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domingo, 1 de janeiro de 2023

A gestão do SL Benfica: A análise do trabalho de Rui Costa


"Rui Costa, presidente do Sport Lisboa e Benfica, está a fazer um trabalho verdadeiramente excecional, não só o presidente encarnado mas também todos os seus homens de confiança na liderança dos destinos encarnados.
Muito se falou no fim de ciclo de Luis Filipe Vieira, na possível falta de preparação do próprio Rui Costa para assumir este cargo, de extrema importância neste novo Benfica, mas o que é certo é que não está a desiludir, aliás, bem pelo contrário.
A gestão tem sido feita ao pormenor, cirurgicamente, sempre com o sucesso desportivo em primeiro plano, algo que na minha ótica, esteve um pouco esquecido nos últimos anos, em detrimento do sucesso financeiro.
Hoje, o Sport Lisboa e Benfica é um projeto com pés e cabeça, muito bem sustentado nos alicerces da formação, da aposta contínua em jovens craques de futuro de outros países ao redor do mundo inteiro, e da inteligência de um treinador, que sabe o que faz, que aterrou em Portugal sem grandes provas dadas, mas que acredita tanto neste projecto como todos aqueles que querem fazer parte dele.
Desde o primeiro segundo que Roger Schmidt respira Benfica, ele e toda a sua equipa técnica, perdem o seu tempo em análises detalhadas, das outras equipas, dos seus contextos, do mercado à sua volta e, essencialmente, daquilo que já existe no Seixal, dentro de casa.
Apesar de continuar a ser um clube vendedor, sempre o foi e sempre o será, o Benfica é hoje um clube com aspirações, internas e externas, e não admite pôr em risco estes objetivos apenas para fazer dinheiro no imediato, é necessário segurar as pérolas da formação encarnadas por mais algum tempo, e ir cirurgicamente ao mercado de janeiro, colmatar algumas lacunas que existem neste imenso plantel, dotado de uma qualidade extraordinária, mas onde ainda cabem mais alguns bons jogadores que possam compor as opções do técnico alemão.

A Abordagem Ao Mercado
Para mim, estamos a tocar no ponto-chave de toda esta época, que começou logo com o melhor reforço desta equipa que, para mim, foi o próprio treinador. Confesso que fiquei algo surpreendido e reticente com a aposta da formação encarnada num treinador como Roger, numa altura em que, pessoalmente, pensava que o eleito seria Paulo Fonseca, ou o próprio Luís Castro. Hoje admito, com grande satisfação, que estava errado, porque Roger foi mesmo a melhor opção.
O Benfica gastou uma quantia importante de dinheiro para satisfazer alguns pedidos de Schmidt, mas o que é certo e que quando olhamos para os jogadores que entraram, já não vemos o modelo de negócio que era praticado anteriormente pela direção de LFV, não observámos negócios de impulso, negócios sem nexo no plano desportivo, observámos sim uma clara objetividade na composição do plantel, com muitas soluções de qualidade, escolhidas à medida pelo próprio treinador, como é o caso de Aursnes, que chegou como um desconhecido, e hoje é um jogador muito importante na equipa, pela polivalência e pelas soluções que oferece dentro de campo.
Neste capítulo tenho também de mencionar o nome de Rui Pedro Braz, em toda a gestão do seu plantel, em todo o comprometimento com o projeto, e na competência que demonstrou ao fazer grandes negócios, como o de Enzo Fernandez, um negócio complicado já na altura em que foi feito, mas que se revelou um autêntico jackpot.

O Melhor Reforço
Mais uma vez, vou mencionar o nome do argentino Enzo. Foi claramente o melhor negócio do Sport Lisboa e Benfica de Rui Costa e de Roger Schmidt, tanto no plano desportivo, como no plano financeiro.
Já na altura me surpreendeu a capacidade que a equipa encarnada demonstrou para chegar a este jogador, porque já conhecia as suas capacidades, e já o achava talhado para outros voos, ainda maiores que o nosso país. Mas o que é certo é que o Benfica conseguiu trazer o jogador, mais uma vez por “culpa” de Braz e de Rui Costa, que insistiram num negócio que seria certo, certinho devido ao potencial do jovem craque.

A Reformulação Do Plantel Encarnado
Dentro do Sport Lisboa e Benfica, tem sido feita uma gestão cuidadosa daqueles que são os ativos valiosos, quer no plano financeiro, quer no plano desportivo.
A venda de Darwin foi importantíssima em todo este processo, sendo até ao momento a maior venda do reinado de Rui Costa, mas que, na minha opinião, vai ser ultrapassada por uma possível saída de Enzo no final da época, porque não acredito que o Benfica vá vender Enzo, Gonçalo Ramos ou Rafa no mercado de inverno porque, como disse, acredito na coerência deste projeto e nos objetivos que são possíveis e reais de alcançar, tal e qual como toda a estrutura encarnada.
A equipa conseguiu resolver muito problemas, como os casos de Yaremchuk, Taarabt, Pizzi, Lázaro, e muitos outros, procurando sempre saídas a título definitivo e, quando não foi possível fazê-lo, a estrutura não vacilou e avançou para os empréstimos, apenas para tentar rentabilizar alguns destes ativos, com minutos de tempo de jogo úteis.
As entradas de nomes como Neres, mais um grande negócio por parte do Benfica, vieram trazer também outro “pedigree” à equipa de Schmidt, que conseguiu juntar algumas destas peças importantes e aproveitar a própria qualidade que já existia no plantel, que era muita, mas que estava a ser extremamente mal aproveitada.

A Aposta Nos Jovens Jogadores
Acredito que esta foi a grande razão para que Schmidt ganhasse a corrida à cadeira de sonho da luz. O treinador alemão é um fã do jovem jogador, gosta de trabalhar as capacidades dos miúdos, e nada melhor que o ambiente que vive no Seixal para o fazer. António Silva é, para já, a grande bandeira deste projeto, para além de João Neves, Henrique Araújo ou Samuel Soares, com Paulo Bernardo, Martim Neto, Cher Ndour ou Diego Moreira a espreitarem o lugar.
As recentes notícias apontam o nome de Andreas Schjelderup à luz, depois de Jhon Durán também já ter sido apontado aos encarnados, nesta contínua aposta em mercados periféricos, sem medos e sem reservas, de apostar em craques de nomes ainda desconhecidos, para serem posteriormente valorizados, aportando rendimento desportivo e algum retorno financeiro.
Sem dúvida que este projeto promete muito, chega até a ser excitante, mas quem é um entusiasta como eu, de ver e observar todas estas dinâmicas que estão a ser realizadas, num modelo de gestão que está de parabéns, que eleva o nome do Sport Lisboa e Benfica e do nosso Portugal a um patamar de excelência, pelas exibições que vão sendo realizadas, e por todo o potencial que o nosso futebol apresenta atualmente, à imagem também de FC Porto e Sporting CP, que também trabalham muito bem os modelos de gestão e a aposta em jovens talentos, estando ainda atrás da equipa de Rui Costa, na minha ótica.
Quero, por isso, deixar os meus parabéns a toda a estrutura do Sport Lisboa e Benfica, que está a demonstrar um profissionalismo e uma qualidade enormes, sempre o com o sucesso desportivo como clara prioridade, e o futebol bonito, atacante, sem medos, como Roger Schmidt gosta, com extremos que atacam sem medos, como faziam Gakpo e Madueke no PSV, cabendo agora essa tarefa a Neres e a Rafa, mas também mudando muitas das vezes as rotinas, e apostando numa maior posse de bola nas alas, com Aursnes ou João Mário a entrarem nessas posições.

Desejo a todos um feliz natal e um próspero ano novo!
Que seja um 2023 com muito futebol de qualidade, que é isso que o povo gosta!"

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Braga...

Feliz Ano Novo

sábado, 31 de dezembro de 2022

BI on Tour: 2022

Reagir


"A invencibilidade desde o início da temporada foi quebrada ao 29.º jogo, o qual não nos correu de feição desde o início. Esta derrota já pertence ao passado; regressar à senda vitoriosa o mais rápido possível é o desafio que se coloca.

1
Roger Schmidt reconhece que o Braga mereceu a vitória e considera que "o importante agora é a nossa reação". Quanto ao impacto deste resultado, Schmidt defende que "não há dano nenhum, é normal no futebol". E realça: "Temos um grande espírito na equipa, ganhámos ao longo da época muita confiança e muitos jogos difíceis."
Veja a conferência de Imprensa do nosso treinador.

2
Bah também analisou o jogo e perspetiva o futuro: "Por vezes o jogo não sai da forma como o preparámos e, obviamente, o Braga puniu-nos. Agora, temos de ir para casa e voltar a trabalhar forte. Continuamos em 1.º lugar e acreditamos que vamos seguir em frente."

3
Pedro Marques, diretor técnico do futebol de formação do Benfica, concedeu uma entrevista exclusiva à BTV e fez um balanço do ano que agora finda.

4 
Já são conhecidos os nossos adversários no grupo da WSE Champions League de hóquei em patins: UD Oliveirense (Portugal), HC Liceo (Espanha) e CP Calafell (Espanha). Valter Neves, team manager da equipa, fez uma leitura do sorteio: "É um grupo homogéneo, temos de estar na melhor forma em cada uma das partidas que vão ser disputadas." Veja o calendário da nossa equipa nesta prova.

5
No andebol feminino, vencemos o Torneio KakyGaia. Na final batemos a Seleção Sub-19 de Portugal, por 31-29.

6
Está apresentada a nossa equipa de triatlo para 2023. Veja a reportagem da BTV.

7
Desejamos um excelente 2023 a todos os Benfiquistas e que possamos celebrar muitos títulos do nosso querido Clube!"

Unidos...


"O SL Benfica é líder do Campeonato, com 5 pontos de vantagem sobre FC Porto e 9 sobre o Sporting, depois do jogo de ontem.
Muitos Benfiquistas ficaram descontentes. Já os nossos rivais estão felizes da vida!! Exigência é isto...😏
Votos de um excelente Novo Ano cheio de vitórias.
Vemo-nos no Marquês, em Maio.
Carrega Benfica 🔴⚪🦅
Unidos somos mais fortes."

2023


"Com o fim do ano civil 2022, é tempo de fazer o primeiro balanço da época em curso. Do futebol às modalidades coletivas, masculina e feminina, o SL Benfica lidera as seguintes tabelas classificativas dos respetivos campeonatos:
𝟭º 𝗲𝗾𝘂𝗶𝗽𝗮 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗳𝘂𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹
𝟭º 𝗳𝘂𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
𝟭º 𝘀𝘂𝗯-𝟮𝟯
𝟭º 𝗝𝘂𝗻𝗶𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗦𝘂𝗯-𝟭𝟵
𝟭º 𝗝𝘂𝘃𝗲𝗻𝗶𝘀 𝗦𝘂𝗯-𝟭𝟳 𝗔
𝟭º 𝗳𝘂𝘁𝘀𝗮𝗹
𝟭º 𝗳𝘂𝘁𝘀𝗮𝗹 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
𝟭º 𝗵𝗼́𝗾𝘂𝗲𝗶 𝗲𝗺 𝗽𝗮𝘁𝗶𝗻𝘀
𝟭º 𝗵𝗼́𝗾𝘂𝗲𝗶 𝗲𝗺 𝗽𝗮𝘁𝗶𝗻𝘀 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
𝟭º 𝗮𝗻𝗱𝗲𝗯𝗼𝗹 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
𝟭º 𝗯𝗮𝘀𝗾𝘂𝗲𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹 (𝗙𝗖 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝗺𝗲𝗻𝗼𝘀 𝟭 𝗷𝗼𝗴𝗼)
𝟭º 𝗯𝗮𝘀𝗾𝘂𝗲𝘁𝗲𝗯𝗼𝗹 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
𝟭º 𝘃𝗼𝗹𝗲𝗶𝗯𝗼𝗹
𝟭º 𝗣𝗼𝗹𝗼 𝗔𝗾𝘂𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
𝟭º 𝗥𝘂𝗴𝗯𝘆 𝗙𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼
E ainda:
𝟭º 𝗧𝗲́𝗻𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗠𝗲𝘀𝗮 𝘀𝗲́𝗻𝗶𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼𝘀
O saldo é francamente positivo, estamos no caminho certo, mas as vantagens pontuais não significam nada se no final não conquistarmos o que todos ambicionamos: títulos e troféus!
É, por isso, crucial manter a exigência e o foco no trabalho.
𝗗𝗲𝘀𝗲𝗷𝗮𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺 𝗲𝘅𝗰𝗲𝗹𝗲𝗻𝘁𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟯 𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗕𝗲𝗻𝗳𝗶𝗾𝘂𝗶𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗼𝘀𝘀𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗿 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝘁𝗶́𝘁𝘂𝗹𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗱𝗼 𝗖𝗹𝘂𝗯𝗲! 🎉🥂"

1.º lugar


"1.º lugar no campeonato.
5 pontos de avanço sobre o Porto.
9 pontos de avanço sobre o Sporting.
Melhor ataque da liga. Melhor defesa da liga.
1 derrota em 29 jogos.
Os dragartos andam eufóricos a festejar o quê, mesmo? Ganharam algum título? Foguetes é logo à noite e em maio. Normalmente quem lança os foguetes antes do tempo acaba por levar com as canas na cabeça.
Nada estava ganho e nada está perdido. Concentração, dedicação, esforço, humildade e muito, muito trabalho. Continuar o nosso caminho focados apenas em nós e não no ruído externo.
Benfica sempre! Boas entradas a todos os benfiquistas. Que tenhamos todos um excelente 2023 e que nos traga muitas conquistas a nível desportivo, profissional e pessoal. 🦅🎉"

Cadomblé do Vata


"1. Como dormi muito mal, acordei de péssimo humor, verdadeiramente chateado e sem paciência para merdinhas, por isso vamos já meter tudo em pratos limpos... o Rei morreu... faz na próxima semana 9 anos.
2. Jogo típico de descompressão de final de temporada... e um resultado que em nada belisca o mérito da nossa conquista do Troféu Homem do Ano 2022.
3. Enzo Fernandez fez bem em oxigenar o cabelo... se não fosse a trunfa fluorescente, ninguém reparava que ele estava em campo.
4. Nem tudo são más noticias... com esta derrota poupou-se no bónus de vitória que ia ser atribuído aos jogadores e ficamos com excedente para pagar mais umas capas parvas n'A Bola.
5. Empatamos com Vitória e Moreirense e perdemos com SC Braga... este ano, Minho rima com Benfiquinho." 

Águia: Diário...

Bigodes: Braga...

BI: Braga...

BnR: Braga...

Vinte e Um - Como eu vi: Braga...

5 minutos: Braga...

Futebolês - C


"“Construção” de uma fase só

Há uma terminologia do futebol moderno que me remete sempre para Chico Buarque.
Quando os jogadores estão na “primeira fase de construção” eu recordo e corrompo o verso inicial em “a(r)mou daquela vez, como se fosse a última”. Quando eles passam à fase de criação, que para mim continua a ser de “construção”, cantarolo “atravessou a rua com seu passo tímido, subiu a construção como se fosse máquina”.
E finalmente quando chega à terceira fase, a da finalização - por que não “construção” final? - ou embalo na festa de “dançou e gargalhou como se ouvisse música” se der em golo ou, na maioria das vezes, caio no desespero de “tropeçar no céu como se fosse um bêbado”, por cada oportunidade desperdiçada.
“Construção” é o paradigma do futebol moderno, que transformou um jogo de pintores do belo em trolhas do passe e repasse, autênticos autómatos das “periodizações tácticas”, das “alternâncias horizontais” ou das “progressões complexas”, algumas das teorias assassinas do desporto canalha de que a gente gostava.
“Ergueu no patamar quatro paredes sólidas, tijolo com tijolo num desenho lógico”. O futebol deixou de ser obra de grandes armadores de toques e truques saídos dos becos e dos quintais e passou a ser coisa de construtores e empreiteiros de autênticos condomínios-mamarracho, cheios de regras, circuitos e proibições, para “não estragar a relva”.
Na contracorrente de uma sociedade que tanto valoriza o “gourmet”, o nosso futebol tem-se transformado num repetitivo “comer feijão com arroz como se fosse o máximo”, ainda que por vezes apaladado por um qualquer jogador rebelde com momentos, apenas momentos fugazes e raros, fora da receita. Voltemos à “primeira fase”.
Se nos ativermos a inquestionáveis teorizadores do futebol, como Carlos Queiroz (1983), elas seriam apenas duas, a fase ofensiva ou a defensiva, consoante a equipa possua a bola ou não. Mas em académicos mais jovens, como Gabriel Silva (2008) já encontramos quatro momentos (transição ofensiva, organização ofensiva, transição defensiva e organização defensiva), que, como os mosqueteiros, segundo Jorge Jesus (2020), afinal são cinco, juntando-lhe as bolas paradas. Confusos?
A primeira fase de construção é, pois, um albergue espanhol onde todos cabem, desde o guarda-redes, que “sai a jogar”, ao último passador para a finalização: ou o passe decisivo não contará também como construção de um golo, que é, efetivamente, o edifício acabado?
E é assim que, depois de muito investigar, não consegui encontrar sequer vestígios da segunda fase de construção, muito menos da terceira. Talvez os teóricos que inventaram esta parte, também descritas como momentos ou etapas, ainda não tenham chegado a conclusões sobre onde acaba o primeiro e começa o segundo e assim sucessivamente, de forma a tornar o jogo de futebol tão sugestivo como as quatro partes da poesia - verso, estrofe, rima e métrica. Ou tão arrebatador como as três fases de um conto prosaico: inicio, nó, desenlace.
Poesia brasileira ou prosa europeia, rua ou laboratório, liberdade ou sistematização, como também cantou Chico em “O Futebol”:
“Para aplicar uma firula exacta, que pintor?
Para emplacar em que pinacoteca, nega?
Pintura mais fundamental que um chute a gol
Com precisão de flecha e folha seca”
Portanto, começámos pela primeira fase e agora? Alguém me ajude a descobrir e entender a segunda fase da construção, antes de “morrer na contramão, atrapalhando o público”!

Foto WorldPress (Chico Buarque com Coluna e Eusébio)

A Seguir: D - Duplo pivô"

João Querido Manha, in Facebook

31 de Dezembro


Vermelhão: Dar ânimo aos outros...!!!

Braga 3 - 0 Benfica


Algum dia teria que acontecer, hoje, pela primeira vez, na época, perdemos! Havia sinais que isto poderia acontecer, pessoalmente, no momento da definição do calendário, quando este jogo nos calhou em sorte, imediatamente após o Mundial, alertei para o perigo... e com a aproximação da janela de transferência de Janeiro, o 'perigo' ainda aumentou mais... Esta paragem inédita de Inverno, nunca seria positiva, para quem estava bem, antes... E o problema é que temos pouco tempo para recuperar, porque se o jogo com o Portimonense na Luz, é claramente para ganhar (apesar das dificuldades constantes que os Corruptos B, nos colocam na Luz) logo a seguir temos Taça na Póvoa e depois derby com o Sporting, que não tem Taça!!!!

Hoje, tudo correu mal, e logo de início... O golo sofrido inicialmente, condicionou todo o jogo, com o Benfica a não conseguir fazer as recuperações altas, com os jogadores quase sempre a chegarem atrasados, com o adversário com superioridade 'aparente' no meio-campo... Só ao intervalo, alteramos o esquema, mas nessa altura já estávamos a perder por 2-0... Jogámos melhor no 2.º tempo, mas demos também mais espaços para os Contra-ataques do adversário... Sem o Neres, com a mudança do João Mário para a direita, perdemos os nossos dois 'alas'!!! E com os laterais, sem proteção para arriscar mais nos ataques à linha defensiva do adversário...

Isto tudo com uma pressão alta do Braga, 'incentivada' pela total impunidade arbitral! Aqueles dois atropelamentos ao Gonçalo, que passaram em claro, junto da área do adversário, foram a 'prova provada' que havia 'autorização' para sempre que o Benfica conseguia ultrapassar a rede de pressão do Braga, podiam fazer as faltas que quisessem, da forma mais cínica e clara, que não seriam penalizados... Algo que condicionou todos os intervenientes do jogo: os jogadores da casa, agarrando, puxando, derrubando sempre que podiam, e até quando não era necessário; e os jogadores do Benfica, com 'medo' de se aproximar dos adversários, não fosse o apito soar!!!

Em relação à diferença abismal de atitude do Braga, no recente jogo em Alvalade, nada de novo... Em relação à alteração tática do Braga, ao contrário do que tem feito nos jogos com os outros candidatos ao título, onde tem aberto autênticas auto-estradas na defesa, estou curioso para perceber se nos próximos confrontos com os Lagartos ou os Corruptos, vai voltar à estratégia 'antiga'!!!

A única nota positiva, é que na véspera da abertura do mercado, ficaram óbvias algumas das lacunas deste plantel: sem o Neres não temos flanqueadores dribladores, se o puto Norueguês vier, será útil, mas se calhar até precisamos de outro... e no meio-campo, com a permanência do Enzo, já precisávamos de mais um jogador, agora se o Enzo sair precisamos de pelo menos dois, sendo que um terá que 'pegar de estaca'!

Este era o resultado que a cambada de imbecis dos Anti's estava à espera. Somos líderes, com 5 pontos sobre o 2.º classificado, e somos a única equipa a depender de si mesmo, para ser Campeã. Sem ser ingênuo, temos que perceber o contexto do Tugão, dentro e fora do campo, e dar tudo... tudo mesmo!



O Cantinho Benfiquista #124 - Antevisão...