Últimas indefectivações

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Cadomblé do Vata


"GD Estoril Praia 0x1 SL Benfica

1. Envio daqui um abraço solidário para o olheiro que viu talento à Benfica no Tengstedt... eu também sei bem por experiência própria o que é viver com problemas oftalmológicos.
2. Benfiquista quando o FCP e SCP ganham nos descontos: não jogam nada, mas lutam até ao fim, estes são os jogos que ganham campeonatos... Benfiquista quando o SLB ganha nos descontos: não jogamos nada, Schmidt é pior que o Autuori, vamos ficar em 4°.
3. Sei perfeitamente que ficar reduzido a 10 jogadores prejudica bastante a equipa, mas porra... sou gajo para festejar um cartão vermelho de um jogador do SL Benfica, recebido por fazer a puta de uma falta a travar contra ataque adversário.
4. Tenho saudades... saudades de ter um ponta de lança digno, de estar a golear aos 20 minutos e de a malta se queixar que o Schmidt não faz rotação do plantel.
5. Neres que ia ser suplente eterno com a chegada de Di Maria e era melhor pedir transferência, fez ontem o 4° jogo seguido a titular... é certo que não tem o estatutão de um miúdo de 18 anos vindo da Liga Dinamarquesa, mas pronto, ao menos demonstra que ir à luta recompensa."

Ironias!


"A SportTV tão mal falou das bolas paradas do Benfica, durante o jogo todo, e tinha que ser num golo de bola parada!! Que IRONIA!!
Jogo ganho com a cabeça de António Silva, na área do Estoril e com dois grandes cortes mesmo ao cair do pano.
Jogo a jogo rumo ao 39!!"

+ 3 pontos, sofridos e com ROUBO pelo meio!


"Estoril 0 - 1 Benfica

Jogámos muito?
Não, nem de perto nem de longe, mas metemos os menos utilizados, que tiveram de dar ao pedal e alguns mostraram alguma coisa, outros nem por isso.
No entanto não se pode deixar passar o ROUBO EM BRANCO só porque se joga pouco, a realidade é que na primeira parte há um pênalti nítido sobre Tengsted e o VAR tão lesto a rever os lances no resto da partida não teve ação naquele momento!
São aqueles lances que podem resolver jogos e dar campeonatos, e a realidade é que se fosse a favor de qualquer um dos clubes da santa aliança era pênalti e nem era preciso o VAR intervir!
O outro foi bem revertido, nada a dizer quanto a isso, mas o erro estava lá atrás!
Sobre o jogo há que dizer que a leitura de Roger Schmidt continua a deixar muito a desejar, tem que evoluir muito nesse aspecto, valeu São António Silva a salvar na frente e atrás!
De resto pouco há a dizer além de…mas porque raio saiu o Jurasek quando estava a canalizar jogo pelo flanco como nenhum outro?!?
Enfim, 3 pontos que valem campeonatos!
Viva o Benfica!!!"

Vinte e Um - Como eu vi - Estoril...

BI: Estoril...

Vambora: Estoril...

5 minutos: Estoril...

BTV, pós-jogo, excerto...

RTP, pós-jogo, excerto...

O Benfica Somos Nós - S03E13 - Inter...

domingo, 8 de outubro de 2023

Vermelhão: 3 pontos...

Estoril 0 - 1 Benfica


Esta é uma daquelas vitórias, fundamentais nas caminhadas para os títulos: jogando pouco, mas vencendo, conquistando os 3 pontos!!! Com outros intervenientes, é a estrelinha, é a raça, é o acreditar... com o Benfica, é na maior parte das ocasiões, oportunidade, para criticar tudo e todos!!!

As jornadas pós-Champions, são sempre perigosas, ainda por cima quando se joga fora de casa... Neste caso a deslocação até foi curta, mas o cansaço das duas últimas partidas, muito intensas, o mau relvado, a ilusão que o jogo poderia ser 'fácil'... torna tudo muito complicado! E neste pós-Champions, ainda ficámos sem 3 titulares por lesão!!!

Quando vi o onze, também fiquei surpreendido, sendo que não sabia dos problemas físicos do Kokçu! Mas fazendo as 'contas', a rotação do Roger, foi basicamente 2 jogadores: Neves e Musa (sendo que o Croata, ainda não tem o estatuto de titular indiscutível)! Sendo que entre o Bernat e o Jurásek, também não se sabe que será o titular... Portanto, o Roger arriscou? Sim, mas na verdade o único titular indiscutível que ficou no banco, por opção, foi o Neves!!!

Em relação ao jogo, muita preocupação como permitimos o Estoril sair em transições rápidas, quase sempre da mesma forma, quase sempre pelo mesmo jogador! Com uma pressão alta do Benfica, muito soft... e com um enorme buraco entre a nossa linha defensiva e o meio-campo!!! Por exemplo, erros destes, com uma Real Sociedad, serão fatais!!!

Mas a partir do meio da primeira parte, começamos a criar perigo, e só a falta de pontaria do Tengstedt e as boas defesas do 'goleiro' do Estoril, evitaram os golos do Benfica... Ao intervalo, apesar de algumas boas saídas em contra-ataque do Estoril, quase sempre mal decididas quando se aproximavam da área do Benfica, o empate era injusto... o Benfica merecia estar na frente!

Na 2.ª parte, notou-se uma maior preocupação na marcação ao Guitane, mas o Amarelo do Chiquinho relativamente cedo, voltou a criar problemas... Mas na melhor oportunidade, dos canarinhos, o 'erro inicial' foi do Otamendi, que subiu desnecessariamente, e depois não foi capaz de 'matar' o contra-ataque... e a bola parou no poste!

O Benfica a partir daqui, o Benfica construiu várias oportunidades, não foi uma avalanche, mas fomos sempre nós a criar perigo, com mais ou menos jeito, com menor ou maior velocidade... E depois de alguns falhanços escandalosos, e com o guarda-redes adversário a 'engatar', admito que já tinha perdido a esperança, mas o Toni 'acreditou' e voltou a marcar na Amoreira!!! Vencer nos descontos, também conta...!!! Não é só para os outros!!!


Com nova assistência do Musa: começa a ser uma imagem de marca do Croata, este tipo de assistências de cabeça, para golos importantes do Benfica... E com o 'amuleto' Guedes em campo: a última vez que tinha jogado, também entrou na parte final, e poucos minutos depois, numa jogada 'parecida', com uma assistência do Musa, o Benfica marcou!!!!

O MVP foi para o Toni, pelo golo... mas também pela cabeçada, já depois da hora (os 8 minutos, foram estendidos mais 2, após o Benfica ter marcado!), 'marcou' outro golo, afastando uma bola de cabeça, que parecia ter o fundo das redes como destino!!!
O Neres para mim, foi o melhor jogador. Aquele que a espaços, conseguiu 'inventar' oportunidades... mesmo jogando fora da sua posição preferida! Não compreendo esta 'troca' de flanco com o João Mário, ambos rendem melhor, nas posições inversas!!!
Posso ser controverso, mas gostei do Tino, recuperou muitas bolas, e até fez bastantes passes para a 'frente'! Também falhou alguns passes, mas as opções também eram poucas... Fiquei também surpreendido na substituição, pois o Chiquinho com o Amarelo, era o candidato óbvio a sair...
Várias erros incomuns na 1.ª fase de construção, com o Toni e o Nico a tomarem algumas decisões estranhas... não foi só o Tino e o Chiquinho a falharem passes!
O Rafa, depois dum início de época, muito forte, parece-me estar a entrar em sub-rendimento... Mesmo assim, 'sacou' vários Amarelos, e com um critério mais acertado do árbitro, tinha 'sacado' ainda mais!!!
O Jurásek contra estas equipas mais defensivas, com linhas baixas, terá ganho a titularidade!!!
Aursnes, forçado, mas falta-lhe a velocidade para explorar o flanco...
O Tengstedt ficou marcado pelos falhanços, mas até esteve bem no aproveitamento da profundidade... Creio que a titularidade deveu-se exatamente a isso, o Roger queria um ponta-de-lança que atacasse as costas dos Centrais...
João Mário, mau jogo, num local errado!!!
Trubin, sem fazer uma grande defesa, viu a bola perto da área e da baliza, em várias ocasiões, e transmitiu sempre tranquilidade e segurança!

Decisão inacreditável, a não marcação do penalty sobre o Casper! Mais vergonhoso, só mesmo as diversas explicações que os avençados expert's já se apressaram a transmitir!!!
O Tengstedt é atropelado pelas costas, no momento que está a saltar à bola! Não interessa se o contacto maior é depois do cabeceamento, não interessa se o Tengstedt 'trava' ou muda de direção! O contato existe, é provocado pelo defesa, que nem sequer tenta cabecear a bola, e assim evitou o cabeceamento do Casper para a baliza! Penalty indiscutível...

Agora, paragem de 3 semanas do Campeonato!!! Antes vamos ter Taça de Portugal e Liga dos Campeões, antes da próxima jornada! Vamos ver se os lesionados recuperam a tempo para a Champions... e em forma! Para já, espero que o Bah e o Kokçu não sejam obrigados a fazer as viagens para as Seleções (o Di Maria já está confirmado), pois com a Real Sociedad vão fazer muita falta...!!!

5.ª Supertaça


A nossa equipa de Polo Aquático feminino, voltou a conquistar a Supertaça... com um claro 29-7 sobre o Cascais WP.

Incrível a 'limpeza' com que o Benfica tem conquistado Supertaças, em praticamente todas as modalidades em que participámos!

Sempre a pontuar...!!!

Benfica 110 - 70 Esgueira
29-15, 13-25, 38-10, 30-20

Mais uma vitória confortável, mesmo com um 2.º período muito mau...
Na ausência do Betinho, destaque para o Xico Mingas, que foi titular e voltou a jogar muito bem...

Vitória em Matosinhos...

Leixões 1 - 3 Benfica
25-18, 18-25, 23-25, 20-25

Depois da Supertaça, início do Campeonato, com uma vitória, com rotação, algo que irá acontecer durante toda a época...

Vitória, no campeonato...

Ouriense 0 - 3 Benfica


Nova partida, com a Ouriense, nova vitória, desta vez, com as 'mais' titulares!
Destaque para o regresso do Jéssica, após lesão...

Agora, temos a 1.ª mão do playoff de acesso à Champions, em Chipre, na Quarta-feira, às 14h.

Infelizmente, esperado...

Corruptos 37 - 33 Benfica
18-17

Resultado mais ou menos esperado... Com o regresso de alguns dos lesionados, ficámos com mais opções, e a 5 minutos do fim, o marcador estava num 32-21! Com todos os problemas que esta secção tem passado, e com as recentes exibições, até demos 'luta', vamos esperar que durante a época, as coisas melhorem... Continua a notar-se muito, a falta de um Pivot e do Hedberg...

Derrota...

Benfica 3 - 4 Estoril


Mais uma derrota, desta contra o líder, numa partida onde tivemos sempre a correr atrás do prejuízo... A perder por 0-2, nos descontos antes do intervalo, empatámos em duas bolas paradas! O Estoril adiantou-se novamente no início da 2.ª parte... O guarda-redes canarinho foi expulso, pouco depois voltámos a empatar, mas mesmo a jogar com mais um, acabámos por permitir o 3-4, em mais um contra-ataque!

A equipa continua ser muita ingênua, contra este tipo de adversários, que jogam no nosso erro....

Foco nas vitórias e conquistas


"A intensa atividade desportiva do Benfica hoje, em particular o desafio de futebol no Estoril, e o 10.º troféu nacional ganho na presente temporada (Supertaça de voleibol) são os destaques nesta edição da BNews.

1. Deslocação em busca dos três pontos
Relativamente à visita ao Estoril (hoje às 20h30), Roger Schmidt lembra: "É um jogo muito importante para nós, antes da paragem para os compromissos das seleções nacionais." E deixa uma garantia: "Estamos a olhar em frente e estamos prontos para o jogo."

2. Convocatórias internacionais
António Silva e João Neves (Portugal), Samuel Soares e Tomás Araújo (Portugal Sub-21) e Kökcü (Turquia) são os mais recentes elementos do plantel às ordens de Roger Schmidt chamados pelas seleções dos seus países. Já haviam sido chamados os seguintes jogadores: Trubin (Ucrânia), Otamendi e Di María (Argentina), Aursnes (Noruega), Bah (Dinamarca), Jurásek (Chéquia), Musa (Croácia) e Neres (Brasil).

3. 50 jogos de águia ao peito
Musa, em entrevista exclusiva às plataformas do Benfica, fala do seu percurso no Clube após completar meia centena de jogos oficiais.

4. 10.º troféu da temporada
O Benfica ganhou a Supertaça de voleibol pela 11.ª vez, ao bater a Fonte do Bastardo por 3-0. Trata-se do 10.º troféu (8.ª Supertaça), de âmbito nacional, conquistado pelo Benfica em 2023/24, vencendo todos os disputados no futebol e modalidades de pavilhão (masculinos e femininos).

5. Ganhar é a palavra de ordem
Neste fim de semana o Benfica tem a possibilidade de acrescentar mais troféus a um começo de época extraordinário neste domínio. Às 15h00, Benfica e Cascais WP disputam, em Felgueiras, a Supertaça de polo aquático no feminino. E, à mesma hora, a equipa feminina de hóquei em patins do Benfica enfrenta o CA Feira, em Tomar, nas meias-finais da Elite Cup.

6. Agenda muito preenchida
São vários os jogos do Benfica, além dos já mencionados, neste fim de semana, e destacamos os seguintes marcados para hoje: receção ao Esgueira em basquetebol (15h00); em futebol no feminino, deslocação ao Ouriense (15h00); estreia no Campeonato de voleibol no pavilhão do Leixões (17h00); clássico de andebol no Dragão (18h00); no futsal feminino, embate na Luz com o Santa Luzia (19h00).

7. Chão Sagrado: 20 anos do Estádio da Luz
Em mês do 20.º aniversário do Estádio da Luz, colaboradores, adeptos e antigos/atuais atletas do Clube partilham as suas memórias especiais. Ana Paula Godinho, responsável do departamento de protocolo e que há 34 anos serve o Clube, é a primeira entrevistada. Não perca!

8. Protagonista
Nuno Resende, treinador campeão nacional de hóquei em patins e que, na presente temporada, já ajudou à conquista da Supertaça e Elite Cup, é o protagonista da semana. Uma entrevista para ler no jornal O Benfica ou ver na BTV.

9. Sport Lisboa e Saudade
São já 80 anos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica.

10. Parabéns à Casa Benfica Trancoso
A BTV esteve presente nas comemorações do 20.º aniversário desta embaixada do benfiquismo."

Terceiro Anel: Diário...

O árbitro não pode, a cada lance mais delicado, colocar o dedo no auricular, como que dizendo: “Calma, o VAR já me diz se acertei ou não”


"Independentemente do ruído constante, da histeria irracional, das cortinas de fumo atirados ao vento e da intolerância crescente que tantas vezes segue caminhos perigosos, a verdade é que a qualidade global das nossas arbitragens está longe, muito longe, de estar ao nível que se exige numa competição profissional de futebol.
Essa é a minha opinião e gostava muito de pensar que ela pode ajudar a uma reflexão profunda nesta matéria.
O argumento de que a arbitragem é um agente desportivo relevante não serve apenas para defendê-la de ataques maliciosos, nem para condenar aqueles que insistem em ser desonestos nas suas apreciações. Também serve para responsabilizá-la, para exigir dela mais e maior empenho, atenção e qualidade.
Não é fácil ser árbitro, sei bem disso. Arbitrar é porventura a função mais difícil de exercer em qualquer atividade desportiva.
Árbitros não têm adeptos, elogios ou aplausos. Não têm reconhecimento dos outros. Têm apenas dedos acusadores apontados na sua direção, à espera do erro (ou da perceção de erro) que prejudica uns ou beneficia outros.
E quando esse erro realmente acontece, quando ele é factual e óbvio, a forma como o seu autor é atacado é quase desumana.
Entramos aí noutro nível. No da impunidade grosseira que tem como grandes responsáveis não os terroristas de algibeira que atiram as granadas, mas aqueles que, tendo poder para os impedir, nada fazem.
Não é uma história nova. É assim desde sempre e não parece mudar nos tempos que aí vêm.
Mas os árbitros sabem que este é o futebol que temos. Os árbitros escolheram esta carreira, trabalharam muito para chegar ao mais alto nível e sabem que, com esse privilégio fantástico, vem um conjunto de exigências difíceis de gerir.
Num jogo que infelizmente tem tanto de emocional como de irracional, é importante que todos eles tenham arcaboiço mental e intelectual para lidar com momentos, atitudes e circunstâncias que dificilmente seriam toleradas em qualquer outra atividade.
E sem prejuízo de tudo o que podem (e devem) fazer contra quem atente contra a sua honra e bom-nome, a melhor resposta que darão sempre é em campo, oferecendo arbitragens empenhadas, focadas e competentes.
E voltamos ao início: os nossos árbitros estão a falhar aí.
Seja pela natural inexperiência dos mais novos ou pela visível acomodação de alguns dos mais velhos (notória em alguns casos), tem havido uma sucessão de erros nas duas ligas profissionais que só se justificam por desleixo, falta de concentração ou de estofo para lidar com a pressão.
Não há outro motivo.
Em sala, a ‘linha de intervenção’ dos vídeo árbitros está cada vez mais incoerente: enquanto uns mantêm a máxima de só atuarem perante erros claros e óbvios, outros intervêm em situações demasiado interpretativas, cuja essência do protocolo jamais pediria recomendação. Isso tem que ser melhorado com urgência.
Em campo, nota-se cada vez mais um certo encosto a esse paraquedas chamado VAR. Não se devia. A tecnologia complementa, não substitui.
O árbitro continua a ser dono e senhor da decisão, que deve assumir com personalidade e de cabeça bem levantada. O árbitro não pode ser alguém que, a cada lance mais delicado, coloca o dedo no auricular, como que dizendo a quem protesta: “ Calma, calma... o vídeo árbitro já me diz se acertei ou não... calma.”
De novo, mal.
Mas além dessa muleta, parece haver também menos presença em campo. Alguns árbitros parecem reféns da pressão e permitem que isso afete o seu foco. Outros simplesmente parecem estar a cumprir um horário de trabalho, sem aparecerem, sem se mostrarem, sem se afirmarem como donos do jogo.
É importante que percebam a enormíssima responsabilidade que carregam nos ombros: hoje em dia (e cada vez mais) um golo, um penálti ou um vermelho não são apenas decisões mecânicas para o histórico. São momentos fundamentais que podem definir promoções, carreiras e milhões.
É preciso que entendam bem que, com estatuto, retorno financeiro e projeção de carreira, vem a exigência. E acho sinceramente que, a espaços, aqui e ali, tem faltado isso a alguns agentes de arbitragem. Nestas coisas, a culpa nunca é de um nem de dois, obviamente: é de todos.
A ‘equipa da arbitragem’ é vasta, tem agentes dentro e fora do relvado e, tal como acontece com qualquer outra, também eles são co-responsáveis pelo que de bom e menos acontece, em termos de resultados e objetivos. É preciso que o percebam também.
O segredo é que não tem segredo nenhum: trabalhar muito melhor. Exigir muito mais. Ambicionar o impossível."

A chaga do futebol português


"O problema vai muito para além das derrotas, esta semana, de Benfica, FC Porto e Sporting

O brilhante triunfo do SC Braga em Berlim não foi suficiente para evitar que Portugal ficasse mais longe da França e dos Países Baixos no ranking da UEFA e que, pior ainda, visse a Bélgica ganhar-nos terreno. Continuamos em plano inclinado descendente, como acontece com um navio no momento do naufrágio, mas por cá a orquestra do Titanic continua a tocar como se nada se passasse de preocupante. Já se percebeu que ter três clubes na Champions é fantástico, mas também é na liga milionária que se torna mais difícil pontuar; um clube apenas na Liga Europa, é curto para as necessidades da paróquia; e a ausência de representantes na Liga Conferência leva a que os pontos de quatro sejam divididos por seis, o que nesta semana significou o retrocesso atrás descrito.
Há um ressurgimento dos clubes belgas (que agora já vemos como ameaça) na UEFA? Sem dúvida. E porquê? Porque na Bélgica reformularam os quadros competitivos, revitalizaram o campeonato e devolveram importância à classe média. Será assim tão difícil perceber que estamos a caminhar para o precipício e que a venda centralizada dos direitos televisivos, prevista para 2028, já virá demasiado tarde?
Será assim tão difícil perceber que sem classe média não há futuro, e a UEFA, quando decidiu fundar a Liga Conferência, passou à prática uma mensagem que há muito andava a repetir? Será assim tão difícil perceber que esta I Liga com 18 clubes, com um fosso sem fundo entre o quarto e o quinto, está ultrapassada, é anacrónica e tem o efeito de uns sapatos de cimento calçados em quem tenta nadar contra a maré?
É paradoxal que o mesmo País que tem uma das melhores seleções do mundo, que deu um salto gigantesco no futebol feminino, que mostra uma capacidade de pôr de pé grandes eventos que levou a FIFA a atribuir-lhe a co-organização do Mundial de 2030, que criou um modelo de formação tão eficaz que tem sido copiado em todo o lado, que montou uma escola de treinadores respeitada e requisitada nas quatro partidas da Terra, que esteve na primeira linha na inovação do VAR, bloqueie quando chega a altura de mexer com interesses instalados, de reformar para além da cosmética, de encarar de frente os problemas, identificá-los e tomar decisões. Esta não é a saga do futebol português, mas sim a chaga do futebol português."

O diferente que é o râguebi


"A comparação de modalidades desportivas é um beco onde gostamos de nos engalfinhar, louvamos a qualidade daquele, em desprimor da faceta que desprezamos daqueloutro, o exercício é frequente se bem que inconsequente por não haver saída conclusiva, mas colocamos a touca e mergulhamos de cabeça nessa encruzilhada da qual nos condenamos a não sair pois não há conclusão possível além de constatar que tanto são as pessoas que fazem a dita modalidade, como o que praticam também as faz a elas, até um certo ponto. Ninguém sabe ao certo por onde andará o meio que guarda a virtude, mas, por estes dias, colocar o futebol diante do râguebi tem sido uma prática repetida.
No domingo, um cidadão francês viu um português a exaltar-se com gestos bruscos e impropérios audíveis e saiu do seu lugar no estádio Geoffroy-Guichard para lhe perguntar, em jeito de lembrete, se ele era adepto de futebol ou de râguebi. O jogo em Saint-Étienne, terceiro de Portugal no Mundial da modalidade comummente tida como cavalheiresca nos praticantes apesar de criada para vândalos, teve Portugal a superar a Austrália em vários períodos, apesar de ter perdido e a interpelação do incógnito indivíduo a quem fervia um pouco para lá do que é torcer no controlo das suas estribeiras veio, precisamente, do lugar clichezado onde contrapomos distintas formas de praticar desporto.
É engraçado constatar que o mais usual é apropriarmo-nos de cada modalidade como sendo ‘o’ desporto. Não dizemos “a minha modalidade preferida”, ouvimos muito mais “o meu desporto favorito”. É sintomático do nosso tribalismo enquanto humanos e do quão sedutora é a sensação de pertença a algo de que gostamos e de que muita gente gosta de mesma ou parecida forma. Depois é que vem a teima em comparar, porque do outro lado da analogia aos gentlemen está a segunda parte da lenga-lenga que cita o futebol como algo criado senhorialmente e jogado por feios, porcos e maus. Depois, para lá desse nevoeiro dos lugares-comuns, é possível constatar que não são necessariamente pessoas diferentes a praticar modalidades diferentes, mas as mesmas pessoas a mudarem consoante o meio onde estão.
Se assim o é, então por que o fazem?
Os árbitros no râguebi não são alquimistas de uma qualquer poção bebida pelos jogadores que os impeça de gritar, insultar ou barafustar contra decisões tomadas pelo dono do apito. Ninguém aponta uma arma para eles, matulões apetrechados de tanto músculo, cordialmente se cumprimentarem no final e os vencedores aplaudirem os vencidos. Tão pouco alguém terá obrigado os vários jogadores portugueses que junto ao relvado varreram as bancadas do estádio após o jogo a cumprimentarem adeptos e tirarem fotografias. Muito menos há uma diretiva decretada para adeptos de países ou equipas contrárias se misturarem amigavelmente, como as dezenas de portugueses nos arrabaldes do Geoffroy-Guichard que tocavam trombone, cantavam e se divertiam em comunhão com australianos depois de serem derrotados no campo.
Cada prática tem os seus hábitos e a sua maneira de esculpir pessoas mediante os valores que apregoa, no râguebi impera uma cultura de respeito na qual a autoridade é acatada apesar de desacordos ou erros, o que é diferente de uma decisão ser aceite consoante o lado para onde a virmos soprar. O que o árbitro diz e explica é ouvido por toda a gente num estádio do Mundial de râguebi (ou da ‘Champions’ da modalidade, do torneio das Seis Nações ou do Super Rugby, por exemplo) porque essa cultura existe de dentro para fora e de cima até baixo, até eu, que mal o joguei e joguei-o mal na adolescência sem mordomias tecnológicas em Portugal, que faz maravilhas com o seu contexto amador, vivi como isso está entranhado na oval.
E em Saint-Étienne vi como o que seria belo em qualquer modalidade é embelezado ainda mais pelo râguebi, onde a seleção com metade do seu 15 feito de jogadores amadores, vinda de um país nem com cinco mil federados, marcou dois ensaios (e outros dois anulados) à nação com dois Campeonatos do Mundo ganhos, entre as quais se vaticinavam diferenças maiores do que o 34-14 sugere. O que distinguiu Portugal da Austrália foram mais erros em tomadas de decisões em momentos estratégicos do que a carência de meios e o, por vezes, êxtase nas bancadas onde diferentes cores de camisolas se misturam sem celeumas aperaltou ainda mais o evento.
O râguebi não é imune a defeitos, tem bastantes, todas as modalidades os têm, mas conviver tão bem com a diferença no que toca às suas formas mais basais - a cordialidade entre jogadores e árbitros, o poder escutar-se as razões atrás de uma decisão, o facto de ‘armários’ humanos tanto se respeitarem no campo onde reside tanta força bruta - distingue a modalidade nos pontos que muitas outras chocam. Não imagino, em Portugal, adeptos de um clube grande derrotado na casa do rival a divertirem-se à porta do recinto, muito menos que os adeptos da equipa vitoriosa levassem a festa a bem, nem que algo tão basilar com vender álcool no estádio e deixá-lo ser bebido nas bancadas fosse permitido, mas, ups, eis a tentação de comparar.
Mas, de entre todas as pessoas que vão a França apoiar a seleção nacional e outras equipas de países onde o râguebi não é a modalidade mais popular, será que se comportam no futebol com o mesmo respeito e contrição saudáveis que evidenciam durante um jogo de râguebi? Se assim não for, então quais são as razões? Onde está a diferença?"

Terceiro Anel: Inter...

Central, excerto...

sábado, 7 de outubro de 2023

Antevisão...

BI: Antevisão...

Águia: Antevisão...

O Benfica Somos Nós - S03E13

Mata Mata #11 - Especial Europa...

Visão: Explica #26 - Será Gonçalo Guedes o 9 do Benfica?

5 minutos: Diário...

Chão Sagrado - Memórias da Nova Luz #1

Musa...

Fever Pitch - Europa #2 - Perderam Todos! Menos o Braga e os Mac Allister.

É preocupante!


"Pode o futebol de hoje resistir a tantos e tão graves erros da videoarbitragem?

A questão não é se o futebol está melhor depois da criação do VAR; a questão é como apesar de haver VAR se cometem, afinal, ainda tantos erros. Essa é a questão. Que o futebol está melhor com a videoarbitragem, ninguém, evidentemente, contesta. Também era melhor que não estivesse. Mas mesmo com a videorbitragem têm sido cometidos tantos e tão graves erros no futebol que o adepto não acredita. E esse é um problema difícil de entender e, sobretudo, de explicar.
Se os árbitros são profissionais e têm obrigação, por estatuto, qualificação e competência, de tornar mais verdadeiro o que se joga e como se joga num campo de futebol, sobretudo ao mais alto nível competitivo, então por cada erro grave que possam cometer na videoarbitragem deveria corresponder uma punição exemplar financeira e desportivamente. Ainda se entende quando os lances avaliados são subjetivos - agarrão mútuo, contacto alegadamente inevitável, duelo dividido na luta pela bola, carga com mais ombro ou menos ombro, enfim, são naturalmente muitas as jogadas de análise mais difícil, e isso percebe-se. Mas como compreender quando a falta é objetiva?
No campo, o árbitro terá sempre alguma desculpa, alguma atenuante. Não viu, não lhe pareceu, foi tão rápido que ficou confuso, por milésimo de segundo equivocou-se. A história do futebol, sem auxílio das tecnologias, é tão imperfeita como a própria história de todos nós. Não fez Maradona um golo com a mão no Mundial do México, em 1986, vindo, depois, a tornar-se campeão do Mundo?
Mas as novas tecnologias permitem hoje dar ao jogo mais verdade desportiva, tendo em conta que o jogo se tornou, entretanto, muito mais um espetáculo televisivo e passou a exigir, também por isso, que o tribunal do vídeo pudesse julgar as infrações do jogo de forma justa e rápida.
Se, no campo, o árbitro continua a ter, pois, algumas atenuantes, o vídeo árbitro não tem desculpa a não ser por qualquer problema ou falha da tecnologia. Tem tudo ao dispor: as imagens, o tempo, as repetições. E levanta a questão: como pode não ver o que toda a gente vê?
No Sporting-Casa Pia desta época, inédito o erro do videoárbitro, que falhou grosseiramente na colocação das linhas do fora de jogo e permitiu que fosse válido o golo irregular de Paulinho; no Farense-Sporting do último fim-de-semana, outro exemplo de erro grosseiro do videoárbitro ao decidir (como foi possível?) confirmar uma grande penalidade inexistente sobre o sportinguista Edwards e assim permitir aos leões chegar à vitória.
Queixa-se, por outro lado, o Benfica, e justamente, de uma grande penalidade não assinalada em Milão, no jogo com o Inter, que o videoárbitro devia ter visto e não viu (como é possível?) por clara rasteira de Barella na perna direita de David Neres, quando o resultado estava ainda em 0-0. E pode, igualmente, queixar-se o FC Porto de uma grande penalidade não assinalada por puxão de camisola de Jules Koundé a Taremi, no jogo com o Barcelona. Puxar a camisola, rasteirar a perna, colocar mal as linhas do fora de jogo, ver Edwards ir ao encontro da perna do adversário e não o adversário ir ao encontro do pé de Edwards, não tem nada de subjetivo. São erros graves porque os lances avaliados são objetivos. Por negligência, incompetência, distração, impre- paração ou qualificação inadequada, têm-se sucedido erros tão inacreditáveis que arriscam, na verdade, fazer profundamente mal ao jogo e colocar em causa (não como esconde-lo) a credibilidade do próprio jogo.
O futebol que se joga ao mais alto nível, nas principais Ligas e nas grandes competições internacionais, não pode admitir, hoje, com a tecnologia ao dispor, falhas tão grosseiras. Elas matam o jogo. Como exigir que o protocolo do VAR seja alargado a mais situações do jogo quando as poucas que estão protocoladas já suscitam tanta controvérsia e incredulidade?
São ainda demasiados os casos que nos têm deixado perplexos, e as referências a algumas situações mais evidentes e recentes servem para ilustrar a mais do que compreensível desilusão e angústia dos adeptos.
Sublinho: num momento em que já devíamos estar apenas concentrados nas teses sobre o alargamento da ação da videoarbitragem sobre o jogo, ainda nos debatemos, afinal e lamentavelmente, na injustificada quantidade de erros cometidos pelos árbitros que julgam na privacidade de uma sala equipada com todas as condições, altamente tecnológica e muito dispendiosa. Um luxo que obviamente já trouxe muito de bom ao jogo, mas que, por maior que pareça o paradoxo, continua a falhar de forma incompreensivelmente gritante, como voltámos a ver esta semana, em claro prejuízo de Benfica e FC Porto, que viram duas grandes penalidades por assinalar (em Milão e no Porto) quando os seus jogos da Champions (com Inter e Barcelona) estavam ainda 0-0.
Só isso explica as derrotas de encarnados e azuis e brancos? Não, evidentemente que não. Mas não me venham com a conversa de que um erro do árbitro é como um erro de um jogador e que se os treinadores erram os árbitros também podem errar. Dantes isso ainda era tema. Agora já não. Já não é comparável o que se vive no campo com o que se vive na sala da videoarbitragem. Pior: repare-se como a grande maioria dos mais graves erros cometidos hoje no futebol pela arbitragem têm, todos, o cunho do videoárbitro.
É muito inquietante!

Já passou, entretanto, uma semana, e talvez muitos não tenham dado por isso, mas o Dragão de Ouro Rui Moreira (distinguido em 2010 como Sócio do Ano e, já mais recentemente, na qualidade de líder da distinguida Câmara Municipal do Porto) parece não ter tido direito a convite para marcar presença na Gala dos Dragões de Ouro com que o FC Porto celebra o aniversário ou então declinou o convite que eventualmente lhe terá sido feito.
Em qualquer caso, a verdade é que a ausência de Rui Moreira não podia deixar de ter sido a mais notada, tratando-se de um homem da cidade e do clube desde sempre.
Confesso admirador do presidente do FC Porto, adepto de bancada e acérrimo defensor do emblema, agora também membro do Conselho Superior dos azuis e brancos e ainda o presidente que voltou a abrir ao clube, e às celebrações do clube, as portas da Câmara Municipal da cidade (durante anos fechadas por Rui Rio, seu antecessor), Rui Moreira foi parecendo ao longo dos últimos anos das poucas figuras consensuais de um Norte cada vez com menos referências públicas.
Honra lhe seja, Rui Moreira nunca teve realmente medo de dizer o que pensa sobre a vida da cidade e do FC Porto, mesmo quando aconselharia o bom senso que tivesse evitado alguns dos comentários que fez ultimamente, em particular sobre o treinador dos dragões. Não lhe ficaram bem, porque ainda que se sinta um adepto comum, Rui Moreira sabe (com todo o respeito) que deixou de ser um adepto como outro qualquer.
Desconheço se Rui Moreira esteve (como de costume) ou não, no Estádio do Dragão, na última quarta-feira, a assistir ao FC Porto-Barcelona. Pelo menos, não dei conta que tenhas estado (como era mais habitual) num dos lugares de destaque da Tribuna Presidencial.
Seja como for, e mesmo admitindo a possibilidade de compromissos políticos o terem impedido de ser visto num e noutro lugares, a verdade é que a ausência, sobretudo, da Gala dos Dragões de Ouro será, muito provavelmente, resultado do ambiente hostil que parece estar reservado ao presidente da Câmara da cidade na relação com as mais altas figuras do FC Porto depois do líder da autarquia ter dito o que disse recentemente do treinador, acusando-o de ser um «falhado» e sem «fair-play».
Na gala dos Dragões de Ouro, aliás, nem Rui Moreira nem o treinador portista estiveram, afinal, no Coliseu da cidade, mas Rui Moreira não estava, como o treinador, em Lisboa a preparar o clássico com o Benfica, jogado no dia seguinte.
Resta saber se o divórcio de Rui Moreira, figura pelo menos até há pouco tempo tão estimada pelo universo portista, é apenas com o treinador ou também, e finalmente, já com a liderança estrutural do clube, a pensar na agitação que não deixará de surgir quando, no próximo ano, se atacarem as eleições para a presidência do FC Porto.
A meio da década passada, Rui Moreira não tinha dúvidas. «(…) Muito do renascimento do Porto tem que ver com o que o clube tem feito. Se todas as nossas atividades, indústrias e instituições estivessem ao nível do FC Porto, estaríamos muito melhor. O FC Porto é um exemplo», dizia o homem que foi capaz de conquistar a Câmara Municipal das cidade lutando fora dos aparelhos partidários.
O que mudou, entretanto? Rui Moreira ou o FC Porto? Ou alguém acredita que foi apenas a mudança dos tempos que fez com que mudassem as vontades?!...

PS: Ninguém, certamente, poderia prever que apenas o SC Braga viesse, esta semana, a salvar a honra do convento português nas competições da UEFA. Mas foi. O que também não deixa de ser preocupante!"

Comédias!!!


"O Vitor Pinto, subdiretor do Record, está profundamente indignado com o árbitro do jogo entre o FC Porto e o Barcelona, no Estádio do Dragão, por este ter sido visto a rir no final do encontro.
Sinceramente, não vejo onde está o problema. Certamente que o árbitro estaria a comemorar o facto de ter acertado em todas as decisões.
Veja lá, senhor Vitor Pinto, que uma vez até vi um árbitro assistente a festejar efusivamente com o punho cerrado por ter anulado um golo ao Benfica! Mas rapidamente me explicaram que esse comportamento era normal, porque ele estava apenas a celebrar ter acertado na sua decisão."

O Potes nem para Taremi serve... 😏


"Sai mais um Dragão de Ouro, para este miserável!"




"Até a filha de 7 anos - veja-se bem!! - ele tenta humilhar e intimidar. Passou de arguido a acusado pelo Tribunal.
Idolatrado pelo seus seguidores, não admira que só no FCPorto ainda tenha adeptos e lhe dêem um teto para trabalhar!"

É este animal que uma enorme falange de adeptos do FC Porto idolatra


"Um energúmeno agora acusado pelo Ministério Público dos crimes de violência doméstica agravados contra a ex-mulher e a filha menor de apenas 7 anos, agindo, segundo os procuradores, com a intenção de "humilhar, intimidar e importunar a menor vítima", submetendo-a a maus tratos, bem como à ex-mulher.
«O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído». É uma questão de tempo até que um dos maiores responsáveis pelo estado de putrefacção do futebol português pague pelos seus crimes. E tarde a justiça chegará."

A Verdade do Tadeia - Flash - Sporting...

A Verdade do Tadeia #2024/45 - Neves, o ranking e o desastre leonino

A Verdade do Tadeia - Live - 2024/09 - A seleção e a jornada

Terceiro Anel: Diário...

Canto Curto #53 - Champions...

Quezada - Gelada #8

ESPN - Futebol no Mundo #274 - Segunda rodada da Champions e a nova Copa do Mundo espalhada em seis...

Aquecimento, excerto...

Futebol é Momento, excerto...

A Europa antes do Mundo


"Sete anos seria um prazo decente para um novo aeroporto e uma rede de alta velocidade

Portugal organizará, dentro de sete anos, um Campeonato do Mundo de futebol e para aqueles que desde já criticam, porque iremos ter demasiados jogos em Espanha (incluindo a final), muitos em Marrocos e alguns até na América do Sul, talvez seja bom lembrar que Portugal não tem dimensão demográfica, económica e até política para poder organizar sozinho um grande evento desportivo, como o Campeonato do Mundo de futebol ou uns Jogos Olímpicos. Quem acha que sim, não sabe o que é um Mundial de futebol, nem uns Jogos Olímpicos, nem, sequer, conhece Portugal.
A notícia é, pois, de celebrar. Sobretudo se pensarmos que a organização, mesmo que em regime de cooperação, de um Campeonato do Mundo de futebol pode implicar uma aproximação decisiva do país à Europa. Devemos aliás recordar que, apesar das muitas críticas feitas pelo que diziam ser o esbanjamento de meios financeiros na realização da Expo-98, Portugal ganhou respeito mundial pela sua capacidade de organização de grandes eventos e ganhou toda uma zona urbana moderna e funcional que substituiu uma lixeira pantanosa e imunda. E também podemos recordar que o tão detestado Euro-2004, mais a enormidade da despesa da construção dos novos estádios, muitos dos quais com Euro ou sem Euro teriam de ser construídos pelo Benfica, Sporting, FC Porto, Boavista ou Vitória de Guimarães, constituiu um ponto fundamental de viragem de um turismo incipiente e avulso por uma indústria moderna e profissional, que nos trouxe e continuará a trazer uma onda constante de turistas de todo o mundo, que contribui para uma parcela essencial do PIB e do crescimento da nossa economia.
Com a organização do Mundial de 2030, Portugal tem uma oportunidade única para balizar investimentos que, apesar de serem há muito tempo urgentes, têm continuado adiados pelo peso da tradição de uma cultura mesquinha e miserabilista que vê sempre despesa onde deve ver investimento. Sete anos seria um prazo decente para construirmos o novo aeroporto de Lisboa e um início de rede de comboios de alta velocidade que nos aproxime da Europa e nos afaste do do velho isolamento da «ocidental praia lusitana». Portugal precisa deste Mundial até para estabelecer metas objetivas e datadas para o seu desenvolvimento."

Risco desportivo


"O relatório e contas da Braga SAD de 2022-2023 trouxe um lucro inédito na ordem dos 20.3 milhões de euros e trouxe a novidade da sua acionista Qatar Sports Investments (QSI) ter reforçado a posição no respetivo capital social para 29,60%. No último trimestre de 2022, a QSI entrou no capital da sociedade desportiva bracarense através da compra de 21,67% de ações que pertenciam à Holding do universo da Olivedesportos. Com tanta exigência para se evitar conflitos de interesses e bradar a tão propalada transparência em torno das sociedades desportivas, ainda hoje não se percebe como é que se permite a um veículo da Olivedesportos poder ser acionista deste tipo de sociedades quando a Sport TV Portugal, S.A. é detida, em 75% do seu capital social, pelas três maiores operadoras nacionais (ZON, MEO e Vodafone) que, por sua vez, também patrocinam sociedades desportivas. Proteção de direitos adquiridos? Talvez. Mas já ninguém se lembra que o monopólio atual das transmissões televisivas das duas ligas profissionais nacionais ainda se encontra nas mãos deste grupo? Futuramente, perante a oficialização daquele que será o formato da execução da centralização dos direitos televisivos na Liga de Clubes, resta saber se a Olivedesportos, através dos seus acionistas da Sport TV ou de outros investidores, terá capacidade financeira para entrar em cena visto que os valores a pagar vão encarecer. Regressando a Braga, não nos devemos esquecer que quem controla a QSI é o próprio Estado do Catar. Logo, os direitos de voto na sociedade desportiva minhota a este pertencem. É uma estratégia forte e interessante. Porém, arriscada pois dependerá sempre do nível de submissão a que se sujeitaram perante quem investe. Tome-se como ponto de partida o mercado da Braga SAD para esta época: fizeram 6 aquisições num total de 17.8 milhões mas venderam outros 6 pelo total de 11.1 milhões. A aposta é claramente desportiva por ter aumentado o valor de mercado do plantel para 126.20 milhões. Mas a 1.ª liga tem uma hierarquia consumada por 3 ordens supremas com mais do dobro do valor em plantéis (SLB com 359.63, FCP com 289 e SCP com 280.30). O investimento não pode ser pontual. Tem que ser feito para durar."

Dos impropérios da avó Rosa ao São Geraldo do avô Adelino


"Quem luta para ter comida para pôr na mesa sabe que o fracasso não é opção e que as desculpas não matam a fome

A minha avó Rosa, benfiquista, tinha uma interpretação muito singular do papel do adepto. A cada jogo do Benfica, cada vez que abria a boca era para criticar os jogadores… do Benfica! A cada passe mal feito, a cada golo sofrido, a cada resultado negativo, a minha avó refilava com eles com a convicção que eles estavam mesmo a ouvir. «Cabaneiros», gritava, palavra que em criança desconhecia e que vim a saber poder ser «vadio, preguiçoso». Se fosse viva, teria havido sermão e missa cantada durante o jogo com o Inter e ninguém teria escapado. Já nos golos e vitórias do Benfica, era inexpressiva, do género não fizeram mais do que a obrigação deles. Aliás, se os adeptos que vão ao estádio fossem todos como a minha avó, a Luz seria um cubo de gelo a cada vitória das águias.
Subjacente a esta emotividade irracional estava uma convicção profunda: se para a avó Rosa o Benfica é o melhor e conta com os melhores, a antecipação de um jogo estava imune aos imponderáveis do futebol. Vencer era uma inevitabilidade. Logo, não havia ansiedade ou dúvida. No Totobola, as opções eram apenas «1» ou «2» consoante o Benfica jogasse na Luz ou fora. E quando o choque com a realidade a fazia confrontar-se com um mau resultado, a culpa era invariavelmente dos jogadores, porque não há sorte ou azar que possa contra a lei de quem é mais forte e dá tudo em campo. Nunca lhe ouvi uma reclamação contra os árbitros ou adversários.
Tentar explicar-lhe que o Inter é uma das grandes equipas europeias e que tem um orçamento superior ao Benfica seria ainda pior. Desculpas, diria ela, irritada. A vida numa pequena aldeia perdida do Minho, num Portugal então a preto e branco, tinha-lhe ensinado tudo sobre como fazer muito com pouco. No seu papel de matriarca, sabia que quando a luta diária era ter pão na mesa, o fracasso não era opção. E que as desculpas não matam a fome.
Retorcido? Talvez exagerado, mas, à maneira dela, o que falamos é de critério de exigência. Que me obriga a responder a uma simples pergunta: «Fiz mesmo tudo para evitar o insucesso?» Só depois posso cobrar os erros dos outros. O que nunca acontece, se formos verdadeiros no exercício. Há sempre culpas ou falhas nossas no insucesso, tornando inútil — e por vezes hipócrita — o exercício de atirar pedras ao telhado do vizinho.
Num outro patamar, mas igualmente singular, a minha mãe, também benfiquista, deve acreditar que receberá um dia o Nobel da Paz pela promoção da concórdia entre adeptos. Não insulta ninguém, compreende os jogadores e tem sempre uma palavra de conforto. A derrota dos adversários não lhe dá gozo nenhum, não raras vezes se junta aos netos a festejar as vitórias de Sporting e FC Porto. A minha avó nunca o disse, mas, avaliando a forma como olhava a minha mãe nestes momentos de concórdia, deve ter-se culpado de alguma falha na educação da filha, muito mole para o gosto dela.

Ser do SC Braga por 'nacionalidade'
Para o meu avô Adelino, ser adepto de um clube não era uma questão de opção, mas de, num certo sentido, de nacionalidade. Se ele era de Braga, o SC Braga era a sua nação e olhava de soslaio para mulher e filhos, que renegaram a nacionalidade para apoiarem nações estrangeiras…
Se ele tivesse visto a brilhante vitória do SC Braga em Berlim, haveria se estar orgulhoso. Feliz por presenciar um novo milagre de São Geraldo — padroeiro da cidade, foi arcebispo de Braga, morreu a 5 de dezembro de 1108 — que, reza a lenda, fez nascer fruta em terreno coberto de densa neve. O avô Adelino haveria também de se sentir guardião do espírito e da simbologia da Torre de Menagem. Depois, recolheria ao quarto para voltar à leitura. Talvez para reler as aventuras de Zé do Telhado, famoso salteador do século XIX, entretanto apelidado de Robin dos Bosques português. Guardo ainda hoje o livro de José Manuel de Castro sobre a vida de Zé do Telhado, edição no mínimo com uns 50 anos, como herança do meu avô. A quem estarei eternamente grato por ter incutido em mim o gosto pela leitura e por uma boa história, que ele me dava a conhecer pelos livros e pela forma exímia como as contava aos netos.

Chocolates à conta do FC Porto
O meu tio João, que viveu connosco até se ter casado, via o papel de adepto como o de afirmação de uma identidade. Seduzido pelo discurso de Pinto da Costa, adepto do FC Porto se consolidou. Cada vitória e cada título era bem mais do que um jogo de futebol, era a própria vida jogada em 90 minutos. Nas semanas europeias, cada vitória dos dragões era prenúncio de quintas-feiras, dia de folga do meu tio, mais felizes. Comprava-me uma tablete de chocolate ou uma sombrinha de chocolate Regina. Teria ficado triste com a derrota com o Barcelona, atenuada por ser com um clube que também gostava pelos pontos em comum no que à afirmação de uma região diz respeito. Haveria de ter reconhecido o esforço dos jogadores e algum azar num empate que esteve tão perto. Talvez isso lhe bastasse para manter a vontade de me comprar um chocolate.

Sportinguista não praticante
Na brincadeira, dizia que o meu pai era um sportinguista não praticante. Torcia pelo Sporting, à maneira dele e para ele. No futebol como na vida. Homem de pouquíssimas palavras, mas de grandes gestos e que está na origem da minha primeira zanga com Deus, tão injusto achei ter-mo levado quando ele tinha apenas 48 anos. Tudo o que aprendi do meu pai foi por aquilo que o vi fazer. Não dava conselhos, dava exemplos. E ensinou-me duas lições essenciais: como ser um Homem e como Amar uma mulher. Bastava estar atento ao que ele fazia. Confesso, fui um aluno medíocre, ainda hoje tenho de ir à oral, incapaz de dispensar logo no exame escrito.
A reação dele ao jogo de ontem do Sporting seria de absoluta serenidade. Quem, literalmente, tinha andado à luta em criança por um pedaço de pão de milho e aos 12 anos recebia as primeiras migalhas de salário a lavar pratos num restaurante, tinha colocado no topo a fasquia da gestão das emoções, abaixo da qual o sucesso e insucesso tem de ser relativizado."