando, que a atitude da Académica foi igual nos dois jogos, quando não foi... Esta foi só mais uma das muitas observações parciais (Corruptas) que o mediador deste programa está habituado a fazer...

-No golo mal anulado ao Cardozo, a Santa Aliança voltou a manifestar-se: jurando os dois, a pés juntos, que o Cardozo estava em fora-de-jogo no momento do cruzamento do Matic, e portanto o erro ao marcar um fora-de-jogo inexistente após o remate do Bruno César, não era importante!!! O problema é que a imagem no momento do passe do Matic, nunca apareceu, nunca foi mostrada em nenhuma televisão!!! Portanto os dois estarolas, devem ter tido uma visão divina!!! Estilo 'pastorinhos'!!!

-Como é que a direcção editorial de um programa deste estilo, resolve não mostrar nos casos do jogo, Benfica-Paços, o penalty não assinalado sobre o Aimar?!!!

-Admito: se o Eddie da Foz, tivesse ontem à minha frente, tinha-lhe partido a fronha!!! Então, para evitar a óbvia constatação que o Benfica foi prejudicado pelo Bruno Esteves, inventou um suposto jogo da época passada, onde Bruno Esteves tinha escandalosamente beneficiado o Benfica, em várias situações: o Coentrão simulou um penalty, muito bem simulado, mas foi só isso. Não houve nenhum penalty sobre o Leonel Olímpio, nem houve expulsões perdoadas ao Benfica. Além disso o jogo acabou 2-0, e não 2-1. E o penalty mal assinalado, foi o 2-0, marcado pelo Kardec...

A lenta agonia do hóquei

"Terminou mais um Mundial de hóquei, cada vez mais espanhol. Já aqui escrevi sobre a lenta agonia deste desporto que fez as delícias de outrora. Empolgante, bonito, emotivo, mas que foi perdendo espaço, hoje limitado a uns míseros rodapés na informação desportiva.

Cada ano que passa o hóquei definha. É cada vez mais um desporto que não se dá o respeito. Sorteios manipulados, regras constantemente alteradas, protagonismo exagerado dos árbitros que, de facto, podem fazer um resultado a seu bel-prazer. O que se passou nas meias-finais entre Portugal e Argentina foi um vergonhoso exemplo para malfeitoria da arbitragem, pela mudança súbita de horário de jogo e pela indicação de juízes que eram parte interessada no desfecho final. Por fim, a mudança do esquema dos Campeonatos leva ao absurdo de, recorrentemente, por exemplo, Portugal estar num Mundial e nem sequer defrontar a Espanha e a Itália, e se entreter em fases pró-forma goleando uns ceguinhos.

Desfeito o sonho de ser uma modalidade olímpica, o hóquei limita-se hoje a Espanha (melhor dizendo, Catalunha), Portugal e Argentina. A Itália teve que levar ao Campeonato quarentões, a Inglaterra, a Holanda, a Alemanha, a Bélgica ou os EUA levam equipas excursionistas ou vão desaparecendo do cenário.

O hóquei foi incapaz de responder ao desafio da globalização desportiva. Em vez de se universalizar, virou-se para dentro num processo de autofagia sem a capacidade de atrair patrocínios que o pudessem desenvolver e espalhar.

A bolinha também não ajuda. Quase não se vê e, às vezes, só damos pelo golo porque os jogadores festejam o que supomos sê-lo...

Tenho pena deste caminho. Inexorável? Receio que sim."


Bagão Félix, in A Bola

Um amigo de sempre

"Pela primeira vez vou pronunciar-me publicamente sobre um convidado que tive oportunidade de entrevistar no meu programa, na Benfica TV. Do seu nome António Oliveira, conhecido na gíria futebolística por Toni, amigo há mais de 30 anos, dos tempos do restaurante 'A Nave',local onde se faziam almoços e tertúlias com jogadores do Benfica e também do Sporting. Estávamos no final dos anos setenta e foi com Toni que comecei a ganhar o 'bichinho' pelo Futebol. Para mim era um enorme ídolo, tal como o eram muitos outros jogadores da altura. Era uma salutar convivência aquela a que tive o privilégio de assistir com regularidade, pois muitos deles eram clientes assíduos de tal restaurante propriedade do meu pai. Neste local, e de forma genuína, muitos destes jogadores trocavam impressões sobre a vida, falavam abertamente sobre os problemas do dia-a-dia, trocavam galhardetes e piadas clubistas, coisas que, naturalmente, faziam as delícias de um menino com apenas 6 ou 7 anos de idade que tinha a sorte de as poder testemunhar.

Foi este amigo que entrevistei esta semana e, deixem-me dizer, que foi uma conversa franca, aberta e divertida. Toni revelou-nos o seu carácter de profundo humanista. Homem bom, genuíno e simples. Sem subterfúgios para dizer que Deus esteve com ele no dia dos 6-3 em Alvalade, mas corajoso para lembrar que não esquecia o jogo dos 7-1, quando muitos dos nossos adeptos, na chegada à Luz, o acusaram de ser o 'cancro' do Benfica. A perna partida a Marco Aurélio (jogador do FC Porto) foi outro momento ímpar desta conversa. Conhecedor do Futebol como poucos, fez uma retrospectiva da sua vida de futebolista e elegeu Mário Wilson como um treinador de excelência, não esquecendo o senhor Ericksson.

Foi uma hora de encantamento e de boas recordações com um amigo de sempre."


Luís Lemos, in O Benfica