Últimas indefectivações

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

'Portugueses' na Champions

"Na Champions, já houve um jogo que, para mim, foi de saudades: Valência-Zenit. É que, no Valência, havia João Cancelo, Rodrigo, André Gomes e Enzo Pérez (todos ex-SLB). E, nos russos, lá estavam Javi Garcia, Garay, Witsel (ex-SLB), Hulk, Danny e Luís Neto. Vale a pena olhar para os portugueses e para os que, não o sendo, passaram pelo futebol português e que jogam na Champions. 
Do Benfica saíram jogadores que, se jogassem juntos, constituiriam uma equipa para chegar longe: Oblak (At. Madrid), João Cancelo (Valência), Garay (Zenit), David Luiz (PSG), Siqueira (At. Madrid), André Gomes (Valência), Javi Garcia (Zenit), Witsel (Zenit), Enzo Pérez (Valência), Ramires (Chelsea), Matic (Chelsea), Rodrigo (Valência), Di Maria (PSG), Tiago (At. Madrid), Maxi (Porto), Jose A. Reyes (Sevilha), Eduardo (D. Zagreb) e Roberto (Olympiacos).
Do Porto: Beto (Sevilha), Danilo (Real Madrid), Pepe (Real Madrid), Otamendi (Man City), Alex Sandro (Juventus), Mangala (Man City), Fernando (Man City), Vieirinha (Wolfsburg), Hulk (Zenit), Jackson (At. Madrid), Falcão (Chelsea), além de Casemiro e Oliver Torres, antes emprestados ao FCP.
Do Sporting: Ronaldo, evidentemente e, ainda, Miguel Veloso (D. Kiev), Rojo (Man United), Carriço (Sevilha) e Danny (Zenit). De outros clubes, cito (não exaustivamente): Ruben Vezo (V. Setúbal/Valência), Sebá (Estoril/Olympiacos), Benaglio (Nacional/Wolfsburg), Antunes (P. Ferreira/D. Kiev).
Caso o Mónaco estivesse na Champions, ainda havia Fábio Coentrão (SLB), João Moutinho (FCP), Ivan Cavaleiro (SLB), Bernardo Silva (SLB) e Ricardo Carvalho (FCP)."

Bagão Félix, in A Bola

Perder sem dar um passo atrás

"A ideia mais forte que fica do jogo de Istambul é a de que já existe um 'Benfica de Rui Vitória'. Nem tudo é perfeito, há até muito para melhorar mas entra pelos olhos que esta equipa tem qualidade suficiente para 1utar pelo tri e para seguir em frente na Champions.
É da mais elementar justiça atribuir a Rui Vitória o mérito que efectivamente lhe pertence nesta primeira fase da temporada, sobretudo na forma como debaixo das críticas que se seguiram às derrotas com Sporting e Arouca - insistiu numa ideia que acabaria rapidamente por consolidar. No meio deste processo ainda ninguém ouviu o treinador queixar-se do que quer que fosse. E, se calhar, até tinha algumas boas razões para isso.
O jogo na Turquia exigia várias respostas. Seguia-se a uma paragem inusitadamente prolongada para vários titulares (André Almeida, Samaris, Gaitán, Guedes e Jonas não jogavam pelo Benfica desde a vitória no Calderón, há já 21 dias!) e era este o primeiro exame a sério desde a grave lesão de Nélson Semedo. Ora, independentemente do resultado negativo, é justo reconhecer que a equipa não perdeu a boa dinâmica que trazia de Setembro. Voltou a mostrar que está no bom caminho e acabaram por ser dois erros individuais a trair o bom trabalho colectivo - mas isso, como lembrou Rui Vitória, "faz parte".
Nunca há jogos fáceis na Liga dos Campeões, muito menos fora de casa. Quantas equipas venceram ontem na condição de visitante? Nem uma. Se os adeptos do Benfica queriam também perceber, através do jogo de ontem, se a equipa estava preparada para o dérbi, creio que ninguém ficou com dúvidas: obviamente que sim."

E vamos ao 'derby'!

"Benfica-Sporting. De imediato, fica tudo dito sobre emoções naturalmente à solta na mais histórica intensa rivalidade do futebol português (perdão; do desporto português, pois até foi muito via ciclismo - duelos José Maria Nicolau-Alfredo Trindade - que se desenvolveu para âmbito nacional, seja em que modalidade for, vide... matraquilhos).
Claro que o confronto do próximo domingo é dos mais especiais no longuíssimo, e saudavelmente excitante historial dos derbies. Vamos passar ao lado do perigosíssimo incêndio, tão perto de paiol de pólvora!, irracionalmente ateado e alastrado por dirigentes desde o início desta futebolística temporada. Jogadores e adeptos irão saber afastar-se de tão descabelado atiçar de ânimos, tal como o fizeram, há escassos dias, no disputadíssimo Benfica-Sporting em futsal.
O derby já bem à vista é dos mais especiais nos últimos anos apenas porque o Sporting parece ter dado grande passo para reencontro com a sua ancestral história de óbvio candidato ao título - e este título, tudo o indica, vai voltar, enfim!, a ser renhidamente discutido entre os nossos três gigantes. 
Claro que a sensacional transferência de Jorge Jesus é crucial no crescendo de ambição sportinguista. Sensacional mudança por se tratar do treinador bicampeão. Mas profissionalmente normalíssima, pois o Benfica não pretendeu a sua continuidade. Por isso, a esmagadora maioria nas bancadas da Luz deve receber Jorge Jesus como novo adversário, sim, mas sem esquecer o respeito absolutamente devido a quem liderou a equipa no reencontro com permanente discussão de títulos e... sua conquista (3 em 6 anos, mais Taças, Supertaça e consecutivas finais europeias; da soma de tudo isto, o Benfica há muito tinha intensa saudade). É fundamental ter boa memória. E absurdamente mesquinho seria benfiquistas caírem na esparrela de ver em Jorge Jesus um traidor!
Excitante derby. Importantíssimo para ambos. Ainda mais para o Benfica. Pela responsabilidade de estar em sua casa, pela oportunidade de ultrapassar o rival (se vier a vencer o jogo em atraso na Madeira) e, no outro polo, pelo risco de maior atraso, quiçá irrecuperável psicologicamente.
Muito mais à vontade o Sporting. Ganhando na Luz, que híper galvanização! Empatando, continuará à frente do Benfica (Bruno de Carvalho, ao seu estilo, avançou para incentivo perigoso!...: empate saber-lhe-á a derrota...). Perdendo, o Sporting não se debaterá com anormalidade (porque na Luz) e ficaria, na pior hipótese, a 3 pontos do FC Porto, talvez a 1 do Benfica.
Segundo derby da época. Também por aí - Sporting conquistou Supertaça Cândido de Oliveira -, maior pressão sobre o Benfica. Sendo gritante a diferença de circunstâncias face à final no Algarve: o Benfica chegava de desastrosa digressão americana que lhe demoliu planeamento de pré-temporada! Jorge Jesus tinha modelo de jogo, esquema tático e equipa já com muito razoável estrutura; Rui Vitória, no rescaldo de muito más, para não dizer péssimas, condições de treino, nem um onze pudera sequer erguer... Muito curiosa perspetiva para este domingo:
- Rui Vitória, grande adepto de 4-3-3, decerto manterá o 4-4-2 que, pelas características do plantel, sobretudo de Jonas, teve de preferir no Benfica...
- Jorge Jesus, único treinador em Portugal com sistemática opção por 4-4-2 nos últimos anos, talvez hesite em optar, na Luz, por 4-3-3... Muito provável decidir-se por ligeiro retoque no 4-4-2: William-Adrien (ou Aquilani) na base do meio campo, outro médio (João Mário) no flanco direito, Gelson na esquerda, em vez de Bryan Ruiz (preferência pela sua velocidade, explorando potencial dificuldade benfiquista para suprir lesão de Nélson Semedo) e, para próximo apoio ao imprescindível Slimani, talvez avance a argúcia de Aquilani rendendo o habitual Gutierrez...
Sim, o reforçado Sporting tem variedade de consistentes opções superior à do Benfica."

Santos Neves, in A Bola

Kant na arbitragem

"Immanuel Kant nasceu, viveu e morreu em território prussiano, na cidade de Kanigsberg (hoje, Kaliningrad, um oblast russo). Notável filósofo e eticista, Kant deixou-nos bases essenciais para o desenvolvimento da chamada ética dos deveres. Para isso, formulou o princípio do imperativo categórico que, numa das suas três regras (a da consistência), nos propõe: «Age unicamente segundo a máxima que te leve a querer ao mesmo tempo que ela se torne uma lei de tal modo que, se os papéis fossem invertidos, as partes em questão estariam sempre de acordo».
Mas a que (des)propósito vem isto? De arbitragem, assunto que nunca o visionário Kant poderia imaginar, ele que morreu em 1804. A patologia arbitral aí está a contradizer Kant. Não há jogo em que a culpa de qualquer coisa não seja dos juízes, assim se branqueando erros dos restantes intérpretes. Ainda estou para ouvir treinadores/dirigentes - viciados em criticar os árbitros por um suposto ou imaginário prejuízo - a confessar o seu contrário, isto é que, às vezes, também são beneficiados. O caso mais recente é o de Lopetegui que jamais deixa passar um resultado menos bom sem bater nos homens do apito. Curiosamente, nem um sibilo diante de um claríssimo penalty não assinalado a favor do Chelsea.
Volto ao imperativo kantiano: «critica os erros da arbitragem contra ti unicamente segundo a máxima que te leve a querer ao mesmo tempo que ela se torne uma lei de tal modo que, se os erros forem a teu favor, não deixarás de o criticar também».
Como militante de um clube, nem sempre ajuízo assim, reconheço. Mas eu sou um simples adepto..."

Bagão Félix, in A Bola

Uma Semana do Melhor... com Pedro Ribeiro

O Benfica-Sporting em família

"Há um dia em que o ruído de fundo, por mais desagradável que seja, é inevitavelmente abafado pela voz do povo no estádio. Domingo é esse dia. Na Luz, a rebentar pelas costuras, vamos finalmente recentrar a questão entre os velhos rivais no local onde ela faz mais sentido: no relvado. Gosto muito de derbies e já vi suficientes por esse Mundo fora para poder dizer, sem receio de ser corrigido, que o de Lisboa é um dos mais intensos e picantes. Está ao nível de um Milan-Inter, um Real Madrid-Atletico, um Celtic-Rangers, um Liverpool-Everton, um Boca-River, um Fla-Flu. O Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica mexe com a cidade, com as pessoas e com o país, dada a dimensão social dos dois - enorme - e a eterna actualidade do seu antagonismo. O meu velho amigo Afonso Melo publicou um tratado quando o derby fez cem anos e acertou em cheio na apresentação do mesmo: «100 anos, 1907-2007... Benfica-Sporting, Sporting-Benfica... pior do que inimigos, eram irmãos!», escreveu ele. É isso. A génese dos dois clubes explica muita coisa e ajuda a perceber por que razão o campeonato particular - melhor: a contabilidade particular - que quase todos os lisboetas trazem escondida no coração, muitas vezes acaba por ser a recordação mais prazenteira da época. Perguntem a um sportinguista e a um benfiquista da minha geração que memória guardam da época de 1986-87. O benfiquista lembrará o título de campeão «apenas com uma derrota». O sportinguista lembrará essa derrota: «o» 7-1 de Alvalade. E dirá que esse resultado valeu bem um título. 
Sempre apreciei a picardia que anda associada ao derby lisboeta e que se transmite de bairro em bairro, de família em família, de geração em geração. Certas coisas nunca mudam. É uma rivalidade malandra, pícara e colorida como poucas, não fossemos nós, portugueses, verdadeiros especialistas em anedotas, provocações, chistes, pilhérias e maledicência. Pertenço a uma família numerosa que adora futebol e onde convivem cordialmente adeptos dos três grandes e (todos) do SC Braga. Em minha casa vivemos o derby com grande desportivismo e temos por hábito consolar (com alguma malícia, reconheço), os que (consoante o resultado) ficam de penca murcha. Dos nossos cinco filhos, três torcem pelo Sporting e dois pelo Benfica. A única guerra que fazem é a dos cachecóis pendurados na televisão antes do jogo. Mas assim que ele começa, o ecrã fica limpo - e assim que ele acaba o ambiente continua limpo. Que há coisas bem mais importantes que a bola. Na minha família e entre os meus amigos felizmente ninguém se revê no feio espectáculo dos últimos dias. O derby institucional em versão rasteira a tal rivalidade pícara e colorida a resvalar para a vulgaridade, para a ordinarice, até para a boçalidade. Muita asneira se fez e muito disparate se disse nestes últimos dias. Uns mais às claras, dando a cara nas televisões e nas rádios; outros mais pela calada, escondidos no recato dos gabinetes e no conveniente anonimato da rede. Mas tenho esperança que a coisa fique por aqui. É que cheira mal. E o fedor cola-se aos dois. Pode haver quem pense, sugestionado pelo disparates dos últimos dias, que o derby é mesmo uma guerra. Eu tenho memória e sei o que senti no estádio do Jamor quando o very light matou o adepto Rui Mendes que tinha vindo da Mealhada para assistir ao derby. Nenhuma pessoa normal esquece isso. Jamais. O Benfica-Sporting não é, nem pode ser, uma guerra entre inimigos; mas uma infindável picardia entre irmãos mais ou menos casmurros, como dizia o Afonso. Ao jogo, meus senhores, ao jogo. Haja juízo."

André Pipa, in A Bola

O peso da 'guerra surda'

"Benfica e Sporting encontram-se, este domingo, no Estádio da Luz. As duas equipas defrontam-se em condições praticamente idênticas, se atendermos ao comportamento que têm tido nas primeiras jornadas da Liga: o Sporting recuperou dignidade futebolística e a sua personalidade, sobretudo com a chegada de Jesus e depois de Bruno de Carvalho ter aberto a torneira aos investimentos que tão indispensáveis se tornavam, enquanto o Benfica, depois de um início de época perdedor, conseguiu vencer a depressão e entrar de novo nos eixos. Antevê-se, pois, um certo equilíbrio de forças, num jogo em que Jesus volta à Luz, desta vez na pele de adversário, o que justifica atenção máxima, e num jogo ainda em que Bruno de Carvalho fica em casa, depois de nas últimas semanas ter servido veneno em doses extras, com o clube bicampeão nacional a fazer uma espécie de 'guerra surda'.
Tem-se verificado uma nítida desproporção na linguagem desportiva, com os responsáveis do Sporting a revelarem maior protagonismo no momento de abrir hostilidades e com o seu presidente a servir de porta-voz, por vezes com uma linguagem desfasada do cargo que ocupa, mas nem assim a conseguir arrastar o Benfica para o campo da batalha verbal. Apesar da tentação de responder à letra, Vieira adoptou uma táctica mais ponderada, deixando de lado o espalhafato das intervenções permanentes, mas, ainda assim, sendo provavelmente mais contundente - o processo a Jesus marcou a actualidade e mesmo o caso das prendas! aos árbitros foi reduzido a um 'fait -divers' pelo próprio presidente da Liga.
O que se percebe daqui é que o Benfica prefere resolver as diferenças no terreno de jogo e a mensagem codificada de Vieira passa como sendo um voto de confiança a Vitória para se impor a Jesus. Apesar de Jesus garantir que se sente confortável nestes ambientes, o que se verifica é que ele nunca sentiu o peso da hostilidade da Luz, sobretudo agora na pele de 'traidor'. A gestão dos 'silêncios' do Benfica permitiu ao próprio clube concentrar-se no essencial ou seja, ganhar, enquanto o Sporting abriu múltiplas frentes de batalha, competindo agora a Jesus blindar o grupo. Após o triunfo na Supertaça e caso consiga chegar a nova vitória, o seu fantasma continuará a incomodar."

Xistra em campo

"Num dos dérbis mais escaldantes das últimas décadas, Rui Vitória vai lançar os 11 jogadores em que mais acredita para vencer. Jorge Jesus, no reencontro com o seu palco de seis longos anos, lançará a equipa que mais o deixe protegido de uma derrota. Ambos os líderes farão todos os possíveis para não falhar.
E Vítor Pereira, o patrão dos árbitros, escolheu Carlos Xistra. Um juiz medroso, sem grande dimensão técnica nem coerência disciplinar.
Vamos ver como correm as coisas, mas esta escolha, num jogo incendiado pela falta de senso dos mais altos dirigentes e de um ou outro títere avençado, não deve deixar nenhum amante do futebol tranquilo. 
Xistra tem uma personalidade fraca. Dificilmente suportará a pressão do estádio sem cair no abismo do erro. Quem dera estar enganado e, para a semana, neste mesmo espaço poder deixar um rasgado elogio ao árbitro da Covilhã.
Mas, para já, só posso dizer, em consciência, que Vítor Pereira dispõe de poucos árbitros de alto nível e, para um Benfica-Sporting, que marca o regresso de Jorge Jesus à Luz, conseguiu escolher um nome fora desse grupo tão restrito. No futebol, é preciso ter muita pontaria, mesmo quando se trata de errar o alvo."

Perfeito

Benfica 9 - 0 Sporting

Foi de facto uma exibição praticamente perfeita, além do demérito Lagarto, já se nota uma enorme evolução na nossa equipa em relação à Supertaça, tanto o Torra como o Adroher já estão mais adaptados... Pessoalmente, ainda não estou totalmente convencido, no aspecto defensivo, mas o enorme potencial ofensivo deste plantel, já começa a 'bombar'!!!
Recordo que no Hóquei não existe Play-off's, e portanto todos os pontos contam...

Os Lagartos montaram mais um triste espectáculo de comunicados antes do jogo, após eles próprios confirmarem que não respeitaram os prazos pré-estabelecidos! Agora, alguém achou que o jogo ficou afectado pela ausência dos animais Lagartos?! Pessoalmente, defendo que nestes jogos, é preferível (e mais barato) não ter claques adversárias, do que montar os sistemas de segurança, securitários, que acabam por proteger delinquentes que não deviam ter acesso aos pavilhões!!!

Adiar, o que não devia ser adiado !!!

Galatasaray 2 - 1 Benfica


Não vi o jogo todo, portanto não me vou alargar. Uma não vitória do Galatasaray hoje, deixava os Turcos praticamente fora do apuramento; para o Benfica era importante, mas o resultado não era decisivo, esta variável, pareceu-me ter sido decisiva no resultado de hoje... independentemente da nossa falta de eficácia, ou da justiça ou injustiça do resultado.
Sofremos dois golos estranhos (um daqueles penalty's, que sendo penalty, na letra da lei, não devia ser...); e uma 'cueca' de um Alemão ao Júlio César, numa jogada onde o Eliseu está mal posicionado... e onde em 80% dos casos idênticos, os árbitros marcam fora-de-jogo, erradamente!!!
Sendo que além de não termos 'fechado' a qualificação, ainda vimos o Samaris ficar castigado para o jogo da Luz... o Samaris é provavelmente o jogador mais difícil de substituir no nosso actual plantel, além do Nico!!!
Agora é preciso recuperar fisicamente, e ir com o moral todo para o derby...

Record !!!

Galatasaray 1 - 11 Benfica

Ferreira; Buta, Azemovic, Ferro, Yuri (Araújo, 31'); Guga, Sanches; Gonçalves (Jota, 64'), Carvalho, Berto; Zé Gomes (Jorginho)
E até começamos a perder...!!!
Alguns vão dizer que fizemos mal 'baixar' os Juniores da equipa B, que não havia necessidade... Mas se queremos fazer boa figura nesta competição, temos que ter os melhores, e é bom que as rotinas sejam alicerçadas... Se o Benfica fizesse esta Fase, com os jogadores do plantel de Juniores, e depois na Fase Final chamássemos os da equipa B, isso sim, seria injusto...
E ainda faltaram o Rúben Dias, o Pedro Rodrigues e ainda o Gonçalo Guedes!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Uma réstia de senso

"Estamos em semana de muito e bom futebol. A festa começa hoje, no Dragão, com o FC Porto-Maccabi de Telavive e prossegue amanhã com o Galatasaray-Benfica. Os dois únicos representantes portugueses na Liga dos Campeões ocupam classificações interessantes nos grupos de qualificação que lhes entreabrem as portas das eliminatórias (4 pontos portistas e seis os benfiquistas nas duas primeiras jornadas). Depois de amanhã será dia de Liga Europa, com o Braga em plano de destaque ao liderar o seu grupo, mais o Sporting, com janela ampla de onde se vislumbra a final da prova, e o Belenenses, nitidamente sem andamento para gerir duas frentes, a interna e a externa, correndo o risco de sofrer danos de complexa reparação, conforme o próprio treinador já reconheceu. O que coloca a nu, mais uma vez, as debilidades da Liga portuguesa e confronta a intensidade competitiva que a caracteriza: todos gostam de se pavonear nos palcos uefeiros, mas, de um modo geral, do quarto lugar para baixo a tendência para só assinar o ponto e prejudicar a nossa posição no ranking é incontrolável. Nem sempre foi assim, é verdade, mas as honrosas excepções que a história nos revela (Vitória de Setúbal, Boavista, Vitória de Guimarães e até o Belenenses) apenas confirmam a regra.
O programa completa-se com o derby, o mais desejado de todos, na Luz. E talvez por isso, Jorge Jesus, imediatamente a seguir à vitória sobre o Vilafranquense na Taça de Portugal, entre outros reparos, lançou um aviso à navegação, dizendo o que, agitadores congénitos à parte, todos gostariam de ter dito. «Gostava que a uma semana do derby se falasse mais de futebol, que se falasse mais da qualidade dos jogadores do Benfica, da qualidade dos jogadores do Sporting, do valor de ambas as equipas. Era muito melhor para vender o futebol, nós aqui e vocês aí. Vamos esperar para ver», afirmou o treinador leonino naquilo que poderá definir-se como atitude de eloquente sensatez que ajuda a desenrolar o novelo de intrigas, de agressões verbais e de outros cenários igualmente pouco edificantes.
Esta recomendação/desabafo não deve dirigir-se a alguém em particular. Retrata tão-somente um estado de espírito e expressa uma sugestão no sentido de se dar espaço e condições para os actores poderem trabalhar e prepararem-se como desejam de maneira a atacarem com sucesso os importantes desafios que os esperam, porque, contrariamente ao que apregoam os donos da razão, quando chegar o momento da decisão, tudo quanto afirmaram ou insinuaram vale absolutamente nada. O que conta é o que vai passar-se sobre o relvado: a coragem, a força, a inspiração e o talento dos jogadores, consequência da preparação técnica, física e mental determinada pelos treinadores, em função da experiência, do saber, da confiança e da perspicácia de cada qual.
Assim, embora não tendo sido ele o destinatário da mensagem de Jesus, não ficaria mal a Bruno de Carvalho tentar compreender o seu significado e fazer um esforço para entregar o protagonismo a quem o merece, aos únicos que o merecem: jogadores e treinadores, porque são eles os artistas que compõem o espectáculo.
Pedir-lhe para ficar calado, ou falar com moderação, é desperdício de tempo. Ainda ontem, por exemplo, teve direito à antena da RTP África e Internacional para se dirigir ao mundo lusófono. O que pode ser o ponto de partida de excelente ideia futura. Por cá, já lhe ouvimos quanto baste, mas somos poucos, dez milhões mal medidos, motivo por que não seria despiciendo se passasse a dar mais atenção aos grandes mercados emergentes no futebol, como o asiático... Tanaka seria logo valorizado para aí em mil por cento..."

Fernando Guerra, in A Bola

Lateral-esquerdo

"Talvez seja a posição onde a oferta de jogadores de qualidade é mais escassa. Falo de laterais-esquerdos: rareiam os jogadores que juntem competências defensivas com capacidade de oferecer profundidade ao jogo atacante e que combinem esses atributos com as características morfológicas exigidas, hoje, a um defesa (nomeadamente a altura) e, claro está, que sejam canhotos. É isso que explica que o valor de mercado dos laterais-esquerdos seja comparativamente elevado.
Não por acaso, muitos dos grandes laterais-esquerdos são jogadores adaptados: alguns nem sequer são canhotos e muitos fizeram a formação noutras posições. O Benfica tem sido particularmente afectado por esta crise crónica de laterais-esquerdos. Tirando o já distante Léo, as duas épocas com Coentrão e a passagem efémera de Siqueira, a posição de lateral-esquerdo tem sido o ponto fraco do Benfica.
Lembrei-me disto porque, contra o Vianense, causou alguma surpresa que, a certa altura, Rui Vitória tivesse recuado o extremo-esquerdo Nuno Santos para a posição de lateral-esquerdo.
À primeira vista, a equipa não ganhou nada com a alteração. Talvez não seja assim.
Nuno Santos é um jogador com um talento notável de drible simples e com uma velocidade única que lhe permite verticalizar o jogo com muita facilidade. Não engana: vai dar craque. Fez, é certo, toda a sua formação como atacante. Mas a ideia de Nuno Santos como lateral-esquerdo pode bem ter pernas (e altura) para andar. Tem muitíssimo para aprender em termos de posicionamento defensivo, mas o seu futebol de profundidade e velocidade só pode ganhar se partir de posições mais recuadas."

O futebol e a manipulação

"Esta é a semana do derby e seria absolutamente despropositado não se falar de futebol.
Ao contrário do que muitos poderão pensar, até pelo hábito do desregramento a que estivemos sujeitos nos últimos tempos, falar de futebol é falar do jogo, de jogadores, de equipas. Falar de futebol não é, pois, o equivalente a falar de matérias circundantes e circulares, que têm colocado o futebol no epicentro de uma cultura de futilidade e de vulgaridade, que gera audiências na razão directa do mais estúpido interesse dos mercados.
Há muitos anos que o futebol serve de meio de consolidação da ignorância dos ignorantes. Um aproveitamento que estará nos antípodas daqueles que o aproveitam em benefício do conhecimento e da inteligência. No fundo, a dimensão do futebol é tão grande que tudo permite. Especialmente, em matéria de manipulação de um povo menos preparado e pouco avisado.
Porém, o futebol, enquanto jogo, enquanto espectáculo, enquanto desporto altamente profissionalizado e, por isso, especializado, tem um encanto invulgar. Para não dizer único.
Estamos numa semana especial, a caminho de um Benfica-Sporting que gera enormes expectativas. Rui Vitória e Jorge Jesus sabem disso e os seus pequenos dramas resumem-se, nesta fase, a tomarem decisões sobre a gestão dos homens que têm ao dispor. É previsível que Jesus seja mais pragmático e que volte a pensar menos na Europa e mais no campeonato nacional; tal como é expectável que Vitória queira somar pontos em Istambul e só depois pense exclusivamente no jogo com o Sporting. Um jogo que, apesar de tudo, contará mais para o Benfica."

Vítor Serpa, in A Bola

Da verdade

"Lembra-se de quem afastou Portugal da final do Mundial de 1966? Sim, foi a Inglaterra - e nas famosas lágrimas com que Eusébio deixou Wembley não havia só água (quase tudo) e cloreto de sódio como no poema do Gedeão - havia raiva e revolta (sobretudo). Farisaica, a FIFA permitira à federação inglesa a mudança de palco - e para aceitar levá-lo de Liverpool para Londres a FPF recebera (em cortesia...) cheque chorudo. A selecção chegara na véspera do jogo, ao fim do dia, logo se percebeu que o hotel onde a puseram era circo no seu alarido, Eusébio contou:
- Dentro e fora, uma barulheira incrível não nos deixava dormir, a meio da madrugada tivemos de ir para outro hotel, a 30 quilómetros, de malas às costas...
O que aconteceu sabe-se bem - e o presidente da federação argentina denunciou-o, sem punhos de renda:
- Stanley Rous éum homem incorrecto. Organizou o Mundial para que a Inglaterra ganhasse. Mas eu faria o mesmo se jogasse na Argentina...
Craque dessa selecção era Pepe Sasía - e noutra circunstância afirmou:
- Atirar terra aos olhos dos guarda-redes? Os dirigentes não gostam que se faça isso quando o fazemos às claras...
Esse atirar de areia aos olhos tornou-se a metáfora perfeita dos piores jogos que o jogo tem dentro de si - e o recordar da frase de Sasía e da marosca de Inglaterra é para mostrar que o futebol é mesmo assim - há muito tempo...
Bruno de Carvalho revelou-o (por outras palavras): que ao abrir na TVI caixa de Pandora com o Eusébio na tampa, a abriu por um desejo de verdade simplesmente. (Ou de legalismo, vá lá...) No futebol, como na vida, a verdade nunca é simples - e o oposto da verdade até pode nem ser a mentira, o oposto da mentira pode não ser a verdade. E o que eu acho dessa verdade que Bruno de Carvalho quer não é a verdade - é ganhar. Ganhar como os outros ganham ou ganharam (com mais ou menos verdade...) - por saber que assim talvez ganhe mais depressa, mesmo que não ganhe melhor..."

António Simões, in A Bola

PS: Não foi só barulho, nos corredores do tal Hotel os jogadores portugueses também foram assediados por 'meninas', que convenientemente tinham aparecido!!! Alguns dos Magriços já o admitiram!!!

Vitória na Serra

Sp. Covilhã 0 - 2 Benfica B


Finalmente, uma vitoria fora de casa... Devido ao jogo em Londres na Sexta, tivemos mais alguns dias de descanso, além disso o Hélder optou pela rotatividade, em algumas posições, já que noutras, foi obrigado, porque vários dos Juniores, que normalmente jogam na B, devem jogar amanhã em Istambul na UEFA Youth League.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ultramar: Pedaço de terra lusitana!

"Como em quase tantas e tantas facetas do Futebol português, o Benfica também foi pioneiro na disputa de uma eliminatória da Taça de Portugal frente a um adversário africano. Foi na época de 1957/58, num tempo em que as equipas ultramarinas foram chamadas a participar na prova. Era ainda um «Portugal uno e indivisível», como nos ensinava a mestra palmatória.

Em Maio de 1958, num estilo inflamado, um jornal nacional fazia publicar este libelo: «Portugal não pode ser dividido por fronteiras - esta é a verdade. O Ultramar é um pedaço de terra lusitana e tem os mesmos direitos e os mesmos ideais. Por isso, o significado desta presença transcende o âmbito desportivo e coloca-se no plano do convívio nacional».
Esta alegria a letra de imprensa explicava-se facilmente: disputada desde a época de 1938/39, a Taça de Portugal recebia pela primeira vez representantes das chamadas Províncias Ultramarinas.
Até à época de 1952/53 limitada aos clubes da I Divisão, a segunda prova mais importante do calendário nacional passara nessa altura a contar com um representante das ilhas Adjacentes. Agora o passo era gigante e estendia-se a África.
Em 1957/58, entrávamos, portanto, num período revolucionário, se assim se pode falar em anos tão violentamente marcados pelo Estado Novo.
Considerando a Federação Portuguesa de Futebol que as equipas da Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Macau não tinham ainda qualidade suficiente para disputar uma competição tão exigente, determinou-se que os campeões de Angola e Moçambique viriam a Lisboa defrontar os dois apurados para a final, numa espécie de tira-teimas ao qual se deu o pomposo nome de 2.ªs meias-finais da Taça de Portugal.
E o sorteio das 2.ªs meias-finais ordenou os seguintes embates:
Ferrovia de Nova Lisboa (Angola) - Benfica. Desportivo Lourenço Marques (Moçambique) - FC Porto.
Perante as dificuldades de deslocação das equipas metropolitanas a África, optou-se pela solução não muito justa de estabelecer Lisboa como «casa» dos ultramarinos. E assim, Alvalade e Restelo receberam a 1.ª mão das 2.ªs meias-finais da Taça de Portugal.
O Ferrovia de Nova Lisboa, fundado em 1931, era campeão de Angola há nove anos consecutivos. Os seus jogadores eram todos funcionários dos Caminhos de Ferro de Angola, trabalhando das 7 às 17 horas e treinado-se a partir das 18h.
O Desportivo de Lourenço Marques era a equipa de Fernando Laje, um dos mais considerados jogadores do Ultramar que chegou a ser dado como certo no Sporting, convite que viria a recusar. Já no final da carreira, Laje justificava essa opção à sua chegada a Lisboa: «Não quis deixar-me seduzir por miragens. Tenho uma boa situação na vida, como despachante de uma firma inglesa, e seria grossa asneira abandonar tudo em troca de profissão tão ingrata...»
Outros tempos.
No dia 25 de Maio, no Estádio de Alvalade, o Benfica vence o Ferrovia por claros 6-2. Os golos do Benfica são marcados por Águas (3), Mendes, Palmeiro Antunes e Gervásio, do Ferrovia, na própria baliza; os golos angolanos são da autoria de Nascimento e Valente.
A imprensa fica desiludida com a modéstia da exibição dos homens de Nova Lisboa. Aos 11 minutos de jogo já o Benfica vencia por 3-0. Depois, abrandando o ritmo de jogo, permitiu a reacção angolana e a pequena recuperação até ao 2-4.

Angolanos brancos e portugueses de cor!
Os jogos da 2.ª mão, realizados a 1 de Junho, cavaram diferenças maiores.
O Benfica recebe o Ferrovia de Nova Lisboa na Tapadinha e vence por inequívocos 11-1.
Os golos 'encanados' são marcados por Azevedo (4), Águas (3), Coluna (1), Palmeiro Antunes (1), José Maria (1) e Medeiros (1), do Ferrovia, na própria baliza. O golo angolano é de Martins.
Para a história, fica a equipa que o Ferrovia apresentou nos dois jogos: Fernando; Amândio e Carvalho; Ferreira, Gervásio e Briosa; Valente, Martins, Santos, Madeiros e Nascimento.
«A equipa do Ferrovia, que se tornou simpática pela forma como os seus componentes lutaram de princípio a fim com energia e limpeza de atitudes, fragmentou-se em breve espaço de tempo, perdendo os seus elementos o sítio do jogo e até a noção de futebol», escrevia o grande Tavares da Silva. E elogiava: «Diga-se que a classe de José Águas iluminou a partida com singulares revérberos, dando-nos apontamentos modelares de técnica e execução».
Pela primeira vez, equipas das colónias disputavam jogos oficiais com equipas da Metrópole. Ainda que, curiosamente, as equipas ultramarinas fossem quase por inteiro compostas de jogadores de raça branca.
E o Benfica, por exemplo, tivesse nas suas fileiras mais jogadores de cor do que o Ferrovia.
Voltariam as 'águias' a defrontar africanos para a Taça de Portugal. E nós voltaremos ao assunto. Porque o Benfica continuou pioneiro: primeiro clube português a disputar uma eliminatória no continente africano.
Dez anos mais tarde...

1957/58 - 1/2 final - Desportivo Lourenço Marques 2 - 6 FC Porto, Restelo(Lisboa)
1957/58 - 1/2 final - FC Porto 9 - 1 Desportivo Lourenço Marques, Antas (Porto)
1957/58 - 1/2 final - Ferrovia Nova Lisboa 2 - 6 Benfica, Alvalade(Lisboa)
1957/58 - 1/2 final - Benfica 11 - 1 Ferrovia Nova Lisboa, Tapadinha(Lisboa)
1958/59 - 1/4 final - Ferroviário da Beira 0 - 9 FC Porto, Tapadinha(Lisboa)
1958/59 - 1/4 final - FC Porto 7 - 0 Ferroviário da Beira, Antas(Porto)
1959/60 - 1/4 final - Belenenses 6 - 0 SC Portugal de Benguela, Restelo(Lisboa)
1959/60 - 1/4 final - SC Portugal de Benguela 0 - 3 Belenenses, Campo Grande(Lisboa)
1960/61 - 1/4 final - Sporting Lourenço Marques 1 - 4 Belenenses, Alvalade(Lisboa)
1960/61 - 1/4 final - Belenenses 4 - 1 Sporting Lourenço Marques, Restelo(Lisboa)
1961/62 - 1/4 final - Benfica 7 - 1 Ferroviário da Beira, Luz(Lisboa)
1961/62 - 1/4 final - Ferroviário da Beira 1 - 7 Benfica, Tapadinha(Lisboa)
1962/63 - 1/4 final - Sporting Lourenço Marques 1 - 3 Sporting, Alvalade(Lisboa)
1962/63 - 1/4 final - Sporting 4 - 2 Sporting Lourenço Marques, Alvalade(Lisboa)
1963/64 - 1/4 final - Lusitânia dos Açores 3 - 1 Ferroviário L. Marques, Municipal(Angra do H.)
1963/64 - 1/4 final - Ferroviário Lourenço Marques 2 - 2 L. dos Açores, Tapadinha(Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - Olhanense 4 - 0 União Des. Int. Bissau, Padinha(Olhão)
1964/65 - 1/8 final - União Des. Int. Bissau 2 - 3 Olhanense, Salema (Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - SC Portugal de Benguela 2 - 5 Setúbal, Restelo(Lisboa)
1964/65 - 1/8 final - Setúbal 6 - 1 SC Portugal de Benguela, Bonfim(Setúbal)
1965/66 - 1/8 final - Clube Sportivo Mindelense 2 - 4 Marítimo, Barreiros(Funchal)
1965/66 - 1/8 final - Marítimo 7 - 0 Clube Sportivo Mindelense, Barreiros(Funchal)
1966/67 - 1/8 final - Beira Mar 6 - 0 Ténis Clube de Bissau, Mário Duarte(Aveiro)
1966/67 - 1/8 final - Ténis Clube de Bissau 3 - 5 Beira Mar, Salema(Lisboa)
1966/67 - 1/8 final - Académica 7 - 0 ASA, Municipal(Coimbra)
1966/67 - 1/8 final - ASA 1 - 2 Académica, Campo Grande(Lisboa)
1968/69 - 1/8 final - ASA 0 - 4 Benfica, Coqueiros(Luanda)
1968/69 - 1/8 final - Benfica 3 - 2 ASA, Coqueiros(Luanda)
1968/69 - 1/8 final - Académica 4 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Municipal(Coimbra)
1968/69 - 1/8 final - Ferroviário Lourenço Marques 0 - 1 Académica, Municipal(Coimbra)
1968/69 - 1/8 final - União Des. Int. Bissau 1 - 5 Sporting, Alvalade(Lisboa)
1968/69 - 1/8 final - Sporting 12 - 0 União Des. Int. Bissau, Alvalade(Lisboa)
1969/70 - 1/8 final - Ténis Clube de Bissau 0 - 3 Braga, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1969/70 - 1/8 final - Braga 0 - 1 Ténis Clube de Bissau, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1969/70 - 1/8 final - Textáfrica 2 - 6 Belenenses, Soajo(Vila Péry)
1969/70 - 1/8 final - Belenenses 3 - 0 Textáfrica, Ferroviário(Beira)
1969/70 - 1/8 final - Ind. Porto Alexandre 0 - 4 U. Tomar, Municipal(Tomar)
1969/70 - 1/8 final - U. Tomar 5 - 1 Ind. Porto Alexandre, Municipal(Tomar)
1970/71 - 1/8 final - FC Porto 4 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Antas(Porto)
1970/71 - 1/8 final - Sporting 21 - 0 Clube Sportivo Mindelense, Alvalade(Lisboa)
1970/71 - 1/8 final - Ind. Porto Alexandre 1 - 0 U. Coimbra, Municipal(Porto Alexandre)
1970/71 - 1/4 final - Benfica 6 - 0 Ind. Porto Alexandre, Luz(Lisboa)
1970/71 - 1/4 final - Ind. Porto Alexandre 0 - 2 Benfica, Salema(Lisboa)
1971/72 - 1/16 final - Textáfrica 1 - 3 Leixões, Soajo(Vila Péry)
1971/72 - 1/16 final - Tirsense 2 - 1 Ind. Porto Alexandre (a.p.), Abel Figueiredo(Santo Tirso)
1971/72 - 1/16 final - Sporting Bissau 0 - 2 Sintrense, Sarmento Rodrigues(Bissau)
1972/73 - 1/16 final - Nova Lisboa e Benfica 1 - 2 Atlético, Cacilhas(Nova Lisboa)
1972/73 - 1/16 final - Farense 6 - 0 União Des. Int. Bissau, São Luís(Faro)
1972/73 - 1/16 final - CUF 3 - 1 Ferroviário Lourenço Marques, Alfredo da Silva(Lavradio)
1973/74 - 1/32 final - Textáfrica 0 - 1 Atlético, Soajo(Vila Péry)
1973/74 - 1/32 final - CUF 6 - 0 Moxico, Alfredo da Silva(Lavradio)
1973/74 - 1/32 final - Sporting Bissau 0 - 1 Oriental, Sarmento Rodrigues(Bissau)"

Afonso de Melo, in O Benfica

"A carta... o gesto... o benfiquismo"

"A história de um rapaz que preferiu ficar em casa a renegar o Benfica

Era uma vez um benfiquista, filho de um sportinguista. O benfiquista era José Manuel, um miúdo de 9 anos. Um dia, planeando uma ida 'com uns amigos a Coimbra para ver o desafio com a Académica. O pai e amigos disseram ao Zé Manuel que o levariam (...) se ele escrevesse a sua renúncia pelo clube «encarnado» e «virasse» para o Sporting. Pois o miúdo disse logo que preferia perder o passeio, mas por nada desta vida deixava o Benfica!... E cumpriu; preferiu ficar em casa!'.
A história do José chegou ao Benfica através de uma carta, 'aquela carta que não esperávamos (...) simples, despretensiosa, mas magnífica (...) nos seus reflexos de amor clubista'. O seu autor foi o médico do pequeno que, sensibilizado com a petiz atitude, se dirigiu ao Clube assim: 'Não sou desportista ferrenho, mas não posso deixar de apreciar um gesto, que, pela idade do autor, merece reparo. Tenho um doentinho (...) que é para mim o adepto n.º 1 do Benfica'. E, após contar o episódio, concluí: 'Achei o miúdo estupendo e o gesto magnífico (...) Tenho a certeza de que este garoto, se recebesse umas palavras vossas, sentiria melhor o valor do seu gesto e formaria melhor até o começo da sua personalidade'.
No Benfica, a carta foi recebida com particular emoção - 'atónitos, não sabíamos que mais admirar: se a persistência do doentinho de nove anos, se o entusiasmo desse médico' - sendo prontamente preparada uma reposta à altura: 'Queridinho José Manuel. O sr. Doutor contou-nos o teu gesto. Gostámos de o saber e acredita que o Benfica fica sendo muito teu amigo. Diz ao teu paizinho e aos seus amigos que o Benfica é um grande clube (...) É certo que perdeste um bom passeio (...) Mas ganhaste, ganhaste, Zé Manel, a maior das virtudes que um homem pode ter - a sua dignidade de pensamento. Acredita que o Benfica apreciou muito o teu gesto (...) e diz ao teu paizinho que até é engraçado ele ser do Sporting e tu do Benfica. No teu lar feliz ficarão, assim, representadas as cores de bandeira portuguesa (...)'.
Hoje, passados 62 anos, José Manuel guarda orgulhosamente a carta, o emblema e a fotografia que lhe foram enviados pelo Clube em 1953.
No Museu Benfica - Cosme Damião os adeptos não são esquecidos, a todos eles é dedicada a área 13. Viagem ao coração benfiquista."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

"ACONTECEU
O Museu Benfica - Cosme Damião vive sobretudo da memória afectiva das gentes benfiquistas. No passado dia 7 de Outubro, José Manuel, protagonista do artigo 'A carta... o gesto... o benfiquimo', visitou-nos e recordou emocionado essa história.
A visita, para além da exposição permanente, contemplou o Departamento de Reserva, Conservação e Restauro, onde mostrou a carta, o emblema e a fotografia que o Benfica lhe enviou há 62 anos, e o Centro de Documentação e Informação, onde viu um original do jornal O Benfica onde foi publicada a sua história, a 7 de Maio de 1953. Acompanhado da mulher e do filho, José partilhou com toda a equipa da Direcção de Património Cultural como foi para um menino de 9 anos tornar-se famoso ao ser capa do jornal do Clube, referindo que na escola passou a ser 'o Benfica' e que recebeu inúmeras cartas, de vários pontos do país, a parabenizá-lo pela sua atitude."

in O Benfica

Any Given Benfica II