Últimas indefectivações

domingo, 11 de dezembro de 2011

Cardozo, ainda foi a tempo...!!!




Marítimo 0 - 1 Benfica
Cardozo


Vitória muito importante. Não vi o jogo todo, mas pareceu-me que criámos mais perigo a jogar contra 11, do que contra 10!!! Lendo os primeiros post's na Gloriosasfera, parece-me que o bota-abaixo vai continuar!!! Repito sem ver o jogo na sua totalidade, duvido que atitude tenha sido tão má, como alguns 'pintam', o Marítimo defende muito bem, dá muita cacetada, o Artur desta vez não foi obrigado a nenhuma defesa milagrosa (parece-me), e o Cardozo além do golo, falhou outro que 'nunca' falha!!! (curiosamente, nos Barreiros o ano passado, o Cardozo falhou um golo praticamente igual, talvez ainda mais escandaloso, mas o Coentrão marcou pouco depois...!!!) 3 pontos, num local onde os nossos adversários vão deixar alguns pontos, nada mau...

Nestes jogos com o Marítimo e o Sporting existe um denominador comum: a estratégia defensiva dos nossos adversários foi sempre a mesma: fazer faltas constantes, parar o jogo constantemente, não deixar o Benfica trocar a bola, principalmente os nossos médios ofensivos. Hoje o apitadeiro, como estava a pensar no jogo da próxima jornada no Dragay, não teve problemas em mostrar o primeiro amarelo aos caceteiros, e assim relativamente cedo o Benfica ficou em vantagem numérica!!! Mas quando os cartões só aparecem no final, a estratégia resulta...!!!
Falta um jogo para as férias de Natal, será mais uma final, a classificação do Rio Ave não é importante, todos os jogos do Benfica têm que ser encarados como mais uma final... aliás o Benfica tem demonstrado dificuldades de intensidade nos jogos, no final de cada 'Bloco' de jogos: desde da última paragem para as Selecções, fizemos 3 jogos fisicamente muito complicados (Naval, Manchester e Sporting) e depois a equipa parece que baixou de intensidade. Já no 'Bloco' anterior começamos muito bem em Basileia, e depois com o Basileia em casa, e em Braga a equipa pareceu menos intensa... tem sido esta regra. Se esta variação se manter, o jogo da próxima Sexta-feira, tem que ser preparado com redobrada atenção!!!


RESUMO - Marítimo 0-1 Benfica

Tugagolo | Myspace Video

Garra



Benfica 79 - 69 Corruptos

18-20, 24-21, 10-11, 27-17



Nem sempre bem jogado, mas com muita luta, e desta vez o Benfica foi quem mais lutou pela vitória, como desta vez não houve a roubalheira habitual (houve erros, mas pareceram-me 'honestos', apesar de alguns disparatados!!!), principalmente nos jogos no antro da Corrupção, jogar melhor e lutar, foi suficiente para a vitória... curioso o facto dos nossos 4 melhores marcadores serem todos, contratações para esta época, sinal que houve 'olho'!!!

Os 10 pontos da vantagem também podem ser decisivos, com um Campeonato desnivelado será normal estas duas equipas não perderem com mais nenhum adversário, assim para garantir o primeiro lugar na fase regular - além de ganhar todos os outros jogos com todos os outros adversários, algo perfeitamente possível (o mais difícil será em Ovar) -, o Benfica até pode perder por 9 pontos no antro dos Corruptos!!! E assim manter a vantagem para o Play-Off...

PS: Não sei porquê, mas fico com um sorriso na cara quando se fala que esta equipa Corrupta não recebe ordenados desde do início da época!!! O João Santos merece!!!

Em frente na Taça...

Benfica 3 - 1 Sp. Espinho
25-22, 24-26, 25-23, 25-17


O sorteio da Taça colocou as duas melhores equipas nacionais da actualidade, uma contra outra, e os melhores venceram: o Benfica venceu... não foi fácil, mais uma vez o banco foi muito importante, o Royal e o Ché voltaram a entrar bem no jogo, o 2º e o 3º set foram muito equilibrados... depois de 3 jogos em 4 dias, com adversários valorosos, e uma viagem longa pelo meio, o Benfica continua invencível, demonstrando consistência...

Nunca é bom perder, mas...

"1. Perdemos com o Marítimo com um golo (quase) impossível, com outro (muito) consentido e com numerosas oportunidades desperdiçadas. Embora também com alguma sobranceria (ou menor empenho...) na segunda parte. Quebrou-se uma longa série de jogos sem perder (algum dia haveria de ser...) e ficámos fora da Taça de Portugal, o que também não é agradável. No entanto, se analisarmos todos os jogos oficiais desde início da época e até ao Natal, este seria, sem dúvida, aquele que todos escolheríamos, a ter que optar por uma derrota. A competição é a menos importante das três em que estávamos empenhados, não perdemos pontos em nenhuma das outras e teremos alguma folga num ritmo de jogos 'impossível'. Mas fica o 'aviso' para o jogo da Liga...

2. Soube-se há dias: Falcao só rendeu ao FC Porto 20 milhões de euros. O clube já havia pago 6,5 milhões pela renovação do contrato que o jogador não viria a cumprir e mais 3,7 milhões em comissões pela transferência. Quanto o Danilo, que chegará em Janeiro, custou quase 18 milhões, dos quais quase 5 milhões (mais concretamente 4,8) em encargos relacionados com a transferência, entre os quais comissões. Também se soube há dias que o clube deve vários meses de ordenados aos seus jogadores das modalidades (andebol, basquetebol, hóquei, já que não tem futsal). Enfim, não deixa de ser curioso...

3. Felizmente, o Sporting parece ter arrepiado caminho, depois de tão tristes declarações de responsáveis seus, antes e depois do jogo da Luz e do incêndio que alguns dos seus adeptos atearam na bancada do nosso Estádio. O Benfica fez um pormenorizado comunicado respondendo às infelizes declarações do vice-presidente do Sporting, colocando os pontos nos is nomeadamente no que toca aos lugares reservados aos adeptos; as alegadas atitudes do nosso Presidente junto ao balneário visitante não devem ter sido tão graves assim, já que não houve nem posterior reclamação nem divulgação da alegada gravação, enfim, tudo ficou (felizmente, repito) calmo, a bem de uma sã convivência entre as direcções dos dois clubes.

4. Deve ser um fenómeno. Não há semana em que não haja um clube de topo nele interessado. Só na semana passada, por exemplo, na terça-feira era o Tottenham; na quarta, o Barcelona. João Pereira, defesa-direito do Sporting, é bom jogador, reconheço. Mas não sabia que era um fenómeno. Assim ao jeito de Beto que, quando jogava, não passava um defeso sem que o Real Madrid não estivesse muito interessado nos seus serviços. Por acaso, nunca calhou transferir-se..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Maldição?

"Em 2004/05, na ressaca da conquista do título, o Benfica perde a final da Taça de Portugal para o V. Setúbal, depois de estar a vencer desde os minutos iniciais. Em 2005/06 é eliminado em casa pelo V. Guimarães, com um golo irregular. Em 2006/07, sai da Taça na Póvoa do Varzim, sem brio, perante um adversário da segunda divisão. Em 2007/08 perde em Alvalade (5-3), nas meias-finais, quando a meio da segunda parte vencia por 0-2. Em 2008/09 é eliminado nos penáltis, em Matosinhos, após uma das muitas arbitragens desastrosas de Olegário Benquerença. Em 2009/10 volta a perder em casa com o V. Guimarães (única derrota na Luz em toda a época), ficando uma vez mais arredado da prova. Em 2010/11, uma dramática derrota caseira diante do FC Porto (1-3) impede-o de chegar à final, depois de um brilhante, mas inútil, triunfo no Dragão. Agora, no Funchal, nova eliminação na Taça, novamente depois de estar em vantagem, e com o jogo aparentemente controlado.

Há oito temporadas que o Benfica não levanta uma Taça de Portugal, e há sete que não chega sequer à final. Passaram entretanto pelo clube Giovanni Trappatoni, Ronald Koeman, Fernando Santos, Chalana e Quique Flores. Temos agora Jorge Jesus. Nenhum deles conseguiu terminar uma época em festa, com a consagração do Jamor. Todos eles saíram da Taça em circunstâncias dramáticas ou, no mínimo, estranhas. Se não é maldição, parece. Como não sou supersticioso, tento encontrar, tanto explicação racional para todos estes sucessivos desaires. E a única que me ocorre é uma certa ligeireza com que por vezes a competição tem sido encarada. Sem o brilho da Champions League, sem a revelância do Campeonato, a Taça talvez nem sempre tenha sido objecto central da atenção de jogadores e técnicos. Algum azar complementa o triste quadro.

O que é certo é que estamos fora desta prova, e, assim sendo, a aposta nas restantes tem de ser total. Perdemos uma preciosa almofada para o final da época. Temos, pois, de conquistar a época."


Luís Fialho, in O Benfica

sábado, 10 de dezembro de 2011

Parabéns à Benfica TV



A avaliação é muito positiva, são três anos de crescimento sustentado... que apesar de não o admitirem, fazem muita inveja a muita gente... eu como 'director de sofá' poderia tomar decisões diferentes, poderia apostar em programas diferentes, mas reconheço coerência no caminho traçado. Ainda existe um longo percurso pela frente, mas a evolução tem sido no bom sentido.

Para quem tem a ilusão que a Benfica TV deveria servir para discussões auto flageladoras, parecidas com aquelas que se passam na net, estão enganados.

A caminho dos Quartos-de-final da Taça de Portugal



ABC 24 - 28 Benfica



Jogo quase sempre controlado, entrada assim-a-assim, mas depois do 5-3 para o ABC o Benfica não deu hipóteses, sempre em vantagem... ironicamente a equipa só abanou quando após ter jogado quase 2 minutos com mais 2 jogadores em campo, a equipa não marcou um golo!!! E logo a seguir após várias exclusões dos nossos jogadores, golos mal anulados, e alguns livres de 7 metros contra, permitimos que o jogo ficasse em 23-24, mas com garra agarrámos a vitória.

Q.B.

Benfica 5 - 2 Juventude de Viana



Jogo fácil, que o adormecimento no início da segunda parte complicou... Agora vamos a Espanha para a Liga dos Campeões.

Na liderança..



Benfica 1 - 1 Sporting



Podíamos e devíamos ter ganho, mas continuamos na frente do campeonato, e se nada de estranho acontecer a liderança na fase regular será nossa.

O jogo foi tal e qual como eu esperava: o Benfica a tentar jogar, a falhar golos de forma inacreditável, o Sporting com um atitude de equipa do último lugar da classificação, atacando praticamente somente em contra-ataque (aliás a semana passada com o Fundão, em casa, já tinham feito a mesma coisa!!!), marcando um golo num canto, simulando faltas atrás de faltas, um guarda-redes com o leite todo, agredindo e depois fazendo-se de vitima, tudo isto com a colaboração dos dois palhaços com o apito na boca...

Quando os jogos são mais apertados (play-off's, derby's, finais de taças...) o critério sobre as constantes faltas sobre o César Paulo torna-se nojento, hoje até conseguiram marcar faltas ofensivas ao César em situações onde ele sofria falta... e depois no fim o asqueroso ex-seleccionador nacional ainda consegue ironizar com um suposto prejuízo!!!

A ser verdade o regresso do Ricardinho, temos 'festa'!!!

Sempre a vencer



Guimarães 1 - 3 Benfica

20-25, 25-22, 17-25, 27-29


Grande vitória. Depois de uma paragem prolongada nas competições internas, somos obrigados a jogar 3 jogos em 4 dias, com uma viagem longa pelo meio, e com adversários complicados. Nos primeiros dois jogos, duas vitórias indiscutíveis. Hoje, com alguns titulares a descansar, mesmo perdendo um set, a equipa esteve muito bem... e a coisa só não ficou resolvida mais cedo, porque os árbitros queriam um 5º set à força!!! A emoção com que acabou o jogo, foi 'construída' com várias decisões inacreditáveis... o Prof. Jardim numa atitude 'pedagógica' em vez de protestar sorria e coçava a cabeça!!!

Amanhã novo grande jogo, desta vez para a Taça, novamente com o Sp. Espinho...

Do oito ao oitenta?

"Depois das excelentes exibições frente a adversários complicados como Sporting e Manchester, com o elogio generalizado a fazer sentir-se em inúmeras parangonas de jornais, surgiu uma tentativa ténue, diga-se de passagem, de uma franja dos nossos opinadores que pretenderam colocar em causa a prestação desportiva do nosso clube, muito por força do afastamento da Taça de Portugal, num jogo sem chama da nossa equipa. Mas deverão os benfiquistas embarcar nesta corrente? Será que o Benfica passou do oito ao oitenta no espaço de uma semana? Estamos em crer que não. E embora esteja a escrever este texto um dia antes do último jogo da fase regular da Champions, estou certo que ficaremos em primeiro lugar do Grupo, facto que temos de louvar e premiar condignamente. Todas as equipas têm uma ou outra escorregadela ao longo de um conjunto de provas exigentes nos quais estão inseridos. Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Taça da Liga, e Liga dos Campeões.

O nosso tropeção, se é que a isso se pode chamar tropeção, aconteceu na Madeira, frente a um ambicioso Marítimo, que tem feito uma prova irrepreensível neste domínio. Mas creio, sinceramente, que o jogo do campeonato terá uma história completamente diferente. E para melhor. Estaremos mais concentrados, mais coesos e solidários dentro do campo. A objectividade e o pragmatismo que normalmente caracterizam o jogo do Benfica verão ao de cima e os três pontos deverão regressar com a equipa a Lisboa e com isso a manutenção da liderança na principal competição nacional. Posto isto, convém referir que, ao contrário do que outros querem fazer crer, o nível de confiança não anda arredado da nossa equipa nem dos nossos adeptos. A simbiose da cumplicidade que existe entre ambos será mantida e reforçada nos próximos jogos. Todos nós sabemos a receita do sucesso. Apoio incondicional e entusiástico à equipa do Benfica, esperando que o resultado se traduza em golos, espectáculo, vitórias... se possível com nota artística."


Luís Lemos, in O Benfica

Objectivamente (SS)

"Depois de pelo terceiro ano consecutivo ter sentido o amarguíssimo sabor da eliminação da Taça de Portugal de forma inglória, ainda mais me irritou ouvir o nosso maior crítico - Pinto da Costa - falar de coisas que não lhe dizem respeito ofendendo a esmagadora maioria dos adeptos do futebol em Portugal: Benfiquistas e sportinguistas.

Disse, esse exemplo de «fair-play» e desportivismo, que os «animais não gostam de ficar enjaulados». Por um lado, chamou animais aos cerca de quatro mil adeptos leoninos que estiveram na Luz (alguns deles, é verdade, com comportamento selvático) e, principalmente, criticou a medida que o Benfica tomou ao colocar redes de segurança na bancada para os adeptos adversários, preservando-os a eles e aos simpatizantes do Benfica que estão assim mais protegidos dos devaneios de muitos insurrectos que andam pelos estádios de Futebol!

A conversa desse indivíduo já mete nojo! Todos os dias tem alguma coisa para dizer sobre os outros, mas não se preocupa em falar sobre os muitos casos que tem no seu clube.

Isso ele não gosta! Nem gosta que os seus correlegionários falem sobre os treinadores, jogadores que querem sair, ou desavenças dentro do balneário como aconteceu muito recentemente, segundo informações vindas dentro do próprio clube. Disso ele não fala!

O Benfica faz bem em não responder. É essa a correcta postura dos nossos dirigentes que já não gastam palavras a responder a tão desbocada figura. Agora o que é estranho é que o tão mediático novo vice sportinguista, P. P. Cristóvão não tenha dito nada sobre esta tirada de PC, chamando-lhe animal enjaulado ele que esteve lá e que tanto se queixou do Benfica apesar de ter RECUSADO receber bilhetes para o camarote presidencial ou para outro qualquer camarote tal como a Liga Portuguesa obriga. É tão atrevido para umas coisas e não é para outras!"


João Diogo, in O Benfica

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Champions e a Liga Europa

"Uma equipa portuguesa que faça uma excelente prova nas competições europeias aspira realisticamente a uns quartos-de-final da Liga dos Campeões, mas na Liga Europa aspira a poder vencer a prova. Qual é a melhor então?

Admito até opiniões diferentes, mas é como ser campeão da Liga de Honra ou ficar nos seis primeiros da Primeira Liga. A Liga Europa é a II Divisão europeia, a Liga dos Campeões é a primeira. É bom estar na primeira, mesmo sabendo que realisticamente não a iremos vencer.

São impressionantes os valores de receita que proporcionam. Mais de 15 milhões já acumulados (sem market pool) esta época para o Benfica é muito cacau! O Benfica fez uma boa prova. Venceu duas pré-eliminatórias difíceis, contra adversários ainda nas provas europeias, e ficou em primeiro num grupo que deixa de fora um gigante como o Manchester United. Jesus tem razão quando diz que aumentou o prestígio europeu do Benfica, mas Rúben Amorim tem bom senso quando diz que apenas poderemos pensar numa eliminatória de cada vez.

É doce, no entanto, ser com Real Madrid e Barcelona uma das únicas três equipas invictas da prova. É bom pelo nível da companhia, e porque é bom não perder.

A Liga dos Campeões teve surpresas, a maior das quais o APOEL, uma equipa fraca para o nível da prova, que teve como único resultado lógico o do seu último jogo. Lamento que não tenha ficado em segundo do grupo para jogar com o Benfica, talvez por essa razão o FC Porto tenha preferido não marcar ao Zenit, talvez por isso havia tanto benfiquista a desejar sorte a Vítor Pereira.

A pensar no jogo de 21 em Alvalade deixámos uma taça nos Barreiros, numa derrota difícil de digerir para quem como eu respeita tanto a Taça de Portugal. O mesmo Marítimo que domingo nos dita a sorte no campeonato. Uma vitória na Madeira coloca o primeiro objectivo da época numa posição privilegiada."


Sílvio Cervan, in A Bola

Alerta

"Quanto custou a derrota frente ao Marítimo? Custou a Taça de Portugal, custou a quebra de um clima de frenético entusiasmo em torno da equipa. Custou tudo isso, custou dolorosamente, mas o que custou pode custar menos. Como assim? Desaires há que são pedagógicos, que ajudam a perceber que o trajecto competitivo não é linear, não é sempre vitorioso.

O Benfica, esta temporada, ainda não havia perdido em desafios oficiais. O registo era entusiasmante, mas porventura sugeria facilidades que não existem, nunca existem. Não há colectivos, por mais forte que argumentem, invencíveis em todas as empreitadas que disputam. Sobretudo no Futebol, muito menos no Futebol.

Consequências do revés na Madeira? A convicção de que o Benfica até poderia superar o seu opositor, mas que o contratempo só pode obrigar a equipa a reforçar os seus melhores índices na competição. E o que há ainda para vencer? Desde logo, o Campeonato. Também a Taça da Liga, ainda uma prestação digna na Liga dos Campeões.

Uma derrota, esta época, com este Benfica, para mais a nível doméstico, é difícil de dirigir. Só que deve servir de alerta, deve servir para perceber que não há jogos ganhos antecipadamente. O aviso é para a equipa técnica, é para os jogadores, é para os dirigentes? Também é, claro que é. Mas é, fundamentalmente, para os adeptos. E porquê? Para que não murchem na sua convicção, no seu apoio, na sua alma, na sua crença.

Estamos em Dezembro. A temporada só termina em Maio. De vermelho colorida? Tanto mais vermelha quanto mais vermelho, convictamente vermelho, for o apoio dos aficionados. Depois do baque no Funchal, vamos reforçar o vermelho da confiança? A ser assim, razão bastante para que vermelho, muito vermelho, venha a ser, no final, o nosso contentamento."


João Malheiro, in O Benfica

Dormir na ocasião

"Ao ver a desonrosa eliminação do nosso Benfica da Taça de Portugal, recordava-me das palavras de Padre António Vieira no “Sermão de Santo António aos Peixes”.

Em 1654, o ilustre pensador lusitano, referindo-se aos peixes roncadores, e criticando a soberba dos mesmos, dizia que “O muito roncar antes da ocasião, é sinal de dormir nela”. Nesta simples frase lá ia explicando o nosso grande orador que não é digno dos grandes falar antes da ocasião, pois corre-se o risco de ser a ocasião a ultrapassá-los.

Antes da eliminação frente ao Marítimo, foi um corre-corre de encómios e louvores: os resultados frente ao Manchester e ao Sporting deram azo a que as manchetes fossem feitas com as referências à sequência de vinte e tal jogos invictos. De repente, vi entrevistas exclusivas de futebolistas nossos a jornais desportivos e até a jornais que sobrevivem às custas de mentiras torpes sobre o nosso Benfica. As conferências de imprensa dividiram-se entre o auto-elogio e a tal estatística da invencibilidade… ou seja, roncou-se muito antes da ocasião. Resultado: dormiu-se nela. Foi-se a invencibilidade, foi-se a Taça de Portugal, espero sinceramente que se tenha ido, definitivamente, a falta de humildade no discurso. E, além da falta de muitas outras coisas – desde a sorte a alguns habituais titulares – a humildade foi o que de mais deficitário o nosso Benfica teve naquele Estádio dos Barreiros.

De uma derrota só tira algo de positivo quem tem a capacidade de perceber os erros próprios como uma lição, uma aprendizagem. Quero acreditar que todos, sem excepção, a tenhamos aprendido."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

"Incidentes"

"O que é que aconteceu na noite de 26 de Novembro, no Estádio da Luz? Resumindo: o Benfica ganhou; o Sporting perdeu; o Estádio inaugurou uma área reservada e protegida para as claques dos visitantes, como existe já em diversos e modernos estádios do mundo; no final do do jogo, inconformados com a derrota, adeptos do Sporting incendiaram uma vasta zona da bancada. Posteriormente, o Sporting alegou que teriam sucedido «muito graves acontecimentos», nunca especificados, supostamente documentados numa gravação. Desafiado a mostrar a presumível gravação, o Sporting meteu a viola no saco.

Mas a generalidade dos meios de comunicação passou desde então, e ao longo de toda a semana, a referir-se aos «incidentes» daquela noite, um caldinho de especulação e manipulação. E com isto: deixou de se falar da vitória do Benfica; deixou de se falar da derrota do Sporting, um leão de papel levado ao colo pelos jornais como equipa imbatível; e deixou mesmo de se falar do único incidente que se registou e toda a gente viu - o crime de fogo posto, previsto e punido nos termos do Código Penal. O Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional prevê a indemnização de danos em instalações de um clube causados por sócios ou simpatizantes de outro.

Não houve outros «incidentes». O que há é um imenso blá-blá-blá, papaguedo e escrito, para disfarçar um comportamento que se inscreve nos puros e simples actos de hooliganismo.

Aditamento: Espero que a triste derrota que afastou o Benfica da Taça de Portugal tenha ao menos servido para corrigir erros. E que o resultado da lição se veja, sem falta, já este fim-de-semana, de novo no Funchal, agora para o Campeonato."


João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sem surpresas...



Barcelos 67 - 90 Benfica

20-24, 8-23, 17-23, 22-20



Passagem fácil aos Quartos-de-final da Taça de Portugal (que será uma Final 8), ao contrário do jogo para o campeonato (vitória no prolongamento), desta vez não facilitámos!!!

No próximo domingo temos o jogo na Luz com os Corruptos, o regresso à competição do Heshimu é uma excelente notícia...

Espírito vencedor

Benfica 3 - 0 Sp. Espinho

25-21, 25-21, 28-26


Não foi fácil, a perder no 2º set, foi preciso 'abanar' a equipa, a entrada do Royal e do Ché foi determinante, para a reviravolta... na parte final, mesmo com as coisas nem sempre a correrem bem, a equipa 'recusou' perder um set!!!

Danny é como o Benfica, é bom para o país

"Foi bom para o país que o Benfica tivesse sido eliminado da Taça e também foi bom para o país que Danny tivesse evitado, nos últimos instantes do jogo no Porto, dar a vitória ao Zenit


FOI muito bom para o país que o Benfica tivesse sido eliminado da Taça de Portugal. Estarão, com certeza, lembrados que na semana em que o Benfica ganhou ao Sporting para o campeonato foi aprovado o Orçamento Geral do Estado sem que ninguém reflectisse sobre isso, porque não se falou doutra coisa a não ser da gaiola da Luz e da fabulosa exibição de Diego Capel.

Lembram-se? O País em crise, um Orçamento Geral do Estado de rapina, a senhora Merkel e o senhor Sarkozy a quererem acabar com o euro, e nem uma palavrinha mais acesa sobre tais assuntos teve a capacidade de incendiar a sociedade portuguesa. Com toda a comunicação social focada na gaiola da Luz, até se podia ter oferecido o Mosteiro dos Jerónimos à banca internacional para abater na dívida que ninguém tinha dado por tal coisa.

E por isto mesmo foi bom para o país a justíssima eliminação do Benfica da Taça de Portugal. Caso contrário, teríamos mais um derby este mês o que significaria, pelo menos, outros quinze dias de alienação total. Uma semana antes do jogo, com a revisão da matéria dada e uma semana depois do jogo, com o rescaldo das ocorrências.

Foi bom para o país e foi bom para o Sporting, convém acrescentar.

Numa prova que caminha para o centenário e cuja final se disputa tradicionalmente no Verão, o Sporting é o primeiro clube a ganhar e a festejar a conquista do troféu ainda antes do Natal.

POLÍTICA nacional à parte, não foi uma semana boa nem para o Benfica nem para o FC Porto. Se um Benfica medianamente esforçado não chegou para o Marítimo, um FC Porto muito esforçado também não chegou para o Zenit.

Saiu o Benfica da Taça de Portugal, saiu o FC Porto da Liga dos Campeões e saiu Danny de boa saúde do Dragão, o que também se deve saudar.

Danny é como o Benfica, é bom para o país e não teme os sacrifícios que tal estatuto implica. Na quarta-feira, nos últimos instantes do jogo, quando o FC Porto só atacava e o Zenit só contra-atacava, a bola foi lançada para Danny que avançou perigosamente para a baliza de Helton. Mas teve o bom senso de se deixar desarmar. Seria mau para o país se Danny marcasse o golo da vitória dos russos no Dragão.

Seria mau para o país e para Sociedade Protectora dos Animais.


O Salgueiros faz 100 anos e já conheceu melhores dias. Uma sucessão de gestões danosas atirou com o Salgueiros para uma situação imprópria do seu historial. Para mim, o Salgueiros foi sempre o Salgueiral. E isto d2 lhe chamar Salgueiral é carinho, não é desprezo nem olhar de cima. As notícias do centenário do Salgueiros vieram, naturalmente, acompanhadas por alguns pormenores sobre a fundação do clube.

Na verdade, não são pormenores. São pormaiores. O Salgueiros nasceu depois de um grupo de amigos ter assistido a um jogo de futebol entre o FC Porto e o Benfica disputado no Campo da Rainha, na cidade do Porto. Gostaram tanto do que viram que, de regresso a casa, pararam na rua à conversa e, à luz de um candeeiro da via pública, decidiram fundar o seu próprio clube.

São também lampiões, portanto, os salgueiristas. Como se não lhes bastasse este notável pedigree, os seus fundadores tomaram outra decisão importante quando escolheram o equipamento, vermelho e branco, igualzinho ao do Benfica de Lisboa que tinham visto jogar para, assim, se distanciarem das cores do FC Porto, o vizinho da mesma cidade.

O Salgueiros passou um mau bocado, praticamente refundou-se para subsistir, e hoje luta pelo regresso às provas nacionais. A equipa de futebol do Salgueiral está na 3ª posição da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto, com menos um jogo do que o líder da tabela, o Felgueiras.

É incrível como o Porto, uma cidade pujante de comércio e de associativismo, não conseguiu manter nas primeiras linhas da competição os seus clubes históricos, como o Salgueiros e o Boavista. Mas é assim, não dá para todos. É uma pena.



«OH, Inglaterra, minha Inglaterra / com os teus gloriosos olhos austeros.» É um poema, está visto. Um poema do poeta inglês Willian Ernest Henley que viveu e produziu a sua obra no século XIX. Este poeta Henley é também o autor do poema Invictus que Nelson Mandela recitava na prisão e serviu de inspiração para o filme de Clint Eastwood com o mesmo nome.

Mas tudo isto vem a propósito de quê?

Da Inglaterra e dos pequenos tormentos que André Villas-Boas e David Luiz por lá têm passado, eles que em Portugal, cada um no seu clube e na sua função, foram não só incontestados mas apontados como exemplo para as gerações futuras. Agora estão os dois em Inglaterra e vida não lhes parece correr tão bem porque tudo aquilo que em Portugal eram as qualidades fantásticas dos dois, em Inglaterra são defeitos.

A Inglaterra, como os seus «gloriosos olhos austeros», não suporta o futebol azougado de David Luiz, que levava ao delírio o Estádio da Luz, e não tolera os mind games de Villas-Boas, que punham em sentido os árbitros e os jornalistas do Condado Portucalense.

David Luiz, diz a imprensa britânica, pode ser transaccionado na abertura do mercado de Inverno pelo preço de 16 milhões de euros, ele que custou 24 milhões a Abramovich. Tony Cascarino, a velha glória irlandesa que jogou no Chelsea no início dos anos 90, apontou recentemente aquilo que considera serem as falhas do jovem defesa central brasileiro: «Ele pensa de forma errada e tem o péssimo hábito de tentar passes arriscados quando só precisa de defender. Será difícil perder esses maus hábitos.»

André Villas-Boas, diz também a imprensa inglesa, teve o lugar por um fio antes destas duas últimas vitórias do Chelsea, para o campeonato inglês e para a Liga dos campeões, frente ao Valência. Para lá dos resultados não estarem a corresponder às expectativas do magnata russo que o contratou, o jovem treinador chegou também com os maus hábitos do futebol português. E os «gloriosos olhos austeros» da Inglaterra logo o sancionaram com uma multa de 12 mil libras (perto de 19 mil euros) quando, depois de perder com o Queens Park Rangers, Villas-Boas se atreveu a dizer que o árbitro tinha feito um trabalho «muito, muito pobre», pequeníssimo, quase anémico insulto em termos lusitanos. Mas tremenda falha para um desportista na Inglaterra de Henley e de outros civilizadores.

E se, em Inglaterra, afirmar que o árbitro foi «muito, muito pobre» dá uma multa de 19 mil euros, imagine-se a coima que Villas-Boas terá de pagar se um dia, no rescaldo de um resultado menos feliz, disser em inglês tudo o que disse em português, em Guimarães, na época passada, depois do empate do FC Porto no berço da nacionalidade: «A minha expulsão é ridícula» … «O árbitro cometeu um erro declarado que mudou o sentido do jogo» … «por favor, alguém meta pressão na TVI…»

Havia de ser bonito.

Sobretudo naquela parte em que Villas-Boas diria, em inglês, please, someone put pressure on BBC!»

Pressure on BBC? I beg your pardon??????!!!!!

Mas isso nunca vai acontecer.

«Oh Inglaterra, minha Inglaterra / com os teus gloriosos olhos austeros…»



LIEDSON já sabe ao que sabe ser campeão. O caminho não foi fácil. Aos 21 anos, Liedson era caixa de um supermercado e quando saiu do Brasil para a Europa não era, propriamente, nenhuma vedeta. Nunca jogara sequer em nenhum escalão da selecção brasileira. Depois de sete anos no Sporting a disfarçar com os seus golos todas as crises de Alvalade, regressou ao Brasil para jogar no Corinthians.

E o Corinthians ganhou o campeonato no domingo. No mesmo dia em que morreu Sócrates, o doutor, que fez no timão meia dúzia de épocas de sonho. Sócrates sempre disse, reza a lenda, que gostaria de morrer num domingo em que o Corinthians «levantasse um título». Foi precisamente isso que aconteceu. E é assim que vai ficar para a História.



VENDO as imagens na televisão, fica-se com a ideia de que os simpáticos adeptos do belenenses que se deslocaram a Alvalade ficaram um bocado enjaulados no estádio, confinados entre grossas redes laterais, dissuasoras de qualquer comportamento menos digno que, aliás, não se previa. Também é verdade, registe-se, que à frente não tinham rede alguma que lhes perturbasse a visão. Mas também não fazia falta porque está lá o fosso que sempre é mais medieval do que pré-histórico.



P.S. – Foi um grande aborrecimento o jogo de ontem do Benfica com os romenos, só compensado pelo gosto de ficar em primeiro lugar no grupo. Ontem também ficou provado que o grande resultado do Benfica nesta “poule” foi a vitória em Basileia. Incrivelmente, o Manchester City e o Manchester United foram parar à Liga Europa que, sem a chegada destes ingleses, até já parecia a Taça de Portugal."



Leonor Pinhão, in A Bola

'UEFICES'

"Na omnipresente e omnisciente UEFA há decisões que, por mais esforço que faça, nunca perceberei. Dois exemplos: o cartão amarelo quando um jogador tira, por instantes, a camisola ao festejar efusivamente um golo; e a existência de pseudo árbitros que, nos jogos europeus, estão atrás da linha de cabeceira.

Quanto ao cartão, o gáudio por um golo marcado e, às vezes, decisivo é castrado pela imposição da estupidez. A admoestação pelo striptease dorsal do marcador de um golo é a mesma de um jogador que dá uma pantufada num adversário, ou a do que diz um sonoro impropério ou faz jogo sujo e anti-desportivo. Usando um termo ora muito em voga, que generosa equidade!

Quanto à invenção dos 'juízes desembargadores de segundo recurso', continuo sem perceber a sua utilidade. São uma espécie de candeeiros ou múmias paralíticas, que, creio, só se dará por eles quando levarem uma bolada em cheio. Reconheço, porém, que contribuem para aprofundar o 'turismo arbitral' dando a conhecer aos felizardos novas cidades e estádios, em ritmo de passeio. Sugeriria até que, tal como no voleibol ou ténis, se pudessem sentar em cadeiras elevadas para melhor desfrutarem do espectáculo.

Se bem que já tivesse tirado estas conclusões sobre a inutilidade da sua lide, fiquei definitivamente elucidado quando vi um dos quintos(?) árbitros no jogo Benfica-Basileia não ter indicado uma mão descarada de um jogador suíço dentro da área e ali nas barbas do homem.

Mas nem tudo é mau. Estes juízes têm, privilegiadamente, condições únicas para certificarem se a camisola de um marcador de um golo sai do corpo o suficiente para o soberano árbitro mostrar o tal cartãozito amarelo. E assim justificarem a sua presença..."


Bagão Félix, in A Bola