Últimas indefectivações

sábado, 14 de janeiro de 2017

Vitória no Faial...

Sp. Horta 23 - 33 Benfica
(11-12)

Após uma longa paragem o regresso do Campeonato, com um jogo no Faial...
Destaco as muitas exclusões de jogadores do Benfica, numa partida teoricamente fácil!!!

O novo reforço, que veio substituir o Terzic, Jernej Papez, ainda não jogou...

Qualificação carimbada...

Benfica 7 - 3 Lodi

Estamos nos Quartos-de-final da Liga Europeia, onde vamos defrontar o Liceo da Corunha.
O jogo até não começou bem, pois começamos a perder, mas antes do intervalo, resolvemos a contenda, com um 5-1, e com hóquei de bom nível...
O 2.º tempo foi mais pausado, gerindo a vantagem... destaco os vários penalty's desperdiçados por nós (novamente), e os minutos do João Sardo a este nível...

O caminho para a final:
Benfica/Liceo vs. Reus/Corruptos
Oliveirense/Vic vs Barcelona/Forte del Marni

PS: Os Lagartos foram perder a Itália, foram eliminados, e acabaram à porrada... tudo normal!!!

Penta-Campeões

O sagrou-se hoje Penta-Campeão Nacional de Estrada no sector Masculino. Depois de tantas aldrabices no defeso, conseguimos renovar o título principal...
Alberto Paulo 2.º; Samuel Barata 3.º; Hermano Ferreira 4.; João Silva 9.º
As meninas, mesmo se a Dulce Félix não tivesse com gripe, seria quase impossível, sem a Dulce, e com outras ausências... nem sequer tivemos atletas suficientes para participar colectivamente. Mesmo assim a Marta Pen deu uma perninha e ficou em 3.º...

A FPA sem surpresa decidiu a favor da Lagartada, nos vários casos de atletas do Benfica, com contrato, que foram desviados para a Osgalhada... Esta decisão não é o fim da novela, pois o Benfica vai recorrer seguramente para os Tribunais, onde é esperado termos razão...
Recordo ainda, que a FPA anda a cancelar provas de Juniores, dificultando a vida ao Benfica, que assim não pode inscrever atletas Juniores nas provas de Sénior por falta de marcas!!!


PS1: Parabéns pelo 6.º lugar do Paulo Gonçalves em mais um Dakar, onde nunca conseguiu recuperar de uma penalização forte (1 hora)... com várias etapas canceladas devido às fortes chuvas, a 'janela' de recuperação ficou muito pequena! Sem a penalização teria sido novamente 2.º !!!
Chegou ao fim, voltou a demonstrar grande carácter nas pistas, ajudando inclusive adversários directos em dificuldade...
É tentar novamente para o ano, o Speddy já provou ter velocidade para andar na frente, é uma questão de 'diminuir' os azares, nesta maratona das areias...!!!

PS2: No Nacional de Marcha masculino, na prova de 35 Km, também vencemos individual e colectivamente, com o Pedro Isidro (1.º), Miguel Carvalho (3.º), e Miguel Rodrigues (4.º)... Nos femininos, vencemos individualmente, com a Mariana Mota, nos 15Km.

Apertada...!!!

Benfica 3 - 0 Castêlo da Maia
25-22, 28-26, 25-22


Os parciais não enganam, não foi fácil...

O Benfica anunciou a saída do jovem João Oliveira (regressa a Guimarães) a meio da semana, era a nossa última opção para a Zona 4, jogava pouco, mas com a média alta de idades dos nossos principais jogadores, é preocupante olhar para o futuro a médio prazo desta secção... temos que encontrar 'sangue novo'!

Na Liga tudo é diferente...!!!

Benfica 89 - 66 Maia
27-13, 11-14, 28-12, 23-27

Mesmo sem o Hollis, fácil regresso às vitórias... Com o fim das aspirações Europeias (ainda temos 2 jogos), temos que nos concentrar totalmente na Liga interna, onde o 1.º lugar na fase regular é fundamental...

Três empreitadas

"Em paz, e sem fazer alarde dos seus cometimentos, arrematou o Benfica três empreitadas de monta no exíguo espaço de três dias. Não custará a ninguém de bom senso reconhecer que todas elas se antecipavam como extraordinariamente difíceis e, por isso mesmo, os seus desfechos foram tão bem acolhidos entre os adeptos benfiquistas que, por natureza, são exigentes. A meteórica questão, que a todos encheu de alegria, foi o Benfica ter ido a Guimarães de autocarro vencer o Vitória em jogo a contar para o campeonato e, três dias depois, ter voltado a Guimarães de comboio para vencer novamente o Vitória qualificando-se para a final four da Taça CTT. E no meio disto tudo, e em tão curto intervalo, ainda conseguiu despachar o Taarabt de avião para Génova, o que não é, de todo, a flor menor deste pequeno ramalhete.
Tal como os habitantes reservistas do Benfica souberam aproveitar a oportunidade que lhes foi dada no último jogo de Guimarães, dando razão a Rui Vitória que não se cansa de dizer que no Benfica 'não há primeiras nem segundas linhas', também o departamento de marketing da Luz continua a saber aproveitar a favor do Benfica os melhores insultos e as pândegas desconsiderações que a regular carreira da equipa de futebol sempre vai suscitando entre os seus adversários mais gritantes. Assim, depois do enorme êxito anímico e comercial que foi o lançamento do cachecol do 'colinho' já está à venda nos lugares autorizados um novo produto oficial para o frio. Trata-se do cachecol 'a culpa é do Benfica' e tudo indica estar à vista novo sucesso de estima e de vendas, naturalmente. Tem muito que se lhe diga e não está ao alcance de todos esta arte de reverter em bom humor e em euros o triste menosprezo, a desconchavada ofensa e os demais produtos oriundos dos cérebros criativos do 'inimigo'. Que bom sinal dos tempos significaria o risonho lançamento do cachecol 'carrega, Carnide' ou da echarpe 'estado lampiónico' para os dias santos. Que não demore.
Ontem o presidente do Futebol Clube do Porto cumpriu a notável soma de 12.684 dias (304.416 horas ou 18.264.960 minutos, como preferirem) no exercício da função mas pouco se ligou a este feito porque o presidente do Sporting, que não pode ver nada, demorou apenas 54 minutos a instalar e a negar um blackout e imediatamente, em termos de impacto social, deu cabo da efeméride do colega mais velho. Não se faz."

Para Bruno de Carvalho as verdades de hoje são as mentiras de amanhã

"«Se apenas houvesse uma verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre um mesmo tema»

A história seria quase anedótica se não fosse lamentável. Em Outubro, o jornalista Rui Miguel Tovar lançou em Alvalade, o 'Almanaque do Leão', que o Sporting lhe tinha encomendado. Bruno de Carvalho apresentou a obra, louvando 'a paixão e o carinho' com que foi escrita e vaticinado que esta iria 'cada vez engrossar mais, sem grandes necessidades de correcções'. Mas o que parecia uma certeza foi afinal fogo fátuo. Respondendo a uma questão de um colega jornalista, Tovar assegurou que o Sporting tinha mesmo 18 títulos de campeão nacional e não os 22 que o presidente do clube vinha reclamando. Ao que parece, ninguém em Alvalade se dera ao trabalho de ler o livro. O que fazer então? Simples: Bruno de Carvalho, tão empenhado em reescrever a história dos 'leões', ordenou que a obra fosse emendada para incluir os 4 títulos. O jornalista recusou-se a alinhar nesta farsa e a notícia do lançamento foi até apagada do site do Sporting arrumou a questão, incluindo as quatro conquistas do antigo Campeonato de Portugal (uma prova jogada a eliminatórias) no palmarés da Taça de Portugal.
Este episódio diz muito sobre Bruno de Carvalho. Para o presidente do Sporting só uma verdade interessa: a dele. Mesmo que ela seja uma grande mentira. Quando, na semana passada, o líder leonino anunciou que era a última vez que o Sporting iria ter 'uma intervenção calma e ponderada' sobre a arbitragem, só um tolo poderia acreditar - há um mês que em Alvalade não se fala de outra coisa, sobretudo depois da derrota na Luz e, mais recentemente, do desaire em Setúbal, para a Taça da Liga.
As críticas do Sporting tê, poupado apenas o presidente do Conselho de Arbitragem (CA), José Fontelas Gomes, que segundo os 'leões' herdou uma tarefa 'minada' pelo seu antecessor, Vítor Pereira. Fontelas Gomes é também pai de um jovem que, no início da época, reforçou a equipa de sub-16 do Sporting. O rapaz não tem obviamente culpa de o pai ser o respnsável da arbitragem em Portugal, nem este tem culpa de o filho ter jeito para a bola, mas o episódio faz lembrar um velho ditado: «À mulher de César..» O que se diria em Alvalade se, durante a presidência de Vítor Pereira, fosse um filho deste a reforçar o Benfica. Alguém acredita numa 'intervenção calma e ponderada«?
Foi Pimenta Machado, antigo presidente do Vitória de Guimarães, quem celebrizou uma expressão que entrou na cartilha dos responsáveis leoninos: no futebol 'o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira'. Jorge Sousa, que era o preferido de Bruno de Carvalho para apitar o jogo com o Benfica, é apontado agora como o responsável pela crise leonino. E alguém ainda se lembra da defesa que o Sporting fazia aos árbitros e dos seus responsáveis no início da época? Em Setembro, era assim que Nuno Saraiva, o director de comunicação do clube, respondia ao que dizia serem pressões do Benfica e do FC Porto sobre os homens do apito. 'Fica o aviso sério de que estamos atentos e não deixaremos vingar este modeo de criar ruído para esconder debilidades e de fazer pressão sobre a arbitragem, seja na entidade que a tutela ou na sua associação ou directamente nos árbitros que a exercem'. Quatro meses, e alguns desaires no terreno de jogo, bastaram para pôr fim a esta lua de mel.
Às vezes não são precisas mais do que algumas horas para pôr a nu a esquizofrenia leonina. Esta semana, no final da reunião que o CA promoveu com os clubes, louvou o 'espírito' do órgão federativo e lembrou que este tem contado com o apoio do Sporting para pacificar e credibilizar a arbitragem. Alguém acreditou? Se dúvidas houvesse, ficaram desfeitas na manhã seguinte, quando Octávio Machado, director do clube para o futebol, manifestou 'repúdio' pela análise que o CA fez nessa reunião, entre outros casos, dois dos lances onde os 'leões' reclamaram penáltis na Luz por alegada mão na bola de jogadores do Benfica. Na primeira jogada, protagonizada por Pizzi, os responsáveis da arbitragem defenderam que esta resultou de uma 'acção involuntária e acidental, pelo que a mesma não constitui infracção'. Já no acso que envolve Nélson Semedo consideraram tratar-se 'de uma lance difícil e de dúvida'.
O problema do discurso de Bruno de Carvalho e do Sporting é que no futebol não há uma só verdade: esta depende sempre da cor com que é olhada. Um mesmo lance pode ser julgado como involuntário por um especialista e como intencional por outro. E isso não há videoárbitro que resolva.

PS: Já depois desta crónica estar escrita, o Sporting anunciou que não iria falar aos 'media' durante uma semana 'para além do que está regulamentarmente estipulado', aquilo a que no futebol se chama 'blackout'. Menos de uma hora depois do primeiro comunicado, o clube enviou outro às redacções, onde esclarece que a decisão não se trata de... um 'blackout'. Na nova máxima de Bruno de Carvalho, o que é verdade hoje é mentira minutos depois."

2.ª vitória consecutiva...

Cova da Piedade 1 - 2 Benfica B


Parece que voltámos aos bons resultados, sem transmissão televisiva, parece que jogámos bem, principalmente na 1.ª parte... O Cova da Piedade depois do início de época muito forte, tem baixado de rendimento.

Benfiquismo (CCCXLVIII)

Hoje é dia de peregrinação...

Antevisão...

Uma Semana do Melhor... na Lateral Esquerda !

Jogo Limpo... coacção sobre as arbitragens!

Angústia de uns, alegria de outros

"Sejamos justos, é uma angústia para os nossos adversários assistir à nossa época. Essa angústia é inversamente proporcional à nossa alegria. Ainda bem. As duas vitórias em Guimarães aumentaram a angústia de uns e alegria de outros. A vitória de sábado para o Campeonato foi mais importante, a conquista de terça-feira para a Taça da Liga foi mais decisiva. «Vitória» e «conquista» são boas expressões quando se ganha em Guimarães.
Estamos na final four da Taça da Liga com mérito, numa competição em que, este ano, vários emblemas estavam desesperados por vencer, mas que só quatro a podem conquistar. Todos os ex-vencedores (V. Setúbal, SC Braga e sete vezes o Benfica) da prova estão na fase final no Algarve, não houve surpresas na competição até agora.
Seguimos com os objectivos da época intactos e todos eles mais próximos de se concretizarem. Rui Vitória segue alheio ao ruído (mas atento), focado no caminho, com os olhos nos objectivos. Numa semana em que vários profetizaram uma aproximação do segundo ao primeiro classificado, deu-se uma aproximação do segundo ao quarto classificado. É bom alargar distâncias, porque, com o nosso calendário tão cheio e apertado, poderemos ficar ao alcance de agendas desportivas menos preenchidas.
Segue-se o Boavista para o Campeonato e o Leixões para a Taça de Portugal. São dois históricos do futebol português que já venceram as provas em que os vamos defrontar. Nada será fácil neste nosso caminho. Só um atitude muito séria e competitiva nos garante estar próximo da vitória. O relaxamento seria o nosso pior adversário nesta fase, em que parece não haver adversários.
Marco Silva foi treinar o último classificado da Liga Inglesa. O Hull City contratou um grande treinador, mas tenho dúvidas de que Marco tenha feito uma grande escolha. Um grande desafio para um óptimo treinador."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Vitória em Sexta 13 !!!

Benfica 2 - 1 Leões de Porto


Regresso às vitórias, num jogo onde voltámos a demonstrar muito ansiedade no momento do remate, desperdiçando assim muitas oportunidades... e acabámos o jogo a 'sofrer' o 5x4 !!!
Como também já é habitual, os jogos com os Leões são sempre muito 'picados', o Bruno Coelho já tem idade para ser mais inteligente... Após várias agressões em várias partidas, o João Silva, levou um vermelho, num jogo contra o Benfica (se calhar no lance onde menos merecia!!!).

Cadê os outros?

"Não vamos aturar mais isto - disse ele do cimo das pirâmides, como se alguém o estivesse a contemplar.
Pouco arranjado e hirto, vociferou contra o ar e logrou cativar a audição de umas quantas pessoas.
É a última vez que vamos mostrar esta postura tranquila em relação às arbitragens - leia-se, para a próxima vez 'vai haver molho'.
Se lutarmos com as mesmas armas, de certeza que em Maio vamos ser felizes - ou seja, inventando uma pretensa manhosos - ou seja, vamos ganhar pela porta do cavalo e com armas!
E rematou novamente - Não vamos aturar mais isto!
Ora, que se saiba, são afirmações graves e cheias de conteúdo.
Nos termos do art.º 4.º, alínea a) do Regulamento Disciplinar da Liga (RDL), definem-se clubes, como os clubes e sociedades desportivas.
Por sua vez, nos termos do art.º 4.º, alínea c) do (RDL), são «dirigentes dos clubes», os titulares dos respectivos órgãos sociais.
Nos termos do art.º 17.º do (RDL), é infracção disciplinar o facto voluntário, por acção ou omissão, e ainda que meramente culposo, que viole os deveres gerais ou especiais previstos nos regulamentos desportivos e demais legislação aplicável.
Nos termos do art.º 18.º, do (RDL), as infracções disciplinares classificam-se em muito graves, graves e leves.
Nos termos do art.º 19.º, são deveres e obrigações gerais, que as pessoas e entidades sujeitas à observância das normas previstas neste Regulamento devem manter conduta conforme aos princípios desportivos de lealdade, probidade, verdade e retidão em tudo o que diga respeito às relações de natureza desportiva, económica ou social.
Primeira pergunta: O que foi dito é leal, verdadeiro e recto?
Continua o mesmo artigo, que aos sujeitos referidos no número anterior é proibido exprimir publicamente juízos ou afirmações lesivos da reputação de pessoas singulares ou colectivas ou dos órgãos intervenientes nas competições organizadas pela Liga, bem como das demais estruturas desportivas, assim como fazer comunicados, conceder entrevistas ou fornecer a terceiros notícias ou informações que digam respeito a factos que sejam objecto de investigação em processo disciplinar.
Segunda pergunta: Não é lesivo da reputação dos árbitros o que foi dito?
Nos termos da subsecção que regula as infracções dos dirigentes, no art.º 130.º do (RDL) é considerada infracção muito grave as declarações sobre arbitragem antes dos jogos e sobre a organização das competições.
Terceira pergunta: Não foi o que foi feito antes do jogo Sporting-Feirense?
Perante isto, o vocábulo que mais me assome ao cérebro, é do intocável!
Para quando existirá Justiça e verdade disciplinar?!
Estão todos cheios de Medo!

AC Milan
O AC Milan foi comprado por chineses. Os chineses, fazem todos sociedades no Luxemburgo, porque são mais rentáveis fiscalmente e ninguém diz nada.
Anda-se atrás é dos Europeus que as fazem no Luxemburgo, ou na Irlanda!
Esta sociedade chama-se Rossoneri Sport Investment Luxemburg S.à.r.l. que comprou 99,93% do Milan à Fininvest de Berlusconi.
Por enquanto a sócia desta empresa é outra empresa, mas fiduciária denominada la Orangefield (Luxemburf) S.A., tudo muito transparente!
E pronto, quem tributa os chineses? Ninguém claro!
(...)"

Pragal Colaço, in O Benfica

Mais um passo rumo ao tetra

"A excelente vitória obtida em Guimarães, fruto de uma exibição personalizada, lançou o já lançado Benfica para a conquista do tão desejado e nunca alcançado tetra. O regresso de Jonas aos golos, agora no quarto posto do ranking dos melhores goleadores estrangeiros da história do Benfica em competições oficiais (30.º no total), é outro motivo de celebração.
Assim como o regresso da dupla Jonas-Mitroglou, tão bem sucedida na temporada passada (52 golos no campeonato), com o último, assistido pelo primeiro, a ser o autor do segundo golo Benfiquista.
Mas o que realço do nosso triunfo é a naturalidade com que o mesmo foi aceite por todos (passando relativamente despercebida a substituição forçada de Fejsa por lesão a meio da primeira parte). A consistência exibicional da nossa equipa tem sido o seu maior trunfo e a historieta das arbitragens, só evocada, nem sempre justamente, pelos nossos adversários quando lhes dá jeito, o que felizmente tem vindo a acontecer diversas vezes esta temporada, cai em saco roto na medida em que tem sido por demais evidente que entre Benfica e adversários há, sobretudo e até esta fase da temporada, diferenças qualitativas da mais variada ordem, desde a composição do plantel à orientação técnica, passando pela gestão e comunicação, que resultam na inevitabilidade do nosso sucesso. Arbitragens? Que tal as de Paços de Ferreira e Alvalade?
P.S.1: Jorge Coroado (de azia e ridículo) descortinou um fora-de-jogo de Mitrolgou no lance do nosso segundo golo. Louve-se-lhe a coerência: É tão péssimo comentador como péssimo árbitro que foi.
P.S.2: Que grande exibição da nossa equipa de hóquei em patins frente ao FC Porto!"

João Tomaz, in O Benfica

Hipocrisia

"Numa semana, exigem medidas drásticas, invadem centros de treino, insultam árbitros, pressionam as suas famílias, dão entrevistas a falar de 'guerra'. Isto tudo depois de verem os seus objectivos desportivos desmoronarem por falta de jeito e pontaria, aselhice, poder competitivo e força psicológica.
No fim de semana seguinte, jogadores, técnicos, dirigentes, sócios e adeptos de FC Porto e Sporting estão calados. A pressão terá resultado. Não há conferências de imprensa para contar quantas grandes penalidades ficaram por marcar contra as suas equipas. Nem quadros em branco a explicar tácticas. Há um silêncio profundo entre eles, e junto da comunicação social que lhes deve favores, quanto oa favorecimento das duas equipas que sonham ainda em ser campeãs nacionais.
Há imagens que provam a perseguição em campo e agressão e um árbitro. Há imagens de um defesa vestido de azul a cortar a bola com a mão. Há imagens de um defesa vestido de verde a empurrar um adversário para fora da grande área. Há imagens de penalties por marcar. E silêncio.
Um silêncio hipócrita de quem não quer transparência. Afinal, o que eles querem é ser beneficiados para não se atrasarem ainda mais na classificação. Agora já não interessa a verdade desportiva.
É o desespero total a tomar conta dos hipócritas. E nem com erros a seu favor se vê alguma coisa de jeito a sair daquelas equipas. Futebol jogam pouco, muito pouco."

Ricardo Santos, in O Benfica

Gritem mais alto!

"A história repete-se. Benfica na frente do Campeonato é sinónimo de desespero, e consequente espernear dos rivais. Os pretextos variam: foi o Estoril, o Túnel, o Colinho, os Vauchers, quase sempre as arbitragens.
Os objectivos são claros: iludir fracassos próprios, subtrair méritos alheios, e condicionar os juízes para o que se segue. Se o Benfica conquistar o Tetra, como esperamos, no dia seguinte calam-se todos, como também tem sido hábito.
Os vizinhos da 2.ª circular, por exemplo, mesmo com dois penáltis perdoados a Coates nas últimas duas partidas, não deixam de fazer barulho. Além de uma proverbial azia, têm eleições para breve. Que se enganem entre eles, pois a nós, não só não enganam nem comovem, como reforçam a união e a motivação rumo ao grande desígnio da temporada. E, francamente, cá de cima, já há dificuldade em ouvi-los. Terão, talvez, de gritar mais alto…
O que temo é que os próprios árbitros não tenham coragem para resistir a tamanha pressão. É um desafio que se lhes coloca, e ao qual estaremos atentos.
Há que manter vigilância também sobre outras questões, tais como quem empresta jogadores a quem, quem treina quem, ou quem estabelece parcerias com quem, em face de alguns jogos do Campeonato e da Taça a ocorrer no próximo mês e meio.
Na época passada assistimos a algumas situações esquisitas (Sporting-U.Madeira, Benfica-V.Guimarães, etc). Sabemos que, neste momento, nos confrontamos com gente sem escrúpulos, capaz de tudo, e que quer, à força, ganhar fora do campo o que há muito não consegue dentro dele.
O Benfica está destacado no 1º lugar, mas não está a dormir."

Luís Fialho, in O Benfica

Uma equipa!

"O que mais me impressionou do 'segundo' Benfica em Guimarães foi o espírito da equipa com André Carrillo.

O Benfica impressionou, realmente, em Guimarães, onde venceu por duas vezes e pelo mesmo resultado no curto espaço de três dias. Impressionou sobretudo no jogo da Taça da Liga, pelo que jogou mas sobretudo por ter mudado oito jogadores de um jogo para o outro. Um Benfica que respira confiança, que mostra quantidade/qualidade no plantel - inegavelmente o melhor plantel da Liga portuguesa -, que mantém um enorme compromisso com a competição e revela um extraordinário espírito de equipa.
Fez o Benfica dois bons jogos num terreno particularmente difícil como é o do Vitória de Guimarães e conseguiu duas vitórias que acabam por ser bem mais do que apenas duas vitórias. Porque conseguiu, de novo, ganhar mais do que dois jogos.
Na noite  da última terça-feira, então, o Benfica deixou o Dom Afonso Henriques com a alma verdadeiramente cheia de ânimo, porque os oito novos jogadores que entraram no onze mostraram tanta coisa que a equipa jogou ainda melhor do que no jogo do campeonato, três dias antes. Do onze da Liga, ficaram apenas Nélson Semedo e André Almeida nas laterais - talvez porque, nesta altura, não haverá mesmo como substitui-los... - Pizzi - pelo que representa na mecânica da equipa, e porque Pizzi parece mesmo aquele jogador que Rui Vitória não dispensa a não ser que seja mesmo obrigado.
Jogou um novo guarda-redes e uma nova dupla de centrais, jogou Samaris, por quem Rui Virtória nunca terá morrido de amores, e jogaram novos alas, um dos quais, Carrillo, condenado, pelos vistos, a continuar em exame, e jogou até nova dupla de jogadores no ataque, um dos quais capaz, de confesso, de me encher as medidas.
Mas de tudo o que o Benfica fez no carrossel que montou em Guimarães o que mais me impressionou, sublinho, até nem foi o fantástico modo como voltou a exibir-se Gonçalo Guedes, ou a surpreendente atitude e qualidade de Zivkovic, um jovem sérvio que chegou à Luz exactamente 30 anos depois de um outro Zivkovic, também sérvio, também vindo do Partizan, também cheio de talento, que apenas jogou, e não muito, em 86/87, e conseguiu festejar campeonato e taça.
Regresso a Guimarães, onde o que mais me impressionou, confesso e repito, foi ver praticamente toda a equipa cair em cima de André Carrillo, celebrando a assistência de peruano para o 2.º golo de Gonçalo Guedes, numa altura em que adeptos mas também comentadores e jornalistas muito justificadamente duvidam da verdadeira capacidade de Carrillo se impor no Benfica como solução e não como problema.
Para os devidos efeitos, o que os companheiros quiseram mostrar foi solidariedade, espírito, compromisso entre todos sem o qual nenhuma equipa consegue verdadeiramente ganhar títulos. A estrela da jogada tinha sido Gonçalo Guedes, não apenas porque foi ele que a desenhou nos últimos metros daquele contra-ataque mas, sobretudo, porque foi Guedes que a finalizou, matando um adversário de muitíssimo valor.
Mas nem o brilho intenso do jovem Gonçalo, que acabava de fazer o seu 2.º golo no jogo, nem a vantagem entretanto obtida, impediu a equipa de se concentrar praticamente toda em Carrillo, uma espécie de patinho feio no Benfica actual a quem os companheiros quiseram mostrar confiança e fé. O Benfica voltou, portanto, a ganhar mais do que o jogo. Ganhou ainda mais alma!
É nesse compromisso colectivo, nessa evidente manifestação de solidariedade, na alegria de jogar e na disponibilidade física para dar tudo e morrer pelo companheiro, como tanto valorizam os treinadores de futebol, seja na Premier League ou nos campeonatos regionais, que o Benfica assenta o essencial do seu comportamento como equipa tricampeã e, queira-se ou não, mais forte candidata ao título deste ano que lhe dará, se lá vier a conseguir chegar (o que não será fácl!!!), o primeiro tetra da história encarnada.
De todos os traços do perfil de Rui Vitória que porventura o levarão a ter inegáveis méritos em todo este processo, um parece-me hoje de peso significativo: a serenidade.
Faz-lhe bem a ele e parece fazer bem à equipa!

Não posso deixar, porém, de voltar ao talentoso mr. Guedes, o rapaz desajeitado cujo talento me enche realmente as medidas. Está naturalmente a crescer como jogador e vai melhorar muitos dos aspectos do jogo. Mas tem qualidades ímpares e, tal como o extraordinário Nélson Semedo - com quem muito jogou B -, já quase não faz nada por acaso. Insisto: como a maioria dos analistas, sou capaz de compreender, mas é muito injusto que o regresso de Jonas signifique a saída de Guedes.
Capaz de mudar de velocidade num abrir e fechar de olhos, Gonçalo tem um remate poderoso, é frio na finalização, é o atacante do Benfica com mais e melhor capacidade de pressionar na frente, joga para a equipa e não para ele, e tem a humildade de continuar com aquele sorriso do menino sempre que joga - e o prazer com que joga... -  mesmo sabendo que nos próximos meses da Liga já não jogará tantas vezes como jogou na Liga até agora. Um craque!

Cristiano Ronaldo voltou a ganhar merecidamente o prémio de melhor do mundo da FIFA. Pela 4.ª vez. Porquê compará-lo a Messi? Não será melhor desfrutarmos dos dois?!
(...)"

João Bonzinho, in A Bola

A importância das segundas linhas

"A composição de um plantel vasto, rico em soluções de qualidade para todas as posições, é um pormenor decisivo para uma equipa encarar o calendário competitivo.

Esta semana, o duplo confronto entre V. Guimarães e Benfica demonstrou a importância que tem o planeamento de toda uma época desportiva para um clube de futebol. Na partida a contar para a Taça da Liga, os encarnados alinharam com algumas segundas linhas do plantel, sem que isso tenha afectado o rendimento da equipa. A composição de um plantel vasto, rico em soluções de qualidade para todas as posições, é um pormenor decisivo para que uma formação esteja preparada para encarar o calendário competitivo.
Ao longo da temporada, o Benfica tem dado mostras de ter conseguido lidar bem com a falta de vários elementos nucleares do seu plantel por motivo de lesão. Esta é possivelmente a grande diferença e a principal vantagem que as águias apresentam em relação aos principais adversários, FC Porto e Sporting, que em determinadas posições do terreno não dispõem do mesmo número de soluções de qualidade, em função dos desequilíbrios existentes na composição das equipas. Dragões e leões denotam mais dificuldades em lidar com a ausência de determinados jogadores.
Para resolver este tipo de problemas, a pré-época assume-se um momento nuclear. A par do treino e preparação física, é vital assegurar dois jogadores de igual valia por posição, recorrer aos melhores talentos da equipa secundária e (tentar) 'antecipar o futuro'. Deste modo, aumenta-se a competitividade interna, reforça-se a ambição dos jovens jogadores formados pelo clube e começa-se a potenciar activos que vão substituir jogadores titulares cuja venda seja prioritária a médio prazo.
No fundo, é muito melhor que o substituto já se encontre adaptado no plantel, do que encontrar alguém novo para o lugar do atleta que sai no momento da venda. Esta cobertura permite ao clube gerir com maior tranquilidade a saída de 2/3 jogadores importantes, sabendo que o rendimento da equipa não será afectado de forma drástica.
Como dizia Rui Vitória esta semana, 'os jogadores gostam mais de jogar do que treinar'. E, em boa verdade, é nos picos competitivos do calendário, onde existem mais jogos e provas para disputar, que têm essa possibilidade, sejam eles titulares ou segundas linhas. A estratégia passa, acima de tudo, por uma boa preparação física dos atletas e controlo dos picos de forma, de modo a conseguir gerir esses momentos recorrendo às várias opções existentes. Num plantel com vários titulares, a resposta às adversidades é maior.
Com menos jogadores do mesmo nível para responder ao exigente calendário, aumenta o desgaste dos principais jogadores e o seu rendimento pode acabar por nem sempre ser o expectável. Isso obriga a olhar para os momentos de abertura de mercado de forma reactiva, para preencher as lacunas do plantel. A prospecção nesta fase fica limitada pelos compromissos financeiros que a equipa já tiver e obriga a ser-se ainda mais criterioso nas escolhas.
Há outras questões que influenciam tanto ou mais o êxito desportivo. A observação e conhecimento profundo dos adversários, o trabalho da equipa técnica ao longo da semana, uma liderança forte do departamento de futebol e a criação de um bom ambiente entre adeptos, treinadores e dirigentes. Contudo, sem matéria-prima não se fazem campeões. Nem sempre ganha quem tem o melhor plantel (o Benfica de Jesus no ano do minuto 92 e o FC Porto do primeiro ano de Lopetegui são exemplos recentes), mas é sem dúvida um dos passos mais importantes para lá chegar.
(...)"