Últimas indefectivações
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O caminho não será fácil !!!
Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-18, 25-17, 25-22
Começamos a 2.ª fase, com aquele que teoricamente será o jogo mais acessível... tendo em conta as contrariedades no momento o calendário até ajudou, o verdadeiro teste vai acontecer no próximo fim-de-semana, com o jogo na Maia, no Sábado, e a recepção ao Sp. Espinho no Domingo. Não sei se o Miguel Tavares vai recuperar a tempo, o Coelho tem estado bem, mas não é a mesma coisa...
Ter o pássaro na mão, e deixá-lo fugir !!!
Reus 4 - 3 Benfica
Estivemos por duas vezes em vantagem na 2.ª parte (1-2 e 2-3), mas não conseguimos gerir o jogo... não é fácil comentar um jogo pelas 'infos' na Net, ainda por cima em Catalão - com o caseirismo normal... -, mas mesmo assim perto do final do jogo, acreditando na 'info' Catalã, ficou um penalty por marcar a favor do Benfica, isto num jogo onde o Reus nas 'bolas paradas' marcou dois golos (LD, Penalty) e falhou um LD nos últimos segundos, e o Benfica não beneficiou de uma única situação de 'bola parada', se calhar até falhávamos, como tem sido hábito, mas é um indicador...
É sempre bom ficar em 1.º lugar no grupo, mas entre o Liceo da Corunha e o Valdagno a diferença não é muita... talvez o 'trauma' da eliminação da época anterior pelos Italianos, pode ter alguma influência... Parece que vão ser os Italianos os primeiros do grupo C, vão receber os Galegos e têm mais 3 pontos.
Em condições normais o Viareggio em casa, tem tudo para vencer o Reus - ou pelo menos empatar -, e nós vamos vencer os Alemães na Luz, portanto tudo vai depender da 'motivação' dos nossos 'amigos' Bertolucci!!!
Vitória no meio do Atlântico
Lusitânia 61 - 70 Benfica
12-11, 21-21, 14-22, 14-16
Só na 2.ª parte conseguimos uma vantagem de 10 pontos - sustentada - que acabámos por gerir até ao final... Nota para a não utilização do Doliboa, que normalmente faz os 40 minutos, que desta vez foi 'substituído' pelo Carlos Andrade, que foi o melhor marcador, e o melhor ressaltador...
Excelente vitória
"A história é simples de contar. Em mais de cem anos o Benfica ganhou duas vezes na Alemanha. Uma com Jorge Jesus e outra com Jorge Jesus. Todos nós como adeptos temos direito à nossa opinião, em futebol não há nada mais democrático que a asneiras. Todos temos direito a ela. Factos é que são mais difíceis de rebater. Excelente vitória na Alemanha, num jogo com uma soberba arbitragem, o que para quem vem das habilidades do Proença e do Xistra ainda se faz mais notado. Com arbitragens destas o Benfica seria campeão, com aquilo que se vê e se sabe em Portugal é praticamente impossível. Ainda há muitas homenagens ao Calheiros, ao Guímaro, ao Marques da Silva em actividade. Há muita gente para homenagear. Se pensarmos que temos a eliminatória resolvida, perdemos em casa e somos eliminados. Se voltarmos a entrar com esta maturidade e rigor estaremos na próxima fase.
Quinta-feira, na Luz, será difícil aos mais de 40 mil adeptos fazer melhor que os cinco mil portugueses que durante 90 minutos calaram a BayArena. Esta alegria é merecida e inteiramente dedicada aos nossos adeptos e emigrantes que mostraram com civismo e dedicação o amor ao clube e ao País. Foi uma festa dentro da festa.
Depois do jogo da Madeira nada melhor que explicar com futebol a injustiça dos procedimentos. Contra a Académica teremos de averiguar se ainda nos deixam jogar com 11, e ficar reconhecidamente gratos se isso ainda for possível. A expulsão do Matic na Madeira é o resumo do nosso futebol e do nosso campeonato. Matic é simplesmente o mais influente e importante jogador do Benfica. Contra a Académica será mais um passo de uma luta desigual, mas que ainda assim terá de ser travada com valentia.
Com o critério de validação do golo do FC Porto contra o Olhanense o Benfica teria ganho 3-2 ao Braga na primeira jornada. E eu até sou a favor desse critério... e por isso acho o golo bem validado. Pena que não seja para todos."
Sílvio Cervan, in A Bola
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
E Pinto da Costa citou as escutas...
"No editorial da última edição da revista Dragões, Pinto da Costa criticou a escolha de João Ferreira para o Benfica-FC Porto, citando, em defesa da sua tese, uma conversa entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira, constante das escutas do Apito Dourado.
Sim. Depois de esgrimir argumentos contra a divulgação das escutas e sua utilização pelos tribunais; depois de ter accionado judicialmente quem citou as escutas ou meramente anunciou onde podiam ser ouvidas; depois de se ter vitimizado, alegando danos de imagem; depois de um ilustre portista, Rui Moreira, ter abandonado em directo um programa televisivo por se recusar a debater o teor das escutas; eis que Pinto da Costa sai a terreiro e trata de citar as famosas escutas.
É um daqueles momentos que marcam um antes e um depois; que retira argumentos a todos os pintistas que se refugiavam no sacrilégio que era comentar o que praticamente toda a gente ouviu ou leu (na net são mais de nove milhões os clics nas escutas...); e que abre, enfim, novas pistas de debate a propósito do que a Justiça portuguesa entendeu não dever ser tido em linha de conta.
E se há coisa que os portugueses não conseguem entender são os expedientes da Justiça, a ideia de que os grandes, das finanças, da política e também do desporto estão sempre acima dos comuns mortais e que nada lhes acontece; os alçapões que os causídicos mais hábeis conseguem explorar; as voltas e reviravoltas que os casos dão, aqueles que não saem do mesmo sítio e ainda os que acabam por prescrever.
Mas regressemos ao tema desta coluna: Pinto da Costa já cita as escutas do Apito Dourado. E eu a pensar que, em semana de resignação do Papa, nada mais me poderia surpreender..."
José Manuel Delgado, in A Bola
Basta!
"Já não há desculpas.
Só é enganado quem quer.
Desde 2001 que ele anda por aí.
Teve tempo de resolver (pelo menos) dois Campeonatos, recebeu todas as insígnias que lhe deviam, não faltou às merecidas homenagens, e deixou cair todas as máscaras.
Começou por se auto-intitular 'benfiquista', certamente para dissimular vontades. Depois, sempre muito bem penteado, foi lançado as sementes de uma carreira frutuosa, que o levou Europa fora, até aos mais cintilantes palcos, para dirigir os mais importantes jogos, recebendo os louvores e prémios correspondentes.
Pelo meio, fez o que fazem aqueles que, nos meandros da arbitragem portuguesa, pretendem chegar longe: protegeu os poderes instalados, com o seu apito sempre afinado segundo a mesma escala, sem variações, sem uma só colcheia ou semi-fusa a destoar.
Não irei repetir-me. Não vou voltar a descrever todo o vasto e negro historial da criatura. Nem esta coluna daria para tanto.
Quero apenas manifestar o meu desejo, ou melhor, a minha exigência, de que isto não fique assim.
Quero acreditar que a força social e institucional do meu Clube seja suficiente para impedir este indivíduo de continuar, época a época, a transformar jogos do Benfica num repetido Carnaval. Não acredito em coincidências. Nem em azares - sobretudo quando se sucedem em série. E não duvido da sabedoria, da preparação, nem da perspicácia de quem tão galardoado é. Sobram pois poucas hipóteses.
Achei graça a uma entrevista concedida nas vésperas do último clássico. Diverti-me com as acrobacias retóricas de quem pretendia estar nesse jogo, certamente para fazer dele o que fez de outros. Mas esperava que o bom senso não permitisse voltar a vê-lo por perto.
Eis que regressou, em todo o seu esplendor, para dar mais um bailinho - agora na Madeira - a todos os que, ingenuamente, ainda crêem na sua isenção.
O homem continua a sua luta. Talvez queira tornar-se imortal. Talvez sonhe ser uma espécie de Calabote ao contrário. E enquanto o deixarem, enquanto o deixarmos, ele não irá parar."
Luís Fialho, in O Benfica
PS: Este último paragrafo era desnecessário... se a tentativa era fazer uma piada, havia muitas outras formas... continuar a usar o nome do Calabote, insinuando um beneficio que nunca aconteceu, não fica bem... muito menos aos Benfiquistas.
Objectivamente (gatunagem)
"Este fim-de-semana os gatunos atacaram forte no Futebol! Não. Não estou a falar da actuação do «benfiquista», Pedro Proença, na Madeira, nem da sua vergonhosa actuação em que beneficiou o Nacional, e por tabela, o nosso mais directo competidor, o FC Porto!
Não. Não estou a falar da expulsão de Matic, nem do penálti de Claudemir sobre Gaitán.
Não. Não me vou sequer a referir às sistemáticas péssimas actuações Pedro Proença sempre que apita o Benfica, demonstrando em campo uma arrogância e uma atitude de má vontade que já começa a enjoar!
Mas não. Não estou a falar de nada disso. E já nem me lembro do golo em fora-de-jogo do Maicon a época passada que deu mais um título emporcalhado ao FC Porto! E nem quero pensar que por causa dessas boas arbitragens o Pedro Proença tenha sido empurrado para a final da Champions e do Europeu! É que a apitar assim por cá, poderia haver dúvidas das suas capacidades lá fora. Mas não. Por cá ele pode fazer o que quer.
Lá fora faz arbitragens do outro Mundo! Por isso ainda fico mais zangado quando Pedro Proença se lança de apito na boca a apitar jogos do Benfica!
Mas não estava a falar de nada disso! Estou a falar dos gatunos que entraram na Federação Portuguesa de Futebol para roubar o computador do presidente, Fernando Gomes, e da sua secretária, Marina, antiga e experiente funcionária que já acompanhou muitos presidentes daquele organismo dirigente do Futebol e que, provavelmente, terá muitos segredos guardados na sua máquina de disco rígido...
Há por agora muito segredo na actuação da gatunagem neste fim-de-semana. Mas estou certo que, mais dia menos dia, tudo se irá esclarecer!"
João Diogo, in O Benfica
Assinatura PP
"1. Empatámos (mal) no sempre difícil campo do Nacional, com uma muito displicente entrada em jogo, depois de algumas boas fases com azares à mistura e, no final, um empate que só não é mais penalizador porque o FCP também empatou... e num jogo bem mais acessível. Desta vez, o árbitro Pedro Proença, sempre tão bom lá fora como infeliz quando arbitra o Benfica,esteve bem no plano técnico mas falhou disciplinarmente Prejudicando: o Benfica, claro. Deve ser azar. Dele e nosso.
2. É bem possível que o Conselho de Disciplina da Federação já tenha decidido, mas as notícias do fim-de-semana indicam que se prepara uma grande 'golpaça'. O FC Porto, que utilizou indevidamente três jogadores no jogo da Taça da Liga, não iria ser castigado, pois essa 'promoção' de jogadores da equipa B, menos de 72 horas depois, 'não feriu a verdade desportiva' e 'foi de encontro ao espírito da lei'. Enfim, a lei, que é clara e não deixa margem para dúvidas, visando impedir que as equipas que têm formações B tenham vantagem, fazendo uma melhor gestão dos plantéis, seria interpretada conforme dava jeito... ao FC Porto, que neste caso pôde fazer descansar os jogadores da primeira equipa, utilizando os da formação B. Perante um caso tão claro de violação dos regulamentos, já se estranhara a demora na decisão do CD. Depois, começou a perceber-se. Até porque, entretanto, o tal CD já havia remetido para a Liga denúncias anónimas (!), uma das quais visando quatro jogadores do Benfica que teriam jogado dois encontros da equipa A com menos de 72 horas de diferença. Claro que o caso, sem pés nem cabeça, morreu logo, pois a Comissão de Instrução de Inquéritos da Liga nem lhe deu seguimento, tão ridículo era. Mas o objectivo do CD federativo foi claro: ao meter ao barulho mais uns tantos casos desviava as atenções do caso do FC Porto e dava a entender que os regulamentos eram confusos e se prestavam a várias interpretações. Enfim, o Sistema aí está de novo. E é com alguma curiosidade que aguardo a reacção dos dirigentes do V. Setúbal, sempre tão dóceis para com o FCP...
3. Não é por muito repetirem um desejo que ele se torna realidade, Alguns sportinguistas afirmaram que o clube é a maior potência desportiva nacional e agora o seu presidente até fala em 700 títulos ganhos em dois anos. Como se fosse possível fazer equivaler um título de Futsal com, por exemplo, um título de 'plumas' de Taekwon-do (por muito respeito que esta modalidade mereça). Mas, enfim, o 'rigor histórico' dos sportinguistas é há muito conhecido..."
Arons de Carvalho, in O Benfica
Carnaval
"Era de esperar outra coisa? O Pedro Proença no apito, Domingo Gordo, só podia dar mascarada.
A coisa chegou a parecer séria até aos últimos instantes. E depois?
O tal árbitro, considerado o melhor do Mundo, sendo que Portugal não conta para essa precipitada avaliação, teria que assumir o seu costumeiro protagonismo, a sua sanha, numa laia de sentenças dignas da data que se comemorava.
O Carnaval do Proença é o Carnaval do costume. Em caso de dúvida, castiga o vermelho e beneficia outras enunciações cromáticas, todas as outras. É de agora? Não, é de sempre.
O homem não tem, não tem de todo, condições psicológicas par ajuizar qualquer partida em que o Benfica seja interveniente.
A expulsão de Matic é dos episódios mais hilariantes de que há memória no Futebol português.
Arrogante, altaneiro, desdenhoso, podia contentar-se com aquela dose de brilhantina na cabeça, seu sinal distintivo. Só que o outro sinal é pior. Pior e causa dolos.
As razões de queixa do Benfica são mais que muitas.
O Proença padece de antibenfiquismo primário. Primário e recorrente. Isso não é uma maleita? Grave, muito grave, considerando o seu poder discricionário num jogo.
Enquanto o Proença apitar, o Benfica terá fatalmente menos golos, terá sempre mais expulsões, terá sempre motivos para presumir má-fé.
As proençadas do Proença são as proençadas da inverdade. Quando se pugna pela verdade desportiva não há que acabar de vez com proençadas?
Confesso mesmo que se o Proença é o melhor árbitro do Mundo, eu tenho que ser o adepto mais cego do planeta."
João Malheiro, in O Benfica
Carnavalesco
"O Carnaval é coisa toleirona. O Carnaval sem o respectivo corso seria assim como uma espécie de coisa toleirona e contra-natura. E, mesmo sendo o discurso carnavalesco uma espécie de apologia do mundo às avessas, há avessas que nunca o podem ser totalmente, não vá dar-se o caso de o mundo sair do próprio eixo.
Deste modo, o corso carnavalesco, no futebol português, começa muito antes do Entrudo e prolonga-se no tempo. É caso para dizer que, no futebol português, o Entrudo é sempre que o presidente da Liga ou da FPF ou do Conselho de Arbitragem querem (ou que alguém quer por eles). Neste fim-de-semana, o Carnaval chegou com o demissionário presidente do Sporting travestido de futuro presidente do Sporting a dizer que chegou a pensar no actual treinador do Benfica para o ajudar como cangalheiro da coisa. Foi enternecedor e certamente que o actual treinador, acabado de enterrar a faca no anterior treinador, saboreou a sensação da lâmina a entrar nas suas próprias costas. Antes, chegara a notícia de que uns meliantes assaltaram a assaltada sede da FPF. Levaram umas coisas informáticas do Presidente e da sua Secretária. Deixaram para trás evidências e, entre as mochilas e martelos, certamente que andará por lá um diligentemente esquecido cartão de associado de um clube. Enquanto a polícia investiga, a tribo da bola espera o veredicto que a FPF ditará num dos dias seguintes ao do Entrudo. Há quem garanta que o verdadeiro Carnaval conhecerá o seu esplendor nesse mesmo dia. Pelo caminho, foi interessante ver como a charanga afinou em pleno corso uma musiquita em tom de ‘requiem’ pela alma do nosso Benfica que deixara dois pontos na Madeira. Para azar da banda e dos pantomineiros que bufam nos instrumentos (tocando de ouvido e fiando-se de que não necessitam de ler a pauta), desta vez a coisa correu mal. Tudo por culpa de um penalti marcado em tons de vira minhoto e falhado em ritmo de chá-chá-chá que fez com que fosse em vão todo o esforço carnavalesco do melhor, e mais ‘brilhantinado’, gigantone do mundo.
E assim se vai passando mais um Carnaval, normal e com tudo nos eixos."
Pedro F. Ferreira, in O Benfica
Meio caminho andado... !!!
Bayer Leverkusen 0 - 1 Benfica
Fomos mais uma vez felizes em Leverkusen !!! Mesmo com todas as poupanças - Maxi, Enzo, Salvio, Lima... -, com algum pragmatismo e com muita concentração, com muita disciplina e solidariedade, com inteligência táctica e com um mortífero Tacuara (mais uma vez, está muito perto de passar a ser, o 2.º melhor marcador Glorioso de todos os tempos na Europa, só atrás do King!!!)... e ainda com um Melga salvador nos últimos segundos!!!
Nas últimas épocas, temos tido quase sempre um jogo Europeu, em condições Alpinas - ou Árticas -, em Donetsk correu bem, em São Petersburgo correu menos bem, hoje, com muita neve, voltou a correr muito bem...!!! Ficou claro esta noite, que o discurso de Jesus - desvalorizando tudo, em prol do Campeonato -, é para ser levado a sério. Ainda bem que assim é... Ficou também claro, que temos plantel... Em algumas situações, em bolas perdidas dentro da nossa área, tivemos alguma fortuna, mas também tivemos nos pés o 0-2, várias vezes !!! Mesmo assim, o Artur nem teve assim tanto trabalho...
O Artur mostrou alguma ansiedade, a neve não ajudou, mas com o decorrer do jogo, foi ganhando confiança...
A minha única discordância na rotação do Jesus, foi o Jardel. Que já demonstrou ser de confiança. Assim parece que vamos atacar esta série de 4 jogos 'perigosos' com a dupla Luisão, Garay. Que hoje esteve quase sempre bem, mas devido à qualidade dos avançados adversários, teve algumas dificuldades, sendo ultrapassados em situações onde normalmente isso não acontece. Por exemplo, no ultimo lance - o Melga Save !!! -, é um erro do Garay (e inicialmente do Melga também!!!).
Os laterais cumpriram defensivamente, a ordem era para não subir... e assim até foi bom o Maxi ficar no banco!!! Sem os desequilíbrios nas faixas, o trabalho dos centrais e do Matic ficou facilitado. Em alguns momentos do jogo, o Benfica retraiu-se em demasia, nessas alturas os laterais fechavam ao meio, e os extremos jogavam quase como laterais, passou muito por esta movimentação, o sucesso da equipa... Se o Melga acabou quase por não subir - com o politica de rotação o Melgarejo só jogou hoje, porque o Luisinho nos últimos jogos não deu cinfiança... -, o Almeida ainda teve tempo de fazer a assistência para o Cardozo!!!
Mais um grande jogo do Matic. Com o André Gomes ao lado foi mais afoito, com o Enzo foi mais fixo. O André Gomes continua a ter perdas de bola proibidas - com uma regularidade assustadora!!! -, não sei se é excesso de confiança, mas tem que rapidamente rectificar... O Enzo posicionalmente perde-se, mas consegue compensar, com uma enorme garra...
Os extremos merecem um grande elogio essencialmente pelo trabalho defensivo, o trabalho do Ola John denota uma evolução enorme... Passaram muitos minutos na nossa linha defensiva... Enquanto o Urreta teve pouca bola, o Ola na primeira parte, agarrou-se demasiado à bola, e na segunda, com um bocadinho mais de instinto matador podia ter marcado por duas vezes!!! A entrada do Salvio acabou por ser importante, para dar qualidade de posse...
O Nico na minha opinião fez o jogo mais consistente a '10', sem grandes oportunidades de golo, mas seguro nas transições ofensivas... As coisas só não correram melhor, porque com o terreno pesado, a bola 'prendia' e muitos passes saíram pouco tensos - ao Nico a ao resto da equipa... -, obrigando o jogador que recebia a bola, a parar...
O Cardozo marcou... é para isso que lhe pagamos o ordenado. Depois de uma chata lesão. Depois de uma série de jogos sem marcar. Depois da Proençada lhe ter 'saltado a tampa' foi muito importante o Óscar ter marcado um golo tão importante como este... O Lima entrou para sujar a camisola...
Já vi muitos jogos arbitrados por este senhor na Liga Espanhola, e admito que normalmente gosto, hoje teve quase sempre bem, e com critério: disputas duras, com bola: sem falta; faltas duras, com o objectivo de jogar a bola: sem cartões; faltas cínicas, mesmo que 'leves': com amarelos!!! Não concordei com aquele livre perto do fim, por jogo perigoso do Enzo, e fiquei com muitas dúvidas na 1.º parte, em diversas ocasiões, nos foras-de-jogo não assinalados ao ataque do Bayer, mas a realização nunca mostrou as repetições!!!
Estamos no intervalo da eliminatória, nada está ganho, mas está melhor do que estava no início do jogo. O jogo na Luz não será fácil. Tudo vai depender da maneira como os nossos jogadores vão encarar o jogo: com a concentração competitiva que demonstrámos hoje, a vitória será nossa... Isto apesar da qualidade indesmentível desta equipa Alemã, que luta pelo 2.º lugar na Bundesliga com o Dormund, e que esta época já venceu o Bayern !!! Digo isto porque nos próximos dias, tenho a certeza que os iluminados do costume vão descobrir milhares de debilidades neste Bayer!!!
Não vai ser fácil, manter o ritmo no meio de tantos jogos, nas próximas semanas... mas nunca poderemos esquecer que o objectivo: é o Campeonato. Com a lesão do André Gomes, deverá ser o André Almeida o substituto do Matic no Domingo. Temos que entrar a 'matar', tal como fizemos em Coimbra para a Taça, não podemos ficar à espera dos golos... Com o apoio incondicional de todos, à equipa - e ao treinador -, as nossas hipóteses de triunfar aumentam, continuar a alimentar novelas - e invejas - com o Jesus e com a Direcção sempre que temos um resultado menos bom - como o da Choupana -, não é inteligente, nem ajuda o Clube a ultrapassar os obstáculos ciclópicos - Proenças e amigalhaços... - que temos pela frente!!!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O Carnaval teve forte concorrência
"Assim que houver um jogador do FC Porto expulso ou 'penalty' contra o FC Porto experimentarão os benfiquistas os deleites que, até agora, só têm sido 'desfrutados' pelo nosso adversário.
TERÇA-FEIRA de Carnaval teve forte concorrência esse ano. Ah, pobre terça-feira de Carnaval, tão desmaiada de viste logo pela manhã face às palavras de Pinto da Costa versando árbitros. Versando mas em prosa, note-se bem, nada de versos a rimar nem de aparatos declamatórios.
Se só aparecer lhe bastava, depois de um longo período de ausência - praticamente desde que qualificara de «estúpidos» e de «idiotas» todos aqueles que falam mal dos árbitros -, Pinto da Costa não só veio ele próprio, dando a mão à palmatória, falar mal de árbitros como também, e melhor ainda, se dispôs a comentar publicamente uma escuta telefónica do processo do Apito Dourado.
É a primeira vez na História que tal coisa acontece. Daí termos começado por dizer que este ano o Carnaval teve forte concorrência. Aliás, nem houve Carnaval. Circunstâncias de monta o impediram, concordarão.
Mal Pinto da Costa disse que o João 'pode ser' Ferreira satisfez», imobilizaram-se todos os corsos nas principais artérias das nossas vilas e cidades mais dedicadas ao entrudo. Não valia a pena gastar gasolina.
Para quê deitar dinheiro à rua a troco de divertimento quando o maior dos divertimentos pode acontecer grátis numa terça-feira de Carnaval?
Em 2013, Carnaval, digo-te de caras, foste muito fraquinho. Esmagou-te a concorrência. Tiveste-a forte, é certo. Em 2014 veremos como te vais portar.
CURIOSA, sem dúvida, a primeira referência do presidente do FC Porto às escutas do Apito Dourado. Evidentemente não se referiu a nenhuma das 1329 gravações em que era o protagonista. Ou o engenheiro-mor ou o chefe da caixa, como preferirem.
Na sua alocução, a tal que deu cabo do Carnaval, referiu-se o presidente do FC Porto a uma escuta ao major Valentim Loureiro em que o ex-presidente da Liga de Clubes apresentava a Luís Filipe Vieira uma lista de nomes de árbitros, a ver qual lhe agradava mais.
Inadvertidamente, Pinto da Costa prestou um serviço inestimável ao presidente do Benfica. Basicamente ilibou-o do grosso das suspeitas que não podem deixar de cair sobre todos os que foram escutados pela polícia no decorrer do processo do Apito não pode ser Dourado.
Disse o presidente do FC Porto em abono do presidente do Benfica que «de muitos nomes» propostos pelo major só o de João Ferreira mereceu um «pode ser» de Vieira. Também já ouvi a escuta e confirmo. É verdade. No entanto, ao ouvi-la - não é a mesma coisa do que ler a transcrição da conversa - fiquei com a ideia de que o «pode ser» a João Ferreira se prendeu mais com motivos militares do que com interesses desportivos. Ferreira é major do nosso Exército. O outro major, por definição, também era major e o presidente do Benfica não terá querido melindrar aquele ramo das Forças Armadas.
Voltemos à vida civil.
Pinto da Costa põe Luís Filipe Vieira salvo das más-línguas quando revela, chocado, que o presidente do Benfica «de muitos nomes» que lhe foram apresentados, enfim... não terá gostado de nenhum a não ser daquele, do tal major. Ainda bem, dizemos nós, os benfiquistas com relativo alívio.
Mal por mal, ainda bem que o presidente do nosso clube não reagiu a uma lista «de muitos nomes» de árbitros como se de gente da sua confiança se tratassem. Como se fossem, um a um, tão íntimos que até o presidente do Benfica, nas horas vagas, pudesse dispensar aconselhamentos matrimoniais aos pais dos próprios árbitros.
Para compreenderem que, ao contrário do presidente do Benfica, o presidente do FC Porto tinha um cacharolete de árbitros em grande estima e conta pessoal, remete-vos para o YouTube.
Para compreenderem o que levou, Pinto da Costa a esperar um mês até reagir à nomeação do major João Ferreira para arbitrar o Benfica-FC Porto, remeto-vos para o segmento seguinte desta crónica em que, a propósito dos regulamentos da Taça da Liga, será analisado com parcimónia o estranho caso do elixir da juventude que, de certa maneira, explica tudo.
AO contrário do que sucedeu com o Sporting do Braga B, o FC Porto não vai ser penalizado por ter utilizado três jogadores em dois jogos sem se ter cumprido o prazo de 72 horas que os regulamentos estipulam. Até aqui tudo normal, nada de carnavalesco. Ninguém acreditou que o Conselho de Disciplina da FPF pudesse alguma vez cometer a leviandade de penalizar o FC Porto com a eliminação de uma prova do calendário oficial.
«Todavia hay clases, no?», como dizem os espanhóis.
De acordo com a imprensa que se tem vindo a ocupar do assunto, foi graças a um «buraco na lei», um vazio, uma omissão do legislador, que o FC Porto viu rapidamente arquivada a queixa contra os seus interesses na Taça da Liga. Acontece frequentemente noutros casos bem mais importantes e que nada têm a ver com futebol. Refiro-me, obviamente, ao buraco na Lei.
No entanto, a melhor defesa da razão do FC Porto não foi nenhuma conveniente tecnalidade jurídica. A defesa que fez tábua rasa dos regulamentos das competições foi apresentada nas páginas do Jornal de Notícias por Armando Leitão, professor da Faculdade de Engenharia do Porto.
Diz-nos o professor Leitão que «o tempo mede-se, não se conta» e que «a partir do momento em que a precisão é a hora, 71 horas e 45 minutos são 72 horas». Como se não bastasse ainda adiantou: «72 horas é o intervalo entre 71 horas e 30 minutos fechado até 72 horas e 30 minutos aberto.»
Para os que perderam no raciocínio do professor Leitão e tendo sempre em mente os exemplos recentes, esclarece-se que nisto das horas e dos minutos «fechado» é para o Sporting de Braga B e «aberto» é para o FC Porto, naturalmente, e volta a ser «fechado» para o Vitória de Setúbal.
Para os que, independentemente das suas afeições clubistas, são renitentes à intuição automática destes conceitos modernos de tempo contado e medido, de espaço de tempo, esclarece-se que isto, no fundo, bem analisado, são muito boas notícias para toda a gente.
Imagine o leitor que faz anos no fim deste Inverno. Alegre-se! Na realidade, segundo a ciência, só faz anos a meio do próximo Verão.
Incrível, não é? Teve o FC Porto que correr um ligeiríssimo risco de vir a ser eliminado de uma prova oficial para, finalmente, se descobrir o elixir da juventude.
Estão também esclarecidos porque demorou Pinto da Costa um mês a reagir à nomeação da major-árbitro João Ferreira para o Benfica-FC Porto. É que, na verdade, não demorou nem um minuto. Foi na horinha, amigos. Se não acreditam, perguntem aos cientistas. Ou ao legislador.
NO domingo de Carnaval, o Benfica empatou fora com o Nacional. Logo a seguir, o FC Porto empatou com o Olhanense em casa, resultado que surpreendeu o país. Bastava ao FC Porto ganhar para se ver sozinho no topo da tabela deixando o Benfica a 2 pontos na condição subalterna de perseguidor.
Assim não aconteceu.
As já citadas e recitadas declarações de Pinto da Costa sobre árbitros, em concorrência fatal para o dia de Entrudo, foram notícia dois dias depois da jornada de domingo que deixou uma vez mais FC Porto e Benfica emparelhados no primeiro lugar.
Se o FC Porto tivesse ganho ao Olhanense estas declarações de Pinto da Costa não teriam qualquer utilidade ou sentido. Melhor lhe serviria ficar calado.
E se fosse ao contrário? Se o FC Porto tivesse ganho ao Olhanense depois do empate do Benfica na ilha da Madeira, será que Luís Filipe Vieira viria a público acusar Pedro Proença de ter cometido na Choupana «um atentado ao futebol e à verdade desportiva»? Espero bem que não. Falar de árbitros é só para gente estúpida e idiota.
O Benfica empatou com o nacional porque ofereceu dois golos ao adversário e jogou menos à bola do que tem sido costume. Os árbitros são o que são, às vezes enganam-se. Todos têm as suas características. Já ouvi benfiquistas muito indignados porque, nos minutos que antecederam o pontapé de saída do FC Porto-Olhanense, a cada expulsão de um jogador do Benfica o estádio do Dragão vinha abaixo com aplausos.
E se fosse ao contrário, não aconteceria coisa parecida na Luz? Assim que neste campeonato houver um jogador do FC Porto expulso (em 18 jornadas ainda não aconteceu) ou uma grande penalidade marcada contra o FC Porto (também ainda não aconteceu em 18 jornadas) exprimentarão os benfiquistas os deleites que, até agora, só têm sido desfrutados pelo nosso adversário.
Quanto a Pedro Proença... nada a dizer. Palavras, para quê?
Pedro Proença é como o azeite, acaba sempre por vir ao de cima.
PS - Foi assaltada a sede da FPF. Só levaram o computador do presidente. Fiquem tranquilos os ladrões. Como não foram autorizadas por um juiz as gravações das câmaras de video-vigilância da sede da FPF não vos vai acontecer nada."
Leonor Pinhão, in A Bola
Neo-realismo
"Este texto não pretende falar de Gaibéus, nem de Ladrões de Bicicletas. Muito menos ficar para a história como um tratado de pessimismo, ou de optimismo. Quer ser, antes de tudo, um retracto fiel da correlação de forças que o Futebol português actualmente traduz.
Desde Setembro que Benfica e FC Porto não perdem um único ponto no Campeonato Nacional (salvo, naturalmente, o empate entre ambos). Olhamos para a tabela classificativa, e vemos o nosso Clube a realizar uma das melhores campanhas das últimas décadas. Mas, não estamos no 1.º lugar. Este estranho paradoxo deve ser entendido à luz de duas diferentes dimensões.
A primeira é a superioridade absoluta que os dois 'grandes' demonstram, e a fragilidade que todos os outros raramente conseguem disfarçar. Os efeitos da crise fizeram sentir-se sobretudo a 'Classe Média' da nossa Liga, o que a transforma num passeio semanal para 'Águias' e 'Dragões'.
A segunda remete-nos para o crescimento competitivo que o Futebol 'encarnado' manifesta, face a um FC Porto que há meia dúzia de anos dominava a seu bel-prazer quase todas as competições nacionais em que participava. Na verdade, se Vieira conseguiu a recuperação financeira e estrutural do nosso Clube, Jesus é o rosto da recuperação desportiva que nos levou de um patamar subalterno - em quinze épocas, o Benfica alcançara apenas um título e quatro segundos lugares -, para um plano de total paralelismo face ao nosso grande rival.
É preciso também dizer que este não é um rival qualquer. É o mais forte que o Benfica enfrentou na sua história, ocupando o 7.º lugar no ranking da UEFA, conquistando três Taças europeias numa década, e perdendo uma única vez nos últimos 86 jogos de Campeonato. Vamos lutar até ao fim pelo título. Mas não podemos, nem embandeirar em arco com o que alcançamos, nem exigir um final feliz. Os 50% de hipóteses que temos nesta altura são já um upgrade face a um Benfica menor, com o qual durante alguns anos tivemos de conviver, e do qual jamais nos devemos esquecer."
Luís Fialho, in O Benfica
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Vermelho, vermelhão
"O sócio do Benfica Pedro Proença acrescentou mais uma linha a vermelho carregado na sua complicada relação com o clube do coração.
Nos últimos três campeonatos, a equipa de Jesus perdeu 13 pontos em 15 possíveis, com o seu associado como juiz de campo. E no reencontro da Choupana, quase um ano depois do golo de Maicon, nem faltaram os cartões vermelhos para prolongar a sua influência na vida encarnada por mais duas ou três jornadas. Com os escalpes de Cardozo e Matic, sobe a sete o número de jogadores do Benfica abatidos em campo pelo melhor árbitro do Mundo, ou seja, sete vezes mais do que em comparação com o FC Porto no mesmo número de jogos."
Doze-a-dois na tarde do furacão vermelho!!!
"Quinta jornada do Campeonato Nacional, no Campo Grande. Dois treinadores húngaros. Avançados temíveis. O FC Porto estreava um guarda-redes (no espaço de sete dias sofreu 18 golos!). O Benfica e Julinho foram irresistíveis.
Dia 7 de Fevereiro de 1943. Acabam de cumprir-se 70 anos. Campo Grande, em Lisboa, Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Quinta jornada do Campeonato Nacional. O árbitro era Vasco Ataíde, de COimbra, e vão ver que um destes dias surgirá por aí, pela boca de algum trapalhão, comparado ao pobre e inocente Inocêncio Calabote.
A verdadeira história de Calabote contá-la-ei um destes dias. Porque, ao contrário do que certa propaganda faz constar, nunca houve um 'Caso Calabote'. Houve, isso sim, um 'Caso Guiomar'. Ficará para outra altura. A efeméride a isso aconselha.
Chegava o Benfica à quinta jornada com quatro vitórias: 3-2 ao União de Lisboa, no Lumiar; 1-0 ao Olhanense, no Campo Padinha, em Olhão; 8-3 ao Vitória de Guimarães, no Campo Grande; 3-2 ao União do Barreiro, no Campo de Santa Bárbara, no Barreiro.
Grandes rematadores tinha esse Benfica. Valadas, extremo-esquerdo, que possuía um pontapé poderoso; Julinho, que marcou 202 golos, em 200 jogos; Rogério Lantres de Carvalho, o inesquecível Rogério 'Pipi', figura ímpar da história do Clube, acabado de chegar vindo de Chelas.
O FC Porto visitava a capital nesse dia 7 de Fevereiro. Pela segunda vez no Campeonato já que, na primeira jornada, fora copiosamente derrotado nas Salésias, pelo Belenenses: 0-4. Depois recebera o Sporting, na Constituição (2-2), fora ao Campo Santana, em Matosinhos, dar 4-0 ao Leixões e, também na Constituição, batera o Olhanense, por 3-2.
Da qualidade dos seus avançados, também o FC Porto não se podia queixar: Correia Dias que marcou a brutalidade de 200 golos em 167 jogos pelos 'azuis-e-brancos'; Araújo e o madeirense Artur de Sousa, conhecido por Pinga, figura maior de toda a história do Futebol português.
Ah! Esse jogo do Campo Grande prometia ser uma bela peleja!
Entremos em campo...
Entremos é um forma de dizer, entram eles, ou entraram que é mais correcto. E entraram assim:
BENFICA - Martins; Gaspar e César Ferreira; Jordão, Albino e Francisco Ferreira 'cap.'; Manuel da Costa, Julinho, Teixeira e Valadas.
FC PORTO - Luís Mota; Alfredo e Guilhar 'cap.'; Anjos, Nunes e Baptista; Póvoas, Gomes da Costa, Correia Dias, Pinga, Araújo.
Rogério 'Pipi' ainda não conquistara o seu lugar ao sol. Mas jogava Teixeira, o 'Marreco', natural dos Açores, um poço de força.
Como treinadores, dois húngaros: Janos Biri, pelo Benfica, um metódico do treino, nascido em Budapeste, que fora guarda-redes do Boavista e que passou pelas mais diversas equipas do Futebol português; Lipo Herczka, pelo FC Porto, um durão que já tinha passado pelo Benfica, entre 1935 e 1939 e fora responsável pelo primeiro Tricampeonato dos 'encarnados - voltaria em 1947 para substituir precisamente Janos Biri.
Pois... mas essa tarde foi de Biri. De Biri e de toda a equipa do Benfica. E de Julinho, claro está!
Nunca se tinha visto nada assim entre os dois clubes. E nunca mais se verá, certamente.
Aos 4 minutos, Valadas fez o primeiro golo. Pobre Luís Mota, o guarda-redes em que ninguém acreditava e viera substituir o extraordinário Mihaly Siska! Era o seu jogo de estreia. Ao intervalo já a diferença era pesada: 4-0. Golos de Valadas (31m), Teixeira (39m) e Manuel da Costa (44m, de 'penalty'). Nada a fazer. Na defesa portista a confusão é total. A rapidez dos avançados do Benfica torna-se estonteante, uma verdadeira tortura para os seu adversário. No primeiro minuto da segunda parte, Alfredo faz autogolo, mas Póvoas, aos 48m, atira para a baliza certa. Ânimo de pouca dura: Julinho (55m), Manuel da Costa (58m, de penálti) e de novo Julinho (60 e 61m) põem o resultado nuns inconcebíveis nove-a-um !!! E faltava meia-hora para jogar.
O público avermelhava de satisfação e de orgulho.
Aos 64m, Nunes é expulso. O furacão Benfica abranda. Araújo reduz para 2-9 (67m). Então o vendaval volta a soprar. Destruída, a equipa do FC Porto, ainda se sujeita a mais três golos: Julinho (75m), Francisco Ferreira (77m) e Teixeira (85m).
Doze! Doze-a-dois!
O Benfica lança-se para o título. Pelo caminho regista mais goleadas: 6-2 à Académica, 5-2 ao Unidos de Lisboa, 7-1 ao União Barreiro... Sofre derrotas pesadas - Vitória de Guimarães, no Campo da Amorosa (1-5) e Belenenses nas Salésias (2-5), mas na segunda volta não permite desforra ao FC Porto e vence nas Constituição por 4-2.
A equipa de Lipo Herczka perde na jornada seguinte, em casa, com o Unidos de Lisboa por humilhantes 2-6. Luís Mota é crucificado: nunca mais voltou a jogar na equipa principal. Termina o campeonato em 7,º (10 equipas) e é eliminado da Taça de Portugal pelo Vitória de Setúbal (0-7). Resultados de pesadelo...
O Benfica faz a dobradinha: vence o Vitória de Setúbal na final da Taça, por 5-1. E os setubalenses festejam o feito de terem sido a primeira equipa da II Divisão a chegar à final.
Quanto ao doze-a-dois é coisa que já não se usa..."
Afonso de Melo, in O Benfica
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