"A abrir a semana passada, Neymar não gostou que o filho de Robinho fosse melhor que ele no treino do Santos e reagiu com agressões, uma rasteira e um estalo; no Real Madrid, Carreras viu a sua cara muito perto da mão de Rudiger, e depois Valverde e Tchouaméni andaram aos encontrões. O uruguaio disse que caiu - quase como naquelas desculpas nos casos de violência doméstica - e ficou com uma ferida na cabeça, mas como ninguém acreditou, o clube resolveu tornar pública uma multa de 500 mil euros aos dois. O clube mais rico do mundo, que anda há semanas com um treinador interino e já perdeu a capa de invencibilidade da UEFA Champions League, não se entende e fica difícil entender porquê. Resta saber se a solução é um treinador tão carismático como José Mourinho, que já nem no Benfica é consensual.
Quem não foi agredido, pelo menos esta semana, foi o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que inventou o prémio da Paz para apaziguar o presidente dos Estados Unidos, mas não parece ter controlo sobre a competição que organiza. Nos intervalos de tentar um aperto de mão entre representantes da Palestina e Israel e garantir que o Irão consiga mesmo entrar nos EUA sem que todos os membros do staff sejam acusados de pertencer à Guarda Revolucionária, confessou que não consegue ajudar a definir o preço dos bilhetes para os jogos.
Além dos preços dos hotéis e transportes, só alguns privilegiados terão fundos para dar dois milhões de euros por um bilhete. Outros, que se privam de gastos no dia a dia (e se calhar já gastaram mundos e fundos na caderneta de cromos) e fazem empréstimos para poder acompanhar a sua seleção, se calhar gostariam de dar um tabefe a Infantino. O suíço disse que levaria uma Cola e um cachorro-quente a quem comprasse esses bilhetes, mas se eu pudesse comprar, esperaria pelo menos um bife do lombo. Pode ser que as moscas apreciem."

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