Últimas indefectivações

domingo, 12 de junho de 2016

Renato Sanches é para já

"Renato Sanches não tem estatuto de titular na Selecção e ficou claro, nos últimos três jogos de preparação, que Fernando Santos não conta com ele para entrar de início no onze de Portugal. Mas também ficou claro que há uma equipa a jogar com o médio de 18 anos contratado pelo Bayern Munique e outra, de futebol mais lateralizado, lento e de menor tracção, sem ele.
Viu-se Portugal a melhorar bastante frente à Noruega, quando Adrien tomou o lugar de João Moutinho. A fluidez do jogo aumentou e a equipa tornou-se mais clara nas suas intenções, mas a chegada aos famosos 'últimos 30 metros' em aceleração só aconteceu quando o médio ex-Benfica esteve em campo.
O único jogador, a par do CR7, que Matthaus aprecia na Selecção Nacional gozou de uma vantagem: quando entrou o jogo já estava distendido, aberto, marcado pelas muitas alterações introduzidas pelos seleccionadores; faltou avaliá-lo enquanto titular, com as duas equipas compactas e o jogo mais fechado. Mas mesmo assim, face às opções disponíveis e ao momento de forma de cada uma delas, Fernando Santos já tirou as suas conclusões e quando em causa está entrar num Europeu para ganhar, apesar da história respeitável de cada um e dos bonitos currículos, os estatutos são para esquecer, em nome do interesse colectivo. A verdade é que Portugal joga melhor com Renato Sanches.
Menos problemática será a decisão do seleccionador em substituir Nani por Quaresma na frente do ataque. RQ7 está melhor e tal evidência resulta muito do trabalho que Fernando Santos fez na recuperação de um génio a precisar de confiança. Com os melhores em cada lugar, Portugal pode ganhar."

Complicado...

Sporting 3 - 0 Benfica
(1-0)

Esperava um mau resultado, mas não esperava sofrer 3 golos em reposições de bola!!! O Benfica o ano passado, nos jogos equilibrados fez muitas vezes a diferença nas 'bolas paradas', este ano nem aí conseguimos ter superioridade... e neste caso, é uma questão de concentração!
No resto até chegámos ao intervalo com mais remates, mais remates à baliza... mas eficácia nula! A diferença foram mesmo as reposições de bola!

A revalidação do título, nas actuais circunstâncias, é quase impossível... Só um Benfica muito superior ao Sporting, poderá ser Campeão, e com o super-investimento feito este ano (e já prometido para o ano) pelos Lagartos (um clube insolvente recorde-se...), será muito complicado...

PS1: Realizou-se este fim-de-semana o 1.º SL Benfica Athelitics Meeting, em Lisboa. Excelente ideia, espero que seja para continuar, de preferência com mais atletas internacionais. O principal objectivo eram os mínimos Olímpicos, para alguns atletas, mas mesmo sem o passaporte para o Rio, deu para bater alguns recordes pessoais...
Lisboa merecia um grande Meeting de Atletismo, mas a fraca adesão do público torna isso praticamente impossível, por isso é que nunca teremos um grande Campeonato de Atletismo no nosso solo, é pena...!!!
Nota pelo boicote efectuado pela Direcção do SCP ao Meeting. Numa altura onde todos procuram minimos, esta atitude, é só mais um exemplo do tremendo atraso mental que a Direcção do SCP enferma...!!!
Por isso, até é normal, no Futsal, durante 90% do tempo ouvirem-se cânticos ofensivos e só em 10% do tempo é que apoiaram a 'sua' equipa... isto para gáudio da RTP!!!

PS2: Estou com pouco tempo, além disso o Record decidiu fazer uma entrevista ao Presidente 'gigante', com muitas páginas!!! Sendo assim em vez da habitual transcrição, deixo aqui os Links para o Record de Sábado e o de Domingo!

Dois futebóis

"Em França já há bola a rolar, enquanto por cá se joga nos gabinetes uma guerra para tentar que ninguém se magoe.

É de um campeonato da Europa, mais até do que de um Mundial, que se pode esperar por futebol de excelência, embora o alargamento do número de equipas, em estreia nesta edição, seja uma pequena traição à chancela de qualidade que tem marcado a generalidade dos Europeus, cujos participantes na fase final eram passados por crivo de malha apertada. Teremos de esperar para ver se a prevalência do negócio lesou muito ou pouco a componente que já foi a mais importante. O primeiro impacto foi animador. A prova arrancou com um só jogo e já vimos um golaço candidato a melhor da prova. Enquanto em França tentam cativar o mundo com o futebol dos relvados, por cá continuam as tramas que são especialidade da casa: as batalhas do futebol de gabinete.
O anunciado recurso do Belenenses ao processo que recolocou o Gil Vicente na I Liga, pondo a decisão em causa, terá o verdadeiro objectivo escondido por detrás do barulho mediático da ameaça pura e dura de virar tudo do avesso. Depois de a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga terem decidido não recorrer e dar cumprimento imediato à sentença do tribunal, a discussão evoluiu para o patamar das consequências públicas: necessidade de alargar o campeonato principal e discutir a fórmula para o fazer. Do que não se falou foi das consequências particulares, daquelas de que António Fiusa fala a toda a hora e que podem incluir vários tipos de reparação. A paz estará dependente da diplomacia de Fernando Gomes e Pedro Proença. Terão de conseguir um compromisso do qual ninguém saia escaldado. E não será fácil."

Oito mil milhões

"Oito mil milhões de telespectadores será, acredita-se, a audiência total deste Europeu que na passada sexta feira, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, arrancou em Paris. No próximo mês dez estádios de França acolherão cinquenta e um jogos. E, no final, também em Paris, decerto com um Estádio esgotado, terão sido cerca de oitocentos mil espectadores a terem o privilégio de assistir, ao vivo, os jogos das vinte e quatro selecções apuradas para esta edição de uma prova que, nascida em 1960, vem ganhando crescente atenção e atractividade desportiva global. Daí que a prevista audiência global seja quase que equivalente à actual população deste nosso planeta. O que significa que o futebol se universalizou, conquistou milhões de adeptos e suscita múltiplas paixões. Recordo bem o Europeu de França de 1984. Acompanhei a nossa selecção em França. E o nosso primeiro jogo face à então República Federal da Alemanha - capitaneada por Rummmenigge, o atual principal responsável do Bayern de Munique e, logo, um do artífices da transferência de Renato Sanches! - terminou com um empate a zero. Depois conheci bem Marselha. Lá empatámos com a Espanha. E lá, num sábado, perdemos nas meias-finais, e no prolongamento, frente à França com o golo derradeiro a ser marcado, mesmo no último minuto, por Platini! E foi, nesse Europeu, como recordei anos mais tarde em fraternos convívios e em recordações desportivas que a minha memória jamais apagará, que vi jogar pela Roménia o meu querido amigo Lazlo Boloni - campeão no Sporting - no jogo em que, em Nantes, vencemos a Roménia com um golo, já no final do jogo, do Nené. Não esqueço esse Europeu. Foi o meu primeiro grande momento de acompanhamento da nossa seleção. Só não marquei presença, ao vivo, no Mundial do México e no Mundial da Coreia e do Japão. Em todas as outras competições cantei, com fervor, o hino nacional, abracei quem se sentava a meu lado quando Portugal marcava um golo, sofria quanto a bola entrava na nossa baliza, partilhava a alegria irradiante antes dos jogos, sorria ainda com o meu bigode e com muito mais cabelo no final e, nas horas que antecediam as partidas, sentia nas praças das cidades que nos recebiam as nossas comunhão e identidade como Povo que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa tão bem expressou no seu discurso do 10 de Junho no emblemático Terreiro do Paço. Nesses momentos percebi que, tal como a selecção desse tempo - em que só Vítor Damas, José Carlos e Jordão não pertenciam ao Benfica e ao Futebol Clube do Porto - os clubes ficavam, à porta dos momentos, digo sublimes, de representação da camisola, sempre de cores diferentes, das quinas. Percebi, desde logo com o saudoso Senhor Fernando Cabrita, que a selecção em França se uniu. E, depois, Toni e José Augusto, também membros da equipa técnica - a par do também saudoso Senhor António Morais - ajudaram-me a perceber que nos relvado não havia cores de clubes. Havia a vontade de vencer! Havia um espírito de conquista. Que tão bem me foi retratado, em diferentes momentos de vida, pelo Diamantino e pelo Álvaro, pelo Veloso e pelo Carlos Manuel, entre outros. Sem esquecer a alegria do saudoso Manuel Bento a recordar algumas das suas fantásticas defesas e de não esquecer que o portista João Pinto integrou, nessa competição, e para a UEFA, o onze do Europeu. Mérito igualmente conquistado por Luís Figo no Europeu de 2000, por Ricardo Carvalho no de 2004, por Fábio Coentrão no de Europeu 2012 e, naturalmente, por Cristiano Ronaldo nos Europeus de 2004 e de 2012! Depois de amanhã frente à estreante Islândia iniciamos um novo percurso num Europeu de futebol. Com legítima ambição. Mas tendo presente as palavras que escutei, num canal televisivo, a uma sorridente emigrante ao proclamar que Portugal é a «minha raiz e a minha paixão»! Sim: o futebol, a nossa selecção e os nossos jogadores - por excelência nos últimos tempos Cristiano Ronaldo e, também os nossos principais clubes - motivam orgulho. O futebol ajudou, e muito, a nascer, em muitos lugares, e particularmente em França, uma nova geração descomplexada. Geração que vai para a escola com a camisola da nossa selecção e busca o corte de cabelo ou o penteado equivalente a alguns dos nossos grandes jogadores. E sabendo nós, agora, que a mãe do avançado de França - e do Atlético - Griezmann é portuguesa e o seu Avô jogou no Paços de Ferreira. É neste ambiente que vamos arrancar face à Islândia. Trinta e dois anos depois espero regressar a Marselha, palco de uma meia final. E espero que a 10 de Julho esteja sentado, perto das oito da noite, no Estádio Saint-Denis. E esteja a cantar o hino nacional. Com fé e fervor. E sabendo que esta equipa dirigente da Federação, esta equipa técnica e estes jogadores tudo farão, a cada minuto, para levar bem longe o nome de Portugal. Para sua glória e nosso orgulho. O mesmo, aliás, que, testemunho, leva a nossa respeitada e competente Embaixadora na Noruega e na Islândia, Clara Nunes dos Santos, a ser admirada pelas e pelos seus pares. E o mesmo que sentimos, qualquer que seja a nossa cor ou ideologia, com a presença, bem mais que simbólica, dos nossos Presidente da República e Primeiro Ministro em França nestes dias. E é esta medida de orgulho que, estou certo, Ronaldo e os seus vinte e dois companheiros nos vão proporcionar. Agora, em 2016, em que, ao contrário de 1984, já não tenho bigode, que quase não tenho cabelo, em que os que restam são, em maioria brancos, e sou, de verdade, um verdadeiro Pai com mel - logo Avô - de três lindos rapazes. E, assim com esta minha memória vai um tempo de vida. Desta nossa vida. Em que o futebol tem espaço. O seu espaço! E que, em audiência total, nos pode levar ao oito mil milhões de telespectadores deste Europeu de França! Impressionante!"

Fernando Seara, in A Bola

A morosidade da justiça

"Por sugestão de um leitor, abordamos um tema clássico mas sempre actual. Casos recentes retomam um problema que não é, contudo, exclusivo da justiça desportiva: a sua excessiva morosidade. Comenta o leitor que o recurso das decisões para os Tribunais Estaduais permite uma alteração de decisões tomadas por quem mais se encontra habilitado a decidir (os órgãos federativos) e contribuir para uma maior lentidão.
Há uma crucial diferença entre o esquema de recursos de actos das instâncias jurisdicionais desportivas existente antes da entrada em vigor da Lei do TAD em Outubro de 2015, e aquela que existe actualmente. Anteriormente, dos actos das instâncias desportivas cabia recurso para os Tribunais Administrativos, excepto quanto às questões estritamente desportivas que deviam manter-se no âmbito federativo. Estão ainda pendentes muitos processos judiciais nos Tribunais Administrativos, intentados antes da entrada em vigor da Lei do TAD. Como se sabe, os Tribunais Administrativos têm uma sobrecarga de processos pelo que inevitavelmente a justiça tarda.
Actualmente, tais recursos são apresentados junto do TAD, um tribunal arbitral pensado para o desporto. Os litígios desportivos são agora decididos por árbitros criteriosamente escolhidos, os prazos processuais são bastante curtos e prevê-se uma maior celeridade, mesmo se as partes recorrerem da decisão arbitral para os Tribunais Estaduais.
O futuro dirá se a pretendida alteração do registo clássico da resolução de litígios desportivos colherá os frutos da celeridade."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Benfiquismo (CXXXII)

Os resistentes...!!!

sábado, 11 de junho de 2016

A época ainda não acabou!

Benfica 7 - 9 Oliveirense

É preciso mudar o chip para a Taça de Portugal, esta descompressão pós-título Europeu e Bicampeonato, é perigosa, muito perigosa, porque isto de mudar o chip, nem sempre resulta... É verdade que o Pedro Henriques, não é a mesma coisa que o Trabal, mas sofrer 9 golos em casa, é prova que a equipa está a defender mal...

Bom demais para ser verdade

"Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo apareceram inspirados no joguinho com a Estónia. O resultado foi volumoso e abrilhantado com golos do mais fino recorte empolgando o público e a generalidade da imprensa que não perdeu tempo a concluir que "este ano é que é". E seria um feito notável visto que nunca a nossa Selecção principal conquistou um troféu deste quilate.
No dia seguinte as estações de televisão transmitiram a partida da Selecção e ouviu-se muito repórter consternado com a "falta de adesão" do público que era suposto comparecer patrioticamente no aeroporto e que não compareceu por uma questão de bom senso e, certamente, por ter mais que fazer. Quando está a Selecção em causa repete-se um fenómeno curioso. Libertos das amarras da isenção a que estão obrigados, os jornalistas perdem as estribeiras transformando-se em adeptos mais desaustinados do que os adeptos propriamente ditos que, por sua vez, vestem a pele de analistas fleumáticos dos acontecimentos dando tréguas à clubite que a todos infeta sem limitações éticas durante o ano inteiro.
Friamente analisado, o desempenho da Selecção foi bom demais para ser verdade. Não esquecendo também o perigo de se terem gasto os golos todos que nos estavam reservados para este Junho. Pelo que viu, para além das camisolas 1 e 7 que estão entregues, teremos ainda mais três titulares indiscutíveis: João Mário, Renato Sanches e Ricardo Quaresma. Quanto aos outros, Fernando Santos que decida pelo bem geral e sem que ninguém se aborreça. E que a fleuma da nação triunfe sobre o histerismo da comunicação que já cansa e isto mal começou."

Benfiquismo (CXXXI)

Nas Antas...

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Juvenis - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 1 Corruptos
Embalo(2), Dju


Sem os 'juniores' Zé Gomes e Jota, foi o 'iniciado' Umaro Embalo, a decidir o jogo!!!
Bom jogo do Benfica, talvez o melhor que vi este ano da equipa de Juvenis... com os sectores mais compactos!
Além do Embalo, são vários os jogadores que se destacam nesta equipa, além dos mais 'conhecidos'... destaco o João Félix: muita personalidade com a bola...

Só uma nota: o Gedson tem que jogar no meio-campo, até porque temos 2 defesas-direitos de raiz que tomam conta do assunto!

Com 7 pontos no final da 1.ª volta, estamos na frente, e com vantagem sobre os nossos adversários, vencer em Braga e vencer o Sporting no Seixal deverá ser suficiente... para celebrar o título!!!

PS: Parabéns para os Iniciados B, que se sagraram hoje Tricampeões Distritais!!! O Benfica continua a dominar os escalões mais 'baixos'...

É inevitável vender

"Sempre que é alienado o passe de um atleta querido pelos adeptos, logo é evocada a inevitabilidade dessa operação. Na larga maioria dos casos é, de facto, inevitável recusar ofertas de "tubarões" do futebol europeu, não só pela necessidade do clube de obtenção de receitas elevadas, mas também pela vontade dos jogadores: Os que são transferidos, porque passarão a auferir ordenados mais elevados; E os que permanecem, pois, caso se entendesse cobrir as ofertas salariais de outros emblemas de forma a evitar a saída dos jogadores mais assediados, os restantes exigiriam maiores contrapartidas, as quais, de forma a manter o necessário equilíbrio no plantel, teriam que ser atendidas. Esta é uma questão estrutural do futebol português, que dificilmente será solucionada. Os principais clubes nacionais terão que continuar a notabilizar-se pela formação e scouting, servindo de tubos de ensaio de jogadores de nível europeu.
No contexto actual, só o Benfica, pela capacidade de captação de receitas operacionais, poderá contrariar este fado. Para tal necessitará de preservar a tendência de crescimento da facturação e a competência na formação e scouting, além de mitigar o constrangimento que o passivo oneroso representa. A revitalização desportiva e financeira da Benfica, SAD, alavancada em capitais alheios, desde o ano 2000, assim o determinou, reflectindo-se, no presente, em custos financeiros pesados. A SAD benfiquista tem meios para reduzir drasticamente os custos financeiros, mas não o poderá fazer no imediato porque perderia competitividade no curto prazo. A redução suave do passivo é o caminho certo, o tricampeonato assim o demonstra."

João Tomaz, in O Benfica

Modalidades

"A gloriosa saga do ecletismo encarnado de 2015 era difícil de repetir. Então, só o Andebol escapara ao pleno dos campeonatos nacionais entre as modalidades mais significativas. Foi o melhor ano de sempre a este nível. Em 2016, se Futebol e Hóquei repetiram o título (no caso do Hóquei acompanhado de brilhante conquista europeia), e se Futsal e Atletismo mantêm em aberto essa possibilidade, Basquetebol, Andebol e Voleibol falharam o principal objectivo - pese embora a conquista de Taças e Supertaças.
Os casos são diferentes, bem como o contexto e as expectativas que rodeavam cada uma das equipas. Se a de Andebol era, à partida, a menos favorita, a forma como deixou fugir o campeonato acabou por ser, porventura, a mais dolorosa.
O meu grau de benfiquismo não me permite aceitar com naturalidade derrotas como a do último Sábado, quando, com quatro golos de vantagem a pouco mais de três minutos do fim, o título estava no bolso. A não repetir. Também o Basquetebol desiludiu. O Benfica era o grande favorito à conquista do penta. Mantinha a estrutura e reforçara-se com nomes sonantes. Mas durante os play-offs percebeu-se que as coisas iriam correr mal. Jogámos pouco. As sete (!) derrotas com o FC Porto obrigam necessariamente à reflexão.
O Voleibol foi, sobretudo, infeliz. Perdeu no último set da última partida, depois de 24 vitórias em 25 jogos até chegar à final. Creio que nesta modalidade recuperaremos o título rapidamente. De Futsal falarei no fim do campeonato. E o Hóquei, pela estrondosa época que fez (ainda falta a Taça). merece um texto inteiro, assim que a oportunidade espreitar."

Luís Fialho, in O Benfica

A verdadeira siuação patrimonial do Sporting

"Com que então são os outros que estão em falência técnica, sendo certo que o conceito de falência técnica já foi por mim explicado dezenas de vezes, mas é verdade que "quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita"! Neste caso "burro velho não aprende línguas"!
Vejamos o célebre relatório do 3.º trimestre da Sporting SAD na - que em bom da verdade é apenas um relatório trimestral, assim como que, punçado de alguns membros.
Ora, ou preciso de óculos ou o capital próprio é negativo em 10.133 milhões de €.
Depois, se tirarmos as tais Vmoc's que são de 127,925 milhões de €, ficariamos com 138 milhões negativos! É que as Vmoc's estão mesmo a dar jeitinho para compor o valor do capital próprio que mesmo com Vmoc's ainda é negativo!
Sendo de 138 milhões de €, nem sequer é falência técnica - é insolvência purinha, como água cristalina! (...).
Depois o que é ainda mais extraordinário - foi ventilado aos sete ventos (seria sete Mares se fossem os Sétima Legião), que a Sporting SAD teve lucro de 1 milhão. Ouvimos amiúde estas declarações da boca do Digníssimo presidente do Sporting.
Mas não está correcto numa perspectiva ética. E porquê? Porque logo a seguir foi escrito no Relatório da Sporting SAD, que "... os resultados dos primeiros nove meses do exercício são negativos em 17,106 milhares de euros!
Palavras para quê?! É um artista Português, como dizia o outro. Mas mais: O que o Sporting devia informar os seus accionistas era disto (...).

As Marchas Populares
As Marchas Populares de Lisboa remontam a 1932, sendo uma das mais antigas e crescentes tradições da cidade de Lisboa (às marchas, "juntaram-se" em 1958, os Casamentos de Santo António).
A minha avó materna trabalhou vários anos na Cordoaria Nacional, onde ajudava a tecer as fardas dos marinheiros. As mesmas fardas que por vezes foram utilizadas como adornos dos marchantes.
As marchas populares não são um exclusivo de Lisboa.
Também em Setúbal e em muitos outros pontos do País, a tradição das Marchas Populares tem forte expressão, agregando colectividades de toda a cidade e arredores. No entanto, cada marcha tem a sua peculiaridade.
Muitas vezes confundem-se marchas populares com "tangas populares".
Aproveitando as modernas políticas de controlo de massas, consegue-se manobrar as vontades exteriores em proveito próprio. Só que o resultado pode ser igual ao daquele Rei que caminhava nu e apenas uma criança reparou em tal facto.
O contraste entre a psicologia individual e a psicologia social ou de grupo, não é assim tão nítido.
É verdade que a psicologia individual diz respeito ao homem individual e explora os caminhos pelos quais ele busca encontrar satisfação para seus impulsos institucionais; no entanto, só por excepção, a psicologia individual se acha em posição de desprezar as relações desse indivíduo com os outros. Algo mais está invariavelmente envolvido na vida mental do indivíduo, como um modelo, um objecto, um auxiliar, um oponente, de maneira que, desde o começo, a psicologia individual, nesse sentido ampliado mas inteiramente justificável das palavras, é, ao mesmo tempo, também psicologia social. É o apologismo da máxima da exploração das ideias e emoções dos outros, pelo uso das palavras de forma sinfónica, mas que dissecadas, não correspondem a nenhuma realidade.
Ao fim e ao cabo, é mais uma marcha popular - a de Alvalade!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Velhos tiques

"A Liga é contra a liberdade de expressão. A frase, nua e crua, pode parecer excessiva. Talvez seja, mas todos os que não gostam de mordaças estarão assombrados com a decisão que saiu da última AG: o «aumento de forma muito clara das sanções» a agentes e comentadores ligados «directa ou indirectamente» a clubes e «que ponham em causa a imagem do futebol».
Isto é: goste-se mais ou menos de algo, saiba-se mais ou menos sobre os bastidores ou tenha-se opinião mais ou menos favorável sobre um tema, a Liga já decidiu: se puser em causa a «boa (?) imagem», haverá punição severa.
Vamos lá ver... Além de ser completamente inconstitucional, desde quando é que associações privadas têm autoridade para sancionar acções de pessoas que não são suas associadas? Como dizia ontem um amigo, «isto é o mesmo que a minha associação de condomínio querer multar as pessoas da rua de cima por dizerem que o meu prédio é feio».
Que a Liga fale de «agentes desportivos» é uma coisa; agora, os «indirectamente ligados a um clube» são quem? Infelizmente, há coisas feias no futebol. Continuam a existir e tão cedo não serão arredadas. Veja-se os escândalos na FIFA, ou os casos das apostas, do tráfico de jogadores, dos fundos, etc, etc. São situações tristes, feias, sujas e que mancham o futebol, quer a Liga queira, quer não; quer goste, quer não. E, naturalmente, continuará a ser obrigação de todos os que gostam deste desporto denunciá-las, falar delas, comentá-las até à exaustão. Para que os que mandam no futebol (federações, ligas, clubes) possam, esses sim, fazer uso do seu poder para modificarem a má imagem. Tapar o sol com uma peneira, amordaçar ou atirar o lixo para debaixo do tapete, fingindo que tudo é belo e radiante, nada resolverá... E se se sentirem ofendidos com opiniões têm um bom remédio e este é constitucional: recorrer aos tribunais em defesa do seu bom nome ou honra. Tudo o resto são tiques com mais de 40 anos que ninguém deseja ver de volta."

João Pimpim, in A Bola

Benfiquismo (CXXX)

Classe...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nem sempre ganhou quem quis... mas nunca ninguém ganhou sem querer!!!

"Fernando Gomes foi corajoso ao escolher Fernando Santos, e o seleccionador é o homem certo no lugar certo para Portugal

Em Outubro do ano passado, neste mesmo espaço semanal, deixei cinco elogios a três sócios do Benfica, um sócio do Porto e um do Sporting.
Neles, estavam incluídas duas pessoas que, hoje, e sobretudo com o aproximar do Campeonato Europeu, faço questão de voltar a elogiar, por diferentes motivos, mas com um fim comum: Fernando Gomes e Fernando Santos. Dois homens, que além possuírem a ambição necessária às nossas obrigatórias aspirações, querem - tanto quanto cada um dos portugueses - ganhar. Um, com um projecto com ambição, e outro, com a ambição como projecto! 

Fernando Gomes... um projecto com ambição
Fernando Gomes foi reeleito, no passado dia 4, para um novo mandato enquanto presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), até 2020, tendo tomado posse na passada terça feira (... nada é por acaso... ).
Curiosamente, ao contrário do que aconteceu nas eleições anteriores, neste ato eleitoral Fernando Gomes obteve 70 votos dos 76 delegados que exerceram esse mesmo direito. Desta vez, com apenas uma lista candidata, foram só 6 os votos em branco. Ao invés, em 2011, obteve 46 votos - contra os 36 do outro candidato - ganhando, assim, as eleições pela diferença de... 10 votos apenas.
Foi, por isso, eleito com a dificuldade que só quem acompanhou essa eleição saberá avaliar devidamente. Ainda assim, poder-se-á dizer que, em 2011, Fernando Gomes ganhou as eleições, sendo eleito presidente da FPF, mas deixou o futebol português dividido (quase) em partes iguais. 
Apesar - diga-se, em abono da verdade - de ter, nessa maioria, clubes que acabaram por fazer a diferença. E que diferença essa diferença fez! Aliás, ao longo do seu mandato, várias foram as vezes em que Fernando Gomes arriscou e ganhou, consolidando a sua posição à frente da FPF, ainda que isso lhe custasse alguns reparos.
Decidido a recandidatar-se, apresentou-se praticamente com a mesma equipa, com excepção para criticadas presidências (apenas constato factos) do Conselho de Arbitragem e do Conselho de Disciplina, sobretudo ao longo da época passada.
Independentemente disso, a verdade é que o seu mandato poder-se-á considerar muito positivo. Pelos resultados, mas, também e até, pela coragem com que o fez. Pelo seu rigor, pela imparcialidade, mas também pela audácia em criar um protejo com ambição. Protejo esse composto por ideias claras e definição de objectivos atingíveis. Estou certo que, face a isso, esta tenha sido a reeleição do reconhecimento e da unidade. Fazendo com que, por um lado, a diferença de ideias tenha servido para valorizar a vitória conseguida - então - à tangente e, por outro lado, o seu percurso tenha servido para ser - agora - o candidato do consenso.

Fernando Santos... uma ambição como projecto
tinha  dito, aqui, que Fernando Gomes tinha sido suficientemente audaz ao apostar em Fernando Santos. Fernando Gomes foi extremamente corajoso ao escolher Fernando Santos, por, essencialmente, se tratar de uma aposta de risco, uma vez que se encontrava em vésperas de poder vir a cumprir um castigo muito pesado.
Ainda assim, e convicto da sua escolha, Fernando Gomes teve a capacidade de definir uma estratégia - como o foi fazendo com os diversos assuntos com que se foi deparando ao longo do seu mandato - escolhendo gente competente para defender as suas escolhas.
E a verdade é que... ganhou.
Como com Fernando Santos... um homem com uma ambição, com um projecto. Aliás, um homem que tem uma missão com um projecto. E nisso, está em perfeita sintonia com Fernando Gomes, ainda que tenha tido um percurso contrário. De facto, Fernando Santos é um homem que, não obstante ter passado pelos três maiores clubes portugueses, enquanto treinador, não fez o alarido de muitos outros, falando o seu passado de águas calmas por si.
Também por isso, não levantou problemas na sua designação como seleccionador, tendo recolhido a (quase) unanimidade das opiniões expressas na altura da sua entrada em funções. Mas - face a essa personalidade calma e não conflituosa - foi uma excelente surpresa ter ouvido Fernando Santos afirmar que já está na altura de Portugal ganhar um título numa grande competição. E como tem razão... Até porque... tal como ele e muitos outros... eu penso que isso não é impossível.
Já tivemos muito perto desse acontecimento... mas perdemos, na final, para a Grécia, em 2004... quando ninguém colocou a hipótese de que poderiam ser eles os campeões.
Foi uma boa surpresa Fernando Santos assumir essa postura, de querer ganhar. E estou certo de que irá lutar por isso. Uma postura contra o que costuma ser o tradicional português (invejoso, pequenino, sempre com desculpas, por não atingir o que devia, por ter medo de assumir o que quer). Por isso, só posso elogiar o facto de ser bastante ambicioso. Hoje, com Fernando Santos ao comando da nossa selecção, e com o Europeu mesmo ao virar da esquina, finalmente temos a ambição que devíamos ter sempre! Nada mais que a nossa obrigação! Por cada um de nós, portugueses, mas, sobretudo, por consideração ao valor individual e colectivo da nossa equipa.
Temos o melhor jogador do mundo - ou um dos dois melhores - que é, por maioria de razão, o melhor jogador da Europa. Temos uma equipa experiente, com jogadores de reconhecida qualidade - até pelos clubes onde jogam - ainda que nem todos sejam da mesma galáxia que Cristiano Ronaldo. Por isso, além de assumirmos sem rodeios os nossos legítimos objectivos, temos de estar focados, mais do que nunca, deixando de parte os falatórios, cheio de episódios, que habitualmente emergem, junto da selecção, nestas fases decisivas. E um desses exemplos recentes foi a campanha que fizeram contra Renato Sanches, num claro, injustificável e mesquinho síndrome de clubite. Como se o facto de se ser jovem demais fosse impedimento de alguma coisa...
Quis o destino que fosse Fernando Santos o escolhido para liderar uma equipa de grandes talentos, nesta fase da competição.
E ainda bem que assim é, porque, efectivamente, é o homem certo no lugar certo, o único - neste momento - capaz de gerir essas campanhas, de manter a equipa concentrada, e de... sonhar.
Ou melhor, ambicionar.
E nisso os dois Fernandos, tanto o Gomes como o Santos, são parecidos. Ambos se encontram unidos no projecto... e na ambição!
Para podermos festejar, por Portugal,... no Marquês (se os outros não levarem a mal)."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Modalidades 'play-off' e Illiabum

"1. As modalidades colectivas têm sido injustificadamente marginalizadas pelas televisões em canal aberto. É futebol, futebol e futebol e quase mais nada. A televisão pública ainda transmite o Futsal (parente do futebol), mas quase nada de basquetebol, hóquei, voleibol e andebol. Tudo metido para canais por cabo ou para televisões ligadas a clubes (é o caso do basquetebol). Incompreensível e sobremaneira gravoso sobretudo para os clubes com menos recursos.
2. Com a excepção do hóquei, as modalidades têm um play-off para apurar o campeão depois da fase regular. Tenho muitas dúvidas sobre a justiça deste método, ainda que o compreenda do ponto de vista de esticar a temporada e aumentar a emoção. Este ano, está a verificar-se uma situação quase inédita: o vencedor da fase por pontos não se sagra campeão. Em basquetebol, o Benfica dominou e depois perdeu na final. Em voleibol, o mesmo Benfica superiorizou-se na competição, mas o campeão foi o Fonte Bastardo. No andebol, o crónico campeão Porto ficou pelo caminho, substituído pelo ABC. Só falta saber no futsal: se vence o Sporting, o primeiro na fase regular, ou o Benfica.
3. O clube da minha terra - o Illiabum - sagrou-se campeão da Proliga de basquetebol, depois de assegurada brilhantemente a promoção à Liga principal. Como seu sócio 137 e actual presidente da AG, fiquei muito feliz. A cidade de Ílhavo e a direcção do clube merecem este sucesso. Aliás, na sua história de 73 anos, o Illiabum tem muitas e significativas vitórias em diferentes torneios e escalões e até uma Supertaça derrotando o... Benfica."

Bagão Félix, in A Bola

Arbitragem e arbitrariedades

"Começam a vir a público algumas das acções do antigo Conselho de Arbitragem (CA), e assim vamos também percebendo a reacção dos árbitros ao longo da época, como a sistemática recusa à realização dos obrigatórios testes escritos e físicos (art.º 20º, alínea h do Regulamento de Arbitragem), cujas notas deveriam ter reflexo na classificação final. Mas a fila anda: como justificar também o incumprimento em matéria de designação dos nomes para as insígnias da FIFA, num evidente desrespeito regulamentar (Carlos Xistra nos últimos dois anos, Hugo Miguel na última época...)? Como validar para a classificação as imagens vídeo da empresa contratada pela Liga e haver entretanto jogos em que o sistema, por acaso, até falhou, beneficiando uns e prejudicando outros? Como aceitar que árbitros lesionados sejam reconduzidos sem nota final quando as normas são explícitas e dizem que a falta de elementos de avaliação determina a descida de categoria?... Finalmente, para não atulhar a caixa de críticas, que devem aliás ser estendidas a todo o antigo CA e não apenas a Vítor Pereira, detenhamo-nos nesta realidade tão absurda quanto ilegal, só possível numa casa sem ordem e num futebol de faz de conta(s): do quadro dos 24 árbitros da Liga (sem contar com os assistentes, portanto), só nove foram realmente tratados como profissionais - os internacionais. De facto, este restrito lote, além das verbas tabeladas para cada jogo, e comuns a todo o grupo, recebeu um bónus mensal de três mil euros, suportado pela FPF, a título de compensação pela exclusividade. Não entrando na discussão da chocante falta de paridade, já parece serviço de amador proceder depois à avaliação dos 24 sem a devida equidade, uma vez que uns podem treinar-se diariamente e outros não!... E não canso mais. Mas pergunto: vamos continuar assim?!..."

Paulo Montes, in A Bola

10 porcos e 10 vitelos

"Anda o presidente do Gil Vicente rejubilante com este maná caído do céu, mais concretamente do Tribunal do Círculo Administrativo de Lisboa, que anulou a despromoção do clube, a ponto de prometer um festim, na cidade, de porcos e vitelas e a animação de Quim Barreiros.
Não é caso para menos. Diremos que, no meio desta exuberância pecuária, só falta mesmo a vaca que voa... Mais um caldinho, a atormentar a já débil credibilidade do futebol português, com esta realidade singular: no espaço de três anos, a Liga vai ter de alargar duas vezes o número de clubes na primeira divisão, por via de reversões judiciais, que anularam decisões dos órgãos disciplinares da Federação e da Liga (que, nestes casos, ainda exercia esse poder).
A somar às suspeições decorrentes, do 'fixing' e que já levaram à prisão preventiva de vários arguidos, ressurge agora esta batata quente, que, desde 2006, andava esquecida nas catacumbas do nosso contencioso administrativo.
Bem andou a Federação ao atalhar caminho neste imbróglio, renunciando ao recurso e encarando a questão de frente, mas com um desfecho reputacional e desportivo desastroso; realmente em Portugal acontecem coisas que não há em mais lado nenhum e a Primeira Liga, que não era já um modelo de competitividade, vai ser alargada com um (ou mesmo dois) clubes, que, em rigor, não vão acrescentar nada.
Os mitos urbanos, em que o nosso futebol é pródigo, pululam de histórias de membros de órgãos jurisdicionais, que, sob a capa de uma aparente independência, se prestam a fretes e a jogadas de bastidores. Não quero nem saber, porque, em minha opinião, o problema não é esse.
O problema está na qualidade das pessoas que vêm integrando sucessivamente esses órgãos e que falham, por sistema, em questões fulcrais, quando submetidas ao escrutínio judicial. Logo, há que ter os processos mais bem instruídos, de forma absolutamente transparente e decididos por gente mais capaz e dedicada.
Talleyrand dizia dos Bourbons, que estes nada esqueciam, mas também nada aprendiam. Desde o famoso caso N'Dinga que, nos anos 90, opôs Guimarães e Académica, que esta máxima parece aplicar-se aos órgãos jurisdicionais do nosso associativismo, onde vejo sempre os mesmos nomes, 'pase lo que pase'."

Benfiquismo (CXXIX)

Levantar... e seguir em frente!!!