Últimas indefectivações

sábado, 20 de outubro de 2012

Demolidores

Benfica 39 - 25 Sp. Horta

Apesar do festival ofensivo - principalmente no contra-ataque através do Dario... -, o Álamo voltou a fazer uma exibição fantástica!!!
Tanto na 1ª parte, como na 2ª parte, começamos 'perros', mas com os motores quentes, fomos imparáveis...

Invictos...

Benfica 3 - 1 Sp. Espinho
25-13, 23-25, 25-21, 25-18

Boa vitória, num jogo mais disputado do que a recente Supertaça, contra o mesmo adversário.
Depois do 1º Set demolidor, a equipa não conseguiu manter o mesmo nível, o Espinho também melhorou... e as 'estranhas' decisões dos árbitros, acabaram por desconcentrar o Benfica. Só a meio do 3º Set, voltámos a ter o controle da partida.
Mais uma vitória indiscutível...
No próximo fim-de-semana vamos ter a jornada dupla Açoriana!!! No Sábado em São Miguel com o Clube K (no Pavilhão Coriscolândia!!!), e no Domingo na Terceira, com o Fonte Bastardo - provavelmente a deslocação mais difícil deste Campeonato...

Aviso...


CAB Madeira 66 - 68 Benfica
20-20, 19-22, 12-13, 15-13

Mais difícil do que seria esperado... Tivemos uma miserável percentagem nos lances livre - 67% -, e perdemos incrivelmente a luta nos ressaltos - 30 contra 35!!!
O Gentry continua de fora, o Dunn continua a recuperar no banco, o Minhava nem no banco... o Elvis regressou...
Para quem pensava que este Campeonato seria um passeio - aqueles adeptos que até defendiam, que o investimento era exagerado, tendo em conta o nível dos adversários -, creio que este resultado apertado, pode ter sido um bom aviso... Se alguém dentro da estrutura da secção, pensava que este Campeonato seria um passeio, espero que tenham mudado de ideias!!!

2 pontos perdidos, nos últimos segundos...!!!

Valongo 5 - 5 Benfica

Empate ao cair do pano: o ano passado no mesmo pavilhão os apitadores inventaram um livre directo contra o Benfica a 2 segundos do fim - com o Benfica a vencer pela margem mínima -, que o Ricardo defendeu... Hoje, novamente com uma vantagem mínima no marcador, os apitadores voltaram a inventar um livre directo a poucos segundos do fim do jogo, desta vez o Ricardo não conseguiu defender!!!
O Benfica ainda não atingiu os mesmos níveis exibicionais em relação ao ano passado, este empate não é decisivo - porque os Corruptos também já tinham empatado -, mas deve ser encarado como um aviso...
Já o escrevi anteriormente, as visitas do Benfica a Valongo são sempre 'especiais'!!! Não me incomoda a entrega quase sobrenatural dos jogadores do Valongo, quando defrontam o Benfica, aquilo que me deixa preocupado é quando os Corruptos jogam no mesmo pavilhão, os da casa parecem uns 'passarinhos'!!! Na época anterior foram só 8 secos!!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quem tem medo do monstro azul-grená?

"Quatro a zero em golos; quatro bolas nos postes: em Setembro de 1957 o Benfica despedaçou o Barcelona, no Restelo. Até aí perdera todos os jogos com os catalães: dolorosamente.

FC Barcelona: só o nome assusta, mete medo. Mas não é de hoje. O medo vem de longe, muito longe. De 1957, por exemplo. Em Setembro de 1957 o Barcelona estava em Lisboa. E já era um adversário terrível. É verdade que o Real Madrid era campeão da Europa pela segunda vez. E vencedor da Taça Latina: acabara de bater o Benfica na final de Chamartín (1-0). Mas o Barcelona tinha mais títulos de campeão de Espanha.E no anterior Maio desmembrara o Real em Les Corts, por 6-1 para a Taça do Rei. O Benfica era campeão nacional. Tudo gente fina.
Há 17 anos que Benfica e Barcelona não se encontravam: fora em Barcelona, em 1940, vitória catalã, por 4-2. E antes disso resultados assustadores: 2-5, 1-5, 2-5, 0-5... Eu bem vos disse: assustador.
Não se esqueçam que nesse tempo em que os jogos oficiais eram escassos ou inexistentes, e resumidos a meia-dúzia de previligiados, os «amigáveis» ganhavam aura de grandes embates. Extraordinárias compitas.
Nomes? Ramallets, o grande «keeper» que viria a defrontar o Benfica na final da Taça dos Campeões; o «zurdo» Segarra, já soldado de muitas batalhas; o famoso Gensana, ainda no início da sua carreira brilhante; e ainda os grandes Basora, Villverde, Tejada e Luisito Suarez que não tardaria a rumar ao Inter.
O jogo foi quase em campo neutro, no Estádio do Restelo, cheio como um ovo.
O Benfica não se assustou. Não teve medo. Foi fiel à sua aura de grande da Europa. Não tardaria a estrear-se na Taça dos Campeões Europeus, em Sevilha. Não faltaria muito para juntar duas delas à Taça Latina nas vitrinas da Luz.
Coluna, Palmeiro, Cavém, José Águas: vocês julgam que gente desta tinha medo? Não. O medo não fazia parte do sangue que lhes corria nas veias. Barcelona? Cinco goleadas seguidas? Mais um motivo para puxar para cima as golas do orgulho e ir em frente. É em frente que fica a glória.

Arrasado o Barcelona do futebol directo
Pois é, quem diria? Nesse tempo o Barcelona era famoso pelo seu futebol directo, objectivo, de poucos passes e muitas cavalgadas. Atrás do tempo tempo vem...
Ao contrário do Benfica, um brasileiro: Otto Glória. Parece cada vez mais incontestável que foi ele que virou o rumo do Futebol português, impondo no Benfica a mais férrea profissionalização. Também ele não sabia o que era o medo.
De Coluna eram conhecidos os remates potentes e colocados desferidos de longa distância. E assim foi. Ramallets esforçou-se, mas não teve hipótese. Coluna repetiria a proeza em Berna, quatro anos mais tarde. Ramallets voltou a não ter hipóteses. Um a zero: o monstro azul-grená abanou. Talvez fosse a sua vez de sentir medo.
Tinha razões para isso. Em cima do intervalo, José Águas fugiu à defesa do Barça: dois a zero! Voltaria, também ele, a marcar e a derrotar o Barcelona, em Berna. O Benfica dominava e jogo a seu bel-prazer. Cavém marcou pouco depois do recomeço: três a zero. E Águas também: quatro zero. Um golo monumental de colectivismo e precisão técnica.
E agora Barcelona? Ainda há muito para jogar e a derrota ameaça ser abracadabrante. Afinal este 'jogo das goleadas' o Benfica também sabe jogar. Mas, se os 'encarnados' são ameaçadores também são perdulários. Encantam-se com a fluidez do seu Futebol e com os movimentos bem desenhados da sua linha de ataque. Por uma e outra e outra vez o quinto golo espreita a baliza de Estrems, que substituira Ramallets, com olhar rútilo e guloso. Por uma e outra e outra vez a fortuna abraça o guarda-redes catalão com os sues braços de mãe extremosa. Coluna chuta forte à barra. Calado imita o moçambicano: também à barra. José Águas marca um «penalty»: à barra; Calado corre à recarga: ao poste. Ah! Os «palos»! Ainda se haveriam de queixar os de Barcelona em Berna... O Benfica passa ao lado da que poderia ter sido a maior goleada da história dos jogos entre os dois clubes.
E agora? Quem tem medo de quem?
Kubala e Evaristo, estrelas grandes do Barça, ficaram em Espanha, a contas com operações. Não perderiam por esperar. A final de Berna vinha já aí."

Afonso de Melo, in O Benfica

Voltar ao Jamor

"Gostei muito da atitude prévia de Jorge Jesus e as declarações sobre o jogo da Taça de Portugal, sempre que ouço falar em poupar os titulares cheira-me a esturro.
Quero voltar ao Jamor e ganhar a Taça, é demasiado longínqua aquela vitória de Fyssas e companhia sobre o Porto Campeão Europeu de Mourinho.
A Taça de Portugal é para mim quase t~ºao importante como o campeonato. O Jamor é o travo final que nos fica no fim de uma época, é a lembrança que levamos para os 3 intermináveis meses de férias futebolísticas.
Quero muito ganhar a taça e gosto muito de ganhar a Taça de Portugal.
Freamunde era pois a primeira etapa para se chegar onde queremos.
Ontem cumprimos aquilo que se esperava, ganhamos sem grandes sustos. Houve até tempo para lançar o jovem André Gomes e ver sair dos pés dele o golo final.
Gostei também de Paulo Lopes, o experiente guarda-redes esteve à altura e evitou complicações com três grandes defesas.
Na terra do Capão e da canja de Capão, não foi canja mas foi serena a vitória encarnada.
Há motivos para acreditar que podemos voltar ao Jamor. Por agora marcamos presença no próximo sorteio.
Terça-feira na Rússia será bem mais duro e difícil. Moscovo é um alçapão de dificuldades muito grandes, pois o Spartak é muito melhor que aquilo que os resultados mostram.
Os moscovitas foram a equipa que esteve mais perto de causar dano sério ao Barcelona, e não ganharam ao Celtic de Glasgow por manifesta infelicidade. Os dois jogos com os russos são decisivos. Veremos daquilo que somos capazes, mas ao contrário da nossa selecção preferia um apuramento sem muitas calculadoras.
Esta vocação da selecção lusa para complicar apuramentos tira qualquer um do sério."

Sílvio Cervan, in A Bola

Soltas e breves

"1 - Um bando de árbitros (Carlos Xistra, Artur Soares Dias, Olegário Benquerença, Pedro Proença, João Capela, Rui Silva e Hugo Miguel) apresentou queixa contra Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica. O motivo é o mesmo de sempre: lidam mal com a verdade. Lidam mal com a verdade desportiva e lidam ainda pior quando são confrontados com os atentados que perpetram à mesma. As consequências para o Benfica não são novas, aliás, será mais do mesmo. Veremos a habitual vingançazinha mesquinha e corporativa. Veremos o prejuízo aparentemente premeditado disfarçado de erro humano. Portanto, nada de novo, já sofremos atentados desde há três décadas. A nossa resposta só pode ser uma: continuar a denunciar esta gente, continuar a lutar e recusar sempre o jugo e a canga que nos querem impor.
2 - O Benfica assinou contrato com o meio-fundista Hélio Gomes, ex-atleta do Sporting. Em seguida, o Sporting queixou-se publicamente de que o Benfica terá quebrado um pacto de não agressão que impediria transferências directas entre os clubes. Como consequência, o Sporting assumiu-se pronto para "retirar todas as consequências" do sucedido. Segundo me dizem, há a esperança entre os atletas do Sporting de que entre essas consequências esteja a regularização dos seus ordenados. Eu, como adepto do Benfica, já ficaria satisfeito se as consequências se limitassem ao pagamento dos prejuízos provocados pelos adeptos sportinguistas, aquando da última visita ao Estádio da Luz.
3 - O campeonato está parado. Estamos em meados de Outubro, o campeonato começou em meados de Agosto e nisto deveriam já ter-se cumprido dois meses de competição. Puro engano, feitas as contas, entre paragens para tudo e mais alguma coisa, o campeonato já teve praticamente um mês de pousio. E assim se atropelam as competições em Portugal."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Objectivo: Jamor


Freamunde 0 - 4 Benfica

Espero que este jogo tenha sido o início da caminhada para o Jamor... Bom jogo-treino, com alguns jogadores menos utilizados a aproveitarem os minutos para se mostrarem...
Quando a ano passado vi o André Gomes jogar pela primeira vez nos Juniores do Benfica - vindo do Boavista -, fiquei com poucas dúvidas sobre a sua qualidade - pouco tempo depois já era Capitão!!! -, hoje como marcou um golo na sua estreia num jogo oficial, ganhou notoriedade entre os Benfiquistas... para mim não precisava de marcar o golo, mas estas coisas ajudam sempre... temos aqui o próximo 'box-to-box' do Benfica e da Selecção, espero que fique por muitos anos...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ter ou não ter 'aquilo'

"Desde o 'Big Brother' que não assistíamos a despique Moniz-Rangel, ainda que o actual seja irmão do outro e Moniz passe a ser o homem a quem o Benfica entregará os direitos televisivos

A agenda da nossa Selecção obrigou a um período relativamente longo sem campeonato nacional, facto que não sendo de todo inédito aborrece francamente, e de uma maneira geral, os adeptos dos clubes para quem fim de semana sem bola a valer não é fim de semana não é nada.
A entrada em cena da Selecção por muito amada que seja, significa sempre um corte drástico nos níveis de adrenalina da malta toda. Julgo ter sido Ricardo Ornelas - ou terá sido Cândido de Oliveira? -, ambos foram com Vicente de Melo os fundadores de A BOLA, quem encontrou para a Selecção o feliz epíteto de «a equipa de todos nós», designação hoje caída em desuso mas que sintetiza adoravelmente e em bom português o espírito da coisa.
Ora se a equipa é «de todos nós» dificilmente nos poderemos zangar uns com os outros quando o tema vem à baila. E quando vem um maldito árbitro estrangeiro gamar a Selecção com uma ou mais decisões antinacionais, normalmente, estamos todos de acordo. É isto que dá cabo da adrenalina da nação. A falta de contraditório.
No Europeu de 2000, nas horas inflamadas de patriotismo que se seguiram àquele penalty convertido por Zinedine Zidane e que afastou a Selecção portuguesa da final da competição, o árbitro do jogo, um maldito árbitro estrangeiro, foi considerado unanimemente entre nós como um grande bandido que nos roubou o acesso à glória.
Foi preciso passar algum tempo, em alguns casos muito tempo, para que lentamente, vendo e revendo o lance, nos fossemos convencendo de que, em boa verdade, Abel Xavier cortou com a mão e dentro da nossa área, num gesto até um bocadinho disparatado, a trajectória da bola rematada pelo francês Sylvain Wiltord.
No momento do lance, a reacção de Abel Xavier foi perfeitamente aceite e entendida por unanimidade das nossas fronteiras para dentro. Estarão, certamente, recordados de que o bom do Abel Xavier foi-se ao árbitro e ao fiscal de linha como um valente portuguesinho de Aljubarrota e acabou suspenso meio ano pela UEFA por comportamento incorrecto, melhor dito, incorretíssimo.
Na altura, a quente, tudo nos terá parecido a todos - jogadores, técnicos, jornalistas, opinadores e povo em geral - que, uma vez mais, Portugal fora vítima de uma roubalheira internacional em benefício de uma grande potência e em desfavor dos pobrezinhos, nós.
- Se fosse ao contr´´ario, não tinha marcado - era a voz corrente, lembram-se?
É este, entre alguns outros, o mérito maior da Selecção Nacional, a tal «equipa de todos nós». Põe-nos a todos do mesmo lado e se é para embirrar com os árbitros, como às vezes acontece, é para embirrar com os de fora.
Por estas razões é que a adrenalina do País desce para níveis muito baixos quando a Selecção Nacional toma o lugar dos clubes no dia-a-dia dos adeptos.
Normalmente, seria assim - com grandes descontracção clubista - que se estaria por estes dias em que a Selecção de Paulo Bento andou a cumprir muito mal a sua agenda de trabalhos em função do Mundial do Brasil e relegou para segundo plano as nossas questiúnculas internas que são imensas como toda a gente facilmente reconhece.
Com o campeonato parado e à espera de vez, seria de crer que o tema fracturante da arbitragem portuguesa iria ter um período sabático para descanso de todos. Enganaram-nos. Enganámo-nos.
Com o campeonato parado e com considerável delay em relação aos acontecimentos a que se reportam, Benfica e Sporting voltaram a ser notícia na imprensa por causa das arbitragens nacionais na corrente edição da prova maior do futebol português.
Três semanas depois de um vice-presidente do Benfica, no caso Rui Gomes da Silva, ter anunciado ao País que o clube tinha sido «avisado» de que Carlos Xistra iria protagonizar uma arbitragem danosa para seus interesses no já remoto Académica-Benfica, vieram agora a público sete árbitros nossos compatriotas avançar com uma queixa formal ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol contra o referido dirigente.
É caso para se dizer que em Portugal, como é voz comum, a justiça é lenta, mais lenta é ainda às vezes a indignação dos injustiçados.
Aconteceu coisa parecida do outro lado da Segunda Circular.
Como é já tradicional - trata-se mesmo de uma antiquíssima tradição - o Sporting saiu derrotado da sua visita ao Porto e voltou a demorar uma semana - demora sempre uma semana - a reagir oficialmente contra os supostos erros da equipa de arbitragem presente no evento.
São estes pormenores que, mais do que a Segunda Circular, dividem politicamente os dois grandes rivais da capital.
O Benfica quando vai jogar ao Porto normalmente também perde e normalmente passa a semana que antecede o dito clássico a queixar-se do árbitro nomeado apresentando como argumentos o elenco de todas as malfeitorias apensas ao currículo do juiz da partida. Por esta razão e mais uma carrada de outras razões, há décadas que não se vê um presidente do Benfica sentado ao lado do presidente do FC Porto no camarote VIP das Antas e agora do Dragão quando as equipas de futebol dos dois clubes se encontram frente a frente.
O Sporting é diferente. E é sempre com extraordinário e compreensível gozo da realização, que nas transmissões televisivas dos jogos entre os de Alvalade e os do Dragão aparecem sempre ao longo da emissão aqueles planos fixos em Pinto da Costa tendo sentado a seu lado, muito contentinho, o presidente do Sporting da ocasião.
O presidente do Sporting desta última ocasião chama-se Godinho Lopes e, tal como os seus antecessores, demorou uma semana a protestar contra a arbitragem de que, segundo ele, foi vítima na sua ida ao Dragão.
Sete dias passados sobre o FC Porto-Sporting, que terminou com a vitórias dos campeões nacionais por 2-0, Godinho Lopes anunciou numa confraternização de sportinguistas no centro do País que o Sporting ia «reclamar» contra os danos causados pela arbitragem de Jorge Sousa.
Até aqui tudo normal.
O mais estranho, e francamente estranho, foi a construção da frase que serviu a Godinho Lopes para publicitar a «reclamação» em curso. Atendem bem nas palavras do presidente do Sporting, tal como surgiram transcritas nas páginas dos jornais:
- Os árbitros não souberam olhar para o Sporting e conseguir servir para aquilo que foram convocados e eleitos - disse Godinho Lopes.
Assim não se vai lá, presidente Godinho Lopes.
Em primeiro lugar, porque os árbitros, por definição e estatuto, não têm de saber «olhar» para o Sporting nem para qualquer outra cor. Têm apenas de saber olhar para as Leis do Jogo, o que nem sequer é coisa transcendente.
Em segundo lugar, a ideia de que os árbitros «não conseguem servir para aquilo», deixa-nos a todos curiosos sobre o que será «aquilo». Ou será a quilo, medida de peso?
Em terceiro lugar, e de forma arrevesada, o presidente do Sporting parece querer manifestar o seu desagrado, ou mesmo arrependimento, por ter convocado e fazer eleger com o seu voto a actual estrutura que manda no futebol português, quer na Liga quer na FPF.
E voltemos à Segunda Circular, ao outro lado da rua, onde da parte dos vizinhos da Luz, apesar de já estarem «avisados», ainda não se registou uma assunção pública de arrependimento ou de desagrado pelo seu sentido de voto nas eleições da Liga e da FPF também não estar a ser correspondido com «aquilo» que verdadeiramente importa.
Rivais seculares, Benfica e Sporting andam, às vezes, parecidos em algumas coisas.
Ao que o «aquilo» chegou.

A bem da tradição democrática do clube, o Benfica vai ter eleições com duas listas. É agora o momento de falar. Como benfiquista que sou, faço votos para que a discussão seja boa e elevada, que os remoques pessoais não sejam o prato forte destes dias e que a Benfica TV trate com igualdade as duas candidaturas porque assim é que é de valor.
Há muitos anos, desde os tempos do Big Brother, que a sociedade portuguesa não tinha oportunidade de assistir a um despique Moniz-Rangel, ainda que o actual Rangel seja irmão do outro e o actual Moniz, sendo o mesmo, passe agora a ser o homem a quem o Benfica vai entregar a bandeira dos direitos televisivos na anunciada guerra com Joaquim Oliveira.
O Benfica está provado, é muito mais do que um clube."

Leonor Pinhão, in A Bola

Novos impostos

"Perante a avalanche fiscal e a que, provavelmente, virá mais tarde, suspeito que o Governo já andará a esgravatar outras fontes tributárias.
Assim sendo, e em tom de caricatura, adianto novos tributos no desporto que, em particular no futebol, teima em querer passar ao lado das crises:
1. Sobretaxa sobre transacções de atletas do mercado sul-americano, muito aliciante para os clubes, por razões nem sempre claras;
2. Agravamento da TSU a cargo dos clubes sobre os salários de jogadores estrangeiros que tenham preferência não justificada sobre jovens portugueses da formação;
3. Pagamento de uma derrama por cada euro de passivo gerado e deixado para direcções seguintes;
4. Imposto de Menos Valias sobre o valor oficial de jogadores face ao seu valor real, assim se prevenindo muitos barretes (e comissões);
5. Imposto de selo sobre os supônhamos, sêjamos, fáçamos e outras expressões que abundam nas entrevistas depois dos jogos;
6. Imposto do melão para quem se refira ao râgubi pronunciando reiguebi;
7. IVA a pagar pelo árbitro sobre tempo de compensação não justificado;
8. No basquetebol, incidência ao IABA (Imposto sobre bebidas alcoólicas) por excesso de permanência no garrafão;
9. IMI: Imposto municipal sobre ilusões nas campanhas eleitorais dos clubes;
10. IUC, não o conhecido Imposto único de circulação, mas o imposto único de cartões mostrados aos jogadores;
11. IMT: Imposto municipal sobre tatuagens em função da área atingida;
12. Sobretaxa de solidariedade sobre as indemnizações a receber pelos treinadores despedidos e IVA sobre as chicotadas psicológicas."

Bagão Félix, in A Bola 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Justiça (In)justa

"Uma justiça pouco ou nada justa é o pior que pode acontecer seja onde for, a quem for e por que motivo foi. Imaginemos que acontece no sensível mundo da bola, onde é preciso prestar contas a milhões de adeptos, por natureza facciosos ou mesmo fanáticos. O risco de gerar manifestações de protesto, com excessos à mistura, é enorme além de colocar em causa a credibilidade de todo o sistema. Foi o que sucedeu no designado escândalo Scommessse, uma rede global de criminalidade organizada que combinava previamente os resultados dos jogos em que depois ia apostar. Perante a avalanche de investigações pelas Procuradorias de Cremona e de Bari, quando chegou a hora de emitir sentenças e gerir centenas de casos de grau e natureza diversos, a justiça desportiva italiana naufragou sob o peso de regulamentos obsoletos. E no entanto - note-se - é reconhecidamente a mais eficaz e interventiva de todo o futebol.
Hoje estamos confrontados com dezenas de decisões contraditórias em que a fundamentação é tudo menos consensual. Por outro lado, enquanto as condenações de Antonio Conte, treinador da Juventus, do Lecce e de dezenas de jogadores foram rápidas, é incompreensível que Lazio, Nápoles, Génova e muitos outros futebolistas continuem à espera de conhecer as penas que terão de cumprir. Para agravar a confusão, começam agora a chegar da Finlândia, Hungria, Suíça e Bulgária as respostas às castas rogatórias enviadas na primeira fase do processo. Embora se saiba que a cabeça do polvo está no sudoeste asiático com o epicentro em Singapura. Em suma, é urgente reformar a justiça desportiva de modo a conciliar a brevidade com a equidade."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Eleições...

Estou sem paciência, para escrever sobre as eleições... se fosse para discutir alguma coisa de verdadeiramente fundamental para bem do Benfica, ou do Benfiquismo ainda me podia interessar, se houvesse um verdadeiro interesse em melhorar a forma como o Benfica está organizado... mas infelizmente a única coisa que parece mover os contestatários são os ódios e vinganças pessoais, uma autêntica feira de vaidades, e de demagogia pura...
Quando ontem li o resumo do 'programa' eleitoral do Rangel, fiquei estarrecido. Com aquilo que lá está escrito, e com as reacções de agrado, por parte dos do costume... Será difícil alguém escrever uma declaração de intenções, tão cheia de nada, como este dito 'programa'?!!! Dúvido...
Ainda pensei escrever de imediato um post, mas hesitei, porque seria de certeza mal educado... Mas hoje o Tiago Pinto no Benfica Dependente 'telepaticamente' adivinhou tudo aquilo que me passou pela cabeça!!! Demagogia pura, nem sequer uma ideia original, nem um objectivo claro, nenhum projecto especifico desportivo ou estrutural...!!! Os comentários deixados no mesmo post também são 'engraçados', e esclarecedores: quem não usa a difamação para atacar o Vieira e os seus apoiantes, é porque foi pago!!! Esta é a lógica da batata!!! Os profissionais anti-Vieira tão rápidos a encontrar os podres do Vieira e nos seus apoiantes (incluindo meros blogger's), que expõem nos seus blog's e fóruns, estão em completo silêncio sobre personagens como o Veiga ou o Ribeiro e Castro!!!
As coligações negativas têm destas coisas, obrigam a 'engolir' muitos 'sapos', e quando o ódio de estimação desaparece, deixam de existir razões para estarem ligados... E quando o principal argumento é o nível de Benfiquismo, está tudo dito, até nos blog's é mais ou menos assumido que não vale a pena entrar por esse 'caminho' nas discussões mais básicas, mas neste caso os possíveis argumentos são tão escassos, que obrigam a entrar pela demagogia...
O processo que levou à saída do Nuno Gomes, transformou o ex-capitão num dos ídolos máximos dos anti-Vieira!!! O apoio do Nuno ao Vieira deixou-os em silêncio!!! Na última AG os 'petardeiros' exigiam o Rui Costa como Presidente, o Rui mantém-se fiel ao Vieira, e eles? Em silêncio!!!
O próprio Rangel já teve várias oportunidades para se afastar da maneira como o Presidente e a Direcção foram tratados na última AG, mas não o fez, tornando-se assim por omissão cúmplice, senão mesmo participante...
Os mestres do FM, que semanalmente apresentam soluções, quase bíblicas, de gestão financeira, económica e desportiva nos seus blog's, alguns reclamando para si, uma vastíssima experiência no mundo dos negócios, agora estão dispostos a apoiar um Juiz, que nunca GERIU nada na sua vida, nem sequer uma mercearia!!! Como é que alguém sem qualquer experiência, ou formação de Gestão, pretende ser o Presidente de uma Associação que gera (com receitas extraordinárias) mais de €130 milhões de euros, por ano???

PS: Os ataques à Benfica TV ( e restante grupo de comunicação) também foram 'engraçados', pois demonstram a perigosa ignorância desta gente. Bastava recordar as últimas eleições para se saber que a linha editorial da Benfica TV, não permite a cobertura das eleições do Benfica. Exactamente para não permitir acusações de favorecimento a uma das listas...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Chamaram-lhe a desforra de Berna...

"Seis meses depois de ter vencido o Barcelona na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, o Benfica aceitou o repto de jogar em Camp Nou. A vingança não aconteceu.

Chamaram-lhes eles, os de Barcelona. Desforra de um jogo mal digerido, o de Berna, a 31 de Maio de 1961, final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, como na altura se dizia. Barcelona-Benfica: Estádio de Wankdorf. «La final de los palos cuadrados», escreveram os jornais da Catalunha. Quatro bolas nos postes da equipa portuguesa: Kocsis, Kubala (duas vezes no mesmo remate) e Czibor: Três húngaros, a mesma sorte. Ou falta dela.
Os espanhóis agarram-se aos postes. Parecia que, com eles, explicavam tudo: a derrota e a fuga da Taça dos Campeões que demoraria mais de trinta anos até arranjar lugar em Camp Nou.
Em 1961, faltava dinheiro ao Barcelona. O clube vivia momentos complicados. Um «deficit» de muitos e muitos milhões, asseguravam os correspondentes dos jornais portugueses em Espanha.
No dia 22 de Novembro de 1961, praticamente seis meses após a final de Berna, o Benfica está em Barcelona. O «cachet» é de 30.000 dólares. Os dirigentes do Barcelona esperam fazer muito mais. Pagar ao Benfica e ainda reforçar os cofres depauperados do clube que vive à sombra do Real Madrid cinco vezes Campeão Europeu.
Aposta-se na especulação: transforma-se um encontro particular numa vingança. Numa «révanche». Os meios de comunicação ajudam: espalham aos quatro ventos a repetição da grande final de Berna, agora sem «palos». Parece que a taça que o Benfica levou para Lisboa está de novo em disputa. Não está. Mas o prestígio está em jogo. E Béla Guttmann sabe-o bem.
Três dias antes do encontro, a crise do Barcelona agudizara-se. Na deslocação a Valência, a derrota fora bruta: 2-6.
O Benfica, por seu lado, baterá o Lusitano de Évora, por 3-1.
Luís Miró, treinador do Barça está com a cabeça a prémio: não tardaria a ser demitido. Ladislao Kubala assume o cargo de treinador interino.
Mas isso é mais daqui a pouco: primeiro o Benfica joga em Camp Nou.

Novembro terrível em Barcelona
É um Novembro terrível em Barcelona. E não, não tem nada que ver com Futebol. É um Novembro terrível de frio e chuva. Segunda e terça-feira o tempo agrava-se. A água cai do céu continuadamente. Bem podem os jornalistas catalães acenar com o jogo do século, com a definitiva reposição da verdade dos factos, com o confronto que ditará, desta vez é que sim!, qual a melhor equipa da Europa, como se a final de Berna não tivesse passado de m ensaio.
Em Lisboa discute-se: valerá a pena pôr em causa a vitória do Benfica? Há motivos que justifiquem o aceitar de um convite deste género, jogando em casa do adversário, dando-lhe de mão beijada todas as vantagens?
Há: 30 mil dólares!
O Futebol já é um universo de dinheiro; um Mundo de compra e venda.
A intempérie frustra o Barcelona: só 40 mil adeptos num estádio com capacidade para 100 mil.
O Benfica frustra o Barcelona: nem em sua casa, perante o seu público, os catalães conseguem a vitória.
A primeira parte do Benfica é brilhante de classe e de clareza no seu futebol ofensivo. O Barça vê-se dominado, controlado, incapaz.
Santana e Coluna enchem o campo: um é fino recortado, requintado até; o outro é forte, possante, avassalador.
As pérolas negras do Benfica.
Eusébio é outra: rapidamente vai conquistando o seu lugar.
Santana faz 1-0; por muito pouco está a beira do 2-1. A bola bate no poste. Malditos «palos»!
Na segunda parte, Guttmann, defende. Lança jogadores novos: Simões, Torres, Mário João.
O Benfica bate-se, é valente. Aguenta a precipitação adversária e sustém os seus intentos. Controla o jogo porque é imperioso que assim seja. Tem uma aura de Campeão da Europa a conservar e sai com ela intacta do terreno do seu maior rival.
A desforra de Berna não existiu.
Béla Guttmann sorri: «Para a próxima cobraremos 35 mil dólares».
É justo!"

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Como não fazer

"Atendendo à história recente do futebol português, e olhando para os nossos dois principais adversários, podemos encontrar exemplos, por um lado, daquilo que não se deve fazer para ganhar, e por outro, de quase tudo o que pode fazer para perder. Deixando por agora os meios subterrâneos utilizados pelo rival nortenho, que lhe sustentaram o crescimento até ao patamar competitivo onde agora se encontra, mas que não fazem parte da nossa cultura de desportivismo, centremo-nos no caminho seguido pelo vizinho da 2.ª Circular, que o levou a um buraco onde decerto nenhum benfiquista gostaria de estar.
É curioso desde logo verificar como, numa década, a correlação de forças entre Benfica e Sporting se inverteu. Em 2022 o Sporting vinha de dois títulos em três anos, e o Benfica não festejava desde 1994. O nosso rival lisboeta apresentava-se ao País como o pináculo da modernidade, com a sua gestão empresarializada, e com um novo estádio prestes a ser inaugurado. Do lado de cá tínhamos a maior crise da nossa história (não só de resultados, mas de identidade, e até de dignidade), e quase perdíamos a esperança.
O que foi feito na nossa casa merece o realce que a memória de muitos por vezes parece esquecer. Do outro lado foram cometidos erros que não nos interessa escalpelizar, tirar algumas ilações.
A primeira das quais é a de que um clube de grande dimensão social e mediática, jamais poderá ser gerido de fora para dentro (e no Sporting tal sucedeu com demasiada frequência). A segunda é a de que qualquer minoria organizada de sócios, por muito fervilhante que seja o seu amor clubista, não pode nunca representar mais do que a mera soma aritmética desses mesmos sócios.
No Benfica, felizmente, os dirigentes são para dirigir (sujeitando-se, no fim de cada mandato, ao escrutínio dos sócios), o treinador para treinar, os jogadores para jogar, e as claques para apoiar. Qualquer inversão destes termos traria aquilo que, com sentimentos de piedade, vemos de outro lado da rua."

Luís Fialho, in O Benfica

Saudade

"Foi no pretérito 5 de Outubro, por coincidência aniversário da República. O Sport Lisboa e Saudade comemorou 69 anos. A estrutura representativa dos antigos jogadores do Benfica caminha para as Bodas de Diamante num momento de grande vitalidade e insuspeito companheirismo, que nem o cruzamento de gerações distintas consegue atenuar.
Como diria o Chico Buarque, um apaixonado por Futebol, 'foi bonita a festa, pá'. Desde manhã, na Luz, começaram a afluir muitos jogadores que escreveram história, eles que vestiram a honraram o manto sagrado do Clube.
Estive com o Eusébio, o Artur Santos, o José Augusto, o Cruz, o Vítor Martins, o Humberto Coelho, o Carlos Manuel, o Pedro Mantorras. Tantos e tantos outros. Afinal, os filhos mais queridos de um família com milhões de membros.
O mítico Sport Lisboa e Benfica, a sua expressão universal, o seu carácter aglutinador deve-se, antes de mais, àqueles que o serviram. Esses que entusiasmaram, num longo percurso centenário, legiões de fãs, de adeptos, de simpatizantes.
Esses que deram mais substância às nossas vidas emocionais, que provocariam hemorragias colectivas de agrado.
Foi um privilégio participar na comemoração e ter feito uma alocução sobre o livro lançado pelo Tuna, um antigo júnior da casa, também jornalista e excelente contador de histórias com o singular picante da bola. Falou-se muito de saudade? Óbvio que sim. Mas qual é a melhor maneira, também (e sobretudo) no Benfica, de comemorar e dignificar o passado? Só pode ser construir o futuro. Com novas realizações, com novas proezas, com novas epopeias."

João Malheiro, in O Benfica

domingo, 14 de outubro de 2012

Mais um Troféu...


Benfica 71 - 44 Académica
14-17, 19-4, 16-14, 22-9

Início desconcentrado, mas no 2º período tudo voltou ao normal... Interessante verificar a evolução dos vários ex-jogadores da formação do Benfica, na Académica...!!!
Mais um troféu de pré-época para as modalidades do Benfica, no Basket todos estamos à espera de um domínio avassalador, mas haverá com certeza jogos parecidos com o 1º período - e com o 3º !!! - deste jogo. Vai ser muito importante o trabalho motivacional da equipa técnica...

Na 3ª ronda da Taça EHF


Loacker Südtirol Team 25 - 40 Benfica

Mais uma vitória sem 'espinhas', agora ficamos à espera do sorteio da 3ª ronda - 23 de Outubro -, onde já vão estar equipas dos Campeonatos mais complicados - Alemão, Espanhol e Francês -, recordo que em caso de sucesso na 3ª ronda, vamos disputar a novíssima fase de grupos da Taça EHF, estilo Liga Europa!!!

Para "camelo" ver...!!!


Baniyas 0 - 4 Benfica

Bom treino, para os menos utilizados... Estas digressões (com jogos particulares), normalmente são muito boas para o reforço do espírito de união do plantel...
Curiosa as criticas feitas, em relação a este jogo, e as comparações com um jogo em Angola, após uma derrota pesada no Dragay!!! Esquecendo-se que depois do jogo de Angola, o Benfica iniciou uma série vitoriosa, creio que foram à volta de 20 vitórias consecutivas, só interrompidas pelo Xistra (creio)!!!

Adeus Europa


Iberia 7 - 4 Benfica

Seria sempre difícil - em quaisquer circunstâncias -, apesar de todas as equipas presentes nesta fase da competição, estarem ao nosso alcance, mas além das dificuldades esperadas, ficámos sem o Diece - castigado -, e sem o Joel - lesionado!!! O César Paulo tem feito os últimos jogos claramente limitado, e o Davi regressou, após não ter jogado os dois primeiros jogos desta prova, por lesão!!!
Com a vitória do Gyor frente ao Luparense, o empate com 3 ou mais golos, era suficiente... o jogo não foi bonito, tivemos sempre em desvantagem, mas quando o Nené fez o empate a 4 golos, a cerca de 15 minutos do fim -  depois de termos ido para o intervalo a perder 2-4 -, comecei a acreditar... mas a 3,14m do final da partida o árbitro marcou penalty contra o Benfica, e expulsou o Marinho... e os Georgianos - com 8 Brasileiros na equipa!!! - passaram para a frente... o Benfica tentou em desespero o 5x4, mas a 38seg. e a 15seg. do fim, o Iberia marcou dois golos, fazendo o resultado final...
A equipa não tem jogado bem, as lesões não têm ajudado, neste momento vencer a UEFA Futsal Cup é se calhar pedir demais tendo em conta o nosso potencial e o dos nossos adversários... Se a nível interno já houve jogos com falta de entrega - ou demasiada sobranceria -, nestes jogos isso não se passou... Assim, fora da Europa temos que nos concentrar no Campeonato - onde já estamos atrasados...
Não gosto de fazer de treinador de bancada, mas... até aceito a titularidade do Bebé em detrimento do Marcão, apesar de não concordar;  mas tenho muita dificuldade em compreender os demasiados minutos do Teka, ainda por cima comparados com os poucos minutos do Vítor Hugo - e do Coelho -, se quisermos repetir os êxitos da época passada, temos que melhorar muito...
Agora, discordar de algumas decisões, não implica anuir às palermices do grupinho de iluminados do costume, que logo após o termino do jogo, no Fórum do costume, resolveu baixar o nível atacando tudo e todos... esta secção tem sido a mais vitoriosa do Benfica na última década, na época anterior venceu tudo... a falta de respeito constante, por parte dos frustrados do costume, sempre que um resultado não é o desejado, é uma das expressões de pseudo-benfiquismo mais asquerosas que sou obrigado a assistir...

Sem brilhar, mas com a vitória...


Benfica 3 - 0 Marítimo
25-19, 25-22, 25-18

No segundo jogo do fim-de-semana, o treinador resolveu rodar os jogadores, deixando de fora o Vinhedo, o Gaspar - que entraram mais tarde... - e o Coelho - o Reffatti não foi opção nesta jornada dupla, creio que está lesionado -, dando a titularidade ao Tavares, ao Ché e ao Magalhães... creio que é estratégia adequada, espero que seja para continuar. Até podemos perder alguns Set's em jogos onde se espera os 3-0, mas a rotação de todo o plantel e importante: evita a sobrecarga de jogos, nos jogadores mais utilizados; e dá ritmo de jogo aos menos utilizados. Algo que nas últimas épocas não tem acontecido.
Sendo assim, o jogo não foi espectacular, cometemos algumas falhas, mas a vitória nunca esteve em causa...