Últimas indefectivações

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Eu, adepto, me confesso... rendido ao futebol do Benfica

"Com a humildade de sempre, sem ostentação, com respeito e sem qualquer ideia de vingança... vençam o jogo de amanhã!

Eu sei que não fica bem perder a atitude de humildade e de respeito pelos adversários em qualquer competição. Por isso, não o farei... como nunca o fiz.
Muito menos agora, depois de tanta dificuldade ultrapassada, de tanto caminho percorrido, de tanto apoio conseguido, de tanta boca calada, de tanta inveja sustida!
Não se trata, por isso, de perder essa mesma postura, mas antes de reflectir sobre o comportamento de toda uma equipa - toda, mesma sem excluir nenhum dos responsáveis, por muito pequena que seja a sua quota parte nessa mesma responsabilidade - que se soube unir, em torno de um espírito extraordinário, para ultrapassar as dificuldades de início de época muito exigente... e muito difícil.
Exigente pelas metas que nos colocámos, a nós mesmos, e pela ânsia de alguns nos ganharem, que se vai agravando de época para época, de jogo para jogo; porque a felicidade deles não depende, em primeira mão, das respectivas vitórias, mas, antes, das nossas derrotas.
E a sua exiguidade - a dessas mesmas nossas derrotas - mais acentua a sua frustração e mais aumenta a sua ânsia de vingança.
Vingança contra nós, porque somos o... e do... Benfica. Vingança contra o... maior que Portugal. E ai como isso lhes dói, como lhes custa ver a sua invocada, a maior parte das vezes de forma gratuita, grandeza, sempre ultrapassada pela enorme dimensão do Benfica!
Mas nada como relembrar atitudes, como recuperar declarações de há alguns meses, iguais às de ontem, para perceber que o espírito à Benfica tem, neste caso, muita força... e, contra ele, os invejosos podem pouco.
Assim nos mantenhamos unidos.

Há 17 jogos...
1. Na 5ª jornada da 1ª volta, o Benfica - com uma exibição que tinha merecido alguns elogios - sofria a 2ª derrota do campeonato. Depois de ter perdido em Arouca, depois de ter perdido o 1.º troféu da época, depois de terem criticado a pré-época, depois de terem duvidado do treinador, depois de... depois de... depois de...!
Havia, então, sempre um motivo de gozo, de desprezo, de desconsideração, até daqueles que menos razões tinham para enveredar por esse caminho. Durante algumas semanas, fomos sofrendo, em silêncio, os anúncios dos arautos da desgraça. Os avisos de quem tudo sabia e, muito especialmente, de quem tudo tinha sabido durante as últimas 6 épocas, na Luz, apesar de tanto ter perdido. Durante esses tempos fomos ridicularizados, sobre as más opções, sobre as más escolhas... tão ridicularizados como avisados do futuro sombrio que nos esperava.
Essencialmente, por quem não tendo a felicidade de ser do Benfica, não conhece o Benfica, nem sabe o significado de entrar em campo, de jogar... à Benfica.

O treinador
2. Há 17 jogos, tudo se voltava contra quem tinha responsabilidade de tudo o que de mal acontecia no Benfica. Até passarem para o nível seguinte, pedindo a cabeça de quem o tinha escolhido, era preciso deixar queimar em lume brando quem era responsável directo pelos resultados, como se a vida não fosse feita de aprendizagem, como se viéssemos todos ensinados a lidar com a máxima responsabilidade, de um dia para o outro.
De tudo culparam Rui Vitória. De tudo o acharam responsável. Até de coisas que se tinham passado quando ele... não andava por aqui. Mas - uma coisa que nunca perceberão - acumular o ser do Benfica (pressuposto imutável) com o facto de ser treinador do Benfica (variante sempre alterável nesta equação), trouxe a quem tinha essa responsabilidade a certeza de ter um mundo com ele. Não um mundo irracional, acéfalo e acrítico, mas todo um mundo feito de paixão de todos nós para quem tinha a responsabilidade de fazer com que, ganhando a equipa, ganhássemos todos.
Eu sei que quem não é, não percebe o Benfica. Nem percebe, mesmo com explicações, esta coisa, isto de ser do Benfica. Mas foi desse acréscimo de alma, feito de sintonia entre o acreditar cá fora e o querer lá dentro que se construiu esta recuperação. De que Rui Vitória é o grande responsável.

Sem medo de responder...
3. Como em tantas outras áreas, nem tudo foi perfeito, nos primeiros tempos. E, sem querer puxar a brasa para a sardinha de ninguém (muito menos para a minha), há, nisto tudo, um antes e depois de... responder com a frontalidade, a dureza e a objectividade exigida e aconselhável aos ataques de que fomos alvo.
Quem não se sente não é filho de boa gente. E por isso me bati - publicamente, como tenho por hábito - por respostas duras e directas a quem andava a gozar com o carácter e a personalidade de quem trabalha no Benfica.
Tiradas enviadas para o ar por quem recebia para isso, ou por quem nunca teve carácter para ser do Benfica. Porque, apesar de alguns estarem, por algum tempo (muito, para o gosto de uns tantos) no Benfica isso não lhes deu, nunca, prerrogativa de serem do Benfica. Acentuando, para quem não sabe o que isso possa ser, a velha diferença entre ser e estar. E, nisso, hoje, os que cá estão são!
Ora para bom entendedor...
Os mesmos entendedores que perceberam que deste lado, do lado dos que são e estão, não havia medo, não havia constrangimentos, não havia complexos, mas apenas competência, coragem, frontalidade, educação e... paixão pelo Benfica.

... Nem medo de dar tempo
4. Mas, a par dessa competência e dessa força feita de palavras de resposta aos ataques rascas próprios das personalidades dos seus autores (sejam eles homens do campo ou de colarinho branco), ataques de quem julga que o sol gira à sua volta, houve um tempo dado por quem tinha essa responsabilidade. E isso, por muito que não se goste, fez e faz a diferença. A diferença que faz quem assume a responsabilidade pelas decisões que toma, sem alijar culpas, nem deixar de acreditar nas decisões por que sabe que terá que responder.
Há alguns conselhos que tomo, sempre, para mim. E que gosto de ver em quem tem responsabilidades em liderar projectos de que gosto. E se isso for seguido no Benfica... tanto melhor.
Ouvindo os conselhos que devem ser ouvidos mas sem nunca ter dúvidas em público, nem alterar decisões tomadas de forma consciente, assumindo as suas consequências... são princípios que faço meus e que me agrada ver em quem apoio. Para além de gostar de quem, sem nunca esquecer os objectivos... consegue ter a calma e a maturidade suficientes para dar tempo às decisões. Liderar... também é dar tempo!
Perceberam?

Por isso, amanhã... ganhar
5. Agora, justificado o êxito, falta... cumprir esse caminho de vitória. Para tudo estar justificado. Com a humildade de sempre, sem o deslumbramento de outros, sem ostentações, com todo o respeito por quem nos quer ganhar, sem qualquer ideia de vingança... mas vencendo.
O que desejo, então?
Muito fácil! Que vençam o jogo de amanhã, para todos vencermos. Que vençam por nós. Como o Benfica e... à Benfica.
Vamos a isso!?!?!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Nomes a custo zero

"Uma curiosidade do mundo do futebol passa pela circunstância de os nomes por que são conhecidos certos jogadores não serem os seus próprios nomes. Não falo de diminutivos, aumentativos, corruptelas ou alcunhas muito frequentes. Refiro-me aos nomes artísticos importados de antigos craques. Uma espécie de aquisição onomástica a custo zero, com potencial ganho de notoriedade, Alguns exemplos conhecidos: Pizzi (o bragantino Luís Miguel Afonso Fernandes), Maniche (Nuno Ricardo de Oliveira Ribeiro), Nuno Gomes (Nuno Miguel Soares Pereira Ribeiro), Petit (Armando Gonçalves Teixeira), Tarantini (Ricardo José Vaz Alves Monteiro) e alguns Pelé como Judilson Mamadu Tuncara Gomes (do Benfica, emprestado ao P. Ferreira).
É uma interessante passagem geracional de genealogias futebolísticas, pelas quais um miúdo ainda quase não jogador recebe de um graúdo ainda jogador ou já reformado um novo nome que assim fica colado ao verdadeiro. Não sei se estou certo, mas não me lembro deste empréstimo vitalício quando o artista se chama Maradona (há o nosso bom guarda-redes Marafona, mas aí é mesmo nome de família...), Messi (embora estejam sempre a nascer promessas de Messi que não passam disso mesmo), Cruiyff (houve um, mas era o filho Jordi), Beckenbauer, Di Stefano e tantos outros. Percebe-se o motivo, não vá o diabo tecê-las na comparação... C. Ronaldo tem um handicap. É que Ronaldos de nome verdadeiro há muitos. E de craques há três: o nosso, o fenómeno e o Ronaldinho Gaúcho. Por fim Eusébio, Há ou houve jogadores de nome Eusébio. Mas ninguém se atreveu a ser Eusébio por osmose denominativa. É que Rei há só um."

Bagão Félix, in A Bola

Vou ficando

"O presidente do Porto é o recordista: exerce o cargo desde 1982. Mas existem outros casos já assinaláveis de perenidade. No Benfica, há presidente desde 2003, idem no Braga, no Setúbal desde 2009, no Rio Ave desde 2008, no Arouca desde 2006, no Marítimo desde 1997.
Depois há as recaídas: o presidente do Nacional foi-o de 1994 a 2011 e em 2014 regressou. O do Boavista de 1997 a 2007 e, em 2015, 'back in business'; e o do Tondela de 2003 a 2010, com retorno em 2012.
Há até um notável caso de versatilidade do actual presidente do Moreirense, que tendo-o sido de 1996 a 2004, nesse ano fez um parêntesis para ir presidir ao Guimarães até 2007, para depois voltar ao Moreirense, até ao presente.
Esta breve análise mostra quanto estes lugares são agora apetecidos, o que não espanta. A visibilidade e importância de ser presidente de um clube de futebol em Portugal é superior à de muitos políticos ou estrelas do 'show business'. Dá influência e poder, abre portas, muito para além da esfera dos clubes que dirigem. 
Daí que haja quem faça disto vida ou ajuda para a vida que fazem. Acho que este paradigma é mau para o futebol e para os clubes. Para o futebol, porque subverte a escala de valores, assumindo os presidentes de clubes um papel de vedetismo e preponderância no fenómeno desportivo, que cabe a outros agentes, ou seja aos atletas e aos treinadores.
Para os clubes, porque estas prolongadas permanências acabam por desmobilizar as pessoas, desertificar o associativismo e criar mitos amiúde imerecidos - de salvadores da pátria e outros redentorismos, asfixiando a necessária renovação, única forma de assegurar a perenidade das colectividades.
Nos clubes, devia haver a sensatez de estabelecer limite de mandatos. Por muito que o futebol se tenha transformado num negócio, continuo a pensar que o dirigismo desportivo se deve basear na dedicação ao clube, na vontade de servir e retribuir a quem tanto nos dá. Será essa uma espécie em vias de extinção?"

Benfiquismo (XI)

E assim se fez a Catedral da Luz...

Vitória em Ponte de Sor

Eléctrico 64 - 90 Benfica
13-18, 10-29, 16-20, 25-23

Creio que foi a primeira vez desde do início do blog, que me 'passou' completamente ao lado um jogo das nossas principais modalidades...!!! O facto dos jogos das modalidades terem deixado de aparecer, com destaque de '1.ª página', no Site do Clube, não ajuda...

Felizmente tudo correu normalmente, com o Benfica a qualificar-se para a Final 8 da Taça de Portugal. Destaque para o Nuno Oliveira, que fez talvez o seu 'primeiro' jogo no Benfica, à 'Oliveira', com 27 pontos e sem Triplos!!!

Redirectas XXVII - Nunca Mais É Sexta?

Pois é meus amigos. Por mais retiros espirituais que se façam este nervoso miudinho não desgruda. A adrenalina continua a subir e nunca mais é sexta.

Estou em pulgas para ver a jogatina que este miúdo vai fazer. Enche-me as medidas. Está nas bocas do mundo e eu não quero acreditar que ele vai deixar de vestir esse manto sagrado que já faz parte da pele dele. Renove-se-lhe o contrato e coloque-se uma clausulo astronómica para deixar os tubarões em sentido. E quando falo astronómico falo de 150 milhões para cima. 
Para mim Renato Sanches é o jogador mais valioso do plantel no presente momento, já para não falar do futuro. Imprescindível manter Renato Sanches no plantel se queremos ambicionar ser campeões europeus. E é isso que os benfiquistas querem senhor presidente. Os benfiquistas querem ser campeões europeus. O Renato é garantia de um meio campo de excelência. Só podemos deixar sair um talento como o Renato quando a fábrica produzir outro de igual quilate. É elementar. O Renato é para ficar por muitos anos. É para isso que se trabalha.
Conversem com ele e façam do Glorioso de novo uma potência do futebol mundial temida por todos. São jogadores como o Renato que nos darão esse poder e essa força. Ele é inigualável e para mim inegociável. Qualquer dinheiro que paguem por ele não compensa o prejuízo de não o ter na equipa. Quanto vale um título de campeão europeu? Com o Renato acredito que vamos lá chegar. Aumentem-lhe o salário e a clausula. 
Esta é a voz do adepto a falar. 
Ver o Renato a jogar por um rival para mim será uma tristeza imensa. Porque para mim são todos rivais. Porque o que eu quero é ver o Glorioso lá em cima. Os outros quero todos que percam. Manchester United, Bayern de Munique, Real Madrid, Barcelona, Chelsea, .... RIVAIS. Renato Sanches a jogar lá, não. 
O Renato Sanches é o nosso novo Mário Coluna! A base de todo o nosso futuro. Os próximos haverão de chegar porque a fábrica está a trabalhar bem e a matéria prima é de qualidade. Pelo que senhor presidente esqueça os euros e convoque os adeptos para esse desígnio. Nós adeptos estaremos consigo. Abraçaremos a causa. Não existe desígnio maior do que construir o novo Benfica europeu do século XXI. Queremos o olimpo!

Viva o Benfica!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Luisão, de novo

"Ânderson Luís da Silva - mais conhecido pelo aumentativo Luisão, não tivesse ele 1.93 de altura - faz 35 anos no próximo sábado. É o jogador do Benfica com mais longa permanência no clube, após a generalizada globalização de transferências no futebol. Ainda me recordo de o ver jogar como debutante encarnado em Setembro de 2003, marcando um golo no que seria, contudo, insuficiente para uma recuperação do Belenenses de 1-3 para 3-3 nos últimos minutos. De Luisão não se pode dizer que «chegou, viu e venceu». Precisou dessa variável, às vezes tão desprezada e traiçoeira, que é o tempo. Hoje é vertiginosa a velocidade com que, num ápice, se transforma um jogador banal num astro e como se reduz a pó uma antes cognominada estrela. Luisão teve que vencer, com profissionalismo, perseverança e determinação, fases de desconfiança da exigente óptica tribunícia encarnada. Passo a passo, soube conquistar a consideração e gratidão dos adeptos e construir uma carreira brilhante, enquanto jogador e na qualidade de capitão de equipa (é na história do SLB o jogador com mais jogos como capitão).
O momento por que passa Luisão, impossibilitado por grave lesão de dar o seu contributo nos relvados, é difícil e ingrato. Mas tem força psicológica e anímica para ultrapassar estes percalços e poder vir ainda a contribuir, nesta temporada, para o seu almejado quinto título de campeão ao serviço do seu único clube fora da sua pátria.
Entre muitos momentos marcantes da sua carreira, elejo o seu golo, em Maio de 2005, que derrotou o SCP e permitiu acabar com um penoso jejum de títulos no campeonato. Benfiquistas sempre gratos, Luisão!"

Bagão Félix, in A Bola

Redirectas XXVI - Retiro Espiritual

Já estou em retiro espiritual. Os motores já começam a aquecer. O coração já aumentou o batimento. É altura de serenar os ânimos e encetar o período de meditação para ficar tudo nos conformes preparadíssimo para enfrentar uma vez mais as fortes emoções que se avizinham. A busca da energia interna. O contacto com o sobre-natural. A catalização das forças positivas. Com um pensamento: a superação e a glória. No horizonte se vislumbram os ecos de um futuro que se vai desenhando à medida das nossas acções. O pensamento é a força maior depois do amor. Amor é o que não falta. O pensamento trabalha-se. Que a força esteja convosco rapazes. Rumo à glória. É só mais um passo mas um grande passo! Todos juntos iremos conseguir! Eu acredito e vocês?

Faltam grandes conquistas

"Ricardinho marcou dois golos fantásticos no Europeu de futsal, o primeiro à Sérvia e o segundo à Espanha, e é muito complicado concluir qual deles foi o melhor. Mas esse reconhecimento e o entusiasmo que dele resulta não devem impedir-nos de constatar que o desempenho da selecção portuguesa nesta fase final, que ainda decorre, soube a pouco. Portugal não conseguiu vencer o seu jogo com a Sérvia, na fase de grupos, e dessa forma também não evitou o confronto com a Espanha nos quartos de final da prova, acabando por dar a oportunidade aos espanhóis de mais uma vez nos lembrarem como formaram uma equipa forte e como são capazes de nos bater sem muita dificuldade. E o que fica para a história são os golos de Ricardinho? Talvez. Mas também ficará na nossa memória que Portugal falhou neste Europeu.
Vejo e revejo os golos marcados por Ricardinho com orgulho patriótico, naturalmente, mas também não me custa admitir que este jogador fabuloso já não é apenas nosso e que os seus golos maravilhosos pertencem igualmente a todos os adeptos, como acontece com os que marca Cristiano Ronaldo nos relvados. Os aplausos que se escutaram num pavilhão lotado da Sérvia foram para Ricardinho e não para Portugal. A forma como temos apostado e evoluído no futsal merece ser elogiada, mas ainda nos falta darmos passos importantes e que também passam por juntar conquistas aos grandes golos de Ricardinho. E esta é uma realidade que podemos transportar para outros cenários. Por exemplo: todos nós, portugueses, nos lembramos do grande Europeu de Futebol que fizemos em 2004, mas o resto do mundo provavelmente lembra-se é que foi a Grécia que o venceu.
Eu vou lembrar-me sempre dos golos de Ricardinho, mas o resto do mundo não se vai lembrar de Portugal."

Nelson Feiteirona, in A Bola

ComPaixão de nós...

"Fatigante! o meio-ambiente no futebol português, agravando-se nesta temporada em que há soma de enormes turbulências: o Sporting decidiu ser campeão...; o Benfica não admite ficar atrás do treinador que não quis e, estupefacto, viu entrar no ancestral rival...; e o FC Porto não pode perder três campeonatos consecutivos...
Óptimo a luta pelo título poder ser a mais titânica dos últimos anos. Péssimo valer quase tudo para lá chegar. Exemplo de topo: intensa pressão sobre os árbitros sempre houve; mas, nesta época em que o trio de gigantes aposta tudo ou nada, como há muito não acontecia a três, tal pressão tornou-se intensíssima, pura e simplesmente...terrível!
Verdade: demasiadas arbitragens têm sido más.Tinha de piorar numa temporada em que saíram 5 árbitros internacionais. Porém, ao diabo a cegueira de esses erros serem sempre contra nós, nunca reconhecendo os nossos benefícios... e os erros que prejudicaram outros. Agravadíssima cegueira porque deliberadas campanhas! Escaldantes!
Guarda-redes dá frango; outro jogador falha marcação de penalty; treinador engana-se na táctica ou nas substituições. Mas grosseiros são os erros dos árbitros, minuciosa e exaustivamente apurados na tv. Benfica ataca-os quando não ganha; FC Porto já vai buscar parentesco de árbitro; e acabo de ouvir personalidades sportinguistas em fúria porque Bruno Paixão voltará a dirigir jogo do Sporting, 4 anos depois...
Já muito mais que fatigante, este meio ambiente; exasperante, porque louco, perigosíssimo! Cega paixão? Não pode valer tudo! Tenham comPaixão por quem adora futebol e já não tem pachorra para aturar tudo isto... que está a ficar infernal!"

Santos Neves, in A Bola

PS: Analise semi-verdadeira, ou semi-mentirosa, como quiserem: bem no diagnóstico, eu também tenho cada vez menos de vontade de seguir o Tugão...; omisso quanto às causas... usando o velho truque de meter todos no mesmo saco, quando é evidente a todos, que actualmente o grande provocador é o Palhaço-mor Lagarto! Mentiroso, quando diz que o Benfica ataca os árbitros quando perde, pois a única reacção negativa (oficial) do Benfica, contra os árbitros, foi na vitória sobre o Rio Ave na Luz.

Umberto Eco e o nosso futebol

"Umberto Eco não é particular amigo da Internet. Ou, pelo menos, da forma como as redes sociais e caixas de comentários em jornais online moldam a comunicação nos dias de hoje. Di-lo com a frontalidade de quem sabe que aos 84 anos poderá não ter muitas mais oportunidades para fazê-lo: «O drama da Internet é que promoveu o idiota da aldeia a detentor da verdade.» Ou, por outras palavras, também dele: «Normalmente, os imbecis eram imediatamente calados, mas agora têm o mesmo direito à palavra que um Prémio Nobel.»
Li isto há meses e não consegui partilhar da ideia implícita de que estaríamos melhor se os idiotas da aldeia ou os imbecis fossem calados: num mundo perfeito os idiotas e os imbecis debitavam idiotices e imbecilidades e em uníssono os restantes lhes demonstrariam a dimensão da asneira, a ponto de os levar a repensar ou, na menos má das hipóteses, a deixar de dizê-la, nem que por mero pudor.
Ontem, Fábio Sturgeon - o tal do caso com Renato Sanches, no jogo entre Belenenses e Benfica - veio dizer publicamente que o adversário não o agrediu, que fez falta talvez a justificar cartão amarelo, mas não vermelho; que o lance não deu origem directa ao segundo golo do Benfica porque o Belenenses ainda recuperou a bola e perdeu-a depois. Está bom de ver que logo a Internet se encheu de comentários como «ele já deve ter contrato com o Benfica para a próxima época»; «desculpas, as imagens falam outra coisa. Depois do jogo quem sabe esse não teve direito a voucher...» e ainda «qual o valor porque se vendeu? O Benfica tem tudo controlado».
Estranho mundo este em que uma imensa maioria que gosta de futebol e que o vê com os olhos da razão se cala e permite que os idiotas da aldeia e os imbecis façam tanto barulho que cheguem a parecer donos da verdade."

Nuno Perestrelo, in A Bola

PS: Extraordinário como se escreve uma crónica destas, cheia de razão, com total clarividência e depois omite-se (por falta coragem, só pode...!!!) o principal instigador de tal acefalia!!! Esta auto-censura (perigosa), permite esconder da crónica, que o tal Idiota da Aldeia, o verdadeiro Imbecil neste caso, é o Presidente eleito, do Sporting Clube de Portugal...
Este medo disfarçado, do politicamente correcto, irrita-me profundamente.

Benfiquismo (X)

Em dia de aniversário (57), é um privilégio recordar o Pequeno Genial, o Asterix: Fernando Chalana...

Até os comemos !!!



PS: Finalmente, um promo da RTP sem desrespeitar o SL Benfica!!! É assim tão difícil?!

Catedral com sotaque II !!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Entrada a matar...!!!

Benfica 9 - 5 Juventude de Viana

Vitória clara, com um início demolidor, tudo ficou resolvido cedo... após o 6-0 no início do 2.º tempo, a equipa 'desligou' completamente, principalmente os titulares, com muita displicência mesmo... só quando o Valter reentrou, a equipa melhorou...!!!
Destaque para o continuado instinto 'matador' do Jordi... em sentido contrário, tenho destacar as más exibições do Diogo. Com as novas funções desta época, o Diogo é fundamental no equilíbrio da equipa... a jogar assim, o Tiago dá mais segurança!
No próximo fim-de-semana temos derby, que vai ser jogado no Livramento... este jogo tem que ser encarado, tal como foi o jogo da 1.ª volta, doutra forma, teremos problemas...

As perfeitas noites de David Oistrach

"O maior virtuoso do violino do seu tempo esteve em Lisboa, encheu a sala do Império, sai sob uma chuva de aplausos e na noite seguinte estava no Estádio da Luz para ver um dos seus ídolos jogar: Eusébio!

Muita gente não sabe quem foi David Oistrach. Pois bem: muita gente também não sabe o que perde. David Fyodorovich Oistrach - um dos maiores virtuosos da história do violino. Nasceu em Odessa, junto ao Mar Negro, em Setembro de 1908. Fantástica Odessa! Quem ainda lá não foi também não sabe o que perde. Lugar de exílio do poeta Pushkin. Cenário de Eisenstein. A história russa é fascinante, com toda a sua panóplia de enormes grandezas e gigantescas misérias.
Mas eu falava de David Oistrach, e já vão perceber porquê. Filho de judeus, David Kolker e Isabella Beyle, já tocava violino com três anos de idade. Em seguida veio, naturalmente, o conservatório já no tempo de uma União Soviética que valorizava imenso a música clássica.
Depois Moscovo, a amizade com o compositor Shostakovitch, as suas inesquecíveis interpretações de Bach, Tchaikovski, Mozart e «tutti quanti».
David Oistrach viajou pelo Mundo à boleia do seu raro talento. As digressões multiplicaram-se após o final da II Grande Guerra: Helsínquia para começar; Florença, França, Reino Unido, até os Estados Unidos.
No dia 7 de Maio de 1968, os jornais portugueses traziam um anúncio em letras garrafais: «DAVID OISTRACH - O MAIOR VIOLINISTA DA ACTUALIDADE. Nascido em Odessa, na URSS. Professor do Conservatório do Moscovo. Amigo e criador de obras de célebres compositores soviéticos como Prokofiev, Katch Hakurian, Kabacewski e tantos outros. Acompanhado ao piano por Frieda-Bauer. Programa com obras de Bach, Prokofiev, beethoven e Tartini. Amanhã às 18h30 no Império. Representante artístico: Sequeira Costa».
Para uma das meias-finais da Taça dos Campeões, anunciava-se outro grande espectáculo: Benfica-Juventus no Estádio da Luz. A RTP confirmava uma oferta muito vantajosa pela transmissão directa do jogo. O Benfica só admitia dar aval ao negócio se o estádio esgotasse a lotação.
O Benfica arrasou a Juventus
David Oistrach foi ele próprio: enorme.
Da noite do Império vinham os elogios: «A arte de David Oistrach dispensa adjectivos. Eles ficariam quase esvaziados de sentido pois teriam de ser empregados - a bem dizer: constantemente - no grau superlativo. É o que David Oistrach atinge as regiões mais elevadas da interpretação nos estilos e nas obras mais diversas». Palavras do crítico Nuno Barreiros.
Saiu do Império sob uma chuva de aplausos.
Instado a fazer uma palestra no dia seguinte, David Oistrach abespinhou-se:
- Nem pensar nisso! Nada! Não troco o jogo do Benfica por coisa nenhuma! Nunca vi o Eusébio ao vivo... Só na televisão. Não vou perder esta oportunidade única.
David Oistrach: as mãos que dominavam o Stadivarius não perderam o ensejo de aplaudir Eusébio.
Dia 9 de Maio, David Oistrach esteve na Luz. Três dias depois, já tinha abandonado Lisboa. Mas Eusébio continuava a produzir obras de arte, mesmo sem o seu aplauso.
«Benfica sem Eusébio, não vale muito», dizia Heriberto Herrera, treinador italiano.
Mas o Benfica tinha Eusébio.
Em Lisboa, vitória por 2-0, um golo de Torres e outro de Eusébio.
Em Turim, vitória por 1-0, golo de Eusébio. E que golo!!!!
Claro como a mais pura água das fontes do Montesinho.
Mário Zambujal contava no seu peculiar estilo: «Algumas senhoras da alta roda, alfacinhas, amantes da música tinham-lhe preparado a noite, uma recepção do palacete de uma delas. Esperavam ansiosamente honrar tão grande músico e ouvir, uma vez mais ainda, em serão privado, o encanto do seu violino mágico. Ninguém contava porém com a vontade de Oistrach. Quando lhe anunciaram o que estava projectado, o violinista agradeceu polidamente mas mostrou interesse em manter a sua vontade de ver o Benfica-Juventus e Eusébio, «o virtuoso do pontapé da bola». E não houve maneira de o demover de tal. Oistrach esteve na Luz, vibrou com o jogo e com Eusébio, e mostrou o desejo de ser apresentado ao melhor marcador do último Campeonato do Mundo. E não teve receio de lhe caírem na lama os seus pregaminhos de génio da música pelo facto de admirar um génio do futebol».
David Oistrach teve as suas noites perfeitas. Eusébio foi quase perfeito. Mas perfeito mesmo seria na segunda mão, em Turim.
Fica para outro dia..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Catedral com sotaque !!!

Para quem é apaixonado por estádios pelo mundo, assim como eu, vale a pena ficar de olho na nova série do Liga Espetacular.Estádio da Luz, a Catedral do Benfica!

Publicado por Arthur Quezada em Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016

A geringonça

"E não é que, contra as expectativas dos mais céticos (entre eles o autor destas linhas), a geringonça não só está a funcionar, como revela uma atitude vencedora, dá espetáculo e põe os adversários sob pressão. Quem diria que o que nasceu errático e a oferecer uma vantagem aos adversários que parecia irrecuperável é, agora, candidato à revalidação do título?
Poucos, certamente. Mas seja por força do efeito Renato - que, com uma vitalidade juvenil, joga por dois ou três e empurra a equipa para a frente; seja pela estabilização do onze titular ou porque o trabalho de Rui Vitória começou a frutificar, a verdade é que se o Benfica vencer o Porto na Luz passará a ser o principal candidato ao título.
A razão é simples: no terço final do campeonato, o que conta não é apenas a qualidade do futebol ou a disponibilidade física dos jogadores (duas dimensões em que, agora, o Benfica leva vantagem), é, também, a capacidade para gerir emocionalmente a equipa. Quanto a isso, o excesso de confiança (e a fanfarronice) do Sporting serão adversários temíveis do próprio Sporting. Já o Benfica, que começou como uma equipa frágil e desequilibrada, derrotada sucessivamente pelos de Alvalade, tem, por contraste, a seu favor as baixas expectativas com que iniciou o campeonato, a cultura de vitória dos jogadores, a estabilidade emocional da direcção e a sensatez do treinador.
Pode bem dar-se o caso de, no futebol como na política, o que nasceu como uma geringonça, afinal revelar pernas para andar e durar mais tempo e ter mais qualidade do que o inicialmente aventado."

Fim dos comentários aos árbitros

"Treinadores da Série A decidiram que vão deixar de comentar lances de arbitragem
Os treinadores das equipas da primeira divisão italiana resolveram agir contra o ambiente de constante polémica que rodeia a arbitragem e, após reunião que juntou à mesma mesa treinadores, árbitros e ainda directores dos diferentes clubes da Série A, decidiram que vão deixar de comentar os trabalhos realizados pelas equipas de arbitragem nos jogos.
A tomada de posição dos técnicos ganhou contornos oficiais através de um comunicado da responsabilidade da Associação Italiana de Treinadores Profissionais, imediatamente a seguir ao referido encontro. «Todos concordámos que o trabalho dos árbitros não será mais discutido», revelou Renzo Ulivieri, presidente da associação profissional. «Os treinadores não vão responder mais a questões sobre grandes penalidades ou sobre o trabalho dos árbitros, porque os árbitros não têm possibilidade de responder e isso parece injusto», completou o dirigente."

in A Bola

O Olimpo do futebol na 'Catedral'

"O dia em que um Deus argentino se curvou perante um Rei português.

O mundo está cheio de crenças. Na Argentina, terra de Pampas, existe um Deus maior que de vez em quanto desce à Terra na forma de um homem genial mas louco, capaz de fazer tanto o melhor como o pior. No dia 14 de Janeiro de 2009, essa divindade foi recebida em apoteose pela multidão que aguardava pelo jogo entre o Benfica e o Olhanense, a contar para a Taça da Liga. Sorriu-lhes. Ninguém imaginava que, uns minutos antes, esse Deus de tinha curvado perante um Rei português.
Quem seria este Rei, que obrigava uma divindade a curvar-se perante a sua presença? A resposta só poderia ser uma. Eusébio da Silva Ferreira.
O Deus argentino reencarnou em Maradona, eleito pela FIFA como o segundo melhor jogador de sempre e pelos amantes do futebol, numa votação online, como o primeiro de todos. Futebolista fantástico, de drible fácil e rápido, alternava as grandes exibições com noitadas regadas com álcool e drogas. Já o Rei Eusébio era o talento puro em acção, dotado de uma capacidade técnica superior e duma velocidade impressionante, que deixava os seus adversários 'pregados ao chão'. Em 1965, atingiu o topo da sua carreira ao vencer a Bola de Ouro e, em 2000, foi considerado pela FIFA o sexto melhor futebolista europeu de todos os tempos, e o nono melhor do mundo.
No dia em que desceu à Terra para visitar a 'Catedral', o Deus argentino recebeu das mãos dum mortal - não de um simples mortal, mas um daqueles que da 'lei da morte se vão libertando' - o 'manto sagrado'. A divindade e a imortalidade numa imagem que vale mais que qualquer palavra. Entre as arrancadas, os dribles, os golos e os títulos destes dois monstros do futebol, passa uma grande parte da história do futebol mundial. Ambos tinham uma paixão enorme pela bola, fosse num bairro pobre de Lourenço Marques com uma bola de trapos, num bairro pobre e Buenos Aires com balizas de pedra, ou em grandes palcos. O futebol tem uma linguagem própria e não discrimina o pé descalço ou o pobre. Coloca todos no mesmo patamar e depois deixa vir ao de cima a arte e o engenho de cada um. Uns são dignos representantes da modalidade, outros transformam-se em Deuses e Reis.
A imortalidade do rei Eusébio está bem presente no Benfica. Saiba mais sobre esta grande figura do desporto mundial no Museu Benfica - Cosme Damião."

João Fortes, in O Benfica