Últimas indefectivações

domingo, 17 de julho de 2022

Análise ao mercado do SL Benfica


"Como É Que Classificas O Defeso De Transferências Das Águias?

Depois de uma época interna desastrosa e de uma campanha europeia em que até caiu de pé, o SL Benfica vive agora um período de grandes mudanças, quer no plantel, quer na sua estrutura. A entrada de Roger Schmidt, revela que os encarnados voltaram a apostar em treinadores estrangeiros, algo que não acontece desde a saída de Quique Flores.
Já em relação plantel, este parece longe de estar fechado. O treinador alemão decidiu levar 38 jogadores para o estágio em Inglaterra, já com a inclusão das contratações David Neres, que chega do Shahktar Donetsk sem nunca ter jogado um jogo oficial pelos ucranianos, Alexander Bah que vem do Slavia de Praga, Mihailo Ristic do Montpellier, Petar Musa do Boavista e o central João Victor do Corinthians.
O número elevado de jogadores em estágio, vem mostrar que são muitos os casos por resolver no plantel benfiquista, que recebeu 12 regressados de empréstimos, e ainda só conseguiu recolocar seis deles.
De entre os casos por resolver destacam-se o de Pizzi e Chiquinho, no caso dos que regressados, mas também o de André Almeida, Seferovic, Taarabt, Meité e Rodrigo Pinho. Já Ebuehi e Gabriel nem sequer entram nas contas, devendo mesmo estar para breve a sua colocação.
No que toca à atuação no mercado das entradas, depois dos cinco nomes que já estão integrados no plantel, as águias, após desistência da contratação de Reinier, já garantiram Enzo Fernández, ex-médio centro do River Plate que vem trazer grande expectativa para o futuro do futebol encarnado, tanto futebolística como financeiramente falando.
Até porque o próprio já fez saber que o SL Benfica é uma espécie de trampolim para se transferir para um clube maior. Algo que quem anda no futebol já sabe que assim funciona, mas que não é usual esta honestidade gritante.
Resumindo, o SL Benfica contratando um ponta-de-lança, um extremo direito, um médio para a faixa central, dois laterais (esquerdo e direito) e um defesa central, reforçou assim todas as zonas o terreno.
Contratações cirúrgicas, as realizadas por Schmidt e pela estrutura benfiquista com um único objetivo, voltar a levantar o troféu de campeão nacional, que foge das vitrines do museu Cosme Damião desde 2018/2019.
A meu ver, tanto em relação ao timoneiro, como em relação às entradas de jogadores, está no bom caminho. Colmatar a preponderância de Darwin na época transata e melhorar o desempenho do conjunto que atua no Estádio da Luz são os grandes desafios que o SL Benfica terá para a época que se avizinha a passos largos."

5 golos do SL Benfica dignos de Puskás


"Achas Que Estes 5 Golos Do SL Benfica Merecem Destaque Na História Encarnada?

O exercício é hercúleo mas nós tentámos, num esforço conjunto entre memória e pesquisa. Certamente que para trás ficaram muitos que nem televisionados foram – como o famoso remate de Eusébio em Turim, a 40 metros do golo – e portanto foram cartas fora do nosso baralho.
Outros, tão óbvios que dói – Carlos Manuel na final da Taça nas Antas, o primeiro e o segundo de João Pinto em Alvalade – ficaram no banco a descansar que era tempo de descobrir outros tão bons ou melhores.
Tentámos, a todo custo, conjugar a beleza do golo com a importância de todas as circunstâncias que o proporcionaram: e aqui estão, os cinco que não serão os de todos os benfiquistas, que estão convidados a discutir e a sugerir outros, mas um quinteto que merecia prémio.

1. Ricardo Gomes vs. Dnipro, Taça Dos Campeões Europeus 1989-90

 

Um central brasileiro em acrobacia a rematar ao ângulo num jogo europeu fora de casa. O vídeo podia ser o do golo de Luisão em Eindhoven frente ao PSV, em 2010-11, mas o de Ricardo Gomes é mais adornado no capítulo da classe do gesto e da trajetória da bola – directa ao ângulo superior, não em balão como aquela 21 anos depois.
No frio ucraniano, o golo de Ricardo foi a cereja no topo do bolo duns Quartos de Final manifestamente fáceis para o SL Benfica, que assim transitava rumo às Meias Finais e ao embate lendário frente ao Marselha.

2. Poborsky vs SC Braga, Primeira Liga 1998-99

 

O sprint de Rafa desta época não é original por cá. As semelhanças com o golaço do checo Karel são indesmentíveis.
E se a Poborsky já lhe reconhecia talento suficiente para sacar um destes da cartola, é preciso atentar o contexto para perceber como é que um golo consegue estar ainda hoje fixado na memória duma geração inteira: o Benfica passava pelo seu ‘Vietname’, era quarto na ordem de prioridades da Liga Portuguesa.
Nessa época, por exemplo, o Boavista, que ainda não era o Boavistão de 200, veio à Luz acabar com as esperanças de título com uns esclarecedores… 0-3 – e caminhava assim para a quinta época sem título.
Poborsky, junto a PreudHomme, JVP e Nuno Gomes, eram a única garantia que os adeptos tinham de que em campo jogava o SL Benfica e não qualquer outro clube equipado de vermelho. Um golo destes, no meio de tudo isto, justifica todos os elogios.

3. Lima vs Sporting CP, Primeira Liga 2012-13

 

O SL Benfica que tudo perdeu era bem mais entusiasmante que aquele que tudo ganhou: ou seja, o de 2012-13 jogava um futebol muito mais aberto e alegre que o de 2013-14, que compensava em eficácia e pragmatismo.
E se há lance que expõe o brilhantismo dessa época de má memória é o golo acrobático de Lima criado pelo tango de Salvio e Gaitán, os artistas de serviço que alimentavam o brasileiro e Cardozo, a dupla que acaba a temporada com… 63 golos faturados.

4. Eusébio VS La Chaux-De-Fonds, Oitavos De Final Da Taça Dos Campeões 1964-65


O vídeo deixa muito a dever aos standards qualitativos atuais no que toca á qualidade e nitidez, mas o essencial não passa despercebido: recepção orientada, chapelada no central francês e bolão na gaveta – o golo é uma réplica dum ainda mais famoso de Pélé, que chapelou dois antes de finalizar, mas não deixa de ser um lance de levantar o estádio.
O SL Benfica venceria o campeão suíço de 1963-64 por 5-0 (depois de empatar a um na primeira mão) e avançaria rumo aos Quartos, preparadíssimo para voltar a defrontar o Real de Di Stéfano, Puskas ou Amancio, o autor do golo de honra dos blancos no… 5-1 do Estádio da Luz. “Depois é que foram elas” comentava, e bem, Rui Tovar.

5. Vitor Paneira vs Boavista, Final Da Taça 1992-93

 

A época não havia começado da melhor forma com Tomislav Ivic no comando, Toni chegara a meio para salvar como tinha salvado em 1987-88, quando acabou por chegar à final da Taça dos Campeões.
O plantel de 1992-93, em qualidade individual, seria capaz do mesmo feito, se existisse a estabilidade de outros tempos: Mozer, Schwartz, Veloso, Kulkov, Paulo Sousa, Rui Costa, Futre, Pacheco, Paneira, Isaías, João Vieira Pinto, Rui Águas, Mostovoi, Yuran.
Ufa, tanta qualidade que teve a sua única demonstração de força na final da Taça, com o golo inaugural a provar que havia matéria para título europeu. Mas o SL Benfica estava do€nt€ e Damásio havia substituído Jorge de Brito…"

Benfica solidário com vítimas da vaga de incêndios


"O Sport Lisboa e Benfica expressa solidariedade a todos os que estão a sofrer com as consequências desta vaga de incêndios que assola o País e presta homenagem aos milhares de homens e mulheres que, de forma determinada e incansável, os procuram combater.
O Clube manifesta igualmente o seu profundo pesar pela morte do Comandante André Serra, falecido durante um combate a um fogo na região de Torre de Moncorvo, e cuja enorme dedicação cívica e bravura profissional a todos sensibiliza.
Através da Fundação Benfica continuaremos empenhados em diferentes iniciativas que ajudem a prevenir, mas também a mitigar os terríveis efeitos deste momento difícil que Portugal atravessa."

Bastidores: St. George...

Bigodes: Nice...

Fura Redes: Nice...

BI: Nice...

5 minutos: Nice...

Se fosse...


"As pessoas brincam e gozam, mas se fosse o FC Porto era penálti. Nunca esquecer a #ligadafarsa e os #40anosdisto.
O que se passou na época passada tanto na Liga Portugal como nos escalões de formação não se pode voltar a repetir. Os roubos foram absolutamente escandalosos.
Temos de estar unidos na defesa do Benfica!"

Darwin: Teorias que fazem espécie


"Já aqui o dissemos imensas vezes. O futebol é (ainda) um lugar sem misericórdia. E já que estamos nisto estenda-se o pensamento à globalidade. Não só o futebol como o Mundo no geral. Mas, sendo que o que nos interessa aqui é o futebol (que até dá um bom ponto de vantagem para como funciona o Mundo), fiquemo-nos só pelo campo e pela sua periferia (análises, comentários, opiniões nos média e redes sociais acerca do fenómeno). Pois bem, o que é isto de misericórdia? Normalmente temos um conceito muito mais épico de misericórdia, do género de alguém muito poderoso poupar a vida de alguém que não tem meio de defesa. E visto desse prisma tornar-se-á idiótico misturar misericórdia com futebol. Mas a verdade é que, mesmo aquilo que parece um Mundo glamouroso como o do futebol de topo e mesmo pegando-se num jogador que ganha milhões, pode haver, e sofrer-se de, falta de misericórdia. Isto porque a misericórdia é, nada mais e nada menos, do que ‘tirar-se uma foto’ de alguém e formular o argumento de que a pessoa (ou neste caso o jogador) não é, nem será, mais do que isso. E isso sim, é idiótico.
E a mais mediática vítima (desta semana) em relação a esse nefasto aspecto (que já está tão impregnado que nem o questionamos), é alguém com o nome perfeito para ilustrar esta temática. Darwin, neste caso o Nuñez, que sofre com as ramificações das teorias de outro Darwin, neste caso o Charles. Só os mais fortes sobrevivem e, neste caso, bastou um clip de 10 segundos para se tentar instituir o que Darwin vale e condená-lo à categoria de flop. Bem sei que adiante, os minutos jogados na derrota contra o Manchester United, parecem confirmar tudo isso. Mas também sei que quem rejubila agora com essas fotos tiradas a Darwin mais não quer do que ver confirmada a (sua) ideia inicial: a de que Darwin não é jogador para o Liverpool ou a de que Darwin é só aquilo a que já chegou (com os seus defeitos e virtudes) e pronto, por aí ficará – sendo mais fácil descer até uns degraus do que subi-los.
Falamos de Darwin como falaríamos de outro qualquer. Isto porque no futebol e na análise de algibeira tornaram-se hábito estes snapshots. Sendo que muitos dos que defendem a evolução do jogador são também aqueles que querem ver a sua opinião validada. Ora isto é bem simples. Havendo duas hipóteses (ou dá ou não dá, ou vinga ou não vinga) não há pensamento intelectual que seja assim tão necessário. O Zé da tasca pode acertar e o pé de microfone errar – ou vice versa. E o que os dois querem é, basicamente, dizer ‘eu bem vos disse!‘ Como se estivesse escrito na pedra que ‘já falhou‘ ou ‘já deu‘.


Por certo já devem ter dado conta que não estou aqui para dar a minha opinião sobre Darwin. Facto que se explica facilmente pela razão de que não faço, nem posso fazer, a mínima ideia se Darwin terá ou não sucesso na cidade dos Beatles (e nas outras onde o Liverpool for jogar). O que se pode tirar disto é perceber-se que, ainda não tendo acontecido, há milhentas condicionantes a ter em conta. E para cada uma delas um argumento a favor e outro contra. Bem sei que a algumas pessoas lhes dará jeito jogar este jogo mas enquanto o fazem nunca sairão da mente linear, da mente dualista do certo e errado. E mesmo que tenham criado um espírito forte que lhes permite jogar bem esse jogo, esse é um que nada tem que ver com o futebol em si. Ora Darwin tem dificuldades a jogar de costas. Tem algumas carências técnicas, de criação, definição e de finalização. Tem também condições excepcionais para se dar à finalização (especialmente partindo da esquerda) como tem um poderoso remate e é fisicamente impressionante a desgastar defesas (em vários momentos do jogo) como é impressionante a facilidade com que pode virar um jogo tal a quantidade de situações-chave que torna possíveis. Somando-lhe o modelo de Klopp em que é que ficamos? Ah sim, pode dar. Mas também pode não dar. Ok. E então agora o que é que se faz?
Fugindo às certezas absolutas (umas mais refinadas pelo mediatismo, outras mais brutas pelo algum anonimato das redes) importa também dizer que a análise não parte de um desejo. E ao formarem-se opiniões tão definitivas (mas sempre subjectivas), acontece que, depois, tudo o que se passar terá de caber nessa caixa. Por exemplo, esta semana tivemos Darwin a aparecer num treino e a falhar um golo. Vimo-lo depois a falhar outro, já num jogo. Mas se para a semana fugir à defesa e marcar e, de seguida, ganhar um duelo e assistir, em que ficamos? As duas facções vão sempre tentar encaixar qualquer ideia no statement que já fizeram. Vai uma aposta? E se já está pré-definido onde haverá então margem para evolução? E é aqui que o futebol foge e se distingue da análise fácil.


O texto foi escrito antes do Liverpool-Palace desta sexta-feira. E os momentos de Darwin no mesmo confirmam o tal mapa que se desenhou aquando da sua contratação pelos reds. Dificuldades em estender o raio de ação e servir de fixo, servido na profundidade como principal arma. A novidade (que não é assim tanta se nos lembrarmos da sua chegada à Luz) será já a carga emocional num jogo de pré-época. Demasiado ansioso para demonstrar e justificar o valor, o uruguaio terá que perceber que pode trabalhar nas dúvidas que tem e chegar a um balanço confortável na reação à pressão externa que carrega agora nos braços. E pegando no vídeo acima será fácil ver por onde começar. Porém, ao contrário da adivinhação que já se fez, a chave do seu sucesso estará ainda num limbo difícil de prever e dependerá da análise a essas reações (já bem visíveis no segundo jogo de pré-época) e na transcendência das mesmas. Bem sei que a pressão será: ou é perfeito ou não vale nada. Mas Darwin terá que estar acima dessa dualidade e apresentar-se o mais neutro e tranquilo possível. E a evolução começa aí. Ainda bem que tem Klopp com ele.

Tudo isto para dizer que em futebol isso interessa zero. Bola. E o futebol real está tão longe desse pensamento a preto e branco que deveria envergonhar quem, do lado de fora, o ‘analisa’ com a sobranceria de tudo saber e de tudo prever. Já aqui o disse: é impossível saber se Darwin (mesmo tendo falhado um golo no treino) terá sucesso. Mesmo que dê jeito a uma ideia preconcebida e que valide o ego de quem a adoptou, é impossível. E porque é que é impossível, meus caros?
Porque o que tornará possível ou impossível não é o mapa que nós desenvolvemos ao ver o Darwin jogar. É o território real que o comanda quando ele joga: a mente. E bem sei que conhecem o físico do Darwin, as fintas do Darwin (e a falta delas), as movimentações… e que alguns até conhecem tudo isto a um detalhe muito interessante. Mas o que vai definir muito do sucesso de Darwin são as suas reações mentais. E essas virão da ideia de si próprio (já que tanto se fala em identidade) e da abertura da mesma para evoluir. Como irão depender da ideia de si próprio em relação ao jogo (já que se fala tanto na mente) e das emoções (positivas ou negativas) com que vai forçar essas duas ideias anteriores no seu jogo. E na análise a esses três factores mentais estará muito do que o Darwin é hoje, como estará muito do que Darwin poderá vir a ser no futuro. E o que preocupa agora Klopp não é se ele vai dar já ou não, ou se der quando o vai fazer. O que Klopp se foca agora é no processo de crescimento e transcendência do jogador, e mesmo esse dependerá da abertura de Darwin e das suas reações a esta nova (e intensa a todos níveis) realidade. O trabalho com Darwin será esse, o de primeiramente acabar com qualquer dúvida na sua mente para que possa agir livremente e não reagir aos medos que advêm dessas dúvidas. E só transcendendo essas poderá estar liberto para agir e não reagir a tantas e tantas ‘fotos‘ que vão tirar dele dizendo: isto é o que o Darwin é! Mas o que o Darwin é, primeiramente, é alguém que pode perfeitamente pegar num aspecto menos evoluído e, com o devido trabalho, transcendê-lo. Isso é o que somos todos, embora as dúvidas disso (e a falta de misericórdia) tenham tirado fotos de todos nós para nos definirem limites. E o futebol (e sua periferia) não pode ir nessa cantiga. Há um processo com vista à evolução. Esse em futebol é importante (nuclear até), no totobola nem tanto. Mas como dizia o outro: com a medida que me julgaste a mim, já te julgaste a ti próprio!"

sábado, 16 de julho de 2022

Vermelhão: Sinais positivos...

Benfica 3 (5) - (4) 0 Nice
(Yaremchuk, Dias, Vertonghen, Tó Silva, Pizzi)


Mais boas indicações, essencialmente na 1.ª parte, onde jogámos bem e acabámos por concretizar... O resultado ao intervalo foi ligeiramente pesado, premiando o acerto nas bolas paradas do Benfica!
Mas a pressão alta, resultou... e hoje, notou-se melhorias no momento em que a 1.ª linha de pressão foi ultrapassada, com toda a equipa a 'fechar' no meio!

Apresentado num dia, titular no dia seguinte!!! O facto do Enzo, estar a meio da época, ajudou... mas acabou por jogar com companheiros novos, num esquema que não está habituado, numa partida que apesar de pré-temporada, foi jogada numa velocidade muito superior ao que ele estava habituado na Argentina, especialmente a forma como os Franceses também pressionaram no meio-campo!

Regresso do Otamendi, que 'adora' jogar na antecipação... bem coadjuvado pelo Morato, que me parece, será titular 'descarado'!
O Tino sabia que esta era a última hipótese de se fixar no Benfica, nas férias preparou-se para isso, mas além da questão física (que às vezes nas pré-temporadas pode enganar!), parece-me estar bastante melhor, no passe: tanto na velocidade com que larga a bola, como na 'decisão'!
Rafa nas suas sete quintas! Com os Extremos a jogar 'por dentro' como 2.ºs avançados (as linhas ficam para os laterais), o Rafa só tem que estar 'feliz', pois ele nunca foi um extremo de Linha...
Neres a demonstrar que será um desequilibrador ofensivo essencial... tanto na bola corrida, como na bola parada!
A aposta do Ramos como ponta-de-lança, indica que o Algarvio vai lugar com o Henrique e com o Chuk pelo lugar, e não na posição que tem sido ocupada pelo João Mário...

No 2.º tempo, as coisas mudaram, o Bah voltou a demonstrar qualidade... mas a imagem que ficou, foi da lentidão de alguns jogadores. Algo que pode ser 'fatal' tendo em conta o esquema de jogo do nosso treinador...
Pizzi e Vertonghen (1.º jogo), com muitas dificuldades... e o Meite com as habituais paragens cerebrais (inconstância constante...!!!). O puto Silva, vai jogar na B (com a entrada do João Vítor e depois do Veríssimo), mas ultrapassou claramente o Tomás Araújo (empréstimo será a melhor opção...)-
Entre o Chiquinho e o Pizzi, prefiro claramente o Chiquinho neste momento...
Pena a lesão do Ristic, que vinha a dar boas indicações...

João Vitor, Weigl e Musa, ficaram de fora por questões físicas.
Importante tomar 'decisões' no final deste Torneio... Dispensas urgentes!

Já agora, este Nice, ficou em 5.º lugar na Liga Francesa, à frente do Lyon, e a 5 pontos do 2.º lugar! Uma equipa do 'segundo pelotão' atrás do PSG, e que vai lutar pela entrada direta para a Champions! Portanto um adversário de valor...

A novela Horta, promete durar até ao último dia do mercado! É de facto pena, porque o Horta encaixa neste esquema que nem uma luva, e neste momento no trio de médios ofensivos (Rafa, Mário e Neres) não temos opções de igual valia no banco (o Moreira ainda está 'verde'). Mas por mim, o Benfica devia procurar opções, porque ao jogar com um ponta-de-lança, é essencial os jogadores do meio-campo ofensivo marcarem golos... E ficar 'dependente' do Salvador, neste mercado de transferências, é uma politica extremamente perigosa!

3 anos sem Jonas, 3 momentos marcantes


"Jonas Despediu-se Da Luz Há Três Anos E Há Quem Ainda Suspire Pelo Antigo Avançado Brasileiro

Parece que foi ontem. Mas na verdade, fez no passado domingo três anos que Jonas Gonçalves Oliveira, também conhecido por “Pistolas”, ou simplesmente Jonas, deixou o SL Benfica e encerrou a sua carreira como futebolista.
Dirão os mais nostálgicos que as saudades pelo brasileiro continuam a fazer-se sentir e não é para menos. Foi um jogador decisivo nos vários troféus que venceu pelo clube da Luz e o tetra-campeonato foi o ponto mais alto dessas conquistas.
Jonas deixou o Valência CF e assinou pelo clube encarnado no dia 12 de Setembro de 2014. Foram muitos os que na altura duvidaram do sucesso que podia ter em Portugal, ou não fosse conhecido no Brasil como o “pior avançado do mundo”, além da sua idade já a caminhar para a reforma que no mundo do futebol começa a partir dos 30 anos.
Mas cedo se percebeu que estávamos na presença de um craque e logo no jogo de estreia marcou o seu primeiro golo com a camisola das águias. Era o início de uma bela história de amor entre o avançado brasileiro e o SL Benfica que começou a crescer ainda mais no encontro seguinte para a Taça de Portugal, ao apontar um hat-trick frente ao SC Covilhã.
O resto da história daí para a frente já toda a gente conhece com golos para todos os gostos e feitios. Ganhou rapidamente a admiração dos adeptos, que mais tarde começaram a tratá-lo como um Deus, fazendo-lhe vénias quando marcava ou era substituído.
A velocidade não era de todo o seu ponto forte mas a sua astúcia, a técnica apurada e o seu sentido de oportunidade, faziam dele um avançado temível para qualquer adversário. Jonas era aquele tipo de jogador que aparecia sempre no momento certo para finalizar e revelava sempre muita calma na hora de atirar à baliza.
Mas o brasileiro não era só bom de bola e fora dos relvados era um homem bastante alegre e com um grande coração. Carregou muitas vezes a equipa às costas e foi nas costas que usou dois números enquanto jogador do SL Benfica. Primeiro com o 17 nas duas primeiras épocas e depois com a mítica camisola 10 após a saída de Nico Gaitán.
Jonas despediu-se da Luz em lágrimas no dia 18 de maio de 2019, onde fez o seu último encontro oficial com o manto sagrado. Haveria depois uma nova despedida, esta sim de fim de carreira, num jogo amigável que lhe serviu de homenagem.
Em cinco anos fez 183 jogos e marcou 137 golos, tornando-se no segundo melhor marcador estrangeiro da história do clube. Foi por duas vezes o melhor artilheiro da Liga e ajudou a conquistar quatro Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e duas Supertaças. Para trás, deixou um legado que ainda hoje está por preencher e parece não existir um sucessor à vista.
Passou por algumas fases menos boas mas foram mais os momentos positivos do que negativos e são esses que ficam na memória. Eis os três momentos que considero como os mais marcantes de Jonas com a camisola do SL Benfica.

1. Herói do Bessa deixou livre o caminho para o “Tri”
Há golos que valem campeonatos e na época 2015/2016 isso teve um significado ainda maior. Após o derby de Alvalade onde o SL Benfica passou para o primeiro lugar no campeonato com um golo também ele decisivo de Mitroglou, os encarnados estavam proibidos de perder qualquer ponto que fosse na reta final da Liga para não verem novamente o Sporting CP no topo da classificação.
No dia 20 de Março de 2016, a formação da Luz viajou até à cidade do Porto para defrontar o Boavista FC num jogo que se adivinhava e provou ser difícil. Quando toda a gente pensava que o encontro ia terminar num empate a zero, eis que aos 92 minutos, Jonas iniciou e concluiu a jogada para o único golo da partida.
De repente, o Estádio do Bessa transformou-se num vulcão encarnado em erupção e os minutos que se seguiram foram de autêntica loucura como há muito não se via. Sabia-se da importância que este jogo tinha para o desfecho do vencedor do título e só Jonas conseguiu encontrar esse caminho para a felicidade que culminou com a conquista do tricampeonato semanas mais tarde.
Este foi, muito provavelmente, o golo mais importante da carreira de Jonas ao serviço do SL Benfica.

2. O jogo do tetra e um chapéu para mais tarde recordar
O dia 13 Maio de 2017 vai ficar para sempre guardado na memória de todos os benfiquistas. Foi neste dia que o SL Benfica conseguiu, finalmente, alcançar o tão desejado tetracampeonato, uma proeza nunca antes conseguida na história dos encarnados.
As águias venceram o Vitória SC por 5-0 e Jonas foi uma vez mais um dos melhores em campo com um bis e uma assistência. Aliás, os dois últimos golos desse jogo foram da autoria do craque brasileiro que fechou com chave de ouro uma partida inesquecível.
Inesquecível foi também a forma como Jonas marcou o quarto golo da equipa, num chapéu perfeito ao guarda-redes vimaranense. Um momento de pura magia do antigo avançado que levou à loucura os 65 mil espectadores que encheram o Estádio Luz nessa tarde.

3. Golo 100
No dia 26 de Novembro de 2017, SL Benfica e Vitória FC defrontaram-se no Estádio da Luz em partida da 12ª. jornada do campeonato. Foi um jogo relativamente fácil para as águias que golearam os sadinos por 6-0, mas para a história fica o golo 100 de Jonas com a camisola encarnada.
Decorria o minuto 39 quando Pizzi bateu um pontapé de canto e meteu a bola direitinha na cabeça de Jonas para este atirar para o fundo da baliza e alcançar esse número redondo. O “Pistolas” foi mesmo considerado o melhor em campo nesse encontro, pois ainda marcou o golo 101 e fez uma assistência."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica reitera o seu integral comprometimento e disponibilidade para uma total colaboração com a Justiça, à imagem do que sempre tem acontecido.
Em face da multa recentemente aplicada pelo Supremo Tribunal de Justiça, relativa a um atraso no envio de informação requerida pelas autoridades no âmbito do processo Lex, cumpre ao Sport Lisboa e Benfica clarificar:
1) O departamento jurídico do Sport Lisboa e Benfica foi notificado no dia 08/06/2022.
2) A resposta à referida notificação implicou uma compilação superior a 500 páginas (com consulta de muitas mais) e acesso a informação dispersa e sobre várias temáticas, com mais de 5 anos, a qual se encontrava já em arquivo.
3) A informação foi entregue, por via postal, no dia 07/07/2022.
4) No dia 08/07/2022 o Sport Lisboa e Benfica foi notificado para pagar uma coima de €306,00 e foi-lhe concedido um prazo de 5 dias para juntar a referida documentação. O que já tinha sido feito.
5) O Sport Lisboa e Benfica, no requerimento em que juntou os Documentos, colocou-se, como sempre faz, à disposição do Tribunal para esclarecer qualquer questão que fosse colocada no âmbito do processo, pelo que continuará a colaborar com a Justiça, como sempre fez.
6) O Sport Lisboa e Benfica não é arguido no processo em causa."

A paixão do desporto passa nos genes


"Um avô gigante, uma mãe exemplar e uma neta cheia de potencial são o rosto do râguebi do Benfica

É natural ver os filhos seguirem as pegadas dos pais, pois são o seu modelo enquanto indivíduo. No desporto, a probabilidade acresce, acabando por ser uma forma do filho se manter mais próximo do pai e um motivo de alegria para este.
Na família benfiquista, muitos foram os filhos que seguiram os pais. Mas há casos excepcionais em que a paixão passa pelo pai, pelo filho e chega à terceira geração, como se de um gene se tratasse, como é o caso de uma família benfiquista que tem o râguebi nas veias.
Tudo começou com Carlos Nobre, nome que se liga diretamente ao Benfica pelos anos que serviu enquanto jogador, treinador e presidente da secção. Em campo colocava a sua experiência, visão e capacidade de decisão. Em mais de 50 anos de dedicação, conquistou dezenas de títulos como jogador e treinador das equipas masculinas e femininas.
A sua filha, Sofia Nobre, seguiu as pegadas do pai e foi a principal impulsionadora da formação do râguebi feminino em Portugal, nos anos 80. Em 2001, esteve na frente do arranque oficial das competições femininas, na equipa que já representava, o CD Pescadores da Costa da Caparica. Em 2004/05, esta equipa passou a integrar o Benfica que, assim, deu início à secção feminina de râguebi. Com mais de 50 anos, Sofia Nobre é uma das atletas mais velhas no activo, em campo, em Portugal, e pelo Benfica conta com uma trintena de títulos em múltiplas variantes de râguebi.
A filha de Sofia, Matilde, neta de Carlos Nobre, nasceu já no século XXI e conta com o râguebi nos genes paternos também, pois Francisco Goes foi múltiplas vezes campeão na viragem do século pelo GD Direito. Ainda na barriga da mãe, terá 'treinado' até aos 6 meses de gestação. Aos 7 anos, tomou a decisão de praticar o desporto da família depois de ir com os pais a Inglaterra assistir ao Mundial de râguebi feminino.
Apesar da preocupação dos pais, Matilde Goes demonstrou ser uma criança com grandes aptidões e, depois de fazer a formação no antigo clube do pai, ingressou no Benfica nos sub-14. Ainda com 13 anos alinhou pela equipa sénior, com a qual conquistou o seu primeiro de cinco títulos: o Campeonato Nacional de Sevens.
Actualmente joga com a mãe na equipa feminina de râguebi encarnada, desejando 'manter a ligação umbilical que tem' com a modalidade que lhe está na família e no coração, muito antes de ter nascido.
Conheça estas e outras figuras que fazem parte da história do râguebi benfiquista na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

sexta-feira, 15 de julho de 2022

2011 / 2022...

 

De Águia ao Peito, in Facebook

Enzo


Mais uma novela de Verão terminada, com a apresentação oficial de Enzo Fernández, como reforço do SL Benfica.
Mais um nome, que à partida, parecia impossível, mas que neste momento é jogador do Benfica. Nas últimas épocas, o Benfica aparentemente esteve interessado em jogadores do River Plate, mas houve sempre algum obstáculo que não permitia o negócio! Desta vez, apesar de todas as incertezas, tudo se resolveu...


Pessoalmente, acho que fizemos uma grande contratação. Um verdadeiro 'oito', um box-to-box, que defende, mas que também sabe atacar, e até marca golos com alguma regularidade, normalmente com remates de longa distância! Mas que também sabe, pautar jogo, com passes curtos e longos... e quando é preciso, também sabe driblar! Provavelmente, no futuro próximo titular da seleção argentina, no miolo!

Com o sistema de duplo-pivot que o novo treinador gosta, será essencial no sucesso da época. Vindo com ritmo de jogo, poderá ser fundamental nesta fase inicial, incluindo as qualificações da Champions!

St. George Park!!!

💬 Roger Schmidt [Münstersche Zeitung]:


"«Não sei se é o meu clube de sonho, é difícil dizer isso, mas é, sem dúvida, um clube especial. Senti-o desde o início, quando estabelecemos contacto. Estou em Lisboa há 2 semanas e consigo sentir a paixão e o amor que há pelo Benfica»."

Bom início do nosso treinador!

Treino!!!


"Disfarçar para quê? Já todos sabem que o Portimonense é o FC Porto B e que são 6 pontos garantidos antes do campeonato começar. Esta é só mais uma prova do que temos vindo a dizer ao longo dos anos e que se comprova todas as épocas. Por alguma coisa o Portimonense não vence ao FC Porto há 32 (!) anos.
A cereja no topo do bolo é o jogo-treino à porta fechada para treinar os lances estudados do FC Porto. Sim, lances estudados que ninguém pode saber, menos o Portimonense.
O futebol português é um lodo.

P.S.: Conceição utilizou dois onzes, ou seja, muitos jogadores devem ter ficado baralhados se jogavam pelo FC Porto ou pelo Portimonense, já que ambos os onzes pertencem na realidade à mesma equipa e só muda o nome."