Últimas indefectivações

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Outras vez as transferências...

"Aproxima-se, a alta velocidade, uma nova janela de transferências. Como se já não bastasse a do imenso Verão que se estende pelos campeonatos dentro.
Em bom rigor, estes tempos de transumância consomem praticamente todo o ano. Porque é o antes, o durante e o depois. E este depois é o que vem antes de um novo durante. Cansativo e irritante. Denotando o imperialismo monetário (ou mercenário?) do futebol, entre jogadores ávidos a querer aumentar a liquidez da rotatividade e jogadores dispensados para aliviar a falta de liquidez dos clubes. No meio deles, toda a sorte de intermediários ou comissionistas encartados que acrescem o património na razão directa do turnover. É por tudo isto que não acaba a enormidade de se poder trocar de clube sempre apregoado nas assinaturas contratuais, qual sentimento de pertença logo abalado por um qualquer assédio de outro clube? Deixem-se de tretas.
Por cá, o Benfica continua a ser o campeão dos falatórios e das 'notícias' sobre transferências. No Verão é 'em ver se te avias' com manchetes e parangonas na comunicação social. Mas, no Inverno, essa febre já chegou com dois meses de avanço sobre o 'mercado' de Janeiro, reforçada pela prematura saída da Europa. Olho para os jornais e ficaria estarrecido se não desse o devido desconto a tanto alarme: sai Enzo, Gaitan e Salvio e, quem sabe, Talisca. Maxi também se diz que não renova. Agora é Cristante que dizem que regressa emprestado a quem o vendeu há meses! E que mais? Ficamos ainda com 11? O Benfica sempre vendedor. As notícias do Porto dão-no sempre como comprador. Porque será?"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Estreia Europeia com vitória... na Sérvia!

Partizan Belgrado 1 - 3 Benfica
31-29, 16-25, 24-26, 21-25

Excelente vitória, numa estreia Europeia complicada, com a viagem para Belgrado a ser efectuada hoje de manhã...!!! Num país com muita tradição na modalidade, e normalmente com ambientes difíceis...
Os primeiros pontos foram quase todos nossos, chegámos a ter 1-7 de vantagem, mas os Sérvios foram recuperando... com 21-24 parecia que o 1.º Set era nosso, mas desperdiçamos os 3 Set Point's, e perdemos nas vantagens.
Felizmente a equipa reagiu muito bem a este mau resultado, dominámos totalmente o 2.º Set, e no 3.º Set apesar de vingámos o 1.º!!! Tivemos sempre em desvantagem, mas nos últimos pontos demos a volta!!!
O 4.º Set esteve sempre controlado, a vitória nunca este em causa...

Na 2.ª mão na Luz, só temos que vencer dois Set's !!! Estamos muito perto de qualificarmos para os Oitavos-de-final, onde muito provavelmente vamos encontrar a Fonte do Bastardo!!!

Bom início... faltou o 'sprint'!!!

Corruptos 28 - 24 Benfica

Tivemos 3/4 da partida na liderança, com várias boas vantagens, mas nos últimos 15 minutos acabámos por baixar a qualidade defensiva, algumas exclusões nos momentos decisivos (Pedroso!!!), não ajudaram...
Acho que a equipa voltou a dar boas indicações, estamos a jogar com menos dois jogadores da rotação (Pujol, Carneiro), com muitos jovens, e estamos a melhorar a caminho do Play-off.
Hoje, ofensivamente, faltou mais 'participação', mas não é fácil marcar golos a uma defesa que tem uma 'tolerância' física muito acima do normal (mesmo assim, esta foi uma das melhores arbitragens dos últimos tempos)!!! Agora os 3 livres de 7 metros falhados, foram da nossa responsabilidade... Mas não nos podemos esquecer, que defrontámos o melhor plantel do nosso Campeonato (é uma daqueles situações onde os regulamentos da FPA são adaptados às necessidades dos Corruptos...!!!), mas mesmo assim, hoje os Corruptos só ganharam porque tem um jogador muito superior aos outros, porque colectivamente a nossa equipa parece-me mais trabalhada, mesmo com o pouco tempo que o Ortega teve...!!!

Vantagem desperdiçada...

Aves 3 - 3 Benfica B

Grande arranque, chegámos aos 0-2 (e só não foi mais um, porque foi mal marcado um fora-de-jogo ao Rui Fonte), com um grande golo do João Teixeira... mas fomos perdendo gás, e como estes jogadores já deviam saber (após o 1-2), rapidamente se arranjou um penalty contra, ainda fizemos o 2-3, mas logo a seguir num livre inventado, o Aves fez o 3-3... Até final o Aves ainda ficou com '10', mas nós não soubemos aproveitar.
Entre o copo meio cheio, ou meio vazio, acho que hoje perdemos mais 2 pontos... Voltámos à estranha opção por 3 centrais, e temos potencial para fazer melhor.

Varela: Valente, Lindelof, Nunes (Romário, 88'); Semedo Rebocho; Pinto, Teixeira (Santos, 84'); Guedes (Sanches, 76'), Costa; Fonte.

A renovação

"A renovação do contrato com Jorge Jesus divide os benfiquistas. A primeira questão é saber se o Benfica deve continuar a ter Jesus como treinador. A segunda é se o timing deve ser este.
É indiscutível que a equipa do Benfica subiu três patamares depois da entrada de Jesus. Em cinco anos, ganhou dois títulos e meio (um foi perdido nos descontos) e uma Taça de Portugal, entre outros. E praticou um futebol muitas vezes espectacular.
Argumenta-se que na Europa acumulou flops. E nos dez anteriores a Jesus ganhou o quê? Só se diz que o Benfica foi um flop na Europa porque cresceu muito em Portugal e os adeptos queriam mais.
Acontece um pouco o que se passou com Toni. Foi campeão, mas a direcção do clube achou que era pouco e contratou Artur Jorge para conquistar a Europa. O resultado foi o que se sabe: o Benfica entrou no período mais amargo da sua história recente. Mesmo assim, na 'era Jesus', recordem-se as duas finais da Liga Europa e a eliminação de equipas como a Juventus, Zenit, Bayer Leverkusen ou Manchester United.
Seria injusto dizer que Luís Filipe Vieira não teve nenhum papel no crescimento do Benfica. Teve e muito. Mas o seu trabalho só começou a dar frutos depois da entrada de Jorge Jesus. Por isso, pode dizer-se que os êxitos recentes se devem à dupla presidente-treinador e à estabilidade que o clube alcançou.
Jesus não precisa de provar nada em termos de qualidade: em cinco anos já provou o que tinha de provar. A questão é o timing da renovação. Ora, julgo que este é o momento certo. Para não suceder o mesmo que há ano e meio, quando Vieira renovou o contrato com o técnico em circunstâncias dramáticas."

O exagero das manchetes

"No passado fim-de-semana olhei com atenção as capas dos jornais desportivos e dos generalistas e o que é que li sobre os três grandes do nosso futebol? Tudo fantástico, numa interessante mistura de adjectivação prolixa e de adrenalina ilusória para o leitor.
Mas, afinal, nesta jornada, o que fizeram os três grandes? O Sporting cumpriu a sua obrigação vencendo, em casa e na 2.ª parte, um Vitória de Setúbal bem fraquinho. O Benfica, o único a sair do seu estádio, bateu uma Académica tão suave quanto incompetente. O Porto derrotou, em casa, um Rio Ave ainda a contas com horários trocados após Kiev (o jogo seria disputado neste dia se o viajante tivesse sido o Porto ou o Benfica?) por um resultado estrondoso, mas enganador.
Perante estes 'feitos heróicos', quais foram as parangonas jornalísticas? Selecciono algumas. Quanto ao Sporting: 'Leão indomável', Slimani e Montero à solta', 'Juntos são diamante'. Sobre o Benfica: 'Águia imparável', 'Ao ritmo do tango'. A propósito do Porto: 'Final em apoteose', 'As estrelas de reserva'.
Não tivesse eu sabido quais foram os jogos e o nível exibicional, e julgaria que estava numa semana de meias-finais da Champions contra os tubarões de cada vez mais desequilibrada Europa do futebol.
Vemo-nos, assim, perante uma fantasiosa exageração (que, de sinal contrário, também há ao fracasso) que se espalha virtualmente os media. Numa bolsa de valores, os useiros adjectivos estariam pela rua da amargura, tal o dislate da oferta. Talentoso, genial, mágico, estonteante, fabuloso, fenomenal e tantos outros, bem precisariam de ser reconduzidos ao seu verdadeiro valor semântico."

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pesado

Mons-Hainaut 92 - 63 Benfica
22-21, 21-7, 18-18, 31-17

Foi um derrota pesada, numa viagem logisticamente complicada (devido à greve na Portela...), e que acabou por demonstrar as limitações de um plantel, ainda por cima afectado por lesões... além de pequenos 'toques' em alguns jogadores, que estão a jogar limitados...
Creio que o 1.º período, acabou por demonstrar que o Benfica a 100% poderia discutir o resultado, mas com as substituições os Belgas cavaram uma diferença significativa.
Os 29.1% nos lançamentos, acaba por definir o jogo...

Estamos eliminados, ainda temos 2 jogos na Luz, com os Finlandeses podemos vencer, com os Franceses vai ser muito complicado... Creio que será importante não forçar os jogadores que estão ligeiramente tocados, temos que perceber que o grande objectivo da época, é a renovação do título.

Chegaram a chamar-lhe «Campo dos Bravos»

"O Seixal é, hoje, também uma casa do Benfica. Mas, por duas vezes, aí foi jogar como visitante para o Campeonato - duas vitórias. E, na segunda, havia na baliza seixalense um rapaz chamado José Henrique que sofreu dois golos de Eusébio.

Gosto do Seixal: é uma terra bonita cheia de Tejo. Gosto do velho Seixal Futebol Clube e do estádio do Bravo onde vi tantos jogos e no qual joguei tantas vezes. É pena que o Seixal tenha deixado de surgir nos fins-de-semana da gente, desaparecido nas divisões que não merecem mais do que páginas confusas nos fundos dos jornais desportivos.
O Seixal passou, de há uns anos a esta parte, a ser outra das casas do Benfica. Ou melhor, a casa do Benfica fora da Luz. O estádio do Bravo foi comprado à autarquia e servirá, no futuro, segundo tudo indica, para a disputa dos jogos do Benfica B.
E era aqui que eu queria chegar.
Às vezes em que o Benfica visitou o estádio do Bravo, como forasteiro, que não foram tantas quanto isso, bem pelo contrário, apenas duas.
Uma vez escrevi nestas páginas um artigo sobre um famoso 10-0 aplicado ao Seixal no estádio da Luz.
Pois, desta vez atravessamos o rio.
O Seixal Futebol Clube só esteve na I Divisão em duas épocas, por sinal consecutivas - 1963/64 e 1964/65.
É sobre elas que vamos falar.
Na sua primeira aventura na divisão principal coube aos seixalenses receberem o Benfica. Campeão Nacional e finalista vencido da Taça dos Campeões (1-2 com o Milan), logo à terceira jornada, no dia 4 de Novembro de 1963. Avance-se de imediato para o resultado, que este texto não exige suspense à moda de Hitchcock: 3-2 para o Benfica. Assim mesmo, apertadinho, de aflitos, num jogo disputado palmo a palmo como não se previa, ainda por cima porque antes dos 20 minutos já os 'encarnados' tinham arrancado um avanço confortável de 2-0, golos de Serafim e Yaúca, praticando um futebol escorreito e límpido como os olhos de Elizabeth Taylor. Simões, Yaúca, José Augusto e Santana lances de entendimento perfeito e tudo parecia tão definitivamente encaminhado que a goleada já pairava na mente dos espectadores encantados.
Ah! Mas havia bravos no estádio do Bravo. Do outro lado da barricada, a revolta. Serra Coelho tornou-se imenso, Carvalho comandava o grupo, Caldeira tocou a reunir com um pontapé tremendo que levou a bola à barra da baliza de Costa Pereira. Ai daqueles que se julgam vencedores antes do final das suas batalhas! O golo de Necas alimentou a valentia dos adversários do Benfica. Todos acreditavam no impossível e ele estava aí, à beira de acontecer. Aos 42 minutos, Carvalho faz o empate, e há quem não queira acreditar no que os seus olhos vêem. Será este Seixal, pela primeira vez chegado das cavernas das divisões secundárias, capaz de vencer o poderosíssimo Benfica do qual toda a Europa tem medo? Há no entanto menos euforia seixalense entanto menos euforia seixalense no segundo tempo. Todo aquele esforço de reagir à adversidade teve um preço elevado. Os jogadores demonstram menos frescura, submetem-se mais facilmente ao jogo de passes rasteiros do Benfica, trocando a bola de pé para pé. É tempo para os encarnados terem paciência. A classe superior dos seus jogadores acabará por fazer a diferença, desde que não se deixem desorganizar como o fizeram na primeira parte. E assim traçam o destino deste jogo inédito até então: é Yaúca que, ao minuto 72, garante a vitória. Do jogo da segunda volta já falámos aqui, em tempos que lá vão - terminou 10-0.

E José Henrique ainda fez o que pôde
Na época seguinte, o estádio do Bravo recebeu o Benfica à 12.ª jornada, no dia 3 de Janeiro de 1965. A vitória foi mais fácil, 4-0, mas a exibição não mereceu grandes elogios da imprensa da época, criticando o excesso de individualismo de muitos dos jogadores. Enfim, com um resultado assim seria para o lado em que dormiriam melhor, ainda por cima porque José Augusto abriu a contagem logo aos 20 segundos e mais depressa do que isso seria quase impossível. Aceitou-se, aí, como verdade insofismável que o triunfo 'encarnado' era um caso arrumado. E foi, ao contrário do que sucedera na sua última visita, e apesar de não ter voltado a fazer o 'gosto ao pé' até ao intervalo, o Benfica não passou por aflições. É bem verdade que houve valentia seixalense, mas longe de ser suficiente para criar incómodos no opositor. José Henrique, na baliza, foi fazendo o que pôde, e sabe-se que podia muito, viria a prová-lo durante anos a fio nas balizas do seu adversário desse dia. Aniceto e Jeremias procuravam dinamizar os companheiros, mas a classe de Eusébio, Torres, Coluna e Simões era tão tão tão clara, tão tão tão nítida, que o resultado se foi avolumando sem discussão - Eusébio marcaria dois golos (55m de penalty e 68m) e José Torres um (80m). O Benfica dava mais uma passada para um novo título de campeão nacional, o Seixal despencava irremediavelmente para a II Divisão e nunca mais voltaria a pôr os pés na primeira. Quanto ao resultado da segunda volta, na Luz, foi de luxo: 11-3. Merece, só pelo volume, uma crónica. Não tardará.
Saudades desse estádio do Bravo, nesse tempo ainda pelado, agora uma das novas casas do Benfica. Malhas que o tempo tece..."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lixívia XI

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 28 (-1) = 29
Braga............... 21 (+2) = 19
Sporting............ 20 (+2) = 18
Corruptos......... 25 (+8) = 17


Não assisti ao jogo em directo, mas mal acabou a partida, li no blog do insuspeito Eugénio Queirós, que tinham ficado dois penalty's por marcar a favor do Rio Ave no Dragay!!! Bem, para o Geninho escrever tal coisa, é porque os lances devem ter sido claros... Ingenuamente ainda pensei: isto ainda vai dar polémica!!! Afinal, parece que ninguém se escandalizou... Começou pelo treinador e pelo Presidente do Rio Ave, que desta vez, calaram-se. Na Luz, quando o árbitro decidiu anular, bem, um golo ao Rio Ave, foram conferências de imprensa indignadas, entrevistas inflamadas... Esta semana: silêncio!!!

Antes do jogo começar já havia polémica: o Rio Ave que jogou na Quinta-feira em Kiev, foi obrigado a jogar do Domingo à noite, quando devia ter jogado hoje (segunda-feira), tal como tem sido regra a todas as equipas que jogam fora na Liga Europa. Se contra o Estoril (Estoril-Corruptos) a Liga tinha a desculpa que na semana seguinte havia jogos das Selecções, e assim não podia marcar jogos para Segunda-feira... Esta semana, não existem quaisquer compromissos a meio da semana... (este acabou por ser o único ponto, que motivou algumas palavras de descontentamento por parte do treinador do Rio Ave, no resto calou-se!!!)

Em relação ao jogo é simples: 17 minutos Vermelho perdoado a Alex Sandro (nem amarelo, nem falta diga-se), entrada igual ao Vermelho directo mostrado ao Marinho (Académica) no jogo com o Benfica; 29 minutos, pontapé de Brahimi, sem bola, com o jogo parado, mais um Vermelho perdoado... quem acabou por levar amarelo foi um jogador do Rio Ave por protestos; 46 minutos, golo irregular dos Corruptos, falta claríssima do Jackson na recuperação de bola; 49 minutos penalty por marcar contra os Corruptos, falta de Danilo sobre Zeegelaar; 52 minutos, penalty descarado de Herrera que joga a bola com as Mãos na área Corrupta; 73 minutos Casemiro, devia ter levado o 2.º amarelo, por 'ombrada' no Prince; na 2.ª parte ainda foi marcado um fora-de-jogo ao ataque do Rio Ave de bradar aos céus...!!!
Os Corruptos venceram por 5-0, mas aos 88 minutos estava 2-0. Sendo que o 1.º golo foi obtido após falta. Neste momento, aos 88 minutos, o Rio Ave já devia ter beneficiado de 2 penalidades, e os Corruptos deviam estar a jogar com 8 jogadores, por expulsão do Alex Sandro, do Brahimi e do Casemiro... Portanto os 3 golos de rajada no final eram muito improváveis, mesmo com o desgaste do Rio Ave...
Olarápio no seu melhor... O silêncio que se abateu sobre este jogo é inacreditável. Tem sido quase sempre assim nos últimos 35 anos. As virgens ofendidas escondem-se, e os cobardes calam-se... Não estamos a falar de um erro, durante 90 minutos, nem de um erro de um fiscal-de-linha... estamos a falar de vários erros, graves, todos em favor da mesma equipa...
Enquanto escrevia esta crónica, aparece uma notícia onde o Presidente do Rio Ave responsabiliza o árbitro pela derrota da sua equipa  (24 horas depois...). Mas curiosamente, em vez daquele discurso belicista de 'terra-queimada', que estamos habituados nestas ocasiões, no meio da crítica, vem dizer que não está a desculpar ninguém, não quer alimentar polémicas e ainda diz que o Olarápio não errou de propósito!!! É caso para dizer: é pior a emenda que o soneto...!!!

No Sábado no Alvalixo tivemos mais uma inovação do Palhaço Carvalho: o Livre Bitoque!!! Depois de tantas visitas à UEFA e à FIFA parece que finalmente os poderes do futebol, aceitaram uma das propostas do Palhacito: um livre batido com dois toques...!!! Nada de especial... Só deu para desbloquear um jogo que parecia estar fechado às sete chaves... também não há razões para muita polémica, nem para se fazer comunicados!!!

Em Coimbra, os jogadores do Benfica voltaram a ser saco de porrada dos adversários!!! As jornadas passam, os adversários mudam, e a táctica é sempre a mesma. Depois de nas primeiras jornadas, alguns árbitros terem cumprido as regras e expulsado alguns dos nossos adversários... depois das criticas públicas dos expert's, onde exigiram aos árbitros, nos nossos jogos: contenção!!! Pois tinham a obrigação de tentarem levar os jogos até ao fim com 11 para cada lado... desde então tem sido uma 'maravilha'!!! Cotoveladas, agarrões, entradas por trás (mesmo quando os jogadores se estão a isolar), vale tudo...
Quando finalmente, o resultado parecia 'fechado', em mais uma entrada violenta, que podia ter lesionado gravemente o Samaris, o árbitro lá mostrou o Vermelho ao nosso adversário... Fica para a estatística!!!
Mas ninguém falará destes pormenores, a irregularidade no 2.º golo do Benfica, é que será caso de falatório. É um fora-de-jogo milimétrico, onde o Luisão até não beneficia do adiantamento, porque recua, em relação à linha defensiva da Académica... e onde o grande erro até foi do guarda-redes, mas estava mesmo fora-de-jogo.

O Braga venceu por 6-1, e o único lance susceptível de dúvidas, até foi contra o Braga!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Olegário, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f) V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar

domingo, 30 de novembro de 2014

Ressaca tranquila...

Académica 0 - 2 Benfica

Jogo que se previa difícil, mas que acabou por ser tranquilo, e só não foi mais tranquilo, porque principalmente na 1.ª parte desperdiçamos várias oportunidades de dilatar a vantagem... Acabou por ser num lance infeliz do do guarda-redes da Académica - onde o Luisão está milimetricamente fora-de-jogo... apesar de ser uma daquelas jogadas, onde não 'beneficia' do adiantamento, já que teve que recuar!!! - que chegámos ao 2.º golo.
No 2.º tempo controlámos o jogo, permitimos que a Académica tivesse mais bola, mas fiquei sempre com a ideia que seria mais fácil chegar ao 3.º golo, do que sofrer um... Felizmente, desta vez, a gestão, resultou...!!!
Depois da eliminação da Champions este jogo ainda ganhou mais importância, além do desgaste da deslocação a São Petersburgo, além da pressão da vitória (que no Benfica 'aparece' em todos os jogos), além do habitual mau estado do relvado, além da qualidade do adversário, e além da variável apitadeiro, sempre difícil de 'controlar', o Benfica fez uma exibição segura, onde saíamos quase sempre bem para o ataque, e defensivamente demos poucos espaços... com o Júlio César a fazer uma exibição tranquila.
Individualmente, o Nico foi o destaque, pelo golo, mas também por ter sido dos seus pés que saiu a maior parte dos nossos ataques perigosos; tal como já tinha notado na Rússia, o Samaris está finalmente a compreender aquilo que o Jesus quer dele... bom jogo; destaco ainda a dupla Jardel/Almeida que voltou a estar muito bem na marcação, não têm a classe do Luisão (por exemplo), mas para consumo interno chegam e sobram...!!! A única nota negativa do jogo, vai para o Talisca que continua a demonstrar dificuldades quando joga como 2.º avançado... sendo que defensivamente, ainda não tem a capacidade para jogar no lugar do Enzo, nos jogos de grau de dificuldade maior.
A arbitragem como é costume voltou a ser permissível à constante paulada que os jogadores levaram... O Júlio César levou uma cotovelada completamente desnecessária numa saída a murro, o árbitro nada vez...; o Talisca é rasteirado, por trás, sem bola, numa jogada onde ficaria isolado... o árbitro dá a lei da vantagem (já que a bola ficou no Nico, que rematou com perigo...), mas depois esqueceu-se do cartão; etc...; por isso não admirou que já nos descontos tivesse dado um Vermelho directo a um jogador da Académica (que já tinha amarelo...), quando já não contava para nada!!!
Uma nota sobre os incidentes da bancada: aparentemente o problema voltou a ser os petardos. É óbvio que não são 'varrimentos' das bancadas, pela PSP, que vão resolver o problema dos petardos... têm ainda o problema de bater em que não fez nada de mal!!! Agora, os membros da claque, que não lançam petardos, mas que protegem os petardeiros, também têm culpa. O Benfica continua a pagar multas atrás de multas, e estes atrasados mentais (não devem ser mais de 4 ou 5 ) continuam impunes... Só a identificação dos filhos-da-puta, pode resolver este problema, através da câmaras de video-vigilância, ou através da denuncia directa...

sábado, 29 de novembro de 2014

Vitória em Angra...

Lusitânia 53 - 86 Benfica
10-18, 13-28, 23-10, 7-30

Quase sempre muito bem, a atacar, e a defender... Num pavilhão onde costumamos ter dificuldades. Excelente atitude...
Até começamos a perder por 6-0, mas depois foi sempre a somar, e com uma defesa agressiva, fomos cavando uma vantagem superior a 20 pontos...
No 3.º período, relaxámos, diminuímos a agressividade, e como é normal no Basket, os árbitros não gostam de diferenças pontuais grandes... o Lusitânia aproveitou e reduziu para 10 pontos de diferença!!! A palestra do Lisboa parece que foi inspiradora, porque no início do 4.º período, voltámos ao ritmo 'europeu', tanto no ataque como na defesa... 'matando' qualquer esperança que os Lagartos da Terceira podiam ter tido!!!
Individualmente o Jobey distribuiu 'desgraça'; o Slay fez um dos seus melhores jogos; e o Soares tem um fetiche pelos contra-ataques terminados em afundanço!!!

O jogo começou com mais uma má notícia: lesão do Doliboa, que não jogou...; achei estranho o não-regresso do Gentry ao jogo, suspeito que também tenha-se ressentido de alguma coisa; e já na parte final, vi o Carlos Andrade a sair a coxear...!!! Espero que nenhuma destas lesões seja preocupante, porque neste momento já temos a nossa dose de lesionados de longa duração!!! Depois do Carreira, foi a vez do Ferreirinho durante a semana lesionar-se gravemente... Ainda temos (pelo menos) 3 jogos Europeus, é preciso proteger o Jobey, que é claramente o abono desta equipa... E nestes jogos com diferenças grandes, o Gameiro e o Castela têm que ter mais minutos.

Com a derrota do Barcelos, com a Ovarense, voltamos ao 1.ª lugar, o nosso lugar... apesar de ainda ser em igualdade com os Galos!!!

Resolver cedo...

Benfica 9 - 1 Sanjoanense

Jogo de sentido único, com uma entrada a 'matar' do Benfica, aos 5 minutos já estava 3-0... ao intervalo 5-0, e chegámos mesmo aos 9-0... só depois o adversário marcou o tento de honra.
Num momento da época com um calendário carregado, com várias viagens, acabou por ser bom ter um jogo tranquilo.

Liderança...

Benfica 6 - 2 Leões de Porto Salvo

No meio de algumas contrariedades, continuamos líderes. Com a lesão do Hemni (provavelmente para o resto da época!!!), com a lesão do Chaguinha (provavelmente 2 semanas), com o castigo do Mancuso, e com as lesões prolongadas do Pablito e do Vítor Hugo, as opções para hoje eram poucas... Tão poucas, que até deu para o Tiago Fernandes, de 16 anos, se ter estreado!!!
O jogo só vai ser transmitido na BTV, em diferido, esta noite, não vi o jogo, mas as informações que recebi, falam de um 'quase' massacre durante todo o jogo, com muitos golos falhados...
Uma nota especial para eficácia do Patias nas bolas paradas. Até podem achar pouco, mas eu só peço ao Patias que mantenha esta característica... quando chegarmos às fases decisivas da época, esta eficácia poderá ser decisiva.

Mau

Benfica B 0 - 2 Tondela

Mau resultado, em mais uma má exibição da nossa equipa B. A mini-digressão Inglesa não fez nada bem!!! O Tondela é uma das equipas da II Liga, que joga futebol mais positivo, sabem trocar a bola de pé para pé, mas o Benfica tem obrigação de fazer melhor...
Pode ter sido uma coincidência, mas o regresso do João Teixeira, está ligado aos resultados menos positivos. A opção Rúben Pinto, João Teixeira na minha opinião, não é a melhor... independentemente da qualidade do Teixeira, com a saída do Amorim perdemos capacidade de marcação, e recuperação de bola... As equipas fazem-se de equilíbrios, e a nossa neste momento parece desequilibrada...

Varela; Semedo, Valente, Lindelof, Rebocho; Pinto, Teixeira Santos, 72'); Guedes, Costa, Andrade (Sanches, 57'); Fonte.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Quando se quer dizer mal...

"A prestação europeia do Benfica não pode deixar nenhum adepto satisfeito. Eu também não gostei dos resultados. Tudo o que a seguir escrevo tem por base e princípio, este desagrado inicial.
Quando o Benfica chegou a uma final europeia (onde não estava há 20 anos), que perdeu contra o Chelsea, ninguém disse que esse feito compensava a derrota no campeonato. Nessa altura os comentários diziam que importante era ter ganho o campeonato nacional. No ano anterior, quando se chegou aos quartos-de-final da Liga dos Campeões (derrota com o Chelsea campeão europeu), reduzidos a nove, e com custos enormes de desgaste no campeonato, ninguém disse que a melhor Liga dos Campeões dos últimos 20 anos fazia esquecer a perda do campeonato nacional.
Mesmo na última época, quando se ganhou a Liga, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e se chegou novamente a uma final europeia importante, houve comentários que lembravam a derrota com o Olympiakos na Champions.
Quando se quer dizer mal até o cabelo ou a gramática do treinador servem.
Ganhar em Coimbra é a única resposta possível. Mostrar em Coimbra uma inequívoca vontade de sermos campeões é a única atitude espectável. Só no fim da época saberemos se esta foi má, aceitável ou excelente. Para já, a Supertaça está garantida, mas ainda é pouco, reconheço que não chega. O campeonato, a Taça de Portugal e a Taça da Liga são uma ementa suculenta para o resto da época.
SC Braga na Luz é obstáculo muito difícil para o objectivo Taça. Mas obrigatório para quem quer vencer a prova. Parece-me bem o mote de Lourenço Pereira Coelho ontem no final do sorteio: «Queremos repetir a última época».
Sim, também eu quero acabar no Jamor com a Taça de Portugal na mão."

Sílvio Cervan, in A Bola

24 x Benfica

"Já o fim-de-semana anterior havia sido gordo: mesmo sem futebol, as várias modalidades, de pavilhão e não só, nos sectores masculino e feminino, haviam contado por vitórias os jogos disputados. Depois, a meio da semana, o basquetebol deu-nos mais uma alegria, ao vencer brilhantemente na Finlândia, fazendo renascer a esperança de apuramento na EuroChallenge.
A série de vitórias continuou imparável no sábado e no domingo.
Triunfos no futebol, no futebol de formação (Juniores, Juvenis e Iniciados), no hóquei em patins masculinos (em França) e feminino, no futsal masculino e feminino, no andebol (dupla jornada europeia, com apuramento para a fase seguinte da Challenge Cuo), e no voleibol (dupla jornada nacional, com vitórias amplas). Se considerarmos todos estes registos, o balanço daqueles nove dias poderá traduzir-se em algo como 24 jogos e 24 vitórias. Ou seja, uma semana em cheio. Uma semana à Benfica.
Destaque naturalmente para os sucessos europeus em três frentes (hóquei, basquete e andebol), esperando que a elas se possa juntar um bom resultado do futebol na bela cidade de São Petersburgo. O voleibol entrará em cena na próxima semana, completando a mão cheia de presenças internacionais de alto nível.
As classificações reflectem, naturalmente, este onda triunfante. Lideramos em futebol, hóquei em patins (masculino e feminino) e futsal (masculino e feminino). Estamos bem perto (é uma questão de tempo, direi eu) no basquetebol e no voleibol. Caso tenhamos ganho ao Madeira, ascendemos ao segundo posto também no andebol.
Mais uma vez as nossas modalidades colocam-se em posição de escrever história. Mais adiante se verá, mas o caminho é este.
Já amanhã temos novos desafios. As nossas equipas sabem bem que camisola vestem. Há que manter as lideranças que conseguimos, e tomar de assalto as que ainda nos escapam. Com vigor, com alma e com paixão. Com milhões e apoiar. Para ganhar tudo!
Somos do Benfica, e isso nos envaidece."

Luís Fialho, in O Benfica

Semana 'Gold'

"Foi sem dúvida uma semana muito peculiar aquela que agora termina. O Benfica conseguiu superar todos os prognósticos num jogo sempre difícil com um Moreirense bem organizado do ponto de vista técnico e táctico. Miguel Leal tem, neste domínio, um mérito indiscutível, tendo revelado um enorme poder de gestão de activos, de criatividade e de organização táctica - sobretudo defensiva - extremamente consistente.
No entanto, conforme sublinhou Jorge Jesus, o Benfica tem um mérito ainda maior. Conseguiu manter um ritmo ofensivo pressionante desde o minuto um ao minuto 90; manter uma linha de meio campo forte e controlada, incansável no objectivo de manter a posse de bola; e, claro, uma renovada capacidade de concretização que deve ser mantida ao longo de todo o Campeonato Nacional.
Deve ser de destacar o imenso trabalho que Jorge Jesus tem feito com Jonas e a sua crescente capacidade de concretização e finalização, primeiro com o Sporting da Covilhã, agora com o Moreirense... e ainda há muito para jogar até ao final da temporada.
Desde o início desta época que o tenho sublinhado na BTV: o grande desafio de Jorge Jesus este ano é a construção de uma 'equipa sombra' tão eficaz como a 'equipa principal', dado que estamos ainda em todos os exigentes palcos do Futebol europeu. O jogo com o Moreirense foi, por isso, fundamental: revela imaginação, rotatividade e alternativas neste plantel do Benfica.
Para lá do Futebol, a semana fica ainda marcada pelos desenvolvidos no caso dos 'Vistos Gold' e pela prisão preventiva decretada a um ex-primeiro-ministro, indiciado por fraude e branqueamento de capitais. Independentemente da cor política de cada um, devemos ser capazes de aplaudir e desejar uma justiça cada vez mais proactiva e imparcial nos seus desígnios. A justiça será verdadeiramente Gold."

André Ventura, in O Benfica

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Afinal, nem isso

"Quando o Benfica perdeu em casa com o Zenit lembro-me de ter escrito, num acesso infantil de optimismo, que já nos estava a imaginar na terceira final consecutiva da Liga Europa.

ESTA entente cordiale que vigora entre o Benfica e o Porto, e que parece deixar positivamente encantados os líderes dos emblemas arquirivais, está a deixar os adeptos dos dois clubes às aranhas sem saberem muito bem o que dizer sobre o sensacional pacto de regime que entrou em vigor com a eleição de Luís Duque para a presidência da Liga.
Da parte dos presidentes, Pinto da Costa tem sido o mais prolixo sobre a matéria. Em Angola, onde foi tratado por «irmão» pelo simpático general Kundi Pauhma, elogiou a solução encontrada a meias com o Benfica para repor o futebol português no bom caminho.
Já em Portugal, o presidente do Porto foi mais longe estando mais perto e afirmou que a rivalidade com o Benfica é «dentro do campo». Não andasse o país entretido com aquilo de que toda a gente fala e aqui tínhamos um assunto e pêras para as aberturas dos telejornais.
Andam, assim, os adeptos do Benfica e do Porto abananados com esta revolução dos afectos depois de andarem trinta anos a odiar-se uns aos outros militantemente. Abananados e diga-se também, em abona da verdade, que andam preocupados, o que se compreende porque não é fácil, de um dia para o outro, incorporar o novo paradigma.
A portistas já ouvi dizer que esta modernice só pode correr mal para o lado deles porque tanto respeito e sentido cívico redundam numa descaracterização até à medula daquilo que foi o corpo teórico e prático do triunfal avanço sobre a capital que tão bons resultados proporcionou.
A benfiquistas ouvi dizer bem pior. Que a coisa só pode correr pessimamente para o nosso lado e que, por isso mesmo, está já garantido o segundo lugar no campeonato que é o lugar dos primeiros dos últimos. Dizem muitos dos nossos que não há memória, nas últimas três décadas, de se ver o Benfica campeão quando a relações institucionais com o Porto se esmeram em aprumo e em confiança.
A politólogos, gente mais complicada e com outras referências, ouvi palavras mirabolantes sobre esta novíssima união. Dizem que tudo isto lhes faz lembrar aquele momento histórico do fim do século XX em que a República Federal Alemã e a República Democrática Alemã se constituíram num mesmo país dando origem a uma era, a que vivemos presentemente, de conforto, bem-estar e prosperidade como nunca se tinha visto.

PERANTE esta douta análise, cabe agora aos adeptos do Benfica e do Porto escolheram quem gostavam de ser na dita equação. A RFA ou a RDA? Foi o Benfica que anexou o Porto ou foi o Porto que anexou o Benfica? A um velho comunista ouvi uma vez dizer, contendo o riso, que foi a RDA quem anexou a RFA e que esse era um dos segredos mais bem guardados da História.
Lá para Maio, quando o campeonato já estiver terminado, olharemos para a tabela final e logo veremos quem é que anexou quem em prol da prosperidade do futebol português.
Uma coisa é certa: o presidente dos anexados vai ter de se aguentar com uma ruidosa revolta popular. De um lado ou do outro, já estou a ouvi-los.

NO passado fim-de-semana houve Taça de Portugal que, por alguma coisa, é uma competição extraordinariamente amada no país. A Taça traz-nos jogos diferentes a que prestamos inaudita atenção como, por exemplo, o beatífico Santa Maria - Santa Eulália que terminou com o apuramento da Santa que jogava em casa.
E a Taça faz-nos diferentes, é verdade. Por exemplo, o fabuloso Oriental eliminou o Vitória de Setúbal mercê de um lance infeliz de um jogador dos sadinos, François, que meteu um golo na sua própria baliza.
No fim do jogo, os adeptos do Oriental festejaram rijamente o sucesso, como lhes competia, e os adeptos do Vitória de Setúbal no lugar de se atirarem ao árbitro, ao treinador e ao François, como também lhes competia, optaram, maravilhosamente, por consular com aplausos e carinho o seu infeliz jogador.
Foi bonito de se ver. Estas raridades do comportamento só acontecem na Taça de Portugal e é por isso que toda a gente gosta da Taça de Portugal.
Na Luz, o Benfica recebeu e eliminou o Moreirense com um resultado de 4-1. Quatro golos e qual deles o mais bonito? Jonas e Salvio foram os artistas de serviço quanto à concretização. Quanto à não-concretização, Derley pelo que jogou e Cristante por nos ter mostrado o que sabe jogar, foram as outras alegrias da tarde.
O golo de honra dos visitantes nasceu de um desatenção calamitosa no eixo central da nossa defesa permitindo ao Taquarita de Moreira de Cóngos fuzilar sem hipótese para Júlio César brilhar. Coisas que acontecem.
Mas na perspectiva de desatenções destas em São Petersburgo tiram-nos o sono. E o sonho também.

NA manhã de ontem, bastante chuvosa por sinal, apelando sem esforço ao meu fair play e patriotismo fiz questão de dar os parabéns a um bom amigo e vizinho sportinguista pelo triunfo da véspera sobre o Maribor que garantiu ao Sporting, no mínimo, a presença na Liga Europa.
Muito obrigado! - respondeu-me com elevação e modéstia, escusando-se diplomaticamente a qualquer referência sobre a periclitante situação europeia do meu clube. Ou a pôr-se a adivinhar as possibilidades do Benfica na tarde-noite da Rússia. Delicadezas que muito apreciei.
De franca simpatia em simpatia franca, dei-lhes os parabéns, não menos sinceros, pela exibição do Nani, pelo golo do Nani, pela jogada do golo do Nani e fui surpreendida por uma reacção bem diferente daquela que era legítimo aguardar.
O meu vizinho e bom amigo sportinguista empalideceu, deitou as mãos à cabeça:
- Isso foi a pior coisa que nos podia ter acontecido! - ripostou.
E explicou-me, pausadamente, que melhor teria sido se esse momento mágico do jogo de Alvalade tivesse ocorrido quando falhou a electricidade de modo a inviabilizar liminarmente a captação pelas câmaras de televisão que, com claridade a rodos, lá levaram as imagens «do génio» - palavras suas - por esse mundo fora e, especialmente, até Manchester.
- Foi a pior coisa que podia ter acontecido ao Sporting! - repetiu na conclusão do seu raciocínio que, sendo enviesado, não deixa de ser avisado.
Até ao fim de Janeiro, que é quando se fecha a janela das transferências, vão andar divididos os adeptos do Sporting no que respeita aos golos e às jogadas de Nani. Por um lado, reina a angústia porque sempre que Nani faz levantar Alvalade o barulho é tão intenso que chega num instantinho a Old Trafford.

ANDRÉ ALMEIDA poderiam chamar hoje os jornais o czar de São Petersburgo não fosse a sua única falha de marcação a Hulk ter resultado no golo com que o Zenit derrotou ontem o Benfica afastando-o da Liga dos Campeões o que, por esta altura do ano, já vem sendo tradição.
No único segundo em que não teve a oposição impecável de André Almeida, Hulk conseguiu meter uma bola na área na direcção de Danny que fez o golo solitário do jogo na cara de Júlio César. Foi um Benfica pequenino que se apresentou na primeira parte, sem dimensão europeia à míngua de meio-campo e de poder de fogo. Os primeiros vinte minutos da segunda parte foram outra coisa para bastante melhor e não fosse a ausência de poder de fogo o jogo poderia ter ficado bem resolvido para o nosso lado. Depois foi o que se viu. O Zenit a crescer, o Benfica a minguar e adeus Liga dos Campeões onde, bem vistas as coisas, só poderíamos ir fazer pequena figura.
Quando o Benfica perdeu em casa com o Zenit na jornada inaugural lembro-me de ter escrito, num acesso de infantil de optimismo, que já nos estava a imaginar na terceira final consecutiva da Liga Europa. Afinal, nem isso."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: Não compreendo como é que os Benfiquistas continuam a dar corda a esta conversa das Alianças. Admito que no início até podia ter havido dúvidas, mas agora o cenário é claro:
A Liga está em pré-falência; o Campeonato corria o risco de não chegar ao fim; alguém tinha que passar o 'cheque', que garanta o normal funcionamento da Liga; pagar a árbitros, delegados, Conselhos disciplinares...; como é óbvio os Clubes 'maiores' tinham que se chegar à frente; e o Palhaço do Carvalho quando percebeu que ainda tinha que pagar alguma coisa: fugiu, com o rabo à seringa... é assim que os caloteiros normalmente actuam...; todos temos 'amigos', que quando vamos jantar fora, na altura da pagar, vão sempre à casa-de-banho ou vão fumar para a porta!!!  E normalmente são os que tem maior 'garganta'!!!

Bandeiras e Benfica europeu

"Bandeirola, bandeirinha, bandeira: três palavras irmãs que sempre se cruzam num jogo de futebol. Uma já oficialmente proscrita - bandeirinha - por ser politicamente desajustada e dar nome de coisa a quem é pessoa, o agora denominado árbitro assistente. Mas que, sem desprimor, ainda se diz porque bandeirinha está enraizado no futebolês ou que se emprega furiosamente perante um fora-de-jogo mal assinalado. Em desuso estão, igualmente as expressões intermédias 'fiscal de linha' e 'juiz de linha'. Já no Brasil, bandeirinha também se chama a quem muda muitas vezes de opinião. Neste sentido, há sempre um pouco (ou muito) de bandeirinha em cada um. Outro diminutivo de bandeira é a conhecida bandeirola. Não me refiro aqui nem às pequenas bandeiras que se colocavam nos canos das trombetas de cavalaria, nem à panícula do milho. Antes falo das que estão nos quatro cantos de um campo de futebol. Há ainda as duas que se colocam nos extremos de cada metade do campo que, embora bandeirolas, são mais tratadas como bandeiras de meio-campo.
Só não há bandeirada. Isto se não a definirmos como o valor mínimo para uma transferência de um jogador, por contraponto ao valor máximo da cláusula de rescisão. Há, ainda, o gesto de 'arriar a bandeira' quando uma equipa desiste de um jogo e antes da habitual declaração de que 'no próximo jogo, temos que levantar a cabeça'.
Por falar em arriar a bandeira, lá se foi - para o meu clube - a Champions! Grupo difícil, mas onde se poderia ter feito bem melhor. Na gélida Rússia, nem sorte, nem engenho. Mas foi nas duas primeiras jornadas que se renunciou mais uns fartos milhões e prestígio."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vitória...

Carvalhos 2 - 5 Benfica

Missão cumprida, em jogo com muito pouca informação sobre o que se passou. Chegámos ao 0-5, e tivemos muitas faltas contra... Tudo na mesma no topo da classificação.

Objectivo: bi-campeonato... nada mudou

Zenit 1 - 0 Benfica

Resultado ingrato, num jogo muito equilibrado, onde houve poucos remates à baliza, mas onde o Benfica teve várias oportunidades de marcar (mas falhou), e onde os Russos, em dois remates à baliza, marcaram um golo!!! O Júlio César só se assustou em mais um lance, num contra-ataque, num momento em que o Enzo estava a receber assistência fora-do-campo...

A eliminação da Champions aconteceu no 1.º jogo na Luz, aí é que o resultado foi estranho, e como o Benfica nos 3 jogos fora, não conseguiu recuperar o prejuízo, acaba eliminado...

Como eu já tinha afirmado o empate neste jogo não chegava, já que ficaríamos dependentes de terceiros na última jornada... Por isso compreendi a substituição do Talisca pelo Derley, o Benfica precisava de ganhar o jogo. Correu mal... como noutras ocasiões corre bem. Mas sabendo aquilo que a casa gasta, prevejo folhetim para vários dias!!!

O Benfica começou o jogo de forma prudente, como muitas vezes não faz na Champions, e é criticado. Mesmo assim só em bola parada (muitas delas inventadas) é que o Zenit se aproximava. A meio da 1.ª parte, subimos no terreno, e tivemos a primeira grande oportunidade num remate do Salvio. Entrámos muito bem no 2.º tempo, tivemos 3 claríssimas oportunidades... o Luisão até já marcou golos daquela forma, mas hoje falhou estrondosamente o remate!!!
O Talisca hoje jogou um pouco mais recuado, e defensivamente ocupou muito terreno, em relação ao jogo em Leverkusen onde o Jesus lhe pediu para fazer a mesma coisa, esteve muito melhor, mas ofensivamente nunca conseguiu apoiar o Lima...
Com a saída do Talisca o Zenit, o jogo voltou a ficar equilibrado, mas mesmo assim o Júlio César não tinha trabalho... até aparecer o golo... Nos últimos minutos não houve jogo...

O André Almeida mostrou a sua utilidade, num jogo onde não se pedia ao André para desequilibrar ofensivamente esteve quase perfeito. O Nico foi o principal desequilibrador...
O Lima está num mau momento de forma, o Samaris fez um dos melhores jogos, mesmo assim teve algumas falhas (inclusive no golo, onde compensou mal o Jardel...).

Não posso acabar sem falar do senhor Rizzoli: o critério disciplinar (principalmente) na 1.ª parte foi digno de um qualquer Proença... talvez assim se explique como esta gente chega ao topo da arbitragem Mundial!!! Inventou amarelos para o Benfica, e foi perdoando vários ao Zenit (o do Anyukov então...!!!). Acabou por condicionar todo o jogo disciplinarmente... permitiu um 'choradinho' constante dos mais beneficiados, e quando parecia ter mudado o critério expulsou o Luisão, com duplo-amarelo, isto depois de ter perdoado duplo-amarelos a jogadores do Zenit que jogaram a bola com o braço, simularam grandes penalidades, agarraram avançados do Benfica... Não me admira o sucesso que este senhor tem na UEFA e na FIFA. 3 jogos do Benfica, 3 resultados negativos, 2 deles inquinados: hoje, e em Glasgow...
Dentro do mesmo nível, tenho que ainda destacar a 'exibição' da PorkosTV. Se os dois palhaços que passaram o jogo a ladrar, ainda tentaram disfarçar (disfarçaram mal... mas ainda tentaram), o palhaço do microfone no final da partida, foi mesmo à descarada!!! A bajulação como foi tratado, o outro palhacito que tem uma carreira feita às custas da Corrupção, em contraste com a maneira como são feitas as perguntas ao treinador do Benfica, é gritante... Não é só falta de profissionalismo, é muito mais...

Já o escrevi várias vezes, este ano, prefiro ficar fora da Liga Europa, não temos plantel para rodar em todas as competições. Parece que o Bayer fez-me esse favor, ao perder em casa com o 'intragável' Mónaco...
Agora, o mais importante é o jogo em Coimbra, felizmente parece que não houve lesões... o último jogo em São Petersburgo levou tempo a recuperar a equipa fisicamente do esforço, da porrada e do frio.

2.º lugar...

Benfica 28 - 26 Madeira SAD

Depois da dupla jornada do fim-de-semana com os Noruegueses esperava-se um jogo complicado, até porque o Madeira SAD por tradição faz sempre grandes jogos na Luz!!!
Pareceu-me que o Ortega quis proteger os jogadores mais influentes, o Dario, o Ronny, especialmente, ficaram mais tempo no banco do que o normal, mesmo o Borragan teve algum descanso... O Zé Costa foi a excepção, já que ficou muitos minutos em campo, tanto a atacar como a defender...
A vantagem do Benfica foi quase sempre curta, ao intervalo 12-10, e na 2.ª parte quando o Benfica normalmente é mais forte, o Madeira foi-se aguentando com alguns expedientes que o Benfica mostrou dificuldade em adaptar-se: guarda-redes avançado (7 para 6 em campo!!!); e defesa 3:2:1 muita alta... Já perto do fim, finalmente abrimos uma boa vantagem 27-21... mesmo assim, nos últimos minutos, quando o vencedor já não estava em causa os Madeirenses não desistiram e reduziram para 2 !!!
Gostei de ver em alguns momentos a equipa jogar em simultâneo com o Davide, o Flávio, o Cavalcanti e o Moreno... então o Flávio está a evoluir a olhos vistos, temos futuro.

O Carneiro este ano tem sido menos influente, mas continuava a contribuir, nem que fosse para rodar com o Tiago. No jogo de domingo acabou por lesionar-se, partiu o quarto metacarpo, e assim vai ficar de fora algum tempo... O Álamo hoje também não foi opção, mas creio que foi mais por precaução.

Quem diria, estamos em 2.º lugar... vamos visitar os Corruptos no próximo fim-de-semana, não será fácil, mas a equipa está com atitude positiva...

A Taça 1/16 e 1/8

"Já aqui escrevi que a Taça de Portugal é a competição mais democrática do nosso futebol profissional. Ou seja, aquela em que um clube mais modesto pode festejar uma vitória inolvidável para a sua história perante um clube de outra e superior divisão. Aquela em que se pode ganhar o troféu e aspirar a uma aventura europeia, sem ser Benfica, Porto e Sporting. Continuo a pensar que até uma determinada fase da competição, os jogos sorteados entre clubes de escalões deveriam ser sempre realizados em casa destes. Assim, se faria uma boa discriminação positiva e se veriam, por esse Portugal fora, as equipas mais desejadas.
Este ano e chegados aos oitavos de final da Taça, é interessante verificar que dos 16 apurados, 62% são da 1.ª Divisão, mas ainda resistem 3 clubes da 2.ª Liga e outros tantos do campeonato de seniores que corresponde ao 3.º escalão.
Já ficaram de fora 8 primodivisionários, entre os quais Porto, Guimarães, Académica e Vitória de Setúbal (que venceram 6 das últimas 10 edições da Taça).
Tudo dependendo dos caprichos dos sorteios, Benfica, Sporting e Braga assumem-se agora como os menos surpreendentes finalistas. Ou talvez não porque um sensacional Belenenses, os sempre duros de roer (sobretudo em casa) Paços de Ferreira, Nacional, Marítimo e Rio Ave têm uma palavra a dizer.
Uma palavra especial para um dos clubes pelo qual tenho uma grande ternura e me reconduz sempre às minhas memórias de juventude: o COL, Clube Oriental de Lisboa que eliminou o Vitória de Setúbal em jogo bem renhido. E também para o derby minhoto, o mais iconográfico a seguir ao SLB-SCP.
Viva, pois, a Taça!"

Bagão Félix, in A Bola

UEFA Youth League - 5.ª jornada

Zenit 5 - 1 Benfica

Primeira parte segura, com uma vantagem merecida... nada podia antever o que se passou no 2.º tempo!!!
Não sei se foi o frio, mas os jogadores saíram das cabines com as pernas e o cérebro 'congelados'... É verdade que já estamos qualificados, mas ainda não garantimos o 1.º lugar (muito importante para jogar os Oitavos em casa), e não será fácil, pois o Bayer não é tão mau como a classificação parece dizer: hoje, venceram o Mónaco por 4-0!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

E os «olés» mataram o tango...

"Portugal-Argentina «a sério» só houve um - no dia 29 de Junho de 1972, para a Minicopa, com vitória portuguesa por 3-1. A exibição portuguesa foi brilhante. De tal forma que os jornais brasileiros carregaram com força nos elogios.

Como se costuma dizer, cai que nem sopa no mel, embora a combinação de sabores não me pareça feliz. Enfim, o povo é que tem a infinita sabedoria dos ditos e anexins, deixemos a coisa como está.
Portugal-Argentina. Só houve um a sério, ou meio-a-sério se quiserem, em 1972, na Copa da Independência, ou Minicopa, comemorativa dos 150 anos da independência do Brasil, uma competição e pêras organizada pela Confederação Brasileira de Desportos: vinte selecções nacionais e continentais disputariam a prova em 12 estádios. Quinze equipas - Argentina, Selecção de África, França, Selecção da América Central, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Irlanda, Venezuela, Chile, Irão, Jugoslávia e Portugal - seriam distribuídas por três grupos; outras cinco - Brasil, Uruguai, URSS, Checoslováquia e Escócia - ficariam isentas da primeira fase. Em seguida, formavam-se dois grupos de quatro equipas que decidiam o acesso à final em sistema de «poule».
Já falei aqui por mais do que uma vez da Minicopa, até porque o Benfica levou uma equipa inteira nessa selecção que era orientada por José Augusto. Toda a gente sabe que atingimos a final e, em pleno Maracanã, perdemos com o Brasil, campeão do Mundo, no último minuto, por 0-1.
Mas, hoje, o que me traz aqui é a Argentina. Vem a propósito da semana, como está bem de ver.
Apurado para a segunda fase com uma tranquilidade e uma eficácia surpreendentes, o Portugal de José Augusto encantava todos aqueles, que do lado de cá do Atlântico, seguiam atentamente as peripécias da selecção das quinas. No entanto, e como é hábito, punha-se em causa a qualidade dos adversários vencidos. E esperava-se para ver, agora que, na segunda fase, nos cabia jogar com equipas tão fortes como a da Argentina, da URSS, e do Uruguai. No Rio de Janeiro, no mesmo Maracanã onde, na véspera, o favoritíssimo Brasil empatara com a Checoslováquia (0-0) e deixara evidente a dificuldade de substituir Pelé, que abandonara de vez a «canarinha», a resposta lusitana foi extraordinária. Há quem diga que a vitória sobre os argentinos foi uma das mais brilhantes da história da selecção nacional. É bem possível! Primeiro porque derrotámos um adversário ao qual nunca tínhamos ganho - um empate e quatro derrotas; em segundo lugar, porque o nome de Argentina fazia sempre ressoar nas campainhas da memória as terríveis humilhações impostas pelo San Lorenzo de Almagro na sua lendária viagem a Portugal em 1947; por fim, porque a Argentina era, de facto, um conjunto muito forte que procurava recuperar da ausência do Mundial de 1970 (fora eliminada pelo Peru de Teófilo Cubillas) e contava em figuras como Herédia, Pastoriza, Octavio Bianchi e Brindisi.

O grande baile lusitano
Entretanto vejamos como jogaram as duas selecções nesse histórico dia 29 de Junho de 1972:
PORTUGAL - José Henrique; Artur, Humberto Coelho, Messias e Adolfo; Jaime Graça, Toni e Peres; Jordão, Eusébio e Dinis. Matine entraria para o lugar de Peres.
ARGENTINA - Santoro; Wolf, Vargas, Lopez e Herédia; Brindisi, Semenewicz e Pastoriza; Bianchi, Fischer e Mas (depois Marcelâmgelo).
O árbitro foi o inglês Erwin Walker.
Cuidadosamente preparada e mentalizada para a Minicopa - é fácil perceber o que significaria para os argentinos vencerem o torneio no terreno dos seus rivais brasileiros -, a Argentina foi, todavia, completamente vulgarizada pela velocidade e jogo de conjunto dos portugueses.
Portugal não se limitaria a vencer. O seu domínio foi tão intenso, a sua superioridade tão esmagadora, o nível da sua exibição tão fora do comum, que os cerca de 50.000 espectadores que se tinham deslocado ao Estádio Mário Flho entraram em delírio.
O «gambeteo» virava-se contra os seus criadores. O futebol criativo de Jaime Graça, Peres, Eusébio, Jordão e Dinis era avassalador; as arrancadas de Artur e Adolfo devastadoras; as fintas surgiam em avalanche, as situações de perigo junto à baliza de Santoro constantes. Adolfo faria o primeiro golo, aos 36 minutos; após um tabelinha com Peres, com um remate fortíssimo ao ângulo da baliza argentina; a «celeste» empataria no minuto seguinte, com um golo de Brindisi, tirando proveito de uma falha da defesa lusitana.
Mas, sobre o intervalo, Eusébio faria o seu inevitável golo. No segundo tempo, a superioridade portuguesa foi ainda mais nítida e os argentinos eram massacrados pelos «olés» e pelas gargalhadas que choviam das bancadas onde portugueses e brasileiros se uniam contra um adversário comum.
O terceiro golo, logo no reatar do encontro, foi bem o espelho aos acontecimentos: Artur sobe pela direita a entrega a Jordão; este lança-se em dribles sucessivos sobre três adversários e dá a bola para Eusébio que, de primeira, põe Dinis frente à baliza, isolado, perante o desespero de Santoro.
No jornal «O Globo», o famoso jornalista brasileira João Saldanha, que chegara a ser seleccionador nacional antes de Zagallo, escrevia: «Há muito tempo que não vejo um time jogar tão bem. Nenhumas falhas. Se caprichassem um pouquinho, eram cinco ou seis. Toni tem uma raça impressionante; Eusébio é a calma personificada; os laterais, perfeitos; Peres deu aula; Jordão fez miséria. A Argentina é um bom time, mas Portugal, ontem, não perdia para ninguém».
Também Nélson Rodrigues, o grande mestre da crónica brasileira, não perdeu a hipótese de escrever sobre o encontro no mesmíssimo «O Globo»: «Na partida, de anteontem havia um favorito, que era a Argentina. Assim, o impacto da vitória portuguesa foi muito mais firme e mais forte do que seria em condições normais. Mas, se pensarmos bem, verificaremos que não havia razão para surpresa. Portugal mostrou que as suas condições técnicas são muito melhores do que as da Argentina. Eu diria que Portugal vive o grande momento da sua história futebolística. O time luso jogava com tanta folga e com uma facilidade tão humilhante que os seus jogadores, em dado momento, deram um olé no meio. O admirável no futebol luso é a influência brasileira. Não há dúvida nem sofisma. As nossas características, Otto Glória as levou para Portugal. Já em 66 os lusos deram uma alta demonstração de desenvolvimento. Só não fez mais contra a Inglaterra porque o seu time entrou em pane psicológica. Mas se houver um novo confronto, em campo neutro e com uma arbitragem neutra, sou muito mais Portugal. Anteontem foi impressionante. Enquanto o adversário chorava a sua impotência e frustração, os portugueses construíram a sua bela vitória. Muita gente lamentava que o Brasil não tinha adversário nessa copa. É falso, mil vezes falso. Aí está, por exemplo, quadro português. Grande escrete, que melhora de 15 em 15 minutos».
Falou, está falado!"

Afonso de Melo, in O Benfica