Últimas indefectivações

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Empate...

Benfica 3 - 3 Oliveirense

Extraordinário como um jogo totalmente condicionado por uma arbitragem vergonhosa em prejuízo do Benfica (contei pelo menos 5 cartões azuis perdoados à Oliveirense!), acaba por ficar decidido por um erro a favor do Benfica!!!! Sim, a bola entrou mesmo...

Em relação ao jogo, fizemos uma das melhores primeiras partes da época... provavelmente a melhor. Defendemos melhor do que em jogos anteriores, mais 'fechados' e saímos quase sempre em velocidade!!!
Mais um enorme jogo do Lucas...

O campeonato muito sinceramente está perdido, agora é apostar tudo nas Taças e ir planeando a próxima época...!!!

Mais uma...!!!

Benfica 9 - 0 Damaiense


Estamos a marcar menos golos, do que no início da época! As adversárias podem estar mais 'motivadas' ou as nossas jogadoras com este contexto de baixa competitividade estão a baixar de rendimento...!!!

Derrota...

Benfica B 0 - 1 Académica


Jogo muito condicionado com a ausência do Florentino... com um meio-campo formado pelo Dantas, o Benny e o Ramos, todos jogadores ofensivos, com pouca propensão para a recuperação, tudo ficou mais difícil...!!!

Com algumas os contra-ataques, e algumas perdas de bola na 1.ª fase de construção, que fez uma grande exibição foi o Zlobin...!!!

Empate nas Aves...

Aves 1 - 1 Benfica
Edi


Sem vários jogadores (lesões, selecções, 'subidas' e 'descidas'...), a equipa tem perdido 'qualidade'...!!!

Aquelas 298 tão estranhas pessoas

"Onde se conta o que de muito estranho aconteceu em Setúbal, onde 298 pessoas se juntaram num ritual, na noite de segunda-feira

O insólito aconteceu no Bonfim, na última noite de segunda-feira, quando, inesperadamente, 298 pessoas, na grande maioria do sexto masculino, entraram para as bancadas do estádio para, ao que foi noticiado, verem um jogo de futebol entre uma equipa do chamado Belenenses SAD e outra equipa do Moreirense, representaria de Moreira de Cónegos.
A polícia, paga para os devidos efeitos, acompanhou de perto o estranho movimento àquela hora tardia de segunda-feira, mas não notou qualquer alteração à ordem pública, pelo que se limitou o observar e a controlar à distância.
Segundo as autoridades encarregadas de investigar o caso, terão sido apenas treze, os seres humanos que desceram do Minho ao Sado para se reunirem naquela fantasmagórico sessão. Há quem fale na possibilidade de tal ter acontecido por razões religiosas ou espirituais, mas não foram notadas nem velas, nem orações audíveis.
Tirando treze parcelas de gente à curiosa moldura humana fácil será achar o número de 286 algumas penadas, algumas das quais agitavam bandeiras azuis, ao que se supõe, simbólicas da entidade que, nos autos, se afirmou como visitada, embora explicasse que a casa era apenas emprestada.
Foi-lhe perguntado, então, qual o verdadeiro endereço da morada de família, mas imprevistamente respondeu não saber, por, neste preciso momento, não ter, sequer, uma casa para morar, andando, por isso, com equipamentos, bolas e outras bugigangas de um lado para o outro do país, sem rumo, nem destino certo.
Entretanto, pelo liso de relva verdejante entrariam, também, vinte e dois homens repartidos em duas metades vestidas de igual e ainda mais quatro de fardamento diferente. Todos esses causariam ainda maior admiração, porque, apesar do muito frio que se fazia sentir, vestiam calções.
Totalizavam, pois, 26 indivíduos, também todos do sexo masculino, e na grande maioria jovens entre os 20 e os 30 anos.
Quando um dos intervenientes no ritual, vestido de forma diferente dos restantes, apitou um apito estridente, os outros começaram a correr e a chutar uma bola de um lado para o outro, à medida que, nas bancadas, se ouviam vozes e se viam, à vez, festejos e iras, gritos e enxovalhos que seriam pouco razoáveis e qualquer manifestação religiosa, pelo que se tirou a ilação de se tratar, talvez, de gente pouco temente a Deus e mais crente nas ordens e desordens de Belzebu.
Enquanto os homens de calções andavam em correrias, foram-se mantendo nas bancadas as outras 298 pessoas e à medida que o tempo ia passando, como estava muito frio e não se juntaram, preferindo ficar dispersas pelas imensas cadeiras vazias, começou a haver gente a enrolar-se em mantas e, segundo pareceu, a preparar-se para dormir. Não o conseguiram porque outras continuavam a pular e a gritar e não deixavam ninguém sossegar.
A manifestação que, asseguradamente, não era nem de enfermeiros, nem de professores, nem de funcionários públicos, nem de devedores da Caixa Geral de Depósitos, terá durado cerca de duas horas, se considerarmos um quarto de hora em que os de calções foram para dentro de casa e os outros arrearam a comer os mais variados farnéis que tinham levado, tendo-se registado 53 sandes de chouriço, 27 panados, 45 asas de frango, 87 carraças só com manteiga e um número não apurado de bananas, peros e outras frutas da época.
Quando as 298 criaturas se acharam satisfeitos, saíram a penantes para suas casas. os treze que ainda iam de regresso ao Minho foram, então, declarados insanos. Os outros tiveram só uma repreensão registada da família.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Vamos mostrar a tua cara e morres

"Foi o que fizeram pessoas apanhadas no meio de um escândalo maciço do futebol no Gana ao jornalista responsável pela história

No ano passado, um documentário intitulado "Número 12: Quando a Ganância e a Corrupção se Tornam a Norma", sobre corrupção no mundo do futebol no Gana, mostrou dezenas de árbitros e funcionários a receber dinheiro para viciar jogos. O impacto foi imediato, levando à demissão do presidente da associação de futebol nacional, Kwesi Nyantakyi, a quem a FIFA baniu do futebol para toda a vida, e ainda à extinção da própria associação nacional por decisão do presidente do país, Nana Akufo-Addo.
Na altura, vários dos intervenientes apanhados criticaram os métodos utilizados na investigação. O grupo que realizou o documentário, Tiger Eye P.I, é conhecido pela utilização de filmagens ocultas e - dizem as suas vítimas - de armadilhas ilegítimas. Nyantakyi foi atraído ao Dubai para ter uma conversa com um homem que dizia estar interessado em investir no Gana e que lhe entregou dezenas de milhares de dólares para ele ajudar a facilitar os seus negócios.
Na sequência do escândalo, um deputado e homem de negócios chamado Kenneth Agyapong (de quem se diz ser o primeiro ganês a ter um Rolls Royce de oito milhões de cedi, ou 1.347.569 euros) utilizou um canal de televisão que lhe pertence para revelar a identidade do principal jornalista envolvido na investigação: Ahmed Hussein-Suale, um homem de 31 anos.
Mostrando o rosto ampliado do jornalista, dirigiu-lhe invectivas e apelou ao público que "se ele aparecer, batam-lhe". Acrescentou que "alguém devia lidar com ele", oferecendo-se para pagar a quem o fizesse.
Na altura, Hussein-Suale foi aconselhado a afastar-se de Accra por motivos de segurança e ele assim fez durante algum tempo. Mas acabou por regressar a Madina, o subúrbio da capital onde vivia com a sua família. Achava que estava mais seguro entre eles.
Ele sabia que, para pessoas como ele, não haveria segurança absoluta em lado nenhum. "Desde que a minha imagem foi publicada e o público foi incitado contra mim, muita gente tentou atacar-me", explicava. "Esses criminosos são pessoas associadas com os poderosos do Gana e podem fazer tudo o que quiserem sem consequências".
A 16 de janeiro, ele ia visitar um sobrinho. Estava ao volante do seu carro, próximo de casa, quando dois homens em motocicletas se aproximaram. Deram-lhe um primeiro tiro no pescoço. O carro foi contra um loja, e um dos homens disparou-lhe mais duas vezes no peito. Segundo a descrição da BBC, a seguir virou-se para a multidão e sorriu, ponto um dedo nos lábios.

Organizações de Jornalistas Protestaram
Não é o tipo de evento que normalmente se espera no Gana, um país pacífico da África Ocidental que ocupa o lugar 23 num 'ranking' internacional de liberdade de imprensa. O crime emocionou o país e gerou protestos por parte de organizações de jornalistas em todo o mundo, tornando-se um dos casos relativamente raros (o assassinato de Jamal Khashoggi na Turquia foi outro) em que esse tipo de evento indigna o mundo.
Enquanto o presidente Akufo-Addo afirmava que tudo se ia fazer para descobrir rapidamente os criminosos, perguntaram a Agyapong se se arrependia de ter mostrado Hussein-Suale na televisão e incitado a que o atacassem. Ele respondeu que não, pois o que o grupo dele fazia era maligno. Não é a primeira vez que se diz isso da Tiger Eye.
Em 2015, quando o grupo mostrou dezenas de juízes e funcionários judiciais a receber subornos, houve advogados a deplorar que os criminosos fossem punidos mas não quem os tinha provocado a cometer o crime. Essa história era de Hussein-Suale, tal como outras que lidaram com temas tão ou mais polémicos: feiticeiros envenenadores de crianças, traficantes de orgãos humanos...
O homem de quem Hussein-Suale era o braço direito, o líder da Tiger Eye, é uma figura já lendária do jornalismo africano: Anas Aremeyaw Anas, um homem que andará na casa dos quarenta e tem no seu cadastro investigações sobre temas que envolvem corrupção e exploração do Estado ou de pessoas especialmente vulneráveis, e feitas sob os mais variados disfarces, incluindo o de mulher.

O Rosto e a Reputação
O rosto de Anas permanece desconhecido de grande parte do mundo (e no seu próprio país), mas não a sua reputação. Num editorial publicado esta sexta-feira no diário americano "The Washington Post", o jornalista conta: "À medida que se aproximava a data de publicar o que descobrimos, Nyantakyi e os seus aliados lançaram uma campanha viciosa de intimidação. Nyatakyi telefonou a Ahmed e ameaçou: se fizeres isto a gente como nós, podes facilmente perder a tua vida".
"Foram tomadas precauções sérias, mas sete meses depois Ahmed foi morto. Pelo mundo fora, jornalistas são mortos e perseguidos. A maioria desaparece anonimamente. Só alguns casos se tornam notórios, como o assassinato e desmembramento de Jamal Khashoggi, (colunista) do próprio Post". A seguir nota como é importante o papel da América na defesa da liberdade de imprensa, e como esse papel está actualmente posto em causa ao mais alto nível.
Anas lembra como rejeitou os serviços do jovem estudante de ciência política que um dia o tinha abordado, depois de ele falhar na primeira oportunidade que lhe deu. Hussein-Suale enviou-lhe uma carta a pedir uma segunda oportunidade e acabou por recebê-la. Desde esse dia foi brilhante em todas as investigações, garante Anas.
Nesta sexta-feira, Hussein-Suale foi homenageado no centro internacional de imprensa no Gana. Seis homens entretanto detidos por suspeita de terem tido um papel na sua morte foram libertados sob fiança. O mistério permanece."

Benfiquismo (MXC)

Do Japão até Lisboa...!!!

Félix já convenceu tudo e todos

"É o mais precioso produto da nossa formação depois de Rui Costa e tal como ele irá deslumbrar noutros emblemas mais tempo que no Benfica

No passado domingo o Benfica venceu por 4-2 o Sporting em Alvalade e no final do jogo houve uma sensação que podiam ter sido mais dada a superioridade encarnada. No dia seguinte, segunda-feira, o Benfica venceu o Sporting por 3-0 num importante jogo de voleibol, na disputa pela liderança do campeonato e ficou a sensação nos adeptos que há que melhorar o serviço. Na quarta-feira o Benfica venceu na Luz o Sporting por 2-1 na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal e os adeptos saíram do estádio com travo amargo.
Isso sim é o meu Benfica, sempre a vencer e sempre a exigir mais. Por mais fantástica que seja a realidade, está sempre aquém do nosso sonho. Por melhor que pareça o presente queremos mais para o futuro.
Esta semana João Félix convenceu quase todos os que ainda faltava convencer. É o mais precioso produto da nossa formação depois do maestro, mítico e inigualável Rui Costa. Provavelmente como o Rui irá deslumbrar noutros emblemas e noutros locais mais tempo que com o manto sagrado, mas enquanto o temos (espero que algum tempo) devemos saborear. O Rui Costa foi um dos dois únicos jogadores do mundo que me fez adepto de outros clubes, torcia pela Fiorentina e depois pelo AC Milan porque tinham o Rui Costa. Há jogadores que pelo perfume do seu futebol somam aos seus emblemas e acrescentam paixão pelo jogo. Rui Costa foi claramente um desses exemplos.
João Félix tem tudo para vir a ser um deles, se um qualquer seguidor de Jorge Andrade não lhe acabar com a carreira perante o beneplácito condescendente da arbitragem. É assim no reino da mediocridade, é mais fácil partir a perna e lesionar o talento do que tentar copiá-lo ou fazer melhor. Ao contrário dos que se indignaram com o estado do espírito do ex-internacional e comentador do serviço público, eu agradeço-lhe a franqueza e elogio-lhe a coragem. É assim que pensam, é assim que são e é por isso que nós não queremos ter nada a ver com eles. Eles os que pensam assim, eles os que convivem e convidam quem pensa assim, eles os que fazem assim, eles os que são cúmplices por acção e omissão de que permite este estado coisas.
Porque importante é ganhar ao Nacional, com a certeza que não vai ser tão fácil como foi o Sporting."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Mensagens de luto...

Bofetadas

"Se houve momentos em que aqui defendi respostas mais drásticas e directas em relação aos ataques dos nossos inimigos (e já lá vamos à parte dos inimigos...), há outros em que a resposta deve ser servida morna, com dois ou três dias de atraso. Foi o que se passou ali para os lados do Campo Grande no último fim de semana. À semelhança do que já tinha acontecido no ano passado, em vésperas de um dérbi lisboeta, também neste ano os benfiquistas foram brindados com a entrevista de um irresponsável presidente sobre o nosso clube. E desta vez o SL Benfica respondeu com elevação, com quatro golos de elevação - e poderiam ter sido mais - contra um adversário que, fruto do insucesso dos últimos 50 anos, se tornou inimigo por sua livre vontade.
Nada temos contra rivais desportivos, porque estes só nos fazem crescer enquanto competidores, mas tenho tudo contra aquilo que se tornaram FC Porto e Sporting CP nas últimas décadas. A cegueira, o ódio, a violência gratuita, a ilegalidade, o crime, a corrupção a a inveja tornaram-se habituais nestes clubes, e nos seus dirigentes, e nalguns - muitos - adeptos. Atacam sem escrúpulos, rebolam na sujidade para se mascararem de inocentes, mas nada lhe serve.
Nunca serão maiores por isso, porque não têm mais para onde crescer. E já estão de cabeça perdida, depois das piratarias e da loucura orçamental nas modalidades.
Agora, é continuar a dar estas bofetadas de quatro dedos."

Ricardo Santos, in O Benfica

João Mágico Félix

"O universo da magia produziu nomes grandiosos ao longo da história. Harry Potter, Albus Dumbledore, Severus Snapte e Voldemort são alguns dos mais extraordinários feiticeiros que o mundo já conheceu. Todos espantosos, mas nenhum se aproxima da excelência já demonstrada por um mago que acaba de emergir. João Félix é capaz de produzir magia bem mais exótica, e o que mais impressiona é que nem sequer precisa de usar uma varinha. Um Wingardium Leviosa parece uma brincadeira de bebé ao lado da habilidade técnica do João Félix. Há vários séculos que Hogwarts é reconhecida como a melhor escola de magia e bruxaria do mundo, no entanto parece-me que está a ficar ultrapassado pelo Caixa Futebol Campus. J. K. Rowling tornou-se figura célebre a uma escola planetária após conceber Harry Potter e companhia, portanto suponho que dentro em breve os pais do João Félix vão começar a ser agraciados de Viseu até ao Bangladeche.
Em 23/12/2018, Frederico Varandas veio a público comentar o facto de a SAD do Benfica ter sido ilibada no caso E-Toupeira. À noite, o SCP perdeu em Guimarães (1-0) e o Benfica goleou o SC Braga (6-2).
Em 30/01/2019 foi divulgado o editorial da edição semanal do jornal Sporting, e Frederico Varandas dedicou quase todos os parágrafos ao Benfica. À noite, o SCP empatou em Setúbal (1-1) - na mesma jornada, o Benfica goleou o Boavista (5-1).
Em 01/02/2019, Frederico Varandas deu uma entrevista à RTP3 e voltou a reservar quase todo o tempo de antena ao Benfica. Dois dias depois, o Benfica atropelou o SCP em Alvalade (4-2).
Antes, o meu stress antes dos jogos do Benfica só passava com um calmante. Agora, só possa se souber que o Frederico Varandas deu uma entrevista."

Pedro Soares, in O Benfica

O pseudo-hacker

"Eram nove da manhã em mais um dia nublado num longínquo país da União Europeia. Num prédio meio tenebroso, um jovem acompanhado do seu pajem azul e verde preparava-se para ir tomar o pequeno-almoço, curiosamente pago pelo seu pajem que o protegia diariamente. Mas porquê tanta protecção?
Nos tempos modernos, o manietismo é a forma habitual de condução dos acontecimentos da vida. Quem tem mais capacidade de criar situações é quem melhor se salva no mundo moderno! Controlar as escutas de uma investigação é a melhor foram de 'plantar' factos que possam a investigação para um rumo que não é o rumo verdadeiro!
Ficámos a saber na semana passada que entrar em sistemas privados de informação, obtendo dados confidenciais e pessoais, adulterando-os, deixa de ser crime desde que o visado que foi roubado tenha constituído uma situação de planeamento fiscal pelo mundo inteiro para com isso pagar impostos mais baixos.
Aliás, em Portugal, nem existe nada disso de vantagens fiscais - os reformados da União Europeia que vêm viver para Portugal pagam menos de metade dos impostos que eu pago, os arquitectos, engenheiros, técnicos similares, geólogos, artistas plásticos, actores, músicos, artistas de bailado, cinema, rádio e televisão, cantores, escultores, pintores, auditores, consultores fiscais, médicos, dentistas, professores, psicólogos, profissões liberais, arqueólogos, biólogos e especialistas em ciência da vida, programadores informáticos, actividades de investigação científica e de desenvolvimento, investidores, administradores e gestores, todos estes que sendo residentes fora de Portugal venham para Portugal e aqui peçam o estatuto de residente não habitual, durante 10 anos, pagarão 20% de impostos sobre o rendimento, repito 20% de imposto! Em termos práticos, quem cá está e sempre esteve a labutar, a trabalhar, a sofrer, a pagar, é que alimenta esta máquina toda, e esses não interessam, pois são mais um no meio do lixo!
Deve ter sido por denunciar esta vergonha que o tal hacker agora vai ter um estatuto privilegiado de menino bem-comportado, que tem direito a ir às aulas quando quer e lhe apetece, sem o professor lhe marcar qualquer falta, e tudo isto sob a batuta de aplausos dos seus advogados! Advogados que vestem de branco e se apresentam como libertadores da opressão do imperador romano a Jesus Cristo!
Afinal de contas, Mourinhos, Ronaldos, Pepes, Falcões, etc., etc., etc., em vez de criarem estruturas complicadíssimas com sede na Irlanda para facturar, bastaria terem tido o estatuto de residentes não habituais e jogar e treinar em Portugal, que ainda pagariam menos de imposto do que o que acabaram por pagar na Irlanda e pagaram agora em Espanha e noutros países da União Europeia, fora os honorários que gastaram!
Os portugueses que estupidamente nunca saíram do país onde nasceram é que continuam, coitados, a trabalhar e a pagar impostos como nunca ninguém pagou!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Dérbis

"Não há dois jogos iguais. E se o dérbi de Alvalade, a contar para o Campeonato, mostrou um Benfica muito, mas mesmo muito, superior ao eterno rival, o dérbi da Luz, para a Taça, tanto pode ter sido parecido como totalmente diferente.
No momento em que escrevo ainda nada sei sobre ele. Mas há algo que nenhum resultado ou exibição vai poder desmentir: o Benfica tem melhores jogadores, melhor equipa e, ao que parece, também melhor treinador do que o Sporting. Em Alvalade pudemos ver a afirmação total de uma equipa, de um modelo de jogo, e de um técnico que deu outro fôlego a um fantástico conjunto de jogadores, que, sobretudo do meio-campo para diante, nada deve aos melhores plantéis deste século. E, já agora, também a confirmação de uma estrela talhada para altos voos: falo obviamente de João Félix, que tem tudo para se tornar o melhor jogador português do pós-Ronaldo.
A partida de domingo até deixou, por estranho que pareça, um certo sabor a desencanto, não obviamente pela clara vitória, nem pelos importantes três pontos, mas pelos números relativamente moderados do placar final, que a dada altura pareciam poder vir a ser muito mais expressivos - sendo que ainda temos por vingar uma certa goleada de 1986.
Entraram seis golos, valeram quatro, além de bolas no poste e várias oportunidades claras para marcar, e marcar, e voltar a marcar. O resultado final de 2-4 não fez justiça ao que se passou em campo. Mas, enfim, o futebol nem sempre é justo.
Esperamos que, na partida da Taça, a nossa superioridade tenha sido tradução devida, permitindo um resultado confortável para a segunda mão."

Luís Fialho, in O Benfica

Oito dourado

"Na passada sexta-feira foi dado mais um passo firme rumo ao futuro do Sport Lisboa e Benfica. O Conselho de Administração da SAD tomou uma decisão que marcará os próximos anos do nosso clube. A promoção à equipa principal de futebol de mais quatro pérolas do Caixa Futebol Campus tem de ser destacada. Zlobin (guarda-redes), Ferro (defesa), Florentino (médio) e Jota (avançado) mereceram esta decisão. O presidente Luís Filipe Vieira deve ser saudado pela coerência numa política desportiva que faz todo o sentido e que devia merecer uma profunda reflexão dos responsáveis do futebol português. A frustração que constitui o facto de perdermos tanto tempo a discutir questões menores leva-me a saudar a coragem, a firmeza e a consistência da SAD. Há muitos anos que Luís Filipe Vieira tem brandido a bandeira da formação. O sonho do presidente é conhecido - todas as equipas do SL Benfica deverão ser constituídas por atletas formados em nossa casa.
O caso do futebol é bem paradigmático da política que passou do papel à prática. Há clubes que são fantásticos a planear e a montar power-points. O problema é pôr em prática aquilo que teorizam. E, neste aspecto, o SL Benfica está muitos anos à frente. Se olharmos para o plantel da nossa equipa principal, oito dos 28 elementos são 'made in Seixal'. A juntar aos quatro reforços de Janeiro, temos outro quarteto - Rúben Dias, Yuri Ribeiro, Gedson Fernandes e João Félix. E se nos lembrarmos dos jovens formados na nossa academia que dão cartas nas cinco maiores ligas europeias - inglesa, espanhola, alemã, italiano e francesa -, temos motivos para nos sentirmos orgulhosos."

Pedro Guerra, in O Benfica

Capacitar os jovens


"O Para ti Se não faltares! é verdadeiramente um projecto de capacitação pessoal dos jovens. Claro que é um projecto de combate ao abandono escolar e que os adeptos comportamentais e os resultados são muito importantes e celebrados, mas na verdade o projecto é muito mais que isso, senão vejamos: dez anos e perto de 400 jovens depois encontramos jovens que passaram pelo projecto nas escolas e além delas, nas comunidades e nos bairros. Comprovamos no dia a dia uma valorização positiva da imagem destes jovens e não rato a sua organização activa em projectos de cidadania e melhoria da comunicação em que vivem. Eles e elas são muitas vezes voluntários, colaboram com a escola nas suas acções, não se conformam com que acham que está errado e corrigem-no na medida das suas possibilidades. Por isso, se fizer falta ir para a rua apoiar os sem-abrigo, por exemplo, aí estão eles, e não vão de mãos a abanar, porque entretanto bateram a todos as portas e angariaram tudo o que podiam para fazer a diferença!
Encontramo-los amiúde na sua escola de referência, porque na sua maioria continuaram os estudos pelo secundário, em cada vez mais casos, para além disso, sem nunca perderem a ligação ao projecto. Por isso continuam a desempenhar o seu papel no Para ti Se não faltares!, sendo, cada vez mais, embaixadores e modelos de afirmação positiva para os outros jovens. É assim que nas sessões de acolhimento ou nas de premiação é muito frequente que tomem a palavra e a Fundação lhe dê lugar de destaque e liderança até na entrega de prémios e aconselhamento aos outros jovens!
Muitos são voluntários em diversos projectos e iniciativas, e alguns já trabalham connosco nos seus territórios como monitores do próprio projecto que os ajudou a crescer. Por isso estes jovens dão em dobro o retorno do investimento em fizemos neles, seja à sociedade em geral, seja à Fundação Benfica, enchendo-nos de orgulho pelo facto de hoje podermos ser, verdadeiramente, colegas em processos de transformação social.
Parabéns a eles e aos que agora começam a sua caminhada no projecto!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Cada vez mais

"No final daquela tão saborosa (e já adivinhada...) festa do último domingo no Campo Grande, ao passar pelos jornalistas apinhados na zona mista, o nosso presidente não deixou de afirmar dois ou três assertos que, nas presentes circunstâncias, voltaram a marcar a manifesta diferença do seu estatuto de presidente e do seu posicionamento como líder. Numa contida declaração, Luís Filipe Vieira usou de toda a sensatez e fez muito bem em desprezar a boçal atitude que o (ainda) congénere verde tinha reiteradamente ousado produzir nas vésperas do encontro para reacender o antibenfiquismo congénito das suas hostes, optando por se referir ao essencial na breve comunicação, expressamente dirigida ao universo benfiquista. Primeiro, referiu-se à gratidão da equipa perante o entusiástico apoio dos adeptos manifestado no decorrer de todo o desafio, que ele própria decidira acompanhar discretamente no isolamento do balneário.
E, depois, ao assinalar que o dérbi tinha mostrado 'o Benfica que não se verga e que dia a dia vai construindo o seu futuro', acentuando que a notável exibição da nossa equipa se tinha realizado no estrito contexto de 'mais um jogo, apenas', também renovaria o seu expresso apelo de sempre para que os Benfiquistas acreditem já que 'treino a treino, jogo a jogo, está a nascer um novo Benfica, com identidade própria: à Benfica'.
Como ensina a nossa História, o sentido de unidade e da conjunção de esforços entre as equipas, as estruturas profissionais, a direcção do Clube e a administração da SAD e o vasto universo dos sócios e adeptos, sempre constituíram os factores decisivos e determinantes na consolidação do desenvolvimento e expansão do Benfica.
Designadamente na década mais recente, esta tem sido a consigna mais constantemente assumida por Luís Filipe Vieira, na implantação dos projectos de modernidade que ele soube imprimir ao Glorioso do século XXI. Por isso é natural que o presidente volte sempre ao mesmo tema de nos mantermos todos juntos, tanto quando vivemos os momentos mais empolgantes das vitórias como quando nos encontramos diante das cargas de ataques mais soezes dos nossos jurados inimigos, ou quando sofremos da parcialidade das arbitragens e dos enviezamentos de comissões e conselhos disciplinares, ou, ainda, quando sistematicamente nos escolhem como exclusivo alvo de campanhas de comunicação que só disparam 'sentenças' caluniosas e mentirosas 'verdades' sobre o Benfica.
A serenidade com que Luís Filipe Vieira interveio no fim do jogo, assim como a tranquilidade com que os nossos dois mil e quinhentos adeptos cumpriram os trajectos de ida e volta na caixa de segurança da Polícia, antes e depois do encontro, significam a mesmíssima coisa: unidos entre nós, apenas concentrados no que temos de fazer e sem nos preocuparmos com as asneiras dos outros, venceremos sempre. Cada vez mais."

José Nuno Martins, in O Benfica

A lage

"Não se sabe se alguma vez terá verdadeira dimensão para treinador de equipa grande mas pelo menos mostra saber bem o que faz

Os dois Sporting - Benfica empolgaram o País serviram, entre outras coisas, para confirmar duas ideias que, de algum modo, já vinham de trás: que o Benfica está realmente transformado para muito melhor e que o Sporting perdeu boa parte da dinâmica e alegria que pareceu ter ganho com a chegada do holandês Keizer ao comando da equipa.
O Benfica de Bruno Lage já não tem nada a ver com o Benfica que Rui Vitória deixou nos primeiros dias de 2019. Não é só o sistema que foi alterado; é a confiança e a ligação de jogadores e equipa com a mensagem do novo treinador. Não tenho qualquer dúvida que Bruno Lage sabe o que está a fazer e faz o que faz porque conhece os jogadores e sabe que com estes jogadores pode, fazendo o que está a fazer, levar a equipa a sentir-se muito mais confortável em campo. E leva.
Não sei se Bruno Lage algum dia terá dimensão para ser, de corpo inteiro, treinador de uma grande equipa como a do Benfica - o treinador de uma grande equipa não precisa de saber apenas de futebol porque, como diria Manuel Sérgio, quem só percebe de saber apenas de futebol nem de futebol percebe. Muitos treinadores podem, momentaneamente, treinar grandes equipas, mas nenhum treinador se tornará verdadeiramente grande e de grandes equipas sem mostrar que, além de futebol, também sabe gerir, liderar e comunicar.
Não sei, repito, se algum dia Bruno Lage crescerá ao ponto de se ver reconhecido como treinador de equipas grandes, mas isso não impede que se perceba já que Lage sabe muito bem o que está a fazer à frente desta equipa do Benfica que parecia, com Rui Vitória, condenada a mais sucessivos insucessos.
Sim, é verdade que não gostei de um do outro episódio de Bruno Lage na sala de imprensa da Luz. Mas já lhe elogiei, por outro lado, o modo descomplexado como fala de futebol, do jogo e dos jogadores, e aprecio-lhe a serenidade mesmo nos mais intensos momentos vividos em pleno jogo, junto à linha lateral.
Sim, pode ser apenas simples coincidência, mas também é verdade que não gosto de ver Lage chamar à linha um jovem como João Félix para lhe dar instruções sempre que decide substituir um dos tubarões da equipa - aconteceu em Alvalade quando fez sair Pizzi, quando substituiu Salvio, primeiro, e mais uma vez Pizzi, pouco depois.
Coincidência ou não, a verdade é que ao chamar à linha lateral um qualquer jogador no momento em que outros jogadores abandonam o campo, uma das ideias que o treinador pode dar é a de que procura evitar o confronto com os substituídos. Dirá Bruno Lage que aproveita precisamente o momento da substituição para renovar instruções. Aceita-se, evidentemente. Mas então a coincidência não foi simples. Foi enorme. E o treinador de uma grande equipa também deve evitar más interpretações.

Mais algumas outras notas a propósito, sobretudo, deste Benfica - Sporting da Taça de Portugal, que o Benfica esteve sempre bem mais perto de ganhar por maior vantagem do que o Sporting de o perder, como veio a perder, pela diferença mínima, deixando a eliminatória totalmente em aberto. Um Benfica que, infelizmente para a equipa, voltou a ter num excepcional jogador como é Salvio um rendimento francamente pobre e um Benfica que não tem ainda no jovem Svilar um suplente verdadeiramente à altura de Vlachodimos.
Por fim, reconhecer como essencial ao jogo deste Benfica a dupla Samaris - Gabriel, dois pilares que equilibraram todo o futebol do 4x4x2 de Bruno Lage, muito consistente, dinâmico, pressionante e muito compacto. Em dois confrontos com o leão, a águia marcou seis golos e dos três que sofreu, dois foram de bola parada. Isso pareceu querer dizer muito deste novo Benfica.
E dos vencidos, o que se pode dizer dos vencidos? Que as palavras de Bruno Fernandes em Alvalade e de Coates, agora, na Luz, e o rosto de Nani, no primeiro jogo, ou de Bas Dost, no segundo, parecem tudo menos de circunstância. Talvez seja precipitado procurar já algumas conclusões, mas algo parece realmente não estar bem no reino do leão.

A caminho dos 30 anos, sem contrato como clube para lá dessa época, a praticamente sem contar para o totobola do então treinador Rui Vitória durante quase todo o ano de 2018, o grego Andreas Samaris é agora um dos mais importantes jogadores na reviravolta que Lage deu ao futebol do Benfica. Samaris já fez mais jogos completos desde que Lage tomou conta da equipa do que em todo o ano passado (apenas 3 vezes os 90 minutos em campo em 2018, e apenas duas das quais em jogos da Primeira Liga, e já parte final da última edição do campeonato). É verdade que falta Fejsa, mas Samaris dá um exemplo!
As contas que Samaris acerta agora com este Benfica de Bruno Lage são as contas de um grande profissional, que mesmo tendo estado tanto tempo sem contar, mostra não se ter resignado e se apresentou absolutamente pronto no momento em que o novo treinador decidiu chamá-lo ao onze da equipa.
Nunca estive sequer perto de Samaris. Mas estou certo que os adeptos portugueses - e não apenas os do Benfica - partilharão da mesma sensação que eu: Samaris só pode mesmo ser um grande profissional. O que todos sabemos, porque é evidente, é que Samaris é um jogador de enorme carácter no sentido em que é um jogador que dá tudo ao jogo, que tem uma fantástica determinação e em empenho irrepreensível em campo, que mesmo quando passa algumas marcas se percebe que o faz na larga maioria das vezes por entrega positiva ao jogo e pouquíssimas vezes por aqueles impulsos negativos que chegaram já a valer-lhe alguns indesejáveis castigos.
Todos os benfiquistas se recordarão da importância de Samaris para a equipa que conquistou o título, ainda com Jorge Jesus, em 2015. Chegado à Luz nessa época, Samaris fez qualquer coisa como 24 jogos completos para a Liga (num total de 28 presenças) e confirmou em campo toda a qualidade, experiência e bravura que levaram o Benfica a ir buscá-lo ao Olympiakos.
No final dessa época, quando a equipa do Benfica festejava o título no Marquês de Pombal, lembro-me de ver Samaris ser interpelado em inglês por uma jornalista da Benfica TV e responder qualquer coisa como isto: «Pergunta em português porque eu quero responder em português!». Sem qualquer desprimor para todos os outros, lembro-me também de ter pensado que um jogador que diz (e faz) o que Samaris disse (e fez) só podia mesmo ser um grande profissional. Quatro anos depois, creio que isso está mais do que confirmado e não custa a crer que os benfiquistas mantenham a esperança de ouvir o presidente do clube anunciar ter renovado o contrato com Samaris. Um jogador como ele pode não merecer tudo; mas merece, no mínimo, deixar a Luz pela porta grande!

quase tudo foi praticamente dito e comentado sobre a despropositada (pelo momento, pela linguagem e, sobretudo, pela incoerência) declaração de guerra do presidente do Sporting ao presidente do Benfica, numa altura em que as respectivas equipas de futebol se defrontariam por duas vezes em tão pouco tempo (com todo o impacto positivo e negativo que todos, com maior ou menor responsabilidade, poderiam criar), e numa altura em que, da parte do Benfica, não se perceber que tivesse havido a mais pequena afronta, palavra ou intrusão à vida do Sporting e, sobretudo, à presidência ainda tão recente de Frederico Varandas.
O que talvez não tenha sido tão comentado foi outra despropositado declaração do presidente leonino, ao transmitir (inocentemente ou não) a ideia de que o plantel sportinguista é de reduzida qualidade. Precisava o presidente de o dizer? Ou terá querido, de certo modo, sacudir alguma água do capote? Nem sempre o que parece é, bem o sabemos, mas por vezes o que parece... não parece nada bem. Foi o caso!

Fernando Chalana foi, durante muito tempo - muito tempo mesmo - o jogador português que mais admirei e o melhor que vi jogar, porque já pouco vi jogar Eusébio. Claro que depois houve Futre, e Figo, e agora Ronaldo. Mas Chalana foi ainda mais do que apenas  melhor jogador que durante muito tempo vi jogar em Portugal. Foi, também, um bom amigo.
Foi ainda Chalana uma estrela impressionante, que muitos, das mais recentes gerações, nem imaginar conseguirão, porque infelizmente a carreira de Chalana teve as curvas inesperadas que só as malditas lesões impedem de controlar.
Um jogador enorme e afinal com um futebol tão simples, porque é afinal quase sempre simples o que os grandes artistas sabem fazer. Mas foi Chalana também, e sempre, um rapaz tão genuinamente simples como o futebol que jogava.
Chalana completa este domingo 60 anos. Parabéns, Chalana.
Celebremos a vida de um homem a quem a saúde continua, infelizmente, a pregar malditas partidas!"

João Bonzinho, in A Bola

Aqui ao lado e tão longe...

"O Espanhol, de Barcelona, fundado em 1900, foi comprado há três anos pelo grupo chinês Rastar, que se dedica à comercialização de miniaturas de automóveis e videojogos. Há poucos dias, os periquitos, como são conhecidos em Espanha, contrataram ao Shangai SIPG de Vítor Pereira o internacional chinês Wu Lei, melhor marcador das últimas três edições no campeonato da China, apontado como um dos maiores valores do futebol daquele país. Na estreia com a camisola do Espanhol, no estádio de La Cerâmica, frente ao Villarreal (2-2), Wu Lei foi suplente utilizado, mas nem essa circunstância impediu que o jogo fosse visto na China por 40 milhões de telespectadores.
De facto, apesar de ter ficado amputada do principal combustível da última década - a rivalidade entre Cristiano Ronaldo e Messi - La Liga tem procurando não perder espaço para outros campeonatos, através de novas formas de angariação de receitas.

Aqui ao lado, passando a fronteira para Badajoz, Ayamonte ou Tuy, respeita-se o negócio do futebol, não há quem denigra o produto e as querelas são resolvidos dentro de portas. E este comportamento é também visto nas outras grandes ligas europeias, que há muito centralizaram receitas televisivas e passaram a olhar pelo interesse colectivo e não pela quintarola de cada um. Assim se explica o susseso de uns e o declínio de outros, que tenderá a aumentar se não arrepiarem caminho. E a verdade é que, por cá, não se vislumbram quaisquer sinais exteriores de bom senso, é a lei do salve-se quem puder a imperar, sem a perspectiva global onde assenta sempre o êxito dos grandes projectos."


José Manuel Delgado, in A Bola

Rui Pinto e a proteção dos denunciantes

"Os "hackers" poderiam fazer o que a investigação pública não pode num Estado de Direito. Deve por isso avançar-se na efectiva protecção de denunciantes trabalhadores, esvaziando a utilidades dos "hackers".

Rui Pinto (RP), um jovem "cool" e português, acedeu a informações confidenciais e de interesse público, e denunciou-as. RP provoca reacções extremas: empatia pelo génio, dimensão e relevância da informação; antipatia pela falta de ética, uma personagem do vale-tudo.
RP refugiou-se na Hungria e foi alvo de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades portuguesas. Terá cometido diversas infracções: acesso ilegítimo a e-mails, violação de segredo, ofensa a pessoa colectiva; acedido ilicitamente a documentos confidenciais sobre fundos de investimento e clubes de futebol, dirigentes e jogadores; criado o domínio e conteúdos do "football leaks"; e ensaiado obter uma quantia avultada (extorsão) para não revelar alguns desses crimes.
No entanto, ele também estará a auxiliar investigações criminais no mundo do futebol. E os media e os Estados aproveitam-se de dados obtidos ilicitamente para denunciar e incriminar.
Eis a questão difícil, a de saber se um "hacker" deve ser protegido, pois, apesar de cometer crimes, também denuncia crimes de interesse público, e permite uma investigação pública que não existiria na sua ausência. Em 2010, o Tribunal Constitucional alemão decidiu que a compra de dados pela autoridade tributária a um denunciante no Liechtenstein não era uma forma proibida de obtenção de prova. No Liechtenstein, o denunciante foi condenado.
A protecção de denunciantes está a ganhar fôlego. A Convenção da ONU contra a Corrupção promove a protecção de funcionários públicos que revelem actos de corrupção às autoridades. Na União Europeia (UE) ganha força a protecção de denunciantes trabalhadores ou ex-trabalhadores de uma organização, com acesso a informação confidencial.
Segundo uma consulta pública da UE em 2017, num total de 5,707 respostas, 10% dos inquiridos tinham conhecimento de denúncias, 77% ocorridas em organizações privadas, 56% em organizações situadas num Estado-Membro e com mais do que 250 trabalhadores. 85% respondeu que os trabalhadores raramente denunciam ameaças ao interesse público com medo de retaliações.
A protecção de trabalhadores denunciantes é vista como uma forma de resistência à má conduta e abuso empresariais, um instrumento relevante para promover a transparência, a justiça e a democracia, e prevenir condutas ilícitas ou imorais das organizações (fraude, corrupção, evasão fiscal, gestão de fundos públicos e ameaças à saúde, segurança ou ambiente).
Em contrapartida, estes são temidos por divulgarem correspondência confidencial, diminuírem a atmosfera de confiança no local de trabalho, prejudicarem a reputação e confiança das instituições públicas e de pessoas.
A protecção de "hackers" coloca maiores dúvidas porque, ao contrário dos trabalhadores, eles não tiveram acesso a informação confidencial, obtiveram-na por violação da confidencialidade. Os seus propósitos nem sempre são claros e a sua conduta pode ser motivada para obter quantias avultadas, em troca da não divulgação dos segredos.
A venda de informação aos media e às autoridades também causa danos graves: promove um mercado negro planetário, redução das garantias de defesa, violação do direito ao bom nome, justiça privada em vez de justiça pública.
Essa protecção seria uma forma de contornar a proibição de obtenção de prova por violação de correspondência. Os "hackers" poderiam fazer o que a investigação pública não pode num Estado de Direito. Deve por isso avançar-se na efectiva protecção de denunciantes trabalhadores, esvaziando a utilidades dos "hackers". Caso contrário, vai ser difícil aos Estados prescindirem destes."


PS: Que nota a senhora professora Dourado daria a este texto, num exame?!!!
Então a cronista, fala de denunciantes como trabalhadores, ou ex-trabalhadores de empresas ou instituições, e não releva o facto de Rui Pinto, não ser trabalhador ou ex-trabalhador de nenhuma das instituições vitimas da sua curiosidade?!!!
E já agora, quais são os crimes de interesse público relevados pela informação digital roubada ao Benfica?!!!

Dia do Benfiquismo

"O Estádio da Luz será palco, no próximo domingo, de mais um memorável encontro das Casas do Benfica, numa iniciativa que se repete e que representa hoje a maior manifestação de proximidade a um clube existente em Portugal.
O Benfica-Nacional terá assim um motivo adicional – e particularmente especial – para se transformar numa gloriosa tarde em família. O ‘jogo das casas’ trará ao nosso estádio mais de 2.500 Benfiquistas, vindos precisamente de 140 casas, filiais e delegações, numa expressão de dedicação e amor clubista que não encontra paralelo.
Não há dias para se ser mais ou menos adepto. Mais ou menos apaixonado. Mais ou menos dedicado. Ser do Benfica é ser sempre a 100%. Mas pode dizer-se, a pretexto do encontro do próximo domingo, que desta vez o 10 de Fevereiro foi escolhido para ser o Dia do Benfiquismo!
O momento para que, em conjunto, em nossa casa, possamos conviver, reflectir, analisar, projectar e perceber tudo o que nos é possível fazer para tornar o Benfica cada vez mais forte.
O ‘jogo das casas’ e a grandiosa mobilização que a iniciativa envolve é um impressionante sinal da vitalidade do nosso clube – que estando perto de completar 115 anos de vida também está, curiosamente, mais ‘jovem’ e saudável do que nunca. As Casas do Benfica, presentes em 5 continentes, são cada vez mais um orgulho para todos os Benfiquistas.

PS: Enorme sentimento de dor perante a tragédia que ocorreu no Centro de Treinos do Flamengo. Pesar e luto e total solidariedade. Força, Flamengo!"