Últimas indefectivações

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Voleibol




Amanhã começa a época oficial, a nossa equipa de Voleibol defronta o Fonte Bastardo, na Supertaça. Depois de uma frustrante, onde fomos muito melhores praticamente toda a época, e depois na final acabámos por perder o Campeonato, contra esta equipa da Ilha Terceira.
Um acontecimento extra-Voleibol, envolvendo vários jogadores, teve um impacto bastante negativo da nossa prestação no final de época, talvez por isso, resolveu-se fazer uma 'meia' limpeza de balneário...!!!
Os nossos adversários nesta modalidade não quase todos, apoiados directamente por Municípios, ou Governos Regionais, portanto devido aos cortes anunciados, algumas equipas vão estar mais fracas, por acaso a excepção parecer ser a Fonte Bastardo!!!
Ainda é cedo para comparar o plantel do Benfica deste ano, com o do ano passado, mas tal como o prof. Jardim disse, estamos mais fortes na defesa baixa, mas se calhar, neste momento, mais fracos no bloco... o grande problema desta pré-época foram os Distribuidores: vieram dois estrangeiros, e já se foram embora!!! Agora veio um Húngaro, com 35 anos, e um curriculum bastante interessante, mas pessoalmente tenho muitas esperanças no nosso jovem Miguel Tavares... Temos uma equipa experiente, que dá garantias de algum sucesso, na minha opinião muito bem orientada apesar da desilusão da época transacta... Obviamente estou curioso para observar o Honoré, já que o Ché, o Kibinho e o Roberto Reis, são 'conhecidos', sendo que o Ché será uma alternativa ao Gaspar (grande jogador, mas irregular...). Sinceramente, desconheço se o formato competitivo do Campeonato se vai manter, mas haverá tempo para se fazer alguma rectificação, em caso de necessidade, mais tarde, durante a época...

1- Robert Koch - Passador - 35 - 1,90 - Ppsozicnica (Áustria)
2- João Magalhães - Líbero - 23 - 1,89
5- Roberto Reis - Ponta - 31 - 1,87 - Vit. Guimarães
6- Kibinho - Central - 30 - 1,95 - Vit. Guimarães
7- Pedro Fiúza - Oposto - 30 - 1,96
8- Hugo Gaspar - Oposto - 29 - 2,00
9- Marc Honoré - Central - 27 - 1,98 - Wagner Nunes (Brasil)
10- João Coelho - Líbero - 30 - 1,85 - Fonte Bastardo
12- Joan Diaz «Ché» - Oposto - 28 - 2,01 - Vit. Guimarães
13- Reidel Toiran «Chino» - Ponta - 26 - 2,01
14- Flávio Cruz - Ponta - 29 - 1,92
15- Miguel Tavares - Passador - 18 - 1,87
16- Zelão - Central - 29 - 1,96
Treinador: José Jardim

Os melhores

"Eu não gosto nada de coelho estufado, mas já andava com ideias de mandar guisar Saviola, tamanha a deceção das prestações de El Conejo esta temporada. Confesso que foi com desconforto que dei por ele na equipa titular na noite de sábado. Mas Saviola aconteceu: bisou e construiu a vitória frente ao Paços. Será desta que se quebrou o enguiço? Muitas vozes se têm levantado a favor do argentino, afirmando a necessidade de marcar para ganhar confiança. Marcou. Saviola, é agora?

Para o Benfica foi. A exibição não foi robusta, mas o resultado não deixou dúvidas. E a dianteira no campeonato – candeia que vai à frente alumia duas vezes – foi assegurada. Com o FCP em ebulição e a jogar contra a Académica de Pedro Emanuel, o treinador que começa a ser o desejado, era importante mostrar que na Luz não há reuniões de capitães em átrios de aeroporto. Vítor Pereira ganhou e diz o que pode para salvar a pele, mas o Porto está longe de ser a melhor equipa do campeonato, a milhas do monstro fulminante da época transata. E quanto a Godinho Lopes, faz pela vida como sabe. Mas afirmar perentoriamente que o SCP é o melhor do campeonato, depois das primeiras exibições da temporada, é no mínimo arriscado. Enfim, cada qual coloque a cabeça no cepo como lhe aprouver. O sorriso de Paciência contrasta com o ar quase-demissionário com que já se apresentou em conferências de imprensa recentes, depois de vencer o Guimarães – e olhem que Rui Vitória não é só vitorioso de nome.

Então por que é que nós somos os melhores? Porque somos eficazes, mesmo que eu já tenha ganho muitos cabelos brancos nestas poucas jornadas – sofremos muito na defesa dos nossos pontos. Apesar das “brancas amnésicas” da defesa – e por isso Artur é demasiado batido – temos um miolo ultraconsistente, um Aimar genial, um super-Maxi e alas que fazem estragos nos corredores e nas diagonais. E porque ganhamos, caramba. Por vários. Este campeonato, meus senhores, é nosso."


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Lixívia Extra-Forte VII

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......17 ( 0)...17
Corruptos..17 (+3)...14

Sporting......14 (0)...14
Braga........14 ( +3)...11




No final do jogo da Luz, entrei no carro, liguei o rádio e lá estava o novo 'Zé do Boné' a elogiar o árbitro Bruno Esteves!!! Apesar de incompetente, o treinador do Paços não é mal educado, e portanto não se esqueceu de 'agradecer' a ajuda que recebeu... fez muito bem!!! Cheguei a casa, e na Zona Mista da RTP Informação, lá estava o Bruno Prata a elogiar o árbitro, o jornaleiro seguia a mesma cartilha, e até o Gobern, influenciado, concordava!!! E qual era a base para tanto elogio: marcou um penalty na Luz, contra o Benfica!!! O facto de no resto do jogo só ter feito merda, sempre contra o Benfica, não interessa...!!! Aliás a tentativa de branqueamento desta arbitragem teve várias faces: na TBI, Pedro Henriques só mostrou o golo anulado, e o atraso, o resto 'não aconteceu'!!! O Santolas no site deu razão a todas as minhas opiniões, mas no programa: Silenzio!!! Enquanto nos jogos dos Corruptos, e dos Lagartos 'discute-se' faltas completamente inconsequentes a meio-campo, lances de penalty (a favor do Benfica) nem sequer são mencionados!!!
---O fiscal-de-linha do lado da Meo, mesmo à minha frente, marcou erradamente, 4 foras-de-jogo ao Benfica, tudo na primeira parte!!! Repito, 4 !!! Aliás não acertou uma única vez!!! Tendo num destes disparates, anulado um golo limpo ao Benfica...
---No final da primeira parte, Aimar é derrubado por um adversário: empurrado com o braço (não é carga de ombro), e simultâneamente, rasteirado na perna esquerda. Penalty, e expulsão perdoada ao Pacense.
---Início da segunda parte penalty descarado sobre Matic. Anunciação usou o Sérvio como 'escadote', falta clara. Aliás no jogo com Twente, na Luz, houve uma jogada igual sobre o Cardozo, onde a critica Portuguesa foi unânime em considerar penalty!!!
---Penalty contra o Benfica bem assinalado. Luisão esticou a perna quando não devia, e pôs-se a jeito!!! O engraçado deste lance, é que em Aveiro, no Feirense-Corruptos, onde Bruno Esteves expulsou, bem, o James Soco Rodriguez, num lance exactamente igual, com o Bellushi, não marcou penalty, e ainda por cima deu amarelo ao jogador do Feirense!!! Melhor ainda, todos os paineleiros, e avençados Corruptos, elogiaram o decisão do árbitro nesse lance, defendendo que o atacante é que tinha procurado o contacto na perna do defesa!!! Parece que em duas semanas muita gente mudou de opinião, especialmente o apitadeiro!!!
---Primeiro após uma cabeçada do Luisão, e depois após uma jogada com o Cardozo, a bola bate nos braços dos defesas do Paços. Em ambos os casos, acho que a decisão foi correcta. Não existiu um acto deliberado.
---Atraso intencional para o guarda-redes do Paços. Defesa do Paços, ajeitou a bola para Cássio agarrar o esférico. Decisão fácil de tomar. A não marcação desta falta, é bem demonstrativa, da 'intenção' premeditada da equipa de arbitragem neste jogo, em prejudicar o Benfica...
---A quantidade de faltas marcadas em bolas divididas, contra Benfica, perto da área do Benfica, também foram bastante elucidativas!!! O Aimar, então, 'soprava' num adversário e era logo falta, não se compreende como um jogo onde o Benfica tem a bola, quase sempre, tem o domínio territorial, e acaba o jogo, com muito mais livres laterais perigosos, contra, do que a favor!!! A maneira arrogante, e provocadora, como foi mostrando amarelos ao Benfica, mais uma vez indica premeditação: o do Gaitán é óbvio, transforma-se um lançamento lateral, claríssimo a favor do Benfica, contra o Benfica (contei 4 lançamentos trocados), espera-se a reacção do jogador do Benfica, e mostra-se amarelo!!! O curioso é que quando jogo fica decidido, como aconteceu com Académica, o critério das 'faltinhas de merda' muda completamente, e nos últimos minutos dos jogos, quando não à nada para decidir, aquilo que minutos antes era falta, e em alguns casos cartões, já não é...!!!
Como disse na crónica ao jogo, tinha algumas esperanças neste árbitro: o ano passado, também no jogo com o Paços na Luz, esteve quase sempre bem, e até foi 'enganado' pelo Coentrão, e marcou o primeiro penalty a favor do Benfica, da época!!! Mas provavelmente, após a correcta expulsão do Boxeur Colombiano, foi 'apertado', e terá usado este jogo, para demonstrar aos 'donos' da Fruta e do Marisco, que afinal, a expulsão (repito correcta), o James Soco, foi um deslize, e que não voltará a acontecer...!!!



Em Coimbra, tivemos mais uma noite de vergonha. Nesta crónica tento avaliar somente o trabalho dos árbitros, mas aquilo que passou no jogo dos Corruptos é muito mais grave, do que qualquer erro do árbitro. Reconheço que após o jogo da Académica na Luz, ouvi com alguma surpresa as palavras do Pedro Emanuel: não se referiu, nem uma vez, ao árbitro!!! Algo extremamente raro, como devem concordar...!!! Portanto, pensei: será que o Pedro Emanuel, apesar do seu passado Corrupto (e caceteiro), tem alguma (uma pontinha) de dignidade?!!! Infelizmente a resposta já foi dada, e é negativa!!!
«A imagem da primeira parte não é a da Académica que queremos, assumo a responsabilidade, os jogadores fizeram exactamente o que lhes pedi, não fizeram o que é normal fazermos, assumi uma estratégia que não foi a ideal». Este discurso não é novo: Caixinha, Domingos, entre outros, já utilizaram a mesma cassete. Parece que alguém no antro da corrupção escreveu um guião para estas situações, e assim os treinadores vendidos, já sabem o que dizer!!! Porque será que esta gente, quando joga contra qualquer outra equipa, principalmente o Benfica, não se engana na estratégia?!!! Porque será que esta gente, quando jogo contra o Benfica, 'come' a relva, como não houvesse amanhã?!!! Uma competição, onde uma equipa (dirigentes, e treinadores pelo menos...)abdica, deliberadamente, da vitória, em troca de futuros benefícios, está envenenada, completamente inquinada... quando uma instituição como a Académica de Coimbra, com a conivência dos dirigentes, e dos adeptos, entra neste jogo, é triste, muito triste...
O jogo não teve história, os golos foram legais. Se o fiscal-de-linha fosse o mesmo da Luz, os 3 golos tinham sido anulados, mas... Mais uma vez, a PorcoTV censurou um lance, onde ficou a dúvida se o Funil jogou a bola com o braço dentro da área. Repetições: zero!!! O Abodulaye finalmente foi expulso, como li hoje na Gloriosesfera, parece que os jogadores que deveriam ter sido expulsos nos jogos com o Benfica, poucas semanas depois, são expulsos nos jogos com os Corruptos, é uma tradição que se deverá manter...!!!


A Choradeira Lagarta continua!!! Tenho observado este Rinaudo com alguma atenção, creio não estar longe da verdade, ao afirmar que até agora não terá existido um único jogo do Sporting que este jogador não tivesse merecido um cartão vermelho!!! (nem quero imaginar, o barulho, se o Javi fizesse metade das faltas deste Argentino...!!!) Ouvi declarações completamente surreais sobre esta correcta decisão de Bruno Paixão: '...a lei diz que neste caso, é vermelho, mas eu não concordo...'. Foi assim que Luís Campos começou a falar!!! Mas disse mais: '...neste caso, a equipa do jogador expulso devia poder substituir o jogador expulso...'!!! Mas este não foi o único, houve outros com declarações inusitadas: '...o árbitro deve defender o espectáculo, o espectador pagou o bilhete para ver um espectáculo de 11 contra 11, portanto devia haver mais sensibilidade nestes lances...'!!! O homem acertou com pitons no tornozelo do adversário, numa entrada de carrinho frontal, vermelho justíssimo. Mas os Chorões (e companhia) são incansáveis, admitindo que a expulsão foi justa, afirmam que vários jogadores do Vitória também deviam ser expulsos: realmente ficou um amarelo por mostrar ao Bruno Teles, mas só isso, que mais tarde poderia ter sido o segundo. Mas o Evaldo também poderia ter levado o segundo amarelo... Ridículo... Ridículo...!!! Aliás em desvantagem numérica as simulações Lagartas foram muitas, houve uma que deu um livre perigoso a favor do Sporting; o João Pereira em dificuldade, pressionado pelo Assis, tem um mergulho tão absurdo, tão absurdo que o árbitro marcou falta a favor do Sporting, impedindo uma jogada muito perigosa no ataque do Vitória...
No lance entre o João Pereira e o Toscano não houve penalty.


Não vi o jogo da Marinha, mas gostei do resultado, principalmente da calma bíblica com que o Quim ficou a olhar para a bola entrar na baliza!!! Como ninguém se queixou do árbitro, nada se deve ter passado de estranho...!!! Também gostei de ver o Cajuda no banco: é dos poucos treinadores que não tem vergonha em afirmar publicamente o seu benfiquismo, é competente, e é um excelente contador de anedotas que já tive a oportunidade de ouvir ao vivo...!!!



Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) (2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) (3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) (0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) (2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) (4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) (4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) (0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) (1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) (3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) (0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) (0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Olhanense(c) (1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) (0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) (2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) (2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) (2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) (3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f), (0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar

Braga
1ª-Rio Ave(f) (0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) (2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) (0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) (1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) (2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f), (0-1), Marco Ferreira, Nada assinalar

Super Maxi

"Há jogadores que admiramos pelo seu virtuosismo. São os artistas, os magos, os príncipes do Futebol. São as estrelas que perfumam com classe os relvados por onde passam. São aqueles que mais vezes aparecem nos resumos televisivos, pelas suas grandes jogadas, pelos seus magníficos passes, pelos seus toques de magia, pelos seus golpes de genialidade. Temos, no nosso plantel, quem corresponda a este perfil. Falo, por exemplo, de Pablo Aimar.

Há jogadores que admiramos pela sua eficácia. São os grandes goleadores, os matadores impiedosos e inclementes, os que estão sempre no local certo para caçar as suas presas. São o terror dos guarda-redes. São as pontas de uma lança que dá a estocada final nos touros da fatalidade. São eles, também, os maiores intérpretes da nossa euforia, pois são quem nos faz saltar da cadeira como molas, no momento clímax de um jogo: o dos golos. Eis um retrato onde caberia certamente Óscar Cardozo, o nosso principal artilheiro.

Mas há também jogadores que raramente marcam golos, que nunca fazem fintas, nem habilidades, que não são notícia nos resumos, nem capa de jornais, mas que são indispensáveis a qualquer treinador. São os pulmões e o músculo do conjunto, os que correm o tempo todo, que dinamizam os colegas, que pressionam adversários, que nunca se lesionam, nunca se cansam, nunca reclamam, e nunca falham. São monstros de competitividade. São relógios de pujança. São carros de combate, ao serviço do seu exército. São gladiadores prontos a todos os sacrifícios e a todas as privações, em nome do ideal colectivo. E com esta descrição, só podemos estar a falar do nosso fabuloso Maxi Pereira.


São jogadores 'à Benfica'!

Na mais fiel tradição do que é um jogador 'à Benfica', Maxi conquistou o seu espaço a pulso. Chegou quase sem se dar por ele, veio muito mal acompanhado, e catalogando, na altura, como extremo-direito. Chamava-se Maximiliano, só mais tarde perdendo as últimas letras do longo nome. Já era internacional uruguaio, mas demorou afirmar-se. Fê-lo com suor, porventura com algum sangue, mas sem verter lágrimas, pois homem de barba tão rija não chora facilmente. Hoje é uma referência na equipa do Benfica, tendo sido considerado, por conceituadas publicações estrangeiras, como o melhor lateral-direito do último Mundial.

Tal como aqui disse acerca de Luisão, há jogadores cujo mercado não paga o peso que têm nas suas equipas. Maxi Pereira é um deles, pois se os mercados prestam, fundamentalmente, homenagem ao talento, a alma só a conhece quem a vê de perto, e quem sabe de cor os seus ritmos, as suas forças e os seus contágios. Não será por isso um jogador para encher o campo, e para encher épocas a fio de profissionalismo, vontade de lutar e de vencer. Tal como disse de Luisão, Maxi, é, também, mais do que um mero futebolista. Maxi é um jogador... do Benfica. Esses dois são hoje, na nossa defesa, uma espécie de Pietra e Humberto dos tempos modernos - nomes que, a seguir a Bento, prosseguiam invariavelmente a enunciação de qualquer onze do Benfica, durante os anos da minha inocência.


Queremos festejar títulos juntos...

Luisão renovou recentemente contrato com o nosso Clube, devendo manter-se por cá até ao fim da carreira. Muito me agradaria que com Maxi Pereira sucedesse o mesmo, para que o pudéssemos ver, por alguns anos mais, a lutar bravamente pela camisola que sempre deixa encharcada de suor; a correr; veloz, banda direita acima e banda direita abaixo; a dar precioso exemplo de fibra, de profissionalismo e de coragem; a desenhar, em cada metro de relvado percorrido, todo o fervor do benfiquismo que aprendeu a seguir, a respeitar e a cumprir como poucos.

Maxi não tem preço. Está acima da lógica económica e financeira que tomou conta do Futebol e da vida. Está para além dos ditames dos mercados da bola, que não entendem nada de coragem nem de mística. Ultrapassa os critérios objectivos e subjectivos da valoração de um jogador - que não tendo talento para a troca, tem tudo o resto que constrói um campeão.

Campeão! É isso que ele é. É isso que ele sempre foi no Benfica, ano após ano, mesmo quando, pelos mais variados motivos, não pudemos festejar os títulos."


Luís Fialho, in O Benfica

Rotatividade

"From: Domingos Amaral

To: Saviola


Caro Saviola
Quando já corriam rumores de que o Benfica te iria vender em janeiro, insatisfeito com a tua produção, eis que dois belos golos à Saviola mudam o clima. Sempre me pareceu que o que te faltava era confiança e que o regresso aos golos iria levantar a nuvenzita negra que parecia pairar, mas a verdade é que há algo mais relevante para explicar o teu relativo ocaso do que apenas a ausência de golos. Chama-se rotatividade, e é uma gestão de jogadores que Jesus aprendeu a fazer, depois de ter falhado rotundamente o ano passado. É certo que este ano há mais e melhores jogadores, mas também há mais habilidade nas trocas. Embora não mexa na baliza – só joga Artur –, e mexa pouco na defesa – além do quarteto titular só jogaram Ruben Amorim, Jardel, Capdevilla, julgo que um jogo cada um –, daí para a frente há mais danças. Javi, Matic, Witsel, no meio, e também Aimar a fazer uma perninha; nas alas Gaitán, Nolito, Bruno César, e só não joga Enzo Perez porque se lesionou; à frente Cardozo, ora Aimar ora tu, e agora também Rodrigo. É muita e boa rotação. Nunca se deve mudar toda uma equipa, mas se em cada jogo mudarem três jogadores, já se consegue que todos descansem e todos joguem. O reverso da medalha é que cada um joga menos jogos, como foi o teu caso. Mas o importante é a equipa, e que tranquila ela está! Não houve, portanto, nenhum apagão de Saviola. Houve foi rotatividade, e noites mais inspiradas do que outras. Ontem foi a tua noite e ainda bem. Que tenhas muitas destas é o que te desejo."


Bons costumes

"No fim do mês de outubro de 2006 jogou-se um Porto-Benfica. Nessa semana, o clima de beligerância verbal atingiu níveis insuportáveis, com os presidentes desses clubes e o diretor-geral da Benfica SAD a envolverem-se em escalada nas picardias que fizeram escola no nosso futebol. Sem que houvesse qualquer queixa junto da Liga – como também era costume –, a Comissão Disciplinar, então recentemente empossada, deliberou e deu a conhecer em comunicado o seguinte: “Apelar a todos os agentes e sujeitos desportivos submetidos ao poder disciplinar da LPFP para que adotem condutas respeitadoras dos direitos de personalidade dos agentes e sujeitos desportivos (em especial a honra, a reputação e o bom-nome), dos princípios ético-desportivos da lealdade, da verdade e da retidão no que respeita às relações de natureza desportiva entre agentes desportivos, assim como do exercício das competências dos órgãos sociais da LPFP. Tal apelo surge em consequência de a Comissão Disciplinar se ter confrontado, desde o início do seu mandato, em 2 de outubro de 2006, com declarações públicas que se generalizaram no passado sem reprovação. Este é um quadro factual com que a Comissão Disciplinar não se deve conformar. Do exposto resulta que a Comissão Disciplinar, sem prejuízo da liberdade de expressão dos agentes desportivos, em particular a que permite a legítima manifestação do direito à crítica no âmbito das competições profissionais de futebol, promoverá por sua própria iniciativa a averiguação e eventual sanção da prática de factos que traduzam ilícito disciplinar...”. Seguia-se a enumeração de todas as infrações previstas no Regulamento Disciplinar para os prevaricadores. E seguiram-se dezenas de procedimentos disciplinares e sanções várias, na esmagadora maioria sem qualquer participação.

Cinco anos depois, realizou-se mais um Porto-Benfica. Sem quezílias e ambientes de hostilidade incentivada. Depois de muitos castigos a dirigentes e a treinadores por afirmações difamatórias ou perturbadoras da nomeação dos árbitros, essa função oficiosa de julgamento de condutas reprováveis, protagonizada pela Liga 2006-2010, estabiliza agora os seus efeitos preventivos na generalidade dos agentes desportivos. Com outros importantes fatores a contribuir, temos hoje uma outra mentalidade. Os discursos adquiriram, em regra, um tom civilizado; quem destoa é visto num trilho de anormalidade e deixou de ter a complacência da indiferença. Mesmo sabendo que a omissiva Liga atual só reage com queixa e não age por si só no que toca aos (agora raros) comportamentos de insulto e grosseria, ainda assim parece que os agentes adquiriram a perceção de que a profissionalidade das competições não é compatível com o estilo de “caserna”. E, daí, até os que não conseguirão jamais sair da “caserna”, nesta se têm remetido a um silêncio prolixamente salutar.

Mais do que nunca, os que agora eventualmente venham a prevaricar não podem merecer a impunidade. A recidiva seria dramática. Esse será, por isso, um desafio óbvio à capacidade e à coragem dos próximos titulares dos órgãos de justiça da Federação..."


Obras-primas

"O nosso Benfica está a habituar-nos a obras de arte, como descrevi na edição anterior, sobre o grande golo 'à inglesa', finalizado por 'Tacuara', aos 'bifes' de Manchester e, depois, os dois primores marcados no Porto. Para não me repetir, vou chamar-lhes obras-primas, golos decisivos a desfazerem por por duas vezes a vantagem da equipa da casa e obtidos - como diz Jorge Jesus - com elevada nota artística.

No primeiro golo, Nolito assiste Cardozo, que contorna Helton e, de ângulo difícil, lhe passa a bola por baixo do braço. No segundo, Cardozo recebe a bola, dominando-a com a sola da bota para o chão, num segundo toque coloca-a a jeito e, à terceira, dá para Saviola. De costas para a baliza, El Conejo vira-se e, à meia volta, dá mais para esquerda, por entre dois defesas portistas, para a frente de Nicolás Gaitán. A jogada é, toda ela uma obra-prima; o remate de Gaitán, evitando o carrinho de um defesa adversário e a mancha do guarda-redes, é um primor. Carrinho desgovernado, guarda-redes para um lado, bola para o outro, a subir indefensável até bater na malha superior e voltar ao relvado, bem dentro da baliza. Resultado: Dragão gelado versus Chama Imensa.

Nos 90 minutos de jogo tivemos dois grandes golos construídos, trabalho de equipa, bola corrida, grande técnica, entrega, eficácia e genialidade, assistências e remates, contra dois tentos paridos de bolas paradas, o primeiro dos quais com assistência decisiva do árbitro: a falta que rendeu o livre, e o primeiro golo do FC Porto, não existiu.

Para mim, como simples cronista, aumenta agora o desafio das palavras e expressões: obra de arte, obras-primas, e que mais se segue?"


João Paulo Guerra, in O Benfica

Ovos, pontos e golos

"O Benfica foi ao Porto e voltou com um empate. Podia ter regressado com uma vitória, porque jogou o suficiente para isso e porque conseguiu recuperar duas vezes depois de estar em desvantagem no marcador. Tem equipa para fazer estremecer qualquer adversário e para dar confiança ao seu público de todos os dias, de todos as semanas, ao público, afinal, cujo coração bate ao ritmo daquele que anima e move uma equipa inteira. Uma grande equipa de Futebol é como um órgão vital do corpo humano. Se está a funcionar como deve ser, todas as outras funções se desenvolvem num quadro de absoluta normalidade, de tal forma que nem nos damos conta delas. Como diz um médico meu amigo, o que faz sentido é nem nos apercebermos do funcionamento do que temos dentro de nós. Por vezes, quando nos apercebemos é porque alguma coisa não está a correr bem. Aí surge o alerta, a preocupação, o sobressalto, a necessidade de diagnóstico urgente.

Embora haja sempre coisas a apurar e a aperfeiçoar, o Benfica actual mostrou ter resposta para todas as situações e desafios, com alternativas no banco que asseguram sempre renovação e mobilidade. O público sente que assim é e, por isso, mostra-se confiante, de olhos postos naquilo que é o sonho de qualquer adepto, ou seja, no triunfo.

Não sei porquê, mas apeteceu-me falar aqui de duas galinhas que adquiri recentemente e que animam o quotidiano do meu pequeno quintal, fazendo-me regressar aos anos longínquos da infância em que observava a azáfama produtiva dos galináceos nas traseiras da minha casa. Todos os dias, faça chuva ou faça sol, elas me presenteiam com dois ovos. São regulares, dedicadas e cumpridores. Salvaguardadas as distâncias, as boas equipas devem reger-se por idêntico princípio natural: devem pontuar e apresentar resultados positivos, sejam as condições favoráveis ou adversas. Falei de ovos como exemplo, mas podia apenas falar de pontos e de golos. É essa a base da nossa confiança e dos nosso contentamento."


José Jorge Letria, in O Benfica

O «meu» jogo

"1. Há alguns anos que não vejo (em directo) os nossos jogos fora mais importantes. Grava-os e, se for caso disso, vejo-os depois. 'Falhei', nomeadamente, os 2-0 nas antigas Antas e os 6-3 em Alvalade... Desta vez, passei uma 1ª parte tranquilo, com uns 'phones' nos ouvidos, a ouvir música. Ao intervalo fui jantar, abri a televisão noutro canal e, logo por azar, informaram que o FC Porto estava a ganhar. Pouco depois, no entanto, ouvi muito barulho na rua, pensei logo que teria sido golo do Benfica, corri à sala e... confirmei. O pior foi logo a seguir: algum barulho estranho, nova ida à sala e a triste confirmação: 2-1. Acabei de jantar, voltei à música e a minha mulher a chamar-me. Novo barulho na rua. Pareceu-me pouco fiquei alarmado: 'pronto, já está, 3-1, pensei. Abri a TV e fiquei mais descansado: afinal mantinha-se o 2-1. Fechei a televisão e, então sim, ouço uma grande explosão de alegria na rua. Tornei a abri-la: Gaitán junto à bandeirinha de canto, deitado, a festejar o 2-2! Pois é. A rádio dá os golos no instante em que acontecem, a televisão (e para mais cabo) leva um atraso superior a meio minuto.

(Nunca mais me esqueço de ter visto um jogo na Casa do Benfica no Porto e a dada altura um dos benfiquistas presentes festejar algo que ninguém percebia o que era. Descobriu-se depois: estava a ouvir o relato. Resultado: passei a estar com mais atenção às reacções dele que à televisão e cada jogada perigosa do Benfica deixou de ter interesse. Só quando ele se manifestava. Já não me lembro que jogo foi, mas festejámos umas três ou quatro vezes!...)

Enfim, lá acabou o jogo no Dragão com um empate que acaba por ser positivo. Como positivo foi o ambiente que, desta vez, rodeou o jogo, sem casos, sem problemas.

2. Que Fucile use e abuse de atitudes anti-desportivas, fingindo sucessivas agressões e faltas, é grave, tanto mais que revela grande falta de respeito para com colegas de profissão. Mas mais grave ainda é que pessoas que deveriam ser responsáveis, como o treinador (ainda vai a tempo...) e o presidente (é um caso perdido), ainda venham acusar o árbitro por não ver aquilo que, afinal, não existiu (agressão de Cardozo a Fucile). Mas esses são os hábitos da casa e já não há nada a fazer..."


Arons de Carvalho, in o Benfica

domingo, 2 de outubro de 2011

Eles, os arbitros, estão-se sofisticando

"A desonestidade de certos árbitros, que actuam nos diversos campeonatos estaduais no Brasil, é um facto que começa a preocupar os dirigentes dos principais clubes do «Patropi», Comentando este acontecimento, a revista «ISTO É» (8/10/80) afirmou: «É verdade que nunca se roubou tanto neste país como actualmente, a desonestidade, contudo, cresceu na razão directa da sofisticação dos métodos usados em campo. E convém lembrar que há 2400 juízes profissionais agindo no Brasil».

Antigamente quem roubava marcava «penalty» absurdo, e pronto: agora, a sofisticação é grande e estão enganando até «vídeo-tape».

O antigo árbitro Mário Viana, 78 anos e actualmente comentarista da Rádio Globo, criou fama pela sua honestidade. Errava às vezes. Mas nunca a torcida ousou duvidar da sua honestidade. Mário garante que em toda a sua vida só conheceu dois árbitros ladrões: «Um foi João Etzel Filho. Ele mesmo diz que ganhou muito dinheiro e, hoje, quando quer ganhar mais algum, ameaça escrever um livro contando as falcatruas que fez com um monte de dirigentes: aí a grana deve entrar fácil, porque este livro nunca publicado».

O outro árbitro ladrão que Mário Viana conheceu foi o argentino Sanches Diaz que apitou no Rio de Janeiro na década de 40. «Ele era roupeiro e chegou com um time argentino. Não sei como conseguiu, mas em pouco tempo transformou-se em árbitro de futebol. Foi um terrível vendilhão, fazia trapaças de todo jeito. Só faltava vender a própria mãe».

Em Minas Gerais, houve um juiz que também ficou na história. Chamava-se Alcibíades Magalhães Dias, o «Cidinho Bola Nossa», a quem a equipa do Atlético Mineiro deve alguns campeonatos. Cidinho não era um «garfador», mas apenas um fanático torcedor atleticano. E a alcunha «Bola Nossa» foi adquirida aquando um lance no jogo Atlético, discutia com o adversário a cobrança de um lateral, quando Cidinho botou ordem em campo: «O Monte, bate logo isso que a bola é nossa».

Cidinho - ainda por cima - era também jornalista, comentava os próprios jogos que apitava, escrevendo na «Folha de Minas»:

-O árbitro foi o sr. Alcibíades Magalhães Dias, com óptima actuação.

A rivalidade regional também pode produzir manifestações «patrioteiras» dos árbitros, como nessa folclórica estória contada pelo jornalista Sandro Moreira (PLACAR/543): «O São Paulo foi jogar no Recife contra o Sport, com Leónidas da Silva no auge da sua carreira, E disso sabendo, o juiz, que era «patriota», não deixava Leónidas avançar. Era só ele pegar na bola e lá vinha um apito - falta, toque, impedimento, qualquer coisa.

Lá pelo segundo tempo, ainda 0 a 0, o juiz perde o apito, que some no relvado. Ele tacteou, não viu, mas viu Leónidas receber e partir driblando para a área. Então, abandonando a procura, saiu como um doido, gritando: «Perdi meu apito! Agarrem esse crioulo que ele vai fazer o golo!»

Mas isso era no tempo do antigamente. Antigamente um juiz ladrão marcava os penaltis mais escandalosos; expulsava os «craques» com um cinismo revoltante. Hoje a coisa é mais tecnológica e um árbitro devidamente «comprado» para dar a vitória a um clube, é incapaz de marcar um penalti cabeludo. Hoje há fórmulas imperceptíveis a olho nu. É comum agora, o dirigente mandar o juiz em pequeno mapa mostrando a localização exacta das jogadas ensaiadas pela equipa durante a semana; no dia do jogo, o árbitro apita uma falta qualquer, ajeita a bola no relvado, e da jogada ensaiada geralmente nasce golo. Se não sair na primeira, sairá na segunda ou na terceira, e o público de nada desconfiará.

Outro expediente utilizado por estes árbitros (?) é irritar o melhor jogador do time «inimigo», xingnado a mãe, a mulher, até que o «craque» perde a calma e toma primeiro um «amarelo» e logo em seguida o fatal «encarnado» - e a culpa ainda é do jogador que toma multa, suspensão e outros castigos.

«Até o «vídeo-tape» é enganado pelo novo juiz ladrão», afirma a revista «ISTO É», quando ele entra em campo, dá uma geral, vê a localização das TV's e traça uma linha imaginária que lhe permite correr sempre de costas para as câmaras. No «vídeo-tape» isso dá sempre a impressão de que o juiz, no instante da falta, tinha a visão prejudicada: entre ele e o lance haverá, invariavelmente, um bolo de jogadores».

É o caso de se dizer: Não se rouba mais como antigamente!

SILOGISMO

O centro avante Dário, um dos jogadores mais ciganos do futebol brasileiro (actualmente é o artilheiro do Clube Náutico Capibaribe, do Recife - Pernambuco), tem uma sorte danada para marcar golos. Anda sempre ali próximo da «zona do agrião» e, se a defesa marcar bobeira, o Dadá confere.

Quando foi vendido ao Grémio de Porto Alegre, declarou aos jornalistas que o foram receber:

-A problemática do futebol é o golo. Eu marco golos. Logo eu sou a solucionática!


METEOROLOGIA

Hélio Miranda, treinador do São Domingos, de Maceió - Alagoas, solicitou que os jogos da sua equipa fossem antecipadas para os sábados, em vez dos domingos. Não que o Domingos, do Santo, tivesse alguma diferença com domingos, os dias.

As razões do técnico Miranda eram que: «O sol de domingo é mais forte que o de sábado»."

Duda Guennes, in A Bola, em Meu Brasil Brasileiro, (1 de Novembro de 1980)

Bom ensaio




Benfica 86 - 69 Barreirense

(22-15, 27-23, 18-9, 19-22)



Sensação estranha ter o António Tavares como adversário!!! Boa sensação em rever o Doliboa, novamente com a camisola do Benfica!!! O Sérgio está mesmo numa 'onda' triplista, e o Scott é mesmo reforço. O jogo acabou por ser mais fácil do que o anterior, e assim os 'miúdos' (todos eles 'grandinhos'!!!) tiveram direito a jogar... A equipa promete, e ainda 'falta' o Ben e o Betinho (e o Barroso)!!! Para a semana vamos disputar a Final Four desta competição...

Anaíz Moniz Campeã Nacional

Em Abrantes, Anaíz Moniz tornou-se Campeã Nacional de Triatlo. Um duplo título, já que a nossa jovem atleta ainda é sub-23, portanto Campeã Absoluta, e Campeã de sub-23!!!

Satisfeitos? Não!

"Um olhar cartesiano para o calendário do Campeonato, diz-nos que o jogo do Estádio do Dragão é o mais difícil de todos os trinta compromissos a ultrapassar na competição. É o desafio que nos coloca frente com o principal adversário, no terreno deste, sendo, portanto, sob o ponto de vista teórico e prático, o mais complicado da temporada nacional. Nessa medida, não há como desprezar o empate alcançado na noite da passada sexta-feira, sendo indiscutível que, sob o ponto de vista anímico, o mesmo penalizou mais a equipa da casa - tal como, diga-se, penalizaria mais o Benfica se a partida se tivesse disputado em Lisboa.

Coisa diferente é dizer que esse mesmo empate (justíssimo, há que o dizer) nos deixou satisfeitos, como sugeriu o treinador portista na conferência de Imprensa após o jogo.

Salvo eliminatórias europeias, em que o resultado da segunda mão estava condicionado pelo que se havia passado antes, não me recordo de ter alguma vez ficado amplamente satisfeito com um empate do Benfica. Mesmo contra equipas como o Manchester United ou Barcelona, os empates sempre me deixaram em certo sabor a pouco, e a sensação mais ou menos amarga de, com perícia ou sorte, se ter podido ir um pouco mais além.

Vi, pelo contrário,muitas vezes o FC Porto a festejar empates na Luz, nalguns casos a zero golos, depois de apresentarem um futebol extremamente defensivo - basta lembrarmo-nos dos tempos de Aloísio, André e Paulinho Santos, para percebermos como a afirmação da equipa portista no Campeonato passava por não perder no Estádio do seu grande opositor.

Não falemos, pois, em satisfação. Falemos de um resultado que pode ser importante no desenrolar da prova, mas que só o futuro dirá ter-se tratado efectivamente, ou não, de um passo rumo ao título.

Para já, olhando à história, há que dizer que muitas das vezes que empatamos nas Antas, e no Dragão, acabámos por ser campeões, o que não deixa de ser um bom sinal."


Luís Fialho, in O Benfica

Sentinelas

"Quanto vale a igualdade no Dragão? Desde logo, vale um rude golpe na sobranceria portista, vale também o aumento da instabilidade emocional dos actuais campeões nacionais. Vale isso e vale muito mais. Vale um Benfica mais persuasivo, mais solidário, mais crente nos seus propósitos. Vale tudo o que vale e ainda vale mais porque a formação de Jorge Jesus, na segunda e decisiva metade do jogo, foi superior à sua antagonista. Valeu mais, bem mais, como colectivo.
No último quarto de século, os desaires vermelhos no Porto têm sido muitos. Ainda que nem sempre pautados pela verdade desportiva, é inquestionável que condicionaram, em larga medida, os objectivos de cada uma das temporadas. O Benfica não ganhou no Dragão, também desta feita? Só que o empate teve (e vai ter) consequências vitoriosas.
Na época passada, para além das ferozes arbitragens do começo da competição, só o FC Porto conseguiu perturbar seriamente o Benfica. Percebeu-se, há dias, no Dragão, que a nova temporada já comporta uma outra realidade. Há mais Benfica, há menos FC Porto. Há mais e melhores condições para que o Benfica supere o seu principal opositor.
A atmosfera no Universo "Encarnado" é positiva. Desenvolve-se em crescendo. Ainda assim, importa perceber que no Futebol indígena existem ainda muitos factores extra-competitivos (resquícios de um passado recente trágico) que podem inquinar a competição. Redobrar a vigilância é o que se exige. Somente isso? Mais ainda, o reforço do apoio incondicional à equipa. Aos dirigentes, aos técnicos, aos jogadores. Um Benfica unido, sobretudo este Benfica, dotado de um planteI de inegável categoria, só pode ser batido por duas razões: incompetência ou distracção. Excluída a primeira, reforcem-se as sentinelas e o triunfo, esse, como que vai aparecer ao dobrar da esquina."


João Malheiro, in O Benfica

A determinação de vencer

"O Sport Lisboa e Benfica, precisamente há uma semana, fez no estádio do Dragão uma boa e estratégica segunda parte. Foi calculista, apostou na fadiga do FC Porto para depois conseguir ser verdadeiramente eficaz. E demonstrou que nestes jogos, mesmo os que se realizam na casa do maior rival, não há, de facto, favoritos. Jesus escolheu acertadamente, não fora aquele deslize na primeira parte e o Benfica teria ido para os balneários desafogado e com redobrada confiança... se calhar, não fora aquele segundo golo consentido e o triunfo teria sido nosso. Sejamos realistas, o adversário dominou os 45 minutos iniciais mas aparentou algum nervosismo, capaz de se descontrolar caso o Benfica apontasse um golo ou começasse a fechar os caminhos para a sua baliza.

O empate acabou por saber a vitória, o 2-2 trouxe-nos a satisfação do dever cumprido, diga-se o que se disser. Contudo, estamos demasiados longe do desfecho para nos sentirmos vencedores, há ainda muito caminho a percorrer até podermos atingir a glória. Lembremo-nos do último título e da forma brilhante como jogámos e vencemos jogo a jogo, sem descanso, e percebamos que a presente temporada terá de ser de igual ou superior empenho.

Depois, há outros clubes, aparentemente capazes de nos dificultar a tarefa: Braga e Sporting, prevendo que o Marítimo não se aguentará muitos mais tempo nas posições cimeiras. A formação de Alvalade já ganha e a de Braga chega-se à liderança de mansinho, quase sem se dar por ela. Cautelas à parte, o importante é não perder a concentração, manter a humildade e a determinação em vencer. Vencer sempre, na próxima e seguintes jornadas.

Vencer cada jogo, sabendo que só assim poderemos descolar da concorrência. Vencer é a palavra de ordem."

Ricardo Palacin, in O Benfica

De papel passado

"Dar quase 30 euros para ver três canais sempre me pareceu absurdo. Era preferível ir a um café ou a casa de um amigo mais esbanjador ver os jogos. Mas o facto de escrever aqui tornava a logística, quando havia jogos quinta à noite, demasiado complicada. E pronto, contra todos os meus princípios – continuo a achar um assalto – lá assinei, tantos anos depois, a Sport TV.

Antes de mais, a Sport TV é bem feita. Tecnicamente irrepreensível, com bons jornalistas e comentadores, excelentes reportagens e sempre em cima de tudo o que, fora daqui, seja relevante. Mesmo que não seja futebol. Com o que cobram, não espanta que não lhes faltem meios. Sobretudo tendo em conta o que pagam aos clubes. E isso é o que revolta. Quando assino a Sport TV estou a ajudar Joaquim Oliveira, mas dificilmente ajudo os clubes que me garantem o espetáculo. E o facto de a Sport TV estar sozinha no mercado ajuda a explicar o seu poder negocial.

Esta é a parte boa de surgir um concorrente que, ao que sabe, virá daqui a dois anos. Mas há as partes más. Na ótica do utilizador, claro. Primeira: se um concorrente ficar com alguns jogos, eu, como assinante de um canal, só terei direito a uma parte do campeonato. Se quiser o bolo todo, tenho de me dedicar à poligamia televisiva. E pagar por isso. Segunda: o pouco que ainda é transmitido em canal aberto deixará de o ser. Ou seja, o futebol passará a ser mesmo só para apaixonados. A larga maioria dos portugueses, que tem um clube, gosta amenamente de bola e esporadicamente faz um intervalo na abstinência para ver como param as modas, deixará de ter contacto com o futebol. Tenho pena. É bom gostar de coisas sem ter logo de assinar contrato. Com períodos de fidelização, ainda por cima. É como ter de casar para não morrer virgem."


Pressão para cima dos outros...!!!



Benfica 4 - 1 Paços de Ferreira



Estava com algum receio, depois de alguns jogos que exigiram muito da nossa equipa, com algumas viagens longas pelo meio, e contra um adversário que normalmente joga futebol positivo, as coisas podiam correr mal...!!! Mas, felizmente a equipa desmentiu os meus receios, mesmo sem grandes velocidades, domino absoluto do jogo, na posse de bola, no domínio territorial, com uma única oportunidade de golo permitida ao adversário. Sendo que voltámos a desperdiçar muitas oportunidades... Saviola de 'regresso', para calar algumas opiniões (2 golos e 1 assistência), estamos a aproximar do Inverno (apesar de não parecer) e ele só marca nesta altura do calendário!!! Provavelmente o melhor jogo do Matic. Aimar... simplesmente à Aimar!!! Sendo que o momento do jogo, terá sido a defesa do Artur à cabeçada do Melgarejo!!! Só não gostei dos últimos 10 minutos do Benfica, com o resultado decidido, a equipa começou a 'disparatar', uma verdadeira avalanche de asneiras, com um oponente mais exprimentado, estas falhas podiam ter custado o resultado... Se calhar o extraordinário apoio das bancadas, nos últimos minutos, acabou por 'desconcentrar' a equipa!!!

Esta deveria ser a história do jogo, simples e 'descansada', mas infelizmente o equipa de arbitragem não quis que assim fosse:

Ainda à poucas semanas elogiei este árbitro!!! Parecia-me minimamente 'honesto': enganei-me!!! Não vou aqui falar dos lances mais polémicos (segunda-feira na Lixívia), mas pergunto: Como é que é possível, a equipa que tem a bola, e que tem o domínio territorial ter tantos livres laterais contra?!!! Especulando, acredito que o senhor Bruno Esteves, depois da justa expulsão de James Corrupto Rodriguez, foi 'apertado'!!! E viu neste jogo na Luz, a oportunidade para a sua salvação!!! Uma forma de voltar a recuperar a fé, das Santidades arbitrais em Portugal!!! Talvez tenha até sido uma decisão sua, sem ofertas de Fruta e de futuras promoções à mistura, mas se assim for, na melhor hipóteses, é um pedido de redenção, por um pecado, que nunca existiu... Quando se é obrigado a 'rezar Pais Nossos', por ter tido a decisão mais correcta, é bem esclarecedor da forma como as Mariscadas são cozinhadas...!!! Veja-se a cara de 'enterro' do dito cujo após mais um golo do Saviola, no cabeçalho do post!!!



Atitude



Benfica 25 - 18 ABC



Grande 2ª parte, defensivamente quase perfeitos, com uma atitude guerreira, a jogar desta maneira, com esta garra, o Benfica não perde nenhum jogo em Portugal... o problema é que esta equipa regularmente desilude com exibições frouxas (combinadas com arbitragens inclinadas...), mas a jogar assim, nem os apitadeiros nos conseguem vencer...!!!


Entrada a 'dormir', saída em Glória !!!




Benfica 5 - 3 AMSAC



Início com muita displicência. O adversário que já vinha super motivado, a vencer 2-0, ainda ganharam mais ânimo. É preferível entrar 'forte' e depois descansar, do que entrar desta maneira, e depois andar a 'correr' atrás do prejuízo... tenho que admitir: vi a 'coisa preta'!!!

No final, a categoria natural dos nossos jogadores, e algum cansaço físico do adversário, acabou por decidir o marcador final...!!!

O 5º golo do Benfica, o 3º do Joel, merece ser visto e revisto, uma verdadeira obra de arte, ao alcance de muito poucos. Se por um lado sabe bem aplaudir os golos do Joel, a nossa extrema dependência de um jogador - que ainda por cima tem uma lesão irritante, que não o impede de jogar, mas condiciona-o -, é muito perigosa. A capacidade que muitos dos nossos jogadores têm, em falhar golos feitos, é irritante... com o César lesionado, esta dependência, é ainda mais evidente.


sábado, 1 de outubro de 2011

Farsa sobre patins !!!

Portugal perdeu a meia-final do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, esta madrugada, em San Juan na Argentina, contra a equipa da casa, por 3-4.

A Selecção fez uma primeira fase horrível, os jogos com Angola e Moçambique foram muito maus, com EUA melhorou um pouquinho mas o adversário era muito fraco. Nos Quartos-de-final com a França, finalmente, efectuaram um bom jogo, com excepção dos últimos 2 minutos!!!

Já se sabia que seria muito complicado derrotar a Argentina em casa, numa Meia-final, mas aquilo que passou o ringue foi absolutamente vergonhoso. A última vez que Portugal foi Campeão de Mundo, também beneficiou do 'factor' casa, mas ontem a roubalheira foi levada ao extremo do ridículo...

Para minha surpresa, a equipa Portuguesa jogou muitíssimo bem, colocou-se em vantagem, e depois... como exemplo, relembro um penalty que ficou por marcar por falta do Abalos sobre o Diogo Rafael, que o árbitro marca ao contrário, sendo a 15ª falta da Selecção, deu livre directo, o Ricardo Silva defende o livre, e o árbitro manda repetir, e à 2º tentativa a Argentina faz o 2-1 (o 1º Argentino foi num penalty inexistente), tendo o Seleccionador e o Reinaldo Ventura levado cartão azul por protestos!!! Tudo isto na mesma jogada...!!! Portugal mesmo roubado e a perder por 4-1 não desistiu (4º golo Argentino irregular), o Luís Viana tem um golo limpo anulado, e mesmo assim nos últimos segundos, reduzimos para 4-3!!!

Nos últimos anos Portugal tem demonstrado não merecer vencer Campeonatos internacionais, mas tal como no último Mundial em Vigo, hoje, em San Juan, fomos vencidos pelo apito...

No ponto de vista Benfiquista, é orgulho ver no jogo mais importante deste Mundial, um Seleccionador com ligações sentimentais aos Corruptos (nacionais), a escolher quase exclusivamente jogadores actualmente no plantel do Benfica (Ricardo, Valter, Diogo, Viana), ou ex-jogadores do Benfica (Caio, Barreiros, Vítor Hugo), a única excepção foi o Reinaldo. Grande jogo do Ricardo Silva. No lado Argentino ainda jogou o Abalos, e o Mariano Velasquez...

É com muita pena minha que mais uma vez ficou demonstrado neste jogo, que a modalidade está moribunda, quando numa Meia-final de um Mundial, uma vigarice desta é possível, impunemente, é sinal de que o fim está próximo...