Últimas indefectivações

sábado, 13 de outubro de 2012

Cento e cinco !!!


Benfica 105 - 61 Barcelos
26-8, 23-16, 23-20, 33-17

Boa atitude, apesar da abismal diferença de valor dos plantéis, a equipa do Benfica nunca deu o jogo como ganho, e atacou sempre o cesto, com concentração e sentido colectivo, só assim foi possível vencer com uma diferença tão grande... Ás vezes, nestes casos, a sobranceria acaba por tornar o jogo 'irritante', não foi o caso...
Amanhã, na Final do Troféu António Pratas, vamos defrontar a Académica, o jogo será mais complicado, o descanso entre jogos é curto, o Elvis e o Gentry (além do Dunn) continuam lesionados, mas o jogo é claramente para ganhar...

Tornar o acessível, mais fácil !!!


Benfica 32 - 20 Loacker Südtirol Team

Já se esperava que estes Italianos fossem acessíveis, mas o Benfica não facilitou, e assim decidiu praticamente a eliminatória, apesar de ainda faltar o jogo de amanhã...

Uma nota: os jogos da Taça EHF, na Luz, não estão a ser transmitidos em directo na Benfica TV, porque não existiu acordo financeiro entre o Benfica e a EHF.

Como complicar, aquilo que devia ser fácil !!!


Benfica 9 - 6 Limianos

Vitória demasiado complicada... não se pode sofrer 6 golos do Limianos - mesmo reforçado -, tivemos a perder, e até pouco minutos do fim, o espectro do empate, não se ia embora!!! Se a atacar houve movimentações interessantes, a defesa foi uma desgraça...
O Benfica foi o principal culpado, do jogo emotivo que se assistiu no Pavilhão da Luz, mas os jogadores do Limianos também deveriam ter saído satisfeitos com a luta que proporcionaram, e com os aplausos da bancada... mas a atitude bem 'tuga' que tiveram contra a equipa de arbitragem, com queixas e queixinhas constantes, uma ou outra com razão, mas a grande maioria sem qualquer razão, transformaram o jogo, jogado com uma bola e um stick, num constante jogo de palavras, e assim lá se passou mais um jogo em constante picardias...!!! Se calhar foi o exemplo da 'prima-dona' - do Futebol - ontem em Moscovo!!! A arbitragem não teve bem, é verdade, mas pelo menos errou para os dois lados, e não teve influência no resultado. Prova disso mesmo, foi o facto de nenhuma das equipas ter chegado às 10 faltas, algo pouco comum no Hóquei...
No dia que recebemos as justíssimas Faixas de Campeão da época passada, os adeptos mereciam um fim de tarde mais descansado...!!!
Para a semana vamos a Valongo, deslocação sempre complicada, com a equipa da casa, a fazer sempre a melhor exibição da época, com graus de agressividade muito acima da média. A jogar assim, vamos ter muito problemas!!!

Vitória... amanhã, temos outro jogo...


Ac. Espinho 0 - 3 Benfica
22-25, 20-25, 21-25

Vitória confortável, contra um adversário limitado, mas que acaba por dar sempre algum trabalho, já que tem uma boa defesa baixa, nunca dando um ponto por perdido!!!
Amanhã recebemos o Marítimo...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Aguenta coração !!!


Luparense 2 - 3 Benfica

Se no dia anterior, permitimos o empate a 2 segundos do fim - a vencer por 3-0 a 3 minutos do final -, hoje aos 39 segundos de jogo, já estávamos a perder por um 0-1 !!! Como é tradicional 'obrigámos' o guardião contrário a ser o jogador em maior evidência, com 17 defesas - contra 9 do Bebé -, mesmo assim, a meio da 1ª parte empatámos... No início da 2ª parte, o Joel 'resolveu' falhar um penalty, e um pouco mais à frente, voltámos a ficar em desvantagem no marcador... A 7 minutos do fim empatámos, e como a vitória era o único resultado que nos interessava - ainda não sabíamos o resultado do outro jogo do grupo, que terminou com um surpreendente empate!!! -, arriscámos jogar com o guardião avançado - a tal estratégia que eu não gosto!!! -, e foi já com o Marcão na quadra, que 2,30min do fim, o Teka marcou o golo da vitória, após uma assistência do nosso guarda-redes 'avançado'... Foi assim em grande sofrimento, com o Bebé de regresso à baliza - com várias intervenções nos últimos segundos -, que terminou a partida...!!!
O Diece tem jogado, mas de certeza que ainda não está com ritmo de jogo, após uma longa paragem. O Davi não tem jogado, devido a lesão. O César Paulo tem jogado condicionado, hoje por exemplo não fez um único remate à baliza!!! A equipa nos últimos tempos, tem demonstrado algumas fragilidades, e com todas estas condicionantes extra, as dificuldades aumentam...

O empate do Gyor com o Iberia acabou por baralhar as contas, com o Luparense matematicamente de fora, é possível que os Húngaros do Gyor - ex-equipa do Feher!!! - vença os Campeões Italianos na última jornada, no Domingo. Se isso acontecer, um empate com 3 golos - ou mais -, será suficiente para o Benfica garantir o 1º lugar no Grupo e a respectiva qualificação para a Final Four, já que num empate a 5 pontos das três equipas, o critério aplicado válido será o do número de golos marcados nos jogos entre os três - Benfica, Gyor, Iberia!!! No início do Iberia-Benfica já se saberá o resultado do Gyor-Luparense, por isso a gestão será mais fácil, mas a este nível teremos sempre que jogar para vencer, e apesar de todas as dificuldades que vamos encontrar, temos que acreditar...

O gin deixa de saber bem

"Quando se está no Mamounia em Marraquexe, a beber um gin tónico, em fim de semana com bons amigos, parece que nada nos pode tirar a tranquilidade. Por momentos acreditamos que o paraíso existe. Mentira!
Receber um SMS que diz «golo do Beira Mar, 4 minutos... frango do Artur», altera tudo. O gin deixa de saber bem, a bonita menina do bar fica desinteressante, os amendoins já não passam na garganta.
Estar sem ver o jogo, que sabemos estar a correr mal, à distância, a receber SMS preocupados de vários amigos diferentes, é um suplício, é uma tortura do Marquês de Sade. Vejam bem: «Jogo lento», «estamos cansados», «Salvio ao poste», «hoje cheira a drama», «penalti... falhamos», «digam, agora, mal do Cardozo», aqui estão apenas alguns dos publicáveis. Não há cardiologista para isto.
Lá veio, enfim, um que disse «super Maxi goooooloooo» seguido de outro que disse «Rodrigo dois, dois, dois» e a coisa ficou menos dramática. Mas até ao fim houve tempo para os inevitáveis «se não marcamos o terceiro dá asneira» ou «contra o fraco Beira Mar não havia necessidade de sofrer tanto» e finalmente o salvífico «Ufffff acabou».
Lá se pôde escolher o foie gras e pedir o tinto para lentamente descomprimir. É dura a vida de um adepto à distância e manifestamente errado o provérbio «longe da vista longe do coração». Se é certo que estas vitórias podem fazer a diferença nas contas finais e definir campeões, também é verdade que não gostamos de passar por estes sustos em jogos destes.
Com a vitória da Supertaça de voleibol, o Benfica inicia a época com quatro conquistas em modalidades de pavilhão. As vitórias no hóquei, futsal, andebol e voleibol prometem uma época de luxo.
Na próxima quinta-feira há Taça em Freamunde primeiro degrau para o Jamor, já saudoso e demasiado longínquo na nossa memória."

Sílvio Cervan, in A Bola

Objectivamente (restaurantes vs. alternes)

"Ficou mais ou menos definido este fim-de-semana o curso dos acontecimentos na presente Liga de Futebol.
O Benfica tem de jogar sempre no máximo para conseguir os três pontos da ordem. O nosso rival directo só tem de jogar o suficiente porque os deuses abençoam sempre nos momentos de incerteza e nas falhas!
Eu sou dos que apontam sempre os benefícios do FCP mesmo que não joguem contra nós. Não espero pelas decisões de Proença e seus adjuntos ou das paixões de qualquer apitador para criticar o que se vai passando neste triste Futebol português. Este FC Porto-Sporting foi bem elucidativo do que nos espera quando tivermos de defrontar essas «feras»!
Estou muito em querer que, pela amostra, a velha lenda das 60 vitórias e 4 anos sem derrotas no Dragão para o Campeonato interno, se vai manter por mais tempo. Assim, ninguém ali ganha!
Bem se podem queixar os nossos rivais de Alvalade por muito que quiserem levantar a cabeça depois das desgraças que, por culpa própria, têm sofrido nas últimas semanas. Por falar em polémicas, é bom que não se calem Devesa Neto e Guilherme Aguiar, antigo árbitro auxiliar e antigo D.G. da Liga depois de na RDP terem contado histórias antigas - mas muito actuais - sobre favorecimento de clubes por árbitros e de árbitros por clubes. Aguiar, que gosta de dar umas piadinhas sobre «coisas que sabe» pelo ofício que prestou na Liga dele e do Major Valentim Loureiro, teve azar desta vez, pois o visado, Devesa Neto, antigo árbitro auxiliar, respondeu-lhe à letra quando foi acusado por Aguiar de ter recebido no seu restaurante Luís Filipe Vieira como se isso ocorresse nalgum crime! Disse-lhe Devesa Neto que mais vale comer à vista de todos num restaurante frequentado por gente séria que ir a casas de alterne acompanhado por gente duvidosa com objectivos obscuros! Resumindo, era disto que se acusavam. Uma novela que devemos acompanhar até ao desfecho! Promete."

João Diogo, in O Benfica

Trêspontonove

"Num máximo de cinco é excelente, não fossem as contingências. A primeira deixa-nos confusos: trêspontonove em quê? Convenhamos: se a bitola se destinava a premiar a incompetência, foi justo. Mr. X é um incompetente de marca maior. Um dos mais competentes incompetentes que temos visto. Podia ter tido uma nota mais alta, na verdade, mas também é capaz de mais.
A qualquer momento surpreende-nos com uma incompetência superlativa e, aí sim, verá o seu talento recompensado pelos senhores observadores. Mas o tal trêspontonove também pode ter sido na escala da subserviência. De novo nota justa. Mr. X obedece furiosamente aos ditames do seu chefe de cócoras. Gosta de estar bem visto por D. Palhaço e pela sua corte de imbecis. E assim, rasteja. Põe-se a jeito. É preciso agradar o patrão! É preciso deixar o Gaseificado feliz, de sorriso nos lábios. Mr. X faz a vontade. Inventa penáltis, faltas, foras-de-jogo, tudo  que possa fazer do clubezinho de Rio Tinto um comandante isolado.
Mas há mais hipóteses. A escala que notifica Mr. X é a escala da canalhice. De novo, pontuação a condizer. Ratonice levada a cabo com desplante. Esbulho realizado à cara-podre, perante milhares em redor do relvado, e milhões na televisão.
A ladroagem não perdoa. É feita às claras. Merece prémio? Claro que sim! Não é este um País de ladrões e de trafulhas? Palmas para Mr. X! Incompetente, submisso, tafula: que se pode exigir mais do seu labor? Nada. Leva trêspontonove!
Leva trêspontonove por ser aquilo que muitos de nós desprezamos e tantos outros têm como princípio de vida. Quanto ao observador que lhe atribuiu trêspontonove, não tenho dúvidas: leva quatropontonove. Em pouca-vergonha!"

Afonso de Melo, in O Benfica

O Xistema

"1. Se os erros dos árbitros ainda se podem levar à conta de erros humanos, próprios de decisões instantâneas e das dificuldades de visionamento dos lances (embora quando mais frequentes esses erro, piores os árbitros e quanto mais frequentes... para os mesmos lados, mais duvidosa a sua imparcialidade...), os erros dos observadores já são bem mais difíceis de 'engolir'.
Ora, a nota mais atribuída pelo observador à arbitragem de Carlos Xistra no último Académica-Benfica - bem acima da média das melhores -, para além de ser um escândalo, mostra a verdadeira face do Sistema (ou, neste caso, Xistema) e como ele se produzia (e reproduzia) nos anos oitenta e noventa do século passado, quando os árbitros medíocres como os Calheiros, Fortunato Azevedo, Francisco Silva, José Silvano, etc., atingiram posições de relevo graças às notas dos observadores e à protecção dos dirigentes de arbitragem, de forma a estarem depois nos jogos importantes e fazerem o 'trabalhinho'. Pelos vistos, o Sistema mantém-se...

2. O Conselho de Disciplina da Federação arquivou o processo relativo às condições da Caixa de Segurança do nosso Estádio, nascido de queixas do Sporting, cujos adeptos (liderados pelo célebre Paulo Pereira Cristóvão) inauguraram essa estrutura, cada vez mais comum nos estádios europeus e entretanto utilizada (sem protestos) por várias outras claques nacionais e estrangeiras. O desfecho não poderia ser outro. O que se estranha é a demora na decisão quanto aos factos graves que aconteceram no final do jogo nessa mesma bancada...
Curiosamente, no mesmo dia, o Sporting era castigado por sobrelotação de três sectores do seu estádio num jogo com o FC Porto da época passada. Pela boca morre o peixe!...

3. ...E vão quatro Supertaças! Embora só considere positivas as épocas quando ganhamos os Campeonatos Nacionais, não deixa de ser muito bom este início de época das modalidades, com quatro vitórias em outras tantas Supertaças. Só fica a faltar a de Basquetebol!...

4. Uma espécie de 'autocrítica': no nosso Jornal da semana passada, não gostei de ver a notícia da Assembleia Geral na qual o relatório e contas não foi aprovado reduzida a meia-dúzia de linhas. Uma coisa são as opiniões, que devem ser livres (e eu próprio me manifestei nesta coluna), outra são as notícias, que devem ser factuais e completas. Se o relatório tivesse sido aprovado, a notícia teria certamente outro destaque."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Mudando de assunto

"Segundo a comunicação social, Antonino Silva foi arguido no processo ‘Apito Dourado’, por alegada falsificação de classificações dos árbitros, durante a época de 2003-04. Falava-se em alegadas pressões sobre observadores de árbitros e falsificação dos relatórios, para beneficiar alguns árbitros e prejudicar outros nas classificações. Além disso, havia referências a um episódio em que Lucílio Baptista telefonara a Pinto de Sousa mostrando-se descontente com a nota de um exame escrito que contava para a sua classificação final. Alegadamente, pouco tempo depois, o mesmo Pinto de Sousa teria recebido um telefonema de Antonino Silva, membro da Comissão de Análise da Liga, garantindo-lhe que a nota havia “subido substancialmente”.
Mudando de assunto, há relatos recentes, na imprensa, de que Antero Henrique, membro da SAD do FCP, teria tido uma reunião secreta, no dia 14 de Setembro, para vetar os árbitros Duarte Gomes e Bruno Paixão. Essa reunião teria tido como interlocutores o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, Vítor Pereira, o vogal Lucílio Baptista (ele mesmo!) e o vice-presidente… Antonino Silva.
Mudando de assunto, nos últimos 24 (vinte quatro) ‘clássicos’ que envolveram o FCP estiveram presentes nove árbitros. Curiosamente, sempre que o FCP perdeu um desses jogos, o árbitro envolvido nunca mais foi nomeado para clássicos que envolvessem o… FCP. Curiosamente, Jorge Sousa e Pedro Proença apitaram 50% dos ditos jogos.
Mudando de assunto, João Brites Lopes, observador de árbitros, classificou o desempenho de Xistra no jogo Académica - Benfica como Bom (3,9 em 5)… e já passaram quase dez anos desde a referida época de 2003-04."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Afinal era outra a verdade

"(...)
Balanço do Benfica Clube
Sem medo nem rodeios, mas também sem asneiras de demagogos, vamos lá todos analisar a parte do Passivo do Benfica Clube - Sport Lisboa e Benfica, nas últimas contas. Damos de barato para próximas núpcias, o Activo...
Quem reparou com atenção nos números à frente das diversas rubricas que constavam do relatório e contas original, facilmente percebia que, para interpretar esses mesmos números tinha de se ir mais à frente, para os mais incautos, págs.60 e segs. e ler as explicações, numa coisa que se chama 'Notas de Anexo às Demonstrações Financeiras'.
Por isso, para o que nos interessa, tínhamos as notas números 19, 21, 9, 14, 22, 23, 12, 20, 24 e 14. Ora, nem o famigerado jornal matutino se deu a este trabalho, nem ninguém quis saber disto!
Da nota 19, resulta afinal que o montante de €43.880.425 é resultante do Método de Equivalência Patrimonial (questão técnica a ver com as participadas). Nada que um aumento de capital ou a reavaliação do Estádio em termos contabilísticos não resolva logo. Ou seja. É ZERO de relevância real financeira como Passivo.
Da nota 21, resulta que as responsabilidades por benefícios pós emprego são afinal complementos futuros de reforma, sabe-se lá a quantos anos. Por este andar, se as pessoas se reformarem aos 70 anos, serão responsabilidade daqui a 30 anos e se os sócios não querem que os seus funcionários recebam complementos de reforma no futuro, aceitam-se sugestões!
Da nota 9 resulta que a rubrica de impostos diferidos afinal não é nada de nada. É meramente um movimento contabilístico derivado do Benfica Clube estar isento e tal reconhecimento ser exigido pelas normas contabilísticas de relato financeiro. Influência financeira real - ZERO!
Da nota 14, resulta que estamos perante mais diferimentos, ou seja, perante a aplicação do método de que um custo se regista pela factura e não pelo recibo. Contabilizaram-se nessa conta, essencialmente custos de movimentos entre o grupo, mas que não tem em atenção os proveitos, que poderão gerar, pois são diferidos. Daí que influência financeira real - ZERO!
Da nota 22 resulta que afinal o montante de fornecedores corresponde a €12.057.088 de dívidas entre empresas do grupo, restando €2.543.294 de fornecedores gerais. Por isso, influência financeira real - ZERO!
Da nota 23, resulta que o adiantamento de clientes aí previsto resulta afinal de um adiantamento do Sport Lisboa e Benfica Multimédia S.A. Por isso, influência financeira real - ZERO!
Da nota 20, resulta que o valor de empréstimo do Benfica Estádio. Por isso influência financeira real - ZERO! (€5.800.000)
Da nota 24, resulta que o valor correspondente é maioritariamente respeitante ao posto de abastecimento e a empresas do Grupo. São ambos resultantes de obrigatoriedades de movimentações face às normais contabilísticas de relato financeiro. Por isso, influência financeira real - ZERO!
Por último, da nota 12, será a única de jeito. Mas, logo para azar dos críticos, o valor de €2.470.619 corresponde a uma fiscalização efectuada aos exercícios de 1998 e 1999, repito, 1998 e 1999 (lá vem o Vele e Azevedo novamente). A dívida está impugnada mas o Benfica relevou-a por uma questão de prudência. Mais um 'bife' do Mestre das Fotocópias. Curiosamente, é a única que poderá obrigar o Benfica a desembolsar dinheiro, ou seja, a única com influência real financeira. Uma dívida do Vale e Azevedo! Quem diria?
Agora, perante isto tudo, o que querem que vos seja mais dito? O segurança do Bruno de Carvalho que esteve na Assembleia e que por acaso se fez sócio nesse dia e pertence a uma claque dos rivais do Benfica? É isto?!

PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
Provisões.............................................................45.510.814
Responsabilidades por Benefícios Pós-Emprego............3.510.723
Passivos por imposto diferidos.................................10.636.221
Diferimentos.........................................................12.532.756

PASSIVO CORRENTE
Fornecedores.......................................................14.600.382
Adiantamentos de Clientes.........................................850.837
Estado e outros Entes Públicos.................................3.373.280
Accionistas/Sócios......................................................70.113
Financiamentos Obtidos..........................................5.800.000
Outras Costas a Pagar..........................................13.719.438
Diferimentos........................................................41.526.242

TOTAL PASSIVO.............................................€113.403.756
(...)"

Pragal Colaço, in O Benfica

Uns de calcanhar, outros de bicicleta, outros nem por isso

"Há uma malta do Sporting que pelo menos duas vezes por ano dá-lhe a vontade bacteriologicamente impura de unir esforços com o Benfica contra os malandros dos árbitros

DE calcanhar e de bicicleta. Foi assim que o FC Porto e o Benfica se desembaraçaram dos seus adversários do último fim-de-semana nos jogos respectivos a contar para a Liga portuguesa.
Na Luz, o Beira-Mar deu muito mais trabalho ao Benfica do que no Dragão o Sporting deu ao FC Porto.
Na Luz e no Dragão aconteceu um episódio idêntico e curioso. Os dois emblemas beneficiaram de duas grandes penalidades muito, muito duvidosas, e os chamdos a converter, Rodrigo e Lucho González, falharam cavalheirescamente os seus pontapés, desaproveitando as oferendas.
Um amigo que tenho, agnóstico, aproveitou logo o desaproveitamento de Rodrigo e de Lucho para proclamar que se Deus existisse era sempre assim que as coisas se passavam com as grandes penalidades muito duvidosas.
Outro bom amigo, cuja fé é o Sporting, querendo-me sensibilizar para a sua causa quase me gritou aos ouvidos que a segunda grande penalidade a favor do FC Porto, que foi convertida com sucesso por James, nem sequer nasceu da vontade do árbitro em prejudicar o Sporting.
Tentei dizer-lhe, com todo o respeito, que tal não seria preciso porque ninguém prejudica mais o Sporting do que o próprio Sporting.
Nem me ouviu. Pretendia convencer-me que o árbitro tinha inventado aquele penalti com o intuito de prejudicar o Benfica visto que se o resultado passasse para 2-0 passaria o FC Porto para a liderança do campeonato por ter melhor diferença de golos.
Nem lhe respondi. Há uma malta do Sporting que pelo menos duas vezes por ano dá-lhe a vontade bacteriologicamente impura de unir esforços com o Benfica contra os malandros dos árbitros.
É inevitável. Acontece-lhes sempre que jogam com o FC Porto e normalmente perdem e normalmente apresentam no fim de cada jogo uma lista interminável das malfeitorias de que foram vítimas.
Depois passa-lhes logo. Até ao próximo jogo com o FC Porto, evidentemente.
Francamente, não consigo afirmar sem hesitação que Boulahrouz está inocente no lance com Jackson Martínez que o árbitro entendeu ser merecedor de castigo máximo. É muito provável que esteja... mas... no entanto...
O que acontece com Boulahrouz é que o holandês é aquele tipo de defesa espadaúdo que, inocente ou culpado, tem sempre cara de penalti.
Na sequência da derrota no Dragão e de todo o processo em curso da substituição de Sá Pinto no comando técnico da equipa, veio a público o presidente do Comité Olímpico Português, Vicente de Moura, deixar no ar que gostaria de se candidatar à presidência do Sporting mas que sendo um cidadão comum não o pode fazer.
Explicou muito bem porquê:
-Qualquer pessoa que não tenha ao seu dispor quantias muito elevadas não o pode fazer. E eu não tenho capacidade financeira ou crédito junto dos bancos.
Disse uma grande verdade que se aplica ao Sporting e muitos outros clubes nacionais. A brutalidade dos passivos afasta liminarmente o cidadão comum do sonho da presidência dos seus clubes.
Olimpicamente, Vicente de Moura continuou a explanar os motivos que o impedem de avançar:
-Para poder beneficiar do trabalho de muitos sportinguistas, o Sporting, no mínimo, tem de ter as suas finanças equilibradas. Caso contrário, só indivíduos ricos, demagogos ou oportunistas estarão em condições para o fazer.
É precisamente por este conjunto de razões que do outro lado da rua, refiro-me à Segunda Circular, Luís Filipe Vieira pode partir para mais um acto eleitoral sem adversário à vista, o que não é bom para o Benfica nem para o próprio Luís Filipe Viera.
Sim, também eu li que Rui Rangel poderá anunciar a sua candidatura até ao final da semana. Mas até ao final da semana podem acontecer tantas coisas que o melhor será aguardar antes de concluírmos que o actual presidente vai ter concorrente à cadeira.
Por este caminho qualquer dia deixa de haver eleições nos clubes de futebol. Aquele velho pormenor democrático a cada três anos está a transformar-se numa coisa obsoleta, sem cabimento prático perante o avolumar dos passivos em montantes astronómicos e tilitantemente dissuasores.
Rogério Alves, que já foi presidente da assembleia geral do Sporting, ainda no princípio desta semana falou sobre o assunto, dissuadindo os seus consócios da exigência de eleições no clube para mudar o presidente.
-Temos o tique das eleições como se isso resolvesse alguma coisa - disse à Antena 1.
O «tique das eleições», expressão triste, tristíssima, que sintetiza a realidade: a inoperância da velha democracia dos clubes de futebol, tal como os conhecemos e vemos evoluir ao longo de décadas.
Enquanto isto do «tique das eleições» for só no futebol ainda há esperança.
Mas se passar para a política é que estamos mesmo tramados.

NA quarta-feira da semana passada, Cristiano Ronaldo marcou três golos ao Ajax, para a Liga dos Campeões e, no fim, o árbitro nem hesitou em oferecer-lhe a bola do jogo como mais do que merecida recordação pelo feito em Amesterdão.
No último domingo, o Real Madrid saiu de Barcelona como entrou, com 8 pontos de atraso para o líder do campeonato. Do mal, o menos. O Real esteve ganhar, esteve a perder, empatou já perto do fim graças, uma vez mais, à pontaria de Cristiano Ronaldo.
Safaram-se, portanto, os brancos à justa de regressar a casa 11 pontos atrás do rival da Catalunha e isso sim,seria penoso, quase um absurdo porque o duelo Ronaldo-Messi, que entusiasma meio planeta, não faria grande sentido prático e comercial com o Madrid fora da discussão pelo título espanhol quando ainda faltam dois meses e meio para o Natal.
José Mourinho não podia ficar aborrecido com o empate. E na verdade não ficou, como se depreende das suas palavras no fim do jogo. A 8 pontos do Barça e não a 11, como podia ter acontecido, o pragmatismo deu lugar aos mind games que fizeram do treinador português um dos mais discutidos, amados e odiados do mundo. Aliviado, Mourinho entendeu que era aquele o momento para dizer o que na realidade pensa sobre o tal duelo entre o astro português e o astro argentino.
-Devia ser proibido dizer quem é o melhor jogador do mundo - afirmou com uma distância que surpreendeu muita gente. Melhor dito, com uma distância que surpreendeu quase toda a gente.
A ocasião era a ideal para Mourinho descer à terra e confessar com humildade que nem ele, que é especial, consegue escolher, entre um e o outro, o que mais lhe agrada na qualidade de espectador equidistante dos dois fenómenos em causa.
Em termos da questão Messi-Ronaldo, ou vice-versa, o último clássico de Espanha foi nitidamente um exagero. Dois golos para cada um fizeram o resultado do jogo.
Pena foi, para os amantes das sensações fortes do futebol, que não tenham sido três golos para cada um. Com dois hat-tricks em Camp Nou, seria bonito de ver cada um levar para casa a sua metade da bola do jogo, cortada ao meio ainda no relvado pelo árbitro munido de canivete.
As palavras ajuizadas de José Mourinho sobre Cristiano Ronaldo e Lionel Messi caíram muito mal em Madrid porque, no pé de guerra corrente, não é suposto vir o treinador da grande casa branca inverter o discurso da afición com uma tirada de notável bom senso sobre o assunto.
Iker Casillas foi o primeiro do balneário a vir defender o português. «Eu escolho Cristiano Ronaldo porque é um jogador que nos tem dado muito e que convite connosco todos os dias», disse o guarda-redes e capitão do Madrid, provando mais uma vez que há certas homenagens que são sempre contra alguém, neste caso, contra o seu treinador.
Sobre o diferendo Mourinho-Sérgio Ramos, Casillas também mostrou a sua opinião: «De que lado estou? Do lado do Sérgio porque apoio um companheiro que estava num mau momento e do lado do mister porque olha pela equipa», disse.
Com o devido respeito, mas o Casillas de tão judicioso ainda se arrisca a que um dia destes lhe passem a chamar o Marcelo Rebelo de Sousa do balneário. Isto se em Espanha conhecessem o professor...

JACKSON MARTÍNEZ, o avançado que o FC Porto foi buscar à Colômbia, leva cinco jogos consecutivos na Liga a marcar golos. É obra. Martínez tem, sem dúvida, muita qualidade.
Na verdade, tem tanta qualidade que até admira e causa impressão que não tenha sido primeiro descoberto, referenciado e negociado pelo Benfica, tal como aconteceu com os seus compatriotas Radamel Falcao e James Rodriguez, para acabar no FC Porto.
Onde é que falhámos desta vez?"

Leonor Pinhão, in A Bola

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Desesperante!!!


Benfica 3 - 3 Gyor

Estar a ganhar 3-0 a três minutos do fim, e acabar por permitir o empate a 3 !!! Não lembra a ninguém...!!!
Fui seguindo o jogo via net, somente com informações escritas no site da UEFA, sem imagens... mas parece que voltou a acontecer aquilo que eu temo em todos os jogos: o Benfica ataca mais, o adversário defende com tudo, e se nos últimos minutos o Benfica não tem uma vantagem grande, arrisca-se a não triunfar, porque devido às 'regras' do Futsal, sem fazer nada por isso, fica a jogar em 'inferioridade' numérica, quando o adversário em desespero, tenta o 5x4 !!! Muitas vezes as coisas até correm bem, e conseguimos marcar aqueles golos de baliza a baliza, mas existem excepções, e esta manhã foi uma!!!

Como escrevi na crónica do último jogo com o Cascais, estava com pouca esperança. Tivemos azar no sorteio, o grupo é provavelmente o mais difícil, a equipa ainda por cima não está a jogar o seu melhor Futsal, e hoje com o adversário teoricamente mais fraco, não conseguimos vencer... agora estamos obrigados a vencer os 2 jogos que faltam. Amanhã temos jogo com o Luparense (Campeão Italiano), que hoje levou 1-6 do Ibéria (a equipa da casa...), e em caso de vitória, vencer o Ibéria no último jogo, algo que não será nada fácil, tendo em conta as variáveis dentro da quadra, e fora da quadra!!!

Ética e esperança (II)

"É difícil expressar a ideia da esperança. Mesmo assim, arriscaria a definição de Jean Gultton: a esperança é a predisposição de espírito que leva a acreditar na realização do que se deseja. Na essência, um valor humano. E uma virtude, no sentido aristotélico.
A esperança não se dilui, porém, na ilusão ou na fantasia. E também não se confunde com o sonho. Ou seja, precisa de esperar. Esperar é um verbo que é muitas vezes desesperante. Ou desconcertante. Que o diga o mundo do desporto...
A esperança também não se dissolve no desejo, embora não o dispense. Podemos desejar, sem esperar. Desejar ser sempre campeão, ganhar o Euromilhões ou não pagar os cada vez mais brutais impostos, não significa que tenhamos essa esperança. O desejo é a matéria-prima da esperança, mas não o seu produto acabado.
A esperança é racional, mas, no limite, a emoção pode ultrapassar a razão. É assim no desporto, onde a emoção até pode ser protagonista. Aí chegaremos à patalogia da esperança que é - usando um plebeismo - a fezada. No futebol, o adepto é um clássico exemplo desta overdose de esperança. Que tanto o conduz, bipolarmente, à euforia de se achar dono da esperança, como à necrose do desespero.
Quantas vezes uma falseadora ideia da esperança é a via directa para o desastre, é o negacionismo da realidade pura e dura, é encobrir o medo com a fantasia e a ignorância com a imaginação.
A esperança é um empréstimo que se pede à felicidade, resumiu magistralmente Joseph Joubert. Uma prova fiduciária que precisa de ser honrada. Mesmo nas nossas paixões clubistas e nas compulsivas chicotadas psicológicas..."

Bagão Félix, in A Bola

Merecia mais eco

"Não sei a quem pertence a autoria do estudo sobre os direitos televisivos que o presidente da Liga, Mário Figueiredo, apresentou na Comissão de Educação da Assembleia da República. Ignoro igualmente em que pressupostos se fundamenta o estudo para concluir que as receitas televisivas, que hoje ascendem a 63 milhões de euros, podem duplicar ou triplicar se os direitos deixarem de ser negociados subjectivamente (clube a clube) a passarem a sê-lo colectivamente (pela Liga em representação dos clubes). Este é um combate que Mário Figueiredo sustenta desde a primeira hora e é pena que seja uma voz isolada e com pouco eco na comunicação social. Há muito que eu defendo a bondade desta solução e estou certo de que o acréscimo de proventos seria substancial para todos, mas não me atrevo a quantificá-los. Os exemplos da França e da Itália, onde os grandes se opunham à centralização, são elucidativos. Mas aí foi por via legislativa que os respectivos Governos impuseram a mudança e julgo que essa deve ser a via escolhida pela nossa Liga.
A UEFA que tão discricionariamente interfere na gestão dos clubes podia ao menos recomendar às federações a negociação colectiva (através da Liga), como ela própria faz nas competições europeias. Mas a UEFA tem outros problemas para resolver. Ao reconhecer a Federação de Gibraltar (que é um protectorado britânico mas que a Espanha afirma ser um território sob a sua soberania) meteu-se num enorme sarilho, porque nuestros hermanos - se a decisão for mantida - já ameaçaram retaliar com a bomba atómica a secessão da UEFA! Temem uma deriva que faça ressurgir os velhos anseios da Catalunha e País Basco de terem as suas próprias federações desportivas."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Invictos e isolados...


Sporting 22 - 28 Benfica

Vitória incontestável, com talvez a melhor exibição defensiva da temporada - colectiva -, e com mais uma enorme exibição do Álamo com 24 defesas, em 46 remates!!! No outro lado, o Hugo Figueira - indiscutivelmente o melhor guarda-redes Português dos últimos anos -, fez 8 defesas, em 36 remates!!!
Invictos e isolados na frente do Campeonato, sendo que nas 5 jornadas que faltam para terminar a 1ª volta, só 'assusta' a deslocação à Madeira... hoje, nem os 'brothers' Martins travaram o Benfica, apesar de uma quantidade absurda de 'violações' marcadas ao ataque do Benfica...!!!

Ética e esperança (I)

"A ética não é uma abstracção, nem um cardápio à escolha de cada um. A ética está na moda, mas não é uma moda. São valores e saberes universais e intemporais: decência, carácter, honradez, integridade, coerência, sensatez, prudência, autenticidade, perseverança, lealdade, exemplaridade, solidariedade, orgulho de pertença e muitos outros.
A ética fundamenta-se no dever de, que precede o direito a. «O Dever acima de tudo»: não o dever dos passivos do balanço, mas o dever moral da consciência.
Hoje, a linguagem favorece o indiferentismo ético. Os fins passaram a justificar qualquer meio. O mentiroso não mente. Diz inverdades. Certas fraudes já não o são. Foram promovidas a espertezas. A desonestidade é um mal menor. Há quem lhe chame flexibilidade. A palavra de honra foi trespassada com honras de primeira página. A ética do esforço e da exactidão vale menos do que a astúcia traiçoeira. A iconografia do sucesso, ainda que parente, substitui os valores, mesmo que imprescindíveis. Vivemos um tempo de ética da quantidade e de ética condicional, alimentadas por um qualquer mas, às vezes, talvez, salvo se, mais ou menos.
Na (falta de) ética desportiva, onde há adversários, vêem-se inimigos. Onde deveria haver competição dura mas leal, há batota e amoralidade. Onde se deveria saber ganhar e perder, há atitudes inconsequentes e perniciosas.
Por isso, aplaudo o bem estruturado Plano Nacional de Ética no Desporto. Na esperança de contribuir para uma prática desportiva como espaço de ética intensiva. Mas, com planos ou sem eles, a ética precisará sempre da autorização do exemplo. E da sua polinização."

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Unidade

"O Benfica lidera isolado a Liga. Descuido na afirmação? Nem pouco mais ou menos. O Benfica lidera isolado, MORALMENTE, a Liga. Mais até, com o pleno dos pontos. O que se passou no jogo inaugural, frente ao Sporting de Braga, na Luz? Como foi possível anular aquele golo limpo a Cardozo? O que se passou duas jornadas volvidas, frente à Académica, em Coimbra? Como foi possível sancionar duas penalidades inexistentes?
O Benfica lidera, MORALMENTE, a Liga. De que se serve a liderança moral? Serve, no mínimo, para que se entenda quantos obstáculos já se nos depararam e, por certo, irão deparar no futuro. Serve, no mínimo, para unir as hostes, para reforçar a vigilância ao antibenfiquismo que grassa no Futebol indígena. Serve, no mínimo, para fortalecer a convicção de que temos argumentos para um ano competitivamente bem nutrido.
O Benfica lidera, MORALMENTE, a Liga. Chega? Não chega. Não existem vitórias morais, títulos morais, troféus morais. Mas existem imoralidades que têm de ser combatidas. Qual é o caminho? A unidade, a unidade benfiquista. A unidade pode ser a razão do êxito, de resto não há êxito sem unidade. As divergências podem ser a razão do fracasso, de resto há sempre fracasso com divergências.
No essencial, impõe-se um Benfica unido. Nem todas as opiniões no seio da gigantesca família são iguais? Também ninguém o esperava e até não era democraticamente saudável. Só que naquilo que importa, que importa mesmo, a vontade deve ser una. E o sucesso fica mais próximo."

João Malheiro, in O Benfica

Homens de negro

"Com a arbitragem de Carlos Xistra em Coimbra, foi aberta a época da caça ao Benfica, e à possibilidade de este se sagrar Campeão. É assim, ano após ano, quase sempre em momentos cirúrgicos, e quase sempre pela mão, e pelo apito, dos mesmos personagens.
Da análise que faço ao Futebol português, e às vicissitudes mais obscuras dos seus bastidores, quer-me parecer que o problema maior reside hoje, precisamente, ao nível dos árbitros e assistentes - eles mesmos, em pessoa -, e já não tanto no âmbito de qualquer supra-estrutura tutelar que, formalmente, os condicione, ou empurre em determinado sentido. Cada vez mais, a percepção que tenho é que o Sistema, tal como o conhecíamos nos anos noventa, e na primeira década deste século, deu lugar a um modus operandi mais disperso, assente num conjunto de árbitros e árbitros-auxiliares, que, em nome de cumplicidades pessoais (e favores externos) continuam a influenciar a seu bel-prazer o andamento das competições.
Há quem se queixe de Vítor Pereira, há quem aponte o dedo a Fernando Gomes, ao presidente da Liga de Clubes, aos observadores, e também, claro, ao clássico Joaquim Oliveira, e à sua Olivedesportos, como responsáveis máximos daquilo que continua a passar-se no Campeonato português. Cada um deles, por actos ou omissões, terá certamente o seu grau de culpas, presentes, ou passadas. Mas responsabilizá-los acima do razoável por farsas como a que vimos em Coimbra, será, creio, embarcar numa ilusão de óptica, disparar ao lado de raiz do problema, e esquecer que quem entra verdadeiramente em campo, quem toma as decisões que nos penalizam, quem, sob o manto de uma falsa isenção, encaminha Campeonatos para um lado, e os retira do outro, são... os próprios árbitros, e os seus auxiliares.

São eles
Alguns juízes do quadro nacional (composto, na totalidade, por cerca de 25 árbitros e 50 assistentes) são oriundos dos negros tempos do Apito Dourado, e trazem com eles as cumplicidades daí decorrentes. São esses, não por acaso, que preencham o grosso da lista de internacionais. E esses, ou alguns deles, parecem tacitamente fugir já à tutela das instâncias nacionais, mantendo redes de influência externa que lhe vão garantido os pergaminhos.
Falo, por exemplo, de Pedro Proença ou Olegário Benquerença, cujas carreiras além-fronteiras vão abafando os golpes cometidos intuamuros, sem que aparentemente haja forma de alguém os confrontar com aquilo que vão fazendo por cá. Poderia juntar-lhes Carlos Xistra, embora, mas não menos zelo na perseguição interna ao Benfica.
É pois para os árbitros, e respectivos auxiliares, que nos temos de virar no momentos de apurar responsabilidades por aquilo que se passa nos relvados portugueses. São eles, sobretudo eles, os responsáveis pelas decisões que tomam, pelos erros que cometem (sempre justificados por 'desconcentrações', 'distrações', ou pelas centenas de decisões correctas - sempre alegadas em auto-defesa - que qualquer criança seria capaz de tomar ao dirigir um desafio de Futebol), e pelas consequências dos mesmos.
Há que ressalvar, porém, que nem todos são iguais. Falei justamente de um trio que, ostensivamente, prejudica o Benfica todas as épocas, e sempre que a ocasião se lhes depara. Como disse, há 25 árbitros no primeiro escalão, e seria injusto confundir alguns deles com Proença, Benquerença ou Xistra, ainda que uma segunda linha de juízes aparente pretender seguir pelo mesmo trilho. Incluiria neste lote, Cosme Machado e Hugo Miguel, por exemplo.
É verdade que o Benfica tem sido prejudicado por muitos outros árbitros. Mas há que distinguir aqueles que o fazem sistematicamente, e de forma mais desassombrada, dos que, errando, não transmitem uma sensação de tão grande parcialidade. É pois necessário entendermos bem quem, e porquê, tanto nos prejudica.
(...)"

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Creio que o Fialho se esqueceu do Jorge Sousa, do Soares Dias, do Bruno Esteves, do Rui Costa, do Rui Silva, do Marco Ferreira, do Capela, do Vasco Santos... e mais alguns!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Lixívia 6

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........14 (-4 ) = 18
Corruptos......14 ( 0 ) = 14
Braga............11 (+1) = 10
Sporting.........6 ( +3 ) = 3

Fenómeno do Entrocamento na Luz: apitador Rui Costa, assinalou um penalty a favor do Benfica!!! Estranhíssimo!!! Estamos a falar de um profissional dos 'alternes', alguém que na Luz, já teve a coragem de marcar um penalty a favor do Benfica, e depois voltar atrás com a decisão, e marcar a falta fora da área!!! Desta vez apitou 'precipitadamente' a falta, e só depois é que se apercebeu que afinal a falta tinha sido dentro da área!!! Curiosamente já o ano passado em Santa Maria da Feira, numa arbitragem vergonhosa, de grave prejuízo ao Benfica, foi praticamente obrigado a marcar um penalty - mais do que óbvio - a favor do Benfica, que nos deu a vitória...!!!
Um pouco mais a sério: não percebo a dúvida neste lance. O Maxi é 'esperto'? Sim, nada o obriga a ser 'burro'!!! O jogador Aveirense foi 'burro'? Sim, mas isso não é álibi suficiente para a falta não ser marcada!!! O Maxi ganhou posição, não era obrigado a saltar, e levou com o adversário em cima, com os pés dentro da área. Penalty claro... Que o Rodrigo desperdiçou...
Ainda ficou um 2º penalty por marcar a favor do Benfica, por Braço na Bola do Camara, a remate do Enzo. Até posso discutir a intenção, mas este é o típico penalty que em Portugal é sempre considerado falta. E neste caso, o remate nem foi com força, portanto ele tinha hipóteses de tirar os braços...
O fiscal-de-linha do lado da bancada Meo também esteve em evidência: primeiro não viu uma Mão na Bola, do tamanho do Cristo-Rei, num dos poucos ataques do Beira-Mar; depois deixou passar um fora-de-jogo de quase 5 metros, num lance de bola parada aos Aveirenses; e depois marcou erradamente um fora-de-jogo ao Camara: por incrível que pareça, alguns tentaram transformar este erro, num golo mal anulado ao Beira-Mar!!! O fora-de-jogo não existe, é verdade, mas o Camara fica isolado: na linha de fundo!!! E quando faz o cruzamento/remate o jogo já estava parado, e é o Artur que 'empurra' a bola para dentro da baliza...!!!
De referir ainda o critério disciplinar 'largo' que foi dado: não foi um jogo violento, mas mesmo assim houve as habituais faltas cínicas do Beira-Mar, que foram 'recebidas' com muita parcimónia. Com um critério destes, nenhum Lagarto tinha sido expulso no Dragay!!!
O Artur na minha opinião deu um 'frango', tinha a obrigação de ter tentado socar a bola com mais convicção. Agora, fiquei com a impressão que o Sasso, com o braço esquerdo, toca nos braços do Artur, o que leva o guardião falhar o soco... O lance ocorreu dentro da pequena área - sempre que o Artur dá uma entrevista com auto-elogios, normalmente mete 'água' no jogo seguinte -, tenho quase a certeza se este lance tivesse se passado com outros Clubes, estariam todos a discutir a possível falta...!!!

No Dragay nada de novo, a não ser uma tímida reacção de alguns dirigentes Lagartos, ao roubo do costume...!!!
O mais engraçado é que o 'roubo' teve pouco a ver com o Sporting!!! Os Corruptos venciam por 1-0, e os Lagartos não criavam perigo, a vitória estava assegurada. Então porquê continuar a roubar?!!! Com 2-0, matematicamente, os Corruptos em igualdade pontual com o Benfica, passam para a frente do Campeonato!!! Esta teoria parece demasiado infantil/conspirativa, admito, mas as cabecinhas Corruptas funcionam assim, é uma questão genética, são incapazes de evitar os pensamentos invejosos, mesquinhos - criminosos...!!!
Os dois penalty's não existem. No primeiro o Cedric tenta levantar-se rapidamente, e o contacto da Mão com a bola é completamente involuntário, como não houve nenhum remate à baliza, onde ele podia tentar 'tapar ângulo', nem havia nenhum jogador adversário nas proximidades, só mesmo alguém condicionado - Corrupto - podia marcar penalty... No segundo, é um lance mais difícil de decidir, existe uma luta normal pela posição, onde normalmente os árbitros, para se defenderem, marcam quase sempre falta ao avançado... mas desta vez os Corruptos precisavam de mais um golo, para passarem a ser os primeiros do Campeonato!!!
O critério disciplinar também foi 'engraçado'!!! 10-4, em amarelos, para os da casa!!! É sempre difícil avaliar os critérios de amostragem dos amarelos, mas posso afirmar com bastante certeza, que nenhum jogador Corrupto seria expulso, num jogo destes, em situações idênticas. Nunca...!!!

Na Pedreira, o Braga também sofreu a ressaca 'Europeia'... A Micalela devia ter sido expulsa, após uma agressão ao Maurício, mais tarde, o Maurício fez penalty sobre o Eder: carga de ombro, é ombro com ombro, não é ombro nas costas...!!! 

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

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