"E não é de agora: ainda não
havia República, em 1904, e já
um punhado de portugueses se
juntava em torno de um ideal
desportivo para promover o
bem-estar coletivo e, no fim de
contas, o progresso do país, que
passava por uma crise económica, social e moral sem precedentes. Depois foi jogar futebol,
muito e bom futebol, e abrir
mais e mais equipas de todas as
modalidades possíveis em todas
as idades e escalões, de maneira a fazer do Clube uma plataforma agregadora de todos
quantos partilham os valores do
desporto e compreendem a
importância da prática desportiva, do coletivismo e de um estilo
de vida saudável.
Não eram estas as palavras que
se usavam na altura, mas foram
sempre estes os valores e os
reais motivos da ação benfiquista dentro e fora dos campos.
Não é, pois, de estranhar que, de
cada vez que se revela necessário, o Benfica se mobilize e contribua para as causas sociais e
para a cidadania, com a educação e a ética à cabeça das prioridades. E isto acontece não
apenas com o futebol, cuja
maior popularidade é indiscutível, mas também com modalidades de adesão crescente,
como é o caso do futsal, que
também já mobiliza multidões.
Os atletas, todos os atletas do
Benfica, sabem bem da importância das suas atitudes e das
suas palavras, como exemplo
para as várias camadas da
população e, muito particularmente, para os jovens. São, portanto, aliados naturais do trabalho da Fundação e um recurso
precioso que o Clube coloca à
disposição da sociedade em
geral para promover a sua
melhoria contínua, a coesão e a
justiça social.
É isso mesmo que se faz em
todos os projetos desenvolvidos
pela Fundação, em nome da
solidariedade benfiquista, mas é
vincado de uma forma muito
especial no projeto cuja designação, no fundo, diz tudo: o Benfica faz bem…
E faz mesmo!"
Jorge Miranda, in O Benfica

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