Últimas indefectivações

sábado, 28 de março de 2015

Só mais uma...

Benfica 7 - 2 Juventude Viana

Com o Campeonato a chegar ao fim, a ansiedade aumenta, e este jogo, apesar do claro favoritismo do Benfica, tinha uma carga especial...
Notou-se isso nos primeiros minutos, o Benfica entrou a 'matar', rematou muito, falhou muito, nem sempre com pouco discernimento, até que finalmente marcámos um golo, pelo inevitável Nicolia...
Tal como tinha acontecido na Quarta-feira em São João da Madeira, quando começamos a rotação, a equipa começou a defender pior... e voltámos a permitir o empate!!!
No 2.º tempo, voltámos a entrar com vontade de 'matar' o jogo, mas desta vez, desperdiçamos menos, e defendemos melhor!!!

O jogo até foi bonito, teve momentos de parada e resposta, mas temos que defender melhor.
Os apitadores são incompetentes, mas pelo menos distribuíram o mal pelas aldeias!!! Mas tenho que realçar, que quando os jogadores, estão constantemente a mergulhar para a piscina, o trabalho dos árbitros torna-se muito mais complicado... e existem verdadeiros artistas na arte do mergulho!!!

Agora vamos ter uma paragem para as Selecções, depois vamos ter jogo da Taça de Portugal, e só depois teremos aquele que pode ser o jogo do título: Benfica-Corruptos.
Estamos a uma vitória do título de Campeão Nacional. Em caso de empate, daremos igualmente um grande passo, pois nas duas últimas jornadas, só iríamos necessitar de vencer um jogo. E mesmo em caso de derrota - no máximo por 3 golos de diferença -, ficaremos em igualdade pontual, mas com vantagem, devido à nossa vitória por 3-7 na 1.ª volta (e neste momento, na diferença de golos, no campeonato, também temos uma vantagem de 7 golos)!!!
Recordo que no Campeonato, só temos 1 empate (em Barcelos), de resto só vitórias... Mas também recordo que a deslocação a Valongo não será fácil, até porque o 10-0 da 1.ª volta é muito enganador, o Valongo neste momento não é a 'mesma' equipa!!!

PS: Todas estas 'contas' só são necessárias, porque mais uma vez, nesta jornada, os Corruptos venceram o Barcelos, por 7-5, com os melhores no ringue a serem os apitadores, que nos minutos finais, ofereceram os 3 pontos aos Frutados...!!!

Não houve milagre... ainda bem!!!

Fátima 3 - 7 Benfica

Vitória esperada, num jogo que até começou mais complicado do que se esperava. Nunca tivemos a perder, mas 1-1 e 2-2 mostram as dificuldades, e nestes jogos quando somos displicentes a equipa mais fraca, começa a acreditar... Ao intervalo estava 2-4.
Só no 2.º tempo demos a 'machadada' no marcador... E até podiam ser mais, não fosse o desperdício!!!

Estes jogos após as paragens das Selecções às vezes complicam-se. Até foi bom, termos um adversário com um nível acessível, para recuperar a forma... Na próxima semana, recebemos o Boavista para o Campeonato.

Com o Bebé, o Coelho na Selecção, participando na estranhamente 'emocionante' qualificação para o Europeu, o Benfica efectuou alguns jogos particulares... Destaco o regresso do Vítor Hugo aos jogos...

Parece que vamos ter uma Final 4 da Taça, com as equipas mais fortes, algo que nem sempre aconteceu, nas últimas épocas!!! Com um Benfica que continua invicto (sem derrotas), temos que ter confiança...!!!

Mal perdido...

Benfica 27 - 28 Corruptos

Mal perdido, tivemos todas as oportunidades de pelo menos levar o jogo a prolongamento... Sofremos o penúltimo golo, num lance onde o Álamo é mal batido, e sofremos o golo da derrota, nos últimos segundos, quando devíamos ter falta estrategicamente...
Tal como no jogo do Campeonato na Luz, fizemos no geral, um bom jogo. Pessoalmente, acho que continuamos a não aproveitar a 100% as situações de superioridade numérica, mas de resto estivemos bem, hoje até nos Livres de 7 metros tivemos perfeitos, algo raro...!!! Os Corruptos têm uma defesa muito alta, mas com os cruzamentos constantes, e consequentes penetrações, conseguimos muitas vantagens (inclusive as tais exclusões no adversário, que apesar de serem muitas, deviam ter sido ainda mais, tal a forma como eles defendem, batendo em tudo o que mexe...!!!).
Só nos últimos minutos da 1.ª parte, e durante uma série de 0-4 no inicio do 2.º tempo jogámos mal... Além do 'caparro' defensivo (que obriga o Benfica a ajudas constantes... deixando as alas descobertas), a grande diferença é o potencial de perigo nos remates de longa distância...

Como se fala em diferenças de orçamentos em tantas modalidades, é bom recordar que os Corruptos, têm a obrigação em Portugal, de vencer por cabazadas todos os jogos!!! Além do orçamento, ainda conseguiram alterar os regulamentos da competição, para lhes facilitar a vida!!! Mas nestes últimos jogos com o Benfica, foi claro que afinal a diferença real, é menor do que é anuciado. E hoje, não houve poupanças...
Nas Meias-finais do Play-off com os Corruptos, vamos novamente como não-favoritos, mas como se provou hoje, temos hipóteses.

Amanhã na Final, suspeito que será um passeio, até porque o ABC não 'pode' defender, como costuma defender contra o Benfica!!!

Meu Amigo Anacleto

"Não fui apanhado de surpresa pois há alguns dias sabia do seu estado de saúde precário. Mas não deixa de ser muito triste quando penso que foi através de Anacleto Pinto que me interessei pelo Atletismo do Benfica. Eu que até ouvir falar dele e depois de começar a vê-lo correr, na nossa antiga pista de tartan no campo 2 ou na televisão, pensava que só havia Atletismo, em Portugal, no Sporting CP!
Comecei a saber da sua categoria no defunto 'O Benfica Ilustrado' que começou por ser um suplemento mensal do semanário 'O Benfica' em forma de revista. Foi aí que comecei a ler prosas magníficas acerca dele e fotografias apaixonantes de Roland Oliveira. Ainda tenho a revista onde se destaca a sua proeza, em 1966 quando, apenas com 17 anos, se sagrou campeão regional e nacional em Corta-Mato. Numa temporada em que integrou a equipa vencedora da mítica estafeta Cascais-Lisboa, uma prova de estrada. 
Natural de Viseu (25 de Fevereiro de 1948) envergou o Manto Sagrado em 1964 (com 16 anos) e foi com ele que se despediu em 1985, com 37 anos, embora tivesse passado por outros clubes: Benfica (1964-1969; 1974-1977; 1980-1985), Académico FC Viseu (1970; 1978-1979) e Sporting Clube de Luanda (1971-1974).
No início dedicou-se às corridas de fundo (5 e 10 mil metros) chegando a recordista nacional dos 10 mil metros em 1967 (30.05,8), ainda com idade de júnior, e 1968, quando se tornou o primeiro português a fazer menos de meia-hora (29.57,6). Em meados dos anos 70, com maior maturidade começou a dedicar-se à maratona, especialidade na qual foi olímpico pelo primeira vez nos Jogos de Montreal'1976 (22.ª lugar) e voltaria a sê-lo em Moscovo'1980 (16.º lugar). Ainda conservo o seu cromo da caderneta dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Tinha eu, então, 15 anos.

Tinha sempre grande expectativa quando corria frente a Carlos Lopes. Ansiava por vê-lo vencer, tal como Fernando Mendes deixar Joaquim Agostinho para trás no ciclismo, pois considerava que esses dois sportinguistas tinham uma visibilidade na Imprensa perfeitamente desmesurada para a realidade. Como se nada mais existisse!
Com sete títulos de campeão nacional, conquistou quatro em pista ao ar livre: três vezes campeão em 5 mil metros (1966, 1976 e 1977) e na estafeta 4x1500m (1967). Na estrada consagrou-se como campeão nacional da maratona (1976 e 1978), além do nacional de Corta-mato (1966). Além de dois Jogos Olímpicos, esteve presente em cinco Mundiais de Corta-mato e treze campeonatos (Europeus e Mundiais) em pista, entre 1966 e 1980.

Em 21 de Março de 2015 faleceu, em Tondela, aos 67 anos. Apesar de nunca ter falado com ele, 'conhecia-o' desde 1966. Pelo respeito como atleta de valor supremo, mas principalmente, como Glorioso do nosso Atletismo, considero que perdi um Amigo! Que tantas alegrias me deu.
Obrigado Anacleto por ter aprendido contigo a gostar, ainda mais, do nosso Clube."

Alberto Miguéns, in O Benfica

Abril na BTV

sexta-feira, 27 de março de 2015

Benfica mais perto do título

"No último sábado aconteceu uma série ininterrupta de acontecimentos paradoxais. Não vale a pena culpar o árbitro, mesmo que haja, e houve, erros em prejuízo do Benfica, pela derrota em Vila do Conde.
Estávamos a ganhar 1-0 e a jogar de uma forma em que quase todos prevíamos o pior.
A falta de Gaitán justifica, mas não explica tudo. O mérito do Rio Ave não pode servir para esconder alguns erros próprios. O Benfica não jogou bem, não soube sair de uma pressão alta, e nunca teve um fio de jogo como habitualmente tem.
Ainda mal refeitos da derrota, e com as contas do campeonato a complicar, o Porto depois de estar a vencer na Madeira mostrava ser sempre capaz de tranquilizar o rival e levar os seus próprios adeptos ao desespero.
Feitas as contas, estavam pior os adeptos portistas depois de empatar, que os adeptos benfiquistas depois de perder. Mesmo sem estar bem, o Benfica pareceu estar melhor ou menos mal que o seu opositor.
De facto foi uma derrota que colocou o Benfica mais perto do título. Agora faltam oito jogos, seis em Lisboa, cinco dos quais na Luz. Temos um calendário que terá de ser vencido com competência.
Já não há margem para mais deslizes, nem se pode contar com mais ofertas do nosso rival. Temos de voltar à qualidade que os permite chegar a mais um título, ao bicampeonato que os adeptos anseiam e merecem pelo apoio que nunca falta.
O Benfica ganhará se voltar a jogar bem. Não faltará o colinho dos adeptos nesta caminhada.
O castigo do seleccionador foi reduzido de forma substancial e há justiça na decisão. Se há consenso no futebol sobre Fernando Santos, é acerca do seu irrepreensível comportamento, e da sua ética e fair play. Esta decisão é mais equilibrada, sensata e justa."

Sílvio Cervan, in A Bola

E então?

"É óbvio que fiquei desiludido com a derrota em Vila do Conde. Sou adepto e não gosto de ver a minha equipa a vacilar. É perfeitamente normal que tenha atirado alguns impropérios para o ar, que tenha amaldiçoado um pontapé mal dado, uma perda de bola ou uma desatenção na defesa. Irritei-me com as decisões de arbitragem, apeteceu-me abanar a multidão que ficou em silêncio depois do golo do empate e não quis ver resumos do jogo durante o fim de semana. Tudo isto é normal quando se gosta tanto de um Clube.
Nos dias em que não ganhamos - e são cada vez em menos número - há daquela sensação de vazio, de um falhanço que é pessoal, apesar de saber que, mesmo com esta barriguinha, também eu não conseguiria marcar golo. Provavelmente todos nós teríamos metido mão à bola ou agarrado o adversário que corria para a baliza, mas isso só se sente algumas horas depois do sucedido. Naquele momento as reacções são como as repetições da Sport TV: não passam.
Faz parte do Desporto esta coisa do ganhar e perder, mas ninguém me venha dizer que não custa. É claro que o mal-estar é atenuado quando os outros - os que fazem a festa com a desgraça alheia, pelo menos desde a final de 1988 da Taça dos Campeões Europeus - também não conseguem os seus objectivos. Nesse caso, a desfeita é relativa, é matemática, apenas um grão na engrenagem. Os danos colaterais acabaram por ser mínimos: continuamos à frente, temos o maior número de golos e de vitórias e jogamos as próximas duas jornadas em casa, com paragem no campeonato antes disso. Sim, perdemos em Vila do Conde e então? Quem dera a todos os outros terem três pontos de avanço a oito jogos do fim."

Ricardo Santos, in O Benfica

Na frente!

"Se, por absurdo, em Agosto de 2014, no fim de uma pré-temporada angustiante, alguém nos desse a assinar um documento por via do qual, no início de Abril, o Benfica estaria a liderar o Campeonato com três pontos de vantagem sobre o segundo classificado, seria fácil recolher quase tantas assinaturas quantos os sócios e adeptos abordados.
Independentemente das expectativas que, num ou noutro momento, por este ou aquele resultado, foram sendo criadas, ninguém de bom senso esperaria que o presente Campeonato se transformasse num passeio - como, diga-se, de algum modo acabou por ser o anterior.
O plantel 'encarnado' sofreu entretanto muitas baixas, e o rival directo reforçou-se com exuberância. As forças equilibraram-se. E se este Benfica pôde continuar a vencer, não é justo exigirmos-lhe que o faça nadando num mar de facilidades.
A derrota de Vila do Conde foi dolorosa, mas não vai iludir os factos: estamos a fazer um Campeonato brilhante, e somos os mais sérios candidatos ao título. Perdemos uma batalha. Já havíamos perdido outras. Mas a guerra está aí, diante de nós, para ser vencida. Com agruras, com sofrimento, com avanços e recuos, com suor e com lágrimas. A nossa cor é de sangue, e a nossa história é de luta. Da Farmácia Franco aos heróis de Berna, de Eusébio e Coluna aos dias de hoje.
Não foi a choramingar que nos tornámos um dos maiores clubes do Mundo. Foi, sim, a reagir às adversidades com alma de campeão, e a erguermo-nos, mais fortes, de cada vez que tropeçámos.
Faltam apenas oito finais. Hoje é o primeiro dia do resto da temporada, e partimos na frente.
Força Benfica!"

Luís Fialho, in O Benfica

A seis vitórias (em Lisboa) do título

"Da euforia à depressão, com impaciência, angústia e incredulidade pelo meio, assim vivemos o final da tarde de sábado passado desde que Salvio inaugurou o marcador até que o árbitro terminou a partida, com o golo que deu a vitória ao Rio Ave a ser marcado no período de descontos. Bastaram umas horas para que as lamúrias e catastrofismo dessem lugar à esperança, e até algum entusiasmo, verificando o empate do FC Porto no reduto do Nacional.
Os fantasmas de um passado não muito longínquo pairaram na mente dos Benfiquistas, mas assim que terminou a partida na Madeira, foi lançado um dado interessante. Se o Benfica vencer os seis jogos que disputará em Lisboa (cinco na Luz e Restelo), será campeão nacional mesmo que não pontue nas deslocações ao Minho (Guimarães e Barcelos) e o FC Porto vença todas as partidas à excepção daquela e que defrontará o Benfica na Luz. Continuamos a ser o principal candidato ao título!
Entretanto, a senda de conquistas Benfiquistas em 2014/15 prossegue a bom ritmo (dos 14 títulos e troféus nacionais disputados pelos seniores masculinos das sete principais modalidades, 11 foram ganhos pelo Benfica). A nossa equipa de Basquetebol, sob liderança da glória Carlos Lisboa, acrescentou, ao Troféu António Pratas, Supertaça e Taça Hugo dos Santos, a Taça de Portugal, numa temporada que se tem revelado perfeita, faltando apenas atingir o principal objectivo, o 'tetra' no Campeonato Nacional. O domínio 'encarnado' na modalidade nos últimos anos (cinco campeonatos em seis épocas) faz lembrar as grandes equipas dos anos 90, com as quais cresci a admirá-las e percebi de que fibra são feitos os grandes campeões."

João Tomaz, in O Benfica

O silêncio é de ouro

"Estava a chegar a Maputo para o Congresso Luso-Moçambicano de Direito, quando a derrota do Benfica frente ao Rio Ave se apresentou como uma enorme surpresa. E não só minha: nas ruas de Maputo, nas principais avenidas da cidade e junto dos principais hotéis, portugueses e moçambicanos faziam a análise e denotavam a estupefacção perante o ocorrido. Para uma vasta maioria, uma noite de tristeza mas concomitantemente de esperança numa vitória final ainda mais saborosa.
O que surpreendia todos, inclusivamente os desatentos turistas era o incompreensível sentimento de euforia portista que, de repente, trouxe alguns adeptos para as ruas. Parecia uma vitória na Luz frente ao Benfica ou o acesso às meias finais da Liga dos Campeões. Mas não, era simplesmente a derrota... do Benfica.
O próprio Lopetegui acabou contagiado por esta onda de alucinação temporária, apressando-se a afirmar que, agora, dependem apenas deles próprios e de mais ninguém. Claro que, logo a seguir, o FC Porto empataria com o Nacional e essa onda começou a esbater-se. Nas ruas de Maputo, desapareceu por completo. Aliás... desapareceu por completo em todas as avenidas de todos os países da extensa Lusofonia. O que ficou então?
Ficou a euforia dos nossos adversários com a nossa derrota, como meninos à espera de um percalço. Ficou a histeria temporária perante a possibilidade de uma aproximação inesperada ao líder... e que resultou, no final do dia, em apenas mais um ponto, depois de uma malograda exibição frente ao Nacional.
Daqui só pode resultar um conselho vivo para o treinador e a estrutura dirigente do Futebol Clube do Porto: prezem o silêncio, pois na maior parte das vezes é de ouro. E, mesmo quando não é, salva-vos ao menos de sofríveis embaraços públicos."

André Ventura, in O Benfica

Lisandro em Alta...

quinta-feira, 26 de março de 2015

As grandes fugas são a deslizar

"O Porto acabou com carrada de nervos porque quem dá a última barraca fica mais exposto. Além da frustração suplementar que daí advém. Isto não é estrelinha de campeão?

1. CORRENDO, e com muito gosto, o risco de uma deficiente interpretação por parte do público em geral venho afirmar perentoriamente que este Benfica de 2014/2015 tem estrelinha de campeão.
E faço questão de o repetir. Tem estrelinha de campeão, tem.
Se tem estofo ou não, veremos mais tarde. Mas estrelinha tem.
É que, excepção feita ao Benfica propriamente dito, correu tudo maravilhosamente bem para os interesses do Benfica no último fim-de-semana.
Veja-se, por exemplo, o que se passou de extraordinariamente benfazejo para as nossas cores entre as seis da tarde e as dez e picos da noite no sábado passado.
Calhou até ao Benfica ter a sorte do jogo em Vila do Conde onde, antes ainda da meia hora, já ganhava por 1-0 e tinha visto Marcelo e Hassan, dois dos mais influentes jogadores da casa, a sair de maca do relvado depois de terem caírem redondos no chão sem que ninguém lhes tocasse.
Foi o Benfica a Vila do Conde, é verdade, desprovido do seu mais influente jogador, Nicolas Gaitán, mas não demorou muito o Rio Ave, em desvantagem no marcador, a ver-se privado dos seus esteios da defesa e do ataque como que por artes mágicas.
E que equipa de futebol no seu perfeito juízo não se aproveitaria de uma benesse destas?
A nossa, precisamente.
E, no entanto, no jogo que se seguiu no Funchal continuaram as coisas a correr com muita felicidade para o lado do Benfica.
O Porto, que era suposto ganhar, acabou empatado e com uma gritante carrada de nervos em cima porque, nestes transe, quem dá a última barraca fica mais exposto à crítica. Já para não mencionar a frustração suplementar que daí advém.
Isto é ou não é ter estrelinha de campeão?
Perguntar-me-ão e com toda a propriedade:
- Mas se correu tudo assim tão bem para o Benfica em Vila do Conde e na Região Autónoma da Madeira, por que bula papal é que veio o Benfica a perder o jogo com o Rio Ave?
O que correu mal afinal ao Benfica?
A explicação é simples.
Ser-vos-á comunicada no ponto 5 deste artigo.
Agora preciso de desanuviar com temas ligeiros.

2. A UEFA recomendou vivamente às oito equipas em prova na Liga dos Campeões que evitem pressionar os árbitros nos jogos que se avizinham.
E tão vivamente recomendou a UEFA, pela voz de Pierluigi Collina que é a autoridade na matéria, que chegou ao ponto de ameaçar com sanções os emblemas prevaricadores. Posto isto, quase de certeza que a Europa não vai ouvir o Lopetegui a falar latim.
O espanhol é atrevido mas só de Badajoz para a esquerda (isto se tivermos à frente o mapa).
De Badajoz para a direita, na Europa, não se atreve.

3. A evidência da semana a intrometer-se sem pedir licença:
- Mas não há “Manel” que faça de Gaitán?
- Não. Não há.

4. DE volta a assuntos fúteis: Entre os três assumidos candidatos ao título apenas o Sporting ganhou no último fim-de-semana. Foi uma festa, naturalmente.
Não só porque os rivais não ganharam como também porque, mais do que uma bela vitória em Alvalade, tratou-se de uma goleada por 4-1 sobre o adversário que, na primeira volta do campeonato, tinha imposto ao Sporting uma derrota por 3-0.
No entanto, se no lugar de contarem para o campeonato estes dois jogos entre o Sporting e o Vitória de Guimarães contassem, por exemplo, para uma meia-final da Taça de Portugal o resultado prático seria a eliminação do Sporting e a consequente qualificação do Vitória de Guimarães graças ao golo “fora” de Kanu aos 83 minutos de jogo.
Utilizando despudoradamente a imaginação uma pessoa pode sempre pairar acima, muito acima, dos estrondosos sucessos dos rivais.

5. O que correu mal ao Benfica em Vila do Conde foi o facto de o propriamente dito Benfica não ter corrido rigorosamente nada ao longo de 90 minutos de jogo contando com os 5 minutos do tempo de compensação.
Nos primeiros 5 minutos do jogo o Benfica ainda correu uma vez e logo marcou. Salvio correu, Pizzi lançou-lhe de longe uma bola em perfeitas condições e, sem parar de correr Salvio enganou o guarda-redes adversário fazendo o golo.
Foi uma grande alegria no campo e nas bancadas. Depois disto o Benfica parou. Na época passada o Benfica até tinha equipa para parar o jogo sempre que lhe apetecesse, trocando a bola entre os seus elementos até ao desgaste total do adversário e para nosso enorme deleite.
Mas metade dessa equipa partiu e, actualmente, o Benfica não se pode dar ao luxo de gerir resultados tangenciais só à base de intelecto. Esta é uma temporada trabalhosa em que o Benfica se perde velocidade, perde o jogo.
Estas coisas do futebol só podem correr mal a quem não corre e a quem, aparentemente, confia de modo excessivo na tal estrelinha de campeão que tão generosamente brilharia na Pérola do Atlântico duas horas mais tarde.
Sobre o pormenor de Gaitán não ter jogado nem em Paços de Ferreira nem em Vila do Conde conhecendo-se os resultados, recomendo que voltem ao ponto 3 deste artigo.
Se, pelo contrário, vos continua a interessar o tema já estafado das correrias e da ausência delas, recomendo o ponto 8 deste artigo.
Talvez possa contribuir modestamente para a clarificação destes assuntos tão aborrecidos de que me pretendo distrair regressando, rapidamente, a tópicos ligeiros de cariz filosófico e internacional.

6. O Arsenal de Londres foi eliminado pelo Mónaco e o treinador do Arsenal veio clamar pelo fim da regra de desempate através do número de golos marcados 'fora'. Arsène Wenger apelou à UEFA para pôr cobro a 'essa regra obsoleta' de que o próprio foi vítima na semana passada.
Obsoleto estará o Wenger, com o devido respeito. A invenção desta eficientíssima regra de desempate premiando a ousadia em circunstâncias adversas veio conferir um imenso interesse às provas com eliminatórias.
Para além de o momento da sua cognição plena marcar a passagem do estado intelectual de adepto infantil para o estado intelectual do adepto adulto. Dá-se, normalmente, entre os 9 e os 11 anos de idade.
- O Fulaninho já percebeu aquilo do golo fora valer a dobrar.
- Está um homem feito.
É sempre, sempre uma alegria para a família.
Ou seja, o adepto passa directamente da infância à idade adulta sem passar sequer pela adolescência graças a esta maravilhosa regra toda ela em prol da inteligência.
É também por coisas destas que o futebol arrasta multidões e é disto que o Arsène Wenger quer dar cabo. 

7. O Benfica deslizou em Vila do Conde, é verdade que deslizou ao comprido.
Confio, não obstante, com firmeza na ginástica e na literatura para a revalidação do título.
Em primeiro lugar porque vai ser precisa muita ginástica para se lá chegar depois destes últimos deslizes e em segundo lugar porque Victor Hugo escreveu numa página de Os Miseráveis que «as grandes fugas são a deslizar».
Frase que sempre me foi enigmática e de que só atingi pleno o alcance depois dos acontecimentos recentes de Paços de Ferreira e de Vila do Conde.
A realidade é que já deslizámos o que havia para deslizar. Agora só falta mesmo é fugir. Para a frente, evidentemente.

8. CORREM os adeptos do Benfica às centenas, aos milhares de quilómetros por estradas e caminhos e eles sempre a correr atrás de um objectivo, correm o país todo, correm para as bilheteiras, almoçam a correr, pagam tudo do bolso (e não é pouco) e o mínimo que esperam, em retribuição disto tudo, é que a equipa corra não tanto quanto eles, porque isso é impossível, mas que corra o suficiente para fazer valer esta correria louca de milhares atrás de uns poucos.
Quanto a ter ou não ter estofo de campeão, os adeptos têm.

9. É pura superstição, reconheço-o envergonhadamente, mas ninguém me consegue fazer desacreditar que, por si só, a presença do avançado Jonathan Rodriguez no “banco” seria uma poderosa motivação para o onze em campo, nomeadamente para os titulares das linhas média e ofensiva da equipa eleita pelo treinador. 
E não me refiro à equipa B"

Leonor Pinhão, in A Bola

Ainda a linguagem

"Retomo o tema de ontem. Agora em versão bélica.
Começo por expressões, de cariz guerreiro para o movimento da bola: tiro, em vez de pontapé e arremesso para um lançamento lateral. Os braços tornam-se letais, com a curiosidade de, através das mãos, a imprevisibilidade do arco ser acrescida. Maxi Pereira pode abrir escolinha só para arremessos quando deixar de jogar à bola. Até lá que continue a dar trabalho aos adversários que, à míngua de argumentos sobre a eficácia do dito arremesso, o acusam de uma das chuteiras estar um milímetro que seja acima da relva.
O tiro também pode ser petardo ou em versão mais impiedosa, bomba. Ou, para marcar um golo com raiva, fuzila-se o guarda-redes, depois do intenso fogo cerrado. Até os postes mudaram de matéria-prima: agora são, em jeito belicista, os ferros. Há ainda a versão futebolista do míssil terra-ar: pontapé para a atmosfera. Ou dos desajeitados contendores com chutos de meia bola e força! Ou, ainda, dos distraídos que pontapeiam de bicicleta! Ou dos que, prevenidos, antes de pontapear fazem um túnel. Um jogo pode ser uma batalha ou, pior um massacre, sobretudo quando se alcandora o adversário à categoria de inimigo. Os treinadores escondem a estratégia de ataque. Às vezes para furar o bloqueio, lançam mãos de armas secretas ou metem a carne toda no assador. Por isso, há quem deixe a pele no terreno. Como última solução: uma chicotada.
Se entrincheirado na defensiva, reage-se com contragolpe mortífero que apanhe o adversário fora das posições. É fatal num prolongamento, pois pode originar a morte súbita.
Aguenta coração!"

Bagão Félix, in A Bola

Benfica já sente os tempos de crise

"O Benfica está ansioso pelo regresso de Gaitán. De facto, as estatísticas parecem confirmar a excepcional importância do internacional argentino, de 27 anos, na equipa liderada por Jorge Jesus. Foi nos jogos em que não esteve presente, quer por lesão, quer por castigo, que o Benfica perdeu todos os pontos neste ano de 2015. É demasiado evidente para se tratar, apenas, de uma coincidência.
O facto, pois que é de um facto que se trata, demonstra a qualidade do jogador, mas também a exiguidade de soluções deste Benfica. Para alguns lugares, Jesus tem conseguido bons disfarces. Basta ver os casos de Pizzi e de Samaris. Mas a verdade é que este plantel do Benfica está mais pobre e com mais limitações nos momentos em que precisa de substitutos à altura dos titulares.
A explicação não está na menor atenção dos responsáveis da SAD e, em especial, do seu presidente. Vieira tem a noção clara de que é preciso começar a desinvestir em jogadores consagrados, porque nenhum clube, em Portugal, pode continuar a virar as costas à crise financeira do País, em especial, num tempo em que não pode continuar a haver ambiguidades na relação com os bancos e em que os fundos financeiros têm forçosamente de deixar de ser meios de colocação de grandes jogadores em trânsito.
O aviso que ouvimos do presidente do Benfica era mesmo a sério. O Benfica vai ter de apostar mais na formação e menos na escolha de futebolistas internacionais com qualidade já comprovada. O clube não pode gastar tanto dinheiro com o seu futebol profissional por puro realismo. Nestas condições, a reconquista do título de campeão seria épica, tanto mais que o FC Porto ainda pretende adiar o inevitável impacto da mesma crise."

Vítor Serpa, in A Bola

A mão invisível

"Maxi Pereira fez o óptimo lançamento lateral de que resultou o primeiro golo do Benfica no Dragão; mas fez também o péssimo e descuidado lançamento de que resultou a derrota do Benfica em Vila do Conde.
Del Valle, jogador do Rio Ave, marcou um golo difícil que deu a vitória à sua equipa contra o Benfica; Lucas João, jogador do Nacional, falhou escandalosamente duas horas depois um golo facílimo que daria a vitória ao seu clube contra o FC Porto.
O futebol é feito destes momentos, sorte e azar, inspiração e desinspiração, concentração e desconcentração - e isso é incontrolável. As previsões e análises 'científicas' que se fazem sobre os jogos serão sempre incompletas, porque não podem ter em conta os imponderáveis resultantes da condição humana. Uma táctica pode ser perfeita, mas basta um lançamento lateral mal feito ou um pé mal colocado no momento do remate, para deitar tudo a perder. E nenhum treinador do Mundo, nem nenhum comentador, pode prever os lances que por vezes decidem os jogos.
Neste campeonato, o Benfica já teve o título na mão, depois da derrota do Porto contra o Marítimo, o FC Porto já teve o título à mercê, depois da derrota do Benfica contra o Rio Ave, e tudo continua em aberto.
Quando o título parece prestes a decidir-se, acontece uma cambalhota e tudo volta atrás. Uma mão invisível parece mexer os cordelinhos do campeonato com um objectivo preciso: fazer com que o Benfica e FC Porto entrem no Estádio da Luz, para disputar o superclássico, com a possibilidade de serem campeões. Tal como numa prova a eliminar, o campeonato decidir-se-á num só jogo."

Pizzi 360º

quarta-feira, 25 de março de 2015

Perfeição !!!

Benfica 3 - 0 Ravenna
25-20, 26-24, 25-19

Creio que ninguém esperava um 3-0 neste jogo. Os mais optimistas, acreditavam na vitória, mas 3-0... !!!
É impossível destacar um jogador, ou um momento no jogo, a equipa esteve perfeita. A defender, na distribuição, no ataque e no bloco... Grande espectáculo, com o pavilhão praticamente cheio, com os jogadores alegres (os nossos!!!), e até com uma boa arbitragem (só foi demasiado condescendente com os protestos Italianos!!!).

A Liga Italiana é uma das mais fortes do Mundo. O Ravenna é um histórico, que este ano anda pelo meio da tabela, mas em termos de orçamentos, são realidades completamente diferentes. Não sei se o Ravenna joga sempre, assim, mas hoje tiveram quase sempre mal na defesa, e foi aí que o Benfica ganhou o jogo. O bloco, o serviço, e o ataque dos Italianos são fortes, com destaque para o puto Esloveno, mas com más recepções não se ganham jogos...!!!

Só necessitamos de vencer 2 Set's em Ravenna. Apesar deste resultado, e desta exibição, acredito que as dificuldades vão ser muitas, até porque como vimos hoje, os Italianos sabem pressionar os árbitros, e em casa, vai ser 'dose', seguramente!!!

O Perini fez uma grande exibição, mesmo condicionado num tornozelo. Com o Vinhedo ainda lesionado, espero que o Perini não tenha sequelas do esforço desta noite. Até porque a 2.ª mão, é já no Domingo. Seria uma tremenda traição do destino, se não tivermos Distribuidores no Domingo!!!

Parabéns ao Prof. Jardim, e a todos os jogadores, Gaspar, Roberto, Flávio, Honoré, Zelão, Ivo, Perini... e mesmo os que ficaram no banco. Grande noite. Talvez o melhor jogo de Voleibol que alguma vez uma equipa do Benfica executou!!! O sonho comanda a vida, e no Benfica não existem vitórias morais... Estamos a um passo de concretizar uma Final Europeia inédita, na História do Clube. Vamos a eles...!!!

Mais um passo...

Sanjoanense 1 - 4 Benfica

1.ª parte fraquinha, mesmo assim o Nicolia adiantou o marcador... mas quando entrou o 'segundo' cinco, defendemos mal, e permitimos o empate. Outra condicionante do jogo, foi mais uma vez os apitadores: ainda antes do intervalo já tínhamos 10 faltas, com o Trabal a defender o LD...
No 2.º tempo a palhaçada das simulações dos adversários continuou, mas o Benfica esteve melhor... e quando na 15.ª falta a Sanjoanense podia aproximar-se, mas o Trabal teve a ajuda dos postes por 2 vezes na mesma jogada!!!
Depois da eliminação Europeia do último fim-de-semana era importante um resultado positivo, para irmos para o sprint final do Campeonato com toda a confiança...

Mais um obstáculo ultrapassado, mais 3 pontos, vamos receber a Juventude de Viana na Luz na próxima jornada, será o regresso do Zorro... temos que ter cuidado. E logo a seguir, novamente na Luz, recebemos os Corruptos, naquele que pode ser o jogo do título (em caso de vitória nos dois jogos...). Se isso não acontecer, acreditem que a deslocação a Valongo será muito complicada!!! Tal como aconteceu no último título, a última jornada é com os Tigres de Almeirim, espero que seja um bom prenuncio!!!

Nos últimos dias confirmou-se alguns rumores: o Tuco e o Carlitos vão sair na próxima época. Acaba por ser natural, as equipas precisam de sangue novo... os reforços ainda não são oficiais, mas parece que vamos continuar a ter um plantel muito forte. Mas até ao final da época, ainda temos dois títulos para conquistar...

Expressões em uso, desuso e reciclagem

"Há expressões que sempre achei curiosas no futebol. Umas já em desuso, outras nem tanto e outras ainda em reciclagem. Ao correr do teclado, lembro-me da palavra cacho quando se marca um um canto ou um livre junto à área. Não de uvas sumarentas, mas de jogadores que se elevam engalfinhados para, em função de ataque ou de defesa, cabecear, empurrar ou simplesmente estorvar.
Outra palavra já pouco usada, é a de tento referindo-se a um golo. Golo que se tenta ou tento que se confirma.
Lembro-me, ainda,  do pundonor, do gabarito, do engenho e da codícia, palavras amiúde repetidas em conjunto e com que me deliciava ouvindo os locutores radiofónicos dos jogos. Ou de um remate mal-intencionado, expressão que sempre achei dúbia para qualificar um pontapé perigoso que até poderia dar golo. Mal-intencionado porquê e para quem?
Já agora, com o desenvolvimento do futebol feminino, não será melhor alterar a expressão marcação homem a homem para lhe dar um léxico mais consentâneo com a tão invocada perspectiva de género: marcação pessoa a pessoa ou até marcação atleta a atleta (pois que atleta... tanto dá para homem como para mulher)?
E o que dizer de um jogador amarelado? Estará com icterícia? E se for chinês ou japonês, que cor se deverá usar? E nos dias de chuva, não será um desperdício ecológico falhar de chuveirinho? E uma folha seca fora de Outono não será batota? E cavar uma falta não será um pouco tétrico? E marcar um golo do meio da rua será possível agora com a espuma que os árbitros usam para medir as distâncias? E que dizer dessa ambígua expressão de um buraco no meio campo?"

Bagão Félix, in A Bola

Rabo escondido e gato à mostra

"A última jornada do campeonato também vai ser recordada por mais um caso à portuguesa, daqueles de gato escondido com rabo de fora. Na verdade, se considerarmos que alguma coisa ainda se consegue esconder é apenas o rabo, porque o gato está à vista de todos.
A dois dias de receber o FC Porto, o Nacional estranhou não ver no mapa de castigos o nome do seu jogador Tiago Rodrigues, que tinha completado sequência de cinco amarelos. O Nacional perguntou à Federação se poderia ou não utilizar o jogador, que está no plantel emprestado pelo FC Porto. Responderam que sim, que Tiago, um dos mais influentes na equipa, estava em condições de jogar porque os cartões que tinha visto pela equipa B não eram contabilizados na equipa principal. O que aconteceu depois foi que Tiago Rodrigues não jogou mesmo, mas por causa de uma gastroenterite que o impediu de defrontar o clube ao qual na realidade pertence. Impossível não estabelecer uma relação entre este e outros casos, como o que sucedeu antes do jogo do Belenenses com o Benfica, também esta temporada. Miguel Rosa e Deyverson, jogadores do clube do Restelo com ligação ao Benfica (caso ainda mais grave, pois já pertenciam ao Belenenses), ficaram impedidos de jogar esse jogo, sem que qualquer justificação clara tivesse sido apresentada.
E podemos recordar também o que se passou com Tó Zé o ano passado, quando o jogador do Estoril, cedido pelo FC Porto, foi a figura no duelo entre os dois clubes e marcou um penalty que fixou em 2-2 o resultado. Tó Zé foi confrontado no final por responsáveis portistas e de forma inqualificável. Se o miúdo tivesse falhado está bom de ver o que iriam dizer dele...
Está na hora destas situações terminarem e não é complicado fazê-lo, pelo menos no caso das cedências. Bastará colocar nos regulamentos que emprestados não podem defrontar o clube que os empresta; e acrescentar número limite de empréstimos de um clube a outro. Assim fica tudo à mostra, o gato e o rabo."

Nélson Feiteirona, in A Bola

PS: Só não percebo porque é que o caso do Rosa e do Deyverson é mais grave!!! Se o problema é não serem emprestados, então os amarelos 'convenientes' ao André Simões, ao André André, entre muitos outros- jogadores sem qualquer relação oficial com os Corruptos... -, são muitíssimo mais grave?!!!
Recordo que o Rosa e o Deyverson foram gratuitamente para Belém; com o Benfica a salvaguardar uma futura venda; o Benfica não proibiu a sua utilização; mas se jogarem, então paguem!!! Qual é o problema?!!!