Últimas indefectivações

sábado, 3 de dezembro de 2011

Vitória nos Açores

Vitória entre altos e baixos !!!

Benfica 70 - 68 Ovarense
19-16, 13-16, 19-19, 19-17



Ainda sem o Heshimu (e o Barroso), com alguns jogadores aparentemente condicionados, o Benfica venceu um jogo bastante difícil... com um final de 2º período e principio de 3º período muito abaixo do desejável... jogo que só ficou decidido nos últimos minutos, quando finalmente os nossos triplos começaram a cair!!!

O próximo jogo para o Campeonato será a recepção aos Corruptos...

A subir de forma... sempre em vantagem...

Infante de Sagres 2 - 7 Benfica

Super Bloco



Vilacondense 0 - 3 Benfica

17-25, 18-25, 17-25


Após uma longa paragem do Campeonato, um regresso com uma vitória indiscutível, com destaque para a quantidade de Blocos... Na próxima Quinta-feira recebemos o Sp. Espinho, a equipa que tem demonstrado ser o mais sério candidato ao 2º lugar(!!!), mas mesmo assim é para ganhar...

Belo horror

"A presença de fogo num estádio é algo extraordinário de ver. Não percebo bem por que raio tanto se tem falado da Luz a arder. Afinal, a história vem de longe, de muito longe aliás, quando Prometeu roubou o fogo a Zeus para o oferecer aos mortais, história celebrada na Chama Olímpica que ilumina os Jogos.

Mas o duelo entre Prometeu e Zeus, já agora, foi mais longo e, curiosamente, até meteu águias ao barulho, quando o rei dos deuses, para se vingar de lhe terem roubado o fogo até então pertença do círculo de divindades, acorrentou Prometeu e fez com que uma águia lhe comesse diariamente o fígado que, pior ainda, todos os dias renascia para ser comido e depenicado até à eternidade. Depois, vá lá, alguém salvou Prometeu daquela tortura e o fogo acabaria realmente por passar a ser também coisa das pessoas. É esse fogo que se celebra de quatro em quatro anos na maior manifestação desportiva da humanidade. Aquele da Luz, ainda que provavelmente seja inocência minha, talvez tenha alguma relação com isso, talvez um daqueles adeptos que são tudo menos do Sporting por mais que gritem o nome, tenha querido honrar Prometeu.

O próximo passo, enquanto o clima nos estádios de futebol for minado por cinquenta ou sessenta verdadeiros marginais identificados pela polícia mas protegidos por um sistema legal que não funciona - e ao todo entre os três grandes é este o número em causa segundo as autoridades; os outros, mesmo nas claques, é gente normal que vai por arrasto -, o próximo passo, escrevia eu, será realmente continuar a honrar Promoteu talvez com adeptos do Benfica acorrentados às bancadas para verem os fígados comidos por águias, ou do Sporting, mas nesse caso mordiscados por leões, ou do FC Porto, chamuscados por dragões. E da contemplação dessas dores horríveis e desse espectáculo monstruoso, a que poderíamos juntar uma grande Chama Olímpica capaz de deitar abaixo uma bancada, estou convencido de que nascerá a vitória dessa gente. E de Zeus."


Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Adeus ao Jamor

Marítimo 2 - 1 Benfica



Alguma descompressão, mesmo assim muito desperdício (muito), demasiadas poupanças (Javi), guarda-redes demasiado adiantado (principalmente no 2º golo), um guarda-redes adversário inspirado (como é normal!!!), e o Benfica fora da Taça... preferia ganhar os dois jogos, mas entre este da Taça, e o próximo do Campeonato, obviamente prefiro ganhar o próximo (sendo que temos todos, muitas saudades do Jamor), que este tenha sido um 'abre olhos'!!!

Pelo menos agora vai-se deixar falar da invencibilidade (o que para mim era negativo), e voltamos a falar daquilo que mais importa: o próximo jogo, e só, o próximo jogo!!! Cada jogo será uma final até ao fim da época... em todas as competições.

Benfica é melhor que o Sporting

"Um dos meus melhores amigos, sportinguista ferrenho, desabafava-me com indubitável sentido de humor, que lhe custava muito ver os dirigentes do seu Sporting sentados no mesmo sítio do Dr. Vale e Azevedo e da D. Carolina Salgado, ou seja, sentados no meio da claque.

Ora aqui está uma perspectiva sportinguista que nivela por cima, o que vindo daquelas paragens já foi mais habitual. Percebo bem que para um largo sector de sportinguistas elitistas e educados seja difícil entender o comportamento de parte dos seus dirigentes.

A minha visão do derby foi a de um Benfica mais cansado, porque jogou um jogo intenso a meio da semana, sem o seu capitão Luisão e a jogar mais de meia hora 10 jogadores. Por isso apenas ganhou por 1-0. Os quatro melhores jogaram entre si. O Benfica ganhou ao Sporting porque é e foi melhor que os de Alvalade e o Porto ganhou ao SC Braga porque é e foi melhor que o SC Braga.

O Benfica mesmo num jogo equilibrado teve uma bola na barra e outra no poste além do golo, o Sporting está mais perto mas ainda não está ao nível de Benfica e Porto. Muito tem feito Domingos numa casa onde a gestão e a confusão andam de braço dado. Por vezes parece haver um karaoke de disparates entre os seus dirigentes, o que para quem conhece e tem apreço por alguns deles, como é o meu caso, custa.

Magnifico um Benfica que joga bem sabe lutar e sofrer. Numas alturas com inspiração, mas sempre com dedicação e transpiração. Hoje na Madeira contra o maior sensação deste campeonato, podemos ganhar o direito de visitar Alvalade XXI, dia 21. Contra sorteios difíceis temos que colocar uma alma ilimitada em campo.

Que joguem os melhores e da melhor maneira caso contrário o resultado, pode não ser o... melhor. Este Benfica criou habituação de excelência, que Marítimo e Otelul sejam dois capítulos."


Sílvio Cervan, in A Bola

Chama Imensa

"Ao longo da corrente época, jogando melhor ou pior, evidenciando maior ou menor beleza plástica de jogo, mostrando maior ou menor segurança de processos, mais ou menos fulgor atlético, há algo que ninguém poderá apontar ao Benfica. Falo do empenho e da capacidade de sofrimento dos jogadores, do seu profissionalismo, da sua entrega, e do rigor com que defendem a camisola que vestem, aspectos que não são obviamente indissociáveis da capacidade de liderança do treinador, e da estrutura que o suporta. Pois foi precisamente aí, nesse conjunto de características, nessa raça e nessa mística tão nossa, que residiu o âmago da vitória do dérbi de sábado passado, a sexta consecutiva sobre o velho rival lisboeta.

Sabia-se que o Sporting vinha moralizado, e trazia mais argumentos do que noutras ocasiões do seu passado recente. Isso notou-se desde o primeiro instante, o que fez deste, um dérbi com muito mais disputa e muito maior incerteza do que outros. Tal reequilíbrio originou um jogo de enorme intensidade competitiva, disputado em poucos espaços, e apelando a factores que iam muito além da capacidade técnica ou táctica dos dois conjuntos. Exigia-se, à partida, um Benfica de luta, de grande coração, e de entrega total. Após a (exagerada) expulsão de Cardozo, essa necessidade foi levada aos limites.


De facto macaco e mangas arregaçadas

Num desafio à sua coragem, o Benfica saiu-se com distinção. Foi feliz por ter procurado, com uma alma inesgotável, essa mesma felicidade. Triunfou merecidamente, porque soube ser eficaz, mas também humilde e sofredor. Percebendo que não tinha a faca do jogo, soube enrijecer o queijo, tornando-o impenetrável, e alcançando um sucesso que pode ter importância vital no desenrolar do Campeonato.

Até ao momento da expulsão, a partida foi quase sempre pautada pelo equilíbrio, com o golo de Javi Garcia a determinar uma diferença tangencial que se aceitava. O Sporting podia ter marcado, o Benfica também dispusera de oportunidades flagrantes (uma das quais nos pés do próprio Cardozo), e tudo se encaminhava para, daí em diante, assistirmos a um natural ascendente territorial leonino em busca do empate, e a uma tentativa do Benfica em explorar os espaços que o adversário iria necessariamente libertar nas suas costas, à imagem e semelhança daquilo que acontece em tantos e tantos jogos de futebol.

Em razão da inferioridade numérica em que se viu colocado, o Benfica foi forçado a quase desistir de atacar. Com meia hora de jogo pela frente, e uma preciosa vantagem no marcador, os 'encarnados' vestiram o fato de macaco, deram as mãos, e fecharam as portas da baliza de Artur. As substituições foram extraordinariamente criteriosas, dotando a equipa de uma capacidade táctica que lhes permitiria resistir até final. A raça dos jogadores fez o resto. Apenas esses últimos trinta minutos, com menos um elemento em campo, podem ter deixado a ideia ilusória de um ascendente sportinguista que, até então, em bom rigor, nunca e verificou. Em momento algum o Sporting jogou mal, mas só dominou verdadeiramente o jogo quando se viu com mais um homem, e mesmo aí, sem criar particular perigo junto da baliza benfiquista (as melhores ocasiões, paradoxalmente, até haviam sido desperdiçadas antes).


Palmas para os nossos adeptos

É a segunda vez consecutiva (a outra foi aquando da última meia-final da Taça da Liga) que vemos o universo sportinguista sair da Luz feliz (aliviado?) por perder por poucos, e por conseguir discutir em dérbi até ao fim. Esse estado de espírito é a melhor homenagem que prestam ao nosso Clube, ilustrando afinal que o melhor Sporting (e este foi, devo dizer, o melhor dos sportingues que vi nos últimos anos), ainda não chega para um Benfica limitado nas suas unidades e nas suas forças.

Não é possível terminar um texto sobre o dérbi sem uma palavra para o público da Luz, que soube interpretar na perfeição o seu papel de décimo segundo (depois décimo primeiro) jogador, dispensando, em momentos cruciais, o apoio de que a equipa necessitava. O sofrimento que se vivia nas bancadas não dava para ondas mexicanas ou entusiasmos festivos,mas o factor da equipa sentir que os adeptos estavam com ela terá sido crucial para superar as dificuldades da fase final do jogo, quando os ponteiros relógio pareciam andar para trás.

E assim continuamos invictos.



O FOGO QUE OS QUEIMA

As responsabilidades do incêndio causado pelas claques sportinguistas nas bancadas do Estádio da Luz não podem deixar de ser endereçadas a quem, com atitudes mesquinhas, com declarações inoportunas, e com insinuações ligeiras, lançou a confusão e polémica sobre medidas de segurança absolutamente normais, cuja necessidade, diga-se, estes mesmos comportamentos agora evidenciaram.

A presença ostensiva de dirigentes do Sporting no local apenas contribuiu para sancionar tais atitudes criminosas, não sendo os comunicados posteriores mais do que uma mera fuga para a frente, num assunto onde sabem ter perdido, uma por uma, todas as razões. Este foi, aliás, um exemplo perfeito de como podem polémicas inúteis induzir actos de violência extremamente graves.



Javi Garcia (positivo)

Foi dele a noite do dérbi e, quando um dia mais tarde recordarmos este jogo, o mesmo terá nome próprio, e será 'o do golo do Javi Garcia'. Para além desse momento, que valeu os três pontos, o médio espanhol realizou uma extraordinária exibição, tornando-se numa das principais muralhas da resistência benfiquista até ao final. Creio que a selecção espanhola já não será grande demais para o nosso Javi, que, jogo após jogo, mostra talento, pujança e inteligência táctica como poucos na sua posição.


Dirigentes do Sporting (negativo)

Criaram o mito da 'jaula' (ou 'galinheiro', conforme as preferências), mas saíram dela chamuscados pelo fogo ateado no local, perante o seu próprio testemunho. Lançaram a polémica dos bilhetes, mas só nos seus sectores havia cadeiras vazias. Depois, em desespero, queixaram-se das condições, como se muitos de nós não conhecêssemos Alvalade. Bem pode dizer-se que, também fora do campo, o Sporting perdeu o dérbi, desperdiçando muito do respeito que os seus novos órgãos sociais pareciam merecer."


Luís Fialho, in O Benfica

Vencer para crer

"Frente ao Sporting e depois do excelente resultado obtido em Inglaterra, o Benfica mostrou que tem o seu destino nas mãos, ou seja, que depende muito mais de si próprio do que dos outros para conseguir chegar onde todos desejamos. Mesmo reduzido a dez jogadores, por se ter combinado a emotividade exuberante de Cardozo com o excesso de rigor do árbitro, o Benfica reajustou de forma exemplar o seu dispositivo táctico e não permitiu que a inferioridade numérica o traísse. A equipa está coesa, segura, bem preparada e tem alternativas para todas as posições e para todos os imponderáveis, como sempre deve acontecer com quem se prepara para ser campeão.

E merece um destaque especial o modo como o público benfiquista, a grande massa SLB, se transforma, numa dinâmica imparável e comovente, no 12.º jogador de cada partida, ou mesmo no 11.º como aconteceu no passado sábado, com a inconveniente 'baixa' de Cardozo.

Quando as bancadas vibram com o que a equipa faz no terreno, há um suplemento de energia, de esperança e de convicção que nunca se esgota. E, com o País em fase depressiva, há quem vá ao estádio, faça chuva ou faça sol, para poder acreditar que há mais vida para além da dívida pública, mais alegria para além da tristeza dos cortes salariais e do agravamento substancial de carga fiscal. As pessoas precisam de acreditar naquilo que as afaste das nuvens negras da incerteza e da angústia colectiva. As pessoas precisam de libertar emoções e de mobilizar afectos. As pessoas precisam de fazer da solidariedade uma ponte a ligar corações e vontades, como acontecem, de forma tocante, com a doação de medula óssea para o filho de Carlos Martins. Porque, é bom não esquecer, as pessoas são pessoas antes de serem meros números para suportar previsões e cálculos quase sempre falíveis. As pessoas são pessoas e deverão estar sempre antes das conveniências e da frieza das estratégias do poder, seja ele qual for.

É por isso que a vitória sabe tão bem, porque antecipa as que ainda estão para vir e que hão-de ser sobre a adversidade e a descrença."


José Jorge Letria, in O Benfica

Luz ao palco

"Números oficiais: eram 74873 espectadores em Old Trafford, na noite de 22 de Novembro, para assistir ao Manchester United - Benfica, para a Liga dos Campeões. Benfiquistas seriam pouco mais de 3000. Mas quem tenha assistido pela televisão ao tremendo desafio de Futebol, só ouviu cânticos, hinos e palavras de ordem de apoio ao Benfica. Assim: SLB! SLB! SLB! SLB! SLB! Glorioso SLB!!! Mas também, e simplesmente, Benfica! Benfica! Benfica! Foi assim, estes e outros cânticos e gritos de incitamento, persistente e ininterruptamente entoados nos 90 minutos.

Quem ouvisse o som, sem a ilustração das imagens, acreditaria que o jogo se passava no Inferno da Luz. Mas ali era o 'Teatro dos Sonhos'. Porém, como 'o sonho comanda a vida', os benfiquistas sonharam, vestiram a camisola do 12.º jogador, silenciaram os adeptos do Manchester United, fizeram-se ouvir e ajudaram a equipa a seguir em frente na Champions e a subir ao 1.º lugar na Fase do seu Grupo. Três mil benfiquistas conseguindo sobrepor os seus cânticos e gritos acima de mais de 70 mil bifes, como diz por graça um amigo meu, é uma desproporção superior à da Batalha de Aljubarrota. Foi a Luz que encheu o palco do 'Teatro dos Sonhos'.

Na Luz, frente ao Sporting, não terá sido tão exuberante como em Manchester, apenas porque, em casa, não foi tão surpreendente. Mas foi decisivo no momento crucial, quando o Benfica ficou reduzido a dez. Apoiar a equipa quando ganha e domina é justo. Apoiar nos momentos difíceis é necessário, generoso e decisivo.

Nota: alguns adeptos do Sporting, dos quais ninguém fala de tanto falar na rede, mostraram o que se prestam a ser: enviados do cacique que queria ver Lisboa a arder."


João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Obrigação cumprida


Em frente na Taça... e até parece que tivemos 3 jogadores excluídos!!!

Joel marcou, mas o Imperador está de volta...!!!



Benfica 6 - 3 Modicus



Mais uma entrada no jogo a perder (primeira oportunidade do nosso adversário dá quase sempre golo!!!)... mais uma vez a equipa entrou muito perdulária, mas com paciência e engenho demos a volta ainda antes do intervalo.

Hoje jogámos com o 4º classificado, no fim de semana jogamos com o 3º (Leões de Porto Salvo), e depois recebemos os Lagartos... é claramente o ciclo mais difícil da época regular, e é para ganhar todos os jogos (mesmo com as ausências do Arnaldo e do Diego), mas é necessário melhorar as transições defensivas... depois deste ciclo será um 'prolongado' cumprir de calendário até aos Play-off's...

E isto já dura há mais de um século

"Discutir um 'derby' até à exaustão, aceita-se. Mas discutir um 'derby' até à combustão já me parece uma meta francamente exagerada


FOI um belo derby desequilibrado e com uma vitória tangencial. Desequilibrado porque o Sporting teve mais posse de bola, naturalmente porque esteve meia hora em superioridade numérica, e aqui está outro desequilíbrio. Por outro lado o Benfica mandou duas bolas ao poste e ainda obrigou Rui Patrício a aplicar-se em duas situações de golo iminente, enquanto o Sporting só por uma vez em todo o jogo obrigou Artur a fazer o seu trabalho.

Foi um derby emotivo e, mesmo assim, com mais Sporting do que nos últimos anos, o que foi bom para o espectáculo, para a incerteza do resultado. Nos últimos seis jogos entre os rivais de Lisboa, a vitória sorriu sempre ao Benfica. Há 2 anos e 9 meses que o Sporting não sabe o que é vencer o Benfica.

O último triunfo aconteceu ainda na era Paulo Bento que no sábado esteve na Luz e assistiu ao jogo. Deve ter saído contente por duas razões: Rui Patrício, na baliza do Sporting, mostrou que é guarda-redes para a selecção nacional e Rúben Amorim, onde foi preciso, no meio, à direita, atrás e à frente, mostrou que é jogador para a selecção nacional e não só, é jogador para o que der e vier.

Se quisesse ver mais jogadores portugueses de nível em acção, o nosso seleccionador nacional teria de estar em Madrid, à mesma hora do jogo da Luz, para assistir ao derby dos nossos vizinhos. Fez bem Paulo Bento em optar pelo derby lisboeta. É mais nosso, talvez tenho menos salero mas tem mais bombeiros.

O único titular indiscutível da nossa selecção que falhou rotundamente no Benfica-Sporting foi o Nani. É verdade que não jogou porque vive e trabalha em Inglaterra mas errou no prognóstico -...dera por certa a vitória do Sporting -, pelo que Paulo Bento, no decorrer dos períodos de estágio da selecção, deve evitar ao máximo preencher boletins do Totobola com o Nani.

É dinheiro deitado fora.

Veio no Público a notícia de que os prejuízos causados no Estádio da Luz pelas claques legalizadas do Sporting podem ascender a meio milhão de euros. Sobre a responsabilidade dos delitos, garante o Correio da Manhã que o Ministério Público deu ordem para investigar e que, talvez, as imagens recolhidas pelo sistema de vídeo-vigilância possam identificar os autores materiais dos crimes de incêndio e de destruição de propriedade alheia.

Seria excelente porque ilibava alguns milhares de sportinguistas que estiveram na Luz apenas para ver um jogo de futebol. A transmissão televisiva foi elucidativa nesse aspecto, focando variadíssimas vezes nas bancadas o convívio normal, saudável e até bem-disposto entre famílias mistas, entre amigos com cachecóis de cores diferentes que foram juntos à bola e que, findo o jogo, se espalharam pela cidade discutindo, como é digno de rivais, os pormenores do jogo até à exaustão.

Até à exaustão, é uma coisa.

Até à combustão já é uma coisa completamente diferente.

Por isso é de máxima importância não generalizar nestas questões. E não é justo confundir delinquentes encartados com o público normal que ama o seu clube, vibra, pragueja e... nada demais.

E também não é justo que seja o presidente do Sporting, Godinho Lopes, a pagar a despesa quando lhe chegar a conta dos prejuízos. Godinho Lopes nem esteve lá e só apareceu, em forma de comunicado, quando o director de comunicação do Benfica, João Gabriel, desarticulou de uma penada o discurso do vice Paulo Pereira Cristovão sobre as condições 'pré-históricas' em que tinha visto o jogo. O problema de Cristovão não é a pré-História é a História. Soubesse ele o que é jogar em grandes palcos europeus e já teria visto muitas estruturas de segurança para claques como a da Luz.

Os jogadores do Sporting, que se bateram com galhardia durante 90 minutos, devem sentir-se muito surpreendidos e até desconsolados por só ouvirem os seus dirigentes falar de gaiolas, de bilhetes e de jaulas. E nem uma palavrinha sobre futebol.

E, sobretudo, devem sentir-se muito baralhados com a identidade do patrão porque no Sporting têm mais protagonismo e holofotes alguns candidatos derrotados nos últimos actos eleitorais do que o próprio presidente.

Godinho Lopes bem sabe, por experiência própria, o que é ter de lidar com alguns consócios seus de carácter mais exaltado, do tipo energúmeno-classe A. Basta-lhe recordar-se da noite eleitoral em que foi vencedor mas em que teve de chamar a polícia para poder ir para casa sossegado.

E quando se trata de futebol, irmos para casa sossegados é o que toda a gente ambiciona.

E isto já dura há mais de um século.


O Barcelona perdeu com o Getafe e o Benfica é agora a única equipa que ainda não perdeu um jogo oficial na Europa. Dizê-lo não é bazófia nem, muito menos, a proclamação de qualquer título. É apenas o que é, um pormenor simpático para as nossas cores.

Amanhã, no Funchal, o Benfica vai ser uma vez mais posto à prova e o adversário é difícil. O Marítimo de Pedro Martins joga muito bem à bola e tem um goleador competente, o senegalês Baba. O jogo conta para a Taça de Portugal, bonita e histórica competição fértil em surpresas.

Se o Benfica cair frente ao Marítimo, paciência, alguma vez tinha de acontecer. Mas se o Benfica sair do Funchal apurado poderá continuar a orgulhar-se do seu estatuto único de imbatível na Europa. E poderá seguir em frente na Taça e isso é que importa. O resto, são vaidades...


O FC Porto que, segundo as palavras do seu presidente, morreu em Coimbra ressuscitou nos últimos minutos do jogo com o Sporting de Braga mas sem prejuízo para a causa. Entretanto, a Académica que tinha dado cabo do tal FC Porto em Coimbra acabou por morrer no mesmo campo frente ao Beira-Mar. Este nosso campeonato está tétrico.


JOÃO CAPELA é um árbitro a seguir. Relativamente jovem, estreou-se num derby e não se saiu mal de todo. Expulsou Cardozo a meia-hora do fim do jogo porque o paraguaio protestou uma decisão e viu o segundo amarelo. E, mais tarde, contemplaria Carillo, o peruano do Sporting, com um cartão amarelo pelo mesmo motivo: protestos.

Os benfiquistas não aceitaram bem a decisão de Capela ao expulsar Cardozo mas aplaudiram, no estádio, quando o árbitro mostrou o cartão amarelo a Carillo, porque concluíram que será sempre esse o seu critério.

É um bom critério, com toda a sinceridade, e ainda por cima muito fácil de fazer vigorar porque os jogadores quando protestam para lá do razoável são, por norma, exuberantes, nada discretos e não é só o árbitro que vê o despautério.

Toda a gente vê. Não são precisas câmaras lentas, repetições, linhas imaginárias de fora-de-jogo, nem aparatos de tecnologia para detectar o flagrante delito da insubordinação.

Depois do derby na Luz, visto e discutido ao pormenor por milhões, João Capela, se quiser, vai carregar pela sua carreira fora a responsabilidade de ser coerente. Protestar uma decisão do árbitro é igual a cartão amarelo e nem se fala mais nisso.

E, de futuro, todas as equipas e mais os respectivos adeptos, assim que lhes cair João Capela em sorte, saberão que Capela é aquele árbitro com quem não vale a pena protestar porque tem um critério muito bem definido para estas situações. Poderá até vir a ser a sua imagem de marca. Tudo isto seria excelente para a sagrada causa da verdade desportiva porque coloca todas as equipas em pé de igualdade perante o julgamento do árbitro, um luxo.

E, se assim for, só há motivos para considerar positiva a actuação de João Capela na Luz apesar do Tribunal do Jogo considerar por unanimidade que o árbitro perdoou uma grande penalidade ao Benfica quando Jardel e Onyewu, essas duas peças de filigrana, se embrulharam um no outro numa dança típica de área e acabaram os dois deitados na relva.

Dos protagonistas propriamente ditos não se ouviram protestos contra o árbitro no final do jogo. Jorge Jesus não perdeu muito tempo a falar da expulsão de Cardozo e Domingos Paciência elogiou «as três grandes equipas» que tinham estado em campo, presumindo-se que se referia à equipa de arbitragem como sendo a terceira grande equipa.

Certamente que não se estava a referir à grande equipa de bombeiros que também viria a actuar na mesma noite.

E ninguém dúvida de que, dentro do universo sportinguista, terá sido Domingos Paciência, por ser o treinador da equipa, quem viu o jogo com mais e melhor atenção, até porque, dentro do mesmo universo, houve uma significativa fatia de dirigentes e de adeptos que se concentrou intelectual e exclusivamente em aspectos exteriores ao jogo.

E assim continuam. De tão preocupados em defender os pirómanos até se esqueceram de chamar nomes ao árbitro. Sim, sim tivesse João Capela expulso mais um jogador do Benfica - Aimar, por exemplo - a ver se, contra 9, não teria o Sporting ainda mais posse de bola.


VALDEMAR DUARTE, que comentou o jogo FC Porto-Sporting de Braga para a TVI, pode juntar o seu nome ao vasto rol de jornalistas que, por puro masoquismo, dizem ter sido agredidos em estádios de futebol ou em vielas escondidas."


Leonor Pinhão, in A Bola

Eusébio

"«Joguei 15 anos no Benfica e o Sporting é o meu rival histórico, a quem sempre mais quis ganhar. Isso, para mim, é respeito...». Assim de exprimiu Eusébio numa bela entrevista de José Manuel Delgado feita também a Hilário, outro grande futebolista do Sporting e publicada, há dias, em A BOLA.

Ora aqui está uma frase que sintetiza, com mestria, o dualismo de paixão desportiva: o amor por um clube e o respeito pelo adversário. E que a ponte entre ambos é tanto mais saudável e leal quanto mais se elege o oponente como o mais difícil e gostoso de vencer.

Tudo o resto é de um insuportável linguajar «politicamente correcto» de quem quer ficar bem na fotografia de falsas equidistâncias e desprendimentos. Adepto fervoroso de um clube não é de meias-tintas. As melhores vitórias são aquelas em que se derrota o adversário mais temido. Como disse Hilário «nada é mais belo do que ganhar um 'derby'».

Eusébio deu, assim, uma resposta certeira à montagem abusiva e descontextualizada de parte de uma sua recente entrevista onde, malevolamente, se induz a falsa ideia de que a sua apreciação de menino e moço sobre o Sporting de Lourenço Marques (e no contexto dos anos 50 do século passado, entenda-se) se refere ao Sporting Clube de Portugal.

Houve vozes que, precipitadamente, logo se ergueram para criticar asperamente Eusébio. Quase como se meia-dúzia de palavras (fora de contexto) pudessem questionar os exemplos de desportivismo e integridade de que Eusébio, como jogador e depois de o ter sido, sempre deu provas. Eusébio não precisa que eu o defenda. Mas não me sentiria bem se omitisse esta traição mediática. Ainda não vale tudo e Eusébio vale por si. No passado, no presente e no futuro."


Bagão Félix, in A Bola

A Besta (mais um!!!)

Esta Besta, também conhecido por Carlos Barbosa da Cruz, é menos mediático do que outros companheiros de ofício, como não aparece na televisão goza de pouca fama, mas ao longo dos anos tem-se esforçado (muito), para garantir um lugar de destaque no rol das personagens mais ridículas no País opinador desportivo!!!

De todas as barbaridades ditas e escritas sobre o Churrasco Lagarto de sábado à noite (e de todos os vergonhosos antecedentes e precedentes), o menino Carlinhos bateu o recorde da sem vergonha!!! Não é a primeira vez, no passado já escreveu coisas tão (ou mais) absurdas como a sua crónica desta semana no Rascord... mas hoje merece o meu destaque. Um tratado em matéria inimputabilidade!!!

Não transcrevo as asneiras ditadas por este animal, deixo só o link, não merece mais, se não quiserem ficar irritados, não leiam... se quiserem usar o pior vernáculo Português, leiam!!!

A quem aproveita

" (...)

Estou certo que a Polícia investigará o que aconteceu na bancada, já condenado pelos bombeiros. Estou seguro que vamos continuar a ouvir falar dos “graves incidentes” em que estará envolvido Luís Filipe Vieira. Em qualquer dos casos, preferia ver e ouvir por mim próprio, para poder avaliar. Mas, acima de tudo, gostaria que os presidentes dos dois clubes dessem, já, o passo em frente para chegar à paz. Porque ambos sabem que o conflito que, por agora, vão mantendo e alimentando só interessa ao Senhor do Dragão. Ou alguém ouviu falar a sério nos insultos e na agressão a um jornalista? O suspeito do costume está habituado a passar entre as gotas de chuva. E a fazer rebentar as tempestades bem ao longe.
NOTA – Há uma rapaziada, tornada mediática via bola, que não vislumbra além do nariz. Ou seja, além do pequeno mundo do futebolês. Recomendo-lhes mais respeito quando falarem de João Gabriel, um dos melhores jornalistas portugueses do último quartel do século 20. Lidou com presidentes, com presos políticos, com as imensidões da vida. O futebol devia estar-lhe grato por andar por aqui."


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A jaula e a gaiola

"Confesso que fui para a Luz curioso sobre a «caixa» (infeliz nome) de segurança, rebaptizada pelos leões, de jaula. E assustado, porque, segundo o dicionário, uma jaula é «um espaço fechado por fortes grades, geralmente de ferro, que serve para alojar animais selvagens».

Fiquei sossegado. Afinal, é um estrutura como a dos melhores estádios do mundo, para prevenir situações indesejadas de visitantes ou de visitados.

Algumas reacções epidérmicas não contribuíram para a serenidade que se impunha. Por exemplo, dizer-se que estavam duas pessoas em cada lugar, quando havia até algumas cadeiras vazias é insensato. Criticar-se o excesso de zelo da PSP que, todavia, não bastou para evitar o fogo posto, é paradoxal! Quem semeia ventos, pode colher tempestades (neste caso chamas). O argumento aduzido de que o Sporting iria servir de cobaia da pérfida jaula é ridículo. Tendo sido, nesta época, o primeiro jogo na Luz com um grande, quereriam que fosse inaugurada contra o P. Ferreira ou o Feirense? Na segunda volta o Benfica recebe o dragão. Embora a «caixa» tenha sido apelidada de «pré-histórica» por um responsável leonino, receio que o mitológico animal, mais corpulento que o leão, não caiba numa cadeira. Assunto a rever pela direcção encarnada. Prevejo que, mais tarde ou mais cedo, noutros estádios se edifique uma semelhante estrutura. Semelhante é um modo de dizer. Porque para conter as águias, mais numerosas e com asas, sairá mais cara. E que terá de ser coberta por cima...

Voltando ao jogo de sábado, salvou-se um óptimo derby de bons profissionais e lúcidos treinadores. E desejo que as duas direcções saibam encontrar, no meio desta turbulência, a essência do ideal desportivo."

Bagão Félix, in A Bola

Verdade inconveniente

"Eusébio, com a simplicidade que todos lhe reconhecem, contou a uma revista porque motivo gostava do Benfica, e não gostava do Sporting. No seu bairro, segundo diz, os sportinguistas eram maioritariamente próximos da elite colonialista.
Não percebo que isto possa ter de polémico. Primeiro, porque Eusébio não generaliza, falando apenas daquilo que era a realidade do local onde passou a sua infância. Depois, porque - embora ele não o tenha dito desse modo - todos sabemos que o Sporting sempre foi, de facto, um clube genericamente conotado com as elites económicas e políticas, nomeadamente durante o Antigo Regime, fosse em Moçambique, em Lisboa, em Évora, ou em Carrazeda de Anciães. Os primeiros estatutos do clube do Visconde de Alvalade apenas permitiam a adesão a 'filhos de boas famílias', e ao longo dos anos, muitas vezes ouvimos sportinguistas manifestarem o legítimo orgulho de pertencer a um clube 'diferente', logo, elitista e restrito. Como será fácil de perceber, na África colonial dos anos cinquenta este elitismo andava frequentemente de braço dado com o preconceito racial.
Nem é necessário trazer para aqui os vários dirigentes leoninos ligados à PIDE ou à Legião Portuguesa, nem o facto de os anos dourados do Sporting terem coincidido com os anos de maior vigor salazarista. Bastará, simplesmente, lembrar que a cor (e não só) do Benfica agradava pouco aos senhores de regime, facto que, desde logo, os empurrava para os braços do rival.
Ao pendor democrático, popular e interclassista do nosso Clube, sempre se opôs o snobismo sportinguista. Quer queiram, quer não, é essa a matriz genética de cada um dos clubes, os quais, sem elementos geográficos que os possam diferenciar, ancoraram a sua identidade noutros factores - que lhes dão densidade, e os tornam muito mais do que simples abstracções desportivas. De resto, é assim também em Bueno Aires, em Atenas, em Roma, em Milão, em Manchester, em Liverpool, em Viena, ou em qualquer outra cidade futebolisticamente dividida."
Luís Fialho, in O Benfica

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lixívia Extra-Forte XI

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......27 ( -2)...29
Corruptos..27 (+1)...26

Sporting......23 (0)...23
Braga........19 ( +4)...15


Sem me alargar muito, o grande erro do Capela foi a expulsão do Cardozo: o Americano Lagarto fartou-se dar porrada, no momento da expulsão o Cardozo sofreu 3 faltas consecutivas, nenhuma foi assinalada, e naturalmente irritou-se... segundo amarelo por ter dado um murro da relva é ridículo!!! O penalty do Jardel não existe por duas razões: primeiro a falta não existe, o Javi não toca na bola, mas também não toca no Insua; Depois quando o Elias marca o livre, já o Americano está no chão, com o jogo parado não pode ser marcado penalty!!! Os Lagartos mais alucinados ainda pediram penalty numa bola que bate na perna do Jardel, e num mergulho do Carrillo, mas isso ainda devem ser consequência dos fumos inalados após o incêndio!!! Na famosa competição semanal das televisões portuguesa: Quem consegue ser mais Besta!!! O vencedor desta semana foi o Serrão!!! Pois, defendeu que o Aimar devia ter sido expulso, porque o Schaars lhe mordeu a cabeleira!!! Hilariante...!!! No final da partida o Capela, fingindo compensar a expulsão do Cardozo, ainda mostrou um amarelo ridículo ao Carrillo, mas para não 'exagerar' nas compensações numa falta do André Santos deu um amarelo ao Scharrs (ao português era o segundo!!!)... isto depois de se esquecer de mostrar vários amarelos ao Schaars, ao Carriço e ao Americano durante o resto do jogo, e aos protestos e simulações constantes do Capel... O Maxi ainda teve envolvido em duas jogadas suspeitas: um fora-de-jogo milimétrico, que isolava completamente o Maxi (curiosamente a crítica considerou mal marcado um fora-de-jogo, também milimétrico, ao Capel no final do jogo, mas ao Maxi já foi bem marcado!!!); Já reduzidos a 10, o fiscal de linha marca bola fora, quando o Maxi ficava isolado, num lance onde a bola não saiu do campo!!!


Não vi o jogo dos Corruptos (A vs. B), aparentemente o único erro grave foi um golo mal anulado aos Corruptos A, por fora-de-jogo mal assinalado!!! Fiquei surpreendido com alguns comentários de jornaleiros que observaram uma estranha mansidão dos Corruptos de Braga....!!! Será que alguma coisa está a mudar?!!!

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c), V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c, V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c), V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f), E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c), E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f), D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado

'Derby' ao longe

"Foi uma semana brilhante que começou em Manchester com a evidência da mística benfiquista. E culminou com uma vitória suada, muito esforçada, tacticamente irrepreensível


1. No passado sábado, e pelo primeira vez nos últimos anos, não assisti, ao vivo, a um Benfica-Sporting. Foi um derby ao longe. Sei bem que é «na necessidade que se prova a amizade», e daí ter optado por viver o derby em plena cidade do Porto, na casa de um querido amigo sportinguista assumido, que celebrava o seu meio século de vida. Foi uma festa bonita e, para mim, foi uma festa a dobrar. Dei o abraço ao aniversariante e sorri, mal acabou o encontro, para os outros convivas, muitos deles com outras cores clubísticas. A amizade é um dos bens mais preciosos da nossa vida e não devemos, de forma alguma, ter dúvidas que um amigo é aquele que, no aperto e no perigo, nos dá a mão e nos fala do coração. Porque «quem deixa de ser amigo, não foi nunca» e « mais vale um amigo na praça que dinheiro na arca», na linguagem popular do nosso povo.

2. No relvado, foi um dos derbies mais disputados e mais equilibrados dos últimos anos. O Sporting mostrou que tem jogadores e equipa para lutar, em cada jogo, pela conquista dos três pontos. Mostrou ser uma equipa perigosa e ambiciosa. No sábado, na Luz, foi, acima de tudo - e, também, graças a Artur -, não eficaz. Perdeu os três pontos em disputa, mas Domingos Paciência tem todas as razões para confiar nos seus jogadores e sublinhar, perante todos, o trabalho que tem desenvolvido no Sporting. E alguns dos seus jogadores, pelo que se lê, estão a ser bem observados por alguns dos emblemas de referência da Europa do futebol.

3. O Benfica ganhou mais um derby e, mesmo à distância, ganhou-o numa ligação perfeita entre o relvado e as bancadas. Em muitos outros derbies que presenciei ao vivo, quer neste, quer no antigo Estádio da Luz, partilhei a simbiose que, no sábado passado, ajudou a mais uma vitória do Benfica. E sublinhando, desta vez, o perfume de Aimar, a força e a oportunidade de Javi Garcia e, necessariamente, a segurança, a que já nos habituou, de Artur. Foi uma semana brilhante que começou em Manchester com a evidência da mística benfiquista. E culminou, no sábado passado, com uma vitória suada, muito esforçada, tacticamente irrepreensível, principalmente a partir do momento em que João Capela resolveu expulsar Óscar Cardozo. Decerto por palavras, já que se foi apenas pelos gestos não haverá identidade e igualdade de deliberações em relação a outros jogos. E a equidade desportiva é um dos bens mais relevantes na ponderação objectiva do comportamento subjectivo das equipas de arbitragem.

4. (...)

5. O final do jogo da Luz e as chamas que irromperam de parte do novo terceiro anel não podem ser nem esquecidas, nem minimizadas. Não foi um caso nem fortuito, nem casual. É um acontecimento extremamente grave e que não pode ser ignorado quer pelas autoridades policiais, quer pelas instâncias disciplinares da Liga. Importa apurar as razões do incêndio, porventura utilizar todas as imagens disponíveis para delimitar os seus autores. Não está em causa o montante dos prejuízos. O que está em causa é que entraram no Estádio da Luz substâncias que permitiram que fosse desencadeado, conscientemente, um incêndio que só não teve proporções mais graves em razão de uma pronta e eficaz actuação dos bombeiros e do cumprimento efectivo, por parte do Benfica, dos mecanismos de prevenção a que está vinculado. Nesta sede, não pode haver manobras de diversão. O que aconteceu, para além de extremamente grave, é bem perturbante.

6. (...)

7. (...)"


Fernando Seara, in A Bola