Últimas indefectivações

domingo, 20 de janeiro de 2013

Em baixa...!!!


Benfica B 1 - 3 Feirense

Mais uma derrota injusta, explicada pela juventude da equipa, com muitos erros na finalização, e falta de concentração a defender... Ainda por cima jogando contra um adversário que hoje foi muito eficaz... A equipa está a perder gás, a chama que era evidente no início de época, parece estar a apagar-se... com a entrada do Urreta na equipa, ganha-se talento, mas o Uruguaio tem que compreender que está jogar numa equipa, e não está a jogar sozinho...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Grande vitória, com a qualificação garantida !!!


Viareggio 2 - 4 Benfica

Começamos a perder (1-0 e 2-1), mas demos a volta, num terreno muito complicado, contra uma equipa muito experiente, que tinha conseguido empatar na Luz (4-4, com bastante demérito nosso!!!)... O Benfica venceu, e garantiu desde já a qualificação para a próxima fase das competições europeias, na próxima jornada vamos a Espanha defrontar o Reus, e uma vitória garante o 1.º lugar no grupo... algo que até pode não ser muito importante, porque o Benfica (no Grupo C) vai cruzar com o grupo D, onde o Liceo da Corunha, o Valdagno (os nossos carrascos o ano passado na Final 8) e a Oliveirense lutam pela qualificação, sendo que os Espanhóis e os Italianos são os favoritos... este ano a Liga Europeia mudou de forma, e em vez da Final 8 logo após a fase de grupos, vamos ter uns quartos-de-final com 2 jogos, e só depois uma Final 4.

Boletim meteorológico, precisa-se

"A vantagem de 3 pontos que o Benfica leva sobre o FC Porto é uma vantagem “à condição”. Todos recordam a tempestade que se abateu sobre o Bonfim num fim-de-semana de Dezembro e que impediu a realização do Vitória de Setúbal-FC Porto da 12.ª jornada da Liga.

Não houve jogo porque a bola rolava com dificuldade e porque da torre mais alta do castelo de Palmela não se distinguiam as marcações no relvado. Nem com binóculos. Nesse fim-de-semana, o fenómeno que castigou o Bonfim não impediria, no entanto, a realização dos jogos distritais da AF Setúbal. Jogaram o Palmelense, o Paio Pires, o Alfarim, o histórico Comércio e Indústria e os valorosos Pescadores da Costa da Costa Caparica. Todos chegaram ao fim dos seus compromissos inapelavelmente encharcados. No caso do Bonfim, a decisão do adiamento do jogo satisfez os dois emblemas. Foi, questão de bom senso.
A chuva afastou público do estádio que só não estava às moscas porque nem as moscas se quiseram molhar e a possibilidade de o jogo fazer melhor bilheteira só podia encantar os donos da casa. De uma maneira geral, os clubes vivem com dificuldade e a receita proporcionada pela visita de um “grande” é sempre um bálsamo na tesouraria.
Do lado dos visitantes, envolvidos em muitas frentes e com um plantel curto, como dizem os próprios, só podia agradar a ideia de evitar lesões num piso em condições traiçoeiras. E, na pior das hipóteses, agradou também a ideia de evitar um resultado menos bom nascido de um lance fortuito em que a bola, por não pinchar como pincharia em chão enxuto, rebelde pinchasse para o torto. É futebol, tudo pode acontecer.
O Setúbal-FC Porto que ficou então em atraso está marcado para a próxima quarta-feira, 23 de Janeiro. Se notícias não são as melhores. Graças à NASA e ao avanço da ciência já é possível prever as condições do tempo com considerável antecipação e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a quem compete a função no nosso país, diz que na noite de 23 de Janeiro vai voltar a chover em Setúbal.
Pode ser que se enganem. Esperemos que estejam enganados. De outra maneira, só lá para a Primavera é que vamos ver o Vitória de Setúbal-FC Porto. E a atenção porque a dita Primavera é a mais enganadora das estações.

ERRAR É HUMANO
MAL POR MAL, METO FÉRIAS
Ninguém sabe onde o Pedro Proença foi passar férias e é de duvidar que a factura desses dias de descanso do árbitro venha a aparecer milagrosamente por engano nas contas do FC Porto ou nas do Benfica. No seu caso particular com o Benfica até é Pedro Proença quem paga. Todos os meses, paga ao Benfica as quotas da sua condição de associado. No caso do FC Porto já nem faz sentido haver preocupação com os enganos das agências de viagem. Os tempos mudaram como mudarão sempre. E até Proença, que não é desse tempo, mudou de figura nas últimas semanas quer para os do Porto quer para os do Benfica.
Ao afirmar, na semana do Natal, que também ouviu as escutas e que não foi feita justiça no Apito Dourado e ao demarcar-se da “geração dos quinhentinhos”, Proença ficou muito bem visto na Luz e muito mal visto no Dragão e veja-se só como estas coisas mudam. De repente, a nomeação de Proença para o clássico deixaria de ser entendida como uma benesse do presidente dos árbitros ao FC Porto para passara a ser uma benesse feita ao Benfica. Deve ter sido esta a razão que levou Pedro Proença a meter férias. Fez bem. Mas fez mal Vítor Pereira em explicar com as férias do árbitro a ausência de Proença do clássico. Parecia que estava a sacudir a água do capote.

POSITIVO
Meyong mais três
Está de partida para o futebol angolano, o avançado camaronês que tem feito as delícias dos adeptos do Vitória de Setúbal. Um “hat-trick” ao Moreirense foi a sua mais recente proeza. Notável.

Jesualdo mais uma
Inevitável o sinal positivo para o primeiro treinador que conseguisse levar o Sporting à vitória num jogo fora depois de nove meses de jejum. Em Olhão rasgou-se a página, tal como Jesualdo Ferreira prometera. 

NEGATIVO
Artur desliga
O guarda-redes que num abrir e fechar de olhos afastou o fantasma de Roberto da baliza do Benfica ofereceu de modo infantil um golo a Jackson Martínez. Já no Estoril, Artur não tinha estado bem.

PÉROLA
“Não jogas nada, Di María!”, José Mourinho
A terrível imprensa madrilena não dá descanso ao treinador português. Agora recuperaram em grandes parangonas um desabafo de Mourinho dirigido expressamente ao seu pupilo argentino no decorrer do jogo com o Osasuna para a Liga, que terminou empatado sem golos. Temos tango."

Boa vitória...


Guimarães 1 - 3 Benfica
15-25, 25-23, 14-25, 16-25

Depois da decisão da Federação em mandar repetir o jogo de Espinho, foi importante manter a invencibilidade, com a pontuação máxima... Alguma desconcentração no 2.º Set, mas foi rectificada a tempo...
Não é surpresa, aliás é recorrente, hoje mais uma vez tivemos que aturar os comentários inacreditáveis, da TV anti-Benfica - Sport TV -, a 'menina' não disfarça nada, não interessa qual é o adversário: o Guimarães, o Castelo da Maia, os Espinhos, ou outra equipa qualquer... Já perto do final da partida, o Vitória ganha um ponto com um 'chouriço' monumental, com a bola a bater na tela, e a cair na vertical, e 'menina' instintivamente, reage com a expressão: '...que grande ponto...!!!'

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pé e chinelo

"Algo tem distinguido, de há muitos anos, aqueles que servem de bandeira ao clube do regime corrupto, sejam eles treinadores de boina aos quadrados enterrada na cabeça ou dirigentes amancebados com meninas de pouco preceito: a falta de educação e o baixo nível. À desonestidade intelectual da maioria destes figurões, que copiam bocados de livros com o à vontade de quem bebe um copo de água fresca e gerem equipas à custa de favores de arbitragem como se houvesse nisso algum mérito, junta-se uma ordinarice muito própria - ia quase escrever muito castiça - que os faz tratarem-se, entre amigos do peito, como «meu grande filho da puta», desculpem lá, mas assim mesmo, tal como testemunhado em tribunal por inopinado palhaço pobre que nunca teve graça nem faz rir embora esboce sorrisos naqueles que são pagos para lhe humedecerem as mãos com baba bovina dos medíocres. É o pé e o chinelo que por ele chama.
Uns dizem-se escritores à custa da imaginação alheia, outros são merceeiros afeminados que parecem atender os clientes de pijama. Há também baladeiros de melena oleosa e banqueiros com os cérebros malinados por doenças degenerescentes. Há de tudo menos educação nessa gentinha barraqueira que usa páginas de jornais e microfones para dar largas a uma insuportável bigorrilha que no tempo do velho Eça seria corrida a bangaladas à porta da Baltreschi. E quando a semana é de mau vento, trazendo-lhes as palavras a público como borbotões de vómitos, o Futebol fede. Mas fede de alto a baixo, até que abanem as estruturas do seu edifício podre, reles e depravado.

P.S. - Ao ver o Madaleno agitar o telefone, fiquei convencido de que iria mostrar as chamadas que costuma fazer para os presidentes do Conselho de Arbitragem. Afinal era só mais uma figura triste. La está: escorrega-lhe facilmente o pé para o chinelo..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Com a força dos ventos do Destino!

"A terrível derrota de Nuremberga, o Benfica respondeu com uma das mais brilhantes exibições da sua história. Aos três minutos já a eliminatória estava virada... Durante os restantes 87 minutos, o campeão alemão sofrer uma humilhação sem igual.

A semana passada deixámos o Benfica na Alemanha. Era, na verdade, a primeira visita dos 'encarnados' à Alemanha, em Fevereiro de 1962, e recordá-la faz sentido agora que, mais de 50 anos depois, o Benfica se prepara para regressar à Alemanha, desta vez a Leverkusen, para jogar uma eliminatória da Liga Europa.
Em Nuremberga, como se recordarão, o Benfica Campeão Europeu viu-se confrontado com um frio terrível, com um relvado que parecia uma placa de gelo e com um adversário pleno de brio decidido a obter uma das vitórias mais retumbantes do seu historial. E consegui-o. Belá Guttmann, ao pisar o terreno do jogo previu uma catástrofe. E esta catástrofe aconteceu: o Benfica saiu de Nuremberga vergado ao peso de uma derrota dura: 1-3. Mas nem por isso moralmente derrotado. Treinador, jogadores, dirigentes, acreditavam na reviravolta de Lisboa. Acreditavam profundamente que o Benfica era infinitamente superior ao campeão alemão.
Na Baviera, apesar da vitória, morava o receio. «Espera-nos um ambiente terrível! Serão mais de setenta mil gargantas a empurrar o Benfica no Estádio da Luz!»
No dia 22 de Fevereiro, a Luz encheu. Era uma quinta-feira. No fim-se-semana anterior, o Benfica deslocara-se à Covilhã e perdera, por 1-2, com o Sporting local. Não havia, por isso, motivo para optimismos acrescidos. No entanto, a crença não quebrava. E foi um dia de fé, entusiasmo a vibração.
Decididamente, os alemães nunca tiveram consciência do que os esperava na noite excitada de Lisboa. Recebidos com aplausos na sua entrada em campo, não imaginavam a tempestade que lhes caíria em cima. E a tempestade tinha nomes: Costa Pereira; Ângelo, Mário João, Germano e Cruz; Coluna e Cavém; José Augusto, Eusébio, José Águas e Simões. Nomes que ainda hoje fazem tremer as vidraças da História...

Um início devastador!
Três minutos! Três minutos foram suficientes para que o Benfica recuperasse da terrível desvantagem que trouxera da pista de esqui que fora o estádio do Nuemberga. Logo no minuto inicial, José Águas, num golpe de cabeça formidável, fez 1-0. Dois minutos depois, Eusébio, num remate potente, colocou o Benfica na frente da eliminatória.
Os setenta mil adeptos que enchiam a Luz nem queriam acreditar no que os seus olhos viam: o Benfica reduzia a pó o campeão da Alemanha e ainda havia mais 87 minutos para jogar. Até onde iria a voracidade dos jogadores 'encarnados'? De que tamanho seria a humilhação do Nuemberga? Não tardariam a afastar todas as dúvidas. Foi uma completa hora e meia de futebol da mais alta qualidade. Fantasia e sonho: soberbos e arrebatadores. Velocidade estonteante em todos os movimentos, dribles em progressão, remates súbitos e explosivos. Os alemães, após o soco inicial, tentaram recompor-se. Sem argumentos para disputar a partida a toda a extensão do campo, recolhem-se na frente da sua baliza na tentativa de evitar um descalabro de proporções homéricas. Debalde. A força do ataque do Benfica cai sobre eles um pontapé tremendo que leva a bola a esbarrar na trave. Aos 20 minutos, novo remate fortíssimo, desta vez de Coluna: a bola ainda resvala na perna de um contrário antes de entrar na baliza do guarda-redes Strick.
O 4-0 já surge após o intervalo, aos 55 minutos. Um lance individual de Simões que progride em dribles antes de colocar a bola na frente de Eusébio que com o pé esquerdo faz um golo monumental. O Benfica não refreia os seus ímpetos. Os jogadores 'encarnados' sentem que estão de braço dado com a lenda e exigem de si mesmos uma exibição que marcará para sempre a vida do Benfica. José Augusto faz o 5-0 (63 minutos) e o 6-0 (78 minutos) em lances individuais. Por mais de uma vez o campeão alemão está à beira de uma derrota de proporções inimagináveis.
A catástrofe anunciada por Béla Guttmann para Nuremberga virara-se contra os alemães com a violência dos ventos do destino... O Benfica ia na calha da sua segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus."

Afonso de Melo, in O Benfica

FC Porto foi capaz de empatar na Luz

"O resultado do Benfica-FC Porto é muito melhor para os dragões do que para as águias.
O Benfica queria ganhar e não conseguiu. O FC Porto só não queria perder e conseguiu. A euforia de Vítor Pereira no final da partida dizia tudo.
O Benfica tentou dominar o jogo, enquanto o FC Porto tentou controlar. O FC Porto esteve sempre mais perto do seu objectivo.
Mesmo sem rematar à baliza encarnada e com um canto em 90 minutos, o FC Porto fez o que queria e não perdeu.
Bem sei que muitos benfiquistas dirão, com razão, que não fosse a asneira de Artur ou a bola na trave de Cardozo e tudo seria vermelho.
Mas o futebol não tem ses, e a realidade mostra um FC Porto capaz de empatar na Luz. Parabéns!
A alegria dos portistas pelo empate é uma razão de esperança para nós benfiquistas.
O desespero das nossas hostes por empatar é uma razão de alento. Já não nos basta senão aquilo que nos é devido.
Matic é um monstro, um jogador sem adjectivos, um super-homem. Como adepto espero que a renovação não sirva para o vender mais caro e seja suficiente para o manter.
Jorge Jesus lançou a partida de ontem com a Académica em bases correctas, pois os adeptos benfiquistas suspiram por chegar e vencer no Jamor.
Em Coimbra estiveram, frente a frente, a equipa detentora da Taça de Portugal contra aquela que mais vezes a ganhou. Com esta qualidade é bem possível que Jorge Jesus devolva o Jamor aos adeptos encarnados, foram quatro e podiam ter sido mais.
Segunda-feira a competição é outra mas a ambição é a mesma. O primeiro tem de vencer o último para continuar a ser primeiro."

Sílvio Cervan, in A Bola

Editorial

"No 'aquecimento' para o jogo do domingo passado, valeu de tudo na comunicação desportiva. Mas, assustador, mesmo, foi o grau de despudorado regionalismo clubista a que chegou a chamada RTP 'informação'.
O canal de notícias no cabo da Rádio e Televisão de Portugal, apesar de praticamente feito à custa do dinheiro de todos os contribuintes portugueses, está a preferir reduzir-se a si próprio à dimensão de uma mera estação local, provinciana e vesga, no no persistente benchmarkting com que escolhe comparar-se ao canal do FCP e ao jornal O Jogo.
Afinal, o desafio foi bem disputado, espalhando o equilíbrio entre as duas equipas, ambas desfalcadas de jogadores essenciais. Realmente, um grande jogo em que, por vezes, tive aquela sensação dantes relativamente comum, de que os atletas agiam mais por conta própria do que seguindo rigidamente estratégias traçadas pelos treinadores.
Nada justifica, a meu ver, a desgravatada rabularia do treinador portista no fim do match. Mas, como se sabe que naquele papel nunca são eles que ali mandam, toda a gente percebeu que antes de lhe ligarem as câmaras, o pobre, desta vez, terá recebido ordem expressa do dono para fugir para a frente a desatar aos berros contra o árbitro. Lá diz o povo, 'dono e foice, cavalo e coice'.
Um e outro perderam as estribeiras e mandaram às urtigas o que ainda dias antes, haviam postulado sobre comentários acerca de arbitragens. Fez bem em Lembrá-lo, no fim das contas, o presidente Luís Vieira.
Quando parece estar para breve o anúncio da decisão sobre a queixa de abuso de posição dominante da Olivedesportos quanto à compra dos direitos, já se fala de uma nova demanda à Autoridade da Concorrência acerca da legalidade, ou presumida falta dela, no contexto do inopinado maneja-a-três, com que se pretendem enroscar numa mesma cama, as conveniências da PT, da ZON e da Olivedesportos.
Se o bom senso e a honradez não tiverem desaparecido por completo das instâncias do poder e da justiça, não hão-de durar muito mais tempo, a oligarquia e a impunidade que têm regido os cenários do Futebol português."

José Nuno Martins, in O Benfica

Afirma Pereira

"Há empates com sabor a vitória (Bessa, 2005). Há empates com sabor a derrota (Camp Nou, 2012). Mas há também empates com sabor a…empate. Foi o caso do último “Clássico”.
O Benfica fez mais remates, teve mais cantos, criou mais ocasiões de golo e sofreu mais faltas. O FC Porto controlou o jogo, impediu o adversário de fazer aquilo que gosta, e conseguiu o que queria, saindo do relvado em efusivos festejos. A arbitragem foi boa, deixando jogar, evitando até ao limite a mostragem de cartões, favorecendo assim um espectáculo que começou em grande estilo, manteve intensidade e emoção até final, mas não conseguiu cumprir aquilo que o frenético ritmo do primeiro quarto-de-hora parecia prometer. Houve, genericamente, correcção, quer dentro quer fora do campo. E o resultado acabou por ser justo, premiando com um ponto o empenho das equipas, e penalizando com dois os erros cometidos.
Num jogo desta natureza, com toda a pressão que o envolve, há sempre quem esteja menos feliz. O nosso Artur, por exemplo, costuma fazer muito melhor. Mas o figurão da noite, pela negativa, foi o acidental treinador portista.
Já sabemos que naquele clube ninguém tem voz própria, e todos se limitam a dizer aquilo que lhes mandam. Mas alguns, no passado recente, sabiam trazer os recados com maior assertividade. Este Pereira, que revela gritantes dificuldades em se afirmar como o verdadeiro comandante das suas tropas, espalhou-se ao comprido numa conferência de imprensa em tons de surrealismo.
Até poderíamos compreender que, mal habituado a penáltis de Lisandro, ou golos de Maicon, tenha estranhado não dispor, desta vez, do habitual obséquio dos juízes. Mas dizer do Benfica aquilo que disse, além de fazer rir o país desportivo, foi insultuoso, até para com os seus próprios jogadores.
Não é a primeira vez que o homem se enxovalha em público. Mas talvez seja uma das últimas. É que, fora do contexto em que herdou este FC Porto, não o vejo com nível para muito mais do que um qualquer Santa Clara desta vida."

Luís Fialho, in O Benfica

O domínio das novas tecnologias

"O recente jogo entre o nosso Benfica e o FCP foi interessante, disputado e pleno de emoção. Não se atiraram calhaus, não se atingiram futebolistas com bolas de golfe nem se atiçaram ‘Abéis’ às canelas de ninguém.
Ou seja, tudo seria normal caso, no final, Vítor Pereira não se tivesse comportado como um complexado com o medo de ser atirado borda fora e desatasse, canhestramente, a tentar condicionar arbitragens futuras, invocando a mesma lei do fora de jogo que o solícito Proença na época passada ignorou, oferecendo ao tal Pereira um campeonato que festejaram em conjunto. Felizmente, as novas tecnologias permitem-nos gravar as imagens, fixar os factos e recordá-los sempre que algum Pereira mascara a verdade com o medo de ser corrido do clube que treina.
Por falar em novas tecnologias, foi interessante ver, no final do jogo, o Sr. Costa brandir um telemóvel com a imagem de um lapso presente no resultado final apresentado no sítio da Liga na internet. Já noutra célebre ocasião, observáramos como o Sr. Costa conseguia, facilmente, substituir-se a um aparelho de GPS e diligentemente indicar o caminho de sua casa na Madalena a um árbitro que, poucas horas depois do aconselhamento recebido nesse serão, apitaria um jogo em que o clube do Sr. Costa seria um dos contendores. Por este andar, ainda veremos um dia o Sr. Costa a mostrar orgulhoso aos jornalistas as escutas do processo Apito Dourado que estão disponíveis no youtube. São as tais escutas em que, apesar dos esforços de muitos para as silenciar e de outros tantos para as branquear, se percebe muito bem quem é o homem que domina o futebol com o mesmo à vontade com que domina as tecnologias.
Para recordar o conteúdo das ditas escutas, basta a memória, a liberdade de expressão e, nos dias que correm, a coragem... ‘tecnologias’ que não são novas nem aceitam o domínio de ninguém."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Jamor está mais perto...


Académica 0 - 4 Benfica

Quando vi o remate do Cardozo bater no ferro, temi o pior: a repetição do jogo da Liga, com muitas oportunidades desperdiçadas. Quando pouco depois o Cardozo é empurrado descaradamente na área, por alguns segundos reforcei os meus temores, mas felizmente, o Ola John resolveu o 'problema' ao Jorge Sousa - evitou uma Xistralhada!!! -, e na mesma jogada, inaugurou o marcador!!! A Académica 'tentou' jogar o jogo pelo jogo, pensando talvez, que o Benfica ainda tinha as 'pernas' no clássico - mas a ressaca física do clássico, deve-se evidenciar num jogo que será disputado no próximo Sábado, e não hoje!!! -, e assim nunca teve verdadeiras hipóteses de vencer a partida, ainda por cima o Jesus resolveu arriscar o mínimo possível, e fez poucas alterações. Por opção só o Maxi pelo Almeida, e o Gaitán pelo Ola,  nem o Paulo Lopes teve direito a jogar, já que era fundamental recuperar a confiança ao Artur. De resto, a lesão do Luisinho, e os prováveis problemas físicos do Garay - na minha opinião lesionou-se no segundo golo Corrupto e jogou o resto da partida condicionado!!! -,  fizeram o '11'.
Destaque óbvio para o regresso do Luisão, o regresso do Salvio aos golos, e a felicidade com que o Lima festeja os seus golos!!! No Braga quase sempre que marcava um golo, ficava com cara de enterro!!! No Benfica o homem está feliz!!! E eu também... e nem facto de marcar a maior parte dos golos fora de casa - algo normal, pois o Benfica na Luz, tem muito menos espaço para jogar -, me preocupa...
Não vai ser fácil eliminar o Paços, o facto de ser em duas mãos, pode ajudar a rectificar um possível mau jogo, a distância temporal entre os dois jogos não ajuda, a gestão que o Jesus decida fazer, também vai ser importante... mas já cheira a Jamor!!!

Se houvesse justiça estavam todos presos (e também sobre a importância de se chamar Godynho Lopes)

"Se Izmailov se curou por mudar para... Izmaylov, talvez fosse boa ideia Godinho mudar o nome para Godynho. Entre Sporting e FC Porto basta trocar uma letra para tudo funcionar

A última semana foi traumática para três grandes marcas do mercado dos audiovisuais, das telecomunicações e da perfumaria. Samsung, Blackberry e Chanel viveram momentos de inusitada tensão ao ponto de os seus respectivos departamentos de marketing terem sido varridos a demissões, crises de nervos e exigência formal de reparos. Rolaram cabeças, pois rolaram. E ainda vão rolar mais.
Estão ainda de boca aberta com o que se passa em Portugal os publicitários de todo o mundo. Como se não bastasse o momento Samsung da Pêpa e da sua malinha Chanel, que rendeu a semana toda, o domingo não chegaria ao fim sem o não menos surpreendente momento Blackberry de Pinto da Costa exibindo às câmaras o artefacto tecnológico de última geração com a prova de que, nas coisas que verdadeiramente interessam, o FC Porto é sempre prejudicado.
O resultado do jogo propriamente dito terminou empatado. Também em expulsões o jogo terminou empatado, nenhuma para cada lado quando haveria motivos para isso para cada lado. Optou o árbitro por deixar as equipas completas até ao fim mas talvez com um árbitro menos permissivo tivesse recolhido aos balneários mais cedo do que o previsto o fabuloso quarteto de distribuição de fruta constituído por Moutinho, Matic, Fernando e Maxi Pereira.
Agora fruta tem um significado diferente no nosso futebol. Antigamente distribuir fruta era apenas dar paulada. Os tempos mudam e o significado das palavras também. Por exemplo, a expressão «aluga-se meio campo», conhecem?
Normalmente é utilizada quando uma equipa se instala no meio-campo do adversário e não o deixa sair das suas linhas recuadas. Neste Benfica de 2012/2013 a expressão passou a reflectir uma situação completamente diferente e inovadora.
«Aluga-se meio campo» não por pendor ofensivo continuado mas, imagine-se, por falta de material.
O Benfica perdeu Javi Garcia e Witsel no Verão, não procurou substituí-los, raramente contou com Aimar e com Carlos Martins, por motivos de doença, e tem vindo a jogar nesta primeira metade da época com apenas um centro-campista que se veja, Matic. Não é que Enzo Pérez não se tenha desunhado a trabalhar naquela zona que nem será a sua de origem mas verdade, verdadinha «que se veja?, desde Agosto, é o Matic e mais ninguém.
Por isso, bem vistas as coisas, contando com a desvantagem do nosso meio-campo unipessoal e apesar dos 50% de posse de bola para cada lado que as estatísticas do jogo estranhamente reflectem, não parece feito tão genial do treinador do FC Porto ter conseguido que a sua equipa dominasse o jogo no centro do terreno ainda que muito longe da baliza de Artur (aí!). E apenas no período que mediou entre o segundo golo do Benfica e a entrada dos centro-campistas Aimar e Martins. Ainda convalescentes mas já minimamente capazes para vinte minutos de jogo, não mais do que isso.
Também se pode ter dado o caso das estatísticas do jogo terem sido «minadas» nos sites oficiais da Liga e dos jornais pelo mesmo energúmeno de serviço. Quem sabe se não haverá mesmo uma associação criminosa atrás disto? Gente que se entretém a debitar falsidades on-line.
Se houvesse justiça estavam todos presos, os brincalhões.
Voltando à falta de material no meio-campo da Luz. Nestas condições não se pode deixar de considerar assinalável o percurso consistente do Benfica na Liga. Exibe um «aluga-se meio-campo» que até salta à vista e, mesmo assim, atreve-se a disputar taco-a-taco o título com o campeão. Uma raridade destas não está ao alcance de todos.

MATIC foi o homem do jogo. Pelo que jogou e pelo incrível golo que marcou. É provável que o Vítor Pereira, treinador do FC Porto, descreva o golo do sérvio como o resultado feliz de mais uma daquelas jogadas típicas do «grande Benfica»,  pontapé para a frente à procura do Cardozo e à procura da sorte e de nada mais.
Sabemos que não foi assim. Foi antes uma exibição livre de bilhar aéreo na área do FC Porto culminada com um pontapé fenomenal de Matic que ainda teve que se torcer todo antes de se fazer ao tiro.
Mas foi bonito, estas coisas são sempre bonitas e caem bem, aquele momento em que, na flash-interview, Vítor Pereira mencionou «o grande Benfica», palavras suas.

DAS tentativas, consumadas ou não, de golpes de estado no Sporting entenderão os os sportinguistas que, certamente, bem dispensam as análises caridosas dos adeptos dos clubes rivais.
Das tentativas consumadas de incêndio, a história já é outra porque envolve um emblema rival. Aliás, e tudo para isso aponta, envolve o «único» emblema rival visto que com o outro suposto rival a base da relação existente deixou de ser, objectivamente, a da competição desportiva directa e passou a ser, subjectivamente, a de um entendimento cordial expresso a vários níveis, desde a salutar troca de jogadores à troca de solidariedade nos momentos maus, desportivos e institucionais, de um ou do outro emblema.
A verdade é que agora, neste novo regime, Sporting e FC Porto saem sempre a ganhar e dão-se por satisfeitos. Nada a obstar. Aparentemente a coisa até é fácil de ser desfrutada.
E desfrutem só que basta mudar uma letra para tudo ficar concertado entre os dois. Veja-se o caso de Izmailov que em cinco anos e meio de Sporting nunca esteve apto para jogar um minuto que fosse no Estádio da Luz e que, ao fim de três dias no Porto, com umas corridinhas no Olival e mais um truque básico de grafismo - passou a chamar-se Izmaylov, trocando um «i» por um «y» -, logo fez a sua estreia no campo do Benfica com 20 minutos em campo, ainda que a custo.
Haverá, certamente, sportinguistas a quem estas coisas causam muita impressão. Mas também haverá quem entenda ser este o caminho a seguir. O da troca de letras que tudo resolve a contento. Para estes últimos, e respeitando todas as opiniões, a melhor e mais instantânea solução para o momento que o clube atravessa é, definitivamente, convencer Godinho Lopes. E assim já nem vale a pena haver assembleia geral.
Tudo isto, peço desculpa se me estiquei, vindo a propósito da tentativa consumada de incêndio de uma bancada do estádio onze Izmaylov se estreou na noite de domingo e cuja factura de reparação foi, finalmente, entregue ao Sporting mais de quatrocentos dias depois do sinistro.
Não pretendo reavivar o assunto, muito menos tecer considerações filosóficas sobre as motivações dos incendiários, a extensão dos danos, a lentidão da justiça ou mesmo sobre o valor atribuído pela Liga à devida indemnização. Não é isso que importa, mais euro menos euro.
Significativo foi o valor dado ao referido episódio por Godinho Lopes quando, no ocorrer daquela rábula pré-derby que tão mal correu, apareceu dizendo que o presidente do Benfica não lhe atendeu o telefone nem quis adiar o jogo por «motivos ridículos como o incêndio da Luz».
Motivos ridículos? Mas será que Godynho Lopes também tem aquela maluquice por ver Lisboa e arder?

ESTA noite o Benfica joga em Coimbra com a Briosa um dos desafios mais importantes da temporada. Trata-se dos quartos-de-final da Taça de Portugal, a segunda prova em importância do nosso calendário oficial.
A Académica é a detentora do troféu e mesmo que não fosse era a mesma coisa. A Académica é a Académica, um emblema histórico, um clube com uma mística muito própria, uma equipa sempre capaz de surpreender. No ano passado, por exemplo, surpreendeu estrondosamente o FC Porto e o Sporting no quadro da mesma competição que hoje se volta a jogar em Coimbra.
Esta é uma eliminatória que mete realmente respeito. Surrealmente é de temer que o Maxi Pereira e Matic, se não tiverem juízo, sejam expulsos nos primeiros cinco minutos do jogo. Digo isto por superstição, obviamente."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: A Leonor consegui escrever o título com a resposta, que todos nós queríamos dar ao Madaleno, após a rábula do pós-jogo, mas ao mesmo tempo, protegeu-se de uma potencial acusação de calúnia... como dizia o outro: Genial, Leonor, genial...!!!

O jogo sem balizas

" «Em qualidade de jogo fomos iguais a nós próprios. Quisemos fazer o nosso jogo de trocas de bola, de posse, de envolvências, de oportunidades de golo. Estamos satisfeitos com a nossa prestação».
Vítor Pereira, a seguir ao clássico da Luz

Esta coisa do Barcelona parece mesmo andar a fazer escola. Cada vez mais o futebol parece ser um jogo sem balizas, em que a maior preocupação é ter a bola o máximo de tempo possível e não correr qualquer risco para chegar à área adversária. Para mim é uma estratégia defensiva. Aliás, alguns jogos com maior posse de bola do Barça foram aqueles mais difíceis em que, a vencer, decidiu congelar o futebol.
Aparentemente, o FC Porto, na Luz queria fazer o mesmo. Vítor Pereira disse (no pouco que falou) que a sua equipa foi igual a si própria em qualidade de jogo. É preocupante se realmente pensar assim. Afinal, em 90 minutos, os dragões fizeram apenas dois remates perigosos - parabéns à eficácia, num lance de bola parada e aproveitando uma oferta de Artur, mas parece-me pouco para justificar a frustração com o empate. Do que vi, o FC Porto fez ainda menos que o Benfica para tentar ganhar.
Realmente, na primeira parte o FC Porto teve muito mais posse de bola que o Benfica e conseguiu anular as principais armas adversárias. Não acho que tenha tido grandes envolvências e muito menos oportunidades de golo, mas enfim. Já quanto à segunda parte faz-me confusão que possa deixar qualquer treinador satisfeito.
E depois admira-se Vítor Pereira que, com registos iguais na Liga, a maior parte das pessoas considere o Benfica mais espectacular - não necessariamente melhor, porque aquela forma aborrecida de jogar é muito eficaz para não sofrer golos. Disse o treinador do FC Porto que o Benfica só sabe jogar no pontapé para a frente. E assim marcou dois golos e teve as duas outras ocasiões do clássico."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

A+B

"Tinha alguma desconfiança quanto às equipas B. Sobretudo quando jogando no 3.º escalão, como há anos, eram uma espécie de purgatório por onde passavam jogadores que ou iam para o degredo ou transitavam para uma qualquer sofrível equipa. No fundo, a equipa B era uma prateleira cara (embora não dourada) e uma esperança sempre adiada. Um frete sem alma, sem resultados, sem retorno.
Falando do meu clube, naquela altura defendi a ideia de se acabar com simulacros de equipa B, apostas na formação, rescindir com jogadores entalados entre a primeira equipa onde não estavam e a equipa B onde não jogavam, e reduzir a legião de um Benfica municiador de empréstimos a outros clubes.
Com a promoção das equipas B ao 2.º escalão (onde, em média, a qualidade dos jogos não difere muito da que se pratica na 1.ª Liga), parte das críticas que fiz foram objectivamente removidas.
E, no caso do Benfica, tem havido um competente aproveitamento e entrosamento entre equipas. Ora rodando jogadores, ora descobrindo talentos, ora potenciando a prata da casa que finalmente pode ser vista como reforço para o conjunto global. Sem equipa B, quem se lembraria de André Gomes ou André Almeida? Sem equipa B como se poderia manter o ritmo competitivo de jogadores suplentes que, em fases críticas de lesões e castigos, são chamados à titularidade (o caso da defesa é o mais presente).
Assim a equipa A+B é mais forte que a equipa A. Não se aplica aqui a propriedade comutativa pois que A+B não é igual a B+A, mas se juntarmos os escalões de formação, as propriedades associativa e distributiva da adição fazem cada vez mais sentido."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A catástrofe de Béla Guttmann no "inferno de gelo"

"Em Fevereiro de 1962, o Benfica jogou pela primeira vez na Alemanha. Em Nuremberga, sobre uma placa de gelo, os Campeões da Europa sofreram uma derrota dura. Que provocaria uma vingança terrível...

No dia 1 de Fevereiro de 1962, o Benfica estava na Alemanha. Desde 1912 que o Benfica viajava muito - pela Europa, mas também por África e pela América. Mas era a primeira vez que visitava a Alemanha.
Ainda não tinham decorrido vinte anos sobre a II Grande Guerra e sobre os infames crimes do nazismo. E o Benfica estava em Nuremberga, cidade emblemática de Hitler, em plena Baviera. Jogavam-se os quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. E o Benfica era Campeão da Europa.
Quando pisou o relvado, o treinador Béla Guttmann suspirou:
- Sinto medo! Prevejo uma catástrofe...
O chão estava duro de gelo. Uma camada de gelo espesso que fazia precário qualquer equilíbrio.
É um facto que, nesse ano de 1962, o campeão da Alemanha. Havia ainda coisas bem mais importantes do que Futebol num país tão profundamente destruído.
Mas o Nuremberga era visto com respeito.
Despachara, até defrontar o Benfica, os irlandeses do Drumcondra (5-0 e 4-0) e os turcos do Fernerbache (2-1 e 1-0). Quatro jogos, quatro vitórias! Somaria a quinta...

O Benfica foi gelando...
A previsão de Béla Gutmann cumpriu-se. Foi catastrófico.
O jogo teve início às 13h30 portuguesas. Sob um frio intenso. E o início de jogo dos 'encarnados' foi tão alegre, tão vivo, tão cheio de vontade, que ninguém imaginaria o que viria a acontecer depois. Aos cinco minutos já José Augusto perdera uma grande oportunidade, aos nove minutos já Cavém, na sequência de um lance de Simões, fizera o primeiro golo. Depois, o Benfica foi gelando...
Houve jogadores que pararam por completo. Um deles foi Costa Pereira no lance do empate, por Flanchenecker. Em seguida foi a defesa em bloco. E, aos 38 minutos, Strehl dava a volta ao resultado.
Entre neve e gelo, os homens de Nuremberga impunham-se. Foram muitos os lances de perigo. O Benfica sofria.
Flanchenecker fez o 3-1; o quarto golo bailou junto da baliza do Benfica.
Dizia-se que era o limite dos limites num 'inferno de gelo'...
Ninguém conseguiria fazer melhor.
Ah! Mas faltava ainda metade do caminho a percorrer. Havia Lisboa e outro inferno, o 'Inferno da Luz'. E uma crença infinita entre todos.
- 'Agora é a nossa vez!', exclamava Ângelo que não jogou.
- 'Se aqui marcámos um golo, em Lisboa marcaremos três ou quatro, não concorda?', perguntava António Simões.
- 'O Benfica podia fazer melhor, mas foi prejudicado pelo frio; a passagem da eliminatória ao nosso alcance', asseverava Germano.
- 'Com outro terreno teríamos ganho mesmo aqui', deitava-se a adivinhar Manuel da Luz Afonso, o chefe da delegação.
Belá Gutmann, o 'Mago', que até catástrofes adivinhava, parecia satisfeito:
- 'Nuremberga rendeu mais 50% do que eu esperava. Mas o terreno foi o nosso pior adversário. Acho até que foi um milagre, o comportamento de alguns dos nossos jogadores. Fizemos o máximo. Agora penso que temos amplas possibilidades de eliminar o campeão da Alemanha'.
O Benfica escorregava no gelo de Nuremberga, mas ninguém se dava por vencido. Pelo contrário: uma onda de optimismo tomava conta da equipa e iria empurrá-la para um dos momentos mais extraordinários da história do Clube na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
O Benfica vergara, mas não dobrara.
Vinha aí Lisboa e 60.000 gargantas que transformariam a tarde dos jogadores de Nuremberga num momento incrível que jamais esqueceriam.
É fundamental  nunca subestimar os grandes campeões.
Amesterdão ainda estava no horizonte. Seria uma realidade.
Como, aquele extraordinário jogo da segunda mão, marcado para o dia 22 de Fevereiro. Falaremos sobre ele não tarda muito..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Aqui está o penalty que foi sonegado...



... foi sonegado ao Benfica, em campo, e foi sonegado pela realização televisiva... Vi a falta ao vivo, bem à minha frente, fui dos poucos - diga-se -, que reclamou, alto e bom som, mandei um SMS para um amigo para confirmar, disse-me logo que não havia repetições. O jogo terminou alguns segundos depois. Mesmo nos blog's além da minha crónica só me recordo do GondarSlb, fazer referência a este penalty... O mais extraordinário é que o árbitro marcou falta ofensiva!!! Ainda pensei que outro jogador do Benfica, noutro qualquer duelo, tivesse feito uma falta qualquer, mas como se pode ver o único contacto é o empurrão do Abdoulaye ao Garay, mais ninguém dentro da área entra em luta pelo espaço...
Ainda podemos brincar: será este um dos bloqueios que o Sapo Vitó costuma falar?!!! Não, os tais bloqueios, supostamente faltosos, dos jogadores do Benfica, não incluem empurrões descarados... Alguns podem defender que este tipo de lances acontece em todas as bolas paradas, perto das áreas. Estão errados, enfiar as mãos na cara do adversário, não é normal... mas a impunidade repetida, seja com mãos na bola, seja com empurrões, seja com outra coisa qualquer... só dá em mais impunidade!!!

Se

"Se Artur não tivesse errado o Benfica ganharia o clássico?
Dois clamorosos falhanços marcaram o clássico da Luz: o indesculpável erro de Artur que deu o segundo golo ao FC Porto e a perdida de Cardozo a 13 minutos do fim. Mas, sem esses dois falhanços, o Benfica teria ganho o jogo? Duvido.
Sem o erro de Artur, talvez o Benfica não marcasse o segundo golo. Aliás, os dois golos do Benfica surgiram como resposta aos golos do Porto. O Benfica reagiu a esses desaires como um animal ferido, e as bombas de Matic e Gaitán foram explosões “de raiva”.
E a perdida de Cardozo? Se ele tivesse marcado, o Benfica ganharia o desafio? Também não sei. Vendo-se a perder, o FC Porto atirar-se-ia loucamente em busca do empate, e o jogo não acabaria como acabou: num duelo chato a meio campo.
Sobre o falhanço de Cardozo, que tanto desesperou Jesus e os benfiquistas, há sobretudo que tirar o chapéu ao guarda-redes Helton – o qual, com uma agilidade de gato, tocou com a ponta dos dedos na bola, desviando-lhe a trajectória e cortando-lhe o efeito, que a levava direitinha para as malhas.
Quanto ao jogo, ficou claro que, para o FC Porto, as vitórias alcançam-se vencendo a batalha do meio campo. Assim, povoou o meio campo da Luz com uma floresta de pernas e de músculos, onde era muito difícil trocar a bola, obrigando o Benfica a jogar o tal futebol directo que irritou Vítor Pereira. Mas essa aposta no meio campo, se dificulta muito a vida aos adversários, também limita a própria equipa do FC Porto, roubando-lhe agressividade.
Note-se que Artur não fez uma única defesa durante os 97 minutos de jogo, e os dois golos do Porto resultaram dos dois únicos remates à baliza, ainda por cima em lances fortuitos."

Tiraram-lhe o telemóvel!

"O clássico de domingo foi bom. Os guarda-redes fizeram a diferença para o resultado. Entretanto, já se esfumaram as palavras do treinador Pereira-que-nunca-comenta-arbitragens e já vai longe a sua amnésia sobre entradas dos seus meninos em exercícios paramilitares, depois de ter apenas registado a de Maxi - figa-se - foi de igual jaez.
Hoje escrevo sobre uma insólita decisão do Sporting ter mandado cancelar o número do telemóvel do ex-treinador Frank Vercauteren. Terá assim ficado arrumada a questão mais delicada da rescisão do contrato. A do telemóvel. Numa linguagem ora muito usada, eliminou-se uma das gorduras do passivo. Neste caso do passivo externo por causa do roaming.
Não sei a marca do dito e muito menos a linha. Apenas para lhe dizer que, apesar dos maus resultados, foi um treinador educado, com carácter, sério. Certamente a minha chamada teria sido encaminhada para uma caixa de mensagens cheia. Eu que estava convencido que o treinador tinha um plano pós-pago com uma fidelidade que coincidiria com o fim do seu contrato. Mas afinal o plafond estava indexado às vitórias...
Fica-me também a decepção de não ter conhecido a plataforma (móvel, evidentemente) e - passe a publicidade - o pacote de pontos oferecido (e resgatado) ao belga. Se Kanguru Hotspot (com bolsa), Viaminas (à discrição), Best Top (sem dúvida), Moche (não lhe faltará o prefixo a?), ou +Leve? (para quem?).
Diz-se que uma boa imagem vale mais que mil palavras. Mas também um bom silêncio vale o mesmo. De um telemóvel. Sem pontos, Não recarregável."

Bagão Félix, in A Bola

Mais um grande filme do Benfica!


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cardozo


O Cardozo fez ultimamente vários hat trick's, aparentemente o Vieira ficou com inveja, e fez uma renovação tripla: Mati... Jardel, e agora o Tacuara!!!
São mais 3,5 épocas, com o Cardozo a marcar golos com o Manto Sagrado - terá 32 anos no final deste contracto -, no mínimo os 25 golos época, em todas as competições - esta época bem acima dos 30!!! -, aproximando-se de números supostamente sagrados - intocáveis!!! -, com os anti's a refilarem sempre que ele falhar um passe, ou perder uma bola de cabeça, ou perder um lance devido à sua lentidão, e eu, com mais alguns, a gozar à grande com os anti's, sempre que ele fazer as redes vibrar!!!