Últimas indefectivações

quinta-feira, 21 de março de 2024

Nota de Pesar


"Faleceu António Pacheco, antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica, aos 57 anos.

O Sport Lisboa e Benfica lamenta o falecimento do seu antigo jogador, António Pacheco, e dirige à sua família as suas mais sentidas condolências.
António Pacheco serviu o Benfica durante seis épocas consecutivas, ao serviço do qual venceu dois Campeonatos, uma Taça de Portugal e, ainda, uma Supertaça. Ao longo da carreira, assumiu-se como um esquerdino rápido, fulgurante e que se distinguiu pelas assistências e pelos golos que marcou.
Ao todo, apontou 69 golos em 269 jogos pela equipa principal do Benfica, entre 1987 e 1993. Durante esse tempo, António Pacheco ainda disputou duas finais da Taça dos Campeões Europeus, em Estugarda, frente ao PSV, e, em Viena, diante do Milan.
As suas fintas, os seus golos, e os títulos que ajudou a conquistar são o legado que deixa, para sempre, na rica e incomparável história do Clube.
António Pacheco deixa-nos cedo demais, aos 57 anos. Até sempre, Pacheco."

Competitivo e entusiasmante


"O destaque desta edição da BNews é a estreia benfiquista nos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino.

1. Uma hora de sonho
Frente ao Lyon, um dos clubes mais cotados na vertente feminina do futebol europeu, o Benfica, perante 19 736 espectadores no Estádio da Luz, foi derrotado por 1-2. A 2.ª mão dos quartos de final está agendada para o próximo dia 27 de março.
Filipa Patão considera que "foi um grande jogo de futebol". "Fizemos jus àquilo que disse na conferência de Imprensa [de antevisão], que era sermos uma equipa competitiva. Destaco a primeira parte que fizemos", analisa a treinadora.
Na opinião de Andreia Faria, a autora do golo benfiquista, "foi um jogo muito bem conseguido". "Conseguimos anular aquilo que são os pontos fortes do Lyon, mas infelizmente não conseguimos aguentar o resultado até ao fim. Fica a garra e a vontade que a equipa demonstrou", realça.

2. Convocados
São 32 os jovens futebolistas do Benfica em ação por várias seleções jovens.

3. Ação de formação
Mais de 160 treinadores das Escolas de Futebol do Benfica participaram no evento realizado no Complexo Desportivo do Estádio da Luz.

4. Bom desempenho
Os ginastas do Benfica conseguiram 12 lugares no pódio, dos quais seis na posição cimeira, no Campeonato Territorial da Associação de Ginástica de Lisboa de Duplo Minitrampolim e Tumbling.

5. Casa Benfica Tondela
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 30.º aniversário."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Evangelista é o escolhido: boa opção do Famalicão?

Cansados e enferrujados


"Na Luz e no Dragão, ao cansaço físico há a acrescentar a fadiga ao treinador e a uma administração a cheirar a bafio; nunca terá havido momento tão propício a um leão... campeão

Quase duas semanas sem competição parece uma eternidade para os adeptos mas servem para os treinadores dos grandes clubes fazerem o que não conseguem na vertigem do dia a dia, com jogos espaçados entre um piscar de olhos. Jogar e recuperar; jogar e recuperar outra vez; outra vez ainda… Foi até aqui a cansativa rotina de clubes como Sporting, Benfica e FC Porto. Por isso, nestas quase duas semanas sem competição, ainda que sem os internacionais por perto, leões, águias e dragões podem descansar e afinar táticas.
Só que cansaço é, nesta altura de decisões, palavra de ordem não apenas no relvado mas também fora dele. E é aqui que o Sporting começa a ganhar em relação aos rivais na luta pelo título. Raramente é assim nesta altura do ano mas também por isso será pelos sportinguistas considerado imperdoável que os leões de Amorim não saibam aproveitar a oportunidade para serem campeões pela segunda vez numa tão curta janela de tempo.
Explicando: a fadiga de que Rúben Amorim se queixou e se verificou sobretudo nos jogos com o Farense e com a Atalanta é a única com que os leões se têm de preocupar, podendo agora geri-la no recato da Academia. Já na Luz e no Dragão, ao cansaço físico há a acrescentar o cansaço ao treinador e às recentes trapalhadas de uma administração que tem muita história para glorificar mas que cheira cada vez mais a bafio.
Ou seja, o momento joga a favor dos leões. Ultrapassaram os meses de fevereiro e de março na liderança (mesmo com menos um jogo) e reina a união - os resultados da equipa de Amorim conseguiram unir o que algumas políticas que a administração de Varandas separou e solidificar o sucesso das que foram bem acolhidas.
Já na Luz, onde mora o plantel mais forte de Portugal, assobia-se mais as escolhas do treinador e aplaude-se menos os golos. Há jogadores que pedem mais protagonismo (em entrevistas fora de tempo) do que pontos alguma vez já deram à equipa - o estatuto que Kokçu reclama é descabido porque não conquistado. E a Norte, onde o atraso para o líder é já de sete pontos (que podem ser 10), a corrente de união que dura há 40 anos pode até não se quebrar, provavelmente não será ainda quebrada, mas está tão ferrugenta que até parece que o Dragão se transformou em Alvalade de outros tempos…
Já aqui escrevi que o plantel leonino é curto, já aqui escrevi que nisso o treinador tem culpa por ter preferido grupos pequenos em demasia - basta um lesionado, dois no máximo, para o banco não ter as soluções exigidas - e acrescento agora que a administração também embarcou em contratações de inverno que nada acrescentaram e que duvido venham alguma vez acrescentar. Mas se o momento conta, então nunca terá havido um tão propício a um leão... campeão."

Se há grito, há dor


"O episódio Kokçu vem reforçar a questão: a taxa de sucesso dos reforços de verão do Benfica foi muito reduzida, mesmo com dinheiro para gastar

Que eu saiba Orkun Kokçu não é perito em comunicação, mas parece: escolheu a melhor altura para dar aquela entrevista porque na ausência de competição de clubes as suas palavras ajudam a preencher o vazio mediático. Não se fala de outra coisa.
As palavras do internacional turco têm criado debates interessantes sobre a pertinência, legitimidade e motivos para tais declarações e admito que todos os pontos de vista são aceitáveis.
Não me atrevo, porém, a fazer qualquer juízo de valor em relação ao camisola 10 das águias. Porque ainda será necessário perceber a história toda: se se tratou de um ato precipitado ou se pelo contrário foi algo muito calculado, admitindo perdas imediatas mas ganhos futuros.
Não vejo grandes diferenças, por exemplo, entre esta entrevista e a que Vlachodimos concedeu a um órgão de informação grego em abril de 2021, quando afirmou sem rodeios que tinha chegado o momento de sair do Benfica após ter perdido a titularidade para Helton Leite. «Estou pronto para seguir em frente. É algo que quero. Consolidei a minha carreira, conquistei títulos e joguei a Liga dos Campeões e a Liga Europa. O Benfica deu-me muito, mas penso que estão reunidas as condições para dar o passo seguinte. Agora é altura de tentar um novo desafio», afirmou.
A história diz-nos que tudo aconteceu ao contrário. Nem o guardião saiu naquele ano como recuperou o estatuto e só três anos mais tarde acabou por abandonar o clube pela porta pequena num processo que mostrou um Roger Schmidt menos empático e cujas consequências na sua relação com o balneário só daqui a uns tempos iremos compreender de uma forma mais clara.
Mais que eventuais repercussões para o jogador ou para a dinâmica de grupo, considero que o mais relevante não é o que disse Kokçu ou o timing das suas palavras, mas sim porque o disse. Não é preciso abrir muito as entrelinhas para perceber que há um problema de egos no balneário. Não que seja uma novidade, isso existe em todos os grupos, mas o episódio revela alguma falta de tato na gestão de cabina.
Não acredito que o médio tenha mentido ao afirmar que já falara sobre o assunto com as pessoas certas; e também não creio que o treinador do Benfica tenha faltado à verdade ao demonstrar a sua admiração e perplexidade pela entrevista do jogador. Logo, o que pode estar aqui em causa é uma falha de comunicação latente e bem mais extensa, que se tem traduzido em erros na preparação de jogos e, vê-se agora de modo mais cru, na interpretação de sinais que já estariam à vista – Kokçu parece desde há muito, de facto, um jogador triste.
Este caso reforça ainda outra questão: o Benfica teve uma taxa de acerto muito reduzida nos reforços de verão, mesmo tendo muito dinheiro para gastar. À exceção de Trubin (com falhas aqui e ali, porém o balanço é claramente positivo para o ucraniano) e Di María (boa época do argentino no plano individual, mas a equipa coletivamente não parece melhor), foram muitos erros de casting. Falhas na análise do ponto de vista técnico, mas também de perfil (incluindo o psicológico) que devem convocar uma reflexão muito profunda na SAD liderada por Rui Costa.
Kokçu decidiu dar agora um grito, mas fica a ideia de que a dor existe há muito e tem sido tratada com analgésicos de curta duração. A águia ainda vai a tempo de encontrar a cura?"

Casos e casinhos


"Ainda a entrevista de Kokçu: o que nos sucederia se, em nome da liberdade de expressão, desatássemos a criticar em público as direções das empresas em que trabalhamos?

Na essência, a liberdade de expressão não estará em causa no caso Kokçu. Defendo-a com unhas e dentes, sabendo da responsabilidade de maravilhoso direito. E é, em parte, pela força dessa responsabilidade que, profissionalmente (mas não só), há muito defendo o elogio em público e a crítica em privado. Mas vamos ao caso: Kokçu é tão livre de falar que... falou. É verdade que terá no contrato cláusulas (anticonstitucionais?) que resultarão em multa por ter concedido uma entrevista não autorizada pelo patrão, mas mais do que ato, o que o deixa em xeque é o conteúdo.
O que me levou a refletir: sei que sou livre de criticar o meu diretor nas redes ou numa entrevista. Mas alguém imagina que eu passaria incólume se decidisse bradar aos quatro ventos que ele nada percebe da poda? Que deveria pôr-me a fazer grandes reportagens e não a editar uma secção? Ou que as melhores entrevistas deveriam ser conduzidas por mim e não pelo Manel? Ou que A BOLA me foi buscar à concorrência a peso de ouro e depois nunca me acarinhou, nem me pôs a tratar do filet mignon? Pois... o resultado não seria, decerto, o melhor para mim. Como, no Benfica, não foi para Vlachodimos, para João Victor, ou, agora, para Kokçu que, em primeira instância, ficou logo fora dos convocados.
Livre, até ver, da mão dura de Schmidt ficou, sim, Di María, depois de em duas ocasiões, em agosto e novembro de 2023, ter mostrado a sua irritação ao ser substituído. «O mister sabe que não gosto», disse, então, também numa entrevista a órgão de informação estrangeiro. Nada sucedeu. Talvez por estatuto, sim, mas digamos que há também que medir a gravidade de cada situação...
Os casos e casinhos têm sido muitos e com grande alarido na Luz, mas há uma evidência impossível de esconder: o Benfica está nos quartos de final da Liga Europa, está na luta pelo título na Liga e está nas meias da Taça de Portugal. Sabendo-se, claro, que ainda pode ganhar tudo ou... nada. O balanço da tempestade far-se-á, então, em maio."

Deixem os ‘high fives’


"Em várias ocasiões vi repórteres a irem-se embora e realizadores a ‘espumarem-se’

Que é importante que o melhor basquetebol nacional passe na televisão, mesmo num período em que as gerações mais jovens acompanham muito do desporto em outras plataformas digitais e por vezes via programas não diretamente ligados às organizações dos campeonatos, disso não há dúvidas.
Apesar do investimento da federação nos últimos anos em ter todos os jogos do campeonato masculino e feminino online na FPB TV em direto com dois comentadores, os encontros semanais, quer em A BOLA TV como na RTP, e a esta, normalmente, cabem as decisões dos troféus, continuam a ser importantes para um público geral que mais facilmente diz dez ou quinze estrelas da NBA que cinco da Liga Betclic.
Por isso, há demasiados anos assisto perplexo aos finais dos jogos na RTP, sobretudo naqueles em que não havendo nada em especial em disputa, senão a vitória, muitas vezes tem um repórter para falar com vencedores e vencidos. Vejo treinadores que vão dar high fives a tudo o que são membros da equipa e do adversário até ao roupeiro, enquanto passam minutos de transmissão e há um desgraçado à espera deles ou outro a encher chouriços na cabina a fazer uma análise já feita.
Que aconteça nos grandes clubes de futebol que transmitem as partidas das respetivas equipas e têm tempo de antena livre, isso, mesmo sendo minutos desperdiçados, até dou de barato. Acabam todos por falar, se bem que alguns espetadores tenham entretanto mudado de canal. Agora, que aconteça com a RTP, que tem grelhas a cumprir, às vezes com outros diretos, e a partida demorou mais do que devia…
Em várias ocasiões vi repórteres a irem-se embora e realizadores a espumarem-se — se não é futebol ninguém espera eternamente — porque o técnico resolveu reunir-se com os seus jogadores para lhes dar ali uma palavra, alguns no balneário, e nunca mais aparecia, ou então porque decorria a infindável parada de cumprimentos. Depois é ouvi-los falar que em Espanha é assim, na NBA é assado…
Será que nunca repararam que na tão rica NBA mal termina o jogo a câmara entra pelo campo pois não há tempo a perder? Nem espectadores. Será que é preciso ter milhões de dólares ou basta não desperdiçar as centenas de euros que o canal em Portugal está a gastar para manter o direto, às vezes fora das grandes cidades? Não gostam de aproveitar esse tempo para promover aquilo em que trabalham diariamente e desejam que ganhe outra dimensão?
E depois, quase sempre, a cereja no topo do bolo. Aqui também na promoção do jogo no(s) dia(s) seguinte. O basquetebolista que fala não é quem marcou cinco ou seis triplos, o lançamento da vitória ou terminou com 30 pontos. Não. É o que esteve 7 ou menos minutos em campo e registou 2 pontos. Um mimo... É mesmo esse que vai ajudar a vender a modalidade e fazer-me desejar ver a próxima transmissão ou ir ao pavilhão e fazer com que o espetáculo seja desejado, já que nunca está garantido a priori que será de qualidade? Na NBA é mesmo o suplente que pouco ou nada decide que antes ou no final aparece a fazer previsões e análises e que as pessoas querem ouvir em vez de LeBron James, Curry ou Antetokounmpo…"

Esteves: Lyon...

BI: Lyon...

Quezada: Lyon...

Surpresas acontecem por acaso, esta competitividade não: Benfica perde com o Lyon na Liga dos Campeões


"O Benfica conseguiu estar a vencer o Lyon graças a um golo de Andreia Faria, mas as francesas deram a volta (2-1) na segunda parte. Num Estádio da Luz com 19.736 adeptos para assistirem à 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, as encarnadas tornaram-se na primeira equipa portuguesa a disputar um jogo numa fase tão adiantada da competição. Resta a segunda mão para tentar uma surpresa contra as oito vezes vencedoras da prova

Andreia Faria tinha 60 metros pela frente. Não estava obrigada a bater o recorde nacional da distância. Neste caso, a meta era outra. A bola não lhe saiu do pé até entrar na área. Pudera, estava desprovida de apoio. Perseguiam a jogadora do Benfica as desesperadas defesas do Lyon que davam aos pedais contra uma autêntica mota. Quando a centrocampista deu uma guinada à direita foi para ir na direção da bandeirola de canto festejar o golo que fez acreditar num resultado com contornos épicos.
As francesas, ainda decorriam os festejos, reuniram-se no meio-campo para acertarem contas em relação aos erros que estavam a cometer. E tudo se resolveu com uma conversa. Com essa, no meio-campo, e com a que tiveram no balneário antes de uma segunda parte ao nível do currículo que têm.
Opunha-se a força de um clube com oito Ligas dos Campeões conquistadas contra outro que participou em quatro edições da prova. O Benfica já tinha a história escrita, visto que nunca nenhuma equipa portuguesa tinha estado nos quartos de final. Era então de esperar que a hesitação, o medo e a ansiedade estivessem do lado de quem, pela primeira vez, ocupa um lugar que não conhece, mas as encarnadas até às escuras se orientavam.
À luz da técnica de Kika Nazareth, uma de várias perdas de bola do Lyon no seu meio-campo acabou nos pés de Nycole. Desencorajada a rematar, a brasileira entregou em Andrea Falcón, que veio embalada do lado esquerdo. O remate com a parte interior do pé acabou no poste como reflexo da intervenção da guarda-redes chilena Christiane Endler.
Era a sinédoque dos 15 minutos inaugurais do Benfica que, a partir da pressão alta, incomodou constantemente as centrais do Lyon, Vanessa Gilles e Mbock Bathy. Com a experiência de Wendie Renard sentada no banco, e sem Ada Hegerberg nem Daniëlle van de Donk, as líderes da liga francesa demoraram a render ofensivamente. Mérito da postura camaleónica que o Benfica, do ponto de vista tático, apresentou.
Em organização, as jogadoras de Filipa Patão desmontavam o 4x4x2 losango com que tentavam sair a jogar a partir dos pontapés de baliza e vestiam um 3x5x2, com Andrea Falcón e Lúcia Alves projetadas, Anna Gasper a suster o meio-campo e Kika Nazareth a fazer dupla com Andreia Faria uns metros mais à frente. Era uma maleabilidade conhecida por parte das encarnadas que fecharam o grupo A no segundo lugar, apenas atrás do Barcelona.
O empate (4-4) arrancado pelas encarnadas frente às detentoras da Liga dos Campeões, no Seixal, acrescentava a convicção de que, de novo contra uma equipa de referência na Europa, podiam fincar o pé ao Lyon. No entanto, o ímpeto foi travado quando a alemã Sara Däbritz tornou trending o seu discernimento. Não seria de esperar outra coisa. A equipa treinada pela luso-francesa Sonia Bompastor visitava a Luz ainda sem ter perdido qualquer encontro ao longo da época, ainda que, durante a fase de grupos, a invejável solidez das francesas tenha encontrado exceção em dois empates contra as norueguesas do Brann e as checas do Slavia Praga.
A maca levou para fora do campo a lesionada Nycole, mas não a expectativa que o Benfica tinha que os lapsos do Lyon viessem também até à Luz. Depois de Ucheibe conseguir voltar a controlar Cascarino, flanqueadora que gerou uma situação para Eugénie Le Sommer finalizar dentro de área, as campeãs nacionais voltaram aos níveis de conforto que apresentaram inicialmente. Foi aí que, perante o contexto, Andreia Faria intercetou a circulação das adversárias e correu campo fora até marcar. Antes do final da primeira parte, Chandra Davidson voltou a levar as águias até perto da baliza, mas o remate saiu fraco e até podia muito bem ter sido transformado num passe para a zona central, onde estava Kika Nazareth.
Lindsey Horan, internacional pelos Estados Unidos que quase se viu eliminada por Portugal no último Mundial, é algo ineficaz na arte de esconder sentimentos e barafustava para o ar. Parecendo que não, era um elogio ao Benfica que entrou bem na segunda parte com um cabeceamento de Chandra Davidson ligeiramente ao lado.
Sonia Bompastor trocou as extremos de lado e conseguiu com isso voltar a expor Ucheibe, nigeriana muitas vezes prejudicada pelo adiantamento de Andrea Falcón. Kadidiatou Diani fugiu duas vezes à central do Benfica. Numa delas, rematou ao lado e, na outra, foi negada por Lena Pauels num duelo que se voltaria a repetir mais duas vezes, sempre com a alemã a sair por cima. Mais eficaz foi Cascarino, que empatou o encontro.
Filipa Patão, limitada pela ausência de Jéssica Silva (ex-Lyon), foi mexendo no meio-campo e na defesa para conter o que se tornou numa supremacia clara das francesas. Com outros argumentos no banco, Sonia Bompastor fez entrar Vicki Becho que, de imediato, marcou um golo que acabaria anulado. À entrada para os últimos dez minutos, o Lyon colocava tanta gente quanto podia no ataque. Sara Däbritz, que começou o jogo como centrocampista mais recuada, acabou a completar a cambalhota no resultado dentro da pequena área.
A evolução não podia ter dado mais provas de ter chegado ao futebol feminino nacional. Da última vez que o Benfica e o Lyon se tinham encontrado, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2021/22, a equipa portuguesa tinha perdido ambos os encontros por 5-0, no Seixal. Desta vez, perdeu por apenas 2-1, na Luz, perante 19.736 adeptos, e conseguiu estar por cima. Isto, realmente, já não é como antigamente."

Honraram o Manto Sagrado perante 20 mil! 👏👏👏


"Benfica 1 - 2 Lyon

Antes do Jogo
> Como elas merecem jogar uns quartos de final da Champions. E como merecem fazê-lo na Catedral.
> Muitos benfiquistas nos arredores do estádio, no Colombo, na fanzone, acredito que elas vão ter uma moldura humana a condizer.
> Lyon é das grandes equipas da Europa. Mas se íamos ganhando ao todo poderoso Barcelona, por que razão não acreditar?

Durante o Jogo
> LA, LA, LA, LA, LA, EU AMO O BENFICA...
> Elas são umas matulonas, nossa senhora! Mas nós, a jogar de pé para pé, já mandámos uma aos ferros.
> 20 min e elas a criar vários lances de perigo na nossa área e as nossas apertadas lá trás.
> O poder físico das francesas a impor-se. Do nosso lado é o perfume da Kika Nazareth, jogadora diferenciada, sem dúvida.
> Eh lá lá! Grande golo da Andreia Faria, roubou a bola, correu meio campo sozinha e não falhou. A Luz ao rubro. E já perdemos outra oportunidade soberana, carago!
> Acabámos a primeira parte em cima. Vamos conseguir aguentar isto os 90 minutos? Como vai ser a partir dos 70 min?
> 55 min Que bela entrada na segunda parte!
> Elas estão a tomar conta do jogo outra vez. Temos que ter bola novamente.
> 63 min Aí está o empate: 1-1.
> Estamos com dificuldades. Bem a treinadora: três substituições de uma assentada. Refrescar antes dos 70 min.
> Porra que elas estão a criar perigo a cada lance que lá vão. Acho que não me importava que isto acabasse já. Não saímos do nosso meio campo.
> 78 min A superioridade do Lyon já deu em novo golo. Mas as bancadas continuam a puxar. Vamos Benfica.
> Jogar assim na Champions não é para todas. Honraram o Manto Sagrado! Parabéns miúdas!!! E saem debaixo de uma merecida salva de palmas.
> 20 mil nas bancadas! Muito acima da média da liga masculina. Bem, então se retirarmos a essa média os jogos do Benfica..."

RND - Carrega...

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