Últimas indefectivações

sábado, 18 de julho de 2026

O Rei e o Príncipe


"Eu, quando comecei a rascunhar este texto, havia acabado de assistir ao fracasso do Brasil diante da Noruega. Escrevi as primeiras palavras muito antes da confirmação da final entre Argentina e Espanha. Ou seja, não há aqui qualquer impulsividade. Longe disso.
Ainda na fase de grupos, o Mundial de 2026 ficou marcado por diversas discussões. Algumas úteis, outras nem tanto. Teve bastante assunto necessário, mas também muito tema sem sentido. Como de costume, é claro.
Neymar deveria ter sido chamado por Carlo Ancelotti à seleção brasileira? Cristiano Ronaldo tinha condições de ser titular indiscutível da seleção portuguesa? Qual é o papel das bets na forma como o futebol é consumido e comercializado?
Participei de várias "brigas". Mergulhei de cabeça em praticamente todas. Tanto no Brasil, como em Portugal, resolvi "criar" o meu próprio debate. Promovi a seguinte questão: Lionel Messi é o único que pode duelar com Pelé pelo posto de melhor jogador da história?
Para nós, brasileiros, Edson Arantes do Nascimento sempre foi indiscutível. Expoente máximo. Só faltou fazer chover no Santos e na seleção brasileira. Para muitos outros, argentinos ou não, Diego Armando Maradona acabou por atingir o mesmo nível do Rei. Estariam em patamar igual. Benefícios exclusivos?
Admito que nunca comprei totalmente esta versão, apesar de compreendê-la na perfeição. Maradona foi gigante. Dono de uma aura única. Um Deus na Argentina e também na Itália. Razão de pura adoração. Há, inclusive, quem o trate como religião.
Infelizmente, acompanhei pela televisão apenas a (melancólica) reta final da gloriosa carreira do El Pibe de Oro. Por outro lado, "cansei" de ver Lionel Messi. Assisti in loco no Barcelona e na seleção argentina, especialmente na campanha do histórico título mundial em 2022.
Repito: não sabia, no início desta minha escrita, se a Argentina seria ou não finalista da Copa do Mundo de 2026. É completamente indiferente. Isso porque tinha — e continuo a ter — muito bem definido aquilo que quero reforçar.
Para mim (!), Messi ultrapassou a comparação com Diego Maradona. E já havia superado há tempos o confronto direto com o monstruoso adversário geracional, o português Cristiano Ronaldo.
Hoje, independentemente do eventual bicampeonato mundial no próximo domingo, Lionel Messi rivaliza única e exclusivamente com um nome: Pelé. Ainda perde (por pouco) para o Rei, mas o título de Príncipe lhe cai muitíssimo bem."

Sem comentários:

Enviar um comentário

A opinião de um glorioso indefectível é sempre muito bem vinda.
Junte a sua voz à nossa. Pelo Benfica! Sempre!