"Boa tarde, caros leitores. Hoje trazemos a esta rubrica mais uma das regras do jogo.
Porque nem tudo é dúbio ou susceptível de ter várias interpretações (lá chegaremos), abordaremos de seguida aquela que é, seguramente, a mais pequena e fácil das leis de jogo.
A viagem é curta, mas sentem-se.
Lei 9 - A bola em jogo e (a bola) fora de jogo
Não se assustem. Ainda não vamos falar de "Fora de Jogo". Há uma lei específica (11), onde trataremos de a abordar.
Esta refere-se apenas a duas situações relativas à bola: quando é que ela não está em jogo e quando é que se considera que está.
É quase redundante porque qualquer adepto mais atento consegue, sem esforço, perceber quando é que isso ocorre, na prática.
Mas isso não significa que conheça, no entanto, o que está escrito sobre essa matéria no "livro sagrado" do futebol.
Vamos então explorar a teoria.
Bola fora de jogo
Considera-se que a bola não está (ou deixa de estar) em jogo quando ela ultrapassa completamente a de baliza (que o adepto conhece como linha de fundo) ou a linha lateral, quer junto ao solo, quer pelo ar.
Quer isto dizer que todas as bolas que saiam do terreno de jogo... não estão em jogo (eu avisei que era redundante).
Mais. Também se considera que a bola está "fora de jogo" (ou do jogo) quando este é interrompido pelo árbitro. Mais uma óbvia, certo?
Sempre que o árbitro apita para marcar uma falta ou interrompa a partida por qualquer outro motivo, está a suspender temporariamente o jogo. Isso significa que, nesse período de tempo, a bola não está jogável, mesmo que esteja fisicamente dentro das quatro linhas. Certo?
Agora vamos ao oposto.
Bola em jogo
Por outro lado, a bola está em jogo (ou seja, jogável) em todas as outras situações, nomeadamente quando ressaltar para o terreno após ter embatido num elemento da equipa de arbitragem (por exemplo, tocar no árbitro ou no árbitro assistente, desde que este esteja dentro do terreno), no poste, na barra transversal ou na bandeirola de canto e permanecer no interior do terreno.
Trocando por miúdos... sempre que a bola tabelar em algum árbitro (que se encontre dentro do terreno), na baliza ou em alguma das bandeirolas e ressaltar para o interior do "relvado", continua jogável.
Faz sentido, não faz?
E pronto. Mais não disse.
Pode não parecer, mas esta regra faz sentido porque define, de uma modo geral, o âmbito principal da intervenção técnica do árbitro.
Vanessa Fernandes anunciou hoje, de forma oficial, o regresso à competição ao mais alto nível no Triatlo, com o objectivo claro, de tentar a qualificação para os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio.
A Vanessa é um excelente exemplo, do excesso de treino, com uma idade precoce, com uma enorme pressão de resultados em cima, sem o acompanhamento social e psicológico ideal...
O regresso é uma excelente notícia, apesar das expectativas terem obrigatoriamente de serem baixas, para o próprio benefício da Vanessa...
Existem muitos atletas da idade da Vanessa a competir ao mais alto nível no Triatlo, vamos ver como o corpo vai reagir à competição...
"Venho hoje propor que façamos um pequeno exercício de denúncia, de desmantelamento, de desconstrução – enfim, de sadia e atrevida iconoclastia.
Todos sabemos como ganhou o Benfica ao Borússia na terça-feira passada no estádio da Luz – lugar dado ao milagre!
Ganhou, é um facto, mas ninguém acha que seja efectiva e definitiva essa vitória. Diria mesmo que poucos, muito poucos, para o caso de que haja alguém, acreditam que, no final da disputa – que é isso que interessa – a vitória caia para o lado dos aquilinos (e inquilinos!) da Luz.
Sim, trata-se de um resultado, além de tangencial, rigorosamente parcial: estamos a meio de uma partida de, pelo menos, 180 minutos.
Mas há mais: o problema da vitória épica, quase miraculosa, do Benfica é que ela surgiu tão desalinhada com o teor da relação competitiva entre as duas equipas no terreno de jogo que, para sermos sinceros temos que reconhecer que ela se caracteriza pela surpresa, pela excepção, não colhendo no ânimo dos benfiquistas visíveis e sensíveis sinais de auspício e esperança num sucesso final.
Mas o que é admirável é que toda esta bruma crepuscular acontece em compasso e perfeita sintonia com o que foi tecido e criado nos luzidios gabinetes dos responsáveis: eles são exímios na nubelosa arte do menos – mesmo quando apontam para o mais é com o menos que dão toda a impressão de se contentarem.
De facto, tecem hinos de louvor por uma mais que residual hipótese de a equipa poder atingir os quartos-de-final da Champions League, mas já abundam descaradamente em ditirâmbico discurso (de argentário festejo) por se ter chegado aos oitavos: implicitamente celebram a excepcionalidade épica da vitória tangencial sobre o Borússia como o limite extremo do possível e o real limiar do impossível.
Convenhamos: o seu mais é sempre um menos oficial – porque, mesmo atingindo imprevistamente os quartos, isso será sempre um menos, pois ninguém por aí recordará esse cinzento feito, apenas registado no baú das curiosidades arqueológicas e na folha excel das estatísticas da UEFA.
Ora, esta mentalidade conformista e minimalista empresta total segurança a uma óbvia previsão: assim, o Benfica não voltará a ser campeão europeu – enquanto o máximo dos seus actuais responsáveis continuar a ser o mínimo dos outros grandes da Europa. E, neste flatulento regurgitar da mediocridade, o Benfica continuará neste estado de um auto-comprazimento, mergulhado na letargia de um engodo, insidiosamente neurótico, de uma grandeza passada e vagamente romântica. Parece até que já se sentem amplamente compensados com o duvidoso gozo de poder espreitar pelo buraco da fechadura a tradicional festança do senhor vizinho.
Reconheçamo-lo: é complexo de congénita e pegajosa pequenez medir a grandeza dos próprios feitos não pelas vitórias, mas pelas derrotas alegada e artificiosamente honrosas: perder por poucos com os grandes – eis a bitola anémica da nossa idílica e fugidia grandeza!
Mas voltemos ao jogo Benfica – Borússia, que vai ter agora uma segunda parte Borússia – Benfica: resultado épico, sem dúvida – mas previsto.
Rui Vitória não fez segredo da receita para o aguardado feito: resistir estoicamente ao assédio do colosso germânico (resistir: a presunção de que se é mais fraco), não sofrer golos e, numa transição rápida ou num lance de bola parada, tentar marcar. Perfeito! Na arte de criar o menos: sempre no fio da navalha, no limiar do precipício.
Ora, como, por vício cultural, estamos mais calhados para acolher o menos do que o mais (“quando a esmola é grande santo desconfia!”), a mente humana é mais diligente e literal em satisfazer as nossas expectativas mínimas – já as máximas é bem mais preguiçosa e relapsa. Porquê? Exactamente por isso: estamos mais treinados nas outras, nas baixas.
E quais as expectativas para o segundo jogo?
Eis a receita do Vitória (mas dificilmente da vitória): aguentar o zero a zero e, na sorte de uma bola parada ou de um eventual contra-ataque, procurar surpreender.
Qual a realidade implicitamente procurada? O ZERO!
Mas só há vitórias com golos – eis o que deve concitar o foco intencional de uma equipa que almeja o sucesso. Defender sim, claro, mas essa defesa só enquanto elemento catalisador da ofensiva vitoriosa.
Sem titubeios: as equipas defensivas chegam às finais, as equipas ofensivas ganham-nas!
De facto, acalentar o menos e esperar o mais constitui insanável contradição, doloroso equívoco;
A maldição de Bella Gutmann só tem força porque lha continuam a dar os responsáveis através de uma atitude tímida e minimalista.
Enquanto persistir a retórica frívola de uma grandeza doméstica e acanhada as portas da glória europeia manter-se-ão fechadas.
Foi, aliás, essa atitude contracta (e contrita) e acomodada a uma grandeza minúscula do jardim ibérico que o próprio Gutmann quebrou com seu ousado gesto de acreditar sem cálculo: sem contas de sumir! E sem medo do poderio do Barça ou do Real – os vizinhos que agora tanto medo metem!
Porque onde mora a conta e o cálculo não cabe o sonho – e só o sonho realiza o impossível!"
Mais uma arbitragem surreal... O Buta foi expulso numa simulação descarada do Porcelis, aliás o Porco(elis) passou o jogo todo a simular, sem nunca ter sido castigado... Dezenas de faltas sobre os nossos avançados não assinaladas, uma falta grave sobre o Yuri junto ao Benfica do Benfica, nem sequer foi marcada... Uns últimos minutos, o roubo ainda foi mais descarado, o árbitro estava claramente ansioso, queria a todo o custo que o Leixões empatasse...!!!
A única boa decisão, foi mesmo o golo anulado ao Leixões, no início da partida!!!
Inacreditável como os níveis de maturidade desta equipa cresceram nos últimos tempos, no início da época, os jogadores tinham perdido a cabeça, e teríamos perdido o jogo, com todas estas contrariedades...!!!
Vários jogadores em evidência, mas hoje, acima de tudo, houve muita entrega... e com um relvado em condições, tínhamos marcado mais alguns golos no contra-ataque!!!
Já agora, o André tem que treinar os socos na bola!!! Já é o segundo golo parecido que sofremos em Cantos!!!
Jogo decidido pela a arbitragem, foram 5 LD, 2 penalty's, 3 azuis, 2 vermelhos... contra o Benfica (1 vermelho e 1 azul para o Barcelos), dos 6 golos do Barcelos, 5 foram em consequência de LD ou penalty's... Tudo isto, num festival de mergulhos para a piscina, com simulações constantes dos jogadores do Barcelos... Ainda ficaram vários penalty's e muitos Azuis por mostrar aos jogadores adversários... Um festival!!! E a 10.ª falta do Barcelos saiu a 'saca-rolhas'!!!
Quase tudo, responsabilidade de um Pinto... assumidamente Corrupto de coração (Clube), e corrupto por opção... anti-Benfiquista primário, que quando o Trabal festejou o golo do empate a 2 segundos do fim, a consciência pesada, levou-o a 'pensar' que o nosso guardião estava a 'gozar' com ele!!!
Também não ajuda, continuarmos a falhar quase sempre as nossas bolas paradas, desta vez só marcámos 1 LD... e falhámos 2 LD's!
Não concordo com as palavras do nosso treinador, nem com a crónica do nosso Site: um jogo com estas incidências, nunca pode ser um grande jogo... Provavelmente se o Pedro Nuno tivesse dito no final do jogo aquilo que pensava (verdadeiramente), estaria suspenso até ao final da próxima época, mas pronto...!!!
O Campeonato está mais 'apertado', vamos esperar pelos Castigos ao Tiago e ao Trabal... na próxima jornada recebemos a Juventude de Viana, mas depois vamos a Turquel!!! É verdade que vamos receber a Oliveirense na Luz, mas temos as 'saídas' aos Corruptos e aos Lagartos (e ninguém pense que os jogo com os Lagartos vai ser fácil)!!!
"Na passada sexta-feira, num Estádio da Luz uma vez mais muito bem composto, assistimos a um bom jogo de futebol.
1. (...)
2. Na passada sexta feira, num Estádio da Luz uma vez mais muito bem composto - mais de cinquenta e três mil! -, assistimos a um bom jogo de futebol. Ricardo Soares mostrou-nos um Chaves bem organizado e com um meio campo que combinou agressividade com talento. Rui Vitória, mantendo a base do onze que vencera o Sporting de Braga - com excepção do lesionado Fejsa - viu, uma vez mais, Mitrolgou ser determinante. Nélson Semedo motivante e Luisão liderante. E Rafa, jogo a jogo, vai mostrando o seu imenso talento e suas intrínsecas qualidades. Agora o Benfica começa um ciclo relevante fora da Luz, Estoril, Feirense e Dortmund são os seus próximos adversários. Sabendo, sempre, que cada jogo é uma final. Em Dortmund é mesmo uma final. No que concerne à presença na Liga dos Campeões. No Estoril é o arranque de outra final, já que o Benfica tem todas as condições para ser um dos finalistas da presente edição da Taça de Portugal. E frente ao Feirense o Benfica tem de manter a liderança da nossa Liga. E sabendo que há, em permanência, vozes que no fundo e ao fundo não reconhecem o valor das vitórias, a convicção do balneário, a força dos adeptos. E estas vozes, fazendo coro, descobrem, em cada dia, novas não verdades e acrescentando conceito como o de pessoas de bem, como se fossem virgens imaculadas ou como não houvesse memória - boa memória - no panorama desportivo português, incluindo no audiovisual. Mas o que fica, da noite de sexta feira, é um jogo disputado, competitivo, renhido, atractivo.
Ou seja, o que motiva milhares, numa fria noite de sexta feira, e no arranque de umas mini férias, a ir a um jogo de futebol de 'primeira'! Mesmo de primeira. Com magia e erros. E sabendo nós que o carro do ano é o Peugeot 3008! Tão só. E bem!
3. Claudio Ranieri conheceu, em Leicester, o que é a euforia. E o que é ser considerado bestial. E viver e sentir um conto de fadas. Foi campeão. Foi o melhor treinador do Mundo. Levou, em 133 anos de história, asa faixas de campeão a um clube e a uma cidade que passaram a ser conhecidos em todo o Mundo. Mas, como escreveu, «sonho está morto». Em Leicester vive-se e agonia do campeão. Com ele sabemos, uma vez mais, que o futebol tudo devora. Da loucura da festa, com a voz intensa e profunda de Andrea Bocelli, à dor da saída foram, tão só, nove meses. Foi, acredito firmememte, uma aventura maravilhosa. Que Leicester sempre recordará. Já que, como escreveu, «foi uma prazer e uma honra ser campeão convosco»! Agora é o próximo jogo. Sem Ranieri. Frente ao Liverpool amanhã à noite. Cujo treinador Klopp, com a sua audácia e liberdade, falou de coisas estranhas nos últimos meses, como «o Brexit, Trump, Ranieri»! Muito certeiro este alemão... a falar de um italiano... em Inglaterra... e de um clube cujos donos são asiáticos! Que novo Mundo este!!!
4. Benfica e Futebol Clube do Porto estão nos quartos de final da Youth League, uma das mais recentes e prometedoras competições da UEFA. Que é uma verdadeira exposição para os jovens talentos da formação das grandes marcas do futebol europeu. Renato Sanches, acreditem, também foi referenciado, na época passada, em dois ou três jogos desta jovem Liga, como num jogo fantástico que presenciei na periferia bem árabe de Istambul! Esta época, para além dos dois clubes portugueses, dos oito finalistas três são espanhóis - Barcelona, Real e Atlético de Madrid -, um russo - CSKA -, um austríaco - Red Bull Salzburgo - e um holandês, o Ajax. Como nos recorda, com a sagacidade de profundo conhecedor o Armando Carneiro, estão de fora desta atractiva competição os clubes ingleses, alemães, italianos e franceses. E o Benfica é o clube com mais jogos disputados nesta competição, trinta e quatro. O Seixal, e a sua Academia, a mostrar a sua relevância e a sua força. E a indicar o caminho do futuro. Onde a formação é determinante e motivante. Como escreve Pierre de Ronsard, «o verdadeiro tesouro do homem é a verde mocidade. Os anos que nos restam são apenas invernos»!"
"Reconhecendo quanto a todos aborrece o debitar de opiniões sobre a vida dos nossos clubes por parte de gente adversária do mundo do audiovisual e com acesso à imprensa escrita, longe de mim mora a ideia de proferir o que quer que seja de considerações pessoais sobre o confronto eleitoral em curso no Sporting e sobre os perfis dos candidatos a concurso do outro lado da rua. Houve, no entanto, na noite desta quinta-feira um pormenor de carácter exclusivamente logístico sobre o qual será permitida a estranhos uma fugaz e nada abusiva reflexão. Tratou-se da escolha do palco para a transmissão do único debate da campanha e que, ao contrário de todas as previsões, se veio a revelar de modo uma escolha funesta para a legítima ânsia de unanimidade do presidente em exercício e, sobretudo, para o alimento do seu ego exuberante. O facto do debate ter acontecido na Sporting TV o que, à partida, sugeriria grossa vantagem para o poder instituído - a vantagem indiscutível de jogar em casa - e, principalmente, sugeriria uma grossíssima ingenuidade do seu concorrente - a ingenuidade de se colocar à mercê da oratória e dos meios técnicos do regime - transformou-se em duas horas e quase meia de torrencial desmerecimento da figura do presidente em exercício sob a égide oficial e sob o logótipo do canal do clube. Manietado pelo arremedo de uma pose de Estado que julgou bastante para um triunfo em toda a linha, porventura surpreendido pela ousadia do concorrente e pela notável imparcialidade do moderador - que foi muito mais um jornalista em serviço do que um funcionário ao serviço -, muito se deve ter arrependido o presidente em exercício de não ter preferido à sua Sporting TV, o estúdio neutro de uma SIC, de uma TVI, de uma RTP onde se sentiria totalmente liberto dos constrangimentos do protocolo que a si próprio impôs sem ter de passar pelo incómodo de se ver publicamente desconsiderado na sua própria casa. O presidente em exercício, tudo o indica, continuará a "brincar" com as câmaras da Sporting TV por mais quatro anos mas tão cedo não se vai esquecer do que teve que suportar em nome da louvável democracia, interna, essa malvada.
Entretanto, o Benfica venceu ontem o Desportivo de Chaves que é a equipa-sensação da temporada ao ponto de ter afastado o Porto e o Sporting da Taça de Portugal. Ontem, jogando muito bem, não conseguiu afastar o Benfica do seu sonho. Mas deu uma trabalheira."
Além da invencibilidade, garantimos hoje, o 1.º lugar na 1.ª fase, matematicamente...
PS1: Esta manha decorreu nos Pavilhões da Luz, a entrega dos emblemas de dedicação aos sócios do Benfica... antecipando o aniversário da próxima Terça-feira. Cerimónia, que com os anos, vai tendo cada vez mais participação...!!!
PS2: Parabéns ao Francisco Belo, pelo recorde nacional no Lançamento do Disco, com 61,55m.
PS3: Parabéns ao nosso nadador Rafael Gil que hoje se sagrou Campeão Nacional de 5000m.
Fim da 1.ª fase da Liga, com a vitória esperada, apesar das dificuldades! Só no último período conseguimos uma vantagem substancial... Isto numa partida, onde defrontámos muitos ex-companheiros!
Com a classificação definida, dos nossos 5 adversários na 2.ª fase, só não perdemos com os Corruptos!!! Com todos os outros (Vitória, Oliveirense, Galitos e Illiabum) perdemos os jogos fora!!! Temos equipa para vencer os 10 jogos, mas para isso é preciso jogar muito melhor...
E sem lesões será mais fácil!!! O Lonkovic hoje já esteve na ficha da partida, mas não foi utilizado... as recuperações do Raivio e do Morais ainda preocupam!!!
"Tem sido assim ao longo das últimas semanas: um Benfica muito dependente de Mitrolgou - e também de Ederson, que ontem voltou a ser obrigado a trabalho redobrado - para resolver os problemas que, embora líder, não consegue disfarçar. Claro que não é só demérito dos encarnados, o Chaves provou na Luz aquilo que já tinha mostrado em jornadas anteriores: é uma excelente equipa, muito bem orientada por Ricardo Soares, treinador que conseguiu pegar no grande trabalho desenvolvido por Jorge Simão e, apesar das baixas provocadas pelo mercado de inverno, manter uma equipa competitiva - talvez até mais competitiva do que na primeira fase da época.
Ainda assim, o conjunto de Rui Vitória, repetimos, voltou a não conseguir esconder algumas dificuldades que vem revelando de há uns tempos e esta parte, em especial quando chega a hora de controlar o adversário. A ausência de Fejsa no meio-campo na partida de ontem (e outras...) é, claro, um argumento a ter em conta, mas não explica tudo: a águia devia ter matado o adversário bem mais cedo, evitando os calafrios por que acabou por passar até Mitroglou, já em cima do final, bisar e fazer suspirar de alívio as bancadas da Luz.
Óbvio que o essencial foi conseguido: o Benfica ganhou e colocou desta vez toda a pressão no FC Porto, que depois de desgastante noite europeia na quarta-feira tem amanhã teste muito duro no Estádio do Bessa, onde entra ciente de que um deslize pode complicar (embora nunca hipotecar) a equipa na luta pelo título. Para os adeptos benfiquistas ficará, talvez, a ideia mais optimista mesmo não jogando de forma brilhante a equipa tem-se mantido na frente. E como não há mal que sempre dure, isso será sempre um bom sinal."
1. Tal como espectável, o moralizado e bem sucedido Desportivo de Chaves criou imensas dificuldades ao pressionado Benfica. Jogo a iniciar-se com forte presença do Benfica, a pressionar imenso a equipa de Chaves, com grande dinâmica do lado direito, através de Nélson Semedo, a castigar o lado esquerdo contrário convidando toda a equipa a acompanhar a sua dança frenética. Apesar deste forte cartão de visitas dos anfitriões, a estratégia dos personalizados visitantes passava por estancar o habitual e madrugador assédio contrário, espreitando criteriosamente as costas da defesa encarnada, tirando assim proveito das deambulações constantes dos seus competentes avançados para atingir a baliza de Ederson.
Semedo superlativo
2. Ao longo deste período e após entrada forte do Benfica, sempre que se soltava e conseguia estender-se no campo, o Chaves mostrava argumentos e os melhores momentos acabaram por ser dos visitantes com Fábio a desfrutar de três oportunidades para visar com êxito a baliza das águias. O habitual 4x4x2 do Chaves, dispondo de dois jogadores nos corredores laterais mas que buscam constantemente o espaço interior (Perdigão e Fábio) e um experiente médio travestido de avançado (Braga), conferem aos momentos ofensivos da equipa grande dinâmica e mobilidade, revelando ainda a equipa de Ricardo Soares grande capacidade para garantir equilíbrio defensivo em todos os momentos do jogo. Mas, como no aproveitar é que está a virtude, o golo do Benfica pelo impagável grego alterou o figurino do jogo - mais um momento superlativo de Semedo -, trazendo tranquilidade ao Benfica e tirando o Chaves do jogo por largos momentos. Mas depois do golo - somámos mais 12/15 minutos em que o Benfica assumiu o jogo, organizando o seu jogo de forma mais pensada e posicional - tudo voltou ao equilíbrio e a toada de parada e resposta com alta intensidade e transições consecutivas voltou a dominar a partida.
Neste contexto próprio de ténis de mesa, o fantástico golo de Bressan traz a verdade ao jogo (grande qualidade organizacional dos transmontanos) e obriga Rui Vitória a intervenção assertiva ao intervalo, trazendo Rafa para outros espaços (troca com Zivkovic) e amarrando Samaris à posição 6.
Ousadia criou espaços
3. A segunda parte iniciou com valor individual dos intervenientes a ditar leis. Samaris aproveitou uma vez mais a magnífica propensão ofensiva do seu lateral e Semedo a oferecer o golo a Rafa.
O Benfica voltou a controlar o jogo, revelando maior capacidade para reduzir os espaços para as saídas de Tiba e companheiros, principalmente pelo melhor posicionamento de Samaris, mais altruísta na sua missão principal de 6, homem de coberturas, guardando as costas ao dinamizador de todo o jogo ofensivo encarnado, Pizzi.
Mais Benfica na segunda parte, mas com o Chaves a mostrar-se sempre vivo, atrevido e incómodo no seu jogo. O treinador flaviense partiu em busca do resultado, promoveu alterações que trouxeram robustez ao processo ofensivo, convidando os seus homens ao assalto final à baliza de Ederson. Válida e digna de elogios a reação dos homens do Norte trazendo suspense à composta arena da Luz.
Tanta ousadia deixou espaços e permitiu ao implacável Mitroglou aproveitar a inocência do central contrário na abordagem ao lance rápido e fez o terceiro golo que selou definitivamente a partida.
Bom jogo e resultado justo mas sempre incerto em função de uma boa réplica da equipa que viajou de Trás-os-Montes carregada de justificadas e legítimas ambições."
Mitroglou (quem mais?) marcou dois golos e voltou a ser decisivo. Quinto jogo consecutivo a marcar - Nacional, Arouca(2), Dortmund, SC Braga e Chaves(2). O avançado grego é, neste momento, o abono de família benfiquista. Soma 22 golos em todas as provas.
Ui
O jogo a correr mal a Rafa e Pedro Tiba ainda lhe fez uma maldade (41'). O avançado avançou como um foguete para o médio e ficou com os olhos trocados quando Tiba passou a bola por trás das costas. O flaviense ainda foi finalizar o contra-ataque que lançou.
Quantos mais melhor
Cerca de dois mil flavienses estiveram na bancada a apoiar o Chaves. Caso raro de tanto apoio de um adversário das águias na Luz. O Chaves não visitava o palco dos encarnados para o campeonato desde 14 de Maio de 1999. Passaram quase 18 anos.
Inspira, expira
Benfiquistas com coração nas mãos nos últimos minutos. Pedro Tiba quase marcou aos 82' e o árbitro anulou golo a Massala por fora-de-jogo aos 83'. Depois de dois jogos a vencer por 1-0, Mitrolgou descansou o público ao marcar o 3-1 a dois minutos do fim.
Pé quente
Aprendeu a falar castelhano no Olympiakos e, no final do primeiro ano, já sabia português. Samaris, em declarações à BTV, falou em português corretíssimo e já conhece as expressões do futebolês. «Mitro está com o pé quente», assinalava."
O objectivo é outro!!! Até 'dá' para estrear jogadores, nesta Fase... mesmo assim, deixar o Filipe Soares e o Dju no banco é 'estranho'!!!
Infelizmente já começa a ser habitual, nestes jogos das camadas jovens, quando o Benfica se desloca a campos com poucas condições e com adeptos Anti's - desta vez mascarados de adeptos da Académica -, a má educação e a violência acabam sempre por reinar... Quase sempre com a passividade das forças de segurança...!!!
Jogo muito mau... com demasiadas desconcentrações, numa partida onde tivemos 4 exclusões (duas delas ao mesmo tempo e que acabaram por 'cavar' a diferença no início da 2.ª parte...), contra 11 do ABC!!! Isto deu muitos minutos em superioridade numérica, que não aproveitámos... o Tiago Pereira fez falta!
Que nem um paciente na triagem de urgências do S. José, esperou mais de uma hora até ser de facto chamado a pronunciar-se. Fê-lo com uma excelente defesa denotativa da elegância e do pragmatismo que caracterizam os grandes guarda-redes e os poucos utentes civilizados do SNS. Há 157 minutos que não pontapeia ninguém.
Nélson Semedo
É uma interessante jogada de marketing. O presidente Luis Filipe Vieira terá falado com Nélson Semedo no final do jogo e convencido o internacional português a mudar o número da camisola, à medida que o valor do seu passe aumentar. No próximo jogo, Nélson exibirá o 65 + prémio por objetivos nas costas. Enfim: foi mais um jogão do miúdo. Palavra de honra que rebobinámos o jogo para encontrar uma acção errada que fosse e só vimos o amarelo que o impede de jogar na próxima jornada. Entretimento fizemos flash forward e já lá estava o André Almeida.
Luisão
Uma sucessão bem conseguida de cortes atentos e intervenções esclarecidas que são um hino à sóbria eficácia do nosso capitão e uma chatice para quem tem de escrever sobre a sua exibição, mas pelos visto já escrevemos. Siga.
Lindelof
Tem chegado a horas ao trabalho e demonstrado interesse nas tarefas menores delegadas pelos superiores hierárquicos, não obstante o interesse já demonstrado em abraçar um novo desafio profissional. Devia parar de publicar citações inspiradoras no Linkedin. Nunca ninguém foi contratado por ter lido Paulo Coelho.
Eliseu
Exibição pouco entusiasmaste, um pouco como aquele empregado do chimarrão que aparece com presunto, quando já enfardámos dois quilos de maminha. Vimo-lo algumas vezes como jogador mais recuado no terreno quando a equipa atacava, o que nos levou a imaginar Eliseu como protagonista num filme intitulado “O Ultimo Homem”. Sim, claro, um filme de terror.
Samaris
Continua a acusar o facto de não ser Ljubomir Fejsa. Ocupar esta posição na equipa do Benfica é uma tarefa ingrata, especialmente para alguém que cresceu a ler Aristóteles, besuntado em protector solar SPF50, numa praia qualquer. Naquela zona do terreno, precisamos de mais Sarajevo e menos Mykonos.
Pizzi
Manteve algumas das características que nos fazem gostar dele - o penteado, o toque de bola, a qualidade do passe um ou outro passe a romper - mas a sua condição física, digna de um Andrea Pirlo com 45 anos e uma artrite, leva a que se esconda um pouco mais nas acções ofensivas. Assim que viu o seu número no placar de substituição, abandonou o campo em passo de corrida, uma decisão da qual se espera que recupere totalmente no terceiro trimestre de 2017.
Salvio
A sua melhor acção no jogo aconteceu quando evitou tocar na bola e isolou Nélson Semedo para o cruzamento do segundo golo. Agora pensem.
Zivkovic
Chegou a Lisboa menino e vai cumprindo o desígnio de se tornar homem, o que coloca os adeptos na difícil posição de terem que partilhar a sua paternidade e aceitar algumas infantilidades. Zivkovic começou o jogo a tentar compreender a chegada da puberdade e terminou, para surpresa dele próprio, e dos pais, a apreciar os prazeres da pesca à linha com o tio Jonas. Hoje só apanharam tainhas, mas isto vai lá. Tal como a maioria das pessoas ao longo das suas vidas, irá abandonar as tendências mais libertárias e irreverentes da juventude para se entregar à eficácia do tentado, que inevitavelmente o tornará um dos melhores extremos do mundo. Infelizmente isso já não será problema nosso.
Rafa
Depois de uma primeira parte em que foi quase, mas a intenção era boa, aproveitou a segunda vida no jogo para voltar a marcar no campeonato e, mais uma vez, convencer os adeptos de que está prestes a explodir. Lembrem-se do que aconteceu ao outro. Boa segunda parte, ainda com pulmão para ensaiar algumas jogadas de FIFA com Jonas e Mitroglou.
Mitroglou
Os seus golos podem até valer 45 milhões para o Shuangzei Ca-ching, mas a alegria e a liberdade que demonstrou em campo não têm preço. O quê? Perdoem-nos o lirismo. 80 milhões, amigos. Ele foi lances individuais, combinações inteligentes com os colegas, recepções orientadas, adversários desorientados, artes marciais que quase davam golo da jornada na Eurosport, golos e mais golos, sorrisos rasgados. UFA. Aquele golo milagroso em Braga deu a Mitroglou a confiança que muitos de nós só recuperam depois de assistir a um vídeo de Gustavo Santos. É que talvez não saibam mas a vida é uma troca, como tal, tens de saber trocar o melhor de ti com o melhor dos outros e nunca o melhor que tens com o pior do que têm para ti.
Jonas
Lê Lê Lê
Lê Lê Lê
Samba, tira o pé do chão
Se solta e samba
O seu coração já bate samba
Pois, o nosso lema é a união, sem discriminação
Faz um dois, um lá e cá
Deixa o corpo balançar
Quando menos perceber o meu samba é p'ra vencer
Na segunda, no refrão, sem querer vai bater na mão
E aí vira Carnaval,
Alegria geral
Lê Lê Lê
Lê Lê Lê
ExaltaSamba, “Samba Alegria”, composição de Renato Xavier de Souza
Filipe Augusto
Continua a demonstrar fome de bola; perdão, uma furiosa galga. Assim que entra em campo não percebemos se é Filipe Augusto que corre muito depressa ou Pizzi que está a recuar. O brasileiro junta a essa velocidade um pé esquerdo mundividente com licenciatura na Universidade da Vida, mochilão no Sul de Espanha, e MBA no INSEAD. Se continuar a abordar cada lance como se fosse o último, ninguém conseguirá antecipar quando é que Jorge Mendes o levará para outro clube.
Cervi
Três minutos em campo, tempo suficiente para realizar um sonho de infância e trocar de camisola com Mitroglou.
Chaves (Grupo Desportivo de)
Que maravilha. Dá gosto ver. Os sistemas de classificação mais ortodoxos colocam esta agremiação em sétimo lugar, mas seguem imparáveis em segundo no coração do Kralj.
Chaves (Pastéis de)
Que maravilha. A massa que canta, a suculenta carne picada, o perfume dos temperos, o refluxo por termos comido um ao pequeno-almoço.
"1. Melhor o resultado do que a exibição, mas o que interessa é que ganhamos... e como o FCP só joga domingo, vamos passar o fim de semana altamente pressionados em 1º lugar com 4 pontos de vantagem.
2. Ganhamos com os golos a serem marcados pelos barbudos Mitro e Rafa... se os flavienses quiserem obter um bom resultado da próxima vez que vierem à Luz, aconselho que em vez de terem no banco o Ricardo Soares, apresentem o Wilkinson Sword.
3. Para além da nossa vitória, este jogo demonstrou também que Fábio Martins tem um dos pontapés mais potentes da 1ª Liga... umas vezes na bola, outras na canela do Samaris, mas sempre a chutar à bomba.
4. Fortíssimo o Desportivo de Chaves nos remates de longa distância... se continuam neste registo, no fim da temporada têm que mudar o nome para Desportivo de Isaías.
5. O golo do Rafa foi algo ambíguo e susceptível de diferentes interpretações... por exemplo, para os Benfiquistas foi "golo"... para o Olegário Benquerença terá sido uma "defesa in extremis"."
Tal como suspeitava, jogo muito complicado, contra a equipa 'sensação' do Campeonato. O Chaves além de defender colectivamente, tem jogadores de qualidade nas saídas para o contra-ataque... e mesmo perdendo alguns jogadores em Janeiro, principalmente no meio-campo, conseguiu compensar as 'saídas' com organização colectiva...
Num momento onde temos um calendário 'apertado', teria sido preferível um jogo mais 'calmo', mas acabámos por ter um dos jogos mais 'intensos' na Luz esta época, principalmente porque o adversário quis participar no jogo!!! Não fez anti-jogo e isso faz toda a diferença...
Também não defendeu 'alto', deixou o Benfica trocar a bola na 1.ª fase de constrição, recuou a linha do meio-campo, para junto da linha defensiva, mas sempre que recuperou a bola, mostrou organização, e qualidade...
Ao contrário do que já ouvi (na rádio) e li em alguns locais, apesar das dificuldades, o Benfica foi sempre superior... mesmo cometendo alguns erros:
- a aposta do Rafa na 1.ª parte, jogando no 'meio', foi um erro...
- o Zivkovic é neste momento, claramente, a melhor aposta para a Ala direita, não o lado esquerdo..
- o Samaris em vários momentos do jogo, não conseguiu 'fechar' as perdas de bola do Benfica, recuando em demasia para junto da nossa linha defensiva, e não pressionando... abrindo um buraco no meio...!
Curiosamente na primeira jogada do jogo, parecia que ia ser fácil entrar pelo 'meio' na defesa do Chaves... foi lance único! O Rafa não tem as rotinas da posição, a diferença para o Jonas é gigante... a recepção de bola, entre linhas, e a capacidade de decisão do Jonas é inagualável no actual do Benfica...
Este problema, obrigou o Benfica a 'rodar' a bola por 'fora', tornando o nosso jogo previsível... com o Salvio a decidir sempre mal, com a bola a não chegar ao Zivo, com o Eliseu a não subir... acabaram por ser as 'subidas' do Semedo, os únicos movimentos desequilibradores...
Mesmo assim, apesar de 2 ou 3 saídas perigosas do Chaves, o Benfica marcou... e até podia ter marcado mais...
Para mim, o momento do 'complicómetro' foi mesmo o falhanço do Mitro perto do intervalo, praticamente na única boa decisão do Salvio... Seria o 2-0 antes do descanso! No ataque seguinte, o Chaves empatou...!!!
O 2.º tempo foi completamente diferente, ainda antes da entrada do Jonas, notava-se um Benfica mais agressivo... mais rápido... E com a deslocação do Rafa para a esquerda, ganhámos velocidade no flanco... De longe os melhores minutos do Rafa no Benfica, após o 1.º jogo em Arouca!!! E não foi por ter marcado o golo...
Apesar do 2.º golo, a substituição do Jonas pelo Salvio, manteve-se... A mensagem era clara, queríamos o 3.º golo. E só devido à uma tremenda falta de eficácia, não marcámos... E desta vez, nem foi preciso o guarda-redes adversário 'engatar', os nossos remates saíam quase sempre ao lado...!!!
Com a diferença mínima o Chaves acreditou e o Benfica começou a temer o empate...! Apesar desta reacção de louvar do Chaves, o Ederson fez neste período uma única defesa complicada, num remate de muito longe...
Até que, depois de perdermos muitos ressaltos, finalmente uma bola 'sorriu' ao Benfica, e o Mitro 'fechou' o jogo com o 3.º golo!
O Ederson voltou a ser fundamental, com a tal defesa na parte final, mas também com duas saídas aos pés dos adversários... e com muita tranquilidade nas saídas pelo ar...!!!
Luisão e Lindelof estiveram bem... até porque os jogadores mais perigosos do Chaves são os Alas... e portanto 'longe' da sua área de acção...
O Semedo fez duas assistências, além de ter defendido bem... está num grande momento de forma, e vai fazer falta na Feira... O Eliseu 'protegeu-se', não subindo muito... mas com o Nelsinho no outro lado, é preciso ter um lateral esquerdo, comedido.
Não é fácil substituir o Fejsa, o Samaris entrou mal na partida, a passar a bola e a defender, mas com o tempo foi melhorando... Aquela entrada assassina que sofreu logo aos 5 minutos, também não ajudou! Uma das diferenças maiores entre o Samaris e o Fejsa é na reacção à perda bola, o Sérvio 'ataca' a bola, com tudo, e raramente é ultrapassado; o Samaris 'recua' demasiadas vezes para junto dos Centrais e quando tenta a pressão alta, perde muitas vezes os duelos...
O Pizzi normalmente só é elogiado quando marca golos...!!! Mas hoje, pareceu-me um dos melhores jogos do Pizzi dos últimos tempos!!! Principalmente devido aos passes médios e longos, algo que ele não costuma arriscar... e desta vez, acertou praticamente em todos!
O Salvio não está bem. Decisões erradas atrás de decisões erradas... O problema 'duplica' porque 'empurra' o Zivo para a esquerda!!! Foi notória a melhoria do jovem Sérvio no 2.º tempo...
Tivemos dois Rafas, o da 1.ª parte, nada adaptado à posição... no 2.º tempo, o Rafa que queremos, com velocidade, com a bola colada aos pés, embalado...
Que dizer de Mitrolgou, a passar claramente pela melhor fase da sua carreira no Benfica... E isso nota-se até nas movimentações sem bola... onde tem estado muito disponível!
Boa entrada do Jonas, dando imediatamente outro critério na construção de jogo ofensivo... Na parte final, foi demasiado fução... queria mesmo marcar um golo!
O Filipe Augusto entrou para dar força ao meio-campo, mas desta vez, entrou algo trapalhão... O Cervi devia ter entrado mais cedo, porque o Benfica precisava de ter mais bola no pé... e mesmo vertigem ofensiva!!!
No estádio, retardei o festejo no 1.º golo... estava longe, não me apercebi se houve ou não falta do Mitro. A caminho de casa, foi curioso ouvir na rádio, opiniões seguras, que depois justificavam-se com a frase: a repetição não é clara!!! Pronto fiquei logo se sobreaviso: chego a casam vejo o video... e de facto a repetição nada mostra!
Já sei que este lance vai ser usado, para branquear os milhares de outros lances que ocorreram nos jogos do Benfica e dos Corruptos... Mas as imagens não provam nada. nadinha... Só verá falta no lance, quem quiser que seja falta...
Não existe agarrão, os dois jogadores usam os braços para ganhar posição, e o defesa do Chaves, aparentemente desequilibra-se nos apoios (não existe rasteira nas pernas), mas vamos ter Circo!!!
Circo esse, que vai olhar de lado (ou passar por cima completamente...) para o lance do Fábio Martins sobre o Samaris: Vermelho directo aos 5 minutos da partida!!! Houve outros cartões perdoados, muitos ao Chaves, o Samaris e o Eliseu também podiam ter levado... mas curiosamente acabou por ser o Semedo a levar o 1.º amarelo da partida, num lance igual a muitos outros... Logo um jogador que estava à 'bica'!!!
No Canto, onde se vai dizer que foi anulado um golo ao Chaves, existe uma dupla falta: fora-de-jogo, e obstrução... é só escolher!!!
Rui Vitória vai ter uma decisão difícil para Terça-feira na Amoreira: o mais provável é dar descanso a vários jogadores; mas a 2.ª mão da Meia-final da Taça de Portugal, com o Estoril, também está 'encaixado' num momento difícil (jogo com os Corruptos), portanto seria 'agradável', 'matar', a eliminatória no primeiro jogo!!!
Mesmo assim acredito que Júlio César, Jardel, Almeida, Carrillo, Cervi, Jonas e Jiménez vão ser titulares...!!
"Desde treinador a jornalistas, foi unânime que o SC Braga fez contra o Benfica a sua melhor exibição da época. Nunca é fácil ganhar em Braga, mas este ano teríamos mesmo que o fazer para manter a chama do Campeonato acesa. Assim foi!
Nos últimos dois meses, os erros de arbitragem são em todos os campos, de todas as formas e no mesmo sentido. Braga não foi excepção, mas teremos mesmo que jogar e contar com essa realidade até ao fim. Parece ser quase impossível ganhar este ano.
Seguimos a agenda num difícil encontro com a equipa sensação do campeonato. Vai ser complicado o jogo contra o Chaves, logo à noite. O Chaves fecha bem e contra-ataca melhor. É mesmo das equipas que mais dificuldades pode criar ao estilo de jogo encarnado. Será mais uma etapa no nosso difícil percurso, faltam 12, e cinco das seis saídas são no grande Porto (Feira, Paços, Moreira, Vila do Conde e Bessa). Não há margem para lamentos.
O FC Porto não teve sorte no sorteio da Champions. A Juventus parece que não joga muito... e ganha sempre. Tem a vantagem de nunca quererem esmagar e golear, ao contrário de outros adversários mais predadores.
Alguns portistas queixaram-se da arbitragem. Acho injusto. Por um lado não podia ser nomeado o Luís Ferreira, por outro, foi este árbitro e as suas escandalosas actuações que deram a muitos dos adeptos azuis e brancos a única alegria dos últimos 40 meses. Sejamos justos, Nuno Espírito Santo pautou-se pelo equilíbrio. Chegados a este nível os emblemas nacionais chocam com uma barreira, onde também está a imensa qualidade adversária.
Terça-feira temos um problema que outros rivais não têm: uma meia-final da Taça de Portugal para resolver, contra o Estoril. Ainda bem que somos prejudicados por uma agenda tão cheia, é assim quando se é muito grande e se quer ganhar muita coisa."
"Os antigos gregos usavam mitos para explicar fenómenos da natureza e as origens do homem e do mundo, mas Homero, que tão bem o fez em Ilíada e Odisseia, não previu o futuro, ou não se teria esquecido de Mitrolgou, um semi-Deus cujos poderes o têm notabilizado na Ibéria.
Não é o caso do nativo e terrivelmente mundano Luís Ferreira, detentor de uma arma outrora poderosa, mas ainda útil amiúde - um apito dourado. Não anulou totalmente os poderes de Mitroglou, mas quase. No passado, o desavergonhado Luís Ferreira, então desconhecido, serviu os mestres de tal arma nos tribunais e, no presente, apesar da sua aparente propensão para o erro selectivo, tem tido direito a apitar diversas partidas de águias e dragões, sempre em prejuízo dos primeiros e benefício dos segundos (e não é o único). Diz-se dele que goza da protecção de um tal de Costa. Se é Paulo ou Pinto, não se sabe, mas sairá com boa avaliação ou bofetada de um super adepto.
E o que dizer de Saraiva do Facebook, papagaio do Talismã de Carvalho e descobridor dos 'exércitos mitológicos' nas fábulas de La Fontaine. Ou se trata de um mito e seria um aprendiz de Némesis, ou de uma fábula, e nada melhor que um caniche irritante e inconsequente para representá-lo. É que, aos leões, resta assegurar o terceiro lugar. Aos lagartos, interessará sobretudo lutar contra o tetra ou Bi 18. Por isso, em vez de nos agradecerem os pontos no ranking da UEFA e a nossa ajuda no firmamento da sua posição no futebol português, a terceira, pelo contrário atacam-nos despudoradamente. Sobre os escândalos portistas, incluindo frente ao Sporting, nem uma palavra. São, de facto, os idiotas míticos e úteis da fábula do dragão dourado."
"A iniciativa do Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD de solicitar, na semana passada, uma reunião com a Secção Profissional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol merece ser saudada por três motivos.
Em primeiro lugar, a transparência. A preocupação de o presidente Luís Filipe Vieira e seus pares tomarem o futebol português mais atractivo do ponto de vista desportivo e, sobretudo, mais integro a nível da transparência das suas competições é a melhor prova da importância que o Glorioso confere à credibilidade da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. Por muito que custe a reconhecer a algumas mentes mais perversas, a verdade é que nas últimas semanas se têm verificado situações de coacção e condicionamento sobre a arbitragem.
As ameaças feitas do árbitro Artur Soares Dias, em pleno Centro de Treinos da Maia, no dia 5 de Janeiro deste ano, por membros da claque do FC Porto e o pertardo disparado pelos mesmos adeptos para o guarda-redes Moreira, no Estoril-FC Porto, foram dois episódios gravíssimos. Todos esperamos que as entidades competentes investiguem acusem e punam os infractores. É intolerável que um árbitro, seja o primeiro ou último classificado, se sinta condicionado em campo a pensar que algo de mal lhe poderá acontecer ou aos seus familiares se tomar uma decisão que prejudique o clube dos adeptos ameaçadores.
Basta analisar os jogos do Tricampeão com Boavista, V. Setúbal, Nacional, Arouca e SC Braga para detectar erros clamorosos que nos causaram a perda irreparável de três pontos, uma expulsão injusta, três expulsões perdoadas aos nossos adversários, um golo mal invalidado e cinco penálties por assinalar a nosso favor.
Basta analisar os jogos do FC Porto com Paços de Ferreira, Rio Ave, V. Guimarães e Tondela para perceber que o nosso adversário devia ter menos cinco pontos.
"Apesar do triunfo alcançado em Braga, e da manutenção da liderança do Campeonato, confesso que, no domingo à noite, senti uma enorme preocupação.
Independentemente dos resultados, o que se passou nos estádios em que se lutava pelo título não pode ser branqueado. O Benfica ganhou, mas o golo de Mitroglou não apaga mais uma arbitragem desastrosa, e muito penalizadora para o nosso Clube – algo que, sobretudo de há uns meses para cá, se transformou num hábito.
Dois penáltis por marcar e um golo mal anulado, entre outros erros menores, são matéria mais do que suficiente para estabelecer um padrão: o campo estava inclinado, como esteve nos jogos com o Boavista, com o Moreirense e com o V.Setúbal. Paralelamente, o FC Porto, em vésperas de compromisso europeu, viu a sua equipa simpaticamente guiada até a uma confortável vitória, por uma arbitragem digna dos anos noventa. Como disse o treinador do Tondela, o que ali se viu foi surreal, e é assustador para quem esperava um Campeonato decidido apenas dentro das quatro linhas.
Assusta mas, infelizmente, não surpreende. Quando, no início de Janeiro, os árbitros foram objecto de uma inusitada campanha de intimidação a duas vozes, temi desde logo os efeitos. Eles não se fizeram esperar. Aí os temos. Nas nomeações, e consequentemente nos jogos.
Este Campeonato é muito importante para nós, mas ainda mais importante para o nosso adversário directo. Os últimos quarenta anos ensinaram-nos muito. Alguns dos protagonistas mantêm-se e a falta de pudor também. As pressões metem medo e fazem mossa. Esperar algo diferente é como acreditar no Pai Natal."
"Chegámos hoje à trimilésima octocentésima edição do semanário oficial do Sport Lisboa e Benfica.
Não se trata de um número de ordem normal na vida de um jornal desportivo.
Agora, à medida que os tempos se mudam, os meios transformam-se: as expectativas e as ofertas vão-se tornando cada vez mais efémeras, enquanto os públicos se volatilizam ao ritmo de novas solicitações e disponibilidades do mercado. E se enquanto na sociedade dos cidadãos tudo depende, mais e mais depressa, da circunstância e do resultado, os efeitos do tempo na esfera desportiva são ainda mais severos: com verdade verdadeira e realisticamente provada, quantos jornais de clube já chegaram, efectivamente, ininterruptamente, à sua edição n.º 3800?
Em Portugal, nenhum! E, de que aqui haja conhecimento expresso, na Europa e no mundo, nenhum outro, também.
Temos como historicamente provado que, ao tempo do seu lançamento no inicio dos anos quarenta do século passada, o jornal O Benfica constituiria um dos primeiros dínamos próprios, não especificamente competitivos, a dar corpo real à lapidar consigna do Clube - E pluribus unum - Ser um, único, entre todos.
O nosso jornal foi criado há mais de sete décadas para gerar coesão informativa ao esparso universo dos adeptos Benfiquistas. Nasceu no momento próprio para acentuar as relações da instituição com os seus simpatizantes, mas também para estabelecer novas conexões entre os próprios adeptos do Benfica.
Através dos precisos registos das competições em que o Sport Lisboa e Benfica participava, O Benfica pontuava pari passu a crescente grandeza do Clube; e, mediante o noticiário informativo relacionado com as actividades conviviais e culturais do tempo, criadas no quotidiano comum daquelas centenas de atletas que progressivamente vinham acolher-se sob as asas da Águia, o semanário já estimulava o associativismo que mais tarde sedimentaria a coesão do único e poderoso Benfica português e internacional.
Hoje os tempos são outros, os atletas e as modalidades estão diferentes, os leitores e o jornal modificaram-se, como se alteram, e muito, os seus contextos. Mas, na essência, a ideia de Benfica permanece em todos os textos e todas as fotos em todas as páginas do jornal O Benfica: dar notícia e defender um Benfica vencedor que continue a ser sempre o primeiro e único, entre todos os outros."
O avançado grego do Benfica não tem a classe de Jonas, a fantasia de Rafa, a explosão com bola de Gonçalo Guedes, entretanto vendido ao Paris Saint-Germain. Tem aquela pose curvada, como se carregasse um peso nos ombros, afaga a barbicha como se tivesse todo o tempo do mundo, por vezes parece jogador de finalização à boca da baliza mas em Braga demonstrou o contrário: assumiu o risco e entrou pelo buraco da agulha. Com apenas dois remates enquadrados com a baliza em dois jogos, Mitroglou garantiu igual número de vitórias importantíssimas para o Benfica, frente a Borussia Dortmund e Sp. Braga. Cinco golos em quatro jogos consecutivos a marcar, 45 em 76 aparições de águia ao peito. Números gordos para um avançado de eleição, a constante num sector que se tem debatido com as ausências de Jonas, a saída de Guedes, a inconstância de Rafa. Mitroglou, esse, tem estado sempre por lá.
4 pontos: Bernardo Silva
Por vezes não conseguimos acompanhar devidamente a evolução de Bernardo Silva com a camisola do AS Monaco. Elemento fundamental na manobra de Leonardo Jardim, leva já 127 jogos pelo clube do Principado, 26 golos, incontáveis assistências e ainda mais pormenores de classe refinada. Aos 22 anos, Bernardo não é uma promessa. É uma certeza. Podia ser encarado na reta final da formação como um criativo sem agressividade em campo, mas o jovem português tem demonstrado o contrário: assume o jogo, procura, cria e não se deslumbra. Pensa o jogo como individualidade mas sempre com o colectivo como prioridade. A exibição no reduto do Manchester City, em duelo épico na Liga dos Campeões (5-3), apenas surpreenderá quem não o conhece. Delicioso.
3 pontos: Miguel Leal
Tem desenvolvido um trabalho muito interessante no Boavista, nem sempre valorizado. Arrumou a equipa, projectou o seu preferencial equilíbrio, sem abdicar de uma noção de futebol positivo que completa bem a postura tradicionalmente intensa da equipa axadrezada. Com cinco pontos nos últimos três jogos, o Boavista chegou aos 29, está na 8.ª posição e lançado para uma época tranquila. Tudo sem excesso de protagonismo, como alguns colegas de classe, apenas com trabalho sério e discreto. Um bom treinador, a justificar o aplauso.
Negativo
2 pontos: Alex Telles
A Juventus já tinha assumido ascendente sobre o FC Porto mas a expulsão de Alex Telles comprometeu definitivamente as aspirações da formação portista nesta Liga dos Campeões. Não há desculpa para a falta de prudência do lateral. Tem 24 anos, jogou na Champions pelo Galatasaray, na Serie A pelo Inter de Milão, não pode ser acusado de inexperiência. Demonstrou uma inexplicável agressividade, pouco habitual no seu jogo, e a equipa pagou a factura. Pediu desculpa, o que lhe fica bem, e tem outro argumento de peso: um bom desempenho até ao momento, para além de entrega à causa, visível na forma como festeja triunfos com os adeptos. Foi, enfim, um dia mau.
1 ponto: Leicester
Um impronunciável Aiyawatt Srivaddhanaprabha procurou justificar uma das decisões mais chocantes de 2017: o despedimento de Claudio Ranieri, a 23 de Fevereiro, um mês e meio depois de o treinador italiano ter sido eleito o melhor do mundo na Gala The Best da FIFA. Há nove meses, levou o Leicester a um incrível – e irrepetível? – título na Premier League de Inglaterra. Está a um ponto da zona de descida, é certo, mas o que ganhará o clube com esta medida, nesta altura do campeonato? Ranieri tinha crédito e conhecimento de causa. Se o sucessor não evitar a despromoção, ninguém perdoará este gesto. Fica para a história do futebol mundial.