Últimas indefectivações

domingo, 28 de novembro de 2010

Absurdo





Jogámos tão mal que os Romenos chegaram a pensar que podiam recuperar os 14 golos de diferença, do jogo de Sábado!!! De todos os erros, os mais incríveis foram as muitas situações aos 6 metros, completamente isolados, e nem sequer acertávamos na baliza. Esta 'esquizofrenia' não pode continuar, com esta irregularidade não podemos aspirar a ganhar o Campeonato...

Mesmo assim estamos nos Oitavos-de-final da Challenge Cup, competição de 'má fama', já que o detentor do titulo é o Sporting!!! Se jogarmos todos os jogos como o fizémos no Sábado o 'caneco' é nosso, se jogarmos como hoje, vamos ter mais desilusões...!!!


Derrota na 'negra' !!!


adenda: Os nossos 2 distribuidores lesionaram-se, assim Miguel Tavares dos Juniores foi chamado à equipa, e pelas cronicas portou-se muito bem...

Jornal O Benfica, faz hoje 68 anos

Sumaríssimos: lá e cá

"1. Eto’o resolveu jogar “à cabeça” em vez de jogar “à bola” com um jogador do Chievo. Os árbitros não viram e o jogador do Inter de Milão permaneceu em campo no último jogo. Chegou depois a punição: 3 jogos de suspensão, por agressão sem bola. Suárez, a estrela do Ajax, jogou “à dentada”. O árbitro não viu; propõe-se um castigo de 7 jogos. Nada de novo: lá fora sabe-se com o que se conta. Ninguém fará “campanhas de rua”, “manifestações nos jornais” nem “perseguições aos julgadores”. Haverá contrição dos jogadores e censura dos clubes, que não admitem que os descontrolos de jogadores deste calibre gerem prejuízos desportivos – por iniciativa própria, o Ajax afastou logo Suárez por 2 jogos, e não vai contestar. Lá sabe-se bem de que lado está a credibilidade do jogo e o exemplo “social” dos seus protagonistas.

2. E cá, como seria? Os jogadores seriam alvo da instauração de processo sumaríssimo por “conduta grave” e atentatória da integridade física do adversário e da ética desportiva. A Comissão Disciplinar (CD) vê as imagens televisivas, assegura-se que os árbitros não viram o lance e propõe um castigo; ao jogador é proporcionada a defesa; se o jogador prescindir do exercício desse contraditório, a proposta converte-se em castigo definitivo; se o jogador exercer a sua defesa, a CD proferirá depois decisão final.

3. Nas últimas 4 épocas da Liga profissional, o processo sumaríssimo foi reconduzido ao seu lugar de expediente residual para castigar comportamentos fora da disputa de bola, que a equipa de arbitragem não apreciou (pois, em regra, estará a acompanhar o movimento da bola). Antes, o procedimento sumaríssimo não tinha sido bem aplicado nem sequer explicado por quem decidia; inevitavelmente acabou manipulado como “arma de arremesso” semanal dos clubes e dos especialistas em “replay”. Por tudo se pedia sumaríssimo e se criavam suspeições; por nada se percebia o alcance restrito de um mecanismo sadio para a ética do jogo.

4. Em boa hora, os clubes da Liga deliberaram, em 2007, a modificação do Regulamento Disciplinar que veio clarificar esta modalidade de sumaríssimo: “Quando se verifique que a equipa de arbitragem não sancionou conduta que constitua risco grave para a integridade física dos agentes ou grave atentado à ética desportiva exigida aos intervenientes no jogo, desde que se demonstre que a equipa de arbitragem não tenha observado e avaliado essa conduta”. Só nestes casos a CD pode intervir, pois se o juiz de campo viu e avaliou é dele a decisão soberana. Ficou límpido – mas só para quem quer e “sabe” ler – que não compete ao julgador desportivo ser “5.º árbitro” e corrigir os erros de arbitragem. Ainda que os árbitros tenham decidido sem correção, pois nada sancionaram ou sancionaram mal (por ex., mostrou-se amarelo em vez da expulsão).

5. Os sumaríssimos reduziram-se drasticamente, ainda que, por vezes, à custa de uma má decisão do árbitro. Sem deixar de prevenir, no futuro, condutas análogas nas tais “situações-limite”. A diferença é que, no presente, o “crime”, mais ou menos grave, compensa: 1 jogo é a “fatura” comum da tabela de castigos da Liga…"

Ricardo Costa, in Record

sábado, 27 de novembro de 2010

...na frente


Não descolar !!!


Challenge Cup - Amanhã o segundo jogo, é só para cumprir calendário...


PS: Foi preciso um jogo Europeu, apitado por uma dupla Espanhola, para o Benfica acabar o jogo somente com 2 exclusões por 2 minutos, contra 6 do adversário!!! A primeira vez na época onde tal coisa acontece...!!!


Muito difícil (calendário muito 'apertado'!!!)


Luis F. Vieira em Mira

“Para aqueles que sabem o esforço que sempre dediquei e a importância que sempre reconheci às Casas do Benfica, imaginam a satisfação de poder estar aqui, hoje.

A minha primeira palavra é, merecidamente, de reconhecimento para todos os que trabalharam e dedicaram o melhor do seu esforço para levar por diante o projecto que há pouco tivemos oportunidade de inaugurar.

Queria, por isso, na pessoa do Presidente da Direcção da Casa do Benfica de Mira, senhor Pedro Gordo, dar os parabéns a todos aqueles que tornaram esta realidade possível.

O projecto das Casas – a aposta no seu desenvolvimento – sempre representou para mim a melhor garantia do crescimento do Sport Lisboa e Benfica.

Trata-se de um património incalculável, porque as Casas representam a diversidade dos locais e das pessoas que vivem diariamente o nosso Clube.

As Casas do Benfica testemunham a dimensão universal do Benfica. São, geograficamente, as nossas “embaixadas” em todo o Mundo, e isso é algo que nunca podemos esquecer!

Devo dizer-vos que quando olho para trás e vejo o ponto de partida e onde estamos hoje, sinto um tremendo orgulho no caminho percorrido.

Nunca esqueço – porque foi aí que muitas vezes procurei forças – que uma das minhas principais preocupações foi sempre a de devolver o Clube aos sócios, aos adeptos, porque é aí que reside a verdadeira força do Sport Lisboa e Benfica. É isso que nos torna grandes!

Todos nós somos responsáveis por transmitir aos mais novos os valores e a dimensão do nosso Clube. É por isso que as Casas do Benfica são importantes, porque parte da preservação da nossa história e do testemunho dos nossos valores passam por aqui.

Mas mais do que viver e preservar a história do Benfica, é importante que as Casas se integrem cada vez mais na comunidade onde estão inseridas, e por isso não posso deixar de destacar a forma dinâmica como esta Casa do Benfica contribui para a vida comunitária de Mira.

Sei da intensa actividade que esta Casa desenvolve a nível cultural e desportivo e é isso que espero das nossas Casas, que funcionem de forma integrada com a vida do Concelho, que sejam factor de mobilização e de dinamização das suas comunidades! Sei que isso em Mira é uma realidade. Parabéns também por isso!
Como devem compreender, pelas razões que conhecem, este não é um tempo feliz, mas também não é o tempo de desistir e muito menos de inverter o caminho.

Perante as dificuldades devemos ser persistentes, perante as dificuldades devemos redobrar as nossas convicções.

Nunca devemos cair na tentação de reagir a quente, ou escolher o caminho mais fácil, porque o caminho mais fácil, muitas vezes, é aquele que nos leva aos maiores problemas.

Todos sabem que sou uma pessoa exigente, que todos os dias reclamo mais trabalho e dedicação, mas sou ao mesmo tempo conhecedor de que todos projectos necessitam de estabilidade.

O caminho do sucesso também conhece contratempos!

Sei do desencanto dos benfiquistas. Partilho desse desencanto, lamento o percurso acidentado que temos vivido. Mas estou certo de que os primeiros a lamentá-lo são os nossos jogadores e a nossa equipa técnica.

Quando ganhamos, ganhamos todos. Quando perdemos, também perdemos todos. Por isso é que é injusto as campanhas que alguns jornais têm feito contra alguns dos nossos jogadores e, até, contra o próprio treinador.

A esses, e a todos vós, digo que este não é o tempo de abandonar a equipa, mas o tempo de a ajudar a recuperar o caminho do sucesso. Este não é o tempo de dizer que tudo vai mal, mas o tempo de ajudar a recuperar o que de bom todos eles fizeram num passado muito próximo.

Já o disse recentemente, mas quero aqui, em Mira, repeti-lo: É com Jorge Jesus que queremos e vamos continuar a ganhar. Conheço-lhe o trabalho, a exigência e a seriedade. Não podemos passar da euforia à depressão em tão pouco tempo.

Este é um momento de fazermos uma análise fria, justa e principalmente com alguma memória! Porque é bom olhar para o presente e para o futuro, sem esquecer o que foi o nosso passado! É isso que faço e é isso que convido todos os benfiquistas a fazer!

Já demonstrámos que conseguimos ultrapassar dificuldades, que conseguimos vencer grandes problemas, porque, mais importante que os problemas, é a nossa vontade de os resolver.

Neste Clube a unanimidade não se alcança – como em outros clubes – pela intimidação daqueles que discordam. A grandeza deste Clube resultou, exactamente, de ter sabido construir a nossa história na diversidade e na possibilidade de todos se exprimirem livremente. É isso que nos diferencia!

Mas, dito isto, também gostaria de recordar que é nos momentos de maior dificuldade que nos devemos manter mais juntos, mais unidos!

Já enfrentámos no passado muitas tempestades, vamos – no presente e no futuro – continuar a enfrentar algumas. É natural, porque cada tempo traz as suas dificuldades, mas não serão os acidentes de percurso que nos irão distrair da necessidade de mantermos este rumo e esta visão de crescimento.

Obrigado a todos, Viva o Benfica!”

Discurso do Presidente na Casa do Benfica em Mira
Sport Lisboa e Benfica

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vitória a 3 segundos do fim...!!!




Não vi os jogos, mas não estou a gostar dos resultados, estamos a ganhar pela margem mínima, e no jogo decisivo vamos defrontar a equipa da casa, que tem goleado em todos os jogos.

Os Ucranianos marcaram primeiro de penalty, empatamos também de penalty, mas depois falhámos 2 livres de 10 metros, isto para acabar com um golo do nosso capitão a 3 segundos do final da partida!!!

Estamos obrigados em ganhar o último jogo, o empate não chega...




Sem Tréguas XXV

Déjà Vu

Infelizmente nas últimas décadas tenho assistido a sucessivas 'auto-flagelações suicidas', dentro do clube do meu coração. A cada época onde os objectivos não são conseguidos, lá temos que aturar as politicas de terra queimada, induzidas pelos próprios adeptos. Mesmo quando as direcções tentam resistir à solução 'mais fácil', acabam quase sempre por ceder, já que o ambiente torna-se insustentável.
Infelizmente, neste momento já existem indicadores, que a história vai-se repetir, mais uma vez...
O PJSIMÕES escreveu um post no Geração Benfica que eu subscrevo totalmente (Benfica e corruptos são incomparáveis), curiosamente a caixa de comentários encheu-se de elogios, mas logo de seguida foram feitos no mesmo blog, vários post's mostrando opiniões em sentido contrário. A principal consequência, do estado Corrupto em que o futebol português vive nos últimos 30 anos, dentro do Benfica, é exactamente a auto-flagelação interna. O Benfica é um clube vencedor, os adeptos do Benfica vivem cada vitória do Benfica não como uma conquista, mas como uma obrigação. Quando o Benfica não ganha, quando os desaires se tornam regulares, a contestação é inevitável, os adeptos não sabem conviver com a 'não vitória'. Até se pode argumentar que este 'mau perder' é saudável, mas o que tem acontecido no Benfica, é que após cada derrota, o Clube fica mais enfraquecido, mais dividido, 'disparando-se' em todas as direcções, após cada crise o Clube fica efectivamente diminuido. Até agora, a imensa nação Benfiquista tem permitido uma auto-regeneração quase milagrosa após cada tiro no pé, mas isso não vai durar para sempre...
A viciação de resultados interna, tem um impacto que vai muito além de cada jogo isolado. Cada Campeonato roubado, torna o vencedor mais confiante, mais rico, com mais adeptos, facilita as contratações, facilita as vendas milionárias, iliba completamente todos os erros de gestão cometidos, seja por dirigentes, treinadores, ou mesmo as exibições menos conseguidas dos jogadores em alguns jogos, e até algumas indiscrições dos jogadores fora do campo.
O inverso é verdade, para quem perde. Não interessa se perde porque é roubado, ou se perde justamente. Em Clubes com culturas vencedoras, onde ganhar é o mínimo exigido, após cada insucesso, perde-se confiança, fica-se mais pobre, perde-se militância na massa adepta, perde-se adeptos, dificulta as contratações, dificulta as vendas, e exponencia todos os erros supostamente cometidos pelos dirigentes, pelos treinadores, ou pelos jogadores. Isto é extremamente perigoso, porque cria um ciclo vicioso, muito difícil de quebrar. E quando a adulteração da verdade desportiva tem uma duração muito dilatada no tempo, pode mesmo tornar impossível a recuperação da 'normalidade'...
Um exemplo: O Presidente do Benfica deu uma entrevista ao jornal O Benfica, tenho quase a certeza que a entrevista foi feita antes da partida para Israel, mas O Benfica normalmente chega a casa dos assinantes na Quinta-feira, e chega às bancas às Sextas. Depois da derrota em Tel-Aviv pedia-se uma declaração do Presidente, os pasquins publicam algumas frases da entrevista, e tenta-se passar a ideia, que estas frases são uma reacção ao mau resultado. E os Benfiquistas 'comem' a polémica...!!!
Estes são os 'problemas' que em Clubes que ganham regularmente (justa, ou injustamente não interessa) não acontecem, polémicas que quando se repetem vezes sem conta, desgastam quase irreversivelmente a estabilidade do Clube. Como é óbvio a reacção à derrota em Israel não se deveu exclusivamente com este jogo, o Benfica desta época já tinha uma 'carga negativa', porque se no Campeonato Nacional a classificação tivesse 'corrigida' com as roubalheiras que foram cometidas, principalmente nas primeiras 4 jornadas, esta histeria não teria acontecido, nem por parte dos adeptos, nem por parte dos avençados...
Já sei que muito acham que este meu desabafo, é mais uma colectânea de desculpas, estou-me marimbando, mas eu recordo, que quando o Benfica não ganha, ao apontarem sucessivamente as armas ao Presidente estão a fazer exactamente a mesma coisa, ao apontarem as culpas ao treinador estão a fazer o mesmo, ao especularem (indo atrás dos pasquins), insinuando uma suposta vontade dos jogadores em perder de propósito, estão a fazer exactamente a mesma coisa, arranjar desculpas!!!
A Corrupção no futebol português não é o 'pai' de todos os males no Benfica, outros erros foram cometidos (como acontece com todos os indivíduos ou colectividades), mas a ausência de mérito nas conquistas desportivas em Portugal, condiciona todas as decisões, de todos os dirigentes, treinadores, e jogadores do Benfica, exponenciando todos os erros, por mais insignificantes que eles sejam. Sendo que na instituição desportiva Portuguesa com maior exigência de vitória, a ausência de triunfos, tem um impacto negativo, que não tem comparação com qualquer outra instituição em Portugal...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Vitória magra




Entrámos a ganhar, que afinal é o mais importante, mas teoricamente jogámos com o adversário mais acessível.
No outro jogo do grupo a equipa da casa, goleou os Ucranianos, foi uma surpresa, o Time Lviv deveria ser o nosso grande rival, assim muito provavelmente vamos ter o jogo decisivo na última jornada, quando defrontarmos o Ekonomac Kragujevac, com o ambiente a jogar contra, e quase de certeza em desvantagem no goal-diference...

Foram-se os dedos mas ficaram os anéis (e como o Real Madrid é inimigo mortal do ‘zapping’)

"O responsável pela segurança do estádio do Sporting assegurou a João Moutinho que nada tem a recear na noite do seu regresso a Alvalade. Não o fez, no entanto, de forma directa. Não lhe ligou para o telemóvel para, pessoalmente, tranquilizar o ex-capitão do Sporting o que, convenhamos, não fazia sentido algum e até poderia ser confundido com uma manobra sub-reptícia de intimidação.
O responsável pela segurança do estádio do Sporting fez o que tinha de fazer. Através da imprensa enviou o recado que lhe competia: Moutinho «pode vir tranquilo» porque «ninguém lhe toca».
Ou seja, ninguém toca em Moutinho pela parte que toca ao responsável pela segurança do estádio do Sporting chamado, pela força das circunstâncias, a assumir as responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa e, como se não bastasse, acrescidas das responsabilidades morais, que não as suas, pela dramatização inevitável do regresso do jogador à casa que foi sua e que, no Verão passado, o vendeu ao rival amigo do Porto.
Que o Sporting é um clube Porto friendly é um dado adquirido, casta constatar a lista de negócios amáveis verificados entre os dois emblemas.
O que preocupa o responsável pela segurança do Estádio de Alvalade não é, portanto, a iminente visita do iminente adversário. É apenas a visita de João Moutinho o motivo deste quebra-cabeça.
No último jogo em Alvalade, um joguinho para a Taça de Portugal em que o adversário era o Paços de ferreira, noticiaram os jornais que alguns sectores do público se entretiveram a «ensaiar cânticos insultuosos dedicados ao ex-capitão» e que, no fervor do momento, «rebentou um petardo no sector da claque Directivo Ultras XXI» ferindo com alguma gravidade um adepto que «perdeu três dedos».
Depois de José Eduardo Bettencourt ter revelado numa inesquecível entrevista a A BOLA que era descendente do Rei das Canárias e conhecendo-se, historicamente, a origem nobre do Sporting, fundado pelo Visconde de Alvalade, é caso para se dizer que foram-se os dedos mas ficaram, de certeza absoluta, os anéis.
O presidente do Sporting bem pode ser um príncipe das ilhas Canárias da cabeça aos pés e vir agora apelar ao civismo dos adeptos mais descontrolados do seu clube no sentido de evitar que o regresso de João Moutinho a Alvalade não fique marcado por nenhum episódio que venha a envergonhar os adeptos mais controlados do Sporting.
A poucos dias do próximo clássico, José Eduardo Bettencourt desfaz-se em elogios ao carácter e ao profissionalismo do rapaz a quem, no Verão passado, chamou de «maçã podre» entre outras considerações do mesmo teor.
«João Moutinho foi sempre um profissional fantástico», disse. E disse também que «não gostaria de ver atitudes menos correctas em relação a ele».
E é muito provável que continue a dizer coisas do género até se saber se a mialgia de esforço de que padece Moutinho será suficiente ou insuficiente para o afastar do Sporting - FC Porto retirando ao jogo a sua maior e tão aguardada componente bélica e demencial.
Sem ter qualquer culpa no cartório, o responsável pela segurança do estádio do Sporting está viver uma semana difícil. E até deve tremer sempre que o presidente se aproxima de um microfone ou de um gravador de um jornalista

O Moreirense, de um escalão secundário, caiu na taça de Portugal aos pés do FC Porto pela diferença mínima de golos o que em nada deslustra os pergaminhos da equipa de Moreira de Cónegos.
Já Antchouet poderia ter ficado com uma história para contar aos filhos e aos netos… mas não o deixaram usufruir esse pequeno detalhe de carácter pessoal.
Com 0-0 no marcador, Antchouet marcou um golo limpo ao FC Porto que o árbitro invalidou com um julgamento errado.
Até ao Moreirense…

Terça-Feira de Liga dos campeões na televisão, perspectiva de uma noite de zapping entre Braga, Londres e Amesterdão. Mas este Real Madrid é um inimigo mortal do zapping porque é muito difícil mudar de canal quando a equipa de José Mourinho está a jogar.
Espreita-se para Braga e é engraçado ver o Arsenal todo baralhado a jogar contra uma equipa que usa o seu equipamento histórico, passa-se por Londres e é curioso ver como o Zilina se consegue adiantar no marcador na casa do Chelsea mas quando se chega a Amesterdão é praticamente impossível despegar do espectáculo mesmo com um Real Madrid que se apresenta com algumas figuras da segunda linha como Albiol, Lass, Arbeloa ou Benzema, que não tem sido titular.
O tempo vai passando, o 0-0 persiste em Braga e o Chelsea empata frente aos eslovacos. Há a curiosidade de ver Ramires em acção mas o apelo de Amesterdão é sempre mais forte sobretudo quando Mourinho manda entrar em campo Di María que não demora mais de cinco minutos a oferecer um golo a Cristiano Ronaldo.
São onze contra onze mas o Ajax sofre a bom sofrer. Depois o árbitro expulsa Xavi Alonso e Sergio Ramos, o Ajax joga contra 10 e depois contra 9 mas continua a sofrer a bom sofrer na parte final do jogo. É tanto e tão bom futebol que até faz impressão.
Um derradeiro salto para braga que está a ganhar por 1-0. Os tipos do Arsenal estão francamente irritados, vê-se que não gostam de perder, tentam o empate ao transe mas Matheus pega na bola, vai por ali fora e faz um golão que há-de render uma fortuna.
Foi uma bela terça-feira, não haja dúvida.

a quarta-feira foi uma lástima. Podíamos até ter ganho o Prémio da Regularidade somando três derrotas sempre por 2-0 nos jogos disputados fora na poule da Liga dos campeões. Mas nem isso. Já em tempo de compensação, o Benfica sofreu o terceiro golo e estragou o lamentável brilharete a que se candidatava.
Em Israel, ontem, o Benfica conseguiu, no entanto, impossíveis. Ao intervalo ganhava por 11-0 em pontapés de canto e perdia por 1-0 em golos. Na segunda parte, chegou aos 18-0 em cantos e sofreu o segundo golo no primeiro pontapé de canto a favor do Hapoel.
Carlos Manuel, comentando o jogo na televisão, garante que os jogadores do Benfica sofrem de «fadiga mental». Não será, porventura, o caso. Mas, para já, quem sofre e muito de fadiga mental são os adeptos."
Leonor Pinhão, in A Bola

Especialista francês considera ineficaz controlo anti-doping

"O especialista francês Jean-Pierre de Mondenard considera que o controlo anti-doping no futebol é «ineficaz» e que as federações não têm qualquer interesse na detecção destas irregularidades.

Autor do livro «O doping no futebol. A lei do silêncio», Mondenard afirma, em entrevista à agência noticiosa espanhola EFE, que «o futebol é o último da classe e não se pode falar de luta contra o doping nesta modalidade».

Em ponto de comparação, este especialista, que escreve sobre esta temática desde 1979, disse que, todos os anos em França, um em cada 10 ciclistas é submetido a testes de despistagem, enquanto que no futebol é um em cada 2000.

Para Mondenard o objectivo da FIFA e das federações é fazer «acreditar que lutam contra o doping».

«O futebol está limpo, porque não é benéfico para seus interesses apanhar alguém. Como a luta contra o doping está nas mãos das próprias federações, este é um processo talhado para o insucesso, pois é como ter como juiz a julgar um detido da sua própria família», sustentou."
Esta é daquelas noticias que passa despercebida, mas que é reveladora da postura das autoridades máximas no Futebol, sobre a viciação da verdade no desporto. Fazendo uma analogia lembra o comportamento do Vaticano durante décadas (ou séculos) perante a pedofilia, SILÊNCIO, ENCOBRIR, e quando finalmente foram desmascarados, não sabem onde enfiar a cabeça!!! E por tudo isto é que o suposto extremismo do Tino 'Badochas' dentro deste tema, ainda é mais hipócrita...!!!
E por tudo isto é que apesar de todos os escândalos no Ciclismo, continuo a passar horas a ver provas de Ciclismo, porque pelo menos existe uma vontade real em apanhar os batoteiros, por parte das autoridades...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Finalmente uma boa notícia !!!


Absolutamente injusto


Neste momento a histeria alastra, tenho a certeza. Se com a Naval ganhámos justamente por números exagerados, se com os Corruptos perdemos por números 'aceitáveis' (por culpa própria), hoje perdemos injustamente, e nem sequer foram os números exagerados, perdemos um jogo que merecíamos ter ganho. Hoje podíamos ter passado a noite toda a rematar que a bola não entraria (e se entrasse seria mal anulado), hoje podíamos estar à espera de um ressalto favorável dentro da área adversária, que ele nunca apareceria (o inverso aconteceu 2 vezes). O futebol às vezes é um desporto cruel, hoje foi muito cruel. A 'carga negativa' que o Benfica já carrega esta época, só serve para realçar esse facto...

Desta vez provavelmente todos (e tudo) vão ser criticados, mantenho a minha opinião, a equipa sem o Ramires (sim, a ausência do Di Maria não é mais importante) ficou desequilibrada, o nosso meio-campo ficou 'mole', temos só 'um jogador' a fazer recuperações (mas hoje nem sequer foi por isso que sofremos os golos), mais do que procurar bodes expiatórios individuais (ou faltas de atitudes imaginadas), para mim o conjunto não está a funcionar, isto aliado à falta de confiança que os maus resultados (alguns provocados por factores 'estranhos') desde do início da época oficial trouxeram, explica a época muito abaixo das nossas expectativas. Agora o mérito dos jogadores, dos treinadores, e dos dirigentes não desapareceu por artes mágicas, a ingratidão é muito feia...

Num curto espaço de tempo, tivemos 2 duas derrotas pesadas, os próximos dias vão ser muito difíceis, eu mantenho a opinião que o principal objectivo da época será o 2º lugar, por muito que custe aceitar. Na Euroliga (não acredito na vitória do Hapoel em Lyon, hoje gastaram a 'leiteira' toda) os adversários até poderão ser mais acessíveis (apesar do calendário ser mais 'carregado')...

Agora (e sempre), o jogo mais importante é o próximo, neste caso em Aveiro...

Continuação !!!



Mais uma vez terminámos o jogo com 2 livres de 7 metros, contra 6 do adversário, e tivemos 6 exclusões (incluindo uma desclassificação) contra 1 (uma) do adversário!!!

NATO fora-de-jogo

"NO passado fim-de-semana houve Taça. Mas não para todos. O Benfica e o Braga foram obrigados a um pousio. Não houve, na Luz, um jogo de futebol por causa da Nato. Foi pena. Obama e Medvedev perderam uma soberana ocasião - como sói dizer-se em futebolês - de, no intervalo de mísseis e antimísseis, verem ataques e contra-ataques sem terem que aturar o teleponto de Sócrates, a brilhantina de Berlusconi ou a insuportável indumentária da senhora Merkel.Ainda estou para perceber a razão verdadeira do adiamento do jogo. Tenho dado voltas à minha cabeça. Árbitros convocados para a Cimeira? Mobilização para a Nato de todos os stewards disponíveis? Blindados que ainda não chegaram? Meteorologia aziaga? Cardozo out? Alan castigado? A águia Vitória de serviço no Parque das Nações, fazendo escolta a outras aves de rapina? Importação de bolas de golfe do Atlântico Norte? Medo de um qualquer túnel?

Dei também comigo a pensar no que teria acontecido em Londres se lá se tivesse realizado a Cimeira. Não imagino o futebol londrino, o Arsenal, o Chelsea, o Tottenham, o West Ham ou o Fulham a fecharem as portas por decreto de Sua Majestade…

Pus-me ainda a imaginar o Estádio da Luz cheio de manifestantes anti-Nato comendo bifanas, uns coiratos e bebendo umas cervejolas, numa espécie de aquartelamento improvisado para daí partirem para acções de protesto.

Somos um país de excessos. De tudo ou nada. Numa atitude algo provinciana, decidiu-se que a luz apagada na Luz asseguraria a ordem e a tranquilidade. Ficámos todos mais descansados. Assim se garantiu que a nata da Nato estivesse fora-de-jogo e que o jogo venha a estar fora da Nato…"

Bagão Félix, in A Bola

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Bwin Cup


A Taça da Cerveja, agora é a Taça das Apostas Online (que por acaso deveriam ser proibidas nos actuais moldes. Será que os clubes (autoridades) não percebem que estão a receber patrocínios - migalhas - dos mesmos que os estão a roubar - milhões!!!). Como bebo Cerveja, mas não Aposto Online, esta alteração, ainda retirou mais alguma 'importância' a esta competição.
Mas recordando as 4 'batatas' do ano passado no Alvalixo, e a final no Algarve com os 3 'petardos' em cima dos Corruptos (só não foram mais porque o Corrupto do Jorge Sousa não quis expulsar metade da equipa adversária, como a lei o exigia!!!), fico com alguma expectativa!!!

Benfica - Marítimo, 2 de Janeiro
Benfica - Olhanense, 19 de Janeiro
Aves - Benfica, 30 de Janeiro



Aqui ficam os grupos:

Grupo A
FC Porto
Nacional
Beira-Mar
Gil Vicente

Grupo B
Benfica
Marítimo
Olhanense
Desportivo das Aves

Grupo C
SC Braga
V. Guimarães
Paços de Ferreira
Arouca

Grupo D
Sporting
Naval
Penafiel
Estoril


As meias-finais:

Vencedor A - Vencedor C
Vencedor B - Vencedor D

As rectas tortas !!!

Um obrigado ao Éter, do Céu Encarnado, por esta introdução à 'Geometria Inclinada', especialidade da Sporttv!!! O exemplo que se segue deu-se logo aos 3 minutos do último Corruptos-Benfica:

domingo, 21 de novembro de 2010

Em frente na Taça, massacrando, com os jogadores menos utilizados


PS: O jogo de Rugby Benfica-Agronomia foi interrompido aos 15 minutos da segunda parte, devido ao comportamento incorrecto dos jogadores, numa altura em que o Benfica perdia por 11-14. Não sei o que se passou, portanto não vou comentar, mas não gosto de ver atletas do Benfica envolvidos em situações destas.
Uma nota para o resultado, o ano passado provavelmente estaríamos a perder por 40 pontos ou mais, o Rugby do Benfica este ano está muitíssimo melhor, espero que não sejam os castigos da Federação a 'decidir' quem ficará no 4º lugar que dá acesso à fase final.

Um Ribeiro não faz uma matilha!

"Quando se usa um espaço de opinião de forma cínica e desrespeitadora, temos e dever de denunciar esse facto e as suas razões. Por defeito meu, certamente, estou convencido das virtudes da liberdade de expressão, mas igualmente seguro do que ela não pode esconder a vontade de uma vingança dirigida. Um problema mal resolvido no passado é sempre o caminho mais curto para nos toldar a razão.
Nunca pertenci a nenhuma claque, nem legalizada, nem por legalizar, sendo que a diferença entre as primeiras e as segundas, é que as legalizadas têm sido aquelas que se têm comportado como ilegais, e têm praticado os piores actos de vandalismo. Sobre isso, não se ouve uma só palavra do secretário do Desporto, que tão preocupado esteve no passado, com os aspectos meramente formais e contabilísticos, apressado que estava em apresentar um número significativo de claques ditas 'legais', e dando assim conta de que o objectivo estava alcançado.
Puro engano, do secretário de Estado e de todos aqueles que, de vez em quando, enchem a boca com a distinção entre 'claques' que cumprem a lei e as que estão fora dela. Mas que lei? A lei das bolas de golfe? Das esperas a jogadores? Da recepção aos adeptos do Atlético de Madrid? Da perseguição a Co Adriaanse? Do espancamento de Adriano? Ou das ameaças com armas de fogo a Paulo Assunção?
E, no entanto, tudo isto é fruto - apenas - de um bando de delinquentes. Foi por esta razão que, nas várias declarações dos responsáveis do Sport Lisboa e Benfica, antes da deslocação ao porto, houve o cuidado de não confundir as gentes do Porto e os adeptos do FC Porto, com um grupo de marginais que de forma repetida atentam contra o futebol.
Nas claques, ou nos grupos organizados de adeptos - e o senhor Bernardo Ribeiro já o devia saber, porque já por lá passou - há pessoas de origens muito diferentes, com formação diversa e, também por isso, com motivações bem diferenciadas. Entre os adeptos 'organizados' dos vários clubes de futebol, podemos encontrar médicos, advogados, taxistas, pedreiros e muitos mais, Partilham a paixão do futebol, algumas vezes - é certo - levadas ao extremo. Em todos estes grupos haverá aqueles que ultrapassam as fronteiras do legal ou do aceitável, mas tomar o todo pela parte, generalizando o comportamento de alguns no exemplo de todos, é injusto e perigoso.
Chamar-lhes 'matilha' - como fez Bernardo Ribeiro - é ir demasiado baixo e perder qualquer objectividade ou a razão na análise e, acima de tudo, é uma descrição preocupante de alguém que viveu essa experiência no passado.
Dizer que 'o Benfica está entregue aos bichos' é, antes de mais, expressar um desejo, porque ele melhor do que outros sabe o absurdo e a falta de fundamento de tal afirmação.
Por acaso não me lembro de ter lido - da pena de Bernardo Ribeiro - nada semelhante quando em Dezembro do ano passado o Sporting abdicou de apresentar João Pereira aos sócios, optando por mostrá-lo num jantar comemorativo do aniversário de uma claque. Também não me lembro de ter lido uma palavra sobre o facto do Departamento de Comunicação desse mesmo clube ter publicado um comunicado da Juve Leo por meios institucionais.
Poderia terminar este desabafo de forma fácil e dizer que com chefias destas é, afinal, o jornal Record 'que está entregue aos bichos', mas não o vou fazer por respeito a bons e muitos outros profissionais que lá trabalham. Mas lá que a tentação é grande, lá isso é! Mas, mais uma vez, não misturamos o mau exemplo de um profissional com o valor da instituição para a qual trabalha!"


João Gabriel, in O Benfica

PS: A visita inesperada de adeptos do Benfica ao treino da equipa de futebol, nas vésperas do jogo com a Naval, foi na minha opinião desnecessária, estúpida, e 'perigosa'. Tanto o Jorge Jesus na altura, e o Departamento de Comunicação do Benfica estiveram muito bem, ao 'retirar' impacto ao acontecimento. É uma situação que não se deve repetir.
Agora comparar as atitudes premeditadas dos Capangas dos Corruptos, e as 'birras' dos 'copinhos de leite' dos Submissos, com o comportamento das claques do Benfica, é ridículo...

Benfica TV - 1 milhão de lares

Objectivamente (Angola / Nuno Gomes)

"A recuperação do Benfica, depois do desaire do Dragão, passou por dois momentos que no meu entender trouxeram à evidência a têmpera desta Gloriosa Instituição, que é o Sport Lisboa e Benfica. O primeiro, o banho de emoções e carinho na deslocação a Angola, representando o nosso País ao seu mais alto nível; o segundo no golo de Nuno Gomes na goleada à Naval na 'Catedral' da Luz no passado domingo.
São dois momentos marcantes que ficarão registados no historial desta época, até agora tão decepcionante, quanto intrigante, dada a distância temporal que nos separa do final da competição principal - a Liga - praticamente perdida.
O Nuno trouxe também no domingo à Família Benfiquista a lembrança do que nós podemos e devemos fazer quando estamos em dificuldades: Temos de encontrar soluções avulsas, às vezes pressionados pela urgência e pelas responsabilidades que sempre temos perante os nossos sócios e adeptos.
Nuno Gomes é um jogador talentoso, e é um dos melhores marcadores do futebol português da sua geração. E continua na posse de todas as suas faculdades. Pode não ter tanta velocidade, mas é um bom estratego, com boa visão de jogo e muitos até afirmam ser um bom n.º 10.
O que ele nos disse no último jogo é que 'podem contar comigo' e 'estou completamente disponível para entrar nas soluções que nos têm faltado para marcar mais golos que os adversários'.
Aquele golo fez soltar lágrimas a muitos milhares de adeptos - nem só do Benfica sei eu - e conseguiu o condão de fazer despertar os ânimos dos que se encontravam sem muitas forças para continuar a acreditar que ainda é possível lutar até ao fim, esperando que uma crise inesperada do actual líder possa trazer tudo à primeira forma."

João Diogo, in O Benfica

O queque azul

"From: Domingos Amaral
To: Rui Moreira

Caro Rui Moreira

Na última crónica, em p.s., sugeri que o senhor se colocasse a 20 metros, para eu lhe atirar bolas de golfe, tal como os Super Dragões fizeram ao Roberto. Era uma provocaçãozinha brincalhona, uma bravata inofensiva, mas não era um insulto pessoal. Para meu espanto, e qual fidalgo atingido pelo ferrete da desonra, o senhor rebentou de raiva ao ler-me. Na sua prosa do jornal “A Bola”, perturbadíssimo, dispara-me uma rajada de insultos. Espuma, e nem refere o meu nome; bufa, e chama-me “vintém”; vocifera, e diz que de mim “exala um terrível fedor”; e por fim explode, acusando-me de “proselitismo anacrónico, patético e provinciano”.

À avalancha de palavreado, e à excitação, indignadíssima mas totalmente desnecessária, não tenciono responder na mesma moeda. O chá que em pequeno me deram a tomar teve, até certo ponto, o seu efeito. Não lhe envio de volta adjetivos grosseiros, nem insultos pessoais. Ao contrário do senhor, não perco a cabeça e as maneiras por dá cá aquela palha.

Não resisto, porém, a espetar-lhe um ferro curto. Diz o senhor que “não há pachorra” para mim. A expressão lembrou-me certas tias queques e os seus muito afetados lamentos, do tipo “ai filho, não há pachorra!”.

É o que o senhor é, não é verdade? Um queque, um queque azul. Ora, é precisamente por causa de tiques desses que duvido das suas ambições presidenciais no FC Porto. O povo azul e branco sempre desconfiou dos queques, por mais esforçados que eles fossem. O último que chegou a presidente teve o destino que todos sabemos."
PS: Já escrevi sobre este tema, o Domingos Amaral fez bem não responder ao mesmo nível...!!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Provavelmente, a melhor exibição da época



Bom, para recuperar a alma !!!


..."treino" para Terça !!!


Mais mentiras

"É de uma assinalável humildade a teoria expressa por André Villas-Boas segundo a qual o FC Porto podia ter sido campeão na época passada, se o Hulk não tivesse sido castigado. Está-lhe subjacente a ideia de que, como treinador, ele não veio acrescentar nada ao FC Porto do ano passado, e ao rendimento do Hulk em particular, que não estivesse já lá, na era Jesualdo. Tem andado, portanto, a folgar, o André. Só não se percebe, então, tanto elogio ao seu trabalho. Mas não me interpretem mal: pessoalmente, também tinha curiosidade em ver o Hulk de 2010/11 a jogar na época 2009/10. Trazia um toque de ficção científica ao campeonato português.

Mas há sobretudo uma nota de fantasia e sonho nesta teoria do jovem treinador. É possível até que Villas-Boas tenha tanta perspicácia na análise de tabelas classificativas como na observação de lances polémicos dentro da grande área adversária. Analisemos os factos, esses desmancha-prazeres: fazendo as contas – e tendo em mente que, antes de Hulk ser castigado, o Benfica levava uma vantagem de quatro pontos em relação ao FC Porto e que, a partir daí até ao final, só perdeu cinco pontos (empate em Setúbal e derrota nas Antas) –, seria necessário que o FC Porto vencesse todas as partidas – repito, todas as partidas – da segunda volta do campeonato para que se pudesse sagrar campeão nacional.

Ora, hoje em dia, toda a gente concorda que o FC Porto está a fazer uma época excecional e nem assim conseguiu esse feito: em 11 jornadas já têm um empate. Ou seja, a modéstia de Villas-Boas é ainda maior do que supunha: na verdade, o treinador assume, sem assombros, que o FC Porto de Jesualdo, não fosse o castigo de Hulk, poderia ter sido bem superior ao seu. Quem diz que não há fair play no FC Porto?"

Miguel Góis, in Record


PS: Mais uma vez, para manter a consistência, num fim-de-semana onde o Benfica nem sequer joga, o Billas voltou a falar do Benfica!!! É trauma, só pode...

Nuno Gomes

"O desenvolvimento do futebol enquanto negócio de milhões foi fazendo rarear os exemplos de jogadores ligados a um clube durante mais do que uma década ou até por uma carreira inteira. A mistura de atleta com símbolo passou a ser menos evidente, quer queiramos quer não. É uma pena, dirão os apaixonados, é um sinal dos tempos, dirão os empresários e dirigentes desportivos. Esta mudança de ciclos, faz com que jogadores como Mantorras e Nuno Gomes sejam hoje tão respeitados pela massa associativa. O angolano levantou o Estádio da Luz sempre que saltou para o aquecimento para posteriormente entrar em jogo. Invariavelmente, fez explodir de alegria os milhares ao pisar o relvado e, mais ainda, ao marcar um golo. Houve poucos como ele, nunca o esqueceremos. Jamais deixaremos de te lembrar, Pedro.
Nuno Gomes regista igual marca de popularidade, provoca emoções idênticas, ao mesmo tempo que continua a figurar na lista do onze ideal de muitos benfiquistas. 179 golos e 85 vezes capitão em 10 épocas, eficaz, altruísta no terreno e perfeito conhecedor da mística do SLB e da sua importância nos panoramas nacional e internacional. Por isso, cá vai, Nuno: és grande, quando jogas e quando não jogas, para mim enquanto adepto e sócio continuas a ser o melhor pivô atacante português, és quem melhor constrói oportunidades e quem melhor faz jogar junto às balizas adversárias. Contigo, ao futebol nacional não faltam 20 metros, nem dez, nem cinco, contigo não falta nada ao espectáculo, à satisfação do público e à presença, deste grande clube nas competições que orgulhosamente disputa. Contigo, a emoção não arreda pé do relvado. As pessoas vêm aos estádios para te ver, para gritar o teu nome, para se sentirem bem representadas em campo, para terem a certeza de que são correctamente defendidas durante a hora e meia de jogo. É por causa de jogadores como tu que o «pontapé na bola» ainda é um desporto capaz de fazer esquecer os objectivos comerciais do tal negócio de milhões.
Respeitamos-te, estamos contigo hoje e sempre, alinhes de início ou nem sequer jogues."

Ricardo Palacin, in O Benfica

Mantorras: símbolo e mártir

"“Deixem jogar o Mantorras” – um grito de revolta e desespero que foi um misto de antevisão/ premonição do que ocorreria na época seguinte. Estávamos a 16 de Agosto de 2001, após um jogo (houve?) na Póvoa de Varzim. De nada serviu. Perante a complacência dos árbitros – que foram cúmplices do que aconteceu – os adversários só conseguiam pará-lo recorrendo à falta. Lembro- me de num Benfica - FC Porto, na Tribuna de Imprensa do anterior Estádio da Luz, indignar-me perante as entradas sucessivas dos portistas sobre Mantorras, ao que um “sr. jornalista” jocosamente atirou: “É preto... aguenta tudo!” Só que não aguentou. Também os media foram coniventes – porque branquearam - com o jogo violento de alguns adversários, sobre Mantorras, quando este envergava o “Manto Sagrado”.
Tinha tudo, mas mesmo tudo, para ser um dos melhores avançados do mundo. Ficou-se pelo desejo. Ficou à beira da glória suprema, próximo da honra superior e de se guindar ao topo dos melhores futebolistas do mundo. Não lhe permitiram singrar no futebol. Jogava muito... pelo “Glorioso”. “Sarrafaram-no” sem dó nem piedade. Tantas e tantas agressões. Fizeram-no sofrer. Tanta impunidade. Mantorras foi uma das vítimas da agressividade dos adversários para com os nossos futebolistas, em particular os avançados. Generoso nunca parava. Ingénuo nunca simulava, nem se protegia. Avançava, mesmo quando, cobardemente, surgiam pelas costas para o derrubar.
Foste uma vítima do “Futeluso”. És o mártir deste futebol português “rasca”. Ficas como símbolo deste futebol anti-Benfica!"
Alberto Miguéns, in O Benfica

Os "senadores" do futuro

"As recentes declarações públicas de Vítor Baía e o “regresso” de Nuno Gomes fazem-nos refletir sobre o valor do jogador na estruturação próxima do nosso futebol. Pelo menos este tipo de jogador, de uma geração de futebolistas com outra formação, outra noção da “responsabilidade social”, outro mundo e, em alguns casos, com independência económica suficiente para se desprender do futebol estritamente jogado (como treinador, por exemplo). Uma geração capaz de, uma vez acompanhada por profissionais competentes, aproveitar carisma e prestígio para conferir dimensão e conhecimento a muitos gabinetes. Figo, Rui Costa, Fernando Couto e Costinha estão a fazer o seu caminho e a aprender. Como, noutro nível, estão Carlos Carneiro (no Paços de Ferreira) e Pedro Roma (na Académica). Como voltarão a estar, com mais acerto, Paulo Sousa, Pedro Barbosa e Sá Pinto. É possível ver um “movimento” destes “senadores”, que caracterizará o futebol dos próximos 25 anos e o afastará da “cultura” dominante dos últimos 25 anos. O mesmo “movimento” que, entre outros, fez de Beckenbauer e Rummenigge o que conseguiram ser depois do relvado.

Vítor Baía terá, mais cedo ou mais tarde, “um futuro” substancial no clube do coração, onde tem um estatuto inigualável, depois de invariavelmente considerado e valorizado, anos a fio, nos escritórios das Antas. Além de idolatrado pelos adeptos. Percebemos que almeja voltar ao local onde foi feliz, para outras funções e para um outro aproveitamento da sua figura. Deverá continuar a adquirir ferramentas e mais-valias e a concitar apoios de sectores vitais para o crescimento do FC Porto. E regressará numa outra fase – um destino inelutável para quem sente e simboliza (em títulos) o clube como ninguém.

Quando se vê agora a discussão sobre o afastamento de Nuno Gomes das escolhas de Jorge Jesus vem-me sempre à cabeça a longevidade dos jogadores que alinham em Itália – não só italianos: ainda hoje ver a classe madura de Seedorf a progredir nas transições e as correrias sincopadas de Zanetti é motivo para nos perguntarmos sobre a valia dos “limites etários” que o futebol engendrou. Não são repetíveis por si só noutras latitudes e noutros atletas. Há 15 anos, quando estudei em Itália, o fenómeno era essencialmente o mesmo. Ver então Del Piero, o exemplo de um jogador “amarrado” à cultura de um clube, a despontar como um fora-de-série e vê-lo agora na Juventus é (apenas) uma outra confirmação. Prognosticar hoje o devir de Del Piero diz-nos que, em vez de querer tirar de Nuno Gomes mais do que ainda tem de útil para dar no campo (como Figo deu no Inter de Mourinho), interessa vislumbrar o futuro de Nuno Gomes fora do campo.

Talvez por essa altura seja já o tempo de Vítor Baía. Um tempo, desde logo, em que os dirigentes não comuniquem por intermédio de um dicionário desconhecido da língua portuguesa. Um tempo onde se respire melhor no futebol, com o respeito próprio de quem passou muitas horas a partilhar relvados, balneários e estágios. A partilhar o jogo e as ideias. A partilhar toda uma vida."

Ricardo Costa, in Record

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Papa-Almoços, os GATOS e os Ratos

"O prazer da degustação gastronómica é um atributo comum, a todas as profissões, tal como o seu contrário. Ou seja, para se ser bom ou mau em qualquer actividade, o prazer de comer não é determinante.
Já gostar muito de comer, à borla, pode levar muita gente a vender-se e até a trair princípios de instituições, que se afirmaram no imaginário colectivo, pela sua história impoluta e conduta recta. Esteve durante muitos anos nesta qualidade o jornal 'A Bola'. Fundado e dirigido por homens, de integridade inatacável (Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Vicente Melo), mais tarde continuado por homens da mesma estirpe (Vítor Santos), eis que o jornal 'adoeceu' e deixa que um poder alicerçado no medo, na mentira, na arrogância, na ameaça velada e concretizada se necessário for, na corrupção e na parolice, leve o actual director a utilizar de forma concreta, um princípio horroroso combatido toda a vida por este mesmo jornal: a Censura.
Aquilo que Vítor Serpa fez, após os insultos pessoais escritos, por Sousa Tavares algo Miguel nessa mesma semana, nas páginas desse jornal, visando Zé Diogo e Ricardo Araújo Pereira, não se lamenta, repudia-se. Censurar-se o direito ao contraditório, depois de ter publicado com conhecimento de causa as aleivosias e mentiras escritas e repetidas, quer por Tavares quer por Moreira. Sim com conhecimento. Os arquivos de 'A Bola' têm registada a verdade de várias mentiras repetidas por estes Pinto-Costistas, abutres da cobardia de Serpa. Calabote, Clube do Regime, Apito Dourado, etc. Que nenhum benfiquista ou verdadeiro desportista compre o pasquim em que se transformou 'A BOLA'.
Uma lacónica coluna: 'Gostámos de cá ter os Gatos', demonstra a pobreza de argumentos de quem dirige actualmente este jornal. Ao menos diga a verdade e escreva: 'Gostamos (e precisamos) de cá ter os ratos'."


António Melo, in O Benfica


PS: Ainda hoje, o Moreira repetindo a estratégia, INSULTA, Domingos Amaral colunista benfiquista do outro pasquim, Record. À falta de argumentação, e até de imaginação, segue o caminho mais rasteiro, neste caso a coluna 'Tiro ao Roberto' nem sequer justificava qualquer resposta mais agressiva. Mas este senhor ou anda muito nervoso, ou está-se a candidatar a outro Corrupto-de-Ouro !!!
A impunidade, encoraja o insulto, entre outras coisas...!!!

Bolas de golfe

"1. Pelos vistos, muitas têm sido as bolas de golfe adquiridas nos últimos tempos no norte do País.
Segundo consta, esgotaram-se em Maio passado e voltaram a esgotar-se nas duas últimas semanas. O estranho é que a modalidade não teve nenhuma súbita afluência de novos praticantes. E as bolas apareceram nas mãos de umas claques muito 'aguerridas' que rapidamente as utilizaram tentando acertar nos guarda-redes adversários. E como não houve ferimentos graves e o Conselho de Disciplina da Liga tem sido amigo, esta nova modalidade desportiva promete continuar a desenvolver-se. Até acontecer uma tragédia. Porque uma coisa é um acto isolado (mesmo que condenável) de um espectador menos lúcido e outra, bem mais grave, uma actuação concertada de uns energúmenos, que deveriam ser impedidos de estar num jogo de futebol. As ridículas multas aplicadas aos clubes envolvidos são um convite à continuação...
2. Lamentável a saída do 'nosso' excelente Ricardo Araújo Pereira, do jornal 'A Bola'. Salvo esporádicas ocasiões, o Benfica não está bem representado em termos de colunistas na comunicação social escrita. Há quem se arme em neutro almejando porventura futuros cargos importantes na hierarquia desportiva ou política. Há quem se arvore em treinador mas, em lugar de moralizar, critica (em termos lamentáveis) os nossos próprios jogadores. Há quem alterne crónicas divertidas e defensores do nosso Clube, com outras divertidas nas inócuas. O nosso Gato Fedorento não tinha 'papas na língua' e, ao mesmo tempo que nos fazia rir, defendia da melhor forma o Benfica, pondo a nu as debilidades e as 'jogadas' dos adversários. Pediu a demissão em solidariedade com o amigo sportinguista José Diogo Quintela, cuja última crónica fora censurada pelo jornal. Bonita atitude. 'A Bola' estava em risco de ficar sem um dos portistas, Miguel Sousa Tavares, cujas opiniões contraditórias os dois 'Gatos' não se cansavam de denunciar. Com esta decisão, o jornal fez o jeito ao FC Porto e acabou por agradar também aos dirigentes do Sporting, que José Diogo Quintela muito tem criticado, não só, mas também, pela subserviência que patenteiam face a Pinto da Costa. O jornal resolveu dois problemas mas perdeu os seus melhores colunistas de entre aqueles que são afectos a clubes. E o Benfica perdeu o seu melhor representante.
Lamentável."
Arons de Carvalho, in O Benfica

Palhaçaria

"Palhaçaria é um país curioso. Vale uma visita...
Anafado, de olhos protuberantes, cabeça calva, orelhas peludas, o Rei dos Palhaços baba-se de uma barba bovina.
Opado pelos comprimidos que lhe permitem disfarçar a impotência, rebola o olhar pelos estranhos mamíferos que o rodeiam. Há para a sua flausina do momento um delicado vislumbre lúbrico. Repugnante mas ainda assim lúbrico. E ela, pobre tonta, cega, retribui.
A qualquer momento teme-se que lhe expluda uma coronária, mas o animal é rijo e suporta o arremedo de fluxo sanguíneo.
À sua volta, encharcados por um salivar constante das suas gengivas descarnadas, os cães-palhaço esperam um gesto seu.
Na continuada farsa em que se agitam, a degola de inocentes a que acabaram de assistir é apenas mais um episódio que os faz arfar de contentamento. E desta fez nem precisaram da ajuda do bando dos palhaços-pretos.
Há uns que aproveitam para enfiar nos focinhos as bolas de nariz de palhaço.
Em Palhaçaria, as bolas de narizes de palhaço não são vermelhas: são brancas. Bolas de golfe...
Como em todos os países, em Palhaçaria também há crianças que gostam de palhaços. Na sua inocência não entendem a profunda estupidez, os requintes de maldade, o humor boçal, os laivos de ordinarice sabuja. Depois crescem e entendem. E como todos os adultos deixam de ter paciência para palhaços. Sejam eles pobres ou ricos.
Em Palhaçaria os palhaços não se limitam a não ter graça. Não se limitam a ser grotescos. Não se cansam de espalhar em redor o nojo dos seus procedimentos macabros.
São apenas palhaços tristes..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Futuro

"A participação da equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica nas comemorações oficiais do 35.º aniversário da República de Angola - defrontando e vencendo a selecção angolana - demonstra que no novo mundo global, e num quadro de relações entre estados soberanos e independentes, há um espaço comum, que em certos aspectos coincide com a Lusofonia e, noutros, a transcende, e que é marcado por outro tipo de sentimentos, emoções e motivações. Esse espaço é o Mundo Benfica, que ultrapassa largamente fronteiras geográficas, países e continentes. Como igualmente se viu, em Maio passado, na visita histórica do Benfica a Timor-Leste.
De todas as transformações inerentes à restauração da democracia em Portugal - dos três dês da Revolução dos Cravos - a mais profunda e irreversível foi a chamada descolonização, o parto com dor do qual nasceram os novos países da língua portuguesa, ao cabo de cinco séculos de história comum. Um parto que começara, aliás, no século XIX com o 'Grito do Ipiranga', no Brasil.
Li as notícias da Imprensa angolana sobre o jogo do Benfica em Luanda e não vislumbrei o mínimo ressentimento perante a derrota da Selecção de Angola. O sentimento geral era de alegria pela presença de alguma coisa que uma larga maioria dos dois povos partilha saudavelmente. Em certos jornais e da parte de alguns clubes portugueses é que há manifestações de tribalismo para arengar sobre o campeonato de um país de 89 mil quilómetros quadrados.
Há quem queira conotar o Benfica com a passado, para escamotear as conotações de terceiros com um mundo opaco de interesses esconsos. Mas a presença do Benfica no Mundo mostra que este é um clube de sempre e, por isso mesmo, também do futuro."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Objectivamente (Angola)

"Infelizmente a deslocação do SL Benfica a Angola está a passar um pouco despercebida na comunicação social e até no seio do Clube quando o que na realidade devia acontecer era a preparação de uma imensa festa em Luanda com fortes repercussões no imenso universo benfiquista cá, lá ou em qualquer ponto do Planeta.
Penso que há muita gente que ainda não interiorizou bem o significado e a importância que o Benfica tem no continente africano e mais propriamente nos países lusófonos.
Quando se fala na necessidade urgente de se alcançar a meta dos 300 ou dos 400 mil sócios pagantes, é bom que se definam estratégias para o mundo lusófono. Há países como Angola, e até Moçambique ou Cabo Verde, que têm capacidade para mobilizar os simpatizantes do Benfica a alcançarem rapidamente essas metas que muitos julgavam impossível há pouco tempo.
A sensibilização dos adeptos tem de ser feita pela aproximação, pelo coração, pelo sentimento. E essa presença tem de ser mais assídua e envolvente sob pena de perdermos o capital angariado ao longo de dezenas de anos.
Por isso esta viagem a Luanda nas comemorações dos 35 anos da Independência daquele país irmão, tem de ser mais que um simples jogo de confraternização, Deverá ser um enorme abraço de carinho e de reconhecimento pelo amor que muitos benfiquistas espalhados por aquele imenso país dão, apaixonados pelo «Glorioso» tão forte como qualquer um que tenha a possibilidade de ir ao Estádio da Luz sempre que queira.
Estar longe é bem diferente. E nós que temos o privilégio de viver o Benfica em proximidade temos de aprender a dar valor a estas manifestações de paixão e saber retribuir da maneira mais entusiasta possível. Com muita paixão!"

João Diogo, in O Benfica

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Levar 5 acontece aos melhores do mundo

"A última jornada foi particularmente feliz para dois avançados trintões. Nuno Gomes precisou apenas de dois minutos e meio no relvado do Estádio da Luz para marcar um golo à Naval 1º de Maio e fornecer, aos adeptos da casa, o mais do que necessário cuidado paliativo emocional depois do estrondoso insucesso no porto.
E, em Vila de Conde, João Tomás marcou por duas vezes, desta feita ao Paços de Ferreira, e é hoje o segundo classificado da lista dos goleadores de 2010/2011, com 7 golos. Melhor do que João Tomás, só Hulk. Pior do que ele, os outros todos…
Ao contrário de Nuno Gomes, que cumpre este ano a sua décima primeira época na Luz, e que é hoje uma referência para o interior e para o exterior do clube, João Tomás já deixou o Benfica há dez anos.
Dele apenas restam aquelas memórias já turvas da imensamente eficaz dupla que fez com Pierre Van Hooidjonk – e que foi lamentavelmente desmantelada por questões políticas – e daqueles dois bonitos golos que marcou numa noite ao Sporting levando o Estádio da Luz au rubro e levando também o jovem e inexperiente treinador do Benfica, José Mourinho, a ajoelhar-se na relva de tão contente que ficou.
Há acontecimentos assim. O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.
Como seria de esperar, o golo de Nuno Gomes lançou uma polémica sobre as opções de Jorge Jesus para a frente de ataque do Benfica. A esta polémica, naturalmente, não é de todo alheio o facto de o Benfica estar a 10 pontos do FC Porto. Na época passada, Nuno Gomes marcou três golos – um deles bem importante, em Olhão – e nenhum desses feitos levou a um debate nacional sobre a injustiça com que o treinador do Benfica trata o seu avançado mais velho e com mais anos de casa.
É tão natural quanto respeitável o desejo de Nuno Gomes de jogar mais vezes de modo a que os seus golos não sejam olhados como acontecimentos mas como… golos, precisamente o que acontece com João Tomás que é utilizado com regularidade e proveito por todos os clubes em que passa.
Nuno Gomes saberá melhor do que ninguém o momento em que há-de colocar um ponto final na sua carreira de futebolista. E como é uma pessoa de bom senso vai saber fazê-lo bem, a tempo e com grande categoria.
E, por isso mesmo, saberá evitar certamente deixar-se transformar num caso, numa espécie de novo Mantorras, na vertente de milagreiro místico e de entertainer de ocasião para multidões ávidas de alegrias.

ESTÁ disponível no Youtube um momento muito especial para o Benfica ocorrido no último treino da selecção do Brasil antes do jogo com a Argentina, nas Arábias. É fácil chegar lá. Basta procurar David Luiz humilha Ronaldinho para vermos o nosso defesa central, que saiu psicologicamente tão maltratado do jogo com o FC Porto, recuperar a mais do que desejada auto-estima aplicando, num só toque, um requintado túnel ao grande Ronaldinho Gaúcho em boa hora regressado ao escrete.
Em boa hora para o Benfica, evidentemente.
David Luiz, que o Chelsea quer levar já em Janeiro, segundo se lê nos jornais, bem precisava de um golpe de asa assim para de poder recompor emocionalmente do mau sucesso do Estádio do Dragão. É que fazer a bola passar entre as pernas do grande Ronaldiho Gaúcho, mesmo que num treino, a brincar, é um precioso alento para quem teve de ouvir tantos remoques sobre a sua prestação no último clássico do pequeno futebol português.
Ainda para mais quando Ronaldinho Gaúcho não desiste de ocupar na selecção brasileira o lugar que, lendo a imprensa e os especialistas nacionais, deveria ser entregue a Hulk, o que é incrível.

JESUALDO FERREIRA parece estar encaminhado para ser o próximo treinador do Panathinaikos da Grécia depois de não lhe ter corrido bem – ainda que tenha corrido bem depressa – a passagem pela Liga espanhola.
É um grande mistério este que envolve os treinadores portugueses – e logo os melhores - que não conseguem firmar no país do lado os créditos que somaram em casa.
Excepção feita a José Mourinho, obviamente. E é por isso mesmo que lhe chamam O Especial, porque é diferente dos outros todos. Mourinho, é verdade, ainda não ganhou um troféu no comando do Real Madrid mas, é a convicção planetária, há-de ganhar. Para já, ganhou a admiração de Chamartín, uma casa exigente, o respeito da imprensa, uma imprensa musculada, e o desamor dos rivais, que é exactamente o mesmo em todos os cantos do mundo.
José Mourinho foi o quinto treinador português, campeão em Portugal, a chegar a Espanha com um currículo mais avantajado do que o que tinha quando lá aterrou.
E os outros? O que se passou com os outros treinadores portugueses, todos eles campeões, que chegaram a Espanha e de lá partiram num ápice. Toni, campeão pelo Benfica, não resistiu em Sevilha muitas semanas. Jaime Pacheco, que foi campeão pelo Boavista, e António Oliveira, que foi campeão pelo FC Porto, passaram fugazmente pelo Maiorca e pelo Bétis sem nada acrescentar aos historiais dos respectivos clubes, E, por fim, Jesualdo Ferreira, três vezes campeão pelo FC Porto, não resistiu em Málaga a mais do que meia dúzia de jornadas do campeonato espanhol.
Será do clima? Do clima da Andaluzia – Sevilha e Málaga – e das ilhas Baleares – Maiorca – que é adverso aos treinadores portugueses?
Este é um mistério que ainda está longe de ser resolvido. De qualquer maneira, para os mais cépticos em relação aos talentos de José Mourinho, fica no ar aquela dúvida metódica sobre o actual treinador do Real Madrid:
-Pois…pois… mas não me convence enquanto não o vir fazer do Ayamonte FC campeão de Espanha!

PORTUGAL ganhou por 4-0 à Espanha que é a campeã do mundo. Devia ter ganho por 5-0 porque Cristiano Ronaldo marcou um golo lindo e limpo que o parvinho do árbitro entendeu anular. Quando joga a selecção e os árbitros são estrangeiros e maus, é um privilégio poder chamar-lhes parvinhos sem que ninguém por cá se ofenda. São as virtudes do internacionalismo.
Os espanhóis com um árbitro a sério tinham levado 5. Fica provado que levar 5 acontece aos melhores do mundo."

Leonor Pinhão in A Bola

Nuno Ribeiro (Gomes)

"Nuno Ribeiro acabara de entrar para jogar os últimos minutos do Benfica-Naval. Quis o destino ( a sua capacidade) que marcasse o 4º golo encarnado e o 200º da Liga. Seguiu-se um momento humanamente muito rico e denso que escasseia no futebol. O jogador emocionado olha para os céus iluminados para a Luz (no duplo sentido) e reencontra-se com o seu Pai num misto de sentimentos que os seus olhos lacrimejantes expressaram: gratidão, ternura e felicidade. Mas ao mesmo tempo, com a dor da saudade e toda a carga emotiva do que ela significa: a presença da ausência.
Também fiquei enternecido e feliz. Emocionado, mesmo. Escrevi Nuno Ribeiro, seu nome de família e não Nuno Gomes, seu nome futebolístico. Porque naquele momento foi mais o primeiro que o segundo. Ou melhor dizendo, os dois, numa simbiose perfeita entre filho e o profissional. Entre o homem atleta e o atleta homem.
Nuno Gomes é merecedor do reconhecimento dos benfiquistas. Vai na sua 11.ª época, dignificando a camisola encarnada, coisa rara onde a norma é os clubes serem placas giratórias monetárias pouco dadas a afeições de coração.
Nuno Gomes está perto de terminar uma carreira imaculada. No fim, descontadas as nossas (e dele) naturais lamurias por um qualquer golo falhado, fica o profissional exemplar, dedicado, persistente, eficiente, simples, com sentido ético. A ele devem os benfiquistas momentos de exultação e de magia.
Nuno Gomes merece estar entre os grandes atletas que viveram no Benfica e pelo Benfica. Não se limitaram a passar por ele, qual cometa fugidio. Tem sido uma estrela que simboliza o melhor do Benfica. Pela minha parte, o meu obrigado ao Nuno Gomes e sentido abraço ao Nuno Miguel Ribeiro!"

Bagão Félix, in A Bola

Meter-se no futebol

"Há três actividades em que todos se metem: no futebol, na política e na economia. Nestas últimas, até o Governo repetiu à saciedade que meteu as contas públicas em ordem. Como, aliás se mete pelos olhos dentro...
Concentrando-se no futebol, o que mais conta é meter golos! Metidos com a cabeça, os pés ou mesmo a mão (do Vata).
Mas tirando os golos, mete-se pelos olhos da cara que quase tudo o resto não é tão entusiasmante. Vemos, amiúde, meter-se a foice em seara alheia ou meter-se a colherada fora de contexto. A começar por muita gente que por lá anda metida. Uns metem o bico, outros até metem o bedelho onde não são chamados, o que por vezes leva a que tenham de meter a viola no saco.
Há, também, quem queira meter o Rossio na Betesga ou meter-se em cavalarias altas ou quem, por dá cá aquela palha, projecte meter uma lança em África e acabe por meter-se na boca do lobo.
No chamado sistema há de tudo: os que se metem em sarilhos por meter a mão no fogo por quem meteu a mão no bolso de alguém. Os que são metidos no chinelo só porque se quiserem meter em brios. Os desiludidos que, depois de terem metido mãos à obra, se metem na concha porque lhes meteram na cabeça que nada há a fazer. E, ainda, os metediços que se metem por atalhos para se meter em negócios acabando por meter o dinheiro em paraísos fiscais.
Há quem nos queira meter em dúvida que meter a mão na bola e meter a bola na mão são coisas iguais ou diferentes consoante quem meteu na ordem o árbitro. E este depois de ter metido água, mete os pés pelas mãos, para explicar que ninguém lhe meteu uma cunha.
Meter a mão na consciência é que deixou de ser a norma."

Bagão Félix, in A Bola

Amor à camisola

"Domingo, assisti da bancada à sessão de terapia que o Naval proporcionou ao Benfica. Um pacote daqueles é que dava jeito às nossas finanças tremidas. Se fosse um livro de bomba de gasolina, a coisa podia chamar-se “Como Recuperar O Amor Próprio Em Quatro Passos”, ou “Plano Infalível Para O Dia Seguinte”. De facto, ganhar por 4-0 dá moral ao mais tristonho dos craques, ao mais depressivo dos treinadores de bancada. (Perdoem-me o parêntesis de humor negro, mas melhor que 4-0, só mesmo 5-0…) E, no entanto, como sabemos, muitas vezes os números são enganadores. A verdade é que, se a partida dominical teve grandes jogadas e belos golos, também houve momentos de forte “instabilidade”, para usar o palavrão que está na ordem do dia. Há muita arte no ataque, mas falta ciência na defesa. Há jogadores que fazem a diferença, mas às vezes parece faltar uma equipa “mais igual”. Há Aimar e mais dez – e infelizmente não são dez Ramires…
Mas falemos de coisas boas. Sálvio conduz a bola redonda de esperanças; corre com bom espírito, dá para perceber; mal os defesas lhe aparecem no caminho, o miúdo argentino toca para o craque mundial; Aimar, o nosso Mágico Maestro, inventa um país livre entre os adversários e chuta; o guarda-redes lá consegue defender, mas a bola sobra para um espaço em branco no tapete verde da Catedral; Nico Gáitan vem a correr desde a Argentina e, no pé esquerdo, traz um único pensamento. Remata com a parte de fora da bota, a bola rodando para cima e para longe das luvas esticadas do guardião azulinho – o futuro chega em forma de golo, e que golaço. Para exorcizar fantasmas, para lavar a alma, gritem comigo, por favor: Nico! Nico! Nico! Gaitán! Gaitán!
Mas Nuno Gomes também merece uma palavra. Ao contrário da maioria das gentes benquistas, não sou, confesso, um incondicional do avançado português. Mas o golo que Nuno Gomes conseguiu desembrulhar contra a Naval – um golo todo feito de crença, num momento difícil para o clube e para ele próprio – vale muitíssimo. Golos assim dão o exemplo e fazem-nos acreditar que o amor à camisola não morreu, não há-de morrer nunca. Mais: o país inteiro precisa de exemplos destes, da economia à política, da cultura ao futebol, individualmente e colectivamente. Acreditar, acreditar. Corações vivos de olhos abertos. Palavras fortes e gestos claros. Vamos a isto?"
Jacinto Lucas Pires, in JN