"A equipa sénior masculina da
Federação Portuguesa de Futebol encerrou a sua participação
no Mundial 2026. Perdeu com a
Espanha e tudo está dentro da
normalidade. As exibições nos
jogos disputados em Houston,
Miami e Toronto não deixaram
grandes dúvidas: um grupo de
bons jogadores não faz uma
equipa.
Faltou quase tudo em campo,
sobrando sempre muito fora
dele – entrevistas, reels, praia,
fait divers e excesso de confiança. Após a primeira ronda de
jogos, percebeu-se bem quem
tinha unhas para tocar guitarra.
Quem eram os treinadores que
recorriam a todo o plantel e
quem estava sem ideias. Roberto Martínez sai do cargo e também está tudo dentro da normalidade. A ver se o próximo selecionador vai à manicure antes
de entrar ao serviço, porque a
guitarra anda desafinada e há
ali cordas que precisam de ser
usadas. Já chega da cantilena
de dois acordes com que fomos
brindados nos últimos anos.
Dizem que o próximo homem do
leme virá do desemprego,
depois de umas temporadas na
Arábia Saudita. É só uma questão de tempo para se perceber
se Bernardo Silva vai ser convocado para lateral-direito.
Enquanto quase todas as equipas que demonstraram qualidade seguem em competição (um
abraço aos incríveis cabo-verdianos que ficaram pelo caminho), o foco já se vai alterando. O
Sport Lisboa e Benfica voltou ao
trabalho e prepara-se para
estrear a versão Marco Silva
frente ao Flamengo, neste sábado às 19:30, no Algarve. No
fundo, é só isso que importa e é
só disso que estamos todos à
espera. Sim, é um início de
época prematuro, mas pelo
menos que sirva para termos as
alegrias que o Mundial 2026 não
permitiu."
Ricardo Santos, in O Benfica

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