Últimas indefectivações

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A semana em que Fucile nem sequer devia sair de casa

"Na sexta-feira Fucile atirou com as mãos à cara e ontem atirou com as mãos à bola e das duas vezes as coisas correram-lhe mal...


SEXTA-FEIRA, 23 DE SETEMBRO

JORGE SOUSA apitou para o fim do jogo no Dragão e ao meu lado um familiar mais jovem sai-se imediatamente com esta:

-Razão tinha o Fábio Coentrão... Se tivéssemos jogado alguma coisa tínhamos dado 4-0...

Referia-se à entrevista dada pelo ex-benfiquista ao diário O Jogo e publicada na véspera do clássico com grande e merecidíssimo destaque na primeira página do jornal nortenho. Coentrão, de longe, do estrangeiro, apostava ontem numa vitória por 4-0 da sua ex-equipa na vista à casa dos campeões nacionais.

É verdade que a prosápia de Fábio Coentrão, o nosso cônsul em Madrid, só encontrou nos últimos 15 minutos da exibição do Benfica no estádio do Dragão.

Quarto de hora deveras inspirado que foi bastante para empatar o jogo e para deixar em maus lençóis Vítor Pereira, prontamente acusado de ter mexido mal na sua equipa, retirando do campo Guarín, o melhor portista em campo, para fazer entrar Bellushi, que mal conseguiu ser discreto.

E a discrição é, sem dúvida, um belíssimo atributo na vida social mas é uma qualidade absolutamente dispensável num jogador de bola atirado para a fogueira viva de um despique entre arqui-rivais.

Foi um clássico dividido, equilibrado e nem o quarto de hora à Benfica justificaria outro resultado que não fosse o empate embora, coisa rara, tenha havido um sentimento geral de insatisfação entre os nossos adeptos quando Jorge Sousa se limitou a dar 3 minutos de tempo de compensação num campo onde, normalmente, o tempo custa imenso a passar.

-Malandro! Devias dar 5 minutos!

Queriam mais tempo de jogo os benfiquistas tal era o empolgamento vendo o FC Porto encostado às cordas perante a cavalgada final dos Jesuses.

-Só o Fucile esteve mais de 3 minutos a rebolar no chão!

-Podia perfeitamente dar 7 minutos de compensação!

Em nome do bom senso, estas prosápias são sempre de evitar, mas como evitá-las quando vemos o nosso poderoso adversário a suspirar pela clemência de um duche morno no balneário frio?

De modo geral, o jogo não foi quezilento como quase sempre acontece quando os dois emblemas se defrontam. E Maxi Pereira merece o prémio fair-play do clássico por não se ter deitado ao chão a rebolar e por ter respondido a uma ameaça de cabeçada do incrível Hulk.

E foi precisamente a partir daí que as coisas começaram a correr muito bem.


SÁBADO, 24 DE SETEMBRO

O Sporting de Braga de Leonardo Jardim mostra-se sólido e confiante. Ganhou por 2-0 com um golo do Nuno Gomes e está agora com os mesmos pontos do FC Porto e do Benfica no topo da classificação.

O Sporting dá sinais de recuperação a todos os níveis e produzindo um quarto de hora à Benfica despachou o Vitória de Setúbal com grande limpeza logo na abertura do jogo.

O Sporting é agora o 4.º classificado e tudo indica que o mais tempo já passou.


DOMINGO, 25 DE SETEMBRO

O Sporting desceu para o 5.º lugar porque o Marítimo, sem o Kléber, ganhou hoje ao Vitória de Guimarães por 2-1, deu um salto na tabela e ultrapassou os leões.


SEGUNDA-FEIRA, 26 DE SETEMBRO

O Sporting, sem jogar, desceu mais um lugar na tabela. Hoje é o 6.º classificado porque a Académica de Pedro Emanuel ganhou ao Feirense por 4-0 e roubou a anterior posição aos Paciências.

Mudando de assunto...

Está instalada uma pequeníssima polémica entre Vítor Pereira e Jorge Jesus. Pereira acusou Jesus de ter ido jogar para o empate ao Porto e Jesus respondeu dizendo que não foi ele que fez substituições para «garantir um ponto».

De qualquer modo, ouvindo falar os adeptos das duas equipas, fica-se com a sensação de que os portistas estão mais aborrecidos com o seu treinador do que os benfiquistas estarão com o seu. Mas uma coisa é certa, os portistas podem desconfiar de Vítor Pereira mas continuam a confiar a mil por cento no seu presidente.

Por exemplo, um muito querido amigo meu portista, David Almeida, disse-me hoje, sem se desmanchar, ter a certeza absoluta que o presidente Pinto da Costa já tinha José Mourinho, em apuros em Madrid, «de prevenção» para substituir Vítor Pereira a qualquer momento. E terminou assim: «E ainda vamos ganhar este ano mais uma Liga dos Campeões com o Mourinho!»

Gosto tanto de futebol.


TERÇA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO

O milionário madeirense Joe Berardo deu uma entrevista ao Diário Económico que fez uma bonita primeira página com a declaração mais interessante do grande patrono das artes.

Berardo, que se confessa desde sempre benfiquista, disse ter chegado ao ponto do desespero na sua paixão pelo clube quando, há uns anos, via o Benfica fraquinho e sem condições de lutar por títulos. E, vai disto, afirmou-se como autor de uma proposta invulgar: Berardo, diz ele, ofereceu 500 mil contos a Pinto da Costa para trocar a presidência do FC Porto pelo Benfica.

Isto ainda se passou no tempo dos contos, naturalmente.

Pinto da Costa ainda não comentou, com a ironia do costume, esta proposta do madeirense mas, certamente, deve ter ficado chocado com o preço.

Desportivamente, esta história não oferece grandes lições. Já do ponto de vista da troika, trata-se apenas de mais uma achega que pode ajudar a explicar o buraco financeiro destapado na Madeira.

Sim porque, ficou definitivamente, provado que estes madeirenses são loucos.

Hoje o dia acabou com uma vitória do Benfica na Roménia contra os coisos, foi assim que passámos todos a semana a tratar a equipa campeã romena porque, na verdade, tem um nome que não é nome nenhum em termos de historial internacional.

Por isso mesmo foi particularmente saborosa a vitória, mais os 3 pontos, mais os 800 mil euros, tudo arrecadado com um só pontapé de Bruno César que respondeu, uma vez mais, muito bem à confiança que Jorge Jesus tem nas suas capacidades de jogar, lutar, correr e fazer golos.

O empate do Basileia em Manchester foi a sensação desta terça-feira de Liga dos Campeões. Os comentadores, os relatadores, os analistas de serviço viram nesta semi-proeza suíça uma grande complicação para o Benfica. E os adversários internos do Benfica olham agora para o Basileia com grande carinho e simpatia.

É caso para se dizer que até parecem que são do Basileia desde que nasceram porque foi com grande desgosto que assistiram ao golo do empate do Manhester United já bem pertinho do fim do jogo.

Mas que grande falta de patriotismo, francamente.


QUARTA-FEIRA, 28 DE SETEMBRO

O FC Porto faz hoje 118 anos de vida segundo o calendário papal e 105 anos de vida segundo o Borda d'Água.

E, em São Petersburgo, não teve o presente de que certamente estava à espera. Um Zenit menos perdulário poderia ter alcançado um resultado ainda mais surpreendente embora perder 1 golo ou perder por 3 ou perder por 5 seja exactamente a mesma coisa no que diz respeito aos interesses do país: são menos 800 mil euros que entram no tesouro nacional e que tanta falta nos fazem.

O árbitro não foi Jorge Jesus, foi um inglês qualquer que se atreveu a expulsar o Fucile que está a viver uma daquelas semanas em que melhor seria nem sair da casa."


Leonor Pinhão, in A Bola

O minuto de (não) silêncio

"Há dias, num jogo de futsal foi anunciado que se iria guardar um minuto de silêncio por uma pessoa falecida. Não interessa, aqui, em que jogo e por quem. Porque o que importa é o gesto, a homenagem, o sentido universal do respeito pelo outro. O silêncio na morte diz tudo no respeito de nada dizer.

Mas que vi e ouvi eu? O mesmo que, há muito, em Portugal, e em qualquer estádio: um inqualificável e triste momento. O insuportável grunhido de quem não é capaz de ter a sensibilidade e o respeito pela morte de alguém conhecido ou desconhecido como se um minuto cronológico fosse uma prisão perpétua para os javardos. Às vezes ainda se dissimula (disparatadamente) a incapacidade do silêncio com palmas, como se fossem seus sucedâneos ou substitutos.

Ao contrário, nestas últimas semanas no Reino Unido, Dinamarca e Holanda, pude ver o respeito absoluto pelo minuto de silêncio, em estádios de futebol.

Sinal dos tempos. O silêncio é, hoje, motivo de chacota. Já não é de ouro.

O silêncio já não é de ouro. Numa reunião de trabalho ficar em silêncio desqualifica, mesmo que nada se tenha para dizer. Num debate o que perde é o que fala menos, mesmo que no intervalo do seu silêncio, tenha sido o que disse mais.

A nossa sociedade incomoda-se com o silêncio. O silêncio não é comercial, não é televisionado, não enche jornais, não se associa ao sucesso, e chega às novas gerações como um fúnebre desconforto.

Por isso, o silêncio é ameaçado mesmo onde, no simples quotidiano, deveria existir: na espera do telefone, no elevador para compensar a má-criação de quem não tem a educação mínima de cumprimentar, nos transportes, no consultório, em toda a parte.

O silêncio incomoda porque interpela."


Bagão Félix, in A Bola

100 anos de vida, 89 de felicidade !!!



Tenho a certeza absoluta que o consócio José Gonzaléz Oliveira, sócio número 1 do Sport Lisboa e Benfica, tem a consciência total, que o cartão que merecidamente detém, é a inveja de mais de 14 milhões de almas gloriosas...!!!

História

Os rankings são sempre subjectivos, as formulas encontradas para qualificar o palmarés clubístico ao longo dos anos, são sempre discutíveis... Normalmente não daria importância a mais um ranking, mesmo que viesse de uma instituição respeitada, mas em Portugal nos últimos tempos, temos sido atacados, de forma premeditada, de várias classificações, rankings, ou comparações totalmente ridículas. Algumas delas tão absurdas, que até são difíceis de adjectivar!!! Tudo isto feito, com a participação activa de muitos, e a omissão - criminosa - silenciosa de muitos outros... deitando para o lixo a sua integridade profissional, a sua dignidade pessoal e a dignidade das instituições que actualmente servem e mereciam mais respeito... o revisionismo histórico de alguns, misturado com a ignorância da plateia, é um cocktail explosivo... O descaramento é tanto, que os autores de tais dislates, são conhecidos avençados de verdadeiras organizações criminosas, que nem sequer a história da sua agremiação souberam respeitar - por motivos totalmente mesquinhos, diga-se... - e que agora, pretendem reescrever a história dos outros...!!! Normalmente isto não passaria de latidos, barulhentos, mas totalmente inofensivos, mas a máquina de propaganda da tal Camorra, e a ignorância cúmplice dos felinos mansos, em muitos casos, acaba por transformar mentiras mal construídas, em dogmas indesmentíveis... que as gritarias semanais televisivas ajudam a perpetuar...
Hoje, em sentido contrário, uma entidade respeitada internacionalmente, nacionalmente imparcial, usando um critério aparentemente justo e simples, publicou um ranking onde determina quais os melhores Clubes na história da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões (30 pontos para os vencedores da LC, 15 para os finalistas, 10 para os semi-finalistas...). O L'Equipe, parece não ser susceptível a Fruta, Marisco, Café, Chocolate... O L´'Equipe foi só o mentor e organizador daquela que hoje é considerada por todos, a primeira edição da Taça dos Campeões Europeus... O L'Equipe aparentemente dá uso útil aos seus arquivos...!!!

É também curioso (mas não é surpresa) que este trabalho do L'Equipe tenha 'chegado' a Portugal, através da primeira página de um jornal Espanhol - AS !!!
Uma sociedade, onde a História é sistematicamente adulterada - da maneira mais conveniente para os mais 'barulhentos' -, é bem demonstrativo de um significativo atraso civilizacional. Normalmente imposto por caciques autoritários que rodeados de lambe-botas impõem os seus caprichos.

Felizmente o nosso Benfica, nos últimos tempos - com mais 'ânimo' -, tem sido um interprete activo na defesa da nossa História e da História do desporto Português, porque o silêncio nesta altura seria altamente lesivo... Seria compactuar com a mesquinhez criminosa que alastra neste desgraçado canto...


Aqui fica o ranking da TCE/LC, do L'Equipe:

1. Real Madrid. 483 pontos
2. Milan, 330
3. Bayern, 288
4. Barcelona, 250
5. Liverpool, 237
6. Manchester United, 229
7. Ajax, 220
8. Benfica, 217
9. Juventus , 215
10. Inter, 184
(...)
11. FC Porto, 138
48. Sporting, 39

Nova campanha

"Está visto: chegou a hora de Javi García. À falta de melhor, descurando o facto de o murciano que impressionou Capello e Del Bosque já estar a cumprir a terceira temporada em Portugal, coincidindo na chegada ao Benfica com o treinador Jorge Jesus e desmentindo (logo à primeira época) a tão propalada loucura que teria afetado os corpos gerentes do clube que o foi buscar aos quadros do Real Madrid, fica designado o sucessor de Katsouranis, Bynia e David Luiz no “esquadrão da morte” recrutado pelos encarnados. Javi García terá, no dizer de pelo menos um adepto portista indisposto com o resultado do clássico da passada sexta-feira, um pacto com os árbitros que lhe permitem o “jogo mais sujo da Liga”. Um caceteiro, um violento. Mas porquê ficar por aí? Pirata, sevandija, assassino, que sei eu?

O curioso é que toda esta indignação nasce na sequência de uma partida que o FC Porto não conseguiu ganhar por duas razões: primeira, porque não estava sozinho em casa e se deixou iludir perante uma metade de jogo aparentemente passiva do adversário; segunda, porque mesmo os habituais pulmões do campeão foram lestos a pedir sopas e descanso muito antes do cronómetro chegar ao fim. Exemplos? Hulk (com a atenuante de vir de uma lesão) e João Moutinho (caso verdadeiramente invulgar). Para não falar de Fucile, aparentemente mais empenhado em exibir o que aprendeu nas suas aulas de expressão dramática (a dor fulminante mas incompreensivelmente efémera, anatomicamente deslocada, que o atinge quando é “agredido” por Cardozo, ficará como um dos momentos de tragédia desta época, já devidamente caricaturado em televisões internacionais) do que em correr ao lado de Gaitán, e assim evitar o golo do empate do Benfica.

Custa-me a perceber que, perante um jogo que teve a arte e o condão de deixar silenciados os pirómanos do costume (de um lado e do outro), em que se trocaram – de vez? – as bolas de golfe pela bola de futebol, em que houve emoção e incerteza no resultado, em que ninguém ficou arredado da corrida ao título, um empate caseiro motive tamanhas palpitações de fígado. E acredito sinceramente que os verdadeiros adeptos do FC Porto estarão mais preocupados com a falta de alternativa a Kléber, com a resistência dos atletas e com a aferição do que vale realmente Vítor Pereira do que em crucificar um adversário que é viril mas não demonstra prática ou conhecimento de artes marciais. Quem fez a defesa do pior Bruno Alves não deve querer falar alto. Se o fizer, arrisca-se a falar sozinho.
NOTA – Em nova semana europeia, o Benfica cumpriu – sem brilho – a parte que lhe tocava. Que os deuses voltem a estar com FC Porto, Sporting e Braga. Boa falta nos faz à autoestima e à bolsa."


Empate no Dragão

"Como seria normal, para quem goste de futebol, nos últimos dias discutiram-se as incidências desportivas do grande clássico de sexta-feira passada. Argumentou-se à volta dos golos, das boas defesas, das jogadas, da táctica, das substituições, e de um ou outro jogador que se destacou no Futebol Clube do Porto e no Benfica. Pessoalmente, impressionou-me o magnífico golo do Gaitán, cada vez mais em forma, e muito eficaz.

Mas escusado, francamente, pareceu-me a pseudo polémica à volta do Cardozo, da agressão imaginada, e do amarelo decidido pela arbitragem, sob pretexto de que consumada uma expulsão, um dos golos do Benfica não aconteceria, e o resultado seria outro. Em primeiro lugar, porque uma expulsão do Cardozo teria sido um escândalo. Depois porque essa mesma decisão não teria permitido o que acabou por acontecer. Um jogo bem disputado, duas equipas esforçadas e empenhadas, e um resultado que no essencial foi justo.

De resto, fácil seria encontrar argumentos equivalentes em favor das hostes benfiquistas. Por exemplo: no mesmo jogo aconteceu ou não uma tentativa de agressão do Hulk ao Maxi Pereira, com encosto de cabeça à mistura? E que teria sucedido se o Hulk tivesse sido expulso? Fico-me por isso pelo que, tudo ponderado, me parece mais relevante:

– Há muitos anos que não víamos o Porto contestar decisões da arbitragem;

– Há muito tempo que não se percebia de forma tão nítida, perante um adversário assim temível, e no Dragão, o Benfica recuperar por duas vezes da desvantagem no marcador.

E quem sabe não teremos nisso um bom prenúncio para o que sucederá no final do campeonato. O Benfica campeão!"


Os comediantes

"Escrevi há oito dias que Nolito tem nome de palhaço. Ora Fucile, sem desprimor, tem ar de palhacinho. E foi ele, de facto, o protagonista da cena mais cómica do “clássico”.

Cardozo corria com a bola pela esquerda quando Fucile entrou a varrer, como se fosse uma automotora, levando tudo atrás. Ele e Cardozo embrulharam-se no chão, Fucile agarrou-se à cara, como se tivesse levado um soco – e o árbitro acabou por mostrar amarelo aos dois.

No fim do jogo, o treinador do FC Porto garantiu que Fucile fora agredido e alguns comentadores afetos aos portistas juraram a pés juntos que Cardozo lhe batera na cara. Para todos, o amarelo a Fucile fora injusto e Cardozo deveria ter sido expulso. E sendo assim, o primeiro golo do Benfica, marcado por Cardozo, não teria acontecido.

Eu não vira nenhuma agressão, mas confiei no que ouvia: se Vítor Pereira e os comentadores eram tão afirmativos, com certeza tinham visto mais do que eu.

Sucede que, depois de tudo terminado, Fucile veio dizer que Cardozo lhe deu um pontapé... numa nádega! De uma penada, Fucile desmontava o teatro que tinha feito em campo ao agarrar-se à cara (que não fica propriamente perto da nádega) e desmentia os comentadores do seu clube e o seu próprio treinador.

Este episódio não foi um fait-divers. Ele põe em causa a seriedade dos jogadores, a seriedade dos comentadores e a seriedade dos treinadores. Como se admite que um jogador finja ter sido agredido para prejudicar maldosamente um adversário? Como se admite que um treinador e comentadores garantam uma coisa que não viram, pois não existiu?

A bem do futebol, é preciso desmascarar estes comediantes."


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os imortais no 'glamour' da Pequena Paris

"BUCARESTE - O Benfica tem um enorme prestígio a defender. Os palcos da Champions, os maiores europeus, coabitam bem com a sua rica história, ontem enriquecida com mais uma vitória. Constatei toda a dimensão internacional do Benfica aqui em Bucareste. A Paris do Leste já não é propriamente a Pequena Paris. A capital romena continua a não dormir, mas já não só pelo encanto de todos os mistérios da noite. A lua junta-se ao sol ao som das máquinas, a grande urbe, hoje com mais de dois milhões de habitantes, vive em constante azáfama. O progresso é insaciável. A influência francófona, o glamour, ainda irradia, mas a arquitectura moderna já se sobrepõe a uma construção nitidamente comunista. No ar, um fino e sedutor perfume francês rivaliza com uma ardente paixão: o futebol. Os romenos adoram futebol e não esquecem as lendas. Eusébio, Germano, Coluna, Torres, Graça, Simões... Assim mesmo, com todas as letras e pronúncia bem aceitável, ouvi algumas vezes em Bucareste na imediata associação à deslocação da águia. São estes os imortais, do Benfica, de Portugal, do Mundo."

Hugo do Carmo, in A Bola

Obstáculos Olímpicos !!!

Mais uma contratação Olímpica!!! Alberto Paulo, recente finalista nos Mundiais de Atletismo, nos 3000m Obstáculos, vai passar a vestir o Manto Sagrado. O Madeirense é uma excelente mais valia nos Campeonatos colectivos internos, e para o ano em Londres, terá como objectivo a presença na final da sua prova favorita....

Depois do túnel, o funil

"Considero justo o resultado do Porto-Benfica. E considero que a arbitragem terá errado menos que os outros intervenientes.

No entanto, acabando o jogo, haveria que explicar a desilusão portista. À míngua de melhor argumentário, todos os que faltaram alinharam - disciplinadamente - pelo mesmo diapasão. A culpa foi do Cardozo (não se referiam, todavia, ao golo que ele marcou).

No tão citado enlace entre Cardozo e o contumaz fiteiro Fucile, a farsa foi de tal monta que o pobre lingrinhas levou uma pseudo joelhada no traseiro... e logo se queixou... também da cabeça, certamente por osmose sabe-se lá de quê!

Os iluminados do costume, perante uma infinidade de ângulos e velocidade das câmaras, conseguiram inventar uma agressão. Os mesmos que também acharam que, em Aveiro, o jovem talentoso James se limitou, não a socar, mas a afagar o apêndice do adversário, não merecendo a expulsão! Ou que, com Jorge Sousa, na final da Taça da Liga (Benfica, 3 - Porto, 0), não se admiraram de Bruno Alves ter acabado o jogo depois de uma série de investidas com todo o seu arsenal anatómico?

Sei que no futebol, nós adeptos temos dificuldades em levar a coerência até ao limite, mas que diabo - tanta incoerência cheira a mau... empatar.

A indigente ladainha de desculpa virou Takuara e, durante uns tempos, vai municiar a acefalia futebolística. Mas, não nego que esta inventona de agressão no traseiro do Fucile - se persistir - é bom presságio para os benfiquistas... Depois do túnel, virá o funil, perdão, o Fucile.


PS: Ó Maxi, por que razão não te atiraste para o chão quando o Hulk te acariciou cabeça contra cabeça? Para a outra vez tem juízo e perder a cabeça (no relvado)."




Bagão Félix, in A Bola

Ser grande é...

"FC Porto e Benfica empataram 2-2 e, como é hábito, houve queixas da arbitragem. Fucile, por exemplo, disse que tinha sido agredido por Cardozo e estranhou o facto de o paraguaio não ter sido expulso. Vítor Pereira, treinador do FC Porto, assumiu as palavras do seu jogador como verdadeiras e defendeu-o na hora. Não teria ainda visto na TV que Fucile sentiu o pé do adversário numa nádega e se agarrou à cabeça - só depois se lembrando que nenhuma dor, por mais reflexa que fosse, saltaria da nádega para o rosto.

Mentir poderia até ser um problema só de Fucile, não se desse o caso de ter enganado quem nele confia.

Lembro-me bem do dia em que Paulinho Santos agrediu João Vieira Pinto num jogo entre FC Porto e Benfica e o lesionou. Jurou inocência e logo o FC Porto em peso o defendeu. António Oliveira, então treinador do clube, tomou as dores de Paulinho e só faltou dizer que tinha sido João Pinto a agredir o seu rapaz.

Dias depois, já tendo visto as imagens na TV, António Oliveira disse aos jornalistas que tinha sido enganado por Paulinho Santos. O gesto enobreceu-o e não foi por isso que o dragão deixou o hábito de vencer. Ser grande, afinal, não é só saber ganhar.

..."


Nuno Perestrelo, in A Bola

O milagre

"No FC Porto-Benfica da semana passada atuaram apenas três jogadores portugueses e no dia seguinte o Sporting apresentou mais dois frente ao Vitória. Cinco portugueses entre 42 utilizados pelos três clubes principais – uma realidade que provoca reações demagógicas, em particular ao núcleo de juristas da bola que ao longo de anos foram criando as condições regulamentares para esta descaracterização.

Enquanto o núcleo duro da Seleção Nacional se deslocava dos clubes principais do país para o “eixo Mourinho” (primeiro o Chelsea, agora o Real Madrid), foram chegando jogadores cada vez melhores a Portugal, internacionais de vários países, incluindo as potências sul-americanas. Deste movimento, aproveitador de alguns negócios de oportunidade e de um “scouting” bem entrosado com os interesses dos principais mercadores internacionais, resultou um real desenvolvimento desportivo, refletido nos bons resultados nas provas europeias dos últimos anos.

O futebol português apresenta, assim, duas faces no panorama internacional e ambas dignas de orgulho. Uma Seleção excecional, que resistiu pela qualidade aos maus tratos de que foi vítima durante dois anos nas mãos do catedrático Queiroz, e clubes competitivos e reveladores de jogadores fantásticos, como Falcão ou Di María.

Esta fase coincide com o interesse mediático, que vem abrangendo novos conteúdos nas plataformas globais, levando agora os jogos de maior cartaz a mercados tão distantes como o asiático, mas tão importantes como o espanhol. Ao longo de décadas, nunca o campeonato português conseguiu interessar aos adeptos de outros países, mas esse panorama está mudando, precisamente em consequência da internacionalização dos clubes principais.

O último FC Porto-Benfica, por ter sido disputado numa sexta-feira, desdobrou-se em dezenas de horas de televisão e suscitou discussões em todos os continentes, sobretudo pela qualidade do jogo e, numa escala mais anedótica, também pelas fantochadas sul-americanas. Tem muita graça e é didático comparar como outros observam as “polémicas” draconianas – meros “faits divers” em função do êxito que o jogo alcançou e do prestígio que aduziu ao campeonato português.

Dias depois, corre mundo proclamando o final feliz, a dramática e cómica cena dos maqueiros de Olhão, que perderam, pelo caminho, um jogador inanimado por não terem tomado as precauções de socorro obrigatórias, como se neste país nem aquilo que parece correr mal chega, de facto, a correr mal. Numa Liga bem organizada, nunca um jogador cairia de uma maca, mas o que conta é o resultado: acabou tudo bem.

Este sucesso internacional é tipicamente português: ninguém planeou, ninguém executou, ninguém retificou, mas está a acontecer. A Liga portuguesa, minada pelo tráfico de influências, pelo improviso e pela iminente falência técnica, é considerada a melhor depois das “majors” do futebol europeu, como retrato fiel de um país que sobrevive e acha que tem futuro, numa conjuntura de bancarrota. Milagre!"

João Querido Manha, in Record

Fizram a força

"Comecei a ver o jogo em sofrimento. São as más memórias, é a dificuldade inerente ao clássico, era jogar no Dragão. Mas Jesus fez o que lhe pedi: não inventou. Entrámos em campo com o nosso onze desta época, e não vencemos mas não falhámos. Sem medos do monstro verde ou do azul.

Na primeira parte deu Porto, que apostou na ala esquerda do Benfica e nas diagonais lá à frente. Secaram Nolito – tiveram medo dele, muito marcado – e obrigaram Javi e sobretudo Witsel a trabalho redobrado à boca da área. Jesus não inventou, mas na primeira metade a estratégia não colou. Na segunda? Era dar consistência ao miolo, matar o nervosismo e esquecer os amarelos. Mas criar condições para os alas respirarem e serem inventivos. A muralha Javi/Witsel ao centro obrigou o FCP a procurar os corredores. Era fazer entrar o Chuta-Chuta, que estava a fazer falta. Só que entretanto Nolito solta-se e dá a Cardozo, que marca. Dragão? Caladinhos. Por pouco tempo: a nossa defesa teve uma das suas “brancas amnésicas” e Varela não perdoou. Calei-me eu. Depois chegaram as substituições e Cardozo ficou sozinho lá à frente, à espera do erro. Mas abriram-se as alas. E Saviola deu um cheiro do que já o vimos ser, naquele passe de matador para Gaitán. E sofreu-se, mas vamos em primeiros.

Lições a retirar? Não vale a pena ter medos excessivos de jogadores determinados. Emerson resolveu-me o mistério de como travar Hulk, coadjuvado por Javi e Witsel (como eu tanto pedi). Não foi um jogo exemplar do ponto de vista da disciplina, mas em Roma sê romano. E quando vejo o tal monstro verde dizer que nunca viu um vermelho direto ser amarelo para a “vítima”, agarro-me à barriga a gargalhar, e só tenho uma pergunta: mas em que clube é que tu jogas, rapaz?"


Mais perto do objectivo...



Otelul Galati 0 - 1 Benfica
Bruno César


Exibição 'poupadinha', com muita posse de bola (para tanto domínio até acabamos por rematar pouco). Completamente desnecessário manter a sempre perigosa vantagem mínima até ao fim... O adversário é sem dúvida limitado, mas defensivamente são 'chatos'... Desta vez conquistámos os 3 pontos sem deslumbrar, quantas vezes até jogámos 'benzinho', mas faltou o 'resultado'?!!! Inaceitável as condições do relvado.
Podem discordar, mas o empate do Basileia em Manchester é um mau resultado para o Benfica... Os 6 pontos, dos dois jogos em casa, que ainda temos que disputar, podem não chegar!!!
Mas agora, o mais importante, é o jogo de Sábado com o Paços...


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lixívia Extra-Forte VI

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......14 ( 0)...14
Corruptos...14 (+3)...11
Braga........14 ( +3)...11
Sporting....11 ( 0)...11




Para grande surpresa minha (e da grande maioria...) nesta semana não houve erros graves de arbitragem, com influência nos resultados... O observador que a UEFA mandou para o Dragay, foi 'acusado' por muitos Benfiquistas, de ser o principal responsável por esta raridade estatística (não ter havido roubos de igreja!!!), pessoalmente, como afirmei antes do jogo, acho que o Jorge Sousa, ficou 'magoado' com a 'espera' que teve em sua casa (com a família presente), após o Leiria-Benfica em 2009, tendo-se 'afastado' da Camorra desde aí... é um afastamento relativo, porque não passou a prejudicar o seu Clube de coração (nem a beneficiar o Benfica...), mas pelo menos deixou de ser tão descarado, passou a ser mais 'moderado'... como nós sabemos, às vezes, as comadres zangam-se!!! (nem que seja ligeiramente!!!)...
No jogo do Dragay não houve de facto 'casos' graves, mas não deixou de existir as habituais ajudas 'subliminares'!!! A primeira parte acabou com 14 faltas contra o Benfica, e 2 a favor!!! Este número é esclarecedor, quando se fala que os Corruptos dominaram a primeira parte, muito desse 'domínio' deveu-se a este critério torto (mesmo assim o jogo acabou com 51% contra 49% na posse de bola!!! 4 oportunidades claras de golo, contra 3!!! A avalanche Corrupta não passou de uma ilusão!!!). Obviamente as más representações teatrais dos jogadores Porcos Azulados, ajudaram à festa, mas o árbitro não tinha que ser tão 'ingénuo', por exemplo logo no início do jogo, após um mergulho descarado do Fuzil, transforma um pontapé de canto favorável ao Benfica, num livre 'contra', por suposta falta do Gaitán!!! Este lance é um excelente 'resumo' do que se passou na primeira parte. Pouco depois, após mais um mergulho do Guárin, deu Amarelo ao Javi, e ao Luisão por protestos...!!!
No primeiro golo Corrupto, a falta do Maxi existe, é uma faltinha com o braço, o facto do Álvaro Pereira ter desistido do lance, ajudou à 'festa', mas o contacto existe...
Mas o grande destaque deste jogo foram as simulações dos jogadores dos Corruptos, Além do Fuzil, o Varela, o Guárin, o Kléber, o Hulk, entre outros, fartaram-se de atirar para a piscina... não é nenhuma novidade, mas desta vez exageraram. Foi ainda mais notório, porque este comportamento, não foi seguido pelos jogadores do Benfica. Por exemplo o Maxi, depois de levar uma cabeçada do Givanildo, não se atirou para o chão...!!! Respondeu à Benfica: com um sorriso!!!
Infelizmente os vídeos com o Circo do Dragay, como seria de esperar já foram bloqueados, pois as simulações mereciam ficar em arquivo... de todas, a mais discutida, deu inclusive para os Brasileiros gozarem com o Futebol Português!!! De todas as frases escritas sobre o lance entre o Fuzil e o Cardozo, aquela que melhor descreve os acontecimentos foi feita pelo 'nosso' Jotas na Catedral do Desporto: «...mas só apetece dizer que levou um pontapé no rabo com tal violência, que só lhe saiu merda pela boca.». Além das possíveis discussões 'desportivas', o comportamento do Fuzil (simulações, declarações), do Givanildo (cabeçada, e declarações) e do treinador, são bem demonstrativas da falta de carácter desta gentalha... É caso para dizer, que o cuidado, que o Cardozo teve para não cair em cima do Fuzil, foi totalmente desnecessário, para a próxima, é 'ferrar' os pitons, na 'descendência' do Fuzil, talvez ele fique com uma sonoridade diferente na voz!!!


Relembro que este 'caso' só é 'caso', para desviar as atenções sobre a intranquilidade dentro da casa dos Corruptos, e as 'acusações' que começam a 'cair' em cima do Vitinho Adjunto!!!


Ainda mais vergonhoso que as declarações no final do jogo, obviamente concertadas, dos responsáveis e jogadores Corruptos (chegando ao ridículo de 'acusar' o Benfica de jogar para o ponto!!!), foi o alinhamento dos Programas de Paineleiros de Segunda-feira!!! Num jogo praticamente sem casos (tirando as simulações constantes dos jogadores Corruptos), tiveram que inventar faltas, cartões, expulsões... hoje, conseguiram baixar ao cumulo do ridículo, até os paineleiros Lagartos admitiram o ridículo dos pseudos-casos!!! Obviamente os erros contra o Benfica foram censurados, mais uma vez...


Concluindo, na primeira edição da Lixívia, este jogo seria classificado com 'nada a assinalar de significativo', mas como acabei com essa categoria, fica: Nada a assinalar!!!








Não vi os jogos dos Lagartos, nem do Braga, mas em ambos os casos, parece não ter existido lances complicados, pelo menos ninguém se queixou...!!!




Uma nota para algo que aconteceu em Olhão: a maneira como foi tratado do Salvador Agra após ficar inconsciente, é inacreditável!!! Nem num país do 4º Mundo, se trata uma pessoa inconsciente, com uma lesão desconhecida, daquela maneira. Vergonhoso!!! E a maneira como ninguém denuncia a falta de profissionalismo, é bem demonstrativo do espírito 'omerta' que se vive em Portugal... Espero que o jovem Salvador recupere, o embate com adversário foi forte, mas estar vivo, após um 'salvamento' daqueles, é uma sorte...

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) (2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) (3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) (0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) (2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) (4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar

Corruptos
1º-Guimarães(f) (0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) (1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) (3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) (0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Olhanense(c) (1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) (0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) (2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) (2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) (2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) (3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar

Braga
1ª-Rio Ave(f) (0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) (2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) (0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) (1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c), Xistra, Nada a assinalar

Confissões

"O início da temporada europeia trouxe de novo uma questão recorrente: devem, ou não, os adeptos de um clube apoiar os rivais do mesmo país, quando em provas internacionais?

Não será certamente o debate mais importante do Mundo, mas não deixa de ter algum interesse, até para percebermos o que é efectivamente o Futebol.

A minha posição sobre o assunto nem sempre foi a mesma. Cresci com a ideia bem vincada de que, entre portugueses e estrangeiros, devia apoiar os portugueses, quaisquer que fossem as camisolas que vestissem, quaisquer que fossem as circunstâncias que rodeassem a ocasião. Tanto quanto me lembro, vivi assim as primeiras epopeias internacionais do FC Porto, nomeadamente a derrota na final da Taças das Taças, em 1984 (tinha eu 14 anos), e a vitória, três anos mais tarde, na Taça dos Campeões Europeus. Não chorei a primeira, nem festejei a segunda, mas recordo-me de, durante esses jogos, ceder às emoções manifestadas pelos narradores e comentadores televisivos, embarcando no apoio à equipa portuguesa.

Hoje não penso da mesma forma. Embora entre um estrangeiro honesto e um português corrupto, não hesite em escolher o primeiro, nem sequer estão em causa os métodos - entretanto expostos - que levaram o FC Porto ao seu crescimento competitivo dentro e fora de portas. O que sinto não se limita ao FC Porto, estendendo-se a Sporting, e , mais recentemente, a Sp. Braga. Creio que a representação nacional por excelência, aquela que une os portugueses em torno das bandeiras do seu pratiotismo, é a Selecção Nacional, pela qual torço incondicionalmente. Os clubes representam-se a si próprios, e apesar de compreender a posição politicamente correcta de jornalistas que se querem isentos, não me parece que aos adeptos deva ser exigido tamanha magnanimidade.

Não sou nacionalista, mas sou patriota. Sou do Benfica, e, enquanto português, da Selecção Nacional. Em termos de Futebol ninguém mais me representa."


Luís Fialho, in O Benfica

Choque frontal

"Decorridas cinco jornadas, aí temos o primeiro grande 'Clássico' do futebol português. FC Porto e Benfica, igualados no topo da tabela classificativa, defrontam-se esta noite no Estádio do Dragão, para uma partida que, não sendo propriamente decisiva, pode no entanto servir de preciosa alavanca a quem a vencer. Três pontos a mais para um, três pontos a menos para outro, e assim teremos um jogo que, objectivamente vale seis pontos.
As visitas ao Porto não têm sido fáceis para o nosso Clube. Quer pela violência organizada que nos tem atingindo fora do campo (com particular ênfase nas duas últimas temporadas), quer pelos resultados que se têm verificado dentro dele, este é um jogo que, nas últimas décadas, raramente nos correu de feição. Em 35 anos, só de lá conseguimos trazer duas vitórias em jogos do Campeonato - curiosamente ambas por 0-2, e ambas com um só jogador a marcar os dois golos, primeiro César Brito, em 1991, depois Nuno Gomes, em 2005 -, e ainda na última temporada de lá saímos vergados ao peso de uma goleada dolorosamente histórica.
Épocas houve (particularmente nos finais dos século passado) em que não tínhamos uma equipa à altura de nos batermos contra a fúria competitiva com que o FC Porto nos recebia e nos enfrentava. Noutras ocasiões, ter-nos-á faltado a sorte que sempre acompanha os vencedores. Mas, infelizmente, na maioria dos casos, houve também factores externos a condicionar os resultados, pelo que as razões de tão negro registo estatístico estão muito para além da pureza genuína do futebol jogado em campo.

Clássicos polémicos
Constitui já uma triste tradição sermos prejudicados pelas arbitragens no Estádio das Antas, primeiro, e no Estádio do Dragão, depois. Em 35 anos, é fácil lembrarmo-nos de mais de uma dezena de Clássicos em que a influência dos senhores do apito determinou o rumo dos acontecimentos - fosse com penáltis mal assinalados a favorecer a equipa nortenha, fosse com penalidades escamoteadas à nossa equipa, fosse com golos mal anulados, fosse com expulsões injustificadas de jogadores do Benfica.
O penálti assinalado por Pedro Proença em 2009, perante simulação mal ensaiada de Lisandro Lopez em lance com Yebda, foi apenas a última das muitas situações de gritante prejuízo a que fomos sujeitos em deslocações ao Porto. Esta página não daria certamente para descrever, lance por lance, toda a mentira que quase sempre acompanhou estes Clássicos (e, por consequência, os respectivos campeonatos), sendo que alguns desses lances, pela extrema desfaçatez com que foram ajuizados, dificilmente poderiam sair dos portões da nossa memória. Os golos anulados a Amaral (com expulsão escandalosamente perdoada a Vítor Baía no mesmo lance), em 1994, e a Kandaurov, em 1998, bem como um penálti fantasma assinalado a Mozer em 1993 (pelo sinistro Carlos Calheiros), são alguns deles. Mas talvez o número que melhor defina aquilo de que estamos a falar seja o dos incríveis 30 (!!!) cartões vermelhos exibidos a jogadores do Benfica em Clássicos com o FC Porto nos últimos 23 anos, muitos deles totalmente abusivos, e reveladores de uma parcialidade sem limites.

Desconfianças
Desconfio, porém, que não resida exclusivamente na arbitragem a adulteração de todo este obscuro balanço. Particularmente nos jogos contra o Benfica - em que o ódio, a extrema hostilidade, e os recalcados complexos em relação ao peso social e histórico do nosso Clube, têm também entrado em campo -, não tenho a certeza que o grau de superação física demonstrado habitualmente pelas equipas do FC Porto se deva exclusivamente ao treino, ou à simples, e legítima, vontade de vencer. De quem nos habituou a fazer-se valer de todos os meios para atingir os objectivos, de quem nos habituamos a ver atropelar reiteradamente a verdade e o desportivismo, devemos esperar tudo, independentemente de limites éticos ou legais, que nunca se lhes colocaram no horizonte. É uma pena que a regulamentação existente não permita dissipar cabalmente este tipo de desconfianças, mas, enquanto assim for, ninguém nos pode impedir de as sentir, nem de as manifestar.
Independentemente de tudo isto, e contando com tudo isto, os nossos jogadores não vão seguramente deixar-se atemorizar. As nossas armas são o talento, a organização, a concentração, o trabalho e a entrega total ao jogo. Temos grande jogadores, temos um grande treinador, e, contra adversários, árbitros, ambiente e sabe-se lá mais o quê, podemos vencer, como de resto fizemos na última deslocação ao Dragão - então para a Taça de Portugal, em eliminatória depois ingloriamente desperdiçada em nossa casa.
Sabemos que temos mais do que uma simples equipa de futebol pela frente. Mas é justamente esse o desafio que nos pode estimular a ser superiores e a vencer."

Luís Fialho, in O Benfica

domingo, 25 de setembro de 2011

O coro

"Minutos depois do jogo, percebi que o coro começou a funcionar: é uníssono e será o essencial das homilias das próximas semanas

1. Todos conhecemos, quer ao nível da arquitectura, quer ao nível da música, o que é o coro. Nas igrejas, é aquele espaço do altar-mor onde ficam os clérigos que cantam, em comum, os hinos religiosos. Em termos musicais, o coro é o canto simultâneo de muitas vozes. E sendo certo que, até ao aparecimento da polifonia, o coro cantava em uníssono. Muitos de nós já assistimos aos coros religiosos ou até já participámos em momentos musicais em que cantámos em uníssono. Na sexta-feira passada, assisti a um novo tipo de coro no final de um renhido Futebol Clube do Porto-Benfica. Logo após o apito derradeiro de Jorge Sousa, e naquelas que são designadas entrevistas rápidas, escutei, tão só, a apreciação dos intervenientes e, em particular, dos dois treinadores à boa primeira parte do Futebol Clube do Porto e à indiscutível capacidade do Benfica na segunda parte. E percebi, assim, que o domínio foi partilhado e que os dois treinadores, nesta matéria, estavam de acordo. Mas, alguns minutos depois, percebi que o coro começou a funcionar. Vítor Pereira, Fucile e Hulk atiraram-se ao árbitro, tendo todos visto o mesmo acto de Óscar Cardozo em relação a Fucile junto à linha lateral. Percebemos todos que Fucile, em criança, apanhou, tal como muitos de nós, algumas vezes, no traseiro. E sentiu ter necessidade de o expressar em voz alta, acompanhando alguns relatos da comunicação social que escutávamos a partir do Estádio do Dragão. O coro é uníssono. Diríamos que teocrático. Será parte integrante e essencial das homilias das próximas semanas. E, desta forma, está determinada, a partir das orientações do túnel do Dragão, a agenda comunicacional neste início de Outono. Que ajudará, como sempre nos últimos anos, na disputa pela ocupação dos lugares n futuro Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.

2. Também na passada sexta-feira, Sintra acolheu mais um aniversário da Associação de Futebol de Lisboa. Infelizmente, um fogo perturbante obrigou-me a marcar presença junto dos bombeiros e das forças de segurança que, com a competência a que já nos habituarem, combateram as chamas e garantiram total segurança às pessoas e à circulação rodoviária. Não tive nenhuma dúvida e não hesitei um segundo. Fiquei ali, em São Marcos, como era minha obrigação. Constatei, pelos relatos, que marcaram presença no jantar três anunciados pré-candidatos à Federação Portuguesa de Futebol. Como falta, ainda, um mês para a data limite da apresentação das candidaturas, vou aguardar, pelo resultado final, ou seja, aguardar pela capacidade que alguns desses pré-candidatos terão para alcançarem o número mínimo de assinaturas para uma efectiva candidatura. Mas sendo inequívoco que a eleição do Conselho de Arbitragem e do Conselho de Disciplina - entre outros - pelo método hondt vai proporcionar, porventura, uma multiplicação de listas e tais órgãos serão, no próximo mandato, quase que um verdadeiro parlamento. E é bom que o conjunto da comunidade do futebol discuta o modelo eleitoral e faça, antecipadamente, uma serena reflexão acerca da governabilidade próxima do futebol português. É que, com uma crise de tesouraria que se antecipa, uma incapacidade de governação é meio caminho andado para uma instabilidade orgânica. Algo que não se discute, nem se escuta, nestes jantares de aniversário, por mais extensos e reivindicativos que sejam os discursos neles proferidos. É que, também nesta sede, há coros que, de tão repetitivos, se tornam cansativos.

3. No espaço europeu, há uma nova disputa jurídica-desportiva que importa acompanhar com cuidado. Um tribunal suíço determina a reintegração imediata do Sion na Liga Europa. E a UEFA, obviamente, recusa aplicar tal decisão. A questão aqui é que a UEFA tem a sua sede em território suíço e algumas das facilidades que detém resultam de decisões jurídico-políticas desse Estado singular no conjunto da Europa. Singular, em termos políticos, com a sua neutralidade - bem importante noutras épocas - e singular, em termos financeiros, em razão da especificidade do seu sistema bancário. Mas, nesta sede, o mundo também é feito de mudança. Se a neutralidade suíça é hoje em dia irrelevante, o seu sistema bancário também sofre de duros revés. Se a crise chega às instâncias do futebol, seja à FIFA ou à UEFA, não há coro que lhes valha. Daí a importância de acompanhar a presença, no próxima dia 19 de Outubro, de Michel Platini junto do Procurador do Cantão de Vaud.

4. Na última jornada da Liga dos Campeões, o Real Madrid estreou uma nova camisola. A cor encarnada tem sido um êxito de vendas. Nos três dias seguintes ao jogo contra o Dínamo de Zagreb, o Real Madrid e a Adidas chegaram a vender uma camisola por minuto. Percebemos, assim, que, quer em Espanha, quer nesta aldeia global em que vivemos, deixou de haver fidelidade às cores. O que agora há é a fidelidade aos coros do momento.

5. Hoje, dará o tiro de partida para a Meia Maratona de Portugal um dos desportistas que é um dos exemplos da determinação pessoal por um objectivo. Oscar Pistorius, o sul-africano deficiente que conquistou, através de uma decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, o direito de participar contra atletas normais, é uma das grandes referências deste arranque de milénio. Quando o vi correr, nos recentes Mundiais de atletismo de Daegu - onde conquistou, apesar de não ter corrido a final, a medalha de prata na estafeta 4x400m -, senti que há momentos da vida que importa desafinar. Ou seja, lutar contra os coros. E a luta de Oscar Pistorius foi uma luta imensa e politicamente incorrecta. Mas, sempre com a consciência tranquila de quem, desde os onze meses de idade, sabe o que é não ter pernas a partir dos joelhos. Está de parabéns Carlos Móia, e um Maratona em reformulação para crescer, por nos proporcionar, em Lisboa, um homem e um desportista que é uma referência para todos aqueles que acreditam, de verdade, que o desporto é um verdadeiro espaço de inclusão."

Fernando Seara, in A Bola

Mais um empate com sabor a vitória !!!




Sporting 4 - 4 Benfica



Não vi o jogo, mas como tivemos a perder por 0-2, 1-3 e 2-4, o empate acaba por ser um bom resultado...

Este campeonato parece ser mais desequilibrado que os anteriores, não sei quando vale o Operário, mas as outras equipas, que normalmente retiravam pontos ao Benfica e ao Sporting, estão mais fracas, assim os confrontos directos com os Lagartos são decisivos para decidir a posição na época regular... vai ser uma época longa, com poucos objectivos intermédios, temos que manter a concentração, e preparar um Paly-Off sem lesões. O Joel mesmo debilitado é fundamental, ainda por cima sem o César...

Perfeito !!!

5 jogos, 5 vitórias, é o resultado de um excelente fim-de-semana para a nossa formação, contra algumas das melhores escolas Europeias. Benfica Youth Cup, uma boa ideia, que merece repetição...



Benfica 2 - 1 Sevilha

Jorginho, Guimarães



Benfica 2 - 1 Ajax

Gilson, Gonçalo Guedes

Derrota...



Benfica 25 - 27 Madeira SAD



Só vi alguns momentos da segunda parte, quando vi a dupla Nicolau/Caçador com o apito na boca, pensei logo que seria muito difícil dar a volta!!! Hoje, parece que se esqueceram da lei do jogo passivo, entre outras das habituais habilidades...!!!

O Benfica parece que continua a manter a 'coerência' na irregularidade!!!

sábado, 24 de setembro de 2011

Juventude de parabéns !!!

No 1.º dia do Benfica Youth Cup, três jogos, três vitórias, para o Benfica, e os adversários demonstraram bastante valia:



Benfica 2 - 1 Barcelona

Hugo Santos, Pedro Rodrigues


Excelente jogo, contra um Barça que já joga num estilo parecido com a equipa principal!!! Podíamos ter 'matado' o jogo mais cedo, com vários contra-ataques perigosos, faltou 'calma'!!! Ainda tivemos um golo mal anulado ao Benfica, por fora-de-jogo inexistente... Destaco o Pedro Rodrigues, tanto a trinco, como a central, excelente jogador. O Diogo Gonçalves hoje não marcou, mas o talento não engana...



Benfica 3 - 2 Real Madrid

João Gomes, Romário, Monte


Este foi o adversário mais forte da tarde, o filho do Zidane é jogador!!! Mas a equipa do Benfica acreditou na vitória, e esta é provavelmente a nossa melhor equipa na formação Benfiquista, esta época...



Benfica 3 - 1 Fulham

Dino, Cancelo, Hélder Costa


Contra uma equipa tipicamente britânica, com força, velocidade, muito aguerrida, mas algo limitada tecnicamente, o Benfica podia ter resolvido o jogo mais cedo, assim só no último minuto chegou o golo da tranquilidade. Numa equipa com vários Juniores de primeiro ano, depois de um início de época desastrado, parece que a equipa está a evoluir, e a ganhar confiança...

Objectivamente (descarados)

"Basta um empate do FC Porto para que os críticos do costume saiam da toca a reclamar contra tudo e contra todos e até com... árbitros, imaginem!!!

O fanático comentador tripeiro, MS Tavares diz, num dos jornais em que é comentador, que o Benfica «embalado pela arbitragem de Duarte Gomes e pelas 'minudências' de três SUPOSTOS penalties de mão na bola contra o V. Guimarães, também apostaram mais nessa táctica do que em tentar ganhar o jogo pelas vias normais».

É preciso ter muito descaramento! O que é que este sujeito quer? Provocar. Provocar, claro, todos os adeptos do Futebol que têm o mínimo de racionalidade! Ele que não pense que são todos burros e que não sabem ver o que é um penálti num jogo de Futebol!

É claro que eu sei porque é que ele fala assim. Quem anda desde 1974 a servir-se das arbitragens para ganhar títulos atrás de títulos é normal que estranhe, por vezes, que haja um ou outro árbitro que marque um penálti contra os adversários do Benfica. Ele sabe que agora a elite dos Olegários, Sousas, Batistas e Xistras têm mais dificuldades em passar despercebidos que os Garridos, Pratas, Calheiros, Silvanos, Gímaros e Silvas dos gloriosos anos 70, 80 e 90!

E por isso reclama sem vergonha! Ele acha que não foram penalties os lances com o V. Guimarães? Tanta ignorância!

É que ainda ficou um por marcar contra o Vitória de Guimarães e não deve ter visto os minutos finais do jogo com o árbitro a empurrar os vimaranenses com uma série de faltas inexistentes, provavelmente para tentar agradar aos chefes!

Este MST é um provocador que não percebe rigorosamente nada de futebol. Ainda por cima deixam-no dar opiniões fanáticas e estapafúrdias em locais que deviam ser preservados... Nessas 'reservas naturais do Futebol' não deviam entrar certos bichos do mato porque não se dão com nada!!!"


João Diogo, in O Benfica

Obra de arte

"Eles já tinham ameaçado: Nicolás Gaitán, aos 13 e aos 16 minutos, com disparos de fora da área; Óscar Cardozo, aos 19 com um remate encaixado pelo guarda-redes adversário. Mas, aos 24 minutos juntaram-se para realizar uma verdadeira obra de arte, um hino à beleza dinâmica do Futebol.

Nico Gaitán recebeu a bola em cima da linha de meio-campo; Emerson conseguira fazer sobrar para ele de um despique junto à lateral com Fábio e Valencia; o argentino deu dois passos, ajeitando a bola em andamento, tirou Flectcher do caminho e cruzou, com o pé esquerdo, de trivela, para Óscar Cardozo. O paraguaio estava em posição frontal e bem perto da grande área do adversário, pelo que a bola cruzada por Gaitán terá percorrido uns 40 metros, até que Tacuara a parou no peito, de costas para a baliza e com dois adversários à ilharga. O francês Evra foi o primeiro a ficar fora da jogada, com a rotação de Cardozo, e Evans perdeu a oportunidade de chegar à bola, que o ponta-de-lança do Benfica protegeu no seu flanco direito. O defesa norte-irlandês ainda tentou pressionar Cardozo, cobrindo o lado da baliza mas perdeu em velocidade e o número 7 do Benfica atirou, com força, cruzado, a meia altura, de pé direito, às redes de Lindegaard. De nada valeu a estirada para o sítio certo do guarda-redes dinamarquês que, em diversas outras ocasiões, salvou a sua equipa.

Foi uma jogada admirável, um golo magnífico, que só uma comunicação social vesga e dominada pelo ciúme clubista e pela dependência em relação ao Sistema, não glorificou e elegeu como um monumento ao Futebol bem jogado, com arte, espectáculo e eficácia. Tenho décadas de memórias de bom Futebol não vou esquecer este golo."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Um Benfica europeu

"O resultado podia ter sido melhor e, caso tivesse sido, corresponderia à preponderância do Benfica frente ao Manchester United no início desta exigente Fase de Grupos. Porém, pode dizer-se que correspondeu ao equilíbrio entre duas grandes equipas europeias em fase de consolidação de forma e de afirmação plena nos planos nacional e internacional.

Vindo o Manchester moralizado por um fulgurante arranque de época, havia quem tivesse expectativas menos optimistas, que felizmente não se confirmaram. O Benfica mostrou estar à altura desta ou de qualquer outra equipa, por ter jogadores de grande nível, soluções tácticas eficazes e, acima de tudo, a convicção de que pode e deve vencer.

Houve, da parte do Benfica, uma intensidade atacante marcada pela criatividade e pela constância que teve na jogada de golo, envolvendo Gaitán e Cardozo, o seu momento cimeiro. E convém que se diga que foi uma jogada soberba, daquelas que são capazes de encher os olhos e o espírito do espectador mais exigente.

Mas houve, para além do relvado, um espectáculo sempre digno de registo e de congratulação de um estádio cheio a torcer pela equipa da casa, com alegria, confiança e força colectiva. É isso que faz do Futebol um poderoso espectáculo de massas que não tem paralelo. E foi bonito de ver, nunca noite quente de final de Verão, famílias inteiras e partilharem a festa, deixando de lado, momentaneamente, as angústias legítimas de um tempo marcado pela incerteza, pela austeridade e pelas dúvidas quanto ao que o futuro nos reserva em termos sociais e económicos. É sabido que o Futebol não está nem poderia estar, à margem dessa realidade inquietante, mas é também sabido que enquanto espaço de partilha e de paixão é gerador de emoções e de momentos de serena exaltação que podem ajudar a elevar o ânimo de quem sofre as dores deste tempo conturbado. Um Benfica vencedor sempre foi e será um antídoto contra o desânimo colectivo."


José Jorge Letria, in O Benfica

Claro que sim

"17 de Setembro, 9h 15, Estocolmo, Suécia. Dia de sorte, dia de feliz acaso, dia do imponderável encontro entre uma estrela de Futebol e o fã vulgar. Saía eu do meu quatro, minutos antes de descer ao piso térreo para fazer o check out no hotel onde estivera hospedado, quando dou de caras com um dos jogadores suecos do Sport Lisboa e Benfica. Pers Anders Andersson, 37 anos, natural de Tomelilla na Suécia, três épocas de 'águia ao peito', ali estava à espera do mesmo elevador que eu, ali tal e qual quando jogava pelo SLB, igualzinho. Ficou a saber que o Clube tem uma televisão quase com três anos de existência, fiquei a saber que vem a Portugal todos os anos, ficou a saber que o Clube está forte e a praticar um Futebol de encher o olho, fiquei a saber que sente falta do público e do relvado da Luz.

«Como dos o Mats (Mats Magnusson), quem joga no Benfica nunca mais esquece. Saudades?! Claro que sim?. Há dias assim, nunca antes tinha estado na Suécia e naqueles minutos especiais de despedida do país logo haveria de dar de caras com um craque de que me lembro perfeitamente de ver jogar, no Benfica e na selecção sueca. A meio da semana Andersson havia estado presente numa emissão especial num dos canais de desporto suecos, a debater o jogo da Liga Europa entre o seu Malmo (derrotado por 4-1) e o AZ Alkmaar.

Bem melhor do que o Malmo esteve o SLB que empatou frente ao Manchester United, o verdadeiro afortunado da jornada inaugural com o inesperado golo de Ryan Giggs. O Sport Lisboa e Benfica foi melhor, merecia ter triunfado e protagonizou ainda melhor exibição frente aos comandados de Pedro Emanuel, a Académica de Coimbra. 4-1, vitória sem contestação no Domingo passado. Bruno César, Pablo Aimar e Nolito foram os artilheiros de serviço e colocaram-nos no topo da classificação do Campeonato. Excelente semana esta, começada às 9h 15 em Estocolmo."


Ricardo Palacin, in O Benfica

Venha o empate

"O FC Porto venceu 85 vezes e o Benfica 82. Empataram 53. Das 101 vezes que foi ao estádio do FCP, o Benfica só venceu 14 e empatou 25. A maior vitória do Porto em casa foi em 1933, com uma goleada de oito a zero. A maior derrota foi em 1952, no dia 28 de maio, em que perdeu dois a oito. Foi na inauguração do Estádio das Antas. Gosto de estatísticas. Dão-nos a ilusão de alguma racionalidade e previsibilidade no futebol. Mas, na realidade, são um amontoado de números mais ou menos inúteis. Basta ver a importância que Carlos Queiroz sempre lhes deu e olhar para as estatísticas da sua carreira para perceber o que valem. Ainda assim, se olharmos para estas, o FCPorto vai vencer amanhã.

Tento então fazer as minhas próprias estatísticas para perceber o que quero. Não tendo feito um levantamento exaustivo, posso garantir que a maioria dos meus amigos são do Benfica, quase todos os meus familiares são do Sporting e conheço, porque sou de Lisboa, pouca gente do FC Porto. Não me cruzo com muitos portistas. Tirando quando gritam que querem ver a minha cidade em chamas e quando tentam vencer na secretaria, não me aborrecem. Nunca estou por eles, nem quando jogam no estrangeiro. Pelo menos até Pinto da Costa ser o seu presidente. Já qualquer resultado do Benfica me traz problemas. Se vencem, ninguém os atura. Se perdem, não tendo um portista à mão, viram-se para este desgraçado. Assim, consultadas as minhas estatísticas pessoais e pensando exclusivamente no meu conforto, apostava num empate. O que, sendo no Dragão, além de improvável (25 por cento de probabilidade, para ser rigoroso), não me livra da arrogância encarnada. Ainda assim, uma arrogância moderada. Se é que isto existe num benfiquista."


Ben-u-ron

"Há já vários anos que assentei a minha vida em Vila Nova de Gaia, e tenho acompanhado de perto os sucessos do Futebol Clube do Porto, e o quanto eles mobilizam os seus simpatizantes, a ponto de alguns esquecerem a noção do que é empatar ou sair derrotado de um jogo. Imaginem, portanto, a semana que passou após a igualdade com o Feirense. Incompreensível a falta de paciência para o desacerto, quiçá falta de talento, para repetir outra época com idêntico sucesso como a do ano transato. Mesmo confessando uma inusitada desconfiança, os adeptos azuis e brancos acorreram em massa a garantir o bilhete, ou a cravar os amigos mais influentes para conseguirem o tão desejado ingresso. Em contraciclo, os adeptos encarnados levantaram a crista. Estão de peito feito, ainda que o recalcamento pela goleada da época passada não lhes largue a memória. Sente-se um fervor social. Nem mesmo o facto de o campeonato só ter visto cinco jornadas disputadas retirou ao clássico o entusiasmo dos confrontos de tudo ou nada. Até os insensíveis deste fenómeno de massas estão a apurar os conhecimentos, e intrometem-se nas picardias dos fiéis de ambos os clubes.

Em conversa com um adepto VIP de um dos clubes envolvidos, discutíamos as recentes incidências do jogo. Acabámos refletindo sobre a importância terapêutica destes momentos. Com tamanhas privações a que estamos sujeitos, imaginando as que aí vêm, e nem sequer supondo o que possa advir, a descarga emocional proporcionada, e a transferência, apesar de momentânea, das preocupações para um mero jogo de futebol contribui para um equilíbrio dos estados de alma de milhões de portugueses. Dir-me-ão que este ópio nos remete para uma letargia, que acentua, após os 90 minutos, a dor a uns, e que serve de antipirético a outros. Somente alivia a dor e não cura a causa da mesma.

Por muito que custe admitir, a paixão que comove milhares de adeptos de todas as cores, jogo após jogo, ano após ano, procede a uma terapia gratuita à população, que qualquer dirigente político respeita e anseia. Mesmo que alguns vândalos persistam em comportar-se como animais, deslocados em rebanho, por não terem a mínima noção do ridículo e de urbanidade. São marionetes ao sabor de extremismos bacocos e provincianos. Felizmente ainda não chegamos às dastricíssimas medidas da federação turca de futebol, que para erradicar a violência dos estádios proibiu os homens de assistir aos jogos das equipas que tenham sido punidas devido a atos violentos dos adeptos. De acordo com o novo regulamento, apenas as mulheres e as crianças com idade inferior a 12 anos serão autorizadas a assistir, gratuitamente, aos encontros dos clubes prevaricadores.

Que o futebol permaneça um escape, com um filtro de partículas de bom senso, para manifestarmos o nosso descontentamento em local certo, longe dos estádios, dando ao mundo um exemplo civilizacional que nos distinga no mundo."


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EU GOSTEI

Eu gostei do jogo
Eu gostei da nossa equipa
Eu gostei do nosso treinador, no jogo
Eu gostei do JJ na Conferencia de Imprensa (um senhor)
Eu gostei do resultado
Eu gostei do árbitro
Eu gostei do ambiente antes durante e depois do jogo
Eu gostei de ver o melão com que o treinador corrupto ficou
Eu gostei de ver as trombas dos escribas e pés de microfone.
Eu gostei de tudo até do que estou a escrever.

MAFARRICO


Caminho aberto...



Corruptos 2 - 2 Benfica



Tenho sentido cada vez mais dificuldades em ver jogos do Benfica na televisão!!! Hoje, voltei a ver 'pedaços', às 'escondidas'!!! Amanhã provavelmente vou rever o jogo, mesmo assim fica aqui a minha opinião:

Começo pelas más notícias!!! Sofrer dois golos de bola parada, é no mínimo, frustrante... O Benfica defende à zona estas situações, os nossos adversários conhecem bem a nossa forma de defender, é natural procurarem os nossos pontos fracos, cabe-nos precaver estas situações...

Antes do jogo, um empate seria sempre um bom resultado, ficar em desvantagem duas vezes, em casa do adversário, e recuperar, tem que ser um bom resultado... num cenário perfeito poderíamos ter chegado à vitória, mas não nos podemos queixar... aliás quem deve estar 'pressionado' neste momento, não é o Jesus. Dois empates de 'enfiada' podem provocar alguns 'problemas' ao Pereira de Espinho!!!

É verdade na primeira parte rematamos pouco (apesar de alguns cruzamentos potencialmente perigosos), mas foi difícil ter a bola (ao intervalo 14 faltas contra, e 2 a favor!!!), mas a equipa sempre acreditou, e nunca perdeu a concentração apesar das palhaçadas, constantes, de Fucile, Guárin e companhia... Aliás o suposto domínio avassalador Corrupto na partida, é desmentido na estatística: posse de bola repartida, oportunidades de golo (4-3) idênticas...

Conclusão: caminho aberto para o título, falta muito campeonato, mas após teoricamente o jogo mais difícil da época, estamos em igualdade pontual com os nossos adversários, algo que nas épocas mais recentes não tem acontecido, com o Benfica sistematicamente afastado do título muito cedo (com a óbvia excepção no ano do último título)...




PS: Na 'nova' RTP informação, no final da partida, Miguel 'copista' Guedes queixa-se da ausência de James, colocando em dúvida a justiça da expulsão, na jornada anterior!!! Sem respirar, continuou, e chegou à conclusão que Cardozo deveria ter sido expulso, poucos minutos antes do intervalo, supostamente, devido a uma agressão do Paraguaio, ao 'palhaço' do Fucile!!! Felizmente, o Juiz Rangel, presente, e habituado a debater contradições, chamou atenção para tal disparate!!!

Fim-de-semana Glorioso, no Caixa Futebol Campus



Amanhã começa a Benfica Youth Cup, celebrando o 5.º aniversário do nosso Centro de Estágio, os jogos do Benfica vão ser transmitidos na Benfica TV e prometem:

Sábado

11.15h - Benfica - Barcelona - (Iniciados A)

15.00h - Benfica - Real Madrid - (Juvenis A)

17.00h - Benfica - Fulham - (Juniores A)

Domingo

09.00h - Benfica - Sevilha - (Iniciados B1)

11.00h - Benfica - Ajax - (Juvenis B)

Excelente semana

"1. Foi uma excelente semana passada. E só se deseja que se prolongue até esta noite, no muito aguardado, FC Porto - Benfica, que se espera seja disputado sem pedradas na rua, sem bolas de golfe no estádio e sem casos no relvado... o que infelizmente não tem sido o caso de há vários anos para cá (pelo menos desde o aparecimento do célebre Guarda Abel e seus seguidores - e 'orientadores').

Pois na semana passada houve um sensacional ambiente e um excelente jogo com o Manchester United, a melhor equipa britânica da actualidade, como mais uma vez o comprovou dias depois, ao bater o Chelsea (3-1). O empate, que seria resultado a festejar nas previsões pré-jogo, acabou por saber a pouco, face às oportunidades que criámos... e que não deixámos o adversário criar. Provámos que temos equipa para a Europa.

No domingo, o difícil jogo com a Académica de Coimbra, foi melhor o resultado que a 'nota artística'. Mas ganhou-se bem e igualou-se o FC Porto no comando da classificação da Liga. As coisas começavam a 'carrilar'...


2. Adivinhava-se. A arbitragem de Duarte Gomes, que marcou três grandes penalidades a favor do Benfica frente ao V. Guimarães, foi muito comentada e, claro, interpretada como tendo sido favorável ao Benfica. Miguel Sousa Tavares e Rui Moreira rejubilaram e aproveitaram para falar em favorecimentos ao Benfica.

Depois, veio a nota (negativa) do observador do árbitro, verifica-se que quem foi prejudicado, e muito, foi o Sport Lisboa e Benfica. Ficou por marcar um (claro) primeiro penálti que, enfim, pode compensar a inexistência do terceiro que foi marcado. Mas ficaram por expulsar dois jogadores do V. Guimarães, e bem cedo na partida: Alex (2.º amarelo no penálti não assinalado) e El Adoua (seria vermelho e não amarelo no 2.º penálti assinalado). Afinal..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Coragem

"Parece ser esta a palavra com que o Benfica deve encarar hoje o nosso tradicional adversário. Por isso mesmo devemos subir ao relvado do Dragão sem medo, sem receios, sem complexos. Devemos assumir uma postura competitiva que nos permita sair da Invicta com um resultado positivo. A pressão, ao contrário de outros anos, não está do nosso lado. E penso que esse pode constituir um factor decisivo para se jogar no campo todo, olhos nos olhos, perante um adversário que, apesar de desfalcado de James, tudo irá fazer para satisfazer a sua massa associativa e tentar somar uma vitória que, a não acontecer, deixará antever momentos muitos delicados para o reino do Dragão.

Estou convencido que Jesus irá saber montar uma estratégia adequada para levar de vencida o nosso opositor. Com um meio-campo que deverá ser composto por Javi Garcia, Witsel e Aimar residirá no tridente atacante - Gaitán, Nolito (ou Bruno César) e Cardozo a nossa força ofensiva e os golos que são necessários para sairmos com os três pontos no bolso.

O Benfica tem tudo para fazer um grande jogo e é precisamente isso que mais de seis milhões de portugueses esperam. Atitude, competência e, sobretudo, pragmatismo na abordagem ao jogo, respeitando o adversário mas valorizando o que melhor sabemos fazer: ter posse de bola, boas transições, desequilíbrios no ataque e muita inspiração. Na defesa, o quarteto titular oferece-nos todas as garantias para um jogo seguro. Assim saibam manter a concentração tão necessária neste tipo de clássicos.

Última nota para deixar um desejo legítimo de quem gosta muito de Futebol. Que assistamos a um jogo bonito, com respeito e fair-play por parte de todos os intervenientes na partida. E, se possível, sem bolas de golfe."


Luís Lemos, in O Benfica

Melhor Benfica

"Há ou não há qualquer coisa de diferente neste Benfica? Os últimos embates deixaram perceber um colectivo poderoso, carregado de ambição. Há qualidade defensiva? Há, mais ainda, qualidade ofensiva. Há mesmo expressões de magia, de pura sedução.

Este Benfica, no mínimo, faz aproximação ao de há dois anos, ao de Ramires, de Di Maria, de outros ainda. Inclusive, tem mais soluções. A equipa pode não ser tão forte ou eficaz em termos qualitativos, mas é quantitativamente mais poderosa. Jorge Jesus tem condições para fazer a gestão do plantel sem que o rendimento do conjunto oscile em demasia.

Na liderança da Liga, ao cabo das primeiras jornadas, a deslocação ao reduto do FC Porto, aprazada para hoje, reveste-se da maior importância. O jogo, convenhamos, vale mais do que os três pontos em discussão. Em caso de triunfo ou mesmo empate do Benfica como que vai recrudescer o alicerce emocional para o futuro imediato ou mesmo mais longínquo. A pesada derrota da pretérita temporada é um cenário que jamais se irá repetir. Este Benfica é melhor do que o Benfica da última época. Este FC Porto é pior do que o FC Porto do ano passado.

Que Benfica no Dragão? Espera-se um Benfica firme, combativo, ambicioso. Espera-se um Benfica sereno, inteligente, cativante. O antagonista, na condição de anfitrião, tem maiores responsabilidades, só a vitória lhe é sinónimo de sucesso. Tirar partido desse facto pode ser a chave para um desfecho positivo do Benfica. Ou não é mesmo o Benfica, na opinião de Jorge Jesus,uma das melhores turmas mundiais a jogar no contra-golpe? Neste caso, não apenas tacticamente, mas também emocionalmente."


João Malheiro, in O Benfica

Fiquei nervoso com a Académica

"No último fim-de-semana o Benfica voltou a encostar na liderança contra uma Académica que ficará na primeira primeira metade da tabela se mantiver esta qualidade. Antes do jogo já estava nervoso, nunca esperei que o FC Porto perdesse pontos em campo neutro, contra os recém-promovidos feirenses.

Confesso também que cheguei à Luz faltavam dez minutos para acabar em Aveiro e aí comecei a acreditar na saborosa 'fogaça'. Já na Luz os da Feira jogaram muito bem.

Assim contra a Académica a vontade de ganhar era ainda maior. Essa garra esteve sempre presente nos que jogavam e nos que sofriam no banco e nas bancadas. O terceiro de Aimar foi a tranquilidade final para um domingo feliz. Mas um campeonato é conquistado pela regularidade e Jorge Jesus sabe bem que não são euforias ou depressões momentâneas que decidem o resultado final.

Não foi dos melhores jogos do Benfica esta época, mas foi um dos que mostrou ter alternativas válidas aos jogadores mais utilizados. O plantel este ano é ainda mais completo e tem ainda mais valor e profundidade do que o das últimas épocas.

Se escrevi aqui que a recepção ao Manchester não era crucial para o apuramento, digo também que o jogo de terça-feira em Bucareste é. O Otelul corre por fora no apuramento, mas pode atirar para fora quem perder mais pontos nos jogos contra os romenos. Em condições normais Manchester United estará apurado, Benfica e Basileia discutem a segunda vaga com favoritismo para os portugueses e os romenos tentam complicar a matemática. Temos de simplificar esta matemática em Bucareste.

Não tendo muita sorte no sorteio da Taça de Portugal, quando comparado com os rivais, existe uma obrigação de não complicar e eliminar o Portimonense.

Mas Outubro é muito longe e até lá FC Porto, Otelul, Paços e Basileia podem adiantar muita coisa."


Sílvio Cervan, in A Bola

Viva Moutinho, viva Aimar!

"Dia de clássico, dia de festa. E que ninguém, tenha a desfaçatez de estragá-la! Ao contrário do que aconteceu nos últimos anos jogadores, técnicos e dirigentes dos clubes intervenientes decidiram não atear fogos, deixaram-se de perigosos mind games e conseguiram criar um anormal clima de normalidade.

Que a noite de hoje, no Dragão, seja dos artistas, de João Moutinho e Pablo Aimar, de Hulk e Gaitán, de Otamendi e Garay, de Álvaro Pereira e Maxi e não dos petardos, das bolas de golfe e das cargas policiais. Só assim o bilhete para o clássico, agora que o dinheiro está cada vez mais caro, valerá o preço pago pelos adeptos. Só assim poderemos ter esperança de estarmos perante o fim de um capítulo cheio de incidentes altamente penalizadores para a indústria do futebol.

A rivalidade é saudável e no desporto é, até, motor de progresso. Mas há uma linha que separa os rivais dos inimigos, e essa linha foi, há muito, pisada. É, pois, tempo de dar o palco aos artistas e que ganhe o melhor. Ah, e que no sábado já todos tenham esquecido o nome do árbitro. Melhor sinal de bom trabalho de Jorge Sousa não haverá...

Mas, o futebol português tem (e terá até Dezembro), uma outra frente, cada vez mais visível, a da contagem de espingardas para as eleições federativas e, se o vencedor for Fernando Gomes, para a presidência da Liga (porque não faria sentido que este saísse, em caso de derrota, uma vez que a sua candidatura nasceu dos clubes da Liga...). Relativamente à Direcção e Mesa da Assembleia Geral, as negociações até não devem ser complicadas, uma vez que a eleição é em bloco. Porém, para a Disciplina e a Arbitragem, que adoptam o método proporcional de Hondt, as coisas vão ser diferentes. Vai, até, valer tudo. Vai uma aposta?"



José Manuel Delgado, in A Bola


PS: A diferença entra rivais e inimigos só poderá acabar em Portugal, com o fim do domínio do Crime Organizado, sobre os Corruptos... Até esse dia, tudo continuará na mesma, ou até pior, e o resto é conversa...!!!