Últimas indefectivações

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

UAARE: uma fórmula de sucesso

"As carreiras dos jogadores de futebol são caracterizadas pela diversidade de experiências em diferentes clubes, com muitos interlocutores directa ou indirectamente envolvidos nestas tomadas de decisão. Por se tratar de uma actividade de desgaste rápido, os efeitos do envelhecimento têm um impacto profissional mais precoce nesta população.
Os jogadores têm consciência que mais cedo ou mais tarde terão de assumir outros desafios profissionais. Assim, uma preparação responsável para o futuro deve começar logo na escola, e em estreita articulação com os clubes.
Foi neste sentido, para dar resposta às necessidades de preparação académica e conciliação do rendimento desportivo, que foram criadas as UAARE (Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola). As UAARE visam uma articulação eficaz entre a escola, os pais, as federações desportivas, e os municípios, para conciliar a actividade escolar com a prática desportiva de alunos e atletas do ensino secundário enquadrados no regime de alto rendimento ou selecções nacionais.
Como Responsável Nacional do Projecto foi designado o docente Victor Pardal, que se tem mostrado incansável na perseguição do compromisso entre a prossecução de resultados desportivos de excelência e a defesa do direito à educação escolar dos atletas.
Em cada uma das escolas envolvidas foram formadas equipas com o objectivo de desenhar, implementar e acompanhar o processo pedagógico e de apoio psicológico para cada um dos alunos envolvidos, de acordo com as suas necessidades específicas.
As UAARE têm tido um enorme sucesso na prestação desportiva e escolar dos alunos envolvidos, com índices de aproveitamento acima da média nacional, com um grande impacto junto dos pais e envolvimento da comunidade escolar (Directores, Professores, Psicólogos) e dos restantes agentes envolvidos (Municípios, Federações Desportivas, Centros de Alto Rendimento).
No passado dia 1 de Outubro foi celebrado o Dia Internacional do Idoso. A OPP partilha do princípio de que pequenas mudanças no ambiente e nas oportunidades que são disponibilizadas aos cidadãos podem ter consequências significativas no envelhecimento, permitindo prevenir as perdas associadas à velhice e promover uma adaptação bem-sucedida. As UAARE, são um exemplo de como é possível, intervindo precocemente, com o apoio de psicólogos, promover competências e potenciar a realização de transições profissionais com mais saúde e bem-estar."

Quem 'matou' a mudança? Suspeito 20 - Resistir à eficácia (parte 1)

"“O Clube ainda não está a ser eficaz” – pensava Mark Angie o Presidente do F.C. os Galácticos e continuava a reflectir – “há uns meses, liguei para a brigada dos homicídios empresariais, para descobrir quem é que estava a “matar” a mudança no Clube, e o Detective Colombo foi identificando não “quem”, mas “o que” e “o como” comprometemos a mudança, o que tem sido esclarecedor, mas ainda não estamos a chegar ao destino, aos resultados desejados. Porquê?”
Umas horas mais tarde, já no seu gabinete e com o Detective Colombo, a quem tinha ligado para se encontrarem, colocou-lhe a seguinte pergunta – “Detective Colombo, ainda não estamos a conseguir aquilo que desejamos. Fruto da sua experiência, no Clube, há alguma coisa que possa estar a comprometer a eficácia do Clube?” “Por que me chamou?” – perguntou o Detective Colombo. O Presidente hesitou – “não lhe acabei de dizer” - pensava, mas e ao mesmo tempo, dizia a si mesmo – “conhecendo o Detective com já conheço, a pergunta tem alguma intenção a considerar” e, depois de ponderar, enquanto olhava para a folha branca, em cima da sua secretária, onde fazia pequenos desenhos, com um lápis, disse – “porque o conhecimento é poder”. O Detective Colombo olhou o Presidente nos olhos e colocou nova pergunta – “porque é que o conhecimento é poder?”. O lápis do Presidente parou, enquanto olhava para a folha, parecia estar a encontrar a resposta, e acabou por dizer – “porque acredito que conhecer é compreender e quem compreende pode influenciar, melhorar”.
O Detective Colombo desvia o olhar para a enorme janela, de parede a parede, através da qual via o relvado do estádio, viu as redes para cima, várias pessoas a tratar a relva e das marcações e perguntou – “se conhecer é compreender, então o que é que as pessoas fazem, para melhorar o seu conhecimento e consequentemente influenciarem as situações?” O Presidente colocou o lápis sobre a mesa, levantou-se, deu a volta à sua secretária e voltou a sentar-se, mas no sofá em frente ao Detective Colombo, parecia sentir que podia estar a caminho de reconhecer algo importante e respondeu – “as pessoas vão recolhendo informação, formulando e testando hipóteses e construindo e revisitando os seus mapas cognitivos” – e chegou-se à frente, no sofá, como que curioso, com que o Detective Colombo lhe iria dizer, depois de uma resposta destas – “estive bem” - pensou. “Acreditar que conhecer é compreender e que quem compreende pode influenciar as situações, tem satisfeito as necessidades de eficácia do Clube?” – perguntou o Detective Colombo. O Presidente volta a encostar-se ao sofá, coloca o cotovelo sobre o apoio e leva a sua mão esquerda ao queixo, apoiando o polegar e deslizando os outros dedos para fora e para dentro e respondeu – "infelizmente não”. “Por que será?” – indagou o Detective Colombo. “Porque podemos tentar explicar a realidade, interpretando-a, porque ao explicarmos, podemos fazê-lo sobre mapas que distorcem, apagam e generalizam a realidade, como já vimos em conversas anteriores e porque há uma fraca ligação entre as pessoas e o que elas fazem” – devolveu o Presidente. A conversa estava a um bom ritmo, parecia que estavam a jogar ténis de mesa, com perguntas e repostas frequentes.
O Detective Colombo fez uma pequena pausa, parecia estar a preparar-se para “servir”, e depois de reforçar que o Presidente já estava consciente de dois dos factores que comprometem a compreensão, o que deixou o Presidente satisfeito, perguntou – “Presidente, recorda alguma equipa que tivesse uma ligação forte aos objectivos?”. O Presidente endireitou as costas, levantou o queixo, esbouçou um sorriso e devolveu a “bola” dizendo – “claro, a nossa equipa Campeã Intercontinental, que ligação, que determinação, que vontade de vencer, que capacidade para dar a volta aos resultados negativos” – enquanto olhou para cima e para a direita, parecia estar a reviver todas aquelas boas experiências. O Detective Colombo percebeu isso, fez uma pausa e, quando o Presidente voltou a olhá-lo nos olhos, perguntou – “o que é que essa equipa tinha de diferente?” e, sem hesitar, como que ávido por responder, o Presidente disse – “uma forte ligação emocional”.
“Uma forte ligação emocional” – pensava em voz alta o Detective Colombo e disse – “podemos ter a tendência para confundir conhecer com compreender racionalmente” – e após nova pequena pausa, continuou – “mas o conhecimento envolve quer a compreensão racional, quer a apreensão intuitiva, quer a ligação entre estes dois sistemas. Já explicou bastante bem o processo de desenvolvimento da compreensão, mas o que se passa entre o que conhecemos e o novo conhecimento?”.
“Temos de lidar com algo desconhecido” – respondeu o Presidente e, prontamente, o Detective perguntou – “o que sente nos momentos entre o que sabe e o que de novo passa a saber?”. Como que nunca tendo pensado nisso, o Presidente intuitivamente respondeu com um sorriso – “o caos”. “Sem dúvida” – começou por dizer o Detective Colombo e continuou – “entre o que é conhecido agora e o que será conhecido a seguir há o caos do desconhecido, uma turbulência ou o caos apreensivo. Como é que as pessoas podem ter a tendência para lidarem com esse caos apreensivo?”
O Presidente lembrou-se de muitas situações, quer na escola, quando estudava, quer no desporto, quando jogava, quer ainda como Presidente, sempre que teve de lidar com coisas que não conhecia e respondeu – “como a turbulência é desconfortável, podemos ter a tendência para desistir de aprender, para culpar alguém pelas dificuldades em aprender ou para apenas apoiarmos o conhecimento na apenas compreensão, algumas vezes interpretada, e consequentemente comprometer o conhecimento e a possibilidade de melhorarmos as situações” – depois de uma pequena reflexão, continuou – “estou a perceber, tal como uma moeda, o conhecimento tem duas faces. Uma, a face da compreensão racional e a outra, a face da apreensão intuitiva” – seguiu-se a uma nova e breve pausa, em que pensou o que é que podia ligar estas duas faces da moeda, lembrou-se que o Detective tinha dito que conhecimento envolve uma terceira situação e perguntou – “o que liga estes dois sistemas ou faces da moeda, a da compreensão e a da apreensão?”
“Aquilo que já identificou, que caracterizou a equipa que venceu a Taça Intercontinental” – respondeu o Detective Colombo. “Mas, em muitas das minhas experiências, a emoção era desconfortável. Por vezes, o desconforto era tanto, que preferia não sentir, e em imensas foi a fonte de muitos problemas entre jogadores, entre estes e os treinadores, estes e os dirigentes e entre a equipa e os apoiantes” – respondeu o Presidente. O Detective Colombo pegou na chávena de café, colocou-a na boca e, enquanto saboreava o café, lembrou-se da conserva com o Sr. Carlos (ver AQUI) e disse – “a emoção também pode significar desconforto, dor e sofrimento. Se assim for, tenderemos a evitá-la e, ao fazê-lo, acedemos a uma compreensão incompleta ou “contaminada”, não acedemos à apreensão, não ligámos a compreensão com a apreensão e não só não compreendemos a realidade, como também não conhecemos e, nas suas palavras, se não conhecemos, então não podemos influenciar as situações, mudá-las, melhorá-las e conseguir o que desejamos”.
“Já percebi” – parecia ter descoberto o Presidente e disse – “conseguirmos o que desejamos, sermos eficazes, exige conhecimento, mas o conhecimento é como uma moeda e tem sempre duas faces e uma aresta ou ligação. No caso da “moeda do conhecimento”, uma das faces é a compreensão racional, a outra é a apreensão intuitiva e a ligação (aresta) entre elas é a emoção ou melhor, a utilização inteligente das emoções ou o que habitualmente se designa de inteligência emocional, que permite lidar com o caos, que acontece entre o que é conhecido e o que será conhecido a seguir, com curiosidade, a “porta do conhecimento”, em vez de medo”.
“Parabéns Presidente” – começou por dizer o Detective Colombo – “acabou de descobrir vários factores que comprometem o conhecimento ou de resistência ao conhecimento, uma das três resistências à eficácia, que “matam” a mudança no Clube”. O Presidente ainda estava a digerir tudo, lembrava-se de ter lido um texto, que abordava a ideia de aprender com emoção ou da hipótese do marcador somático proposta por António Damásio, que agora fazia mais sentido, enquanto regressava à sua secretária e, para não se esquecer, escreveu – “acredito que conhecer é simultaneamente compreender, apreender e sentir - ligar ambos com inteligência emocional - e quem assim conhece pode influenciar e melhorar as situações”. Pela sua mente, passavam imagens, de situações passadas, como jogador, treinador e dirigente, mas também como pai, em que não conseguiu chegar onde desejava e de igualmente tantos colegas de escola, equipa e direcção que também podiam ter comprometido a sua eficácia, por conhecerem apenas parcialmente (compreenderem). Para não se esquecer, meteu a mão ao bolso, tirou uma moeda de 2 euros, olho para ambas as faces e tocou-as, o polegar sentia a face da compreensão da racionalidade, o indicador sentia a apreensão intuitiva a seguir e com o indicador e o polegar da mão esquerda, sentiu a aresta, a inteligência emocional. 
Entretanto, lembrou-se que o Detective Colombo tinha dito “uma das três resistências à eficácia” e perguntou – “Detective Colombo quais são as outras duas partes, para além da resistência ao conhecimento, que comprometem a eficácia e “matam” a mudança?” “Presidente, abordaremos essas situações, na próxima oportunidade, ok?” – respondeu perguntando o Detective Colombo. Com um misto de satisfação e curiosidade, o Presidente Angie respondeu – “acenou com a cabeça” – como dizendo – “muito bem Detective”."

O Brinco do Baptista #16 - Humor e Futebol

Europas!


Fim de semana preenchido

"Não obstante a sensação de pausa nas competições desportivas sempre que há paragens para os trabalhos da selecção nacional de futebol, a verdade é que, fruto do forte investimento benfiquista no seu ecletismo, é raríssimo o fim de semana em que não há diversas das nossas equipas em acção.
A nossa equipa feminina de hóquei em patins, que tem sido hegemónica desde que foi criada, disputará a Supertaça, com o CACO, no sábado, às 12 horas, em Coimbra no pavilhão Dr. Mário Mexia. Será mais uma oportunidade para as nossas atletas acrescentarem outro troféu ao vasto acervo do Museu Benfica – Cosme Damião, depois de, na semana passada, terem conquistado o Torneio de Abertura da APL e as equipas, também femininas, de basquetebol, futsal e polo aquático terem também vencido provas oficiais.
No futebol, a equipa B regressará à competição, após paragem devido à Taça de Portugal, visitando a Académica amanhã (sábado) às 11 horas. Os Sub-23 jogarão no domingo, às 18 horas no Seixal, frente ao Aves. Duas horas antes, também no Seixal, os Juvenis receberão o Portimonense. Os Iniciados visitarão o Real no domingo, às 11 horas. Mas ainda hoje, às 17 horas no Benfica Futebol Campus, teremos um Benfica-Belenenses em Juniores.
No andebol, a nossa equipa defrontará os croatas do RK Dubrava na 2.ª fase de qualificação da Taça EHF. Ambos os jogos serão disputados no Pavilhão n.º 2 do Sport Lisboa e Benfica e o apoio será fundamental para ajudar a ultrapassar este adversário. Os jogos serão realizados sábado, às 17 horas, e domingo, às 16h30.
No basquetebol, amanhã, às 15 horas, terá início o confronto com o V. Guimarães a contar para o Campeonato Nacional. Será a primeira jornada do campeonato numa temporada que se espera que signifique o regresso ao trilho do sucesso para as nossas cores. Apesar da eliminação na Liga dos Campeões do basquetebol e subsequente passagem para a FIBA Europe Cup, as indicações deixadas pela nossa equipa foram muito positivas.
No futsal, domingo, às 14h20, a nossa equipa será visitada pelo Portimonense num jogo a contar para o Campeonato Nacional, prova que lidera após o triunfo, na semana passada, ante o Sporting. 
Também algumas das nossas equipas femininas, além das nossas hoquistas, terão jogos em disputa este fim de semana. No andebol receberemos o Alavarium/Love Titles (sábado, 20 horas), no vólei visitaremos o CN Ginástica (sábado, 18 horas) e, no futsal, haverá o Benfica – Leões de Porto Salvo da primeira jornada do Campeonato Nacional (domingo, 18 horas).
Muito Benfica para ver e, sobretudo, para apoiar. #PeloBenfica

P.S.: Bernardo Silva é um jovem que sempre se distinguiu pela sua simplicidade, carácter e boa formação. Por onde passa deixa sempre saudades e consegue o feito de treinadores e colegas que com ele lidam serem unânimes nos elogios à sua natureza alegre e espontânea. No Benfica temos enorme orgulho no Bernardo e basta ver a forma como ele sente e expressa o amor ao clube onde foi formado e é o do seu coração para perceber o tipo de pessoa de quem estamos a falar. Transformar uma simples brincadeira entre dois colegas e dois amigos num tweet com intuitos racistas, e abrir um processo por conduta imprópria, demonstra e é sinal de uma doença dos tempos."

Benfiquismo (MCCCXII)

Azarada!!!

Aquecimento - rescaldo...

'Murphy' contratado para Alvalade

"'Ninguém está a ouvir uma pessoa, até ao momento em que ela comete um erro'. Eis o grande problema do actual líder sportinguista.

1. Não tenho por hábito debruçar-me demoradamente sobre assuntos da vida interna de outros clubes, que não os do meu Benfica. Mas, perante o que se vem passando no Sporting, entendi abrir uma excepção.
Para tal, socorro-me do que ficou conhecido por Lei de Murphy, sintetizada na frase se alguma coisa puder correr mal, então vai mesmo correr mal.
O engenheiro aeroespacial americano, Edward Aloysius Murphy foi, curiosamente, a primeira vítima da lei com o seu nome. Mesmo assim, houve quem dissesse que Murphy era optimista, de tal modo que, em jeito mais humorista, o escritor britânico Arthur Clarke formulou um ainda mais pessimista conjunto de leis, como, por exemplo, a de que ler manuais de computador sem o hardware é tão frustrante quando ler manuais sobre sexo sem o software.
Vejamos alguns exemplos de Murphy, que talvez nos digam algo sobre a agitação no clube leonino, entre azar, infelicidade, incapacidade, incompetência, inexperiência, engano, distracção, acaso ou tudo em conjunto.
Se deitarmos fora alguma coisa que temos há muito tempo, vamos precisar logo dela. Ora, se substituirmos coisa por pessoa, vem-me logo à cabeça Bas Dost.
Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável. O jogador Coates personifica tal asserção. Entre dois autogolos, três penáltis.
A fila do lado anda sempre mais rapidamente. Sobretudo a dos eternos rivais, que é como quem diz, a nossa crise é tão mais forte quanto mais não houver crises destas nos outros.
Ninguém está a ouvir uma pessoa, até ao momento em que ela comete um erro. Eis o grande problema do actual líder sportinguista. Fala pouco e parece ser pouco ouvido, mas quando, ainda na pré-época, afirmou peremptoriamente «acreditem no Sporting, para neste sítio onde estamos (relvado de Alvalade), a partir de Agosto, de 15 em 15 dias, tornarmos este estádio um verdadeiro inferno», o povão jamais esqueceu tal premonição.
Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo acaba por o piorar. Parece que é o que se tem passado com sucessivas pré-épocas que estão a acontecer pela época propriamente dita adentro.
Se está escrito «tamanho único», é porque não nos serve. Tamanho (entenda-se aqui, preço) único para transferir Bruno Fernandes deu no que deu: situação financeira mais constrangida, demora na construção definitiva do plantel, empréstimos à pressa no último dia do mercado e o referido craque a perder a cabeça por todo o lado e circunstâncias.
Quando nos telefonam,uma de três coisas acontece: se temos caneta, não temos papel; se temos papel, não temos caneta; e se dissermos que temos caneta e papel ninguém nos telefona. Se em vez de caneta, falarmos de Bruno Fernandes, se em vez de papel pensarmos em papel-moeda, percebe-se por que razão, no caso em apreço, nenhum clube, intermediário ou agente ligou ao Dr.Varandas, para levar o atleta para outro clube, por ser tanto o papel (-moeda) pedido.
Quando o pão com manteiga cai no chão, o lado da manteiga está sempre virado para baixo. Azar, sem dúvida. Veja-se o jogo da Taça da Liga. A equipa até criou muitas oportunidades de golo, só faltou quem as marcasse (e voltamos a Bas Dost).
Se está à espera que o corte seja transitório, ele vai ser definitivo. Isto tem a ver com a (falta) de paciência do clube, diga-se, aliás,de todos os clubes. Dizer-se que, nos próximos tempos, não se vai ser campeão é desportivamente incorrecto, logo não se diz, e querer-se afirmar como candidato na pole position é meio-caminho andado para nada ganhar.
Se acha que há quatro maneiras de uma coisa correr mal e se as ultrapassar, uma quinta possibilidade aparecerá imediatamente. Por isso, tudo focado no desempenho do agora quinto técnico da era Varandas, Jorge Silas. Além disso, houve o quinto golo do Benfica na Supertaça, cujo resultado o presidente do SCP resumiu numa frase: «Estou muito chateado, mas não estejam preocupados».
Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de o rectificar, em vez de melhorá-lo piora. Que o diga o desamparado Leonel Pontes.
O orçamento necessário é sempre o dobro do previsto. O tempo necessário é o triplo. Também aqui, os recursos sempre mais escassos - dinheiro e tempo - são adversários da lógica do imediato.
As variáveis variam menos que as constantes. Assim poderia concluir uma empresa de consultadoria ao analisar o tempo presente e a última década do Sporting.
As porcas que sobraram de um trabalho nunca se encaixam nos parafusos que também sobraram. Cada qual dará, no caso leonino, o nome às porcas e aos parafusos.
Se se está sentido bem, não se preocupe. Isso passa. Tudo o que começa bem termina mal. Tudo o que começa mal, termina pior. Exemplifique-se, quanto à primeira parte da rega, com a despedida de Peseiro e de Keizer e quanto à segunda parte, com a interinidade de Leonel Pontes.
Lembro-me, ainda de uma lacónica lei de Murphy por que todos já passámos quando compramos um electrodoméstico ou coisa semelhante: «Pilhas não incluídas». Um azar dos diabos, sejam elas alcalinas ou secas, ou de outra natureza desportiva.
Termino com duas considerações à Murphy, apesar de tudo esperançosas: a única forma de descobrir os limites do possível é ultrapassá-los em direcção ao impossível. Ou está: Tudo é possível, apenas não muito provável.

2. Vitória tangencial sobre um Vitória e empate conformado sobre outro Vitória, eis a semana futebolística do Benfica. É visível algum decréscimo de eficácia e de jogo esclarecido. Aliás, numa prova longa, qualquer campeão passa sempre por estas fazes menos conseguidas, na esperança de que a seguir o ciclo seja ascendente.Daí a importância de valorizar as vitórias, quer em Moreira de Cónegos, quer contra os sadinos, bem como a consistência defensiva (nos sete jogos do campeonato, não sofreu golos em cinco). Esta longa paragem do campeonato pode, nesse sentido, ser proveitosa, quando mais não seja para ter todo o plantel à disposição (coma excepção de Chiquinho) para recomeço daqui a um mês! Até lá... dois jogos cruciais para a Champions.
No comando, continua um improvável Famalicão, que já leva mais 11 pontos do que o Sp. Braga e - no momento em que escrevo, sem saber o resultado do SCP - com, no mínimo, mais 8 pontos do que os leões. Ainda sem derrotas e com o melhor ataque, a par do Benfica e do Porto. Também é de novidades destas que o nosso remediado campeonato necessita.

3. Mais uma gala para atribuir prémios gold para os artistas da bola. Confesso que já são tantas que, nem como uma cábula, as consigo distinguir. As festarolas são cada vez mais passadas a papel químico uma das outras, ainda que, às vezes, haja uns intrusos que perturbam a noramalidade da sociedade Ronaldo & Messi. No ano passado, Modric, este ano Virgil van Dijk. A coisa tem sido de tal forma que se tornou quase patologicamente chauvinista. Uns pelo Ronaldo, outros pelo Messi, outros ainda por nenhum deles. Na última gala, Messi ganhou e Ronaldo escafedeu-se, embora, em Turim, estivesse bem perto do mítico Scala de Milão. Ganhar é saboroso, mas não ganhar também pode ser honroso. Confesso, ainda, a discordância quanto à contabilidade que se releva para comparar candidatos. Ter ganho mais títulos e troféus do que outros (este ano, com Messi, até não foi bem assim...). Quer dizer que um notável jogador numa equipa que não ganha troféus internacionais, ou que seja da selecção de País de Gales, Escócia ou Montenegro, por exemplo, jamais pode ousar sonhar com uma qualquer Bola de Ouro. Elegem-se individualidades em função de sociedades. E das duas, uma: ou se enaltece o football association e não há a corrida individual de egos, ou se premeiam jogadores, mas não se têm as conquistas do grupo como primeiro e decisivo critério.

Contraluz
- Tempo: No chamado tempo de descontos e redescontos, é fartar vilanagem! Os roscofes de certos árbitros são sensíveis aos resultados e às cores. Digamos, roscofes inteligentes. Encolhem e esticam com o beneplácito da central dos relojoeiros.
- Moedas: No fim do jogo da Luz, o clarividentemente enviesado árbitro Tiago Martins terá - segundo o seu relatório - ficado com um hematoma por causa de uma moeda lançada sobre ele. Basta ver as imagens para perceber a encenação. Mas, que diabo, o que me custa a perceber é o impacto da moedinha no juiz. Tratava-se de 5 cêntimos cujas características são: aço com revestimento de cobre, peso de 3,92g, e diâmetro de 21,25 mm. Um míssil terra-terra, portanto. Ou melhor, bancada-relvado."

Bagão Félix, in A Bola

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Tudo dito!


Cova da Piedade e Jamor ficam perto, mas o caminho é longo e incerto

"O sorteio da terceira eliminatória da Taça de Portugal ditou a deslocação do SL Benfica ao terreno do Clube Desportivo da Cova da Piedade. A curta deslocação ao concelho de Almada terá lugar a 19 ou a 20 de Outubro, sendo o primeiro encontro dos encarnados após a pausa para os compromissos de selecções e o primeiro passo em direcção ao Jamor.
Militante da Segunda Liga, a turma de Setúbal ocupa, ao cabo de seis jornadas, a 14ª posição na tabela classificativa. Soma duas vitórias, quatro derrotas, sete golos marcados e dez sofridos. Defronta o campeão nacional na condição de visitado, precisamente a condição na qual amealhou os seis pontos alcançados no campeonato.
Na eliminatória já disputada para a prova-rainha, o grupo de Jorge Casquilha venceu, em Sines, o Vasco da Gama AC, por contundentes quatro golos sem resposta algarvia. Além do resultado, destaque para a “folha limpa” do CD Cova da Piedade: foi o terceiro jogo – em oito realizados – sem conceder golos. Havia sucedido em Matosinhos, numa partida a contar para a Taça da Liga (0-0, com vitória do Leixões SC nas grandes penalidades), e em Almada na recepção a Benfica B (vitória por 2-0).
O clube dirigido por Paulo Veiga, cuja SAD está nas mãos do investidor chinês Kuong Chun Long, tem na sua equipa principal um conjunto jovem (média de idades de 26,14 anos), na qual apenas Edinho (37), Robson (31), Sami (30) e André Carvalhas (30) são “trintões”. Além de jovem, o plantel à disposição de Casquilha é também bastante diversificado, com dez nacionalidades representadas – os nove brasileiros do plantel fazem do país sul-americano o mais representado. Assim, apesar da juventude, trata-se de um grupo, se não com experiência, com experiências bem distintas – além de Brasil e Portugal, também a China tem três representantes, bem como jogadores de sete países africanos.
Como transparece em alguns dados estatísticos, a defesa é o ponto fraco da turma de Almada. É no sector defensivo que o CD Cova da Piedade apresenta mais juventude e nomes menos consagrados e conhecidos pelo público nacional. 28 anos é a idade do mais velho jogador da linha recuada dos setubalenses, o ugandês Alex Kakuba. Do meio-campo em diante já proliferam futebolistas mais experientes: Sérgio Marakis, ex-CD Nacional, Sami, ex-Marítimo, Femi Balogun, nigeriano que passou pela Académica OAF e pelo CD Aves, e Edinho, internacional português por seis ocasiões, com um total de dois golos. 
Antes de receber o SL Benfica, a equipa de Almada recebe, no fim-de-semana precedente, o SC Farense, para a Segunda Liga. Já o campeão nacional e segundo classificado da Primeira Liga não joga até lá, mas defronta imediatamente a seguir – a 23 de outubro – o Lyon, no Estádio da Luz, num jogo fulcral para a sobrevivência encarnada na Liga dos Campeões. São, assim, esperadas mudanças nas águias, que, a julgar pelas mais recentes exibições, podem ser suficientes para que o CD Cova da Piedade se superiorize e leve de vencida o SL Benfica. Todavia, claro, o favoritismo teórico está do lado norte do Tejo.
Será já na nova legislatura que vamos descobrir se a má fase benfiquista não passa disso mesmo – uma fase – ou se o SL Benfica está, no que a esta época diz respeito, a caminhar para a Cova."

Zivkovic, um apagão na Luz

"Apontado pelos analistas como uma das grandes promessas do futebol sérvio, Andrija Zivkovic tem vindo a perder, gradualmente, espaço no clube da Luz.

De vento em popa
Chegou ao Benfica no verão de 2016, proveniente do Partizan, após um longo “braço de ferro” entre os encarnados e os crno-beli. Zivkovic era visto como um jogador importante para o plano desportivo das “águias”, tendo a sua contratação sido definida como prioritária pelo treinador, Rui Vitória. O sérvio protagonizou uma boa primeira época em Portugal, somando 1583 minutos (24 jogos) em todas as competições, aos quais juntou um golo e 11 assistências. A época seguinte seria de afirmação.

A afirmação
Foi no dia 21 de Janeiro de 2018 que Filip Krovinovic, à data o jogador mais influente das “águias”, sofreu uma lesão grave, colocando-o no boletim clínico dos encarnados até ao fim da temporada. Com o mercado de inverno prestes a encerrar e sem soluções óbvias para substituir o centrocampista, o pânico começava a instalar-se entre os adeptos benfiquistas.
Depois de uma primeira fase da temporada difícil para o emblema da Luz, com a eliminação da fase de grupos da Champions League após somar zero pontos e alguma inconsistência no que à qualidade de futebol praticado diz respeito, o Benfica ganhava agora um novo fôlego com a entrada de Zivkovic no onze titular.
Dotado de um fino recorte técnico e de uma excelente capacidade de condução de bola, Zivkovic fez com que as bancadas da Luz se esquecessem rapidamente do seu antecessor. O sérvio imprimia uma excelente capacidade de pressão sem bola, permitindo à equipa jogar com um bloco alto e recuperar o esférico mais perto do último terço do terreno. Aliado à intensidade que colocava em campo, Andrija também demonstrava uma excelente qualidade de passe e visão de jogo, desmarcando os colegas com passes milimétricos.
No final da época, Zivkovic já era visto por muitos como um titular indiscutível. Tinha somado 2063 minutos (30 jogos), marcando três golos e assistindo outros seis. O sérvio aparentava estar de pedra e cal no clube da Luz.

O apagão
No entanto, as boas exibições que tinha protagonizado na época passada, por lá tinham ficado. Zivkovic tinha agora um papel secundário no plantel encarnado e a chegada de jogadores como Gedson e Gabriel vieram retirar espaço ao astro sérvio. A entrada de Bruno Lage no comando técnico das “Águias” também não veio ajudar Zivkovic, visto que as características do sérvio não encaixam no modelo de jogo idealizado pelo técnico português.
Andrija Zivkovic ainda não somou nenhum minuto em jogos oficiais pelo Benfica na presente temporada, sendo já uma ausência regular dos convocados da equipa. Uma situação insólita, tendo em conta o valor do jogador e o que este já demonstrou poder dar à equipa num passado recente.
De titular indiscutível a reserva, o caso de Zivkovic é um exemplo claro do quão efémero pode ser o sucesso no mundo do futebol."

Uma equipa em sub-rendimento

"O Benfica revela dificuldade frente a equipas bem estruturadas

Gerir expectativas
1. Com a derrota na jornada inicial e face à exigência, anseios e expectativas dos seus adeptos que exigem uma equipa com dimensão europeia que prestigie a história e grandeza do clube nas competições internacionais, o jogo tinha para o Benfica um carácter decisivo e uma oportunidade única para a equipa entrar na discussão pelo apuramento. Bruno Lage procedeu a algumas alterações na equipa: entrada de Jardel para o eixo da defesa com a intenção de combater o poderio atlético e o jogo aéreo da linha ofensiva do Zenit; regresso de Gabriel, pretendendo tirar partido da sua qualidade na construção, visão e qualidade de passe nas saídas para o ataque.

Apatia e falta de agressividade
2. O Zenit iniciou o jogo exercendo muita pressão nas zonas da bola, a equipa do Benfica não conseguia fazer circulação e tinha muitas dificuldades em tirar a bola das zonas de pressão, cometendo muitos erros e errando passes em zonas perigosas. A equipa do Zenit, por sua vez, procurava fechar os espaços através de uma grande concentração de jogadores e quando recuperava a bola procurava queimar linhas rapidamente com passes directos para as referências ofensivas (Azmoun e Dzyuba). Taarabt procurou pegar no jogo, assumindo a construção e tentando fazer a ligação com os sector ofensivo, mas depois tinha dificuldade em chegar às zonas de finalização. Face à organização defensiva do adversário, com duas linhas muito compactas e a não conceder espaços entrelinhas, o Benfica procurava circular a bola para atrair o adversário e tentar encontrar espaços na estrutura defensiva do Zenit, mas fazia tudo de forma previsível e lenta e com dificuldade em entrar no último terço ofensivo do adversário optou por explorar os remates de meia distância, única forma de chegar à baliza de Lunev. Faltou sobretudo imprevisibilidade, velocidade e mobilidade dos seus jogadores mais ofensivos e intensidade nas acções.

Sem argumentos
3. O Benfica procurou reforçar a sua organização ofensiva com as entradas de Caio Lucas e Vinícius. Com um maior envolvimento dos laterais, procurou combinações nos corredores com cruzamentos para beneficiar a entrada de Seferovic/Vinícius. Em vantagem no marcador, a equipa do Zenit ficou confortável no jogo e não permitiu situações de desequilíbrio na sua estrutura defensiva. Com a desorganização e balanceamento ofensivo da equipa do Benfica, com muitos jogadores e não recuperarem as posições, o Zenit, com jogadores muito rápidos, aproveitou os espaços e em transições ofensivas rápidas dilatar o resultado. O golo tardio de Raul de Tomas atenuou o resultado, numa exibição pálida da equipa com muitos jogadores em sub-rendimento. O Benfica perante equipas bem estruturadas defensivamente e com grande densidade de jogadores no corredor central revela dificuldades notórias em criar desequilíbrios, faltam jogadores com capacidade de acelerar o jogo, os alas procuram muitas vezes espaços interiores, não permitindo que haja combinações tácticas nos corredores laterais para criar situações de superioridade numérica."

Lázaro Oliveira, in A Bola

(...) está de mau humor. Este Benfica europeu joga para evitar a descida de divisão. Somos o Carcavelinhos da Liga dos Campeões

"Vlachodimos 
Todos os adeptos sabem que será difícil o Benfica europeu levantar a taça, mas espera-se, no mínimo, que apresente a atitude de quem deseja vencer a prova. Este Benfica europeu joga para evitar a descida de divisão. Serve a introdução mal-humorada para dizer que, apesar do jogo de pés assustador, Vlachodimos foi capaz de evitar males maiores, ainda que não conseguisse impedir o maior dos males, neste caso o compromisso por mim assumido de assistir ao jogo de hoje e escrever acerca do mesmo para a Tribuna. Houve momentos em que o guarda-redes do Benfica foi um futebolista profissional a tentar reagir pragmaticamente à hecatombe, outros em que pareceu um cidadão assaltado pela barbárie, incapaz de saber a quem acudir primeiro, e ainda alguns instantes em que fez lembrar aquele meme do homem munido de uma vassoura a tentar remover a água da praia. 

Tomás Tavares
Fala-se muito em jogadores saídos do Seixal. É uma forma de descrever a sua deslocação no espaço e assim consagrar uma ideia de evolução profissional expressa através de um caminho. Há quem tenha saído do Seixal e hoje resida em Manchester, há quem já esteja em Madrid, e há quem, apesar do potencial, ainda não tenha passado de Corroios mas subitamente dê por si no fogo cruzado de uma noite de realismo mágico, perdão, trágico, em São Petersburgo.

Rúben Dias
Aos 52 minutos de jogo vi Rúben Dias gritar furiosamente “Vamos!” para os colegas em seu redor, que olharam para ele angustiados e perguntaram “Para Onde?”. Rúben percebeu então que ele próprio não sabia bem, mas indicou um caminho que parecia levar ao meio-campo adversário, até ele próprio se perder e acabar a fazer pontaria à própria baliza.

Jardel
Este Vicentino Syrah Tinto 2016 deixa-se beber muito bem. Aromas bem definidos de frutos silvestres e falhas de marcação. Muito equilibrado, pelo menos até ao primeiro gole. Acompanha lindamente carnes vermelhas e sonhos destruídos. Final persistente.

Grimaldo
A candidata do Livre Joacine Katar Moreira é autora de uma das melhores frases desta campanha eleitoral. A propósito da sua gaguez, Joacine argumentou de forma brilhante, explicando que gagueja quando fala mas não quando pensa. O que me leva a indagar: suponhamos, por breves instantes, que alguém gagueja violentamente em ambas as circunstâncias e tem ainda a agravante de apenas falar com os pés. Imaginem que tinham de passar uma hora e meia a tentar perceber o que essa pessoa diz. 

Fejsa
quem diga que o jogador do Zenit faz falta sobre Fejsa no lance do primeiro golo, mas não é verdade. O que eu vi foi o corpo do próprio Fejsa a pedir-lhe que desista. Enquanto o cérebro do sérvio tenta acompanhar o lance consciente do erro potencialmente fatal, o corpo de Ljubomir resiste à tentação de disputar a bola, sucumbindo propositadamente à gravidade enquanto suplica por uma viagem rápida até à residência sénior mais próxima.

Gabriel
O que causa maior perplexidade ou preocupação não é o facto de Gabriel ter regressado aparentemente mais pesado da sua passagem pelo departamento médico. O que assusta é que, mesmo com peso a mais, Gabriel tenha sido o membro mais esclarecido e agressivo do coletivo de Amélias que hoje embaraçou o Sport Lisboa e Benfica.

Taarabt
Adel passou o último ano a trabalhar arduamente para reconquistar treinadores, colegas e adeptos. Não fará dele Bola de Ouro, mas permitiu recuperar um homem hoje grato pelas oportunidades que a vida lhe concedeu e disposto a devolver em futebol. As recepções orientadas procuram o outro, para com ele partilhar a alegria de ali estarem, enfim, juntos. A forma como guarda a bola é uma tentativa quase infantil de prolongar os bons momentos, é o brinquedo que não quer devolver. A sua progressão no terreno não é feita em corrida. É uma coisa meio eléctrica e sôfrega, relâmpago de uma criança saltitante que já decorou o caminho para casa. Até os passes errados se aceitam. São a ânsia de quem percebeu que todos merecem uma nova oportunidade, mas que só se vive uma vez e o tempo é curto para chegar à baliza adversária. E tudo isto, pergunto eu, para quê? Para de repente dar por si em São Petersburgo, rodeado de uma floresta de pés urbano-depressivos que parecem jogar contra ele? Escondam o vodka, por favor. Temo o pior.

Pizzi
Os amantes dos fenómenos naturais podem ficar descansados. Em breve terão nova oportunidade de viver este momento. Basta consultarem o calendário de eclipses lunares, solares e de Pizzi até final do ano.

Rafa
Houve um ou outro lance em que o confundi com o Pizzi. Não há maior humilhação numa noite europeia. Seferovic Se tem marcado naquele cabeceamento aos 4 minutos, talvez a história deste jogo tivesse sido diferente. Talvez, quem sabe, estivéssemos agora a insultar os jogadores por terem desperdiçado a vantagem inicial. O quê, alguém acredita que era possível ganhar a jogar assim? Juízo.

Caio Lucas
Algures entre um craque brasileiro de marca branca e um daqueles tipos que encontramos no paredão da Caparica a dar toques com uma bola de voleibol. Vi-o benzer-se antes de entrar no relvado. É importante. Deus encontra-nos nestes momentos e oferece conforto. Só não lhe peçam novas ideias de jogo.

Vinicius
Não dava para esperar muito de um futebolista que está tão habituado a ganhar jogos da Champions como eu.

RdT
Fosse tudo tão fácil como mudar o nome na camisola para desatarmos a ganhar jogos na Champions. RdT estreou-se a marcar com um petardão colocadíssimo e nem sequer pôde celebrar, tal era a vergonha que ia acontecendo no relvado. Benfica europeu? Bem dizem alguns jogadores quando explicam que as equipas se transformam nos grandes jogos. De acordo. A jogar assim somos o Carcavelinhos da Liga dos Campeões."

Cadomblé do Vata

"1. A partir de hoje vou baixar a exigência nos jogos de Champions... não vou pedir vitórias, apenas que ganhem uma bola dividida, um lance de cabeça, um sprint a dois ou um drible.
2. Hoje era o dia para levantar a cabeça na Liga dos Campeões... tendo em conta os últimos acontecimentos na AG, os jogadores devem ter tido medo de desproteger o pescoço ao erguer o queixo.
3. Os nossos rivais deviam de aprender a ver futebol com os dirigentes do RB Leipzig e do O. Lyon .. o Zenit ganhou com um golo oferecido pelo Fejsa e um auto golo do Rúben e nenhum dos outros dois candidatos aos oitavos de final, colocou em causa a honestidade dos nossos atletas.
4. Quando perdemos é fácil dizer que faltou atitude, agressividade ou intensidade, mas neste caso isto ficou bem evidente... basta ver que em 95 minutos de bola, os 14 benfiquistas em campo só fizeram um "carrinho"... que por acaso deu auto golo.
5. O prestígio do SL Benfica continua a ser sucessivamente espezinhado pelos nossos jogadores na Champions... está tão mau que se o golo do Ronaldo de Tomás for o melhor da jornada, eu vou contar como título europeu."

Benfica After 90 - Zenit...

Live - Vinte e Um - Zenit...

Um Benfica sem soluções

"Benfica Europeu é apenas uma miragem, e na antevisão ao grupo feita pelo Maldini (aqui) já havia sido referido que para poder entrar nas contas do apuramento, o Benfica necessitaria de alterações quer à forma de jogar, quer às opções técnicas.
- Também a presença ou não de Seferovic na equipa poderá trazer um Benfica diferente. Numa competição onde se paga muito caro a eficácia, será importante que Raul de Tomas assuma um papel de menor serviço e maior finalização.
- Há potencial individual e principalmente colectivo para enfrentar o grupo com a expectativa de o superar, mas decisões importantes terão de ser tomadas – Quer nas escolhas inicias quer no equilíbrio defensivo da equipa quer nos momentos de transição defensiva, quer sobretudo na opção pelo pressing, que é sempre mais facilmente contornável quanto melhor forem os adversários. 
Naturalmente que nada é garantido quanto à eficácia de possíveis trocas – Nada garantia que fosse um melhor Benfica. A questão de fundo é perceber-se que aquele Benfica que joga por Portugal muito dificilmente poderia aspirar a triunfar num grupo competitivo.
O que se seguirá na temporada muito provavelmente exigirá mudanças a Bruno Lage. O nível do onze inicial do Benfica é baixo – Pizzi é o caso mais visível: Um jogador que porque surge em vários momentos com notoriedade – Golo e Assistência, é tido como um dos melhores da equipa, mas que já desde o jogo da Supertaça vem somando um número de perdas (segundo indicador mais importante do jogo, logo a seguir ao de golos) inacreditável para quem quer jogar no Benfica, bem como uma percentagem de passe baíxissima – Em cima da inépcia nos momentos defensivos! Regra geral, só mesmo muito golo poderá compensar tal “emperramento” da fluidez de jogo e ausência do processo defensivo.
Mas também Seferovic é sempre um elemento com imensa dificuldade para acrescentar ofensivamente. Não consegue devolver uma bola em boas condições, e isso é tão grave e limitativo do processo ofensivo quanto a sua incapacidade em zonas de finalização. E ainda nem se chegou à inexistência (depois da lesão de Chiquinho) de alguém que possa ser eficiente e eficaz no espaço central, entre linhas, na posição de segundo avançado…
Os encarnados não têm nível individual para a prova milionária (onde até vários dos jogadores que se apresentam bem na Liga NOS cedem – Grimaldo, à cabeça), mas têm alguns jogadores com mais potencial de fora do que alguns dos que vêm sendo chamados a jogo – E mesmo para um possível sucesso dentro de portas, parece que será necessário tomar algumas decisões diferentes e difíceis! sobretudo entre os jogadores mais avançados. Embora de momento o cenário não pareça nada animador, quando do banco a primeira opção para a ala é um ineficaz Caio, há dois caminhos a tomar, e um deles Bruno Lage já seguiu um deles na temporada passada, logo que pegou na equipa: 
a) Manter tudo tal como está e acreditar que é apenas uma má fase de uma série de jogadores (que verdadeiramente só tiveram uma / duas épocas de nível alto nas suas carreiras)
b) Inovar, procurando retirar rendimento de novos elementos, deixando cair quem não está a render 
Embora o problema deste Benfica seja bastante mais de natureza individual, e não causado pelo seu treinador, este não tem tempo para lamentos e terá de ser sempre solução. Depois da “noite de núpcias” entre treinador e plantel, surge o momento para o primeiro “rompimento”."

O Benfica e as noites brancas na Europa

"Continua difícil a vida do Benfica, que depois da derrota em casa na estreia, voltou a perder na Liga dos Campeões, em casa do Zenit por 3-1. Se nas Noites Brancas de Dostoiévski, o jovem e sonhador narrador se apaixonava por Nastenka, o Benfica parece ter-se apaixonado por um discurso vão sobre uma tal de “dimensão europeia”. Só que esta demora a chegar

É possível que São Petersburgo seja um dos mais bonitos locais do planeta para observar certo fenómeno astronómico. Aquele que faz com que nos meses de verão raramente se veja a escuridão. Que permite que um jantar se prolongue até à meia-noite e que mesmo assim ainda haja claridade a acompanhar-nos até casa. Que castiga aqueles que querem dormir e não o conseguem fazer sem o breu da noite alta e que maravilha aqueles que, pelo contrário, encontram magia em acordar a meio da noite, abrirem a cortina e tudo estar resplandecente.
Sei que pouco interessa, mas sou deste último campeonato.
Por esta altura já há menos luz em São Petersburgo do que nos meses de Junho e Julho mas, no que à Europa diz respeito, as noites continuam brancas, ou em branco, para o Benfica, que depois da derrota em casa na estreia, voltou a perder na Liga dos Campeões, em casa do Zenit por 3-1. Se nas Noites Brancas de Dostoiévski, o jovem e sonhador narrador se apaixonava por Nastenka, o Benfica parece ter-se apaixonado por um discurso vão sobre uma tal de “dimensão europeia” que demora a chegar. No Estádio Krestovsky, o Benfica foi quase sempre uma equipa de baixo perfil, subjugada e dominada, muito longe da equipa “mandona” que Bruno Lage quis assumir na antevisão ao segundo jogo dos encarnados nesta edição da Liga dos Campeões. E a anos-luz daquilo que nos gabinetes da Luz se sonha.
São Petersburgo, que os locais gostam de tratar por “janela para a Europa”, talvez por ser a mais ocidental das cidades russas, pode muito bem ter sido a janela para fora da Europa deste Benfica, a atravessar uma crise de identidade, a maior desde que Bruno Lage chegou ao comando técnico da equipa.
Benfica que começou cedo a transpirar intranquilidade: logo aos 2’, o Zenit apareceu na área dos encarnados com três homens, depois de Azmoun ultrapassar Jardel com a maior das facilidades. O brasileiro foi titular para fazer frente ao grandalhão Dzyuba, mas o ataque dos russos não é só Dzyuba, apesar de até ter sido dele o primeiro golo da equipa da casa. Aos 22’, um erro na saída de bola de Fejsa permitiu a Ozdoev seguir para o ataque e deixar a jogada para internacional russo que, sozinho, rematou fora do alcance de Vlachodimos.
A reacção não apareceu. Durante toda a 1.ª parte o Benfica lutou contra uma saída de bola sempre atabalhoada, com muitas bolas perdidas e uma permanente desorganização a meio-campo. O Zenit ia aproveitando a deficiente ocupação de espaços dos encarnados para cavalgar para a área do Benfica, ainda que nem sempre com perigo. No final dos primeiros 45 minutos, a diferença de remates nem era assim tão grande, nove para o Zenit e sete para o Benfica, mas este é um daqueles casos em que a estatística diz muito pouco sobre o que realmente se passou em campo.
O início da 2.ª parte como que exacerbou as dificuldades que o Benfica vinha a sentir e logo na primeira jogada Vlachodimos salvou o 2-0, ao afastar um remate perigoso de Azmoun, após uma jogada rápida do Zenit.
Até aos 60 minutos, só existiu Zenit e para isso muito contribuiu o eclipse de Pizzi e um Gabriel que, apesar da qualidade, ainda luta por chegar a um ritmo que lhe permita uma corridinha de vez em quando.
A entrada de Vinicius e Caio Lucas vieram em boa altura e Benfica entrou então no seu melhor momento, ainda que o melhor momento, na verdade, não tenha sido assim tão bom, ficando na retina o remate perigoso de Caio Lucas aos 69 minutos. Acontece que logo a seguir, o Zenit fez o 2-0, um auto-golo de Rúben Dias, azarado no corte a uma bola que seguia direitinha para Azmoun. E se não foi ali que o iraniano colocou o seu nome na lista de marcadores, seria oito minutos depois, numa jogada em que a defesa do Benfica foi completamente ludibriada por um livre marcado de forma rápida, seguido de uma simulação de Dzyuba, que permitiu que Azmoun ficasse isolado. Foi só contornar Vlachodimos e estava feito o 3-0.
Com o resultado já mais que feito, com a 2.ª derrota em outros tantos jogos na Champions só à espera de acontecer, o Benfica ainda conseguiu reduzir, aos 85’, num fantástico remate de Raul de Tomas, que em boa hora parece ter abdicado do RDT na camisola. O golo do espanhol alavancou os encarnados para o ataque, mas era tarde demais.
A noite, essa, será em branco para quem não dorme bem após desilusões. A Champions continua a magoar o Benfica como Nastenka magoava o narrador. Porque na Liga dos Campeões não chega sonhar, é preciso saber de bater de frente com os melhores da Europa. E este apático Benfica nem sequer está em condições de sonhar acordado."

FC Zenit 3-1 SL Benfica: Apatia europeia em noite russa

"O Sport Lisboa e Benfica deslocou-se a São Petersburgo com a obrigatoriedade de conquistar os 3 pontos e manter a possibilidade de crescer enquanto “Benfica Europeu”. Na abordagem inicial ao jogo, Bruno Lage fez três alterações: optou pela força e experiência de Jardel, em prol da maior capacidade técnica e de antecipação do Ferro, lançou Tomás Tavares para o lugar do lesionado André Almeida e, principalmente, alterou a composição do meio-campo, favorecendo o jogo mais posicional com Gabriel em prol da maior capacidade do Gedson de pressionar alto.
Já Sergey Semak optou pelo usual 4-4-2, dando grande foco ao preenchimento dos espaços interiores e à superioridade nas acções no centro do terreno.
A primeira parte foi toda muito morna, apesar de um maior ascendente da equipa da casa. Sem forçar muito, o FC Zenit conseguia ir expondo as fragilidades do futebol deste SL Benfica. A equipa de Lage continuava sem conseguir ter jogo interior e apresentava uma tremenda falta de criatividade na zona de construção: três médios que nunca se aproximaram de Seferovic, deixando o avançado perdido entre os defesas rivais. Além disso, a pressão ao portador da bola continua a ser inócua e a defesa apresenta-se permeável a qualquer ataque adversário.
Muito por acção de Barrios, o FC Zenit conseguiu ir controlando os jogadores mais ofensivos do SL Benfica, ao preencher os espaços defensivos e por não permitir qualquer rasgo encarnado. Com bola, sempre que aceleravam, os russos criavam possibilidades de se aproximarem com perigo da baliza de Odysseas.
Foi uma primeira parte pálida do Sport Lisboa e Benfica e o russos, sem forçarem muito, foram controlando o jogo, criando algumas aproximações à baliza adversária, acabando coroados com o 1-0 em mais uma desatenção encarnada.
Nos primeiros 45 minutos destaca-se o posicionamento dos médios encarnados. Fejsa e Gabriel mais posicionais e Taarabt a vir buscar jogo nas costas destes, mantendo a criatividade e os apoios frontais bem longe dos jogadores de ataque.
O segundo tempo trouxe-nos um jogo com mais história. Os russos entraram melhor, mais afoitos e na procura de chegar ao segundo golo. Contudo, foi no primeiro momento de maior ascendente encarnado que este apareceu.
Por volta do minuto 60, Bruno Lage resolveu abanar o futebol da sua equipa. Fez duas substituições, abdicando do 4-3-3 e apostando num clássico 4-4-2, com dois extremos mais abertos e dois pontas de lança na área adversária. Assim, saíram Pizzi e Fejsa e entraram Caio Lucas e Vinícius. Foi neste período, enquanto o Zenit se ia adaptando a estas mexidas nas marcações, que o Benfica conseguiu ter mais bola, aproximando-se aos poucos da baliza de A. Lunev, obrigando o adversário a recuar. Porém, um contra-ataque russo culminou num auto-golo de Rúben Dias – uma finalização fortuita, que não pode esconder a facilidade com que a defesa encarnada se desconstrói.
A partir desse momento, a equipa portuguesa perdeu totalmente o norte. Os russos chegaram ao 3-0, e ao 4-0, num golo com cheirinho a Basileia, mas que acabou por ser anulado.
Foi já com R.D.T. em campo que o Benfica ganhou um novo ânimo. Um tiro de fora da área fez Raúl De Tomás estrear-se a marcar de águia ao peito e deu novo fôlego aos jogadores encarnados. Contudo, faltava tempo e, principalmente, futebol.
Foi uma vitória justa dos russos e mais um pobre desempenho da Equipa das Águias. Além dos problemas tácticos já anteriormente identificados, foi assustador ver a fraca exibição individual da maioria dos jogadores do Glorioso.

Onzes Iniciais e Substituições:
FC Zenit: A. Lunev, Smolnikov (Osorio, 63′), Ivanovic, Rakitskiy, D. Santos, Ozdoev, Barrios, Driussi, Shatov (Karavaev, 68′), Azmoun (Yerokhin, 81′), Dzyuba.
SL Benfica: Odysseas, T. Tavares, R. Dias, Jardel, Grimaldo, Fejsa (Vinícius, 60′), Gabriel, Taarabt, Pizzi (Caio Lucas ,60′), Rafa e Seferovic (Raúl de Tomás, 81′)."

SL Benfica na Youth League

"Três reforços séniores de primeiro ano de nível elevado (Tiago Dantas, Pedro Álvaro e Celton) juntam-se a uma das mais promissores gerações de todo o Caixa Futebol Campus. A equipa de 2001, que venceu sucessivamente jogos, campeonatos e torneios internacionais da sua geração.
Sobre uma geração há muito aclamada no Seixal, recai a expectativa de poder suceder a um FC Porto campeão Europeu da categoria.
A entrada na edição 2019 / 2020 não poderia ter sido melhor. Depois de batido o Leipzig, uma goleada na Rússia perante o Zenit duma equipa que reúne uma série de jogadores com tremendo potencial para chegar à equipa principal encarnada… e mais além!
Pedro Álvaro. Sénior de 1º ano, já fez a pré-temporada com a equipa principal, e já vem somando jogos há algumas temporadas na 2ª Liga. Rápido, concentrado, forte fisicamente e capaz com bola, é o líder do sector, e brevemente chegará à equipa principal dos encarnados.
Morato. Ainda júnior, chegou recentemente ao Benfica e já ficou bastante claro o potencial que tem. Fisicamente e tecnicamente de eleição, apenas precisará de perceber conceitos defensivos específicos relacionados com posicionamentos e orientação corporal para chegar à equipa principal e por lá ter impacto.
Rafael Brito. Júnior de primeiro mas já a jogar na 2ª Liga. Completo em todos os factores de rendimento, do táctico ao físico, sem esquecer o técnico e até na mentalidade, Brito é um dos maiores projectos do Caixa Futebol Campus. A médio defensivo, ou em qualquer posição da linha defensiva (embora muito melhor no corredor central), Rafa está “condenado” a ser um dos miúdos do futuro em Portugal. E isto tudo em quem já teve um tempo grande de paragem por lesão, que lhe impediu até de chegar ainda mais cedo!
Ronaldo. Criatividade, qualidade técnica e muita muita muita inteligência. O médio é o tipo de jogador que cada vez mais se torna difícil de encontrar. Um dez à antiga, mas com a agressividade defensiva de um oito. Tem melhorado no temperamento, o que o torna desde logo um candidato a um futuro importante no jogo.
Tiago Dantas. Sénior de 1º por apenas uma semana, Dantas é o jogador que nunca perde a bola – Não apenas pela forma criteriosa como gere cada posse, mas pela qualidade de passe / recepção de nível estratosférico. Com Ronaldo forma uma dupla que faria os adversários “cheirar” o jogo todo. 
Gonçalo Ramos. Médio de origem, tem encontrado na posição nove o espaço para poder vir a triunfar. Passada larga, fisicamente muito forte e com apetência para em zona de finalização deixar marca, Ramos procura nos últimos anos de formação encontrar um espaço noutra posição que lhe permita a chegada ao futebol profissional de alto nível.
Tiago Gouveia. Ainda júnior, Gouveia já havia deixado marca na Youth League da temporada passada quando marcou em Montepellier. Na Rússia voltou a marcar, desta feita por duas vezes. O extremo encarnado tem o condão de resolver jogos em cima de jogos com uma invulgar apetência para finalizar os seus inteligentes movimentos que aproveitam também todo o poderio físico. Já foi a revelação do Campeonato Sub23 da temporada passada, somando vários golos, e na presente época promete bastante mais.
Outras figuras: Úmaro Embaló (Extremo canhoto, muito veloz); Paulo Bernardo (júnior de 1º – Médio “pensador”); Henrique Jocu (médio defensivo, recuperador); João Ferreira (lateral forte fisicamente)"

A Liga dos Clubes e o lucro que deu. Afinal, serve para que?

"A Liga de Clubes apresentou, ontem, um resultado positivo superior a 2 milhões de euros. A ajudar a chegar a este montante, esteve um lucro de 1 milhão e 207 mil euros referentes a proventos de associados e 817 mil euros de lucros comerciais.
Um resultado de excelência, mas...
Será que a Liga de Clubes é uma entidade comercial cujo único escopo é o lucro?
Não cremos...cremos, aliás, que se a grande parte dos seus proventos advêm de pagamentos de associados, o mais lógico seria utilizar esse dinheiro na promoção destes e das competições em que se inserem!
Em acções de sensibilização para o fair play...
Em eventos que se aproximem os craques dos adeptos.... Em acções para encher os estádios vazios das ligas profissionais...
Em mediadores profissionais, que com engenho e arte, resolvessem questões como as do Belenenses...
Em programas próprios, como as grandes Ligas possuem, para nas televisões divulgarem as suas competições...
Na reformulação da inusitada Taça de Liga ...
Num investimento que aproximasse os campeonatos não profissionais dos profissionais...
Num apoio aos clubes, através de empréstimos a longo prazo, para reformularem os seus estádios e darem conforto aos adeptos...
Em acções que demonstrassem a valia da da centralização dos direitos televisivos...
Afinal, para que serve uma Liga, se apenas olha para a vertente financeira, como se fosse uma empresa, ao invés de apostar no desenvolvimento do futebol profissional?"

Muito difícil

"O nosso histórico na Rússia e a qualidade demonstrada pelo Zenit na deslocação a Lyon já nos colocara de sobreaviso para as dificuldades que poderiam surgir no jogo disputado ontem à noite em São Petersburgo.
Ainda assim, tendo em conta a qualidade da nossa equipa, acreditávamos que seria possível pontuarmos e colocarmo-nos numa posição mais confortável para lutarmos pelo apuramento para os oitavos de final num grupo considerado, pela generalidade dos analistas, o mais equilibrado e, por isso, em que impera a imprevisibilidade relativamente ao desfecho de cada jogo.
Tal não sucedeu. A derrota, por 3-1, entristece-nos. É justa face ao que se passou em campo, não obstante deixar-nos um sabor amargo, também pelo jogo ter sido, de certa forma, ingrato. Nada faria prever a desvantagem por volta dos 20 minutos. A nossa equipa entrou bem, personalizada e à procura do controlo do jogo, mas a realidade é que o Zenit adiantou-se no marcador. A meio da segunda parte, num período do jogo em que a nossa equipa se encontrava a tentar chegar ao empate, sofremos o segundo. O desânimo dos nossos jogadores talvez tenha possibilitado o terceiro e, sem merecer tão pesada desvantagem, a nossa equipa fez o que pôde até final para honrar o nosso emblema.
Pouco haverá a enaltecer numa noite como a que vivemos ontem, mas há aspectos positivos a realçar, como o golo de Raul de Tomas, sem dúvida excelente, e a reacção positiva e aguerrida da equipa, que não desistiu de procurar reduzir a desvantagem, conseguindo-o em parte, mas insuficientemente, dispondo ainda de três oportunidades para chegar ao segundo golo.
As contas do grupo estão agora mais difíceis, a margem de erro diminuiu, mas assim como, conforme lhes disse o Presidente após o jogo, os nossos jogadores estão proibidos de desistir, pois têm qualidade e nada está perdido, também nós, adeptos, temos de continuar a apoiá-los. É nos momentos mais difíceis que esse apoio mais conta. Há ainda 12 pontos em disputa e a nossa equipa já demonstrou em diversos momentos capacidade de recuperar e sobretudo que sabe e pode fazer muito melhor.

P.S.: Parabéns aos nossos Sub-19 pelo magnífico triunfo obtido ontem na segunda jornada da fase de grupos da UEFA Youth League. A goleada, por 1-7, no terreno do Zenit, junta-se à vitória conseguida na jornada anterior, ante o Leipzig, proporcionando a liderança do grupo à nossa equipa."

Benfiquismo (MCCCXI)

Ambição...

Vermelhão: Pé frio...!!!

Zenit 3 - 1 Benfica


Esta sequência negativa do Benfica na Europa é difícil de digerir! Por exemplo o ano passado, discutimos os dois jogos com o Ajax; ultrapassámos o Dinamo Zagreb e o Galatasaray 'rodando' o plantel...; e hoje temos essas equipas, na 'luta' na Champions, ganhando ou perdendo, mas na 'luta', e o Benfica a jogar muito abaixo do nosso potencial... com resultados nada condizentes com as nossas aspirações! Até porque independentemente das falhas, incapacidades, más decisões ou azares, esta situação já começa a afectar a equipa no ponto de vista anímico, na preparação para estes jogos!!!

A última 'grande' vitória na Champions, foi na Luz, contra o Dortmund, com um golo do Mitroglou, num jogo onde de facto tivemos bastante 'sorte', mas desde então, parece que estamos a 'pagar' com juros a fortuna dessa noite: não se pode 'oferecer' 3 golos, num jogo, em qualquer competição, muito menos na Champions!!! O primeiro, era uma questão de saber qual seria o jogo onde iria acontecer, porque os 'sustos' com o Fejsa, naquela situação são recorrentes... ainda por cima com um relvado 'complicado'; no segundo, não é 'fácil' fazer um auto-golo com o braço (e parece que havia mesmo fora-de-jogo no início da jogada); no terceiro, tudo a dormir... o facto do 2.º golo ter 'matado' a equipa tem que se manter concentrada!
O jogo foi dividido, os russos mais agressivos, mas o jogo estava completamente repartido com 0-0, mas depois do 1-0, o jogo ficou exactamente como o Zenit queria! A dupla substituição dos 60 minutos, parecia que ia resultar, mas o tal 2.º golo 'matou' a recuperação!!! A partir ficámos expostos ao contra-ataque, mas na parte final, principalmente em Cantos, com um bocadinho de sorte até podiamos ter 'empatado'!!!!

Defensivamente, por incrível que pareça não temos mal posicionalmente, mas fisicamente somos pouco agressivos. Por isso mesmo, a ausência do Florentino está-se a fazer sentir muito! A quantidade de vezes que o nosso meio-campo 'deixar passar' os adversários com bola controlada, 'destrói' qualquer organização defensiva!!! Na estatística final, o Benfica acabou com mais remates, mas o Zenit foi mais perigoso na 'área', isto porque os nossos avançados tiveram sempre muita dificuldade em aproximar-se da área...

Ofensivamente, o problema não é 'novo': falta de qualidade nos últimos 15 metros, na decisão e no passe! Exactamente aquilo que o Jonas e o Félix faziam (além dos golos!) Um dos problemas das mudanças de 'esquema' nos jogos grandes, são a 'falta de rotina'. Nos últimos jogos temos mudado quase sempre a dupla ofensiva... hoje, a tripla Fejsa/Gabriel/Taarabt nunca tinha jogado junta, e isso nota-se!!! E com a falta de 'automatismos' os problemas aumentam... A 'solução', para mim, infelizmente está lesionado: Chiquinho!
Apesar dos 3 golos, destaco mais uma vez as melhorias do Ody... desta vez, até 'exagerou' em algumas saídas!!! Mas para quem quase não 'saia' da pequena área, está de facto melhor!!!
A titularidade do Jardel era esperada, pelo menos para mim. O Ferro tem 'tremido' em alguns jogos, e o Jardel fisicamente é mais agressivo, mas...
O Gabriel precisa de mais ritmo...  mesmo assim as mudanças de flanco são 'assinatura' bem-vinda... O Taarabt continua a ser o nosso melhor jogador... O Rafa anda a jogar 'condicionado' desde que regressou da Selecção!!!
A única 'boa' coisa da noite, foi mesmo o disparo do R.d.T!!! Finalmente um golo... e que grande golo!!! Que não contou para muito neste jogo, mas pode 'contar' para alguma coisa no futuro próximo!

Com a derrota do Leipzig, por incrível que parece está tudo em aberto, até o 1.º lugar... mas temos que melhorar muito!

Esta 'paragem' acaba por vir numa boa altura, porque estamos a jogar mal!!! O problema é que a maioria dos jogadores vão para a Selecção, e vamos ter pouco tempo para melhorar a 'mecânica' da equipa! Vamos ver se o Tino está em condições no regresso dos jogos oficiais... E parece que o Chiquinho já corre (muito antes do inicialmente previsto)...!!!

Vitória clara...

Benfica 6 - 0 Belenenses

Nas últimas duas épocas estes jogos com o Belenenses tem sido estranhamente muito complicados, hoje não foi...!!!


Esclarecedores!

Zenit 1 - 7 Benfica


Uma goleada não 'faz' uma equipa, mas muito sinceramente, temos a melhor equipa nesta competição, desde da última vez que fomos à Final... Creio que em termos de potencial vs. maturidade, temos mesmo a melhor equipa de todas as participações na Youth League... e com mais opções! E ainda temos um treinador mais ofensivo...!!!
Será muito importante garantir o 1.º lugar... os dois confrontos com o Lyon serão decisivos!