Últimas indefectivações

sexta-feira, 21 de abril de 2017

51 talentos

"Fábio Duarte, Daniel Azevedo, Diogo Garrido, Aurélio Buta, Ricardo Mangas, Ricardo Araújo, Pedro Álvaro, Rúben Dias, Nuno Gonçalves, Branimir Kalaica, Jorge Pereira, Diogo Mendes, Florentino Luís, Gesdon Fernandes, David Tavares, João Félix, Filipe Soares, Diogo Gonçalves, Vinicius Ferreira, Mesáque Dju, João Filipe e José Gomes. Fixe bem estes 22 nomes. Independentemente do que irá acontecer em Nyon, na final da UEFA Youth League, estes jovens talentos fazem parte da nata da formação do futebol português.
Todos eles têm em comum a forma como sentem o Clube. Por mérito próprio, o SL Benfica atingiu a final four, onde estão dois grandes colossos do futebol mundial - Real Madrid e Barcelona. Com o Salzburgo a fazer o papel de outsider, esta final vem confirmar a excelência do trabalho realizado no Seixal. Em 2013/14, chegámos à final four e após termos eliminado o Real Madrid, disputámos a final com o Barcelona. Em perspectiva pode estar a repetição dessa final. Os valores são outros, mas os princípios mantêm-se - formar a ganhar.
A estes 22 talentos, há que acrescentar mais 10 que brilharam em França, na Selecção de Sub-16. João Monteiro, Henrique Jocu, Bernardo Silva, Daniel Martins, Francisco Saldanha, Gonçalo Gomes, Jair Tavares, Nuno Cunha, Sandro Cruz e Umaro Embaló são outros nomes a reter. Tal como devem fixar os nomes de Alexandre Penetra e Tiago Araújo, dois talentos desta Selecção.
Se acrescentarmos João Carvalho (sub-21), Francisco Ferreira, Yuri Ribeiro, Pedro Amaral, Pedro Rodrigues e Heriberto Tavares, dos Sub-20. Hélder Baldé e Tiago Dias dos Sub-19, e ainda Celton Biai e Mamadou Koné dos Sub-17, e mais sete dos Sub-15, temos 51 talentos."

Pedro Guerra, in O Benfica

Vamos a eles!

"Na semana que antecedeu o dérbi disputado em Alvalade em 2015/16, escrevi, nesta coluna, que o Sporting até poderia ganhar o campeonato, mas que nunca seria um clube campeão. Tal se deveu a duas constatações, com a primeira a justificar, em parte, a segunda:
A estrutural, no sentido em que, na relação com o Benfica, perde sempre na comparação e anula-se de tanto se focar no rival;
E a conjuntural, pois foi por demais evidente que as suas constantes atoardas e insinuações acerca do Benfica visaram a obtenção de triunfos no campeonato da comunicação, esquecendo-se eles, ou mesmo ignorando-o por quase total inexperiência nas últimas quatro décadas, que os títulos se conquistam nos relvados. Na presente época, só um cataclismo permitiria o Sporting vencer o campeonato, o que poderá fazer parecer paradoxal a minha convicção de que o dérbi de amanhã será, eventualmente, mais complicado que o último. Sem a pressão do cumprimento de um autopreconizado destino delirante - ser o melhor clube português -, o Sporting talvez seja mais perigoso para os nossos intentos. Porém, a nosso favor está a transformação do dérbi na tábua de salvação leonina de mais uma época normal. Relegado para ajudante do Porto no objectivo partilhado de destronamento do Benfica, imagino-os agrilhoados pela excitação da possibilidade do insucesso benfiquista. Quanto mais precisarem de nos ganhar, mais possibilidades teremos de sairmos vitoriosos! E nem será nada de extraordinário... Em 82 confrontos em Alvalade, já lá ganhámos 31 vezes. A qualidade da nossa equipa e apenas uma derrota sofrida nas últimas sete temporadas justificam o meu optimismo.
Vamos a eles!"

João Tomaz, in O Benfica

Proibida a entrada

"Nas traseiras de casa dos meus avós havia um descampado entre prédios que parecia o estádio Azteca, no México. Lá jogávamos nós: o Aldinho, o Nuno o Joe e eu, mais quem se quisesse juntar à festa. Umas vezes éramos Maradona e Valdano, noutras Sócrates e Zico. Muitas vezes éramos Carlos Manuel e Diamantino. Não havia árbitros, nem conselhos de arbitragem. Cada lance era discutido no momento - quem sofria falta agarrava a bola e marcava o livre. Sem discussão.
O jogo só era interrompido em duas ocasiões: quando as mães ou as avós chamavam para o almoço, lanche ou jantar e quando a bola ia para o quintal do velho Neves.
O velho Neves era o papão. Se a bola ia lá para dentro, tínhamos de saltar o muro e ir lá resgatá-la, senão ficávamos sem o esférico para marcar golos de antologia em balizas feitas com duas pedras. Se não fôssemos a tempo, o velho ficava com a bola ou rebentava-a com um golpe de faca perante o nosso olhar desesperado.
Está visto que o velho Neves não gostava de futebol. Parecia aquelas pessoas que hoje vão para os estádios cantar boçalidades a fingir que apoiam as suas equipas. Cada um destes indivíduos que deseja a morte aos jogadores do Benfica ou que se vangloria com o desaparecimento de Eusébio, cada um destes tristes seres que relembram com gozo a morte de um adepto rival na final de uma Taça de Portugal é igual ao velho Neves. Também estes dão golpes mortais na bola de futebol e levam o jogo para a lama. Uns e outros não podem continuar a entrar nos estádios portugueses.
Tal como nós saltávamos  muro para ir resgatar a bola, é preciso que alguém tenha a coragem de lhes barrar a entrada. Já."

Ricardo Santos, in O Benfica

Três pontos

"Afastado sumariamente de todas as competições, sem nada a perder ou a ganhar neste campeonato, com o orgulho ferido de inveja, não é difícil perceber que, para o Sporting, o “Dérbi” deste fim-de-semana seja encarado como o jogo do ano. Na verdade, é quase sempre assim. Mas desta vez nem a classificação lhes interessa: o que conta é mesmo complicar a vida ao velho rival. Apenas isso os pode satisfazer neste momento.
Espera-nos, pois, um opositor motivadíssimo, e de faca nos dentes para nos retirar pontos. É com isso que temos de contar para aquela que é mais uma “Final” na nossa caminhada rumo ao Tetra. É isso que teremos de contrariar para trazer a preciosa vitória.
Ganhar em Alvalade não é, felizmente, coisa rara. Para o campeonato, em sete anos apenas lá perdemos uma vez (e com um penálti do tamanho do estádio por assinalar sobre Nico Gaitán, logo nos instantes iniciais de jogo arbitrado por Soares Dias em 2012). Ainda na temporada passada lá vencemos, numa partida de altíssima pressão e de importância semelhante. Nos últimos vinte anos, em terreno adversário, vencemos nove vezes, e apenas perdemos cinco. Se considerarmos todos os jogos do campeonato (em casa e fora), a vantagem no mesmo período é de 19-9 (!!!), com 12 empates pelo meio. Valha isso o que valer, são números suficientes para estabelecer um certo padrão. Não há nada a temer. Não há lugar a hesitações. Vamos a Alvalade para ganhar, e dar mais um passo rumo ao 4.º campeonato consecutivo.
Temos melhor equipa, somos campeões, somos mais fortes, estamos na frente. Ansiedade? Desconfio que do lado de lá seja maior…"

Luís Fialho, in O Benfica

António Silva Gomes (1937-2017)


"De modo inesperado, e quando cumpria uma antiga promessa de levar dois dos seus netos a um cruzeiro no Mediterrâneo, faleceu no passado dia 10 de Abril, António Augusto da Silva Gomes, que integrou os órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica nas direcções de Manuel Damásio e de Manuel Vilarinho, como vice-presidente para o markting e administrador da SAD. Conheci-o de perto há mais de cinquenta anos por ter entrada na minha família, através do seu casamento com a minha prima Maria Luísa.
Com ele partilhei também, no que toca à nossa vida profissional, vinte e cinco anos de colaboração próxima na McCann Erikson Portugal, que liderou com brilhantismo elevando-a a líder inquestionável do mercado publicitário nacional, a partir da expansão de uma pequena agência de que era sócio e que em 1980 foi adquirida multinacional.
Acontece que um dos factores que consolidaram a nossa grande amizade foi a faceta de benfiquistas praticantes desde a mítica década de sessenta, em que o Glorioso atingiu o seu prestígio de dimensão europeia e mundial.
A sua militância benfiquista foi ao ponto de criar um ritual apropriado aos jogos no velho Estádio da Luz, juntado em sua casa um grupo alargado de amigos benfiquistas para almoços por ele preparados, a que se seguia a caminhada a pé até à antiga Catedral.
Sobre ele já escrevi que, avultando no seu perfil profissional as características de notável estratega e criativo, o seu lado humano revelava um líder exigente mas sem nunca deixar de ser um coração grande, bondoso e generoso, sempre servido por um inconfundível sentido de humor. A sua família nuclear não podia deixar de ser toda benfiquista - a Milu, os filhos Rodrigo e Renata, os seus netos Matilde, Manuel, Leonor, António e Vasco - e atravessa agora a for enorme de o ver desaparecer de forma tão brusca.
Também os seus amigos, e eram tantos, grande parte antigos colaboradores no grupo empresarial a que presidiu e onde desde há muito praticava uma política de afectos, sentem a sua perda com profunda mágoa e tristeza.
Mas o Sport Lisboa e Benfica e a alma benfiquista ficam privados não apenas de um sócio cinquentenário e de um antigo dirigente de destacada qualidade, mas de alguém que num momento da história recente do Clube, em que estivemos à beira do abismo, teve um papel de relevo ímpar, que alguns poderão desconhecer, na campanha que conduziu Manuel Vilarinho à presidência e à regeneração do nosso emblema.
Que Deus o guarde no lugar que merece no Céu, em paz e eterno descanso de uma vida cheia de amor ao Benfica."

João Loureiro, in O Benfica

Venha de lá um 'show' de bola...

"Amanhã é dia de festa para o futebol português. Sporting e Benfica acrescentaram 90 minutos a uma rivalidade que já vai em 100 anos de confrontos directos e que tem tudo para se transformar numa never ending story, assim haja bom sendo e respeito pela história.
O jogo de Alvalade, embora disputado num contexto de luta pelo título entre Benfica e FC Porto, afigura-se deveras importantes para a sorte do campeonato e só se espera que todos os que forem ao estádio tenham uma noite para mais recordar, por terem visto um grande show de bola.
Para quem estiver minimamente atento ao que se passa, à escala global, no futebol , torna-se nítida a preocupação de FIFA e UEFA com duas questões que nos têm consumido horas de debate (muitas vezes estéril) e que temos a fundada expectativa de ver em breve erradicadas. Pela parte da FIFA, o investimento sério no vídeoárbitro (VAR) está a levar a resultados concretos muito animadores e, não tarda, a discussão em torno das decisões dos juízes de campo será substancialmente reduzida (e como isso constituirá uma boa-nova para o futebol português!). No que toca à UEFA, perante a gravidade do que aconteceu em França aquando do Lyon-Besiktas, a aplicação de mão dura foi o caminho escolhido, ideia replicada já no Hexágono a propósito do Bastia-Lyon. Penas pesadas para clubes e erradicação dos estádios dos hooligans são medidas essenciais para que o futebol não se transforme numa coisa sem futuro. Resta agora que Liga e FPF estejam à altura da responsabilidade histórica que têm em mãos, modificando regulamentos e implementando o VAR."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Mão dura da UEFA após o Lyon-Besiktas?!!!
Então o Benfica, por causa de uma tocha e alguns petardos, está com 'pena suspensa', constantemente sobre aviso de jogos à porta fechada... e depois daquilo que aconteceu em Lyon, os dois clubes ficam somente com penas suspensas!!!!
Como a responsabilidade destes casos, normalmente recaí sobre a equipa da casa, neste caso uma equipa da Federação Francesa... nada se passou!!! Se estes problemas tivessem acontecido em Istambul (ou noutro País qualquer, fora das 5 grandes Ligas) o castigo teria sido exemplar...!!!

Direito à privacidade

"O Benfica decidiu avançar para a justiça, depois de o director de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, ter divulgado mais uma troca de comunicação interna dos encarnados, alegando pirataria informática, crime previsto na lei. Pode discutir-se o aproveitamento dos encarnados relativamente ao pedido de bilhetes do presidente da APAF, Luciano Gonçalves, feito em nome de uma associação da Batalha. Pode questionar-se se é eticamente aceitável ou se configura ilegalidade - as águas, recorde-se, dizem que os documentos revelados são manipulados e deturpados. Mas o que está em causa neste episódio é a forma como essa troca de mensagens internas, de uma sociedade desportiva cotada em Bolsa, chega ao conhecimento público: que direito tem uma sociedade concorrente de substituir-se a entidades competentes, violando privacidade alheia, revelando o que devia ser privado, direito de qualquer cidadão ou entidade? Imagine-se que o meu vizinho se chateia comigo , e especialista em informática, tem acesso às mensagens que troco com familiares. Terá legitimidade para divulgar o que só a mim me diz respeito? Não vale tudo na 'guerra' do título."

Nuno Martins, in Record

PS: Estou confuso: 'o aproveitamento dos encarnados'!!! Mas qual aproveitamento...?!!!

Benfiquismo (CDXLV)

Troca de galhardetes !!!


Aquecimento... derby!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O dérbi de JJ e Fejsa

"O 'derby' em que, se Jorge Jesus ganhar, pode dar o campeonato ao FC Porto e, se perder, fica na história do Benfica...

Desdramatizemos a questão. No próximo sábado, depois do resultado de Braga, o Sporting-Benfica não vai ser o jogo do título.
Como queriam os dirigentes do Sporting, como desejavam os adeptos do Porto.
Não, não vai.
Ainda assim, diria que será um jogo importante para... Jorge Jesus.
Se ganhar, será um dos treinadores que contribuiu para um dos tricampeonatos do Benfica.
Mas ainda que tal possa acontecer com qualquer dos resultados (não, não é decisivo para o Benfica), se perder ou até mesmo empatar, vai deixar o Benfica numa excelente posição para poder conquistar o primeiro tetra da sua história.
E, com isso, não só entrará na história do Benfica - a sério - como terá contribuído para que Luís Filipe Vieira entre, também ele, para a história do Benfica, como o Presidente do tetra.
Ou seja, qualquer que seja o resultado, quem ficará sempre feliz (com um sorriso que poderá exibir ou que terá de reprimir) será, sempre, Jorge Jesus...
Como é a vida...

Fejsa: 10 campeonatos em 9 anos, tantos como o SCP em... 63?
Fejsa é um dos jogadores mais importantes do Benfica e peça chave no nosso tricampeonato. Como jogador de eleição, está a 13 pontos de conquistar o seu 10.º campeonato em 9 anos.
Ou seja, tantos quantos o nosso adversário do dérbi do próximo sábado ganhou nos últimos... 63 anos!
Com números assim... não há «maior potência desportiva nacional» que resista...

E o Benfica: 4 campeonatos em 4 anos, tantos quanto SCP em... 43?
E se com o Fejsa as contas são essas, também o Benfica estará a 13 pontos de conquistar o seu 4.º campeonato em 4 anos.
Ou seja, tantos quantos o nosso adversário do dérbi do próximo sábado ganhou nos últimos... 42 anos!
Com números assim... não há «maior potência desportiva nacional» que resista...

Claques
Mas, ainda fora das 4 linhas, para que tudo, no sábado, se possa passar só dentro das 4 linhas, importará ver, com muita atenção, o comportamento das claques.
Passemos um pano por tudo o que muito mau - muito mau, mesmo - aconteceu nestas últimas duas semanas.
E ouçamos e vejamos, com atenção, o que cada uma das claques vai exibir e cantar, no próximo sábado, em Alvalade!!!
Com um apelo: a morte nunca ajudou ninguém a apoiar quem «dá a vida em campo»!

O desespero do Apito Dourado
Convencidos que bastaria ganhar todos os jogos para serem campeões (esperando sempre que os moços de recados cá de baixo tirassem ao Benfica os pontos necessários para que essa afirmação falsa passasse a ser verdadeira), os habitantes do balneário do Porto viram-se confrontados com o empate em Braga.
Não admira, por isso, termos visto - com o aproximar do fim do jogo - caras e expressões de raiva, que, nos termos das disciplinas que estudam essas coisas, traduzem ou são o resultado de... desejos e expectativas frustradas!
Desejos e expectativas de quem achava que seria um passeio todos e cada um dos jogos até ao fim do campeonato!
Esquecem-se que têm que jogar com quem lhes perdeu o respeito que tinha no tempo do Apito Dourado e do medo em que traduzia esse mesmo respeito.
Brahimi levou 2 jogos por palavras dirigidas ao árbitro!
O que argumentaram?
Que tinha falado em... francês?
Já Luís Gonçalves, .... 30 dias por ameaças ao 4.º árbitro, repetindo os comportamentos típicos que ouvimos nas escutas do tempo do Apito Dourado.
Na Luz, atirou-se aos jornalistas, em Braga aos árbitros!
Saudades ou prenúncios???

E o Boavista não desceu por causa disto?
E já agora, como ontem me foi lembrado, não foram ameaças deste tipo... que atiraram o Boavista para a 2.ª divisão?

Ainda o desespero
O presidente do Porto sentiu-se incomodado com os festejos do golo do Braga por um membro dos órgãos sociais do... Braga.
Com a desculpa de... ser membro do Governo.
Porque membros do Governo, dos diferentes governos a festejar golos da equipa da casa... só no camarote principal das Antas.
Com ele, Sandro Pertini - presidente italiano, que, em 1982, comemorou, de forma muito efusiva, os golos da selecção italiana, na final do Campeonato do Mundo, em Espanha - seria escorraçado!
Tal como Angela Merkel, que repetiu esses gestos de alegria, no Maracanã, na final em que a Alemanha se sagrou campeã mundial no Brasil, em 2014!
O homem não brinca em serviço.
Pena - para ele - é que os tempos do Apito Dourado não voltem mais (como o tempo, no dizer de... António Mourão).

Marafona
No Benfica-Braga, na Luz, na 1.ª volta deste campeonato, constatei (e escrevi) que Marafona, guarda redes do Braga e (agora) internacional português, se magoava em cada remate do Benfica, até sofrer o 1.º golo.
Como tantos outros guarda-redes na Luz!
Mas, neste caso, tal comentário mereceu até o reparo de José Peseiro, então treinador do Braga, que afirmou estar o atleta mesmo magoado.
Pois magoado, aguentou o jogo todo.
Constato agora, que, magoado, não jogou contra o Porto.
É a vida!!!

Efeméride
Fez no dia 16 de Abril (último Domingo de Páscoa, portanto) 13 anos que Augusto Duarte - que apitou o Beira-Mar - Porto de 18 de Abril seguinte - foi a casa de Pinto da Costa, na Madalena, buscar conselhos matrimoniais... para o Pai.
Nada como recordar momentos de boas opiniões, já que - a acreditar nos próprios - nem me passa pela cabeça que essa reunião tivesse a ver com o que o clube ganhou nesse ano.
Claro que não.
Aqui, apenas... para assinalar a efeméride!!!

E do Canelas, Futebol Clube... do Porto?
Não será uma vergonha para o futebol português termos esquecido o caso do Canelas, Futebol Clube... do Porto???
Grande Associação...

Sábado é para ganhar
Mesmo para ganhar.
Carrega Benfica!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Arbitragem na Champions

"A arbitragem é o fermento de todas as discussões à volta do futebol. À medida que se aproxima o fim do campeonato e mais renhida é a luta pelo título, mais munições se gastam fora das quatro milhas a propósito (ou despropósito) das actuações dos árbitros, suas nomeações e classificações. Num jogo, seja ele qual for, todos os erros dos jogadores e técnicos são descartáveis, excepto os dos árbitros. Na minha visão apaixonada dos jogos do meu clube, não nego que, no calor da emoção, também, por vezes, assim reajo, até que a razão em torne menos parcial e mais esclarecido.
Mas serão os nossos árbitros assim tão incompetentes ou inconsequentes, como muitos gostam de os caracterizar? Para fazermos uma justa análise, comparemos com os melhores entre os melhores para a omnisciente UEFA. Olhemos, para a competição europeia mais importante, por onde correm milhões e milhões. E o que vemos nesta fase decisiva? Por exemplo, nos últimos jogos, verdadeiros escândalos arbitrais, curiosamente sempre favoráveis aos espanhóis. O Barcelona eliminou o PSG com um penalty que ninguém viu e não assinalou pelo menos um penalty a favor dos parisienses que toda a gente viu. Em Madrid, o Bayern ficou a jogar com 10 sem se saber porquê, o Real acabou com 11 por especial deferência do árbitro para com Casemiro, e o golo decisivo do Real resultou de um escandaloso fora de jogo.
Imagino o que seriam estes erros num jogo dos nossos melhores clubes. Ou no derby de sábado. Cairia o Carmo e a Trindade. Insinuar-se-ia dolo ou ainda pior. Os comunicados e arrozados facebookianos espalhar-se-iam numa escala de insultos."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Curioso que ningeém se tenha recordado, que Vítor Kassai, o árbitro do Real-Bayern, o ano passado em São Petersburgo, no Zenit-Benfica, permitiu um golo do Zenit após 'atropelamento' do Nelsinho... felizmente o Benfica ainda foi a tempo de rectificar!!!
Lá como cá, cometem os erros e continuam a carreira intocáveis... o Skomina é outro que ainda anda por lá!!!
A coincidência dos Espanhóis terem sido beneficiados, não deve ter nada a ver com o Angel Villar...!!!

Tens razão, Rúben Amorim

"Óptima conversa a de Rui Unas, um dos mais versáteis comunicadores portugueses, com Rúben Amorim, que recentemente anunciou o final da carreira, aos 32 anos. Trata-se de um programa apenas disponível na internet (chama-se maluco beleza). Um espaço menos convencional para quem tem mais de 40 ou 50 anos, normalíssimo para quem tem menos de 20. Disse o ex-jogador do Benfica que os futebolistas têm pouca liberdade de expressão. «Temos de dizer sempre aquela lengalenga. Muitas vezes temos uma opinião diferente, mas é preferível dizer sempre o mesmo para não prejudicar o clube», justificou o antigo internacional português. E disse mais: «É por isso que as pessoas pensam que os futebolistas são limitados».
Este é um exemplo clássico com que me tenho confrontado na carreira: jogadores que se transformam em bons falantes após pendurar as chuteiras ou quando saem do país. As pessoas dirão: os futebolistas são pagos para jogar, não para falar. A essas respondo sempre: no mundo em que vivemos, diminuir um artista a uma única capacidade performativa é um crime. Para não falar dos benefícios comerciais que os clubes pretendem retirar - e sobre isto nunca me esquecerei uma conversa que já tem uns bons 10 anos com o psicólogo do Real Madrid, responsável pelo media traning dos jogadores da formação merengue, onde me disse o seguinte: «As pessoas gostam dos jogadores pelo que jogam mas também pelo que pensam».
Pior: o espaço deles foi sendo ocupado por dirigentes, directores e paineleiros. E sim, a culpa também é dos jornais, das rádios, das televisões e dos media digitais por dar tempo de antena a gente que quer voltar à era medieval. «Começamos a perder a noção do que é realmente importante no futebol», afirmou o Rúben. Pena só poder dizê-lo agora."

Fernando Urbano, in A Bola

Benfiquismo (CDXLIV)

Caminhadas inesquecíveis...!!!

Lanças... mais uma Final...!!!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Vitória no último suspiro...!!!

Fafe 0 - 1 Benfica B


Com muitas ausências, devido à presença na UEFA Youth League, (Sexta-feira em Nyon, Meia-final, frente ao Real Madrid) com vários Juniores a tapar os buracos (várias estreias na B...), a jogar com 10, desde os 62 minutos (Saponjic), conseguimos a vitória aos 93 minutos, com um golo marcado pelo Tiago Dias (júnior) que tinha entrado 3 minutos antes!!!

Incondicionalmente à condição

"Sei que estarei a maçar quem faz o favor de me ler. Mas saibam que, sem ser obstinado, sou persistente. Refiro-me à endémica expressão futebolística «à condição» que vai grassando qual vírus multiresistente a qualquer boa prática gramatical.
Por isso, volto hoje incondicionalmente «à condição». O Benfica, desta vez, não foi segundo à condição, porque jogou antes do Porto que assim, pela enésima vez no campeonato, não pôde ser o líder à condição. Aliás, sem condição, o Benfica é líder isolado desde a quinta ronda, ou seja, nas últimas 25 jornadas. O «à condição» jornalístico atingiu esta semana Bas Dost. O magnífico artilheiro da sempre excelente escola holandesa liderou a Bota de Ouro à condição, até que Messi o ultrapassou 20 horas depois.
Encurtando atalhos: está tudo à condição. Nós, enquanto não morremos. Esta coluna, enquanto não acabar. Os jogadores, enquanto não se lesionarem. O passivo dos clubes, enquanto não for pago. Os castigos federativos, à condição de serem cumpridos. Os jogadores, à condição da vontade dos intermediários. Aliás, alguns só jogam bem à condição de serem transferidos. As claques legais são-no à condição de, na prática, se tornarem ilegais. E as ilegais, à condição de jamais serem legais. O mais curioso caso à condição é do agora famoso Canelas: ganha à condição de não jogar.
Por fim, o anti-benfiquismo primário, esse poderoso clube que une contrários (à condição) tudo quer no Benfica à condição: estádio interditado, líder destronado, árbitros condicionados, kits hipervalorizados, treinador calado. O problema é a condição de ser à condição."

Bagão Félix, in A Bola

Uma coisa que Orwell escreveu...

"George Orwell (103/1950) celebrado autor de obras como O Triunfo dos Porcos e 1984, tinha uma visão pouco romântica do futebol. «O futebol», escreveu, «não tem nada a ver com fair play. Está ligado ao ódio, ao ciume, à jactância, ao desrespeito de todas as regras e ao prazer sádico em testemunhar a violência. Por outras palavras, é como a guerra, mas sem tiros...»
Olhando para o clima instalado no futebol português de há uns tempos a esta parte, não haverá quem não se sinta tentado a rever-se na visão catastrófica de Orwell, criador da frase «Todos são iguais mas uns são mais iguais que outros».
Porém, esquecendo muito do que foi dito e feito nas horas mais negras, agarremo-nos, qual naufrago a um destroço em plena tempestade., a alguns pingos de esperança caídos dos discursos mais recentes dos nossos principais clubes. É que, perante a estupidez e a boçalidade de alguns energúmenos membros de claques, que conspurcaram as cores que dizem defender, FC Porto, Benfica e Sporting não só de demarcaram como ainda tiveram abordagens pedagógicas que sós os engrandeceram e devolveram as massas adeptas aos carros da normalidade do desporto.
O futebol que não está condenado à visão Orwelliana acima transcrita, só tem razão de ser, contudo, enquanto elemento de aproximação, na diferença, de cores, raças, credos, classes sociais, estratos económicos e ideologias. E foi nesse sentido positivo que foram tomadas, pelos nossos clubes, posições que isolaram aqueles em quem Orweell pensou quando escreveu o que escreveu..."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Muito sinceramente, não li nenhum comunicado do Sporting a demarcar-se dos cânticos da sua claque legalizada!!! Não sei onde o Delgado foi buscar essa ideia...
E já agora, a 'demarcação' oficial dos Corruptos, deu-se 2 dias depois, e limitou-se a pedir desculpa ao Chapecoense... ignorando o Benfica, e não condenando as ofensas em geral!!!!
Portanto, se calhar o Orwell tem mesmo razão...!!!

O escritor não merece o cordel

"Desde mais ou menos a puberdade que sou admirador confesso da obra de António Lobo Antunes, um génio literário que, entre outras virtudes, sabe escolher como ninguém os títulos para as suas obras. Alguns deles, com explicações mais ou menos literais, caem como sopa no mel no contexto do futebol nacional.
Do Manual dos Inquisidores nem vale a pena falar muito, basta olhar os programas de domingo e segunda-feira à noite; para o Auto dos Danados é ver a relação entre os grandes, nos quais os respectivos departamentos de comunicação fazem muitas vezes, a Explicação dos Pássaros e os presidentes, por vezes, uma Exortação aos Crocodilos. Que farei quando tudo arde? - deve ser o que pensam os responsáveis pelos organismos dirigentes do futebol nacional quando o Tratado da Paixão das Almas de cada um dos clubes se sobrepõe a quase tudo. O Esplendor de Portugal foi o feito alcançado pela Selecção Nacional no Euro-2016, no qual, na final, os portugueses bem podem ter dito aos franceses: Ontem não te vi em Babilónia...
No Arquipélago da Insónia é onde devem estar esta semana Rui Vitória e Jorge Jesus para tentarem arranjar estratégias, métodos, fórmulas e sistemas para vencerem o derby de sábado. Na Natureza dos Deuses é onde pretendem ficar os maiores ídolos de um e outro clube, na certeza de que os heróis do jogo deverão demorar alguns dias até descerem à terra e dizerem Boa Tarde às Coisas Aqui em Baixo.
Lobo Antunes já foi candidato ao Nobel da Literatura mas nunca levou o galardão para casa - Saramago é, até ao momento, o único distinguido nesta categoria. O escritor é um apaixonado pelo futebol e um homem de alta literatura. Os seus títulos têm muita aplicação ao futebol cá do burgo, que, por muito que nos custe, muitas vezes, não passa de um romance de cordel. Ele não merece isto. Nós também não."

Hugo Forte, in A Bola

O Estado deste sítio

"É tempo de o Estado, que nos representa a todos, assumir até ao fim as suas responsabilidades para as claques dos clubes. Como só falta pagar-lhes o espectáculo, avancemos então. Se já pagamos balúrdios na pastagem policiada destas hordas, se aceitamos semanalmente a criação de corredores de passagem e áreas de pousio onde as normais que regem a nossa sociedade são ignoradas mesmo pelos polícias, é tempo de ir até ao fim. É preciso apoiar e subsidiar o fenómeno.
Quem diria que a ópera a ecoar no São Carlos, ou todas as sinfonias que resplandecem na Casa da Música são mais relevantes para a cultura portuguesa do que os urros de ódio das nossas queridas claques? É preciso um subsídio da pasta da Cultura. Deve ser pago em dinheiro vivo e entregue em mão aos cabecilhas de cada organização. Sempre que os artistas apareçam com uma obra nova, cantada em público, como os recentes casos das novas líricas sobre uma tragédia aérea ou um homicídio hediondo, o subsidio deve ter tal em conta. Na direita proporção de reforço policial ditado pelos jogos de alto risco, a verba de incentivo ao canto oral merece ser aumentada. Se nenhum responsável político se indigna ou vai além da cobardia, então só falta mesmo o subsídio cultural, para fechar o ciclo da desvergonha em torno das claques.
Para toda esta guerrilha urbana, pagamos e continuaremos a pagar. Pela segurança dos espectadores comuns, tememos e continuaremos a temer. Some-se às claques, um bando de pirómanos a girar em torno de cada presidente de clube, incendiando redes sociais, propagadas facilmente aos programas de televisão, e fica construída a bomba. O futebol é o espelho da sociedade, ditou o grande Albert Camus. Com toda a razão, como se vê no caso português."


PS: A sério?! Um dos responsáveis da CMTV, a criticar os programas de debate desportivo nas televisões?!!!! Extraordinário...
E já agora, parece que mais uma vez, os Lagartos saíram 'imunes' nesta onda de cânticos ofensivos, quando são eles, aqueles que em todos os jogos, mais vezes passam a insultar o Benfica, os Benfiquistas e o Eusébio... Repito, em todos os jogos, nas várias modalidades, seja ou não seja o Benfica o seu adversário direito...!!!
Aliás o Dr. Maus Fígados, ainda hoje na sua crónica, classificou as ofensas das várias claques, considerando que os cânticos entoados pelos Lagartos, como ofensas 'suaves': "uma diferença abissal"... gozar com a morte do King, é coisa pouca, mas gozar com a morte do Jamor, é um crime de lesa pátria!!!!!!!!

Claques

"Primeiro não sou, por defeito, contra a existência de claques organizadas. Na essência, elas dão aos clubes capacidade de mobilização e apoio. Segundo: há muita gente nas claques que se move apenas e só pela paixão ao jogo, ao clube, mesmo que aqui e ali, contagiados pela turba, cometam excessos. 
Dito isto, não sou a favor de cortar o mal pela raiz, mas sim de cortar a raiz do mal, são coisas diferentes. O problema das claques, de uma forma geral, é que foram evoluindo, ao longo dos anos, de grupos de apoio para braços-armados dos clubes, daí degenerando, em inúmeros casos, para violentas organizações de crime e violência, por vezes com inspirações políticas, como se vê, por exemplo, na América Latina, com as barras bravas, ou no leste europeu, fazendo reféns os próprios emblemas. No caso de Portugal, onde as claques de Benfica, Sporting e FC Porto apresentam currículos invejáveis (não vale a pena perder tempo a discutir qual a pior), o problema é de sempre: impunidade. Se eu passar numa zona de radares e souber que eles estão desligados ou só disparam a 200 Km/h, para quê tirar o pé do acelerador? A solução passa por identificar e retirar do cesto, uma a uma, as maças podres. Quem não sabe comportar-se, pura e simplesmente, deve ser banido de recintos desportivos, com penas exemplares e tanto maiores quanto a gravidade dos actos praticados (irradiação se for preciso, sem misericórdia).
Mas isto aconteceu a quantos? Nos tribunais, a coisa costuma ficar-se por multas e penas leves, que se juntam à complacência dos clubes. O que devia ser excepção, é regra. Veja-se o caso recente na Alemanha, em que 88 adeptos do Dortmund foram impedidos de entrar em estádios durante um mínimo de quatro meses até dois anos. E da próxima será pior. Em Portugal as leis também existem, basta que sejam aplicadas com coragem e mão pesada, como estes tempos exigem. O problema, neste caso e em tantos outros do nosso futebol, é que continuamos a tentar comer a sopa com um garfo. 
Boa sorte."

Gonçalo Guimarães, in A Bola