Últimas indefectivações

domingo, 4 de maio de 2025

Vermelhão: Vitória, apesar das armadilhas...

Estoril 1 - 2 Benfica


Vitória arrancada a ferros, com um 2.º tempo muito complicado, com mais uma arbitragem absolutamente vergonhosa... Com uma ânsia tão grande de lixar o Benfica, no penalty do Otamendi, nem hesitou a apitar, acabando por anular um golo ao Estoril!!! As regras são claras, não existe lei da vantagem em penalty's, mas todos sabemos como é que as coisas funcionam!!!

Sem o Di Maria, o posicionamento do Aursnes mudou, jogou mais perto do Tino, basicamente jogámos num 433, com o Amdouni a fazer as aproximações ao Pavlidis, algo que normalmente é o Aursnes a fazer...!!! E foi por aqui, que começamos a criar perigo e chegámos ao golo... e até podíamos ter marcado mais...

Ao intervalo, o 0-2 sabia a pouco, demos algum espaço no meio, com o Tino a pressionar alto, quando o Estoril conseguia ultrapassar a linha de pressão, havia sempre espaço no meio, mas a linha defensiva do Benfica, acabou sempre por resolver as questões, oferecendo ao Trubin uns 45 minutos tranquilos... O Estoril trocou muito a bola, entre os defesas, o Benfica defendeu muito tempo no nosso meio-campo, mas a equipa estava confortável...

No 2.º tempo, até começamos relativamente bem, com mais bola, com o Estoril aparentemente a pressionar mais atrás. Provavelmente de forma estratégica. Mas após o erro do Otamendi, no passe interceptado que acabou no penalty defendido pelo Trubin, a equipa perdeu a 'cabeça'... e o Estoril acabou por reduzir...

Curiosamente, após o 1-2, só o Benfica tentou marcar! Voltámos a controlar a bola, e jogar no meio-campo do adversário, e se não fosse um festival da ladroagem do apitadeiro corrupto, teríamos marcado mais golos...

O Trubin está a fazer uma parte final da época muito boa. Nota-se evolução em vários aspectos. A mudança de treinador de guarda-redes, foi feliz. O Nico foi considerado o MVP, apesar do tal erro no penalty... Fez um número incontável de Cortes, 'saltou' muitas vezes para  a linha do meio-campo, jogando muitas vezes na antecipação... Para a semana, a postura tem que ser outra!

Outro jogador em boa forma, nos últimos tempos, é o Kokçu... fundamental, sem ter sido muito vistoso! A titularidade do Amdouni foi a surpresa, é para mim, merecida! Acho que a cláusula de opção é demasiado alta (com um desconto de 50% comprava!), mas o Zeke tem características que no Tugão, nestes jogos com muitos contactos físicos, fazem dele um jogador muito útil: ganha muitos duelos, apesar de ser trapalhão...

O Dahl tem sido decisivo em vários jogos no meio-campo, mas como defesa-esquerdo ainda não me convenceu! Grande entrada do Barreiro, a levar porrada, a ganhar duelos, quase a marcar e ter cabeça para queimar tempo...

Como já afirmei a arbitragem foi claramente encomendada! O Estoril chegou aos últimos minutos completamente à vontade disciplinarmente, depois de vários jogadores merecerem ser expulsos! Os jogadores sofriam faltas, e levavam Amarelos... O penalty sobre o Belotti é vergonhoso! Logo a seguir, o Belotti sofre outra falta, consegue passar ao Tino, que sofre outra falta, a bola sai pela linha final, para Canto e o ladrão ainda marca pontapé baliza! Até a forma como se dirigiu aos jogadores do Estoril, quando marcava faltas a favor do Benfica, quase a 'chorar' a explicar que a falta tinha sido demasiado evidente para não marcar...!!! No golo do Estoril tenho muitas dúvidas se não existe fora-de-jogo no primeiro cruzamento para a área... Os Oito minutos de compensação foi a prova provada que o homem tinha clara intenção de roubar pontos ao Benfica... O silêncio do Benfica é inexplicável!!!


Uma nota para o Pedro Álvaro que teve o descaramento de se queixar da arbitragem no final da partida! Espero que fique registado, quando andar a pedinchar trabalho no Clube onde se formou, e mandem-no para o caralho!!! 


Amanhã a Lagartada, vai ganhar e suspeito com uma cabazada... Portanto as contas, são fáceis, temos que ganhar na Luz, no próximo Sábado, e provavelmente, por dois golos, para não ficar dependente da diferença de golos, que será seguramente favorável às Osgas na última jornada! O jogo do Sporting é simples, o Lage já demonstrou que sabe o que tem que fazer... se for necessário ter o Di Maria no banco, e o Dahl a titular no meio-campo, então é assim que temos que jogar...

6.ª Campeãs Nacionais...

Fluvial Portuense 4 - 14 Benfica

HexaCampeonato para as nossas nadadoras, e desta vez, até pareceu que a diferença ainda foi maior...

Jogo da consagração...

Benfica 5 - 0 Albergaria


Já com o título garantido, muita juventude em campo, num jogo de sentido único, e com a expulsão da guarda-redes adversário aos 21', tudo ainda ficou mais fácil...

Uma nota para o tempo que se perde no VAR, sempre que o VAR tem que decidir a 'favor' do Benfica!

Agora, falta a Taça. O jogo no Jamor contra o Torrense não será fácil, as jogadores sabem que o Torrense é uma equipa manhosa e que corre muito...

Vitória...

Benfica 6 - 2 Braga

Boa vitória, contra o muito provável adversário das meias-finais, confirmando a nossa superioridade contra este Braga, na actual época...
Na última jornada, em Alvalade, podemos ainda alcançar o 1.º lugar, não será fácil, mas não é impossível...

Esperado...

Benfica 29 - 37 Sporting
16-17

Péssimo início da 2.ª parte, foi fatal...

Mais uma Taça perdida...


Benfica 95 - 104 Corruptos
21-24, 19-27, 21-23, 23-10, 11-20

A equipa continua a perder Taças, contra um adversário inferior! A época não tem sido fácil, as constantes lesões, retiram jogadores da rotação, e retiraram ritmo e rotinas da equipa e contra este adversário tem faltado peso e centímetros interiores... e hoje foi a fez do Radic ficar de fora, além do Rorie!
Hoje, depois da grande recuperação que levou o jogo para prolongamento, conseguimos sofrer 20 pontos em 5 minutos de prolongamento! Mais frustrante ainda, quando até ganhámos mais ressaltos... mas tivemos uma percentagem ridícula nos Triplos e nos Lances Livres...

Obrigatório melhorar... muito!

Sporting 3 - 0 Benfica
25-20, 25-19, 25-23

O Serviço continua mau, com o dobro dos erros diretos do que o adversário, e a recepção continua a ser um problema!

A margem de manobra acabou, podíamos ter evitado a negra, mas agora só existe um caminho...

Lutar pelos três pontos


"O tema em destaque nesta edição da BNews é a visita do Benfica ao Estoril (20h30), num dia em que há a oportunidade de conquista de dois títulos para as águias.

1. Focados
O treinador do Benfica, Bruno Lage, considera o embate com o Estoril um "jogo muito importante" e que requer "concentração no máximo". "Focados, uma mentalidade vencedora, de enorme trabalho e com humildade para vencer este adversário", afirma.

2. Em busca do hexa
Benfica e Sporting encontram-se no Pavilhão João Rocha às 16h00 para disputarem o jogo 4 da final do Campeonato Nacional de voleibol. As águias estão a uma vitória do hexacampeonato. Marcel Matz dá conta da mentalidade da equipa: "Vamos convictos de que é possível vencer a série lá, como é óbvio."

3. Possibilidade de outro hexa
A equipa feminina de polo aquático do Benfica está a um triunfo de se sagrar hexacampeã nacional. O jogo 2 da final é na piscina do Fluvial Portuense, às 15h00.

4. Mais jogos do dia
A equipa feminina de futebol recebe o Clube Albergaria às 15h00. Na Luz, o Benfica recebe o Braga em futsal (16h00), e há dérbi de andebol entre Benfica e Sporting (18h00). A equipa feminina de hóquei em patins visita o Escola Livre (18h00).
Em basquetebol, a equipa masculina mede forças com o FC Porto em Gondomar a contar para as meias-finais da Taça Hugo dos Santos (18h00) e a equipa feminina tem o primeiro jogo da final dos play-offs em Esgueira (20h30).

5. Últimos resultados
No futebol de formação, os Juniores ganharam, por 4-1, ante o Vitória SC, os Juvenis venceram, por 5-2, frente ao Famalicão, e os Iniciados triunfaram no reduto do FC Porto por 1-5.
Quanto a equipas femininas, no voleibol o Benfica ganhou o jogo 3 da final do Campeonato ante o Braga, em futsal foi eliminado dos play-offs do Campeonato pelo Atlético, em hóquei ganhou à APAC Tojal, e em andebol triunfou frente ao CJ Almeida Garrett.

6. Iniciativas do Museu
No dia 4 de maio, domingo, o Museu Benfica – Cosme Damião assinala o Dia da Mãe com a conversa e visita guiada "Mulheres Benfiquistas, Histórias De Conquistas" e a atividade "Mãe, A Nossa Campeã!"

7. Casas Benfica
As embaixadas do benfiquismo em Peniche e em Reguengos de Monsaraz celebraram, respetivamente, 30 e 25 anos de serviço ao Benfica."

Terceiro Anel: Diário...

Mais vale sozinho do que mal acompanhado


"Lutar pelo Benfica tornou-se um ato de resistência. Num clube onde o conformismo se disfarça de estabilidade e o silêncio se vende como virtude, ser exigente é hoje quase um crime de lesa-majestade. Mas quem ama verdadeiramente o Benfica não se cala. Não pode calar.
O Benfica que defendo é um clube transparente, participativo, democrático, onde os sócios não são figurantes mas protagonistas. Um clube onde se honra a história com ações, não com frases feitas em conferências de imprensa. Mas esse Benfica — o Benfica dos valores, da exigência, da ética — tem sido sistematicamente abafado. E quem se recusa a alinhar na coreografia do silêncio é apontado, isolado, olhado de lado.
Falo por mim, mas sei que não estou só. Lutámos por novos estatutos, melhores, mais justos, mais modernos. Conseguimo-los. Com sacrifício, com trabalho invisível, com resistência contra a indiferença de muitos que preferem manter tudo como está — desde que ganhemos de vez em quando. Mas não basta ganhar. Ganhar é o mínimo. Ganhar sem honra é derrota disfarçada.
Defendemos — e continuamos a defender — que um ex-presidente que agride um sócio numa Assembleia Geral tem de ser responsabilizado. Não pode passar incólume. Não pode ser protegido por silêncio cúmplice ou esquecido por conveniência. Só após persistência incansável, e muita pressão, o episódio foi finalmente registado em ata. Como se fosse preciso mendigar justiça dentro da própria casa.
E no meio disto tudo, o que ouvimos? “Lá estás tu outra vez.” “Deixa isso.” “És um chato.” Como se lutar pelo que é certo fosse incómodo. Como se o maior crime fosse lembrar que o Benfica tem princípios. Como se a verdadeira heresia fosse amar demasiado o clube e não aceitar que ele se torne uma caricatura de si próprio.
Custa. Dói. Ser a gota no oceano esgota. Porque o oceano devia ser vermelho de convicção, e não um mar de indiferença. Porque devia ser normal defender o Benfica — e anormal era tolerar o que o envergonha. Mas neste clube, neste tempo, a inversão dos valores é tal que quem exige é visto como ameaça, e quem se cala é promovido a defensor do “bem-estar”. Talvez seja uma utopia, o Benfica que defendo.
Talvez. Mas se for, recuso-me a abdicar dela. Prefiro ser sozinho com coluna, do que estar cercado por quem abdica da sua. Prefiro ser o “chato” que luta, do que o cordeiro que assiste. Prefiro ser o sócio incómodo, do que o cúmplice passivo.
Porque mais vale sozinho do que mal acompanhado — sobretudo quando se trata de honrar o Sport Lisboa e Benfica. E enquanto houver sangue nas veias, a luta continua."

Custa digerir dias assim…


"A passada segunda-feira foi um desses dias, pois foi a amostra do que tem sido o Sport Lisboa e Benfica nos últimos anos no campo das modalidades de pavilhão. Disputámos dois derbies, em voleibol e hóquei patins masculinos com o nosso eterno rival, Sporting. Perdemos os 2 jogos, embora a derrota do voleibol, tendo me custado, não se compara ao nível do que me custou a do hóquei em patins e passarei a explicar de seguida.
No voleibol, mesmo tendo entrado mal no jogo e tendo tido momentos de recuperação, encontramos um adversário forte, com projetos estruturado e bem reforçado que explorou bem os pontos fracos do Benfica. Apesar da derrota, a final está 2-1 para o Benfica e pelo trabalho que a secção de voleibol tem desempenhado nos últimos anos, acredito queremos conquistar o hexacampeonato no pavilhão João Rocha.
Falando do hóquei em patins - essa derrota sim, está e vai ser dura de digerir. É incompreensível, dado o investimento feito pelo Benfica, que é completamente fora do panorama nacional, sofrer uma humilhante, sim, humilhante derrota com o Sporting por 4-2 e assim, permitir que o rival aceda à sua terceira final da Taça de Portugal em 30 anos, tendo o SCP conquistado a sua primeira Taça de Portugal da modalidade em 35 anos. Pela qualidade e investimento feitos nesta época, os benfiquistas não estavam à espera de menos do que a conquista de todas as provas internas e externas em que o Sport Lisboa e Benfica estivesse inserido na modalidade. A realidade é que Taça de Portugal já não será conquistada, o primeiro lugar na fase regular do campeonato nacional não está garantido à entrada da última jornada e a Liga dos Campeões, embora estejamos na Final4, não está nem de perto nem de longe garantida. Enquanto pessoa que acompanha a modalidade há muitos anos, estava esperançoso que o Benfica tivesse uma equipa demolidora e que não desse hipótese a qualquer equipa nem em Portugal nem na Europa. Mas infelizmente, é algo que não acontece.
Agora, fazendo um paralelismo com o clube como um todo, quando mentalidades derrotistas e com frases feitas como “temos que aceitar”, “não se pode ganhar sempre”, entre outras, representa tudo menos aquilo para que o Sport Lisboa Benfica foi fundado - ser o maior clube do mundo.
Eu cresci numa fase em que o Benfica esteve perto de garantir uma hegemonia no futebol nacional, vi essa Esperança fumar-se e agora vejo o clube definhar diante dos meus olhos. Mas quando peço o mínimo olímpico às equipas, que é o de vencer, eu e muitos outros somos chamados de “garotões”, “exigentes”, “pulhas”, entre outras coisas.
Não sei se os benfiquistas se mentalizaram, mas este ano podemos ter o nosso Eterno rival a vencer o seu primeiro bicampeonato em 7 décadas e a fazê-lo na nossa casa. Falo por mim quando digo que isso a acontecer, seja talvez das maiores humilhações da nossa gloriosa e centenária história. Se para outros não o é, talvez devam conhecer melhor a história do clube que tanto dizem amar.
Peço desculpa se é muito voltar a pedir o Benfica que ouço os meus avós e o meu pai contarem. Um Benfica associativo (muito têm feito para matar o espírito crítico e associativo do clube, mas felizmente, tem surgido uma nova geração de sócios benfiquistas, da qual faço parte com muito orgulho, que tem feito tudo para recuperar esse espírito), um Benfica interventivo nas diferentes entidades e federações (não compreendo o departamento de comunicação do clube, que muitas vezes não defende o clube quando é prejudicado nos campos das modalidades, mas está sempre pronto automaticamente a desmentir notícias que saiam na comunicação social), mas acima de tudo, um Benfica ganhador e com valores, valores esses que se estão a começar a perder. E o ganhar está-se a tornar cada vez menos habitual no clube.
Por isso, digo: Chega desta tacanhez, chega da cultura de silêncio, chega de mentalidades derrotistas e perdoem-me o termo, chega de mansidão quem gere os destinos do clube e está mandatado para tal. Defendam os povos do Benfica e não usem o usem para se defenderem a vós próprios. Defende o Benfica com todas as forças que têm, pois se o fizerem, sabem que terão milhares de sócios e milhões de adeptos convosco.
Tanto apelam à união, mas quando é preciso e quando estamos perante momentos históricos da história do clube, remetem-se ao silêncio. Para terminar e citando um dos grandes presidentes da história do Sport Lisboa e Benfica, Duarte Borges Coutinho: “O Benfica não pode ter medo do Benfica!”."

BolaTV: Hoje Jogo Eu - Nuno Raposo...

Pre-Bet Show #134 - 1️⃣1️⃣ Mais Underrated Dos 3 Grandes

A paixão pelo talento


"De Jorge Braz a Ricardinho. De Mário Narciso a Madjer.

Vivemos numa era de vedetas, de estrelas projetadas pela capacidade de gerar seguidores nas redes sociais, reações em cadeia e marketing associado. Muitas vezes a prática corrente do imediatismo, da voracidade, da rapidez de propagação noticiosa, dos números, dos recordes, das rivalidades, afastam-nos da perceção de outras realidades, de outras estrelas, de outros valores tanto ou mais representativos da capacidade de geração e aproveitamento de talentos de um país, uma região, uma modalidade, uma paixão.
E é aqui, nesta outra dimensão estelar, que Portugal se habituou ao sucesso, na exata medida de que este (o sucesso) se revela em caminhos percorridos a pulso, degrau a degrau, com foco, disciplina, convicção, saber, esforço, dedicação. Deixando de parte o futebol jogado por onze, olhemos para o futsal e para o futebol de praia como elementos essenciais de ligação com o projeto global encetado, há quase década e meia, pela Federação Portuguesa de Futebol, não apenas no aproveitamento do talento, mas também na concessão de condições estruturais e físicas para que o sucesso pudesse ser paulatinamente alcançado.
Olhemos para nomes como Jorge Braz, o melhor treinador do Mundo de futsal, campeão emérito, muito mais do que pelos dois Europeus e um Mundial conquistados de quinas ao peito, pela técnica e humana que foi musculando ao longo da vida. Um amarantino do planeta, expoente máximo de uma modalidade que, também ela, foi granjeando — à medida que as condições foram sendo concedidas e conseguidas — cada vez mais suporte mediático e respaldo de adeptos entusiastas e entusiasmados.
Braz corporiza o que de melhor tem o desporto para oferecer. Como Ricardinho, o mago de pés dourados que fez sonhar Portugal numa era de conquistas em que assumiu, tantas e tantas vezes, a responsabilidade de carregar e projetar a verdadeira dimensão universal do futsal pelo mundo fora. Outro dos eleitos que hoje sublinho, com uma reverência idêntica pela dimensão dos feitos, e superior pelas dificuldades superadas, às dos astros maiores do futebol, cuja notoriedade algumas vezes ultrapassa a quota de mérito razoável.
E como João Victor Saraiva. Ele mesmo, o senhor mais de mil golos no futebol de praia, feito alcançado em setembro de 2016. Madjer não é só nome de argelino dos sonhos maiores de Viena. É nome do expoente português nas areias do mundo, herói à beira-mar de um país que também se deve orgulhar do trabalho meticuloso, seguro e tantas vezes discreto na ação, promovido na sua Seleção Nacional de futebol de praia.
Madjer continua a estimular e a ser referência maior, como coordenador da Seleção Nacional que agora, na longínqua Victoria, a capital das Seychelles, procura acrescentar terceira estrela FIFA aos sucessos de 2015 (em Portugal) e de 2019 (no Paraguai). E dá o braço a um outro Braz, um outro treinador de eleição que, embora a modéstia lhe assente como essencial virtude, é obreiro de gerações consecutivas de empenho e determinação para levar o nome do país aos mais cotados do beach soccer mundial.
Mário Narciso (de apelido, que de narcísico nada tem), é o pivô de uma ideia de conquista, de perseverança e de renovação sucessiva de gerações e de ambições. Aos 71 anos, elas (as ambições), não falham e não lhe faltam, esperando poder levar para Portugal mais um título mundial. Mas a dimensão deste homem é muito mais abrangente e transversal do que a competição da ilha de Mahé. É algo que, nos últimos 12 anos, se agregou à imagem do desenvolvimento sustentado e harmonioso da capacidade da Seleção portuguesa de futebol de praia, ao longo de jornadas de sacrifício e crença, de crescimento e talento.
E aqui chegamos à espiral única, vértice e vórtice destes quatro homens, destas quatro estrelas de passaporte luso: o talento.
O talento como fator diferenciador e unificador. Diferenciador na medida da capacidade de superação, conquista e disrupção. Unificador na magia una e indissociável do desporto, pensado, trabalhado, programado, planeado, e depois concretizado nos resultados e na comunhão com o adepto.
Ao contrário do que alguns podem fazer crer, o talento e a capacidade de o despistar e trabalhar, não começou agora, nem vai acabar tão cedo.
O exemplo de Jorge Braz, Ricardinho, Madjer e Mário Narciso reside nisso mesmo: na capacidade de perceber que, sendo peças da História das suas modalidades, as acompanham na evolução e dão corpo aos sonhos de gerações. Este patamar genial não está ao alcance de todos, não se projeta nas redes, não se mede pelo número de seguidores, pelas selfies ou pelos egos.
Ao contrário, escreve-se todos os dias, em todos os momentos em que lembramos um golo de Ricardinho, uma bicicleta de Madjer, ou olhamos para a humildade sapiente de Braz e de Narciso, apenas campeões do Mundo nas quadras, e sempre de e a olhar para o futuro, sabendo que nesta dimensão da vida, e apesar da História gravada a ouro, é amanhã que podemos ter novos campeões, e é sempre que devemos motivar, estimular, abraçar o talento, e dele (e com ele) voltar a escrever História e a encantar gerações.
Por tudo e por tanto.
Obrigado, campeões!"

Brasil vermelho de raiva


"Quem achou que o tema mais comentado da semana na seleção brasileira seria a contratação (ou não) de Carlo Ancelotti, do Real Madrid, enganou-se.
Uma notícia, aparentemente despretensiosa, do site britânico Footy Headlines, especializado em equipamentos e chuteiras de futebol, a afirmar que no Mundial de 2026 a seleção brasileira usará uma camisa vermelha com manchas pretas como uniforme secundário, gerou um terramoto. No mundo do futebol? Sim, também. Mas sobretudo no mundo da política.
Comecemos pela repercussão no primeiro: um inquérito do jornal Lance! revelou que 74,54% dos leitores são contra. Galvão Bueno, histórico narrador dos jogos da seleção, apelidou a novidade de «crime». Antigos internacionais brasileiros, como Casagrande, na Band, e colunistas, como Mauro Beting, do jornal O Estado de S. Paulo, também rejeitaram a ideia.
Agora, no segundo: Zé Trovão, deputado federal bolsonarista, apresentou um projeto de lei que proíbe a CBF de usar a camisa. O texto determina que todas as entidades públicas ou privadas que representem oficialmente o país utilizem as cores da bandeira: verde, amarelo, azul e branco.
«Quero acreditar que isso não é verdade! A camisa da seleção sempre foi um símbolo da nossa identidade nacional, do nosso orgulho e das nossas raízes. Sempre foi verde e amarela, as cores da nossa pátria», acrescentou o senador Flávio Bolsonaro, primogénito de Jair, desconhecendo que até 1953 a seleção jogou de branco e que, por acaso, na edição de 1917 do Campeonato Sul-Americano, precursor da Copa América, atuou duas vezes de encarnado para se distinguir dos também blancos, à época, Uruguai e Chile. «A nossa bandeira não é vermelha, e nunca será! Essa mudança precisa ser repudiada veementemente», rematou o senador, pintando de vez o tema de cores políticas.
«Enquanto nós queremos pacificar o país, eles querem polarizar mais e mais. Eles não querem a paz e o amor. Eles querem a guerra», acrescentou Carla Zambelli, outra parlamentar bolsonarista. Como se o Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, cuja cor é o encarnado, influísse nas decisões da privada CBF. Mais: como se fosse a CBF e não a Nike, gigante capitalista cujo fundador, Phil Knight, é um fervoroso doador do (vermelho) Partido Republicano de Donald Trump, ídolo da extrema-direita brasileira, a decidir a mudança.
O equipamento, aliás, até é da Jordan, parceira da Nike, cujo logótipo surgiria no peito de Vini Jr, Raphinha e companhia, de acordo com o Footy Headlines, o site que quase provocou uma tentativa (mais uma) de golpe de estado no Brasil."

sábado, 3 de maio de 2025

Antevisão...

BI: Antevisão - Estoril...

O Manchester United, Amorim e o previsível final da história


"Um dia o grande Man. United irá voltar e não é de todo descabido pensar que os primeiros passos desse regresso já estejam a ser dados. Será Ruben Amorim a mostrar-nos o futuro?

O futebol é tão imprevisível como Harry Maguire a pela direita que nem extremo à moda antiga, a convencer num ápice o marcador a ir caçar gambuzinos, ainda que o rapaz se arrependa e ainda volte para uma última tentativa de desarme. Sim, esse mesmo Harry, corpo de mogno em forma de armário e pés de lenhador após uns quantos shots e umas fish n' chips no pub da vila, a insistir e a cruzar para a cabeça de Ugarte, na primeira de duas assistências do Manel uruguaio, a que encaixa com um Casemiro a voar para um rejuvenescimento há muito dado como perdido. Talvez até pelo próprio, aburguesado depois do que andou a ganhar pela comissão de serviço no Bernabéu.
É igualmente imprevisível quando se espera uma noite de sofrimento, de fuga às próprias sombras, e se acaba num passeio ao luar, tão romântico que, de repente, dá ideia de poder mudar tudo. De virar uma época do avesso, de pôr uma classificação inteira de pernas para o ar e pendurá-la no balneário. Não se percebe que raio fizeram aos Leones de Bilbau, de tão impossível era que estivessem saciados antes da final onde tinham de estar sim ou sim, porém ferozes foram os diabos, mais demoníacos do que diabólicos, contabilizando almas em ábaco, como se estas fossem responsáveis por todos os males do mundo e havia que recuperar esse tempo perdido desde o início dos tempos.
Era, amigos, o Athletic de Valverde, em que tudo faz sentido até, num ápice, deixar de o fazer. Não o Barça de Flick ou o Real de don Carletto, que virou vilão com charuto em Madrid, mas ainda assim valentes e organizados bascos que honram a tradição do bom e organizado futebol.
Claro que todos sabemos que Old Trafford está longe de ser imune à falta de lógica, tal como o não foi a Catedral de San Mamés, ainda mais com tantos a faltarem e a quererem faltar ao respeito ao gigante adormecido, onde já não voam chuteiras nem há Spice Boys a sair do balneário com pensos na testa, mesmo que nunca tenham deixado de curvar a bola como sempre fizeram. Amorim sabe isso melhor do que ninguém, já o sentiu como poucos, resistiu como talvez só mesmo Ferguson, que ainda tem um ano e picos de sobra para a troca e a visão daquela tarja ameaçadora, mesmo diluída pelo irritante clima britânico: três anos de desculpas e ainda continua uma porcaria! Shite!
O futebol é, contudo, previsível ao ponto de sabermos que há sempre golo num penálti marcado por Bruno Fernandes, tal como havia um arco-íris a nascer da última pegada que ficou da finta de Garrincha, da diagonal de Robben ou do drible da vaca de Romário. Tão esperado como o eterno vencedor nas apostas de Fergie e Ronaldo ou aquele vulto a não falhar um drible em velocidade down the wing. Ryan Giggs, Ryan Giggs!
Os golos a granel de Van Nistelrooij, Van Persie e van todos mas é para onde o raio vos parta se não se lembram do Rooney, que até de bicicleta... e o colarinho levantado em cima do peito feito de Eric após mais um pontapé na traineira perseguida por gaivotas atrás de sardinhas. Oh, ah, Cantona!
De Bruno já nos habituámos a que a água dos fiordes gelados lhe corra pelas veias transformadas em rápidos que aceleram para baliza dos adversários. Mais do que a Hojlund ou a Lindelof, herdeiros, esses sim, talvez de vikings que invadiram e saquearam a Northumbria, ainda que algo se tenha perdido na genética e não pareçam fazer mal a uma mosca. Em Bruno, sim, há um gelo que se transforma mais uma vez em classe perante o guarda-redes e o aproxima ainda mais daquele guerreiro que sempre conhecemos, capaz de liderar até um animal ferido e até aí sem esperança contra o resto do planeta. Espero-o em todos os jogos e confesso que já tinha saudades. Talvez apenas os analistas e comentadores não as tivessem para haver sempre algo por onde pegar. Ainda que se não houver inventam.
A primeira época de Ruben no Manchester United nunca dará para que se escrevam grandes obras clássicos, epopeias. Nada que ainda aconteça, inclusive voltar a San Mamés e festejar em êxtase, apagará tudo o que não se previa e aconteceu. Que foi acontecendo, semana após semana, jogo após jogo, com o português cada vez mais exposto, a dizer coisas que ninguém esperava ouvir. Como a do pior Manchester United da história.
Ninguém pode dizer que estava preparado para um 14.º ou 15.º lugar, para a facilidade com que os golos são sofridos ou a escassez de qualidade quando se tem a bola para atacar. Para as 15 derrotas, muitas delas numa casa que se deveria apresentar como uma fortaleza. Porque simplesmente a liga é de um outro nível e castiga se calhar tanto como a Champions, a revolução parece mais estagnada do que viva, ainda com muita pedra para partir, antes que se lancem novas fundações e se construa uma nova casa. Mas estará mesmo?
A Liga dos Campeões, via Liga Europa, não deixa de ser um caminho, um alternativo, que valerá tanto ou mais do que o outro. Significará prata, a conquista de um troféu, não o mais importante e mais desejado, mas ainda assim um troféu — o mesmo que José Mourinho venceu e que continua a ser o mais valioso no pós-Ferguson, com Ten Hag ainda assim a arrecadar os restantes dois, a Taça de Inglaterra e a Taça da Liga, em épocas sucessivas —, e um salto virtual gigantesco de dez posições na tabela do melhor campeonato do mundo. Através, sim, de uma realidade paralela.
Tal como na altura de Mou, o Manchester United, na pele de dirigentes e adeptos, sabe que não é suficiente. Ruben Amorim também. Ainda Bruno Fernandes, que sempre disse publicamente querer fazer parte de uma equipa competitiva, que lute pelos lugares cimeiros do campeonato, sentirá o mesmo. Tem de senti-lo. Um competidor com ele não conseguirá escapar a tamanho sentimento.
É acredito, mais agora do que chegou a prometer em 2016/17, o início de novo ciclo. Um certamente mais feliz. O clube deve a si próprio esse regresso ao passado em termos de títulos. A Ruben resta continuar a partir pedra e se o futebol tem algo de previsível é que o grande United um dia vai voltar. Será desta?"

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - United estraga planos de Benfica e Sporting na Champions

Zero: ZZ - JJ no Brasil, FC Porto a olhar para treinadores e corrida ao rubro em Lisboa

Que não se apague o jornalismo


"O famigerado Apagão de 28 de abril deu origem a um dia de elevadíssima procura de notícias em 'sites' credíveis e profissionais. Um sinal de esperança entre várias ameaças

Mesmo com todas as horas de intermitência, primeiro, e inatividade, mais tarde, A BOLA obteve na segunda-feira excelentes resultados na afluência ao site. O dia do Apagão constituiu-se, aliás, como um dos dois melhores do mês em número de utilizadores que nos procuraram para saber o que queriam saber e a falta de eletricidade não deixou durante tanto tempo. Deduzo, por maioria de razão, que o mesmo se tenha passado com os outros órgãos de Comunicação Social, generalistas ou desportivos, até porque estes também acompanharam a par e passo, dentro do possível, os desenvolvimentos daquelas horas distópicas.
Num período marcado pela maior crise de sempre do jornalismo — económico-financeira, sobretudo, mas não só — este é um sinal de esperança. É a certeza de que muitas pessoas ainda sabem onde procurar informação rigorosa e escrutinada. Confiam no trabalho de mediação e percebem que — ainda que com erros cometidos, por enquanto somos quase todos humanos — podemos ajudar na separação entre o trigo das notícias verdadeiras e o joio das falsas.
Os perigos da desinformação, porém, estiveram bem à vista na maldita segunda-feira. Minutos depois do incidente os criminosos espalharam a informação de que a causa teria sido uma explosão em França; depois passou a ser uma explosão no País Basco; não sei se chegaram a falar de outra, sei lá, na Picheleira ou no Bolhão. Um pouco mais tarde, um ou vários chicos-espertos elaboraram uma história bem estruturada que defendia a teoria de um ciberataque russo, com o Kremlin a negar, Ursula Von der Leyen a comentar e informações sobre embarcações russas avistadas em águas da NATO.
Quando ainda havia umas réstias de comunicação, esta teoria pegou e de que maneira. Cada português terá recebido esse texto — ardilosamente atribuído à CNN — umas três ou quatro vezes, no mínimo. E muita gente acreditou que era verdadeiro, mesmo que a própria CNN se tenha apressado a esclarecer. Sabemos, contudo, que um boato, uma vez lançado, fica difícil de mitigar.
É também para isso que há jornalismo. Que, vá lá perceber-se!, tem de ser feito por jornalistas. E esses estão cada vez menos protegidos e cercados de ameaças, desde as empresas em dificuldades aos consumidores que pirateiam, passando naturalmente pelas fake news.
Tal como com a energia elétrica, só conseguiremos ter noção da falta que o jornalismo faz se um dia ele se apagar."

SportTV: NBA - S03E30 - Antman, Batman, Superman...𝐖𝐨𝐥𝐯𝐞𝐬 𝐞𝐦 𝟓!

Zero: Afunda - S05E59 - Despedidas e ambições

DAZN: F1 - Antevisão ao GP de Miami

Hoje é Dia do Trabalhador. E os futebolistas?


"A realidade é mais complexa do que olhar para os futebolistas profissionais como estrelas milionárias. Alguns são-no...

No dia 1 de maio celebra-se o Dia do Trabalhador, uma data que homenageia todos os que, com esforço e dedicação, contribuem para o progresso da sociedade. Mas será que os futebolistas profissionais se enquadram nesta celebração? Apesar de muitas vezes serem vistos apenas como estrelas milionárias, a realidade é bem mais complexa.
De acordo com dados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o salário médio na I Liga é de 14.500 euros mensais. No entanto, se excluirmos os três grandes clubes (Benfica, FC Porto e Sporting), essa média desce para 6.500 euros. Na II Liga, os vencimentos são ainda mais modestos, rondando os mil euros por mês. Estes números demonstram que, para a maioria dos jogadores, a realidade está longe dos salários milionários frequentemente divulgados.
Além das questões salariais, os futebolistas enfrentam uma carga competitiva intensa. O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, alerta para o «crescimento galopante da sobrecarga competitiva», referindo que alguns jogadores chegam a disputar até 80 jogos por época, com períodos mínimos de recuperação entre partidas. Este contexto não só aumenta o risco de lesões, como também tem impacto na saúde mental dos atletas.
O futebol profissional em Portugal é uma indústria significativa, gerando receitas superiores a mil milhões de euros na época 2023/24 e contribuindo com mais de 200 milhões de euros em impostos para o Estado. Ainda assim, muitos atletas enfrentam instabilidade laboral, com contratos de curta duração e falta de garantias para o futuro.
Neste Dia do Trabalhador, é fundamental reconhecer que os futebolistas são, mais do que tudo o resto, trabalhadores. Merecem condições laborais dignas, proteção social adequada e reconhecimento pelo contributo que dão ao desporto e à sociedade. A valorização do futebolista enquanto profissional é um passo fundamental para a justiça e equidade no mundo do desporto."

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Juniores - 12.ª jornada - Fase Final

Benfica 4 - 1 Guimarães


Estamos a 1 ponto do título, a duas jornadas do fim, com o clássico do próximo domingo, no Seixal, com os Corruptos a poder ser a consagração!
Voltámos a permitir ao adversário discutir a partida, com o 3-1 a aparecer demasiado tarde para a nossa superioridade...

Juvenis - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 5 - 2 Famalicão


Regresso às vitórias, com goleada, num jogo que taticamente não complicámos... às vezes, o simples é melhor!
È bom começar a marcar mais golos, porque isto pode ser decidido na diferença de golos com o Braga! Sendo a próxima jornada em Guimarães, um dos nossos mais complicados fora de casa...

Iniciados - 12.ª jornada - Fase Final

Corruptos 1 - 5 Benfica


Mais uma goleada, num jogo onde marcámos cedo, aproveitámos os erros do adversário... e acabámos com um grande golo do Wang!!!
Segunda, recebemos o Sporting no Seixal, uma partida que pode decidir muita coisa, entre os dois líderes em igualdade pontual...

Terceiro Anel: Bola ao Centro #127 - À meia dúzia sai mais barato!!!

Benfica Podcast #558 - Primed

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Jorge Jesus será selecionador do Brasil?

Zero: Saudade - S03E34 - Da Holanda ao 'Track Suit Manager': 1988, ano louco no futebol mundial

Pre-Bet Show #133 - Melhor Médio Do Mundo? Temos A Resposta 🙌

João Neves, os €60 milhões mais baratos de sempre


"Tempo só confirmou o que já era quase certeza: João Neves foi uma das maiores 'pechinchas' de mercado dos últimos anos e Benfica ficou claramente a perder com a 'troca' por Renato Sanches

Quando, a 5 de agosto do ano passado, o Benfica oficializou a venda de João Neves ao Paris Saint-Germain, os indícios já eram claros, tamanha era a importância que o jovem médio já tinha adquirido na (então) equipa de Roger Schmidt. A cláusula de rescisão de €120 milhões nem sequer foi assunto e o PSG levou a joia da coroa do Benfica por metade: €60 milhões (descontadas as intermediações, ficaram €54 M nos cofres da Luz), a que poderão acrescer €10 milhões em objetivos que não são conhecidos.
O negócio incluiu ainda o retorno de Renato Sanches à Luz e, passada quase uma época, a conclusão é simples: o PSG ganhou um dos melhores médios do planeta a preço de saldo, uma verdadeira pechincha atendendo à loucura do mercado atual, e o Benfica apenas serviu para, uma vez mais, o PSG se libertar de um excedentário em deficiente condição física. Já havia acontecido Julian Draxler (2022/23) e Juan Bernat (2023/24), mas não serviu de emenda para os lados da Luz.
Em oito meses, Renato participou em apenas 17 jogos, num total de 416 minutos, sempre intervalados por sucessivas lesões musculares. Números muito escassos face à expetativa que havia com Renato, mas nem isso impede a SAD de ainda ponderar, sob determinadas condições, integrá-lo no plantel da próxima época!
Ao dia de hoje, João Neves é uma das peças basilares da fabulosa equipa de autor de Luis Enrique e frente ao Arsenal, na primeira mão das meias-finais da Champions, voltou a encher o campo. A camisola metida para dentro dos calções, a fazer-nos lembrar um médio clássico dos anos 90, e a inteligência tática e de ocupação dos espaços — o corte de bola tirando golo quase certo a Merino, na primeira parte do jogo em Londres, foi de deixar o queixo caído — fora do normal para os 20 anos de idade fazem dele um jogador absolutamente imprescindível para o treinador e até nas palavras João Neves é incomum.
Antes do jogo europeu, em entrevista ao The Athletic, o internacional português disse que «é muito bom atacar», mas não supera a realização de «tirar a bola a alguém», deixando perceber, com estas simples palavras, o segredo por trás deste encantador PSG, onde 11 defendem e 11 atacam.
Todos nos lembramos dos tempos recentes do crónico campeão francês, com os egos de Neymar, Messi, Mbappé e companhia a impedirem a equipa de dar o passo em frente de que precisava para vingar na Champions, certo?"

Sprint' emocional na reta final do campeonato


"Na reta final do campeonato, Sporting e Benfica caminham lado a lado, não apenas na questão pontual, mas também na tensão que carregam. A igualdade pontual entre as equipas é uma corda esticada entre dois mundos: o da glória e o do fracasso Cada jornada é uma roleta emocional e o dérbi que se aproxima pode ser o tudo ou nada.
Estatísticas afinadas, esquemas táticos ensaiados, lesões geridas com pinças, mas pode ser a gestão emocional o fator determinante nesta reta final. Antes de se decidir no campo, o título joga-se na mente. A pressão aumenta e torna-se uma constante em cada jogo, uma tensão crescente que se sente dentro e fora de campo. Nesta fase, o que mina ou eleva o rendimento não é apenas o treino físico ou o plano tático. É o modo como o cérebro dos atletas interpreta o peso de cada jogo e a competência que cada um tem para gerir a pressão adicional que as circunstâncias atuais colocam.
A ansiedade competitiva, em doses moderadas, pode ser uma aliada do desempenho desportivo e um recurso útil para os atletas de alta competição, permite-lhes aumenta a vigilância, afinar os reflexos e preparar o corpo para a exigência da competição. No entanto, quando a pressão se torna excessiva e contínua, esse estado deixa de ser mobilizador e pode passar a ser bloqueador, sobretudo se os atletas não dispuserem de estratégias eficazes para o gerir.
Os jogadores têm vivido semanas sucessivas sob máxima exigência, e ao que tudo indica assim continuará muito possivelmente até final, o que transforma uma ansiedade inicialmente episódica (associada ao momento dos jogos) numa ansiedade crónica. O organismo, sem tempo para recuperar entre os picos de tensão cada vez mais elevados, entra num ciclo de hiperativação emocional, o que pode comprometer a clareza mental, a tomada de decisão e, inevitavelmente, o rendimento.
Neste contexto, o treino mental assume um papel tão central quanto o treino físico ou tático. É este um momento crucial para a implementação práticas que potenciam a regulação emocional e o foco no desempenho, mitigando os efeitos da pressão externa, como por exemplo, as técnicas de visualização positiva, a respiração controlada, o foco no presente e a reformulação cognitiva que permitem aos jogadores reduzir a ansiedade disfuncional, aumentar a autoconfiança e preservar a clareza nas decisões em momentos críticos.
Neste campeonato disputado ao milímetro, os jogadores não enfrentam apenas os seus adversários, enfrentam a sua própria mente. Semana após semana, carregam a expectativa e o peso do dever da vitória.
Estão tão próximos da glória que a distância à mesma tanto atrai quanto paralisa. Nesta reta final não será apenas o talento que ditará o desfecho. Será a capacidade de cada um, treinador e jogadores, de gerir a pressão e as suas emoções."

Sporting já começa o dérbi a perder


"Leões falharam na gestão dos cartões amarelos e agora têm situação de Hjulmand para resolver. Já o Benfica não facilitou com Carreras, Florentino e Di María.

Falta mais de uma semana para o dérbi da Luz, onde provavelmente vai decidir-se o campeonato, e há até ainda uma jornada pelo meio, mas todas as contas já apontam para o Benfica-Sporting de 10 de maio. E na minha opinião os leões já o começam a perder, isto apesar de liderarem a Liga.
Parece paradoxal, até porque o Sporting tem a vantagem de ter o ganho o dérbi da primeira volta, o que lhe dá, diria, meio ponto de avanço, já que o primeiro critério de desempate é o confronto direto e dada a vitória no jogo de Alvalade é o Benfica que está obrigado a vencer de forma a ultrapassar o rival. Mas dizia que os leões já partem atrás dada a falta de planeamento na gestão dos cartões amarelos. Mais: considero que o Benfica está a vencer o dérbi por 3-1.
Desde o dia 15 de fevereiro, decorria a 22.ª jornada, que eu, e acredito que a maioria dos portugueses, ficou com a convicção que o campeonato seria decidido no dérbi da Luz. Então, o Sporting empatou (2-2) em casa com o Arouca e viu reduzida a vantagem, que chegou a ser de seis pontos, para apenas dois. Confirmou-se.
Nenhum dos dois grandes de Lisboa conseguiu descolar — leia-se ter vantagem superior a três pontos —, e até estão mesmo em igualdade pontual, que, acredito, vai manter-se por mais uma jornada. Ou seja, há dois meses e meio que este cenário era previsível e a estrutura leonina não o acautelou. Não sei se por opção ou por falta de planeamento.
Esta é uma situação que não é nova para os lados de Alvalade. Já vem desde os primeiros tempos de Ruben Amorim e ninguém se esquece do caso Palhinha, que se tornou tão famoso como anedótico – em vésperas de defrontar o… Benfica, o médio foi punido com um jogo de suspensão, mas apresentou uma providência cautelar que acabou deferida pelo Tribunal, o que lhe permitiu jogar o dérbi; curiosamente, saído do banco na última meia hora. O então treinador dos leões defendia (não sei se ainda defende) que os jogadores não deveriam provocar a exibição de cartões amarelos para limpar o cadastro, o que fez com que alguns muito influentes perdessem jogos importantes.
Percebo a opção, que, penso, tem na génese colocar o grupo acima de qualquer individualidade, mas não concordo com ela. Há jogadores fundamentais e até o próprio grupo os considera e defende como tal.
Vem tudo isto a propósito da utilização ou não de Hjulmand na partida com o Gil Vicente. O dinamarquês é um dos tais jogadores fundamentais e não por acaso o capitão dos leões e está em risco de suspensão, depois de ter visto na jornada transata, com o Boavista, o oitavo cartão amarelo na Liga.
Penso que Rui Borges está indeciso entre utilizar ou não o médio na receção aos galos, pois há a possibilidade de o perder para a final da Luz. Uma situação que deveria ter sido acautelada e não foi.
Bem melhor esteve o Benfica, com Bruno Lage indiferente à crítica. O treinador dos encarnados não hesitou e deu instruções claras para Di María e Florentino provocarem o amarelo em Guimarães, o que os levou a cumprirem castigo com o Aves SAD e agora estarem limpos para a reta final, tal como o fez, uma semana depois, com Carreras, arriscando não ter o influente lateral-esquerdo na deslocação ao Estoril mas com a garantia que está disponível para o jogo de todas as decisões.
Já o Sporting só deu instruções a Diomande para provocar o castigo, ficando com Hjulmand e também Matheus Reis à bica para o dérbi.
Neste capítulo, 3-1 para o Benfica.
Voltando a Rui Borges, o treinador dos leões tem ainda outro dilema para resolver, já que se utilizar o médio está a arriscar perdê-lo para o dérbi, o que é uma possibilidade forte, dada a posição que ocupa e o estilo musculado do dinamarquês, e se não o utilizar, de forma a guardá-lo para a Luz, simultaneamente está admitir um erro, pois se era para não jogar com o Gil Vicente mais valia ter forçado a expulsão diante do Boavista, de forma não só a apresentar-se diante do Benfica, como também a limpar o cadastro, já que há também a possibilidade de Hjulmand ver mais um cartão amarelo no dérbi, o que seria o nono no campeonato — na primeira sequência de amarelos, o castigo é aplicado ao 5.º e na segunda ao 4.º —, o que o afastaria da última jornada, a receção ao V. Guimarães, que pode ser decisiva. Situação que vale, obviamente, para Matheus Reis.
Já o Benfica tem Carreras, Florentino e Di María prontinhos para o dérbi e para a deslocação a… Braga. Trabalhos de casa bem feitos na Luz."

Uma final do campeonato nunca vista, se…


"Se Gil Vicente e Estoril não complicarem, podemos ter uma final - é mesmo UMA final - do campeonato como não nos lembrámos, em que qualquer das equipas pode festejar o título no mesmo dia. O fator casa favorece o Benfica, poder jogar com dois resultados inclina para o Sporting. Vai ser empolgante, para mais com um tira-teimas de Taça no horizonte logo a seguir. Mas atenção ao “se” inicial: falta um jogo antes desse clássico raro e os clientes não são Boavista nem AFS, antes uma equipa bem trabalhada, o Estoril, e outra agora estabilizada, o Gil Vicente.
Viktor Gyokeres será sempre o jogador do ano, mas a existência de um extraterrestre em Alvalade não impede de perceber Vangelis Pavlidis como o melhor ponta de lança do Benfica (Jonas não era um 9 puro) em muitos anos, mesmo em várias décadas. É também uma raridade os rivais de Lisboa estarem tão bem servidos de goleadores ao mesmo tempo. E qualquer deles pode ser decisivo nas finais que se anunciam.
O final de época do FC Porto é contrastante, porque vai acabar a lamber feridas e a equacionar futuro, seja o futuro do treinador Anselmi, do diretor desportivo Zubizarreta e de boa parte do plantel. A derrota na Reboleira expôs toda a fragilidade deste Porto, perdido entre a diminuta qualidade do plantel e a teimosia num desconforto tático que faz os jogadores parecerem piores ainda.
Na Europa ainda não há rei, mas assumo o encantamento definitivo com um Paris Saint-Germain de guardar na memória. Com bola é liberdade a emanar da qualidade, sem ela há artistas feitos altruístas. Faço vénia às épocas de Liverpool e Arsenal (sem as lesões, até onde iria?), delicio-me com a qualidade ofensiva do atual Barcelona, mas o PSG de Luis Enrique é o projeto do ano. Agrupa, como poucas vezes vi, jogadores de talento indiscutível, eles são Vitinha e Neves, Kvaratshkelia e Dembelé, mas reparem melhor se faz favor no menino Doué, 19 anos de uma espécie de Neymar francês, daquele tipo de arte indispensável a que o futebol seja um jogo eterno.
Duas notas finais. Uma positiva, para João Mendes, o médio do Vitória, num sublinhado ao talento verdadeiro e à inspiração recorrente, e num elogio também a Luís Freire, que viu nele, aos 30 anos, o que ninguém inacreditavelmente percebeu antes. A nota negativa é para o penálti absurdo assinalado no Casa Pia-Estoril, sem a devida correção do VAR. Em Portugal, o VAR intromete-se em lances a mais, acrescentando ruído muito para lá da correção de erros grosseiros. Quando surge um erro grosseiro desta escala, não surge o VAR. Está bonito."

Sempre os mesmos!!!

Crescer para render... formar para vencer!...


"O ser humano ao longo da sua evolução é sujeito a diversas influências, que podem contribuir para o processo favorável de desenvolvimento.
Claramente, o ambiente familiar torna-se um excelente meio, para que a criança perceba um código de valores existenciais de segurança, alegria e bem-estar.
Todos sabemos que a influência dos pais e a forma como se adaptam, ligam e acompanham a prática desportiva dos filhos, acusa uma extraordinária influência ou suporte para o alcance da persistência na obtenção do êxito, ou pelo contrário, pelo abandono devido ao fracasso obtido.
Esta influência torna-se mais evidente, tendo em conta a forma como avaliam as suas experiências desportivas prévias e a importância que atribuem ao desporto enquanto fator promotor de desenvolvimento dos filhos, bem como as expectativas face a estes.
Por vezes gera-se uma controvérsia, pelo facto de alguns profissionais entenderem que os pais podem atrapalhar o desenvolvimento, atendendo a diversos fatores, como as expectativas que tiveram ou não enquanto praticantes, obrigando a um desempenho que por vezes se torna irritantemente desadequado nos treinos e pior ainda nas competições realizadas, com lamentáveis comportamentos verbais e exacerbados, contra tudo e contra todos.
Contudo, ainda aparecem relatos de manifestações saudáveis de certos pais na promoção do contacto com os seus filhos, assumindo uma postura de permanente apoio perante o rendimento exercido, relativizando as condições do sucesso ou insucesso obtido.
Ainda na área formativa, jamais deveremos esquecer que o treinador tem de assumir uma função positivamente pedagógica, em que o rendimento das competências exercidas está muito para além do resultado alcançado.
No entanto, é frequente os próprios treinadores, dirigentes e pais, preocuparem-se mais com os resultados em detrimento de todo um processo de ensino/aprendizagem, acelerando a preparação dos atletas, queimando etapas de progressão, tudo fazendo para que ainda em idade infantil se atinja uma especialização precoce, fazendo o que antes do tempo se deveria evitar, e …um dia esse jovem adulto naturalmente descompensado, irá ter todos os argumentos para antecipar a própria carreira desportiva, podendo advir de várias hipertrofias que por consequência podem conduzir a traumatismos articulares, ligamentares e músculo tendinosos, culminando frequentemente no esgotamento e até abandono.
Também a desenfreada luta que a dinâmica empresarial, cedo, muito cedo, aprisiona de forma totalmente inquietante, para não dizer desonesta, este gradiente de pressão, no sentido de elaborar um requisito contratual de quem muito precocemente caminha nas lides da oferta e procura, vendo quantas vezes o clube, o treinador, o dirigente e os próprios pais comprometer esta fuga para a liberdade, dum crescer rápido para render depressa. Ultrapassam-se etapas, consumidas pelos ecos dum oportunismo económico e social prematuro, tratando as crianças como adultos em miniatura. Felizmente que são muitos clubes que ainda se disponibilizam em capitalizar de forma equilibrada os seus quadros, quer em termos técnicos como pedagógicos.
Treinadores capazes de respeitar o grau de desenvolvimento maturacional dos seus jovens atletas, tornando os treinos motivadores e criativos, evitando instruções de forma hostil ou primitiva, mas sempre encorajadora, corrigindo sem ofender e orientando sem humilhar.
Também sabemos que o mundo emocional da criança está muito dependente da confiança em si própria, autocontrolo, devendo os pais experienciarem na vida aquilo que pretendem que seus filhos comunguem como exemplo, isto é, se querem que os filhos sejam honestos, devem praticar a honestidade, que sejam educados, exercerem os deveres da educação perante os outros, que sejam justos, praticarem a justiça, etc … Os pais, através dos seus próprios comportamentos de vida, são geradores de confiança, acabando por ajudar a iluminar o bom caminho do relacionamento humano de quem lhes abriu as portas para a vida e dela recolhem os fundamentos da sua existência e onde tantas vezes apetece converter em gratidão e aplauso.
As crianças que se sentem amadas e reconhecidas pelos pais e outros familiares diretos, confiam mais nelas próprias e nos outros que com elas convivem, devendo por isso estes, sempre que possível acompanhar os treinos e jogos, encorajando e elogiando pelo esforço despendido, apoiando, fundamentalmente nos casos em que a fragilidade pelo rendimento menos conseguido possa resultar em pesadelo.
É de realçar que encontramos muitos clubes com uma organização devidamente estruturada quer no aspeto cultural e formativo dos seus dirigentes e treinadores de jovens que respeitam as bases do treino, tendo em conta o grau maturacional do atleta, deixando fluir sem pressão as etapas de desenvolvimento, transmitindo o gosto pelo treino e pelo jogo, baseado numa aprendizagem e aperfeiçoamento contínuo, fazendo de cada jogo uma base de trabalho para a construção de uma planificação do treino devidamente adequada motivante e criativa.
Na sua dinâmica operacional, associam na formação da persistência a paciência. No código do seu registo de ação estão garantidos os valores da honestidade e a firmeza das convicções, dirigentes e treinadores, conselheiros e amigos, expondo pelo exemplo o seu modelo interventivo, sendo pacientes e tolerantes com os erros e com as dificuldades de aprendizagem, neste desígnio polar duma consciente fórmula de crescer para render.
E de quando em vez somos iluminados pela presença da genialidade dum gesto que resulta duma arte de cultura em movimento, como referia Marías, J.; Selvages y sentimentales, (2007): «Sobre a relva soltam-se por vezes os génios que escrevem nas suas jogadas autênticos poemas vestidos de calções e chuteiras.» Esse recente exemplo, (entre alguns), que se repete, escrito a letras douradas, de seu nome: RODRIGO MORA.
Espero que o tempo possa ser bom conselheiro para a assunção robusta das suas credenciais já que está inserido num clube, (que bem conheço), subjacente por um código de valores devidamente sustentado por um património de sucessos, impregnados por uma cultura de rigor, competência, ambição e paixão.
«Jogar bem não chega quando não se ganha!... Ganhar não chega se não se jogar bem!... Ganhar e jogar bem não chega se não tivermos jogadores de grande nível… e ao grande nível não se chega, jogando apenas bom Futebol!...»
(Jorge Valdano)"

Abençoado apagão


"Afinal, parece que há vida para além do post ou do reel... Além do Counter Strike...

Há muito que não via, num dia de semana, tantos miúdos na rua. Caminhando em bandos, com sorridos cúmplices, gargalhada fácil, vozes estridentes. Os parques da cidade encheram-se, campos desportivos à pinha, bicicletas rompendo caminhos em vertigem.
Do alto de um quinto andar uma voz cortante de uma mulher mais velha, avisando o Carlos que às oito tinha de estar em casa para jantar. E o Carlos, pelo menos assim me pareceu, a dizer que sim por instinto, mais concentrado no jogo do que no jantar. Há dias em que tempos de decidir o que mais nos alimenta...
Foi nesse momento que me deu uma saudade imensa de um tempo em que o tempo não se media pelo relógio. O sol ditava as horas e os ritmos e era mais generoso no verão. Um tempo em que saía de casa de manhã, aparecia para almoçar à pressa, abastecendo mais rápido que um F1 em plena corrida, e só voltava a casa ao anoitecer. Muitas vezes ouvia das boas da minha mãe, zangada pela hora tardia; pelos arranhões nos joelhos e mais umas calças para remendar; por uma t'shirt que, jurava ela, era branca ao sair de manhã; um tempo em que se perdia peso apenas por se tomar banho.... Em que adormecia exausto, dormia na paz dos anjos e acordava pronto para repetir a dose... Porque o sol é que marcava as horas e o ritmo.
Recupero destas divagações para voltar a sentir o pulsar dos parques e campos da cidade. Os miúdos continuam felizes, despreocupados... Abençoado apagão. Às vezes as coisas acontecem para nos lembrarmos do que realmente precisamos ou não. O que nos faz ou não felizes. Para nos provar que, afinal, há vida para além da selfie, do post, do reel... Que uma bola ou uma bicicleta podem ser mais divertidas que as armas virtuais de um Counter Strike que se joga num quarto fechado. Sem eletricidade, os miúdos foram para a rua. E deixaram os telemóveis em casa. Trocaram a voltagem pela voragem de um dia ao ar livre.
Não vi ninguém contrariado. Os pais que se preocupassem com os garrafões de água e os rolos de papel higiénico, o dia e a rua eram deles. E nós pais, que nos fizemos na rua, que aprendemos a negociar na rua, que descobrimos o sabor da fruta na rua, que tocávamos às campainhas e fugíamos como perigosos meliantes, deveríamos estar felizes por eles. E aproveitar a embalagem. Talvez seja mais culpa nossa do que deles terem trocado os horizontes da paisagem pelas quatro paredes do quarto.
Se mandasse, haveria de decretar um dia por mês como o dia do apagão... Desligávamos o quadro de eletricidade em casa e mandávamos os miúdos para a rua...
Está a anoitecer e a senhora mais velha da voz cortante volta a chamar pelo Carlos. E o Carlos volta a fazer ouvidos moucos. Pelos que percebi só faltava um golo para se saber o vencedor. Há mais de uma hora que faltava. E àquele quadro, que me pareceu edílico, tratrei de juntar banda sonora, na voz da Voz: Carlos do Carmo.
Uma bola de pano,
num charco
Um sorriso traquina,
um chuto
Na ladeira a correr
 um arco
E o céu no olhar,
dum puto».
Parecem bandos de pardais à solta,
os putos, os putos.
São como índios,
capitães da malta os putos, os putos...

Abençoado Apagão"

DAZN: The Premier Pub - Liverpool é vermelho! Com um ou dois fumos azuis...

DAZN: Partiadzo - O Barcelona está com a estrelinha... e viu-se bem com o apagão!