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quarta-feira, 30 de abril de 2025

Visão: S06E30 - Não abrandamos | Tirsense, AFS

Falar Benfica #205

O Benfica Somos Nós - S04E54 - AFS...

BI: AFS...

O sonho do Gonçalo! ❤‍🔥

Benfica e Sporting: está tudo a pensar no mesmo


"Um alerta: há por aí uma corrente purista segundo a qual não deve haver picardia pública nem sentido de humor nestes momentos. Não liguem demasiado. Vivam um bocadinho

A três jornadas do fim, está tudo a postos para um dos despiques mais empolgantes de que há memória. Digo que está tudo a postos porque a vida é, neste momento, uma sucessão de acontecimentos de moderada relevância entre agora e o dérbi de 10 de maio. Não confundir com bazófia — ainda será preciso vencer no Estoril, e a tarefa não se afigura fácil. Mas, como dizia uma campanha publicitária do Benfica há uns anos, a partir de agora, está tudo a pensar no mesmo. Nesse caso, o slogan referia-se à véspera interminável de uma conquista da Liga muito ansiada. A versão que aqui trago é um pouco mais inclusiva, e, por isso, estendo a consideração aos adeptos do adversário, que têm direito a sonhar com a conquista dos dois títulos em disputa e, por isso, estão a pensar no mesmo que nós, benfiquistas.
De resto, após o discurso motivacional de Frederico Varandas, os sportinguistas aparentam níveis de mobilização como eu não via desde que decidiram exigir a conquista de quatro campeonatos nacionais na secretaria ou, por exemplo, após aquele jogo em que Ricardo fez falta sobre Luisão e ainda teve a lata de se queixar. Faz parte, e não consigo avaliar negativamente a intervenção do presidente do Sporting. Não concordando com algumas coisas que disse, parece-me que o objetivo de galvanizar as tropas foi atingido. Digo-o com desportivismo e porque reconheço que Varandas tem sabido fazer o seu caminho. Por isso, aos meus amigos do lado oposto, envio um abraço e faço votos de que o choro seja abundante e ensurdecedor a partir das 20 horas de 10 de maio. Aos meus amigos benfiquistas, um alerta: há por aí uma corrente purista segundo a qual não deve haver picardia pública nem sentido de humor nestes momentos. Não liguem demasiado. Vivam um bocadinho. O futebol é feito de euforia e de depressão, e só sobreviveremos a ambos os estados de alma se os encararmos com algum sentido de humor. Quanto aos puristas, já sei o que dirão: se o Benfica vencer, saberemos que aconteceu apesar de adeptos como eu, que brincam com coisas sérias. Se perdermos, podem enviar a nota de culpa para minha casa. Mas, aconteça o que acontecer, este frenesim de antecipação já ninguém me tira, mesmo que tente, nem tampouco a visualização do desfecho a 10 de maio.
Poder vencer e celebrar a conquista do troféu na mesma noite, frente ao rival da mesma cidade, seria uma noite bonita na história recente do Benfica, que tão poucos títulos de futebol sénior venceu nos últimos anos, à mercê de uma direção errática e sem estratégia. A derrota, essa, permanece inconcebível por agora. Muito daquilo que torna o próximo confronto entre Benfica e Sporting tão emocionante começa na possível consequência direta: uma vitória de qualquer uma das equipas — no caso do Benfica, por dois ou mais golos de diferença — pode garantir o título já nessa noite. São ingredientes de sonho para uma Liga que se quer vendável, e não tenho dúvidas de que o cenário mais desejado era mesmo este. Parece-me que este photo finish 2024/2025 está longe de ser suficiente, mas é melhor do que tentar convencer meio mundo a pagar 300 milhões por jogos com 40 minutos de tempo útil a uma segunda-feira à noite. O que não ajuda seguramente é a qualidade apresentada por muitas das restantes equipas, começando pelos adversários de Benfica e Sporting no último fim de semana. Quaisquer dois jogos com quase uma dúzia de golos agradarão à maioria, mas a qualidade dos derrotados é uma lembrança aguda de que urge rever o quadro competitivo da liga. Não há qualidade para 18 equipas na primeira divisão.
De volta ao presente, o que mais me chamou a atenção nas últimas semanas foi mesmo o contraste entre estilos de jogo e estratégias para atingir os dois principais objetivos a nível interno: Liga e Taça de Portugal. A última jornada foi especialmente sintomática do modo como as duas equipas se aproximam da hora da decisão. Ambas golearam, mas fizeram-no de modo muito diferente.
O Benfica de Bruno Lage, salvo uma ou outra inconsistência, conseguiu o primeiro objetivo intermédio desta sequência de jogos, que era chegar ao final da 31.ª jornada com uma chance de conquistar a liderança no jogo em casa contra o Sporting. Qualquer outro cenário teria sido o rastilho de uma depressão profunda. Felizmente, longe disso. Para garantir esta posição, a equipa foi melhorando a média de golos marcados e apresenta agora números que não se viam há largos anos. Não precisava de o ter feito para depender só de si, mas chega a esta fase da temporada com um naipe de soluções que permite, por exemplo, ter seis jogadores diferentes a marcar os seis golos de uma vitória. Não tendo concordado com todas as escolhas de Lage até aqui (o que é perfeitamente normal), sinto que hoje estamos a ver o trabalho de um treinador mais maduro, que juntou a isso a coragem de ter aceitado o desafio inicial e de já ter dobrado mais do que um cabo das tormentas. Perante um adversário frágil como o Aves SAD, a equipa abordou o jogo com a atitude certa, trabalhando para uma vitória robusta que permitisse melhorar o goal average, já que este pode muito bem vir a decidir o campeão.
Do outro lado, um Sporting completamente dependente de Gyokeres, mas muito seguro de si nessa condição. Esse pragmatismo tem favorecido Rui Borges. A equipa chega a esta fase da temporada com a versão mais competente da única ideia de jogo que poderia garantir a este plantel do Sporting condições para lutar pelo título. Neste último ano ganhou força o hábito de diminuir as defesas adversárias por ainda não terem aprendido a impedir o sueco de marcar golos. Aqui chegados, talvez seja importante admitir que a tarefa não é fácil e está fora do alcance da esmagadora maioria dos defesas desta liga, tal é a facilidade revelada pelo sueco para repetir movimentos que já todos vimos dezenas de vezes. Para além do jogo mais direto, há capacidade no meio-campo ofensivo do Sporting para garantir que o ataque organizado também gera algumas ocasiões de golo, quase sempre finalizadas pelo mesmo. Mas sejamos avisados: entre o regresso de Pote, o talento de Trincão, a inteligência de Hjulmand ou a esperteza de Catamo, haverá muito para anular na receção no Estádio da Luz.
Aqui chegadas, ambas as equipas sabem que perder pontos na próxima jornada é um cenário muito pouco recomendável, mas o facto é que terão um dérbi logo de seguida que poderá permitir ao segundo classificado, nessa data, emendar a mão e recuperar a primeira posição. Se o leitor for como eu, acorda e adormece a pensar no Benfica ou, se tiver esse infortúnio, no Sporting. Por isso, a partir daqui, caso nos cruzemos, escusa de me perguntar o que me vai na alma. Já sabe que estamos ambos a pensar no mesmo."

Que não se apague a Luz


"Um pequeno milagre de 24 páginas, um Benfica que sairia engrandecido também se conseguir derrotar Vikto Gyokeres

Se você está a ler uma edição de papel de A BOLA saiba que o que tem na mão é um pequeno milagre de 24 páginas. Se está a ler este texto online, saiba que ele saiu como obrigação e dever, mas porque o momento é de todos saiu como pequena reflexão também. É nestas alturas que o jornalismo é essencial. Quando parece não haver respostas, quando se procura o que é fidedigno, quando no caos se busca organização. A possível, como é claro.
Nesta segunda-feira, sentimo-nos frágeis, creio, mas sobretudo impotentes. Percebemos que o que nos separa de um mundo caótico é tão mais simples do que queremos imaginar. É verdade que tudo se foi resolvendo, mas também é verdade que estivemos apagados para respostas durante uma eternidade: é essa a sensação temporal, nesta era em que vivemos, sempre de telemóvel em riste e com a informação, e, igualmente importante, os contactos, a caminharem-nos no bolso.
Portugal apagou-se num episódio para memória coletiva, um dia depois de Sporting e Benfica terem proporcionado dois festivais e a energia dos dois clubes se sentir de sul a norte do país. A luta dos dois rivais eternos continua taco a taco, golo a golo, com um coletivo encarnado a ter de lutar contra o maior fenómeno que se viu nos relvados portugueses em muitos, muitos anos.
Viktor Gyokeres será, de forma unânime, o jogador do campeonato, mesmo que o Sporting não o vença e o sueco merece, sem dúvida, ser Bota de Ouro europeu. Não é fácil, porque Gyokeres tem de marcar sempre muito mais que os outros, mas seria inglório estar tão perto e não o conseguir.
Um título do Benfica sairia engrandecido também pela época do sueco. As águias nem se lembraram de Angel Di María frente ao Aves SAD e a dúvida permanecerá: o argentino tem uma qualidade soberba na técnica, mas as dinâmicas são melhores com ou sem ele? A deslocação ao Estoril traz com ela perigos e memórias que todos têm, de um empate amargo, na Luz, há uns anos.
Entre uma goleada e outra, a certeza que havia é de que antes de o Sporting ir à Luz não haveria campeão; na próxima jornada, saber-se-á se ambos podem fazer a festa no grande jogo ou apenas um. Até lá, joga-se tudo no pormenor, da gestão dos amarelos, aos minutos de compensação. Todos correm para a Luz, e que cheguem lá como o dérbi e esta disputa merece: com Benfica e Sporting na máxima força para realmente ver quem é melhor este ano."

Subscrição das Obrigações Benfica SAD 2025-2029 foi um sucesso


"As Obrigações Benfica SAD 2025-2029, com uma taxa de juro fixa bruta de 4,50% ao ano e cuja oferta inicial de 40 milhões de euros foi aumentada para 55 milhões de euros, tiveram uma procura válida total de 76,5 milhões de euros, ou seja, 1,39x da oferta final. Os pormenores dos resultados divulgados na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) podem ser consultados aqui.

Saliente-se que novos investidores subscreveram 29,6 milhões de euros desta oferta obrigacionista, que decorreu entre 9 e 24 de abril, inclusive. Já os detentores de obrigações Benfica SAD 2022-2025 optaram por trocar as suas obrigações no âmbito da oferta de troca, num montante global de 25,4 milhões de euros.
Reflexo do trajeto imaculado das águias no mercado de capitais ao longo dos anos, a confiança dos investidores na solidez económica da Benfica SAD ficou, novamente, bem expressa neste empréstimo obrigacionista."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que apresentou uma participação ao Conselho de Disciplina da Federação de Patinagem de Portugal na sequência dos graves acontecimentos verificados no final do jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Sporting Clube de Portugal.
Em causa estão as insinuações proferidas pelo treinador do Sporting Clube de Portugal, Edo Bosch, na flash interview realizada após o referido encontro do Campeonato Nacional.
O Sport Lisboa e Benfica relembra que não é a primeira vez que o treinador em questão dirige ao Benfica acusações graves, despropositadas e sem qualquer fundamento. 
O Sport Lisboa e Benfica pugnará pela defesa do seu bom-nome e repudia em absoluto esta e qualquer tentativa de condicionamento das equipas de arbitragem."

O abismo invisível onde o futebol português vai cair


"O futebol português vive da ilusão. Vendido internamente como um produto televisivo de elite, não é minimamente reconhecido no exterior e sobrevive num ecossistema frágil e desequilibrado, alicerçado em contratos televisivos desfasados da realidade europeia.
Enquanto a Premier League distribui 3,5 mil milhões de euros/ano em direitos de TV (média de 175 M€/clube), a Liga Portugal partilha cerca de 180 M€/ano, ou seja, pouco mais de 9 M€/clube. A diferença não é só abismal. Poderá ser terminal.
A Liga espanhola garante 1,6 mil milhões/ano, a Bundesliga 1,3 mil milhões, e até a Ligue 1 — com uma grave crise interna de competitividade — mantém valores próximos dos 700 milhões. Em Portugal, vive-se completamente à margem deste campeonato financeiro, com clubes dependentes de mais valias resultantes da vendas de jogadores e de investidores estrangeiros para pagarem a conta da luz ao final do mês
Pior: o contrato que vigora em Portugal foi fechado em 2015, antes da explosão do digital, e mantem valores muito abaixo do mercado. Com a queda de audiências na televisão linear e a fragmentação do consumo (YouTube, TikTok, Twitch), a próxima renegociação corre o risco de não só não aumentar, como até de baixar esses valores — um cenário trágico para clubes que, como é o caso do Sporting Clube de Braga, têm mais de 60% das receitas dependentes da NOS e de participações nas competições da UEFA.
A sustentabilidade do negócio está portanto no domínio do pensamento mágico com que se projetam rendimentos futuros sem investimento e racionalidade no presente. Os clubes grandes já criaram canais próprios e plataformas OTT; os pequenos, porém, não terão músculo para resistir à mudança nem massa crítica ao nível do universo dos seus sócios e adeptos que permitam dar corpo a esta transição, porque é bom lembrar que existem clubes na primeira divisão que com menos de 1000 sócios pagantes!
A Liga fala em centralização, mas continua sem plano estratégico que encare com seriedade esta realidade. Enquanto isso, os adeptos desligam-se, os jovens trocam o futebol por eSports e o produto degrada-se.
Portugal pode ter talento e paixão. Mas sem um novo modelo competitivo, fiscal e comercial, continuará a exportar craques... e a importar falências."

Mata Mata - 2 Finais para se conhecer o Campeão?

Chuveirinho #125

Falsos Lentos - S05E35 - Especial Apagão

SportTV: O Futebol é Momento - S03E38 - O jogo sobre o qual não vamos falar

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Gyökeres atrás da Bota de Ouro: melhor de sempre no Sporting?

Zero: Ataque Rápido - S06E39 - Apagão na Amadora, luz de sobra na Segunda Circular

Zero: Afunda - S05E58 - Quem tem o maior apagão no playoff?

Vamos a isto


"1. O Benfica venceu em Guimarães por 3-0, e ficaram a faltar 4 rondas para o fim do Campeonato. Não há modo mais simples e objetivo de apresentar o caso. O Benfica será campeão se ganhar os 4 jogos que lhe faltam. São fáceis? São difíceis? Isso são meras considerações... concentremo-nos no que é essencial. Vencer.

2. Nesta última terça-feira, o Benfica foi ao notário formalizar a escritura dos novos Estatutos do Clube definitivamente aprovados na assembleia geral de 8 de Março, concluindo-se assim um longuíssimo progresso que a todos honra. Rui Costa, o presidente da Direção, Domingos Almeida Lima, vice-presidente, e o presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Pereira da Costa, eis a 'equipa' de dirigentes que executou este ato conclusivo da instituição do regulamento do Clube. Dirigentes e sócios, estão todos de parabéns.

3. Em declarações à BTV, o presidente do Benfica resumiu o significado deste último passo: 'É um momento de orgulho para todos nós, para todos os benfiquistas. É o finalizar, de forma oficial, com a assinatura em notário, de processo de revisão dos Estatutos, uma promessa eleitoral e que teve a maior participação da história do Clube. São uns Estatutos que preparam o Benfica para um futuro muito melhor'. Um futuro melhor é o que todos queremos.

4. Esta vibrante caminhada da revisão estatutária conheceu dois presidentes da Mesa da Assembleia Geral, Fernando Seara, que se demitira das suas funções a meio do caminho, e José Pereira da Costa, que conduziria os trabalhos depois da saída de Fernando Seara até à conclusão dos mesmos. Não faltaram a José Pereira da Costa os aplausos dos sócios do Benfica pela forma eficaz e democrática como dirigiu os trabalhos ao longo de várias sessões. Pereira da Costa era um homem feliz na última terça-feira: 'O mais importante que aqui se fez hoje foi formalizar a vontade dos sócios do Sport Lisboa e Benfica'. Para a frente, Benfica, que o futuro é já ao virar da esquina.

5. O Benfica está na final da Taça de Portugal. Seja onde for, os benfiquistas vão lá estar. Vai ser bonito.

6. 'A Liga não recebeu nenhuma proposta para a aquisição de direitos televisivos'. Foi, sem dúvida, surpreendente esta afirmação do novo presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, que desmanchou em poucas palavras uma ilusão que nos foi vendida já há alguns anos como uma inevitabilidade histórica e triunfal. Um assunto a seguir.

7. Domingo, 6 da tarde, Estádio da Luz, Benfica - AFS. È o primeiro da série para o título. Toda a gente benfiquista sabe o que tem a fazer. Vamos a isto."

Leonor Pinhão, in O Benfica