Últimas indefectivações

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Vitória sofrida...

Física 3 - 6 Benfica

Resultado enganador. Estivemos muito tempo a perder. Vi a coisa preta!!! A Física a vencer por 3-2, teve a oportunidade de fazer o 4-2, com jogadores isolados várias vezes, mas o Trabal resolveu...!!!

Até começamos bem, a dominar completamente o jogo. Só marcámos um golo, na 1.ª parte, mas podíamos e devíamos ter marcado 4 ou 5, tantas foram as oportunidades... e acabou por ser a Física a empatar num 'chouriço'!!!
No 2.º tempo, jogámos pior, continuamos a assumir o jogo, mas criámos menos perigo, e acabou mesmo por ser a Física a passar para a frente, com o 2-1. Carregámos, mas teve que ser o Nicolia a inventar o empate!
Pensei que seria a reviravolta, mas a partir daqui, a equipa desequilibrou-se, demonstrámos demasiada ansiedade pelo terceiro golo, e acabámos por dar muito espaço... e sem surpresas a Física voltou a passar para a frente! Continuámos sôfregos, como já disse, a Física podia ter aumentado a vantagem, mas acabámos por conseguir empatar, com um grande golo do Adroher...
Logo a seguir, num penalty... o Diogo na recarga (provavelmente o jogador mais rápido do Campeonato!!!) meteu o Benfica na frente, e 'matou' o jogo... O Nicolia de Livre Directo (15.ª falta) e o Diogo nos últimos segundos, voltaram a marcar...

É muito importante, não facilitar. Este é um Campeonato de regularidade, e este ano, tanto o Benfica como a Oliveirense parece estarem bem encaminhados, para não perderem pontos!!! As competições Europeias são importantes, mas também podem atrapalhar a preparação destes jogos tradicionalmente difíceis...

Não percebo, a insistência nas bolas paradas no Nicolia! O aproveitamento esta época, tem sido muito baixo... sendo que o Torra, tem falhado muito pouco. Os jogos podem ser decididos nestas situações, não entendo o risco...

O potencial existe, mas temos que o demonstrar...

Slov-Matic 5 - 4 Benfica

Má exibição, mas nada está perdido.
Jogámos demasiado na expectativa, mas mesmo assim fomos melhores: rematámos mais, mas voltámos a falhar demasiados golos... O facto do guarda-redes adversário ter sido o melhor jogador no Pavilhão é um bom indicador do que se passou... E ainda por cima, facilitámos na defesa, algo raro nesta equipa. O próprio Juanjo não esteve bem...
É a primeira derrota do Joel como treinador do Benfica, no tempo regulamentar (e sem expulsões dos 2 guarda-redes!!!). Nos últimos tempos, tivemos alguns problemas físicos em vários jogadores, acabaram por recuperar, mas ainda falta ritmo de jogo, principalmente ao Chaguinha...

O jogo esteve 2-2 durante muito tempo, e quando surgiu o 3-2 para os Eslovacos (num livre que para mim não existiu... minutos antes, já tinham inventado um canto contra o Benfica), perdemos a concentração. Apostámos logo no 5x4, faltavam 6 minutos, mas levámos com mais 2 golos praticamente de seguida... nos últimos segundos, ainda conseguimos reduzir, o que até foi bastante importante, pois a qualificação poderá ficar decidida na diferença de golos!!!

As contas parecem complicadas, mas são simples: se vencermos o Lokomotiv por dois golos de diferença estamos qualificados automaticamente. Se vencermos somente por um golo de diferença, teremos que ficar à espera de uma não vitória do Slov contra o Ekonomac, algo bastante improvável. Portanto a receita é simples, vencer os Ucranianos por 2 golos de diferença. Sendo que os Ucranianos até agora foram a melhor equipa deste mini-torneio. Temos como é óbvio de jogar melhor, mas o potencial existe, um Benfica normal, vencerá...

Râguebi e futebol

"Volto ao Mundial de râguebi. Já aqui escrevi que, embora não dominando certas regras e características deste jogo, me entusiasmei mais com este torneio do que com a overdose de futebol que nos entra pela casa a dentro.
Há dias, li no El País, um excelente texto de autoria de John Carlin, de que aqui transcrevo, com a devida vénia, algumas partes.
Diz o autor: «Depois de ter visto o Mundial de râguebi, o que me aconteceria se o 'disco duro da minha memória' se apagasse e começasse a ver futebol e râguebi pela primeira vez? Para qual dos dois me inclinaria?».
Mais à frente: «O râguebi não é um desporto para loucos. Nem para cobardes. Os jogadores de râguebi sangram, não fingem, e o respeito que têm para com os árbitros e para com os rivais contrasta fortemente com a cultura queixinhas nos campos de futebol. Quando os aficionados do râguebi, são o espelho dos jogadores: menos histéricos e mais generosos na hora de reconhecer os méritos dos adversários».
Chama a atenção de que a própria política não invade o râguebi do mesmo modo que em outros desportos. Exemplifica com o apoio dos ingleses aos Pumas da Argentina na meia-final, em pleno estádio londrino de Twickenham. «Alguém se lembrou das Falklands ou Malvinas?». Em suma - conclui - «provavelmente encantar-me-ia mais pelo râguebi, se tivesse começado do zero. Mas o futebol continua a ser o meu jogo favorito». E refere, curiosamente, uma vantagem sobre o râguebi: «É a de ser fisicamente mais democrático: os atletas baixos e levezinhos tem tantas ou mais possibilidades de triunfar que os grandalhões». E exemplifica com Messi e Maradona."

Bagão Félix, in A Bola

A tripla sanção

"Tripla sanção é, traduzindo de futebolês técnico para linguagem do dia a dia, o que acontece a um jogador que aos 90 minutos de uma partida que a sua equipa está a ganhar por um golo se substitui ao guarda-redes e segura uma bola com a mão dentro da área, de modo a impedir o adversário de empatar: o árbitro assinala grande penalidade, o jogador é expulso e ainda cumpre suspensão no (s) jogo(s) seguinte(s).
Para Gianni Infantino, candidato à FIFA a tripla sanção é - disse-o em entrevista a A BOLA - «a coisa mais absurda do futebol».
Sim, a mais absurda de todas, que isso de haver cláusulas de rescisão de contrato de mil milhões de euros; de miúdos de 15 anos estarem presos a clubes; de haver salários em atraso; de haver corrupção na atribuição de Mundiais; de árbitros não verem bolas dentro de balizas ou verem penalties que mais ninguém viu; de haver petardos e tochas em estádios, tudo isso - e mais algumas coisas - é irrelevante ao pé do enorme problema em que consiste esse crime lesa futebol de o rapaz em causa, só porque faz um penalty que evita o empate, ter de cumprir o castigo de ver ser marcado penalty, ser cumprida a lei com a expulsão e, ainda, suprema injustiça, ficar de castigo no jogo seguinte.
No fundo, o que este homem-que-só-quer-mandar-na-FIFA-se-o-chefe-Platini-não-puder está a dizer-nos é que temos de proteger os batoteiros, porque, coitados, é demais essa coisa do triplo castigo. O que Infantino ainda não explicou é se a suspensão no jogo seguinte valerá caso o guarda-redes defenda o penalty. Ou se um jogador que recebe dois cartões amarelos por faltas a meio campo merece o triplo castigo (faltas, expulsão e suspensão).
Gostava de ouvi-lo dizer, isso sim, que o Futebol não gosta de batoteiros. Mas a actividade que repudia batoteiros chama-se desporto, não alta finança."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Vieira sabe por onde ir

"Gonçalo Guedes apresentou-se ontem na Selecção de Portugal e no período de poucos mais de três meses é o segundo jovem da fornada de talentos, que está ser preparada em temperatura adequada por Rui Vitória, a captar a atenção de Fernando Santos, depois de Nélson Semedo, um miúdo mais adulto do que muitos adultos com anos de experiência, entretanto prejudicado por grave lesão. Dois casos, apenas, que precisam de espaço, como preconiza o treinador, e, principalmente, de tempo para poderem afirmar-se, mas, ao mesmo tempo, dois exemplos significativos sobre o sucesso que se adivinha para o projecto tão grato a Luís Filipe Vieira, de profícuo aproveitamento nas áreas de formação do clube, assegurando-lhe um futuro estável ao nível de natural rotatividade de valores na equipa principal e, em simultâneo, mais interessante rentabilização do investimento feito na academia do Seixal, apetrechada com o que de melhor e mais moderno existe no mercado.
«Este é o rumo, é por aqui que vamos e tenho a certeza de que a médio e longo prazo vamos ser reconhecidos pela opção tomada», declarou Vieira em recente intervenção na visita à casa de Vendas Novas, testemunho do entusiasmo e da convicção que o acompanham nesta etapa que faz parte da terceira fase da gigantesca empreitada que em uma dúzia de anos salvou o Benfica das cinzas, onde ardia sem que alguém lhe acudisse, lhe devolveu a credibilidade e o respeito espezinhados por gestões que o levaram quase à ruína, o apetrechou com complexo desportivo sem igual intramuros, que envaidece o adepto mais exigente, e criou ainda as condições para a águia redescobrir o caminho das conquistas desportivas e reclamar a posse da dimensão europeia brilhantemente alcançada na década de 60.
O presente está a ser construído com a solidez necessária para garantir uma progressão serena, se possível com mais avanços que recuos, de aí o equilíbrio defendido pelo presidente benfiquista, fazendo acompanhar o crescimento dos praticantes mais jovens de referências orientadoras para as suas carreiras e até para as suas vidas, através de harmoniosa coabitação com os símbolos do clube, os quais Vieira teve igualmente o cuidado de proteger e valorizar a propósito de recente polémica em redor de Luisão.
A política para o futebol do Benfica está definida e com ela se pretende reservar lugar no comboio em que viajam alguns dos mais poderosos emblemas do mundo do futebol e contrabalançar o seu menor poder financeiro e também o pouco lucro suscitado por uma Liga de país periférico e de reduzidos proventos com mais competência na descoberta de diamantes e na arte de os lapidar. Não deve haver processo de renovação, porém, no futebol ou em qualquer outra actividade desportiva ou não, que não suscite embaraços e não gere receios ou frustrações, não pelas metas programadas, mas pelo tempo que se demora a lá chegar; e é por causa desta aparente discrepância que poderão germinar focos de descontentamento e de impaciência: de pouca relevância, talvez, mas inevitavelmente perturbadores.
Há um trabalho que deve ser feito no sentido de convencer a família benfiquista de que este é o caminho por que deve seguir-se, embora os benefícios dessa opção apenas surtam efeito a «médio e longo prazo».
É compreensível que assim seja, mas a pressa, apesar de geralmente má conselheira, reflecte incontornável estado de espírito entre os apoiantes que é transversal no universo futebolístico, motivo por que não basta dizer que se está fazer bem, é preciso ir apresentando resultados; motivo por que não basta cantar méritos dos jovens da casa, convém também explicar as inutilidades dos que chegam de fora, como são os casos de Cristante, Djuricic, Taarabt ou Bilal Ould Chich (?), mais as interrogações de Carcela ou Ola John; motivo por que o treinador, cuja capacidade reconheço, não pode fazer o papel de paizinho que tudo perdoa, pois metade do passe de Raúl Jiménez, pelo que se sabe, custou nove milhões. Por favor, Rui Vitória, em face dessa vultuosa despesa, o prazo de validade dele tem de ser, obrigatoriamente, curto. Mais do que o dos iogurtes, como ironizou...
Nota final - Se a coerência cabe no dicionário de Bruno de Carvalho certamente que a esta hora já apresentou queixa escrita, junto do CA da FPF, do árbitro Cosme Machado..."

Fernando Guerra, in A Bola

Mente sã... corpo são

"Pressão para ganhar, resultados combinados, lesões, doping, opções do treinador, problemas familiares, todas estas vicissitudes da profissão e da vida levam a que muitas vezes os jogadores não estejam preparados para superar tantas adversidades e consigam manter o rendimento em campo e o equilíbrio fora dele.
Um estudo recente da FIFPro revela que um em cada quatro jogadores ressente-se da pressão da profissão. A depressão e a ansiedade são dois distúrbios muito sentidos por jogadores de futebol e, de acordo com a investigação, um quarto dos atletas sofre de depressão ou ansiedade, doenças que se manifestam com maior incidência quanto maior for a proximidade do final de carreira. Os resultados do estudo demonstram que 26% dos futebolistas sofre de depressão ou ansiedade e que 19% dos atletas acaba por desenvolver hábitos de excessivo consumo de álcool. Stress (10%), maus hábitos alimentares (26%), tabagismo (7%), esgotamento (5%) e baixos níveis de auto estima (3%) são outros dos grandes problemas que os futebolistas enfrentam.
O SPJF não é indiferente a esta temática e vai apresentar um programa sobre saúde mental que procura ir ao encontro dos jogadores que se debatem com estes problemas. Estamos conscientes da pressão inerente a esta profissão de curta duração e desgaste rápido: os resultados, a pressão dos adeptos, dos agentes, dos investidores, do treinador, a família, o facto de os jogadores não estarem preparados para o pós-carreira, porque muitos deles ainda abandonam muito cedo a escola e não lidam bem com o stress provocado pelo final da carreira. Muitos outros factores podem afectar gravemente a saúde mental dos jogadores, seja a morte de um ente querido, como infelizmente aconteceu com Hugo Vieira, ou uma lesão grave e correspondente afastamento da actividade, como aconteceu com Fábio Faria. E ainda está na nossa memória a morte trágica do guarda-redes Robert Enke.
Neste contexto, o SJPF, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Psicologia no Desporto, vai abordar as questões da saúde mental e do bem-estar do jogador e colocar ao seu dispor instrumentos que ajudem a minimizar e a superar estes problemas. O futebol é um jogo bonito, mas também é um jogo cada vez mais difícil e os jogadores profissionais de futebol não são máquinas, são seres humanos. Pelo jogador, pelo futebol!"

Excelente início...

Ekonomac 0 - 3 Benfica

Foi difícil desbloquear o jogo, mas o golo lá apareceu, já na segunda parte, com 24 minutos. Até aí, tinha sido um jogo, com os Sérvios fechados, com o Benfica a atacar, mas também sem exagerar... A equipa sabia que para derrotar este adversário, era preciso, concentração e paciência... e diria que até tivemos excesso de 'paciência' ou melhor excesso de incapacidade 'matadora', várias foram as oportunidades claras desperdiçadas...
Em teoria este seria o adversário mais difícil, o Ekonomac foi o cabeça-de-série no sorteio, mas com a Ronda de Elite a disputar-se em Brastilava, o Slov-Matic podia ter uma palavra a dizer, mas no outro jogo do dia, o Lokomotiv Kharkiv acabou por vencer... Sendo assim, parece que isto pode ser decidido no último jogo contra os Ucranianos...
Amanhã às 19h jogamos com o Slov-Matic, e na Sexta com o Lokomotiv.

Derrota na Bélgica

Antwerp 84 - 76 Benfica
22-23, 20-13, 18-17, 24-23

Nova derrota, por números que deixam algum sabor amargo, porque com mais um bocadinho, até podiamos ter vencido. Os Belgas venceram todos os jogos, inclusive na Croácia, e estão bem encaminhados para terminar o Grupo em 1.º lugar, mas mesmo assim acabámos por ficar perto... Faltou jogo interior ao Benfica, mas contra uma equipa com 6 Americanos não era fácil... Agora os 55,6% nos lances livres (8 falhados) foram 'sem' adversários' à frente, e foi por 8 que perdemos!!!

Destaque para o regresso do Gentry, mesmo que tenham sido só 3m29s... com o Gentry mais rodado, a história até podia ter sido outra.

Agora, temos dois jogos em casa, que podemos ganhar, mas creio que a qualificação será decidida em Zagreb: com o Radic e o Gentry podemos 'reverter' o resultado da Luz.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

As feridas verdes queimavam como sóis...

"Às cinco horas em ponto da tarde, como escrevia Garcia Lorca, o adversário estava em agonia. Havia um céu claro sobre a Luz desde o momento em que o Benfica começou a destruir o seu rival com uma vitória que não se esquece: 5-1!

Desta vez, se não vos incomodo ou aborreço, faço tenções de recuar ao dia 27 de Dezembro de 1970, ainda a rescender o Natal mas com um solzinho acolhedor a brilhar sobre a Lisboa de então, ainda muito paradinha no tempo, benza-a Deus, mas com outras virtudes que nos deixam saudades não fôssemos nós um povo tão dado a elas... Às saudades, entenda-se.
Era dia de Benfica-Sporting, o povo foi em romaria até à Luz, de bandeirinha e cachecol, buzinas e almofadinhas. os chapéus eram vendidos ao desbarato, daqueles de cartão branco e elástico pendurado, em cone como dos dos chineses que à época não eram os que agora por cá habitam.
Foi de truz!
Para o Benfica, como está bem de ver. Quando ao 'leão', parecia que pisava grude.
Resultado duro: 5-1.
E Damas defendia tudo, até mosquitos. Dizem que foi dele e grande mérito de uma derrota tão escassa. O «Charuto» voava de um lado para o outro parando bolas disparadas a torto e a direito pela esfomeada linha avançada do Benfica.
Fernando Vaz, o treinador 'leonino', decidira-se por marcações homem-a-homem no meio-campo que tinham muito de sonoras mas zero de eficácia: Tomé/Simões - Manaca/Graça.
Soavam no ouvido, sem dúvidas. Foram desgraçadas: igualmente indubitável.
O árbitro era do Porto: Fernando do Leite.
O Benfica jogou com: José Henrique; Malta da Silva, Humberto Coelho, Zeca e Adolfo; Matine e Jaime Graça; Nené, Artur Jorge, Eusébio e Simões.
E o Sporting? Pois bem, entrou assim: Damas; Pedro Gomes, Alexandre Baptista, José Carlos e Hilário; Tomé e Manaca; Nélson Lourenço, Peres e Dinis.
Nos segundo tempo, Marinho substituiu Lourenço e Chico entrou para o lugar de Peres.
Gente fina de uma lado e do outro. Gente finíssima!
Aos 10 minutos já Damas fora Damas uma e outra e outra vez. Mágico Damas de camisola negra, elegante como um gato, tranquilo como um cavalheiro inglês.
Tantas vezes almoçámos e conversámos horas a fio no «Manel Caçador», ali ao Areeiro. E de todas as vezes o ouvi falar do seu ídolo, Carlos Gomes.
Até que o Carlos Gomes também apareceu e as histórias jorraram sobre a mesa com o volume das cataratas do Niagara.
É pena que os protagonistas do Futebol tenham deixado de ser os jogadores. É pena que quem tem tanto para contar tenha sido afastado das páginas dos jornais cada vez mais entregues à indigência.
Não percamos, no entanto, o fio à meada.

As papoilas brilham ao sol!
Sob o sol de Dezembro, as papoilas brilhavam de vermelho vivo.
Eusébio e Artur Jorge estão endiabrados. São os senhores da bola e do jogo.
Tomé rasteira Eusébio dentro da grande área do Sporting, mas o árbitro faz vista grossa, não se compromete.
Quando Eusébio fez o 1-0, pelo rondar dos 18 minutos, já podia muito bem ser o 2-0 ou o 3-0 tal o atarantamento da dupla de centrais sportinguista.

O público delirava. Era um Benfica à Benfica. Terrível, assustador, imparável!
Se Fernando Vaz apostava em marcações individuais - cá atrás José Carlos à coca de Eusébio e o grande Alexandre Baptista à espera de Artur Jorge -, Jimmy Hagan trocou-lhe as voltas com voltinhas sem descanso: Eusébio e Artur Jorge não paravam quedos um segundo e mandavam ás malvas a férrea pretensão dos seus adversários directos. Quem os agarrava? Ou melhor, agarrar até agarravam, mas agarravam mesmo, pelos calções, pelas camisolas, um nunca mais acabar de faltas em lugares perigosos, verdadeiramente decisivos.

Nas pontas do ataque, direita e esquerda. Nené e Simões. Que azougue! Que vertigem!
Tornava-se difícil assistir ao jogo sentado nas velhinhas bancadas de cimento. Toda a gente se levantava a toda a hora, adivinhando golos ou jogadas inesquecíveis.
Meia-hora apenas decorrida, e eis o segundo golo. Por Artur Jorge, simples eficácia a culminar a arte.
Damas está solitário como poucas vezes na sua carreira. Dá a sensação que, por vezes, joga sozinho contra dez furibundos diabos de vermelho vestidos. O outro está lá no fim do campo, posto invejavelmente em sossego, e chamava-se José Henrique.
Entre golos falhados e defesas do «keeper» garboso, chega o Benfica ao 4-0. Por Nené, num remate fulminante, e novamente por Artur Jorge.
A voragem vermelha amansa. A vitória é gorda e não sofre discussão. O ritmo do jogo abranda, a bola serve de recreação, os avançados do campeão parecem satisfeitos.
Mas, de repente, num lance anódino, Humberto Coelho corta a iniciativa do Sporting com a mão dentro da grande área. José Carlos chuta o «penalty» incontroverso. O único remate dos leões até então transforma-se em golo.
Ah! Eis que a inquietação regressa ao peito dos homens das camisolas rubras. Recebem o golpe como uma afronta e atiram-se de novo sobre o seu opositor com sede de vingança. Simões força pelo corredor que alarga à custa de dribles; centra e tudo é simples como uma tarde de sol em pleno Inverno: golo de Artur Jorge.
Minuto último de um jogo único! As almofadas tão atiradas para o relvado como chapéus na glória de toureiro em arena monumental.
Cinco horas em ponto da tarde, como no poema de Lorca.
E as feridas verdes queimavam como sóis..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Nicodependentes

"É um erro confundir resultados com exibições e, ainda mais, ver nas vitórias o espelho de uma equipa organizada e com princípios de jogo enraizados. O Benfica venceu com facilidade um Boavista medíocre mas revelou uma ideia de jogo frágil e assente em rasgos individuais. Continua, por exemplo, a ser preocupante a incapacidade dos dois jogadores de meio-campo para transportar a bola. Já foram testadas várias duplas de centro-campistas e o problema persiste.
Mas não se pense que a raiz do problema está nos dois jogadores do meio-campo. A questão parece-me mais vasta. O que se tem visto é um Benfica crescentemente dependente da capacidade de Nico Gaitán inventar oportunidades de golo. Isto não seria um problema caso a equipa estivesse organizada para fazer sobressair Gaitán e Jonas - os dois jogadores que melhor combinam qualidade com maturidade no Benfica actual. Não parece que seja assim. Como se viu contra o Boavista, com um Jonas menos exuberante fisicamente, Gaitán brilha muito, mas em jogadas individuais capazes de desatar o jogo. Não é a equipa que arrasta Gaitán, é Gaitán que arrasta a equipa.
A Nicodependência podia não ser um problema, mas é, na medida em que é sintoma de uma equipa com poucas ideias no jogo atacante. Mais, o facto de o Benfica desta época ter menos qualidade individual exigiria que os processos colectivos fossem mais sólidos do que no passado. Num ano em que tem sido feita uma aposta sistemática e notável em jovens talentos, esta exigência é acrescida. Resolver este bloqueio continua a ser o principal desafio de Rui Vitória."

FIFA grotesca

"1. Em vez de fomentar e zelar pelo futebol, como é sua indeclinável obrigação, a FIFA (já profundamente abalada pelos escândalos de que a sua cúpula é acusada) destrói-o. E essa é uma culpa de que nenhum tribunal se ocupa, embora abundem as queixas dos clubes que, em vez de serem por ela tutelados, são explorados. Já não bastam os calendários pejados de jogos, alguns destes separados por apenas três ou até dois dias, para vir ainda esse organismo estabelecer datas exclusivas para a disputa de jogos ditos amigáveis entre as selecções. Daqui resultam quase sempre conflitos insanáveis: por um lado, porque os clubes ficam por vezes privados por semanas inteiras dos seus melhores atletas e, por outro, porque os viram partir em perfeitas condições físicas e regressar lesionados ou mesmo de muletas. Bem sei que, no caso português, isso só acontece porque a Liga e a Federação sofrem de estrabismo crónico e assobiam para o ar quando se lhes diz e se lhes mostra que o país não tem condições económicas mínimas para sustentar dignamente mais do que 12 ou, no máximo, 14 clubes na I Liga. Vejam o que aconteceu às quatro equipas que participaram na Liga Europa com excepção do Sporting de Braga?
2. Continuando no âmbito da FIFA, acrescente-se que os critérios adopta dos para determinar o ranking de cada país são tão abstrusos que acabam por não ter nenhuma aderência com a realidade. Daí não viria nenhum mal ao mundo se, depois na prática, isso não fosse seriamente lesivo nos sorteios para os campeonatos da Europa e do Mundo. Quem, por exemplo, pode compreender que a Argentina que não vence um Campeonato do Mundo desde 1986 (29 anos!) nem uma Copa América desde 1993 (22) lidere esse mesmo ranking? E que a Alemanha, campeã mundial em título, seja terceira atrás da Bélgica, apesar dos resultados por esta ultimamente obtidos e da revelação de novos talentos? À frente, portanto, de Espanha, Itália e Portugal? Simplesmente, grotesco!"

Manuel Martins de Sá, in A Bola

A tempestade que varre a Rússia

"O relatório da comissão independente da agência mundial antidopagem (AMA) é arrepiante. Ele incrimina uma teia aparentemente global de atletas, treinadores, dirigentes, médicos e técnicos de laboratórios russos acusando-a do uso do doping como prática regular, dentro do que consideram ser um género de «cultura de estado» que propõe o sucesso desportivo a qualquer preço. Em função da dureza e da expressão deste relatório, a Agência Mundial Antidopagem recomenda à Federação Internacional de Atletismo que suspenda o atletismo russo de toda a competição internacional, incluindo os próximos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
A Federação internacional, liderada pelo britânico, e antigo campeão olímpico, Sebastian Coe já reagiu e, perante a extrema gravidade das acusações, parece admitir seguir a proposta da Agência antidopagem, mas, para já, pede algum tempo para digerir toda a informação e compreender todos os detalhes. Um responsável pelo laboratório russo antidopagem limitou-se, entretanto, a fazer uma declaração pública, referindo que as acusações carecem de prova e o ministro russo do desporto, Vitali Moutko, lembra, apenas, que a AMA não tem poderes para suspender o atletismo russo de todas as provas internacionais. 
Como se percebe, é toda uma tempestade que se abate sobre o atletismo russo, que poderá ficar fora da participação nos Jogos do Rio. E pior ainda: perante a convicção da Agência Mundial Antidopagem, de que se trata de uma «cultura de estado» para o desporto, dificilmente se admitirá que apenas o atletismo russo esteja viciado."

Vítor Serpa, in A Bola

Uma mascote de carne e osso

"A conquista do Bicampeonato europeu de futebol sob a égide de uma ursídea mascote.

A 28 de Abril de 1962, a equipa de honra do Benfica levantou voo em direcção à conquista de mais uma final europeia. De Portugal levou na bagagem 'o bacalhau (...), o azeite (...) e o vinho'. Da Holanda trouxe, dias depois, o título de bicampeão europeu de futebol e, claro a taça. Mas não só...
Após aterrarem em Amesterdão, seguiram viagem para Wageningen, onde ficaram instalados até ao grande jogo. A recepção holandesa não podia ser mais calorosa, afinal 'chegavam os campeões europeus'.
Os primeiros dias foram passados entre treinos e '«passeios higiénicos», depois das refeições', a desfrutar do sossego e da paisagem que o hotel, num local isolado 'à beira do Reno', proporcionava. Mas eis que chega a manhã do dia 1 de Maio e, com ela, um novo hóspede: um urso! Sim, um urso! O Jardim Zoológico de Rhenen ofereceu ao Benfica 'um urso - pequeno, é certo, mas... de carne e osso!... Para mascote...'.
No dia seguinte, o grande dia, o novo membro da equipa não faltou: 'Dávamos o primeiro «grande passo» para a «hora H» e... levámos connosco o pequeno urso'. No Estádio Olímpico de Amesterdão, a equipa 'encarnada' venceu, por 5-3, o Real Madrid e 'pela segunda vez consecutiva o Sport Lisboa e Benfica trouxe para Portugal o título de Campeão dos Campeões dos países da Europa'. O pequeno animal ganhou assim uma 'ligação simbólica com a grande vitória do Benfica sobre o Real Madrid' e acompanhou a comitiva no regresso a casa.
Na chegada a Lisboa levantou-se 'a mais viva curiosidade pela presença tão simpática do ursinho (...) que se tornou mascote popularíssima'. Nem à volta de honra ao Estádio da Luz faltou: 'Entre os jogadores (...) lá ia o ursinho castanho que se transformou em «vedeta» de um dia para o outro'. '- O Urso? Onde está o Urso?' era o que mais se ouvia.
Nesse ano, o urso Benfica, como foi baptizado, foi o grande atractivo do Pavilhão do Clube na Feira Popular onde, todas as noites estava 'em franco convívio com os benfiquistas'. Mas o pequeno ursinho holandês 'cresceu - como tudo o que é vivo' e foi entregue aos cuidados do Jardim Zoológico de Lisboa.
No Museu Benfica - Cosme Damião, na área 12. Honrar o país, encontra exposto um outro símbolo dessa conquista, a Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961/62."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Lixívia 10 (Benfica e Corruptos -1 jogo)

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 18 (-5) = 23
Sporting......... 26 (+5) = 21
Corruptos....... 21 (+2) = 19

Sinceramente não sei o que é mais impressionante: a placagem à NFL do Naldo não ter dado penalty, ou o facto inacreditável de a maioria dos ex-árbitros com colunas de opinião dos merdia, ter defendido que não houve penalty?!!!!
O nível da porca vergonha atingiu este fim-de-semana níveis estratosféricos!!! É preciso ser mesmo muito desonesto intelectualmente para defender que aquilo não é penalty. Tanto no Rugby como no Futebol Americano, aquele tipo de faltas, sobre um jogador sem bola, próximo de marcar golo/ensaio/touchdwon dá falta e no caso Rugby exclusão!!!! Para os expert's, após terem visto todas as repetições que quiseram, chegar à conclusão que não houve infracção, só pode ser uma má piada, que nem o corporativismo cego explica.

Agora, imaginem um sistema de video-árbitro, com estes filhos-da-puta como vídeo-árbitros?!!!

Como já tenho pouca paciências para estas palhaçadas, nem vi o jogo... mas este lance acabou por ser repetido em alguns resumos, e fiquei a saber o que se tinha passado... O problema é que hoje, ao final do dia, foi-me mostrado outro lance, que aparentemente ninguém viu, ou achou importante:
- Uma agressão absurda do Slimani, a jogador do Arouca, num pontapé de canto a favor do Arouca, na 2.ª parte, ao minuto 59... até meteu a língua de fora, para bater com mais força!!! Com a bola no ar, em movimento... Penalty e expulsão claros!!!
No resumo que vi e que recomendo, pude apreciar as habituais curvas no critério disciplinar, em muitos outros lances, mas isso é tão normal, que já nem me chateia!!!
Só gostaria de recordar, que num Braga-Benfica,o Vandinho foi castigado com 6 meses de suspensão, por ter tentado agredir o treinador-adjunto do Benfica. Estou curioso para saber o castigo ao Naldo após ter atirado o treinador do Arouca ao chão...!!!

Na Luz, tivemos que aturar mais uma vez o porco do Bruno Esteves, que mais uma vez cumprir à risca, a regra (inexistente) que impede um adversário do Benfica levar um Amarelo na 1.ª parte... normalmente é só a partir dos 60 minutos, neste Domingo até foi um bocadinho mais cedo!!! Obrigado, Bruno...!!!
Dois lances:
- no Estádio pareceu-me que o Luisão se tinha atirado para o chão na área do Boavista, mas depois na televisão mudei de opinião... além do braço do Idris no pescoço do Luisão, o caceteiro Boavisteiro deu uma joelhada no perna esquerda do Luisão, não é muito evidente, porque o pessoal normalmente olha para os pés à procura do contacto, mas vê-se claramente a perna do Luisão a sofrer o impacto...;
- o segundo lance é uma agressão ao Gaitán, que só por acaso, não teve consequências graves... a sorte foi o Nico estar meio no ar, porque se tem o pé apoiado na relva, provavelmente tínhamos um tornozelo partido... e nem falta foi, e nem cartão!!!

Não vi, e nem houve referências a casos no jogo treino dos Corruptos com o Setúbal.

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
8.ª jornada
9.ª jornada


Épocas anteriores:

domingo, 8 de novembro de 2015

Vitória, num jogo que valeu pelos 3 pontos...

Benfica 2 - 0 Boavista


Talvez o jogo mais fraquinho da temporada, é verdade que o Boavista não criou qualquer dificuldade ao Júlio, mas ofensivamente foi evidente as nossas dificuldades nas transições ofensivas, pouca velocidade, muitos passes errados, muitas recepções mal feitas, jogo muito afunilado, raramente fomos à linha de fundo... Só as acelerações do Nico conseguiram desequilibrar o Boavista, que jogou fechadinho, deu porrada, tentou bloquear as linhas de passe do Talisca para as alas, e nós não tivemos antídoto para essa forma de jogar. Com os laterais pouco ofensivos, sem verdadeiros alas (o Nico acaba quase sempre no meio... o Guedes não é extremo!), fica muito difícil ter fluidez ofensiva... Rui Vitória, 'queixou-se' da forma como o adversário bloqueou o nosso jogo: os nossos jogos com os Lagartos têm sido parecidos, a diferença é que a qualidade dos Lagartos com a bola nos pés é superior aos Boavisteiros... Mas quando isto acontece (o adversário nos bloqueia o jogo), temos que ter opções, os jogadores não podem ter só uma linha de passe...
É verdade que nunca são fácil os jogos pós-Europa, é verdade que o jogo de Terça foi intenso, mas jogámos ambos os jogos em casa, e tivemos muitos dias de recuperação... Com a temperatura de Verão, até parecia um jogo de pré-época, com Sol e pouca intensidade... O jogador que aparentemente sentiu mais dificuldades físicas foi o Jonas (que acabou substituído), que costuma ser o jogador que desequilibra mais, logo a seguir ao Nico... mesmo assim, espera-se mais do Benfica.
Dito isto, acertámos 3 vezes nos ferros!!!
O Guedes acabou por ser eleito o MVP da partida. Pessoalmente, acho que marcou um grande golo, fez uma grande arrancada, e pronto ficou-se por aqui... todas as outras intervenções, foram uma desgraça!!! Então quando ele se atrapalha sozinho com a bola...!!! Todas as acções positivas que o Guedes tem tido no Benfica esta época, dão-se quando ele entra na área (zona dos Centrais, como aconteceu com o Tondela), porque o Guedes é um segundo ponta-de-lança, é a posição natural dele, é no meio que ele tem as rotinas. Quando se 'cola' à linha, é um jogador a menos... Mas como é a da formação, é jovem, é português, tem toda a tolerância do mundo... E hoje, mesmo jogando mal, acabou por desbloquear o jogo!!!
Em sentido inverso, temos o Talisca, que mesmo com alguns erros irritantes, não tem qualquer tolerância do 3.º anel, mas acaba por ser uma mais valia à equipa, mesmo quando o adversário montou um esquema para bloquear a circulação de bola, entre os flancos, que o Talisca normalmente faz bem...
Curiosamente, o marcador do 2.º golo do Benfica, Carcela, na minha opinião, também entrou muito mal no jogo, com muitas bolas perdidas, demasiado individualista, mas tal como o Guedes, meteu a bola na baliza!!!

Já agora, para quando um cartão amarelo para um adversário do Benfica, na Luz, na 1.ª parte?!!! Parece que existe uma regra, e ninguém foi avisado...!!!

Derrota em São Miguel

Santa Clara 2 - 0 Benfica B


Nova derrota fora de casa... com uma equipa que muda semanalmente, não é fácil, principalmente se os jogadores 'despromovidos' da equipa principal não estiverem a 100% com a equipa...

sábado, 7 de novembro de 2015

Nova vitória na Europa...

Merignac 2 - 5 Benfica

O nível do Hóquei em Patins Francês evoluiu bastante, por exemplo, as últimas visitas do Benfica ao Quevert não foram passeios, portanto apesar do favoritismo, não seria seguramente um jogo de cabazada...
E por isso o facto de o Marignac ter marcado primeiro, e o empate só ter surgido ao minuto 23 não deve ter sido surpresa para ninguém... com o tempo, o resultado acabou por reflectir a realidade das duas equipas.
O Vic acabou por golear o Bassano, provando que este grupo tem duas equipas 'qualificadas', só faltará decidir quem ficará em primeiro... e neste momento a vantagem no confronto directo do Benfica em relação ao Vic é significativa.

Para não perder o hábito...

Benfica 80 - 54 CAB Madeira
24-9, 7-10, 28-13, 21-22

Nova vitória, num jogo que permitiu 'menos minutos' aos jogadores mais utilizados, e só aquele estranho 2.º período destoou (substituições, ineficácia... e um festival do apito!!!).
Tenho que destacar o Wilson, que em Portugal vai dominar todos os jogos (na Europa os números não vão ser tão impressionantes...), em todos os aspectos do jogo, além do talento, tem de facto uma capacidade física impressionante...; como também já tinha sido evidente, o Radic é mesmo reforço a sério...

Dominio

Benfica 3 - 0 Guimarães
25-17, 25-13, 25-13

Este ano houve equipas que se reforçaram e estão mais fortes, mas o Vitória de Guimarães está claramente mais fraco... Mesmo assim, nota para o profissionalismo do Benfica, que não facilitou.
Os jogadores mais carregados com jogos, acabaram por descansar, mas o nosso plantel é muito equilibrado, e a equipa não se ressentiu da rotação...

Mentes perversas e vingativas

"A revista 'GQ' elegeu Jorge Jesus o homem de 2015 em Portugal e não andou longe da verdade porque qualquer compatriota nosso que, no mesmo ano, consiga ser treinador do Benfica e do Sporting está na calha para ser alvo de todas as distinções honoríficas de um país onde não se fala com conhecimento de causa e furiosamente de outra coisa que não seja de futebol.
A entrevista propriamente é excelente, ainda que algumas das asserções do homem do ano, e também editoriais, tenham sido estrondosamente desmentidas por um conjunto modesto de albaneses, por coincidência, logo no mesmo dia em que a revista foi posta à venda. 'Nobody', enfim, não será bem assim...
Uma entrevista será sempre excelente quando nos chega com a garantia de que o seu conteúdo perdurá muito para além do tempo físico da edição. E é este o caso. Só a frase 'se sair de Portugal vou à final da Champions logo na primeira época' está destinada a iluminar a carreira vindoura de Jesus quer saia ou não saia do país. E, como se tal não bastasse, coloca os auto-prognósticos internacionais do treinador num patamar inatingível até pelo presidente do Sporting que, mais modestamente, se ficou por um 'quando sair do Sporting vou ter de emigrar porque aqui ninguém me dá emprego' quando também ele entendeu deitar-se a adivinhar o futuro no estrangeiro.
Por fim, a produção da 'GQ' é de uma ousadia a toda a prova e o resultado é já um marco da icnografia futebolística nacional. Ainda que haja fortes razões para se suspeitar que toda aquela azougada criatividade cénica só pode ser obra de mentes benfiquistas. Mentes benfiquistas e não só, também um bocadinho, perversas e vingativas.
Não deixa de ser fenomenal esta indesmentível realidade do primeiro terço da época de 2015/2016: em dois jogos o Skenderbeu marcou 4 golos ao Sporting e em dois jogos o Benfica não conseguiu marcar nem um golo ao Sporting. É por causa destas coisas que o futebol arrasta multidões.
Depois de cumprida com eficiência e alto brio mais uma jornada europeia, o Benfica volta amanhã às lides internas onde não tem sido feliz. Mas como não há mal que sempre dure, quem sabe se não terá chegado, finalmente, o momento de os bicampeões nacionais acordarem humildemente para a vidinha de trazer por casa?"