Últimas indefectivações

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Onde se fala em verão quente, e-mails, pirataria informática e efeito contaminação

"Advinha-se um verão quente. Aliás, o verão começou anormalmente quente, com temperaturas acima dos 40 graus, provocando catástrofes nunca vistas.
No que ao desporto diz respeito, parece que há um 'efeito contaminação' e o verão está a ser quentinho, quentinho, quentinho. Eu chamar-lhe-ia de... explosivo.
Antes de falar do caso em concreto, lembro-me de um caso, onde vejo algumas particularidades que por semelhantes, vos chamo a atenção, como na altura o fiz - «O Caso Sá Fernandes - Bragaparques».
Para quem não está recordado, Sá Fernandes, advogado gravou ilicitamente uma tentativa de corrupção de que foi alvo. Ora, enquanto que o processo do crime de corrupção decorria, o empresário Domingos Névoa fez uma participação criminal ao Ministério Público contra o advogado, acusando-o de ter gravado, sem autorização e pelos seus meios a sua primeira conversa, em que fez a proposta de corrupção (teriam depois mais duas conversas, mas já gravadas pela polícia judiciária), o advogado veio a ser julgado no 4.º juízo criminal de Lisboa - que, em 15 de Novembro de 2011, decidiu absolvê-lo.
Reconhecendo que a gravação de conversas particulares sem autorização judicial é proibida por lei, o juiz considerou que há casos, como este, em que outros valores têm de ser ponderados e concluiu que Sá Fernandes «agiu com justa causa», pois tinha de «precaver-se contra a atitude do empresário quando fosse confrontado com a acusação de corrupção» e a eventualidade de este vir dizer que a iniciativa da proposta de pagamento de 200 mil euros tinha partido dele.
O Dr. Sá Fernandes acabou condenado numa pena de multa de 1.200 euros, por crime de gravação ilícita da primeira conversa que teve com o sócio da Bragaparques, em 2006, que desencadeou contra este a investigação do processo de corrupção.
Ora, paralelamente àquilo que for apurado pelas autoridades jurisdicionais no que concerne ao eventual (ou eventuais) crimes de corrupção (ou outros) praticados pelos responsáveis pelo Benfica, num primeiro momento pelo Ministério Público, que suportará a sua de decisão de acusar, ou de arquivar, na prova obtida nos O.P.C. e, posteriormente nos Juízes (caso haja acusação, ou requerimento de instrução), a verdade é que duas outras questões se colocam: a ilicitude dos meios de obtenção da prova, que pode ter um efeito de invalidação da mesma e inclusive, mesmo que outra prova 'boa' seja obtida através dessa, sofra do chamado 'efeito contaminação' e, por outro lado, levará necessariamente à abertura de um (ou vários) processos-crime contra quem divulgou os e-mails (e quem os obteve).
Face às notícias que têm vindo à praça pública, consigo identificar vários possíveis crimes, com vários possíveis crimes, com vários interessados em desencadeá-los, a saber, Crime da 'devassa da vida privada', previsto e punido no art.º 192.º do Código Penal, o Crime de 'Devassa por meio de informática' - art.º 193.º do CP, o Crime de Violação de correspondência ou de telecomunicações', art.º 194.º CP, o Crime de 'Violação de segredo', art.º 195.º, o Crime de 'Aproveitamento indevido de segredo', art.º 196.º, todos eles com a agravação prevista no art.º 197.º, sobretudo na alínea b) se for praticado através de meio de comunicação social.
A estes crimes podia eventualmente usar o crime de difamação, para concorrer come estes que isolada ou cumulativamente poderão ser praticados, para além de um Pedido de Indemnização Cível de valores absurdamente elevados para o nosso quadro jurídico, tendo em conta a dimensão dos danos.
Faltam-me elementos para ser mais concreto na análise, mas de uma coisa tenho a certeza, nesta fase está a instituição Futebol Clube do Porto, os seus responsáveis e quem divulgou estes e-maisl (aparentemente obtidos ilicitamente, pois não estou a ver ter sido um responsável do Benfica a enviá-los amigavelmente ao FCP), mais depressa a serem julgados e condenados pelos crimes que praticaram do que os do Benfica, pois à incerteza da legalidade dos meios de prova, teria de se provar o crime em si, o que é exactamente difícil de se fazer em tribunal.
Aguardemos as 'cenas do próximo capítulo'. "

Paulo Edson, 

PS: Juntando o facto do conteúdo ser completamente pífio, é só fazer as contas aos cumulos!!!!

Horta...

8.ª dia...

Alvorada... talismã!

NetPress... Campeão eterno!

Benfiquismo (DXXII)

Bernabéu, 1980

Aquecimento... com Zé Marinho

O Campeão está de volta...!!!

Sorteio da Liga...

"Ainda sobre as novas condicionantes do sorteio...O meu amigo Hugo Leal, como habitualmente, usou o cérebro para pensar e chegou a este estado de reflexão.
'Querem saber do estado a que isto chegou? Vejam as datas e as regras. A Supertaça joga-se a 5/6 de Agosto (diz a FPF). A 1.ª mão do playoff da Champions joga-se a 15 de Agosto de 2017 (diz a UEFA). 9/10 dias de distância. O que pode ter a ver a Supertaça com o playoff da Champions, se o Sporting nem sequer joga a Supertaça? Aparentemente nada, até porque, pelo regulamento, o Sporting já não poderia jogar com o Benfica nessas duas primeiras jornadas da Liga (marcadas para 11/14 e 18/21 de Agosto).
A questão, então, só pode ser o Vitória. Mesmo que o Sporting antecipasse a primeira jornada para sexta-feira cumprir-se-ia a regra das 72 horas de descanso, pelo que, se saísse o Vitória, este teria mesmo de jogar.
O que temos aqui, então? Das duas, uma: ou quem fez as regras anda demasiado ocupado em bodas e copos-de-água para saber as datas dos jogos e inventou uma regra à pressa no pressuposto de o Sporting precisar de alterar datas à sua vontade e à última da hora; ou a regra foi metida para o Sporting não ter de jogar com o Guimarães (já com um jogo oficial disputado) antes ou no intervalo do playoff da Champions. O Guimarães. Essa equipa que aterroriza adversários que estejam a ganhar 3-0 a 15 minutos do fim.
Até pode haver algum elefante na sala que eu não esteja a ver (se alguém perceber onde ele está é só dizer), mas o que me parece mesmo é estarmos a assistir a mais um edificante episódio da série «Querido, Mudei a Liga».' "

Augusto...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

7.º dia...

Alvorada... do Zé Nuno!

Observadores...!!!

Portugalex de 06 Jul 2017 - RTP Play - RTP

NetPress... golos!

Lisboa e Benfica

Loja...

Benfiquismo (DXXI)

White Hart Lane, 1962

Lanças... o regresso!

Now... Forbes!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

No princípio é o verbo (e o contador)

"Não tenho cartilhas, a não ser a 'cartilha' da minha cabeça e das minhas convicções.

Nesta época, também tive direito ao meu defeso. Ou seja, a uma transferência. Sem intermediários. A Direcção de A Bola resolveu dar um generoso e virtual pontapé na rubrica Pontapé de Saída, pelo que, em tese, duas hipóteses haveria a considerar: despedimento por extinção de posto de escrita ou transferência para outro posto. Aconteceu a segunda opção: fui convidado para este novo espaço, que ocuparei às quartas-feiras. Evidentemente, com prémio de assinatura: o de continuar a escrever neste jornal que, desde a minha infância, leio com avidez e me ajudou a amar a língua pátria.
Como não sou ingrato, gostaria, aqui e agora, de agradecer ao Director de A Bola, Vítor Serpa, o convite que, no Verão de 2010, me fez para escrever o Pontapé de Saída duas vezes por semana. Lembro-me, na altura, lhe ter dito que receava não ter assunto e imaginação para manter tal ritmo semanal. Enganei-me, não tanto na limitação da minha imaginação, mas na abundância de temas que jamais faltaram, por boas ou por más razões. Confesso que aqueles 1600 caracteres, duas vezes por semana, se tornaram um bom exercício e até aprendi a disciplinar a extensão dos textos nesta nossa língua em que sempre se pode dizer mais com menos palavras.
Agora terei de exercitar a demasia de caracteres, depois de me ter dado bem com a escassez dos mesmos. Estou preocupado com a abundância. O tempo dirá se conseguirei passar bem da austeridade para a abastança nesta nova sopa de letras.
Fico com saudades do Pontapé de Saída. Coleccionei nada mais nada menos do que 689 artigos e até já fazia contas para a crónica milenar dentro de três anos. Comecei em 13 de Setembro de 2010 e acabei em 28 de Junho de 2017. Praticamente sete anos. O primeiro e o último falam sobre temas relacionados com o Benfica. Por mero acaso, acreditem. Iniciei-me com Ainda e sempre Torres coincidindo com o desaparecimento do Bom Gigante. Terminei com simplesmente Benfica.
O título destas minhas crónicas será O contador da Luz. Não se trata, porém, daquele medidor de consumo de electricidade electromecânico, estático, híbrido ou digital e (agora) sem caução. O contador (de palavras) sou eu e a Luz (com L maiúsculo) é a minha segunda casa. Assim me chegue a energia, em qualquer regime, mesmo que monofásico. Hoje, não tratarei de nenhum assunto de actualidade. Este texto corresponde ao primeiro dia da nova época nos clubes desportivos: o dos exames médicos. Assim sendo, aproveito para delinear alguns aspectos de um auto-estatuto editorial, ao qual aqui em obrigo e que espero poder sempre cumprir rigorosamente.

1. Este espaço será o de um benfiquista sempre apaixonado pelo seu clube, mas não será um espaço oficial ou oficioso do Sport Lisboa e Benfica. Não tenho cartilhas, a não ser a cartilha da minha cabeça e das minhas convicções.

2. Como gosto de dizer, sou independente por convicção e sou dependente por liberdade. Quer dizer, não abdico da minha responsabilidade enquanto estádio superior da liberdade. E esta defino-a, para mim, como a dependência do que gosto. E eu gosto muito do Benfica que faz parte inalienável da minha vida e dos meus sonhos desde menino.

3. Não abdicarei da minha opinião, mas saberei mudá-la se e quando disso ficar ou for convencido.

4. Sem prejuízo da veemência e intensidade da defesa das posições em que acredito, terei o dever de ser urbano e elegante em qualquer circunstância e procurarei não ser precipitado na análise de acontecimentos sem a sua devida e tão completa quando possível contextualização.

5. Neste espaço, o futebol terá a preeminência de ser o desporto mais popular e importante sob diferentes prismas, mas jamais será totalizante nas minhas rubricas. Sem fui muito ecléctico no gosto e acompanhamento de outros desportos e aprecio poder contribuir, ainda que microscopicamente, para a sua maior mediatização e consideração institucional.

6. Não me sinto limitado aos assuntos de natureza desportiva e, sempre que para mim se justificar, tratarei de outros temas que se possam enquadrar no corpo, espírito e acervo de A Bola.

7. Nunca deixarei de expressar o cuidado com o tratamento de algum assunto no qual, directa ou indirectamente, esteja interessado ou envolvido, através do prévio aviso de declaração de interesses.

8. Sempre respeitarei o direito a privacidade de outros e o meu dever de confidencialidade em todas as circunstâncias.

9. Continuarei a escrever, convictamente, com a ortografia antes do chamado novo Acordo Ortográfico, que empobrece a língua portuguesa sobretudo pela estúpida prevalência do critério fonético em detrimento da raiz etimológica e, modestamente, procurarei não alimentar a indigência gramatical que se vai tornando a norma no nosso país.

Uma nota final neste primeiro O contador da Luz: sempre que achar oportuno, delinearei um quadro sinóptico de pontos que mais me suscitaram a atenção ou a curiosidade na semana, e a que chamarei Contraluz. Uma palavra, um número, uma frase, uma efeméride, um acontecimento, um pensamento, etc.
Para esta primeira semana, fica assim:
Contraluz
- Palavra. Culpa. Enterrados os mortos, ressuscitados as labirínticas culpas.
- Número. 5555. Os caracteres (com espaços) desta primeira crónica... sempre com o 5, meu algarismo preferido.
- Frase. «Renasce o sonho». Vê-se bem que estamos no defeso.
- Árvore. Dillenia indica L. Mais conhecida como árvore das patacas (que escasseiam).
- Pensamento. «No deserto, à procura de água, encontrou petróleo e morreu à sede» (provérbio árabe). Cuidado com o equilíbrio das contratações neste tempo de transferências."

Bagão Félix, in A Bola

Que falta fez lá na Rússia a traça de Paris

"Alguma coisa terá faltado à nossa selecção em Kazan. Não foi vontade nem sorte que faltou. É injusto acusar os jogadores portugueses de pouca disposição para o cometimento e é surreal apontar o dedo aos deuses da fortuna que bem se esforçaram para impedir a saída baixa dos campeões da Europa. Por duas vezes, no mesmo lance, vimos os postes da baliza de Rui Patrício desempenhar garbosamente o papel que competia a Rui Patrício e por uma vez se viu o vídeo-árbitro dormir num lance capital em nosso desfavor. O que faltou a Portugal foi o que faltou a Cristiano Ronaldo: faltou-nos a traça.
Aquela traça que em Paris, vai fazer agora um ano, pousou magnificamente no sobrolho do estendido capitão português e fez a selecção disparar para o momento mais insólito da sua História resolveu não comparecer em Kazan e o resultado viu-se. Sem a traça a eliminação não deixou dúvidas. Ficou apenas uma coisinha por esclarecer: o castigo máximo que o jovem André Silva pretendeu, sem êxito, cavar nas barbas do árbitro iraniano no decorrer da primeira parte do prolongamento conta como o 23.º penálti roubado ao FC Porto na temporada de 2016/2017 ou contará como o 1.º penálti roubado ao AC Milan em 2018/2018? Cientistas da bola, estudem o assunto.
Prossegue, entretanto, o defeso do futebol português entregue por inteiro às barulhentas altercações entre comentadores-residentes das nossas estações de televisão. É esta uma grossa novidade mas não lhe chamaria, propriamente, um progresso civilizacional. Antes pelo contrário. Em termos, por exemplo, da secular rivalidade entre os dois emblemas da Segunda Circular, pertenço a uma antiga geração que aprendeu a gostar de futebol e dos seus clubes graças a magníficos protagonistas de duelos encantadores como Eusébio e Damas, Artur e Diniz, Bento e Manuel Fernandes, Luís Figo e Rui Costa, Chalana e o resto do mundo… Pobres gerações mais jovens que até em tempo de férias têm agora de se dividir entre um Guerra e um Pina. Ou vice-versa.
O Tour vai começar envolto numa polémica de costumes. O ciclista belga Jan Bakelants afirmou no decorrer de uma entrevista que para "ocupar os tempos livres" conta levar "uma embalagem de preservativos" porque "nunca se sabe onde se encontram as meninas do pódio". A organização do Tour exigiu-lhe imediatamente um pedido de desculpas e a equipa do Jan Bakelants, a AG2R-La Mondiale, pediu desculpa aos organizadores e ao público pela alarvidade do seu corredor. Esta historieta vinda do estrangeiro e de estrangeiros é exemplar. Por cá o patamar é outro e muito, muito abaixo. Numa recentíssima reportagem televisiva em Kazan, entrevistando adeptos portugueses, um jornalista em missão patriótica perguntava-lhes, felicíssimo consigo próprio: "E as russas? E as russas?" Que tristeza. Ninguém tem mão nisto?"

Carta aberta ao bruxo da Guiné

"Caro general Armando Nhaga, há coisas no futebol português que parecem bruxaria. Eu sei que você já esclareceu que não tem nada a ver com essas coisas, é só um desabafo. Como se já não bastasse o estado do nosso futebol, no defeso falou-se mais de e-mails do que de reforços, o que aumenta o nível de alerta e preocupação quando se aproxima o arranque da competição. Estamos, cada vez mais, à beira do abismo. Estou preocupado, como adepto, e temo que agora só as forças do oculto possam livrar-nos do mau olhado. Da minha parte, se eu fosse presidente da Liga e você bruxo, acordava consigo um contrato de prestação de serviços segundo o qual você receberia um valor chorudo por cada jornada da Liga 2017/18 sem polémica, mas calculo que não teria interesse em aceitar um trabalho em que muito dificilmente poderia ter sucesso. É como pedir à gelatina que pare de tremer, eu sei. Para mais, além do elevado risco de insucesso, a tarefa iria exigir-lhe muita dedicação, sem direito a folgas e distracções, para não acontecer o mesmo descalabro do Dortmund-Benfica (4-0).
É evidente que, como o caso é grave, se eu fosse presidente da Liga e você bruxo, não teria reservas em contratar alguém com provas dadas para o ajudar. O mestre Alves ou o bruxo de Fafe, por exemplo. Mesmo o nível internacional há especialistas de renome como o espanhol Pepe (o tal que um dia lesionou Ronaldo). Se mesmo assim não chegasse, meteríamos voluntários em cada estádio a fazer buracos na relva, a espalhar aguardente, sal e alhos, a soltar galinhas, sapos e pombos. Se tudo isto falhasse, então sim tentaríamos pedir bom senso e fair play aos nossos dirigentes. Porque no fundo, eles, você e eu queremos todos o mesmo: um futebol português firme e hirto como uma barra de ferro. Lá dizia o bruxo Alexandrino."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Alvorada... com o Lemos

3.ª dia dos B's

Haris...

Aulas...

NetPress... Powered by Benfica!

5.º dia...

2.º dia dos B's

Benfiquismo (DXX)

Grande...

105x68... recomeço...!!!

Videoárbitro? Um projeto bebé que fazia falta ao futebol moderno e à arbitragem. Ponto

"Vamos então fazer um balanço sobre a actuação do Sistema do Videoárbitro na Taça das Confederações.
Por partes. A tecnologia em si é boa. Muito boa.
Está bem construída, bem pensada e funciona (quase sempre) sem falhas. É útil e fazia falta ao futebol moderno e à arbitragem. Ponto.
A partir daí, a questão central passa a ser outra: a da eficácia da sua utilização.
E sobre este aspecto, convém recordar algumas coisas:
Este é um projecto bebé. Um projecto que está a dar os primeiros passos e que ainda se encontra em fase de testes.
A introdução do Sistema de Videoárbitro no futebol foi um passo corajoso e arrojado, que terá impacto fortíssimo no jogo, nos jogadores, no sistema táctico das equipas e sobretudo na rotina em campo dos árbitros. Terá também impacto nas expectativas dos adeptos e de todo o universo do futebol.
Algo assim leva tempo. Leva tempo a interiorizar. A afinar.
A FIFA, à semelhança de outros países (como Portugal), quis participar nesta fase piloto. Porquê? Porque tenciona aplica-lo no Mundial de 2018, na Rússia. Legitimamente.
Qual é que foi o grande risco dessa decisão?
É que, ao contrário das federações nacionais (que têm jogos de menor dimensão mediática para realizar os seus testes), só o poderiam fazer nas suas competições: Mundial de Sub 20, Mundial de Clubes, Taça das Confederações...
Tudo montras de grande dimensão, vistas e escrutinadas por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
Foi uma decisão compreensível mas arriscada, que comportava riscos.
E o certo é que, tendo corrido bem na maioria das vezes (existiram sete situações claras onde a colaboração do VAR foi crucial para decisão final), naturalmente que teve menos bem em momentos importantes.
Num deles, terá falhado o próprio VAR: o penálti do José Fonte (pisão a um jogador chileno) foi claríssimo nas imagens mas o videoárbitro teve leitura diferente e absteve-se de intervir.
Noutros dois, falhou apenas e só o árbitro: no México/Nova Zelândia (tudo correu mal) e, de forma mais clara, na Final entre Alemanha e Chile, onde um vermelho (evidente e inquestionável em todas as imagens) ficou por exibir.
Reparem: em nenhum desses erros falhou a tecnologia em si.
O que correu mal foi a sua aplicação pelos árbitros. A intervenção humana.
E o que é isto nos diz a todos?
Diz-nos que esta é mesmo uma mudança de paradigma e que a sua afinação requer tempo, treino e formação contínuas.
Um bom VAR tem que ter um conjunto de competências, técnicas e humanas, distintas. Muito distintas. E isso não se aprende de um dia para outro. Tem que conhecer bem as leis de jogo. Tem que estar familiarizado com o protocolo aprovado.
Tem que saber analisar imagens e identificar potenciais erros. Tem que saber como pedir informação ao técnico de imagem de forma a que ele entenda qual o incidente a rever e qual a melhor imagem/ângulo a facultar. Tem que perceber quais os timings da sua intervenção junto do árbitro e, sobretudo, tem que saber qual a melhor forma de passar essa informação ao árbitro - que está pressionado em campo - com serenidade, segurança e credibilidade.
Tem ainda que saber juntar tudo isso a uma enorme eficácia, ou seja, fazer muito e bem, o mais rapidamente possível.
Isso implica, de facto, muita coisa.
E implica sobretudo que o VAR tenha uma forte personalidade. Que seja imune a pressões ou ruídos exteriores e que tenha a clareza de saber obedecer apenas e só à sua consciência.
Em suma, deve ser alguém tecnicamente muito competente e pessoalmente capaz, independente e corajoso.
Grande parte dessas competências, sobretudo as técnicas, requerem muito treino.
Treino em sala, com visionamento exaustivo de imagens e com a realização de sucessivas simulações (role play) ao nível da comunicação.
Mas também "treino" em competição. Porque só o ambiente real, a pressão dos tempos de espera, o ruído infernal do público e o enorme stress competitivo, colocarão verdadeiramente à prova a capacidade de alguém tomar excelentes decisões, de elevada responsabilidade, no menor espaço de tempo possível.
Um excelente árbitro não será, necessariamente, um excelente VAR. E é importante que todos entendamos isso com urgência.
Não esperem milagres. Seria pedir demasiado nesta fase e penso que já todos percebemos porquê. 
Mas não duvidem: erros grosseiros, de lances objectivos e transparentes, que escapem ao olho do árbitro em campo, deixarão de existir.
E com o tempo, muitos outros também. Haja tolerância e tempo para deixar crescer, sustentadamente, uma iniciativa que tem tudo para dar certo."


PS: Dois erros evitáveis que aconteceram no protocolo na Taça das Confederações:
- A obrigatoriedade de ser o árbitro de campo a 'pedir' a actuação do VAR! No lance do José Fonte, o VAR devia ter avisado o árbitro de campo... simples.
Na Final da Taça de Portugal, no video que a FPF divulgou, com a entrevista do Hugo Miguel, foi notório que o Soares Dias 'aconselhou' mesmo quando não foi solicitado... E isso deve acontecer sempre, agora o nível e confiança entre o VAR e o árbitro de campo tem que ser grande, ter árbitros de nacionalidades diferentes, que nem falam a mesma língua, não é fácil...
- A possibilidade do árbitro ir à linha lateral rever o lance, não faz sentido. Perde-se tempo, e vai criar um potencial foco de muita contestação com os 'bancos' a protestarem...
A opinião do VAR deve ser valorada, ponto final... Além disso, é muito mais complicado um árbitro de campo, alterar uma decisão sua, vendo o lance, na linha lateral... existe sempre uma relutância maior em admitir o próprio erro... como foi visível na Final com a cotovelada do Jara ao Alemão!

terça-feira, 4 de julho de 2017

"Mesmo batido pelas vagas mais alterosas, o Benfica não sossobra"



NetPress... Pré-época

As Regras dos Jogos... Opções!

Ainda o videoárbitro

"O protocolo aprovado pelo IFAB é rígido e aplica-se apenas a situações claras.

Sou e sempre fui um defensor acérrimo da arbitragem e da qualidade profissional dos nossos árbitros. Mas a verdade é que a distância que percorri nos últimos dois anos permite-me ver, com outra clareza, os dois lados da caixa: e do dentro, onde vivi e cresci durante toda a minha vida profissional. E o de fora, onde existe um mundo que teima em olhar, desconfiado, para tudo o que tenha a ver com a classe.
Perante duas perspectivas tão contrárias, tento posicionar-me sempre no ponto que julgo ser o mais sensato: o do equilíbrio, que mora no meio daqueles dois extremos.
Aceito que possam existir comportamentos menos próprios ou desviantes, mas estou convencido de que a esmagadora maioria das pessoas que estão na arbitragem são sérias, honestas e honradas. E isso nada tem a ver como facto de poderem ser mais ou menos competentes, mais ou menos experientes.
Parto deste pressuposto pessoal para vos falar, novamente, sobre o Projecto Videoárbitro.
A famosa tecnologia que o futebol português decidiu abraçar e que nos fará companhia já a partir do próximo mês, na Liga NOS.
Primeiro. A ideia é muito feliz e a tecnologia é boa. Muito boa.
Ou seja, existe uma variável objectiva, bem pensada e melhor elaborada, que permite que um árbitro, confortavelmente sentado numa sala bem apetrechada, possa ver imagens de qualidade de alguns incidentes de jogo. Perfeito.
Segundo. Para que esta inovação seja bem-sucedida e sobretudo, para que convença todo o universo do futebol, é imprescindível que as outras variáveis onde assenta não falhem.
E que variáveis são essas ? O árbitro e o videoárbitro.
O problema, como já perceberam, é que, ao contrário de primeira, estas têm um componente de subjectividade elevadíssima. Estamos a falar de árbitros. De pessoas. De homens. Homens por detrás da máquina. Ora, para contornar as diatribes da interpretação e limitação humanas, o protocolo aprovado pelo IFAB é rígido. É rígido e aplica-se apenas a situações muito claras e objectivas.
A ideia é evitar o erro grosseiro (aquele qe for evidente para todos), desde que tenha eventual influência no jogo. Se tudo isto fosse uma equação matemática, diríamos que a soma de uma variável objectiva (tecnologia de qualidade) com duas subjectivas (árbitro e VAR) resultariam no sucesso do maior e mais arrojado projecto alguma vez criado para o futebol. Certo?
Problema. Se é verdade que a tecnologia em si, não sendo infalível, é muito fiável, não menos verdade que com os árbitros as coisas podem não ser bem assim. Naturalmente.
Essa convicção aumenta se nos lembrarmos que estamos a falar de pessoas que só agora estão a mergulhar nesta nova realidade. Que só nos últimos meses começaram a familiarizar-se com as novas funções. E essas são bem distintas das que estavam habitados a desempenhar até então.
Um bom árbitro não será, necessariamente, um bom videoárbitro.
As competências, técnicas e humanas, que uma e outra requerem são totalmente distintas. Passar da dinâmica de um jogo vivido num relvado, para outra sentida na frieza distante de uma sala repleta de écrans e slow motion não é tarefa fácil. Não é algo que se ensine ou aprenda de um dia para outro.
Requer, em si, é fantástico.
Mas o seu sucesso, dependerá sempre desta componente. Da forma como um grupo de profissionais conseguirá adaptar-se a uma realidade totalmente diferente, numa função completamente nova e num universo de tolerância - como o nosso - reduzindo a zero.
Ao contrário de dois ou três maus exemplos recentes (Taça de Confederações), onde falhou o homem, não a máquina, eu confio totalmente na qualidade técnica, independência e serenidade dos nossos árbitros. Confio na sua capacidade de aprendizagem rápida, na sua frieza de análise e sobretudo, na sua coragem. Na coragem de tomar a decisão certa no momento exacto.
O projecto tem tudo para dar certo, desde que ninguém se esqueça que há muita coisa que poderá inicialmente não correr bem. Por alguma razão, a fase de testes dura até meados de 2018..."

Duarte Gomes, in A Bola

Alvorada... com o João Paulo

Com a grandiosidade de um Hermitage...

"Palco da final da Taça das Confederações, o Estádio de São Petersburgo, inserido no Parque da Vitória Marítima, na Ilha de Krestovski, é uma obra formidável que merece uma visita e jogos de futebol de topo. Portugal venceu aqui a Nova Zelândia por 4-0.

passa da meia-noite em São Petersburgo e ainda há uma luz sobre a cidade. Parece que a noite nunca se põe, aqui na beira do Báltico.
No momento em que escrevo, terminou a primeira fase da Taça das Confederações e Portugal, como se esperava, cumpriu o seu Destino, assim mesmo, com maiúsculas.
Um empate com o México, em Kazan, a abrir, com alguma dose de desilusão por via do golo consentido no minutos final, uma vitória seca mas segura frente à Rússia, tão fraquinha, benza-a Deus, e uma goleada frente à Nova Zelândia, grupo de rapazes com boa vontade, mas apenas abana-pinheiros vindos lá do Pacífico Sul.
Nota surpreendente: o Estádio de São Petersburgo.
Já jogou o Benfica nesta cidade por mais de uma vez. Mas no Estádio Petrovski, que consigo espreitar da janela do meu quarto, aqui em frente, na outra margem do Neiva. Estádio muito soviético, entalado entre pequenos canais que o rodeiam e nos quais, ao fim da tarde, os homens vêm pacientemente pescar. Compará-lo com o novo, para já apenas Estádio de São Petersburgo, mas com o naming já vendido para os próximos anos, casa do Zenit que até tem sido de boa memória para os encarnados. É preciso caminhar bons quilómetros a pé até chegarmos a essa espécie de disco voador, erguido na ilha de Krestovski.
Não se duvida que quem planeou esta nova arena, já que agora é moda chamar arena a todos os campos de futebol do planeta, pretendeu manter as características do seu antecessor, mas desta vez fugindo do centro da cidade para entrar por um bairro de edifícios bem separados uns dos outros, com pracetas e relvados a dividi-los, e erguendo-o no meio de um parque verdejante e encantador. Pois sim, mas a verdade das verdades é que, ainda por cima com os cortes de trânsito que a polícia russa aplica, um mamífero tem de se levantar cedo pela manhã e encher a mochila de sandes de queijo, para não passar fome quando se meter ao caminho, que isto de ir a um disco voador não é como ir a um moinho e requer bem mais paciência e força de vontade.

O disco no parque
Nada de muito original nesta ideia de disco voador, já o arquitecto japonês que o desenhou, Kisho Kurokawa, lhe chamou Nave Espacial. É isso mesmo que parece, pousado no final do magnífico Parque da Vitória Marítima, a dois passos das águas do Báltico nas quais se espreguiçam os paquetes que carregam milhares de turistas durante estes dias em que o sol nunca se põe. Noites Brancas, chamou-lhes Dostoiévski. E como os russos são como muito nós, no rebuço e no viva lá o seu compadre, ei-los que não prescindem, ali à volta do estádio, da sua barraca dos tirinhos, do seu carrinho de choque e da sua montanha russa, pois então, no meio de toda esta salada.
Moderno, especial. Já se sabe que a cada fase final de uma competição vão surgindo, aqui e ali, estádios completamente fora do que estávamos antigamente habituados. Vimos como isso sucedeu em 2004, no tempo do nosso Europeu, vivido em ambiente de festa como nunca se vira em Portugal desde o 25 de Abril.
Os novos estádios russos pelos quais passei, a Arena de Kazan, o Estádio do Spartak, em Moscovo, e agora este, são de uma funcionalidade admirável. Mas, em São Petersburgo, ficamos surpreendidos pela impotência. A Nave Espacial é gigante, o parque que o rodeia parece infinito, os percursos que nos levam até ele fantasticamente arvorejados, as escadarias decididamente grandíloquas.
Tudo foi feito em grande escala, não fossem os russos gente tão desmesurada como o tamanho das suas terras.
Quando o meu paciente leitor tiver passado os olhos por estas páginas, já saberemos se Portugal regressa aqui para disputar a final. Aconteça o que acontecer, o Estádio de São Petersburgo é, sem qualquer motivo para dúvidas, um dos melhores da Europa. E um palco que merece jogos de toda a qualidade. O Benfica e os benfiquistas já sabem. Da próxima vez que os sorteios das taças europeias mandarem marchar para esta cidade formidável junto ao Báltico, terão à sua espera uma obra de truz. Que fica na memória de quem a visita como se fosse a grandiosidade de Hermitage."

Afonso de Melo, in O Benfica

A resiliência de Espírito Santo

"De todas as adversidades, a doença foi a pior que Espírito Santo enfrentou. Mas, tal como de todas, saiu vencedor.

Em 1936, Guilherme Espírito Santo, com apenas 16 anos, estreou-se oficialmente na equipa principal do Benfica, na 1.ª jornada do Campeonato de Lisboa, frente ao Casa Pia. Em Novembro de 1937, realizou o primeiro jogo por Portugal, contra a Espanha. O seu enorme talento parecia não deixar ninguém indiferente.
Em 1940, após ter estado ao serviço da selecção nacional numa partida realizada em Paris, frente à França, adoeceu gravemente, ficando afastado da prática desportiva por largos meses. Contudo, habituado a driblar as adversidades, o 'Pérola Negra' voltou, meio ano depois, a envergar a camisola de águia ao peito para defrontar o Barreirense, a 23 de Junho. Recebido sobre uma enorme ovação do público, foram-lhe entregues pelos 'seus companheiros e todo o «team» barreirense (...) lindos ramos de flores'. O jogador agradeceu a recepção da maneira que melhor sabia, com uma exibição brilhante coroada com dois golos na vitória 'encarnada' por 5-2. A imprensa elogiou o seu regresso: 'Espírito Santo teve, de facto, uma reaparição feliz, conservando intactas as qualidades reveladas antes da doença'.
Jogou o resto da temporada e a seguinte. Porém, quis o destino pregar uma nova partida e o jogador teve uma recaída que o afastou durante duas épocas inteiras, surgindo a dúvida se conseguiria voltar ao futebol. A resiliência do 'Pérola Negra' e o seu enorme gosto pelo desporto fez com que não desistisse e conseguiu sair vitorioso. A 24 de Outubro de 1943, num encontro da equipa de reservas contra o Unidos, Espírito Santo voltou aos relvados: 'entrou em campo aos ombros dos seus companheiros de equipa (...) uma manifestação vibrante, calorosa, entusiástica, encheu o campo de lés-a-lés. Em todos os sectores, de pé, os espectadores aplaudiram freneticamente'. A partida foi difícil, os benfiquistas jogaram bastante tempo com nove unidades. Ainda assim, venceram o jogo, com a contribuição de Espírito Santo, o que levou a imprensa a afirmar que 'o valoroso jogador fez exibição agradável, demonstrando recursos para voltar à sua anterior posição no Benfica e no futebol português'. Jogou ainda até 1949, altura em que 'pendurou as botas' após uma carreira fantástica.
Pode ficar a saber mais sobre este sensacional jogador na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Benfiquismo (DXIX)

Reis da Europa...

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Um futebol que não atingiu a fase adulta

"Este defeso representou machadada irreversível na possibilidade de evolução 'civilizada' da indústria do futebol em Portugal.

A pouco e pouco os jogadores começaram a regressar de férias e os clubes retomam a azáfama da preparação de equipas competitivas, em ambiente de confiança e esperança. Não é por acaso que os meses de Julho e Agosto, quando escasseia o futebol a doer, são sempre os melhores para as vendas dos jornais desportivos. É o tempo dos novos jogadores, que povoam o imaginário dos adeptos, e até que a bola comece a rolar todos os clubes são candidatos às melhores expectativas, uns ao título, outros à Europa e outros ainda à manutenção. É este clima de esperança generalizada que motiva sócios e simpatizantes, tornando tão especial esta fase de arranque da temporada. Porém, o defeso de 2017 irá marcar negativamente o desporto português e é preciso que esta circunstância fique bem sublinhada. A forma como o FC Porto tem atacado o Benfica torna irreversível o afastamento institucional entre estes clubes, pelo menos enquanto o actuais protagonistas estiverem em funções. Ao mesmo tempo, o apoio dado pelo Sporting às posições do FC Porto trará, para as relações entre águias e leões, consequências semelhantes. Neste triângulo dos Grandes, ficará desimpedida apenas a via etre portistas e sportinguistas; mas aquilo que realmente aproxima estes dois emblemas é, sobretudo, a animosidade contra o Benfica, pelo que o carácter negativo desta coligação impede que o relacionamento seja mais profícuo, podendo não resistir a um penalty ou a um fora de jogo.
Quem quiser dar-se ao trabalho de espreitar como se processa o relacionamento entre os principais clubes por esse mundo fora, depressa concluirá que não se encontra, em parte alguma, uma situação tão degradada como em Portugal. Nem na América Latina, onde ainda assim são os dirigentes que tentam mitigar os excessos dos hinchas; nem naquela Europa que nos habituou a uma paixão clubista menos racional - Grécia e Turquia especialmente; muitos menos na Europa do Sul, onde a Itália, a França e a Espanha dão lições de defesa da indústria do futebol; e nem será preciso falar da urbanidade entre clubes que marca o quotidiano da Premier League e da Bundesliga, que deviam, quanto a comportamento, organização e perspicácia negocial, ser um farol para os clubes nacionais. É esta a triste realidade em que vivemos...

ÁS
Adrien Silva
Depois de quatro penalties seguidos desperdiçados por Portugal, Adrien Silva, jogador com muita personalidade, acabou por facturar o golo que deu à turma das quinas a medalha de bronze na Taça das Confederações. O médio do Sporting, que pode estar a caminho da Premier League, confirmou-se como peso pesado da Selecção.

REI
Miguel Oliveira
talento português a acelerar nas pistas onde se disputa o Moto 2. Miguel Oliveira foi segundo no Grande Prémio da Alemanha, no circuito de Sachsenring, e fortaleceu a convicção de que estamos perante um piloto que um dia dará cartas no Moto GP. Será apenas uma questão de tempo até esse futuro risonho.

DUQUE
Pinto da Costa
Rúben Neves transferido para um clube da II Divisão inglesa por 18 milhões de euros está longe de ser uma operação de sucesso. Fica por saber, para já, por que razão nunca foi dada ao promissor médio uma verdadeira oportunidade no FC Porto; nem mesmo por Nuno Espírito Santo, que agora vai treiná-lo nos wolves...

Portugal positivo
Cinco jogos e apenas um desaire, e mesmo assim no desempate através de pontapés a onze metros da baliza frente ao campeão sul-americano, eis o balanço luso nas Confederações, onde foi possível respeitar o estatuto de campeão da Europa. A turma das quinas saiu da Rússia com a certeza de possuir argumentos para continuar no top mundial e fortalecida na convicção de que é possível terminar com sucesso a caminhada até ao Mundial russo. Fernando Santos continua a merecer, como homem do leme, a nossa confiança...

Kylian Mbappé
«Pela natureza do projecto do Mónaco, por vezes não é possível mantermos os melhores jogadores»
Leonardo Jardim, treinador do Mónaco
A maior transferência de sempre do futebol parece estar para acontecer. No papel do comprador, o suspeito do costume: depois de Figo, Zidane, Cristiano Ronaldo e Bale, o Real Madrid vira-se agora para o prodígio Kylian Mbappé, de 18 anos, que pretende juntar ao plantel bicampeão da Europa. CR7 e Mbappé, na mesma equipa, seria um ataque demolidor. Mas CR7 continua?

'Sorry' Bill Williams diz o 'NZealand Herald'
Sonny Bill Williams tornou-se no primeiro all black expulso nos últimos 50 anos (depois de Colin Meads, em 1967) e esse facto foi fundamental para a vitória dos British and Irish Lions no segundo jogo da série. No próximo sábado, em Eden Park, a negra, com os europeus à procura de uma vitória que lhes foge desde 1971..."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Em relação à venda do Rúben Neves, vamos ver o que se vai passar, pois está a circular um rumor, que dá o negócio encravado, devido à recusa do jogador em assinar!!!
Depois de ter sido 'falado' para o Barça e afins, ir parar à II Divisão Inglesa, para uma equipa orientada por um treinador que o 'encostou' na época passada, só para 'safar' a administração dos Corruptos dos 'apertos' do fair-play financeiro da UEFA... não é fácil de 'engolir'!!!

André...

Franco...

Alvorada... pequeno-almoço!!!

4.º dia...

B's de regresso...

Hora da bucha !!!

Benfiquismo (DXVIII)

Taça 1972
Leonel Santos

domingo, 2 de julho de 2017

Força, vontade e inteligência

"O silêncio é muitas vezes uma exigência e uma natural estratégia. A criatividade uma forma superior de realização. E de reposta com prazer.

1. (...)

2. (...)

3. (...)

4. Permitem uma nota acerca do Benfica e do ambiente que o rodeia. O bom-senso é determinante. O silêncio é muitas vezes uma exigência e uma natural estratégia. A criatividade uma forma superior de realização. E de reposta com prazer. A originalidade um instante permanente de sorriso. O ambiente, este ambiente, determina que o Benfica tudo faça para ter um plantel forte e ambicioso na próxima época desportiva. O balneário bem fechado e consciente dos desafios que externamente o tentam condicionar. Perante o que se ouve e lê, mais importantes são as palavras de Gandhi: «Força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea!» E acrescento relendo as Máximas do Marquês de Maricá que «a força sem inteligência é como o movimento sem direcção». Força, inteligência e vontade férrea! Muito férrea!"

Fernando Seara, in A Bola

Bruno Varela

Eu não esqueço o que escrevi após o Benfica - Setúbal! O anti-jogo do Setúbal foi nojento, mas a verdade é que o Varela estava mesmo lesionado, ficando fora das opções durante bastante tempo... Devia ter sido substituído, mas...

Agora este regresso é mesmo com intenção de lutar pela titularidade. O talento é óbvio, mas a grande questão vai ser a capacidade de aguentar a pressão... Sendo um jogador que fez toda a sua carreira na formação do Benfica, podia-se esperar alguma tolerância, mas neste caso, isso não vai acontecer... ao primeiro erro, a pressão será grande...
A verdade é que o Bruno, foi sempre titular nas Selecções, relegando muitas vezes para o banco o André Moreira e o Joel Pereira!!! Não dar oportunidade ao Varela, e depois gastar muito dinheiro nos outros, não fazia sentido!
Vamos esperar para ver...




PS1: Parabéns aos nossos atletas sub-23, da nossa secção de Atletismo, masculinos e femininos, que se sagraram hoje Campeões Nacionais, de forma inequívoca...

PS2: Parabéns ao Vasco Vilaça, que se sagrou hoje Campeão Nacional de Triatlo na categoria de Juniores.

3.º dia...

Benfiquismo (DXVII)

Vigilante...!!!

sábado, 1 de julho de 2017

Filme do Tetracampeão: 2016/17



Um grande obrigado ao Dfernandes (mais uma vez), por mais esta maratona de felicidade...!!!

Notícia falsa do 'Expresso'

"O Sport Lisboa e Benfica desmente de forma veemente a notícia falsa, baseada em emails falsos, truncados ou deturpados, hoje publicada pelo jornal “Expresso” sob o título na capa – “Benfica ajuda delegado que “safou” Nuno Gomes”.
Toda esta informação não corresponde de todo à verdade e se o Jornal e o Jornalista autor da notícia, cumprissem o seu dever de investigação sobre os factos, facilmente comprovaria que a informação onde se baseia não corresponde à realidade, como facilmente se prova e demonstra.
A Comissão Disciplinar da Liga, então presidida pelo Professor Doutor Ricardo Costa, na sequência do jogo referido na notícia (Sport Lisboa e Benfica – Nacional), relativo à época desportiva (2008/2009) aplicou a Nuno Gomes a sanção disciplinar de 2 jogos de suspensão e multa de 1.000€ e a Paulo Gonçalves a sanção disciplinar de 45 dias de suspensão e 1.250,00€ de multa.
Factos que provam a mentira da notícia e que demonstram de forma inexorável que a correspondência roubada ao Sport Lisboa e Benfica tem vindo a ser abusivamente utilizada, falsificada e desvirtuada.
Tudo quanto ficou expresso, prova a campanha difamatória e atentatória do bom nome e imagem do Sport Lisboa e Benfica, que em sede própria será objecto da devida penalização e reparação.
O Sport Lisboa e Benfica lamenta e não pode de deixar de manifestar a sua estupefacção, pela falta de rigor com que o jornal “Expresso” tem vindo a publicar notícias com base em informações de origem criminosa, falsa e que como se demonstra baseiam-se em emails que são desmentidos pela própria realidade."

Primeiro treino...

André Moreira

É oficial, André Moreira é jogador do Benfica. Mais uma 'novela' terminada!
Admito as minhas reticências... fez uma boa meia-época no União da Madeira, tem algumas características interessantes (é parecido com o estilo do Oblak...), mas como é óbvio, ainda não teve a oportunidade para se mostrar numa grande equipa... No Atlético de Madrid com o Oblak e o Moya estava completamente 'tapado'!

Vamos ter que esperar pelos jogos: Júlio César, André Moreira, Bruno Varela e Paulo Lopes, são para já, as opções... como já afirmei anteriormente não acredito que o Imperador consiga fazer uma época completa ao mais alto nível... sendo assim, se o jovem que 'entrar', convencer, pode agarrar o lugar, tal como o Ederson fez...
Sendo que o André o Bruno, não têm aquelas características diferenciadoras que o Ederson tinha: jogo com os pés, saída aos pés dos adversários...

Arango

Cristian Arango, foi apresentado hoje como jogador do Benfica... após uma longa novela na imprensa!
É um jogador jovem, que demonstra potencial. Já esteve ao serviço das camadas de formação do Valência, deu boas indicações, mas depois regressou à Colômbia (creio que houve 'problemas' com os empresários)!
Tem uma característica interessante: é um 2.º avançado... Não temos tido opções válidas, para o lugar do Jonas. O Guedes acabou por se adaptar o ano passado... mas depois foi vendido. Outros jogadores acabaram por 'tapar o buraco', mas ninguém convenceu completamente... Tenho afirmado várias vezes, que precisamos de uma opção válida para esta posição...
Tenho muitas dúvidas se o Arango vai ficar no plantel, se vai para a B, ou se será emprestado. O facto de ter sido apresentado, como jogador do plantel principal é um indicador, mas não garante nada... Vai ter muito provavelmente a pré-época para se mostrar ao treinador... Espero que consiga agradar, pois precisamos de alguém com estas características!

Uma Semana do Melhor... Tranquilidade!

Jogo Limpo... Direito

Benfiquismo (DXVI)

Quarteto...

Conversas à Benfica 13

Conversas à Benfica 12

Conversas à Benfica 11

Conversas à Benfica 10

Conversas à Benfica 9

Conversas à Benfica 8

Afinal... era bruxaria

"Nós já tínhamos desconfiado que não era normal o Moreirense ter mais títulos que o FC Porto nas últimas 15 provas disputadas em Portugal. Afinal era bruxaria. Macumba da boa, vem dos Palops! Ainda bem que me explicam estas coisas, que eu gosto de saber. Quero saber tudo!
Que incompetência esta do Benfica de não ter encomendado bruxaria contra o Moreirense. Por causa deste desleixo perdemos um título.
E eu, que tantas vezes rasguei papéis que me deixavam no pára brisas do carro. Vinham do Prof. Karamba, do Mestre Bambo ou do Prof. Mamadu e prometiam-me resolver casos de mau olhado, amarrações, problemas de coração, entre tantos outros males e maleitas. Vou martirizar-me por este comportamento tão desleixado e pouco conhecedor da minha parte.
Excelente o spot publicitário do marketing do Benfica, na renovação dos Red Pass. Parece que não vão faltar temas para os nossos excelentes publicitários se deliciarem no departamento comercial.
Com o desenrolar do defeso temos um Sporting cada vez mais reforçado à procura dos melhores jogadores, em vez de se virar para o além. Isso merece cuidado e respeito. Veremos quem sai, e quando sai.
Pelo nosso lado, ganha contornos o nosso calendário de férias: Neuchâtel, Young Boys, Bétis, Arsenal, Leipzig. Tudo antes da feitiçaria da final da Supertaça, em Aveiro, dia 5 de Agosto.
Na dança dos guarda-redes há muito ruído, e poucas certezas. É um dos lugares, que me preocupa. Na minha ultrapassada opinião, é um dos lugares em que a qualidade faz mais diferença. Ederson foi na última época um dos nossos principais bruxos, como tinha sido Oblak nas épocas anteriores. Não será fácil encontrar um com o mesmo nível.
Estamos a anotar na agenda para não perder pitada da qualidade da bruxaria de 201//2018."

Sìlvio Cervan, in A Bola

Feiticeiro à boleia...!!!

Primeiros minutos da época do 37 !!!

Novo Manto...!!!


Willock

Chris 'Ferrari' Willock... a alcunha diz muito...!!! Extremo rápido, que costuma jogar na esquerda, apesar de ser destro...
Mas a 'grande' notícia nesta contratação nem é o potencial do jovem jogador! É o facto, de um jogador duma 'cantera' poderosa, optar pelo Benfica! O Arsenal tem uma história de aposta em jovens, o Chris o ano passado, foi convocado para vários jogos da equipa principal, e jogou alguns minutos em 2 jogos, portanto era um jogador que o Wenger acreditava...
Não acredito que o Willock tenha optado pelo Benfica por razões financeiras... a 'fama' da formação do Benfica, não dá só 'dinheiro', a credibilidade da aposta na formação, a médio e longo prazo, irá atrair talentos... sendo que a grande novidade neste caso, é que conseguimos atrair um jovem não-Sul Americano e não-Africano...!!!

O actual plantel principal do Benfica tem de facto muitos extremos, portanto a tarefa do jovem inglês não é fácil... e pelas declarações iniciais, parece mesmo que vai ser aposta na equipa principal!!! Agora se tiver qualidade, irá ter oportunidades, seguramente... sendo que normalmente estes jovens ingleses, tecnicamente e fisicamente são muito bons, mas depois falta-lhes capacidade competitiva... vamos ver...!!!

Cota... o verdadeiro Buxo !!!

Demitam-se!

"Independentemente da opinião que se poderá ter acerca da decisão da direcção do Benfica de não comparência na meia-final da Taça de Portugal de hóquei em patins, é indiscutível que todos os pressupostos que a motivaram estão correctos.
O Sport Lisboa e Benfica, os seus dirigentes, técnicos e jogadores não merecem ser tratados da forma que têm sido pela Federação Portuguesa de Patinagem. As tomadas de posição e a forma como a modalidade tem sido gerida pelos seus dirigentes federativos são terceiro-mundistas, próprias de quem aparenta pouco ou nada se preocupar com o desenvolvimento e promoção do hóquei, optando antes por privilegiarem os clubes com que se identificam. Estes dirigentes são uma vergonha para o desporto, uma lástima para a ética, uns trastes, numa palavra. E trastes são também que fingem solidarizar-se com o Benfica, ficando-se pelas palmadinhas nas costas e por confidenciarem que a razão nos assiste somente em privado. Tenham coragem!
Estes dirigentes da Federação têm de regressar rapidamente (de patins, se necessário for) para as grutas das quais nunca deveriam ter saído. São primários, de tão limitados que demonstram ser. São uma nódoa numa modalidade tão acarinhada pelos portugueses e que necessita urgentemente de um novo impulso que a retire da obscuridade do panorama desportivo mundial.
Com esta gente, o hóquei está condenado a tornar-se numa espécie de pelota basca. Rua!

P.S.1 - Se os nossos hoquistas recusarem a ida à selecção, terão o meu apoio.

P.S.2 - Parabéns à nossa equipa feminina de futsal, que grande temporada! E também aos nossos triatletas, em particular a João Pereira, pelos brilhantes resultados alcançados."

João Tomaz, in O Benfica

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sport África e Benfica

"Em São Tomé e Príncipe vivem cerca de 190 mil pessoas. Não vos sei dizer a percentagem de Benfiquistas que existem nestas ilhas paradisíacas, mas pela quantidade de camisolas do Glorioso que por lá vi na semana passada, posso assegurar-vos que não há comparação sequer com os outros clubes portugueses. De um modo muito simplista - e numa análise que nada tem de científica, mas que nasce da observação que fiz durante meia dúzia de dias - posso dizer-vos que, para cada fez camisolas do SL Benfica, devo ter visto duas do FC Porto e um do Sporting. E querem saber a melhor? As camisolas do nosso Clube eram das últimas épocas, como se percebia pelo patrocínio das mesmas. Já a dos outros... remetiam para temporadas longínquas, esbatidas pelo tempo.
Foi, por isso, longe de Portugal que assisti ao protesto da nossa equipa de hóquei em patins na meia-final da Taça de Portugal. Uma tomada de posição justíssima, se querem que vos diga. Nós fomos tricampeões e a Federação Portuguesa de Patinagem entregou o título à agremiação que ficou em segundo lugar.
Foi também por São Tomé que assisti ao alegado 'escândalo' dos emails que resultou em nada, uma brincadeira de meninos queixinhas sem argumentos para a superioridade do Tetracampeonato em campo.
Foi também por lá que fui seguindo online a avalanche de contratações bombásticas do terceiro classificado e as já tradicionais declarações dos seus jogadores e dirigentes ao melhor estilo 'este ano é que é'.
Nada de novo, a caravana vermelha continua a passar e as gentes de São Tomé e Príncipe nem ligam ao ruído do ladrar."

Ricardo Santos, in O Benfica

No pasarán!

"Pela dimensão, pela história, pelo palmarés, pelo prestígio nacional e internacional, sempre fomos um alvo da inveja dos rivais. Se quando não ganhávamos já assim era, ganhando, e ganhando muitas vezes, o desespero tomou definitivamente conta de algumas almas, e levou a que recorressem aos meios mais sórdidos para esconder os seus fracassos e subtrair os nossos méritos. Eles que se entretenham, pois, com o folclore mediático que criaram e diariamente alimentam.
Nós entretemo-nos com os títulos que conquistámos, e que queremos voltar a conquistar. A cada um o que merece. É simples entender o que procuram: voltar aos tempos do 'Apito Dourado', e fazer no futebol (onde antes havia Guímaros, Calheiros e Silvanos) o que ainda fazem no hóquei (onde há Rainhas e Pintos).
No plano do jogo sujo, da fraude e da intoxicação informativa, sempre foram especialistas. Nisso, são de facto imbatíveis. Nós somos bons é no campo, e será nele, com revigorada motivação, com redobrada capacidade de trabalho, que teremos de dar resposta a todas as provocações de que temos sido objecto.
A próxima temporada desportiva vai ser demasiado importante. Mais importante que as anteriores. Teremos de ser ainda melhores para responder, com vitórias, aos combates que nos movem. No futebol e não só.
A nós, sócios e adeptos, cabe-nos estar unidos em torno do magnífico projecto desportivo que o Benfica tem levado a cabo, e apoiar dia após dia, em todos os momentos, o clube, os seus dirigentes e os seus profissionais. Se assim for, os cães podem continuar a ladrar, que a nossa caravana triunfante seguirá em frente."

Luís Fialho, in O Benfica

A Casa de Zurique

"No passado fim de semana tive o privilégio de participar no 20.º aniversário da Casa do Benfica de Zurique. Foi uma verdadeira festa à Benfica, abrilhantada com a presença do capitão António Veloso. Fundada em 24 de Junho de 1997, a nossa embaixada neste conhecido e poderoso cantão suíço é um bom exemplo da forma como se vive o Glorioso. São 13 magníficos dirigentes que gerem a Casa n.º 100 do Sport Lisboa e Benfica, uma instituição que tem esta particularidade que me surpreendeu - 215 atletas federados. Para que conste, a nossa Casa em Zurique possui 14 equipas de futebol, duas delas femininas. E todas as nossas equipas são treinadas por 26 treinadores, formados localmente. As grandes atracções são as equipas de futebol feminino - uma sénior e outra de Sub-16.
Durante a festa foram justamente recordados os anteriores presidentes. Fernando Almeida foi o primeiro líder desta Casa e, infelizmente, já não se encontra entre nós para poder festejar o sucesso que tem sido este modelo de benfiquismo. Manuel Martins antecedeu o actual presidente e também foi homenageado. A missão de António José Figueiredo e seus pares não é fácil. 'Somos uma verdadeira equipa e cada um de nós desempenha um papel fundamental. Aqui respiramos e vivemos os valores e os princípios do nosso Clube, como o orgulho em pertencer à maior instituição portuguesa, a dedicação de todos, mas há algo do qual não abdicamos - a responsabilidade e motivação na busca de melhores resultados', eis a receita que me foi confidenciada pelo actual líder. A todos os presentes ouvi um desejo - venha o Penta!"

Pedro Guerra, in O Benfica

O VAR da Rússia antes do VAR luso

"Portugal despediu-se da possibilidade de vencer a Taça das Confederações com a sensação de não ter feito a melhor das exibições na partida com o Chile, equipa fortíssima, bicampeã da América do Sul, que junta uma noção exemplar de colectivismo a várias unidades de luxo. Mas os sinais de compromisso dos jogadores lusos (mesmo que alguns tenham denotado cansaço) e de competência do seleccionador (os mesmos princípios de sempre, desta vez Kazan não foi Marselha...) são suficientemente fortes para que o optimismo continue a acompanhar a equipa de todos nós.
Dentro de menos de dois meses regressa o campeonato nacional e com ele inicia-se a aventura do videoárbitro (VAR). Como se viu na Taça das Confederações, continua a haver margem de erro, mesmo que muito mitigado e é bom que nos preparemos para conviver com essa realidade. No Portugal-Chile ficou por assinalar uma grande penalidade contra a nossa equipa e a culpa não foi do sistema colocado à disposição dos árbitros, assistiu-se, isso sim, a um erro humano pouco desculpável e apenas entendível em função da novidade do VAR.
Porém, o balanço, em termos de verdade desportiva, é francamente positivo; o que continua a fazer falta é lutar contra a ideia de infalibilidade, algo que não existe. Digamos que, numa escala de zero a dez, o erro andava pelo quarto e agora passará a andar pelo um. Mas, percebe-se por algumas reacções (e não só por cá...) que, por um lado, continua a fazer falta mais esclarecimento; por outro, tal como sucede no râguebi, seria bom, em nome da transparência, que se ouvissem as conversas entre o árbitro e o VAR."

José Manuel Delgado, in A Bola

Mais um e-mail !!!

Polvo...!!!

Argel...

Alvorada... Pragalices!

Benfiquismo (DXV)

A brilhar...!!!

Aquecimento... Bruxo-mor !!!

NetPress... com o Vicente