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terça-feira, 12 de maio de 2026

E apesar de tudo o futebol português lá vai indo


"Suspeições, acusações, mau ambiente, enfim, tudo o que conhecemos de ginjeira no balanço de mais uma época. E apesar de tudo lá vão acontecendo algumas coisas boas a Portugal

Ainda há muita coisa para decidir, mas a principal, como se previa, ficou despachada há mais de uma semana. O FC Porto é campeão, com toda a justiça. O ex-Vilafranquense, perdão, o Aves SAD já sabe que jogará na Liga 2 para o ano. Falta definir a outra posição de descida, quem vai à liguilha (no primeiro e no segundo escalões), quem vai à Champions além do FC Porto e os acessos às restantes competições europeias. É por isso que hoje, uma segunda-feira, se disputam sete jogos à noite.
O que havia para acontecer e o que ainda está para suceder processa-se, em mais um ano, da mesma forma a que sempre nos habituámos em Portugal: suspeições, acusações, polémicas mais ou menos estéreis, mau ambiente entre protagonistas e uma vontade férrea de ver em cada feito adversário a prova de teorias da conspiração que adoramos alimentar. As picardias, que até certo ponto podem ter graça e até apimentar relações, tornaram-se uma doença contagiosa e muito difícil de combater.
Estamos mesmo na mesma, como a lesma. Somos de tal forma obcecados com as arbitragens, por exemplo, que até nos jogos sem equipas portuguesas — mas com árbitros portugueses — procuramos validação para a ideia de que temos os piores juízes da história do futebol. Algo com que a UEFA e a FIFA não concordam, mas provavelmente farão parte da mesma grande conspiração. Por mais que se explique que João Pinheiro agiu bem nos dois lances mais polémicos do Bayern-PSG, continua a haver negacionistas a defender o contrário. Enfim, na verdade era bom que este tipo de coisas só se passasse no futebol, mas bem sabemos como se propaga a tendência a nível sociopolítico e quem são os principais instigadores de uma espécie de tentativa de uma nova ordem mundial.
O futebol português vai (continua...) de tal forma que já parece ser proibido conviver saudavelmente com adversários depois de uma derrota. Terá sucedido com Nélson Oliveira, porque o Vitória perdeu em Alvalade e ele falou e riu com Rui Borges. Quase se passava com Francisco Trincão, que foi apanhado — imagine-se — a sorrir durante e após o empate do Sporting com o Tondela, como se perder pontos tivesse de significar, no mínimo, a clausura num mosteiro. Ainda bem que há justiceiros a comentar nas TV.
A verdade é que isto lá vai andando. Tivemos uma equipa numa meia-final europeia e teremos um árbitro no Mundial. O resto incha, desincha e passa."

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