Últimas indefectivações

terça-feira, 27 de março de 2012

Cruel


Resumo - Benfica 0-1 Chelsea por tugagolo

Benfica 0 - 1 Chelsea


Muito injusto, o empate a zero (o jogo estava claramente a caminhar para isso...) já saberia a pouco, a derrota é cruel. O Benfica não fez um jogo espectacular, jogou com muitas cautelas, principalmente na 1ª parte, mas as oportunidades foram suficientes para vencer o jogo... Um Chelsea, que quando contra-atacou criou perigo, mas com posse de bola, nada arriscou... Derrota muito amarga, porque a vitória estava ao nosso alcance, e a equipa fez pela merecer... É também verdade que ainda faltam mais 90 minutos, o Benfica costuma jogar bem em Inglaterra, mas está muito mais difícil... é possível, 2-1 serve, com uma calendário diferente, talvez tivesse mais optimista, enquanto algumas equipas, com Fruta, ou com ressaltos ou mesmo auto-golos vão marcando golos, o Benfica ultimamente, para marcar, tem que suar muitíssimo, nada nos é oferecido, nem a Fruta, nem a Sorte, e é carregando este fado, que temos que ir a Londres, acreditando...!!!

Fomos brindados com mais uma arbitragem digna da UEFA, só esta época na Champions, a lista de erros graves no Estádio da Luz já é longa: 2 livres perigosos com o Man United, penalty claríssimo com o Basileia, um livre e um (pelo menos um) penalty com o Zenit!!! A expressão 'arbitragem caseira' na Luz é uma impossibilidade matemática, parece que a Fruta junto ao Tejo está estragada!!! Posso até discutir se a Mão do Terry foi ou não deliberada, mas em Londres se um jogador do Benfica repetir a 'graçinha' será seguramente penalty, tal como nos famosos Quartos-de-final com o Barça!!! Mas além deste lance, a falta de critério disciplinar (se o Bruno César leva amarelo então mais de metade da equipa do Chelsea também tinha que levar...!!!), a maneira como no momento de maior pressão do Benfica (início da 2ª parte) foi 'salvando' o Chelsea com uma sucessão de faltas e faltinhas, sempre assinaladas para o mesmo lado, e a forma como não deixou o Benfica fazer uma 'recuperação alta' marcando sempre falta, permitindo ao Chelsea várias, demonstram bem as intenções dos animais!!! Prevejo um futuro internacional muito bom para este Italiano...!!!

Os assobios ao Emerson depois do golo do Chelsea foram vergonhosos, demonstram bem a cegueira colectiva, eu sei que o bode expiatório para tudo o que acontece dentro de campo de mau, está escolhido, o homem hoje cometeu vários erros, é verdade, mas com adeptos destes... O Jardel estava a ser um dos melhores em campo (melhor mesmo que o Luisão), até à falha que dá o golo dos Ingleses (além do golo 'feito', que falhou...), mas ninguém o assobiou (justamente)... Mais vale cair em graça do que ser engraçado!!! Em contraste, os meus Parabéns aos adeptos que no final do jogo aplaudiram a equipa...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Heróis da Bancada

"Faça sol ou faça chuva, em casa ou fora dela, no País ou no estrangeiro, nos bons e maus momentos, há quem nunca falte à chamada, e esteja sempre com a nossa equipa, dispensando-lhe um apoio pleno de generosidade. São os 'No Name Boys', que fazem já parte integrante da história e da cultura benfiquistas.

Sem eles, os jogos não teriam a mesma beleza. Ao filme que os artistas protagonizam no relvado, eles dão a banda sonora adequada, com a voz que empurra a equipa para as vitórias e acrescenta uma estética muito própria ao espectáculo. Ao contrário de quem afirma ter deixado de ir ao Futebol por causa das claques, eu digo que, sem elas - em particular sem esta -, talvez até lá fosse menos vezes, pois já não dispenso o colorido, visual e sonoro, que só a sua presença garante.

Desconheço a origem do nome que escolheram, e admito que a sua semântica se preste a equívocos. O que sei, porque vejo, é que os 'NN' são uma claque multi-racial, bastante heterogénea, não se notando entre os seus melhores qualquer predominância étnica, social, política ou económica de qualquer grupo sobre os restantes, identificando-se apenas um forte vínculo entre todos: uma paixão extrema e radical pelo Benfica.

Enquanto noutras claques, de outros clubes, vão emergindo figuras sinistras, que se pavoneiam pela Comunicação Social (até escrevem livros), e daí fazem trampolim para um protagonismo pessoal que de outra forma jamais teriam, nos 'No Name' pouca gente sabe quem são os líderes, ou os membros mais proeminentes. Enquanto outras claques, de outros clubes, funcionam tantas vezes como grupos de pressão sobre dirigentes eleitos (até escolhem e demitem treinadores), os 'No Name', pese embora alguns excessos do passado, remetem-se ao papel que tão bem sabem desempenhar, e no qual são inigualáveis: o apoio à equipa.

Se o Benfica é o maior Clube português, pode também dizer-se que a sua principal claque, particularmente nos últimos anos, tem sabido estar à altura da dimensão do emblema que apoia."


Luís Fialho, in O Benfica

Joana Campeã



A nossa canoísta Joana Vasconcelos tornou-se no último fim-de-semana Campeã Nacional de Fundo... Esta não é a especialidade da Joana, acabou por ser uma surpresa muito agradável...

Objectivamente (Final Champions)

"Fixem bem esta data: 20 de Março de 2012. O orgulho é enorme e imensa é, também, a nossa gratidão. E há que referir, desde já, aqueles que em boa hora ultrapassaram inúmeras dificuldades para realizar este difícil projecto. A equipa de Luis Filipe Vieira, Manuel Vilarinho e... o destemido vice-presidente, Mário Dias. Todos os dedicados benfiquistas que acompanharam de perto, sabem quantos «impecilhos» foram ultrapassados para concretizar o sonho! Estes, com alguns outros que lideraram o processo, merecem nestas horas o nosso agradecimento, porque foi tremendo o esforço e o risco (até pessoal) de alguns dos grandes benfiquistas que aqui referi.

Por isso a decisão da UEFA ordenando a escolha do nosso mágico Estádio da Luz para a final da Liga dos Campeões (Champions League) de 2014, é uma decisão justa e que nos enche de orgulho. Está na linha da escolha dos magníficos palcos de Futebol. Na presente época é o Alianz Arena, em Munique (Alemanha) e no próximo ano o Novo Wembley, em Londres, Inglaterra.

A decisão foi tomada na reunião do Comité Executivo da Confederação Europeia da UEFA, em Istambul, na Turquia.

Contas feitas, e não olvidando a preferência mais que óbvia sobre a qual recaiu a disputa final do Euro'2004, é a segunda vez que Lisboa irá receber um evento desportivo deste gabarito, depois do Estádio Nacional de todos os portugueses ter visto, na época desportiva de 1966/67, o Celtic de Glasgow vencer o Inter de Milão.

Se, hodiernamente, o Sport Lisboa e Benfica está no topo das instituições internacionalmente mais reconhecidas pelas suas conquistas desportivas e pela contínua e incessante dedicação dos seus adeptos espalhados por todo o Mundo, vem juntar-se agora mais um motivo à colecta, colocando o nosso Clube, a nível nacional, na vanguarda no que respeita à organização do evento desportivo europeu mais visto logo após o Europeu de Selecções (EURO)."


João Diogo, in O Benfica

Limpinho

"No final do embate, Jorge Jesus, no seu estilo popular, disse o que havia a dizer: 'Foi limpinho'. E foi mesmo. Quando os jogos com o FC Porto são 'limpinhos' a música é outra. É mais vermelha do que azul. E esta semana, o vermelho da música competitiva até podia ser mais carregado mais altissonante. Foi por um triz que a equipa do Norte escapou à goleada.

Jorge Jesus também disse que o Benfica era melhor do que o FC Porto. Disse e disse bem. Este Benfica é mesmo superior ao seu principal antagonista. Houvesse sempre jogos 'limpinhos' e a pauta classificativa na Liga tinha, nesta altura, outro escalonamento. O Benfica seria líder, sem quaisquer reservas.

Para não variar, responsáveis portistas viram o que mais ninguém viu. Tiveram o desplante de verberar o desempenho da equipa de arbitragem. Quanta desfaçatez! Como é possível que os grandes beneficiados dos últimos anos no Futebol indígena apresentem queixas.

No deve e haver das competições nacionais, o desequilíbrio é uma brutalidade. De que se queixa o FC Porto? Preparava-se era para comemorar mais um triunfo na Luz e atribuir, finalmente, importância à Taça da Liga, prova que dizem ser menor, pela elementar razão de que nunca a venceram. Já agora, a Supertaça, na qual são recordistas, é no plano competitivo mais importante do que a Taça da Liga? Por que razão nenhum dirigente do FC Porto alguma vez o afirmou?

Este jogo, no anfiteatro da Luz, provou à sociedade que o Benfica tem mais futebol do que o FC Porto. Venham mais jogos 'limpinhos' e teremos a confirmação. Ainda assim, uma monitória. Sem embargo do triunfo, custou ver o FC Porto marcar tantos golos 'limpinhos' quantos aqueles que apontou no jogo do Campeonato. Dá para entender, não dá?..."


João Malheiro, in O Benfica

Somos milhões

"Gostei de ouvir o treinador do Benfica declarar que não se cala. E gostei tanto mais quando Jorge Jesus invocou o 25 de Abril em defesa do exercício da liberdade de expressão. Pois agora, que vivemos num regime no qual é legítimo criticar as instituições, o Presidente da República, o Governo, as oposições, como haveria de ser possível que a corporação da arbitragem do Futebol, sem qualquer sombra de legitimidade e de escrutínio democrático, se sobrepusesse ao exercício da Constituição da República?

Para além dessa questão de princípio, a determinação de Jorge Jesus é particularmente oportuna. O Benfica perdeu uma preciosa vantagem pontual na liderança do Campeonato porque se ressentiu do desgaste de um jogo em condições terríveis: a temperatura de 15 graus negativos, o terreno que não passava de um batatal e a brutalidade impune de alguns adversários.

Mas não foi só esse desgaste que roubou pontos ao Benfica. Foram também os penálties por marcar em Guimarães e em Coimbra, foi o duplo fora-de-jogo de onde saiu a cabeçada para o golo da vitória, martelada, do jogo entre os dois primeiros da classificação. Isso para não falar de erros que têm levado ao colo adversários do Benfica. Mas se os árbitros reconhecem que errar é humano, com que direito querem impor o silêncio sobre os seus erros?

É de prever que a recta final da temporada coincida com uma multiplicação de casos e de erros. Por isso, em defesa da verdade desportiva e no exercício constitucional da Liberdade, eu também não me calo. Já somos dois? Não. Somos milhões.

Nota: É em todas as modalidades e em todos os escalões. Se vissem a arbitragem miserável que eu vi num jogo de Basquetebol entre miúdos Sub-16!"


João Paulo Guerra, in O Benfica

Um Campeão bem simples

"1. O nosso Atletismo (e o Clube, claro) teve um domingo com sensações bem díspares. Foi a triste notícia (embora, infelizmente, esperada) da morte de António Leitão, o nosso primeiro medalhado olímpico e um homem que, apesar das partidas que a saúde lhe pregou, esteve sempre disponível para o Clube, com uma simplicidade e simpatia notáveis.

Foram por outro lado, os recordes nacionais históricos de Marco Fortes e do bem jovem Tiago Aperta na Taça da Europa de Lançamentos. É a vida. Enquanto uns nos deixam, outros vão avançando e progredindo...

2. Foi certamente o último jogo 'calmo' da época. A vitória sobre o Beira-Mar nunca esteve em dúvida e até deu para algum descanso. Terça-feira passada, frente ao FC Porto, já terá sido 'a doer' (escrevo antes do jogo) e, daqui para a frente, o ritmo será terrível. FC Porto e Sp. Braga não têm os jogos europeus e os minhotos até poderão ter uma vantagem extra: irão a Alvalade na última jornada. E se ele for decisiva?...

3. O presidente da Liga de Clubes e vários presidentes, desde o Fiúza do Gil Vicente ao Bartolomeu do U. Leiria, continuam a querer avançar com a 'golpada' do alargamento da Liga a meio de uma época. A Federação já se opôs, vários elementos do Conselho Nacional do Desporto consideraram impraticável a decisão e a opinião pública está largamente contra. O Futebol Português não tem nem 14 clubes com capacidade para uma I Liga quando mais 18. E o que os dirigentes estão a arranjar é forma de abortar uma boa ideia que a todos servia: a presença de equipas B dos principais clubes na Liga de Honra. Era bom para os grandes, pois permitia-lhes rodar os jovens, e era bom para os pequenos, pois isso dava visibilidade à competição. Mas alguns desses pequenos clubes (não todos...) preferem a 'golpada'. Acabarão derrotados.

4. O presidente do Nacional, Rui Alves, vê sempre os jogos no banco da sua equipa. Desta vez, na recepção ao FC Porto, preferiu ficar na tribuna, ao lado do seu amigo Pinto da Costa. Estranho...

5. Pois é. A ida do FC Porto à Madeira apenas levou cerca de 2500 pessoas ao estádio. O Sp. Braga quis mobilizar os seus adeptos a irem ver o jogo em Vila da Feira, pediu 3500 bilhetes mas acabou por devolver 2500. Pois é. Não é grande quem quer..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Pau ao gato

"From: Domingos Amaral

To: Pinto da Costa

Caro Pinto da Costa

Quem será o senhor nesta história: a dona Xica ou o gato? A dona Xica, sabemos todos desde crianças, assustou-se. E o gato, também o sabemos todos desde tenra idade, deu um berro. Contudo, não percebi bem qual dos dois papéis lhe cabe a si. Para quem não está a perceber nada deste texto, eu passo a explicar. Esta semana, soube-se que um pai de uma creche da Ericeira se queixou da professora porque ela canta a célebre cantilena infantil “Atirei o pau ao gato”, adulterando um pouco a letra e incluindo pelo meio um “Viva o Benfica” totalmente inesperado (e até um pouco incompreensível, dado o contexto). Soube-se também que o queixoso pai era adepto do FC Porto e, no dia seguinte, de imediato a SAD do FC Porto emitiu um comunicado público protestando contra a ocorrência, e acusando certos professores infantis, ou mesmo o Ministério da Educação, de “fascismo do gosto”! Sim, leram bem, “fascismo do gosto”! Olaré, que pérola! Dá direito a entrada direta para o “Top do Ridículo” nacional. O FC Porto agora assusta-se, como a dona Xica, e dá um berro público, tal como o gato deu! Mas será o FC Porto a dona Xica ou será o gato? Sabemos, pela canção, que há um “eu” que atira o pau ao gato. Até aí, é fácil: trata-se da professora. Depois, sabemos que a dona Xica se assustou com o berro que o gato deu e é aqui que, por assim dizer, a porca torce o rabo. Tanto o pai queixoso como a SAD do FC Porto se assustaram e deram um berro público. São portanto, em simultâneo, dona Xica e gato. Ora isso torna as coisas extremamente difíceis de explicar às crianças. Por isso, daqui lhe peço um esclarecimento: o senhor é a dona Xica ou é o gato?"


TotoGomes

"Na década de 90, a adesão dos clubes ao Plano Mateus, com a Liga e a FPF atravessadas, a fim de regularizarem quase € 60 milhões de dívidas ao Fisco acumuladas até 1996, parecia ser uma tábua de salvação. Teve um imponderável: as verbas da exploração do Totobola, que foram “dadas em pagamento” ao Estado, não foram suficientes. Em 2004, o Estado fez uma revisão do acordo e das receitas consignadas. Não obstante, avançou para os tribunais com a execução da Liga e da FPF, como responsáveis solidários pelas dívidas dos clubes, para pagamento de cerca de € 20 milhões em falta para a 1.ª fase de avaliação da dívida (1998-2004). A situação não melhorou. E, em 2011, avançou novamente para os tribunais para executar os milhões que estão em falta para a 2.ª fase de avaliação da dívida (2004-2010). Nos tribunais, FPF e Liga esgrimem argumentos jurídicos válidos mas, de todo o modo, arriscados. Em 2012, começaram a chegar aos clubes os “ofícios” das Finanças para pagarem a parte que cada um deve originariamente no “bolo” total de mais de € 30 milhões em dívida no totonegócio. Os clubes discordam dos montantes, avançam com suspensões cautelares e alegam prescrições. Em suma, um imbróglio bem longe do fim.

Eis senão quando a FPF de Fernando Gomes negoceia com o Governo e se “oferece” para pagar a dívida dos clubes correspondente à fase 2004-2010: 13 milhões! Razão: “uma Federação ao serviço do futebol de Portugal”. Será?

Talvez seja. Mas se efetivamente é, conviria que Gomes explicasse aos clubes, nomeadamente aos profissionais, a sua noção de “serviço”. E desse, sem o biombo de uma deliberação da direção, algumas respostas: 1) Por que é que o seu “acordo” serve para receber do Estado € 1,3 milhões dos subsídios de deslocações às ilhas? 2) Por que é que serve ainda para Gomes receber indiscriminadamente quase € 2,3 milhões dos jogos sociais de 2011, que estão por ora retidos e dão crédito aos clubes? 3) Por que é que Gomes não ambiciona um acordo global, incluindo portanto a dívida apurada entre 1998 e 2004, período em que a responsabilidade atribuída pelo Fisco à FPF é de € 3 milhões e a responsabilidade da Liga é de… € 17 milhões? 4) Por que é que Gomes fica sem mais com as receitas futuras dos jogos sociais existentes, a que os clubes têm direito, em vez de estimular a posição dos clubes como detentores maioritários das receitas de “jogos” futuros, como as “apostas on-line”? 5) Por que é que Gomes está a debilitar a impugnação jurídica dos clubes e da Liga na execução fiscal do período 1998-2004, o que, em especial, projeta a impossibilidade futura de a Liga pagar a sua parte de € 17 milhões e abriria a porta à falência e extinção da Liga?

É para assuntos desta gravidade que servem as assembleias gerais da Liga. Para os clubes assumirem que vão pagar o que realmente devem. Para os clubes saberem todas as alternativas de que dispõem para acabar, em definitivo e em conjunto, com a dívida restante do Plano Mateus. Convoquem-se, pois, os clubes e chame-se Gomes à assembleia, para que responda àquelas perguntas, cara a cara. E sem a máscara que o levou até à FPF!"


O futuro

"Qual a inscrição de um clube na vida de um profissional? Como é que um clube pode ser de tal modo vivido por um profissional do futebol que chegue a cicatrizar-se, a inscrever-se, na sua vida?

Na vertigem dos tempos, na voragem do mercantilismo actual, parece que toda a ligação emocional está subjacente à melhoria do contrato, à comissão do intermediário e ao conselho interesseiro do empresário. Vive-se a emoção no “tempo que dura” e o “tempo que dura” é balizado pela alínea c) da adenda Y ao contrato X. Depois, há as excepções. São aqueles em quem a cicatriz se tornou visível para o exterior. Aqueles que percebem que a cicatriz da inscrição de um clube na sua vida acaba por transformá-los em referências simbólicas e colectivas. Ou seja, aqueles que sabem viver a sua profissão também pela emoção da pertença a algo que os transcende.

É, para todos nós, um enorme orgulho ver a carreira de Ryan Giggs cicatrizada no Manchester United ou a de Gerrard no Liverpool; ver como o River Plate respira o sonho de ver regressar o “nosso” Aimar; sabermos que o Aimar é nosso por adopção e do River por nascimento, da mesma forma que o Rui Costa “é” da Fiorentina por adopção e nosso por nascimento. Esta vitória da componente emocional sobre a racional é das maiores alegrias que o adepto pode vivenciar na sua relação com este desporto apaixonante.

Recentemente, surgiu a notícia de que a Fiorentina gostaria de poder contar com a ajuda do nosso Rui Costa. Percebo, e bem, esse interesse. É natural que em Florença se queira construir o futuro alicerçado em estrutura sólida. Perceberão também os da ‘società viola’ que nós, os da Luz, também contamos com ele para alicerçar o nosso futuro. E nós, Benfica, não podemos abdicar do futuro."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

O Azeiteiro-de-cabeça-d'unto

"O Azeiteiro-de-cabeça-d'unto acordou nessa manhã com uma ligeira indisposição gástrica que atribuiu ao facto de andar a abusar de caranguejos, santolas, lavagantes, percebes e burriés a todas as refeições. Olhou-se ao espelho e procurou debalde a marca das olheiras de uma noite mal dormida. O Criador, na sua infinita bondade, lançara-o no Mundo sem essa maçadora virtude da consciência que actua sobre os salafrádios como uns quartilhos de cafeína ou como a voz esganiçada e ininterrupta do velho grilo falante. O Azeiteiro-de cabeça-d'unto tinha por hábito por hábito levantar-se cedo. Tomar um fortificante pequeno-almoço de café com leite e fruta à discrição, que em sua casa nunca faltava fruta, e sair em peregrinação a centros comerciais antes de seguir para a sua diária visita ao dentista.

Pode-se dizer, com propriedade, que se tratava de um homem rico. Só para esbulhar meia-dúzia de pobres diabos que ainda caíam na asneira de confiar no aprumo da sua espinal medula, enfiara ao bolso qualquer coisa como 28 mil euros no curto espaço de dez meses, sem contar com as alcavalas dos subsídios e com as mordomias de umas viagens ao estrangeiro. O Azeiteiro-cabeça-d'unto não era homem de grandes desperdícios. Necessitava, está bem de ver, de alguns alqueires de banha de porco para alindar o seu crâneo helicóidal, assim a modos como que a deixar a cabeça tão gordurosa por fora como por dentro. Infelizmente para o seu sistema digestivo, o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto foi acometido, nessa manhã de que falamos, de vómitos contínuos. Desconfiou ter ingerido algo de estragado: ou marisco, ou fruta... Ou mesmo leite azedo. Sentiu que tinha abusado, da mesma forma como muitos e muitos milhares sentiram que ele havia abusado deles. Enquanto a própria sociedade o vomitava, como se fora um produto estragado, o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto vomitava-se a si própria. Quando finalmente ergueu a cabeça para o espelho, sentiu nojo. E vomitou-se outra vez. Mas a porcaria não saiu. Já lhe estava no sangue..."


Afonso de Melo, in O Benfica

sábado, 24 de março de 2012

"Os Aldrabões"

Finalmente uma reacção do Benfica, mesmo que tenha sido a título pessoal - o que só confirma que LVF deu mesmo a palavra de honra que não iria falar sobre arbitragens esta época!!! -, o ano passado o Benfica reagiu publicamente nas primeiras jornadas, o efeito foi nulo, e a Direcção foi criticada, esta época o Benfica 'calou-se', o efeito também é 'nulo', e a Direcção é criticada... Resumindo enquanto continuarmos a ser roubados sistematicamente dentro das quatro linhas, e como consequência ficarmos fora da disputa dos principais títulos nacionais, haverá sempre quem tenha opiniões diferentes... pessoalmente sou pessimista, como acho quase impossível 'limpar' o futebol português, como acho que todos os árbitros da 1ª categoria são corruptos (e incompetentes), como acho que quase todos os dirigentes são corruptos, como acho que os políticos e os Juízes são farinha do mesmo saco e portanto uma intervenção externa é muito pouco provável, como acho que a grande maioria dos treinadores e jogadores não têm a mínima dignidade, só posso esperar que as roubalheiras se mantenham...

Assim para satisfazer alguns, não todos de certeza, deixo aqui as principais frases do João Gabriel, que por acaso são totalmente verdadeiras, incluindo quando ele fala nos 'aldrabões':


“O Sr. Vítor Pereira já lidera há tempo suficiente os árbitros portugueses para continuarmos a poder tolerar o que está a suceder. Os árbitros não podem aldrabar a classificação, e nesta altura a classificação está aldrabada por influência directa dos árbitros.”

“Se o Sr. Vítor Pereira não consegue garantir critérios iguais para todos os clubes, então se calhar é melhor começar a questionar o que esta a fazer?”

“Em Coimbra assinalam, pelo menos, dois foras-de-jogo ao Benfica que não existem, mas na Luz, contra o FC Porto, deixam passar em claro um fora-de-jogo de mais de um metro que decide a partida, e o auxiliar em vez de se mostrar incomodado pelo erro grosseiro que cometeu, fica melindrado porque o treinador do Benfica lhe aponta o erro”

“Em Coimbra, Pablo Aimar foi agredido a pontapé na área da Académica, mas a intensidade do pontapé não deve ter sido suficiente para os critérios do Sr. Hugo Miguel que não viu na agressão nenhuma irregularidade, quanto mais marcar penálti.”

“Na Luz, contra o Nacional, um choque casual entre Emerson e Diego Barcelos já é motivo suficiente para o Sr. Jorge de Sousa assinalar penálti. Mas o critério volta a mudar em Paços de Ferreira onde Bruno Cásar é atropelado na área do Paços, e ainda leva amarelo porque, na opinião de Bruno Esteves não devia ter caído. Podíamos ainda falar de mais dois penalties nesse jogo, e de mais um em Guimarães que não são assinalados. Em matéria de penalties a regra parece ser, só marcar quando a falta obrigar a internamento hospitalar”

“Em Olhão, João Capela, é cúmplice do antijogo, em 90 minutos, se se jogaram 30 foi muito. Mas além de cúmplice do antijogo, mostrou-se um diligente moço de recados do treinador do FC Porto, tantas as vezes e o tempo que dispensou a ver os jogadores do Benfica na grande área do Olhanense, de forma a garantir que não havia “bloqueios” que irritassem o treinador do FC Porto. João Capela bloqueou, isso sim, o jogo e não me parece que tenha sido só ingenuidade”

“Expulsa o Aimar por uma jogada legal, por muito que alguns teimem em ver o contrário, mas na primeira parte, e por uma entrada, essa sim as margens da lei, de Toy ao Javi García, este mesmo senhor devia estar a olhar para outro lado. Nem sequer amarelo. Poderia enumerar muitos mais casos, mas estes são suficientes para mostrar de que lado está a razão”

“Verdadeiramente só temos um pedido a fazer a Vítor Pereira: não prejudiquem mais o Benfica! E se sentir que não tem capacidades para o evitar, então que o diga!”


João Gabriel, in SL Benfica

Consistentes



Benfica 9 - 3 Valongo



Bons momentos de hóquei, com golos bonitos... temos muito para triunfar esta temporada!!!

Vitória no antro Corrupto !!!


Corruptos 67 - 76 Benfica

9-7, 20-19, 14-20, 24-30



Vitória moralizadora, que terá pouco (ou nenhum) impacto na classificação. Faltam dois jogos, só temos mais uma derrota (e vencemos os dois confrontos directos!!!), mas os Corruptos vão jogar os 2 jogos que faltam em casa...

Não vi o jogo de hoje, mas estatisticamente voltámos a dominar, tal como no jogo da Taça, a diferença foi que desta vez as faltas foram distribuídas pelas duas equipas (o Benfica estranhamente até teve menos faltas marcadas contra!!!), e por isso não houve uma diferença muito grande nos pontos obtidos na linha de lance livre... E hoje, além da ausência do Sérgio, não tivemos o Gentry (o que obrigou o Elvis a fazer os 40 minutos!!!), nem o Barroso (espero que não tenha sido uma recaída!!!)...

Apesar dos momentos menos bons que esta equipa nos tem 'oferecido', vamos para os Play-off provavelmente sem a vantagem do factor casa na final, mas com a confiança de saber que dos 4 jogos oficiais com os Corruptos esta época, vencemos 3 !!!

Brio


Benfica 31 - 30 HC Celje Pivovarna Lasko

Excelente jogo do Benfica, a vitória não foi suficiente para passar a eliminatória (6 golos era a diferença), nos últimos minutos quanto tivemos 3 golos de vantagem, com um bocadinho mais de calma e/ou experiência podíamos ter 'amedrontado' os Eslovenos, aqueles 3 remates aos 6 metros falhados pelo Areia (ou defendidos pelo guarda-redes) ficaram 'atravessados'!!! No Andebol os guarda-redes são muitíssimo importantes e este Esloveno carregou com a equipa...!!!

Chegar aos Quartos-de-final da Taças das Taças é um excelente resultado, estivemos relativamente perto de passar para as Meias (além do Celje estão duas equipas Alemãs e uma Espanhola!!!), mas agora vamos nos concentrar totalmente no Campeonato, onde está muito difícil, mas ainda não é impossível...

Juniores - Fase Final - 7ª jornada

Diego Lopes

Nacional 1 - 1 Benfica


Não vi o jogo, mas os dados estatísticos são interessantes: O Benfica sofreu o golo de penalty aos 58 minutos, o nosso guarda-redes Bruno Varela foi expulso, com vermelho directo aos 78 (sendo um Nacionalista expulso no mesmo momento), pouco depois Bernardo Lopes foi expulso por acumulação de amarelos!!! A jogar com 9 contra 10, o Benfica conseguiu empatar o jogo, com um golo de Diego Lopes aos 85 minutos, logo de seguida Fábio Cardoso lesiona-se e é obrigado a sair... acabámos o jogo com 8 jogadores, contra 10, sendo que o Bruno Gaspar, que estava no banco também foi expulso!!! Recordo que na próxima jornada recebemos os Lagartos no Seixal!!! Será que temos jogadores para jogar?!!! Deve ser coincidências...!!!

Os jogos na Madeira nunca são fáceis, os Corruptos já lá perderam, mas a vitória hoje era muito importante, para mantermos a concorrência à distância, assim o próximo jogo será fundamental...

Adenda: Pelos vistos também ficaram 2 penalt's pr marcar a favor do Benfica, além disso o penalty assinalado contra o Benfica parece que não exisitiu!!! Tudo normal...
Benfica.........16

Braga...............15

Sporting..........15

Corruptos.......12

Nacional..........8

Guimarães......7

Setúbal...........4

Leiria..............4

Aos soluços !!!

Benfica 3 - 1 Castêlo da Maia
25-18, 27-29, 25-21, 25-16

Após a derrota nos Açores foi muito importante regressar às vitórias, num jogo que começou nervoso mas com o Benfica por cima, no 2º set não merecíamos ter ido às vantagens, tantas foram as nossas falhas principalmente na distribuição e muito perdulários nos contra-ataques... com a entrada do Kock a equipa estabilizou e acabou por ganhar com alguma naturalidade...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Não vale a pena!!! Mais um assalto à mão (apito) armada !!!



Olhanense 0 - 0 Benfica


Mais um árbitro impróprio (repetente nas encomendas... e muito preocupado com as próximas jornadas!!!), mais um relvado impróprio (afirmo: mais uma vez jogámos num 'areal ervado lavrado' premeditadamente), mais um adversário ultra-motivado em fazer anti-jogo que nem 'contra 10' o deixou de fazer...

Um Benfica com um calendário muito carregado, obrigado a fazer gestão de esforço (quem vier com a conversa que jogámos lentos na primeira parte, e por isso não nos podemos queixar do árbitro: vão para o caralho...), é muito difícil encontrar motivação para jogar no lamaçal nacional (tal como o Maxi afirmou no final da partida), quando a todos os momentos jogamos contra 14 (e às vezes até são mais do que 14!!!).

Este resultado pode não resolver a questão do título, mas se o Benfica 'ameaçar' os Corruptos (A's ou B's), outros 'Capelas' vão aparecer, não vale a pena ter ilusões!!!

Uma nota final para a grande atitude da equipa na segunda parte, e para as arriscadas opções do Jesus, podíamos até ter perdido o jogo, mas tentamos vencer até ao último minuto, aliás fomos os únicos... (antecipo um pagamento de 'ordenados em atraso' esta semana em Olhão)...!!!

Vitória sem festejos

"Não há motivo algum para festejar a vitória sobre o FC Porto na passada terça-feira. Primeiro porque só clubes pequenos festejam a vitória em jogos, clubes grandes festejam títulos. Segundo porque mesmo sem Artur, Garay, Emerson e Rodrigo e com gaitán e Cardozo semi-poupados, foi um Benfica de tal maneira superior que só os postes por um lado, um ressalto e um quase frango por outro, deram equilíbrio a uma meia-final que foi bem mas desequilibrada que aquela que tivemos contra o Sporting no ano passado. Ganhámos pois o direito a poder festejar dia 14, em Coimbra, na final.

Pela forma como os azuis-e-brancos e o seu treinador comemoraram os seus dois golos, logo percebemos a importância que tinha esta prova para eles. Os discursos estão sujeitos a truques de retórica, mas os factos não.

É óbvio que esta prova há muito ultrapassou a tímida Supertaça em prestígio, e que (embora discorde) ameaça ultrapassar a própria Taça de Portugal mercê do markting televisivo que tem. Na última época o share do Benfica-Sporting (meia-final) foi o maior do ano, ultrapassando por exemplo a final da Liga Europa, entre outros grandes jogos. Este ano, o jogo de terça, foi o programa mais visto do ano.

Com a morte de António Leitão perdi um amigo, o Benfica perdeu um símbolo e Portugal perdeu um campeão.

Aqueles míticos 5000 metros em Los Angeles, primeiro com a ajuda de Ezequiel Canário e depois com uma força indomável lhe valeram o bronze, não se esquecem. Como jamais esquecerei as muitas noites que partilhámos em jantares das casas do Benfica, para as quais estava sempre disponível, ou em jogos que vimos juntos. Morreu um grande benfiquista e um grande português. Bonito o tributo de Lopes, Mamede, Canário, Rosa Mota, Aurora Cunha, Manuela Machado entre outros no seu último adeus. Num País com poucos campeões, António Leitão teve quase todos o seu lado na hora da despedida."


Sílvio Cervan, in A Bola

Vitória nos Açores



Operário 3 - 6 Benfica

A irradiação da Taça da Liga

"Para o FC Porto, por exemplo, a Taça de Portugal também começou de modo muito desinteressante e pouco ou nada prioritário...


PELO que se viu e ouviu, Benfica e Chelsea ficaram bastante satisfeitos com o sorteio dos quartos de final da Liga dos Campeões que ditou o frente a frente entre os dois emblemas. Jorge Jesus passou uma semana a fazer votos públicos para que lhe caísse em sorte o Chelsea e, do lado dos ingleses, foi ver a alegria com que Didier Drogba celebrou a dança do acasalamento com o Benfica.

Compreendem-se perfeitamente os sentimentos reinantes na Luz e em Stamford Bridge porque nem o Benfica e nem o Chelsea queriam, nesta fase, defrontar equipas como o Real Madrid, o Barcelona, o Bayern Munique ou a AC Milan. As razões são tão óbvias e tão legítimas que nem vale a pena perder tempo a relembrá-las.

Em Londres, ninguém terá ficado especialmente ofendido com Jorge Jesus por tanto ter querido o Chelsea como adversário. Com toda aquela fleuma britânica, levaram a coisa para a brincadeira e fizeram bem.

Já entre nós, causou alguma indignação patriótica a desconsideração pelo Benfica expressa por Drogba através da tal curta dança triunfal inadvertidamente transmitida pela Chelsea TV.

Não se ofendam, benfiquistas. Não percam tempo com menoridades. E tal como na eliminatória anterior a questão não foi entre o Benfica e o Bruno Alves mas sim entre o Benfica e o Zenit de São Petersburgo, também nesta eliminatória o que está em causa é o confronto entre o Benfica e o Chelsea e não entre o Benfica e o Didier Drogba.

No que toca a portugueses, esta edição da Liga dos Campeões anda, no entanto, bastante animalesca.

O Danny imitou um cão no jogo de São Petersburgo contra o FC Porto e quando foi ao Dragão teve de se haver com uma multidão enfurecida. O Bruno Alves imitou-se a si próprio no jogo de São Petersburgo contra o Benfica e quando foi à Luz ainda teve de suportar um coro de vaias nos escassos dez minutos que esteve em campo, apesar de não ter imitado animal nenhum conhecido. Agora temos o Drogba que imitou uma galinha... Ninguém sabe onde é que uma coisa destas possa ir parar.

Uma coisa é certa: se em vez do Benfica tivesse saído o Apoel de Chipre ao Chelsea, Didier Drogba teria dançado O Lago dos Cisnes, em pontas, do princípio até ao fim... O que também se compreende.


NA véspera do mini-clássico (visto que contava para a Taça da Liga tratou-se apenas de um mini-clássico), a PSP de Lisboa, através de um seu site oficial, saiu-se com esta: a bancada destinada às claques organizadas dos emblemas visitantes do Estádio da Luz «é uma mais-valia para as forças de segurança e evita problemas entre adeptos principalmente em jogos de risco elevado».

Este senhor polícia tem de ser imediatamente irradiado.


A Taça da Liga vai na sua quinta edição e nem o FC Porto nem o Sporting conseguiram ainda levar uma para casa. Este ano também não vai acontecer. É justamente por isso que a Taça da Liga é uma prova menor do calendário oficial e que bem podia desaparecer do mapa das competições.

Para o FC Porto, por exemplo, a Taça de Portugal também começou de modo muito desinteressante e pouco ou nada prioritário. O FC Porto esperou 17 anos até sair-se pela primeira vez como vencedor da prova.

A Taça de Portugal começou na temporada de 1938/1939 e foi ganha pela Académica que venceu o Benfica na final por 4-3. Foi a única vitória da Académica na competição e, depois disso, a Briosa chegou a mais três finais mas não teve o mesmo sucesso, antes pelo contrário.

Este ano a Académica vai voltar ao Estádio Nacional. Será a sua quinta presença naquela que é hoje designada como a grande festa do futebol português. O seu opositor será o Sporting, que é favorito. Pela lógica corrente, é de admitir que a Académica corte relações com a Taça de Portugal e irradie da lista dos seus objectivos prioritários se não conseguir fazer em 2012 ao Sporting aquilo que tão bem fez em 1939 ao Benfica.

A primeira vitória do FC Porto na Taça de Portugal aconteceu em 1956 com uma vitória por 2-0 na final com o Torreense. Depois desse triunfo, o FC Porto ganhou mais 15 edições da dita Taça. Feitas as contas, para igualar o FC Porto no número de Taças de Portugal conquistadas, o Sporting terá de vencer a Académica na final da corrente temporada. Mas para atingirem o número dos triunfos benfiquistas, 24, ainda lhes falta muito, quer ao Sporting quer ao FC Porto.

O que não é caso para que a Taça de Portugal seja irradiada do calendário. Ou será?


PINTO DA COSTA demorou 17 dias a protestar publicamente contra o árbitro Pedro Proença porque, segundo ele, perdoou uma grande penalidade ao Benfica no jogo do campeonato e não demorou nem 5 minutos a declarar, felicíssimo: «desta já estamos livres», por o FC Porto, de que é presidente, ter sido eliminado pelo Benfica da Taça da Liga.

Com o devido respeito, o senhor não parece estar nos seus melhores dias.

A não ser que Pinto da Costa, a 6 jornadas do fim da prova, tenha a certeza absoluta de que o seu clube vai ganhar o campeonato, o que não se compreende porque o futebol é futebol, esta putativamente infeliz tirada do desta já estamos livres vai acompanhá-lo até ao fim dos seus dias como presidente do FC Porto tal como, salvo as devidas proporções, a tirada das «papas Nestlé» acompanhou Domingos Paciência até ao fim dos seus dias em Alvalade.

É evidente que os dias de Domingos em Alvalade foram poucos, o que até é um alívio para o treinador porque já não tem mais de ouvir piadas sobre o assunto. Mas o consulado de Pinto da Costa vai prolongar-se ainda por muitos e bons anos e, como futebol é futebol, corre o dirigente um grande risco: sempre que o FC Porto for afastado de uma competição virem-lhe maldosamente recordar que desta também já estão livres.

Nesta temporada, por exemplo, já estão livres da Taça da Liga, da Taça de Portugal, da Liga dos Campeões e da Liga Europa.

É sem dúvida, uma grande liberdade.


POR razões estratégicas muito admissíveis, deu grande jeito ao FC Porto a revolta do Sporting contra a arbitragem de Bruno Paixão que, cá para mim, deve ser outro grande benfiquista o que só por si justifica que já anda há tantos anos nestas lides.

No fim do jogo de terça-feira, aos microfones da TSF, o presidente do FC Porto juntou no mesmo relambório as actuações de Bruno Paixão e a de Artur Soares Dias, terminando a dizer, com majestade, que nem queria perder tempo com o assunto depois de, justamente, ter debitado durante alguns minutos os seus recados.

Também Vítor Pereira, assim que o jogo acabou, teve o cuidado de proclamar que nos lances de bola parada a favor do Benfica, os jogadores do Benfica obstruem sempre a acção dos adversários e que terá sido assim que os donos da casa chegaram ao 2-2. É verdade que, num curto espaço de 4 minutos, se não fossem as obstruções dos postes e as obstruções das traves o Benfica teria chegado não só ao 3-2, como ao 4-2 e, finalmente, ao 5-2. Adiante...

O jogo já teria terminado e quero crer que quer Pinto da Costa quer Vítor Pereira sabem muito bem que não foi por causa do árbitro que perderam o jogo da Luz.

Vítor Pereira, por exemplo, entendeu com certeza como fatal aquele momento em que mandou o seu Lucho para o banco e viu Jorge Jesus mandar o luxo do banco do Benfica (Cardozo, Saviola, Gaitán) para o relvado. Quando a Pinto da Costa, verdade seja dita que também não pode deixar de reconhecer a mesma coisa até porque, dizem, é uma pessoa que percebe muito de futebol.

Nesse caso, qual a utilidade dos relambórios de Pinto da Costa e de Vítor Pereira no fim do jogo da porcaria da Taça da Liga?

Tudo indica que seja um apelo em prol da preservação da Verdade Desportiva nas seis jornadas que faltam para o fim do campeonato.

Vamos lá ver se dessa não ficam livres também. Pode acontecer. No fundo, é futebol."


Leonor Pinhão, in A Bola

Jogar à Porto

"«Em termos de jogo jogado, na minha opinião fomos superiores ao Benfica na primeira parte e mesmo nesta segunda parte. Fizemos um excelente jogo.»

Vítor Pereira, treinador do FC Porto, anteontem, após a derrota na Luz


Mais uma vez o FC Porto foi derrotado, mais uma vez ficou fora de uma competição, mais uma vez Vítor Pereira acha que foi uma injustiça e que os dragões mereciam ganhar. Mais uma vez numa partida em que me custa ver onde é que realmente o FC Porto foi superior...

Depois da goleada sofrida em Manchester com o City (0-4) o antigo adjunto de Villas Boas veio dizer que a equipa tinha «jogado à Porto» - é verdade que esta época o FCP tem perdido muitas vezes, mas achar que depois de levar quatro, por muita posse de bola que tenha tido, é jogar à Porto parece-me sinal preocupante de menoridade.

Agora, na Luz, Vítor Pereira conseguiu perceber que a sua equipa tinha sido melhor que o Benfica «em termos do jogo jogado», ou seja, não contando com as bolas paradas.

Para começar, serão as bolas paradas jogo inventado, ou jogo falado, ou jogo pensado em vez de jogo jogado? Não me parece, fazem parte dos 90 minutos, quando dão golos eles valem o mesmo que os outros...

Mas a análise faz ainda menos sentido quando vemos que o FC Porto fez tantos golos de bola parada como o Benfica nesta meia-final. É verdade que a equipa da casa teve mais três bolas nos ferros na sequência desse tipo de lances, mas marcou dois golos «em jogo jogado». O FC Porto marcou apenas um, e num remate que ia sair perto da linha lateral não tivesse batido em Javi Garcia. A posse de bola encarnada também foi superior à azul e branca; as duas equipas equivaleram-se nos remates e, sem as bolas paradas, nas oportunidades.

Será este FC Porto tão fraco que mesmo excelentes jogos como o de terça não chegam para ganhar?"


Hugo Vasconcelos, in A Bola

Bom arranque

"O discurso portista já vinha ensaiado – e bem. Se a equipa ganhasse, estava preparado algum ruído em torno do virtuosismo de uma equipa capaz de vencer o rival mais direto, mesmo numa competição “não prioritária”. Perdendo, todas as palavras vão no sentido de privilegiar o campeonato, insistindo no desprezo por uma competição que faz recordar a fábula da raposa e das uvas, de La Fontaine – “estão verdes, não prestam”… É verdade que a pressão estava do lado do Benfica e, de um modo particular, nos ombros de Jorge Jesus, que corria o risco (depois de ganhar a Jesualdo Ferreira e a André Villas-Boas) de não conseguir ganhar a Vítor Pereira, técnico do mais fraco FC Porto dos últimos anos. Há, no entanto, elementos que merecem ser considerados: primeiro, os jogadores do campeão nacional entregaram-se em pleno a um jogo que, se nem sempre foi exemplar nas componentes tática e técnica, não passando a imagem de estar a participar numa partida “a feijões”; depois, na hipótese de as últimas sete jornadas não correrem de feição aos que tentam revalidar o título, será avaliada a justeza deste discurso e feita a verificação de se a velha máxima dos filmes americanos, a “win-win situation”, não deu lugar ao desastre total. Ao FC Porto resta uma verdade linear: ou campeonato ou nada.

Claro que tem a vantagem de lhe faltarem sete jogos (Liga) até às férias, enquanto o Benfica terá no mínimo dez e, se a Champions lhe sorrir até à final de Munique, poderá chegar aos treze. Mas era essencial para os encarnados interromper a série já considerável de vitórias do rival no Estádio da Luz, fazendo muito mais do que uma mera prova de vida. Ainda por cima num jogo que foi discutido até final, emocionante, com três golos e três bolas aos ferros da baliza adversária, com rotação de quase todos os valores ao serviço do clube, e ainda com o precioso contributo de um árbitro – Artur Soares Dias – a quem todos ficaram devedores de decisões equilibradas e de um rigor disciplinar que terá evitado expulsões e polémicas. Foi, do ponto de vista psicológico, o melhor arranque para o ciclo infernal, que começou ontem e vai passar por Olhanense (Liga, a jogar no Algarve), Chelsea (Champions, na Luz), Braga (Liga, Luz), Chelsea (em Stamford Bridge), Sporting (Liga, Alvalade) e ainda a final da Taça da Liga, com Braga ou Gil Vicente. Se a vida lhe correr de feição, seguem-se, sem intervalos nem descanso, as meias-finais da Liga dos Campeões (Barcelona ou Milão). Chega?

Jorge Jesus não errou: é o preço do êxito. Desta vez não há quem possa acusá-lo de falta de coragem. Resta saber se as mais-valias deste triunfo não vão custar caro nos juros do cansaço. Na sexta-feira há mais. E mais respostas."


Pequenos grandes

"O árbitro Rui Silva, cujo currículo ostenta uma medalha dourada, em forma de apito, de 20 meses de suspensão, cometeu um erro técnico dos mais graves no jogo Leiria-Rio Ave, ao deixar em campo um jogador a quem, inequivocamente, mostrou o cartão amarelo duas vezes sem lhe aplicar a correspondente pena de expulsão.

São coisas que acontecem, até os melhores cometem erros, no melhor pano cai a nódoa, et cetera e tal. Pois, mas em vez de assumir o erro e aceitar a correspondente sanção administrativa, o honesto juiz e os sérios dirigentes dos dois clubes optaram por atribuir o primeiro cartão amarelo a outro jogador no relatório respetivo e foram dormir descansados.

Mesmo tratando-se de um jogo confidencial, o segundo com menos assistência em toda a Liga, seria expectável que algum dos 717 espectadores ou da meia dúzia de jornalistas presentes dessem conta pública dessa anedótica solução que o presidente do clube anfitrião, o desenrascado João Bartolomeu, não desdenharia designar por “reposição da verdade desportiva”.

Este caso não surpreende, por envolver agentes que são capazes de aprovar mudanças drásticas dos regulamentos durante as provas, apenas para se livrarem das punições desportivas previstas. Mas a magnânima solicitude dos emblemas envolvidos em relação a este árbitro em particular obrigará a um seguimento mais atento e interrogativo da sua carreira. Com estes apoios, Rui Silva vai longe.

O descrédito dos árbitros e da arbitragem em geral têm nivelado a exigência comportamental. Toda a gente quer o melhor para si e o pior para os adversários. Se um outro árbitro, eventualmente, viesse a cometer o mesmo erro de Rui Silva, logo alguém se chegaria à frente para exigir uma solução igual à do Leiria-Rio Ave, porque a desvergonha e o expediente fazem regra.

Durante 15 dias, uma parte significativa do país futebolístico insurgiu-se por todos os meios contra a “cobardia” de um fiscal de linha zarolho, que não tugia nem mugia à crítica desbragada do treinador do Benfica. O pobre homem viu-se coagido a apresentar queixa e a assumir uma notoriedade comprometedora, apenas para que a “classe” pudesse demonstrar que não discrimina nenhum lado com as suas retaliações, apesar do fiasco e da condenação generalizada ao boicote ao Sporting.

Custa compreender que, depois de tanto protesto e queixume, uma instituição de bem possa estar, afinal, de acordo com uma medida tão persecutória, injusta e condenável, ao defender, desta vez pela voz do próprio presidente, que uma greve dos árbitros aos jogos do Benfica “faria sentido”. E que os árbitros, tendo sentido já as consequências desse erro no prestígio e na carteira não tenham acordado finalmente, como o esperto Rui Silva, para os benefícios de um cordial entendimento com a clientela.

Os clubes pequenos fazem-se grandes, tentando abocanhar as migalhas que caem da mesa da bola, sejam os palpáveis direitos de televisão ou a ilusória gratidão de um árbitro. Os grandes, bem, os grandes muitas vezes comportam-se como pequenos, para também poderem desfrutar desses pequenos prazeres."


quarta-feira, 21 de março de 2012

Avé César !!!

"Queixas e 'bocas' ao intervalo

Vítor Pereira, Artur Soares Dias, Jorge Jesus e Bruno César em momento quente

O final da primeira parte do encontro ficou marcado por momentos quentes entre elementos das três equipas presentes no relvado do Estádio da Luz.

O treinador do FC Porto, Vítor Pereira, abriu as hostilidades, dirigindo-se a Artur Soares Dias, árbitro da partida, mas este apitou e mandou as equipas para os balneários. Visivelmente exaltado, o técnico dos dragões apresentou queixas e rapidamente motivou a presença de Jorge Jesus, homólogo do Benfica, que se dirigiu igualmente a Soares Dias. Os treinadores não se cruzaram, pelo menos em termos de argumentação, e António Carraça lá acompanhou Jesus de regresso ao túnel de acesso ao balneário.

O pior passar-se-ia entre Vítor Pereira e Bruno César, jogador do Benfica, que na sequência da conversa mais quente entre o técnico portista e o árbitro não evitou mandar algumas bocas, que geraram um momento de tensão de alguns segundos."


in A Bola

Devia ser proibido morrer com apenas 51 anos

"Naqueles segundinhos em que os adeptos do Benfica bateram, de pé, palmas ao infelizmente desaparecido António Leitão - e os seguidores do FC Porto deixaram perceber o seu desconhecimento sobre uma figura do Desporto nacional - revi-me em Los Angeles, no já muito distante ano de 1984, nesses Jogos Olímpicos de grata memória para este País tão pequenino e carenciado de valores, desportivos mas especialmente morais, e também para mim, já pai da Joana e com a Inês a caminho. Foram os Jogos da Rosinha, pela medalha de bronze na maratona, foram os Jogos do Lopes, primeira medalha de ouro lusa na mesma distância, mas foram, também, os Jogos do nosso querido António Leitão, apenas batido pelo fenómeno Said Aouita e pelo oportunismo do suíço Markus Riffel, que se aproveitou, acho, da inexperiência do português para lhe roubar a medalha de prata. Do Leitão recordo a sua boa disposição na véspera da corrida, a 10 de Agosto, uma sexta-feira, na UCLA: «Eles que não se distraiam comigo.» Vejo partir outro amigo e emocionado clamo: devia ser proibido morrer aos 51 anos. Até um dia."


José Manuel Freitas, in A Bola

Homenagem

"Morreu António Leitão, um atleta que honrou Portugal e enobreceu o Benfica. Não o conheci pessoalmente, mas sei que sempre foi um homem simples e integro. Solidário, amigo tanto do colega como do adversário na corrida da pista. Terminou muito cedo a maratona da vida.

Ao mesmo tempo, um jovem futebolista congolês do Bolton luta pela sobrevivência, depois de súbita doença no exercício do seu ofício.

Vem-me à mente a morte de Fehér em circunstâncias idênticas. Num segundo que, inexoravelmente, separa a vida da morte. Numa relva molhada que acolheu silenciosamente os pingos de suor do seu último esforço.

Diante do mistério, bem sei que a única coisa com que não conseguimos conviver é com a ideia da morte, afinal a única certeza.

A sua não determinação no tempo de cada um faz da vida um trajecto quase imortal na cabeça de uma criança, um desenlace longínquo no coração de um jovem, uma ponderação racional na mente de um adulto, uma incerteza certa na alma de um velho. Como um dia alguém escreveu, na juventude pensamos na morte sem a esperar e na velhice esperamo-la sem nela às vezes pensar.

Sei também que vivemos num tempo e numa sociedade sofregamente amnésica, onde o espaço para a memória e para o discernimento é facilmente engolido pela ditadura do presentismo e pela efemeridade da ilusão.

Tudo isto nos deve fazer pensar no valor da vida para além da opressão do detalhe. O detalhe de que alguns se julgam donos e senhores. Diante da morte somos todos pobres. Mas na memória podemos ser ricos. António Leitão é um deles. Aqui fica a minha singela homenagem memorial a um atleta de eleição."


Bagão Félix, in A Bola

Será sempre um prazer

"António, sinceramente, não sei por onde começar, tantos têm sido os agradáveis momentos de confraternização que temos desfrutado nas últimas, quase, quatro décadas!

Mas lembras-te daquela tua primeira participação num crosse, em França, ainda como júnior? Acompanhei-vos, a ti, ao Cabral e ao Mamede, a Claimont Ferrand, ao célebre Crosse Volvic. Estava um frio de rachar! O Fernando, no final, tinha os dedos tão gelados que chorava quando lhe tiravam as luvas. Apesar disso, tu, em juniores, e ele em seniores, mostraram, para gáudio das centenas de emigrantes, o valor da torrente então nascente do nosso meio fundo, vencendo as respectivas provas.

E já agora, recordas-te da conversa, no outono de 1982, quando regressávamos do Crosse de Gateshead, onde uma delegação nacional fora experimentar o percurso do Mundial de 1983?

Desta vez não foi connosco o Cabral, mas sim o Canário. Ele, então um desconhecido, fez uma prova espetacular. Recordo-me que intitulei a crónica enviada para A BOLA com Canário voa alto em Gateshead.

Mas voltemos à nossa conversa. Eu vinha de um período de estada de quatro anos na Grã-Bretanha e perdera o contacto contigo. Durante os dias em Gateshead achara invulgar a quantidade de cassetes áudio, por gravar, que compraras e, no regresso, esclareceste-me: «Estou sempre a necessitar de gravar novas cassetes, pois os meus amigos, como sabem que eu tenho sempre novidades, vão lá a casa, pedem-mas e levam-nas!»

És um verdadeiro amigo do teu amigo!

Mas dá-me tempo para mais uma recordação.

Por volta de 1987, numa altura de alguma ebulição no atletismo, tu que eras medalha de bronze olímpica, disseste-me: «Presidente, um dia destes vou começar também a dizer mal de qualquer coisa, pois pode ser que assim reparem mais em mim!»

Claro que nunca o fizeste, nem farias, pois, meu amigo António Leitão, és um Atleta com A e um homem com H.

Tem sido um prazer conviver contigo!"


Carlos Cardoso, in A Bola

Nosso campeão

"Não é fácil, nem meu objectivo, decifrar nestas linhas por que motivo nos sentimos colados aos feitos das gentes grandes que nascem dentro das fronteiras em que também nós viemos ao Mundo.
Poderá alguém propor que tal se deva à proximidade física, mas se assim fosse um português de Elvas mais depressa vibraria com um jogo de futebol do Badajoz que com qualquer um da Liga portuguesa. Pode ser da língua, poed ser da educação - quem teve aulas de história há pelo menos 20 anos bem sabe como nos manuais o nosso País era engrandecido perante Espanha, por exemplo.
Acredito que também as limitações com que nos vimos crescer, as dificuldades que sentimos ao longo da vida, tenham influência. Quando vimos Carlos Lopes ganhar a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 1984 sentimos o pulsar de um país nas veias.
Somos, por todas estas razões, um povo grato a quem nos eleva a bandeira. E a quem luta com as suas forças, transformando o seu suor e as suas lágrimas nos nossos sorrisos. E é por isso que hoje, 28 anos depois dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, eu quero agradecer ao António Leitão, magnífico atleta, que nos deixou esta semana. Descansa em paz, campeão.
..."

Nuno Perestrelo, in A Bola

O que não morre

"Era madrugada em Espinho, Toninho levantou-se, brusco, da cama, correu para a televisão - e sozinho na sala viu Lopes ganhar a medalha de prata nos 10 mil metros dos JO de Montreal. Tinha 16 anos, ainda desejou ser como ele, mas como jogava futebol, futebol continuou a jogar. Meses depois, apareceu num treino levado pela lembrança súbita da madrugada do Lopes. Foi um espanto - mas só lá voltou ao saber que o SC Espinho estava para ir ao Porto fazer a Volta à Sé. Perguntou se podia, como não treinara mais, Jorge Ramiro disse-lhe que não, mas, vendo-o enrodilhado na nuvem de tristeza que lhe criara, o treinador deu o dito por não dito - e ele ganhou com 300 metros de avanço. (Essa foi a primeira coisa que ele me contou, um dia...) Três meses de atletismo lhe bastaram para ser campeão nacional de crosse, seis para fazer a melhor marca mundial de juvenis nos 5000 metros. O resto é uma história ainda mais fantástica, atraiçoada por um destino cruel.

Dos JO de Los Angeles saiu com o bronze na légua. Para pagar a Canário o favor de lhe espevitar a prova deu-lhe 1000 dólares (por pudor isso ele nunca quis contar, mas eu sei...) - e largou a promessa de que o ouro que lhe escapara na volta final, o apanharia em Seul. Um vendaval de lesões não deixou. Levou mais de 200 injecções, cortisona em «dose de cavalo». Tentou a fuga ao inferno num fisioterapeuta que o punha a penar dentro de água gelada do mar e lhe encharcava as pernas com mixórdia de iodo e algas. Foi tudo em vão. Em 1991, aos 31 anos, deixou, destroçado, as pistas. Sem saber que a razão era já efeito da rara doença congénita que lhe matara o pai e a irmã - e o atacara a ele: a hemocromatose, o excesso de ferro no corpo.

Domingo, ouvi num abalo: morreu António Leitão. Achei que quem se faz eterno nunca morre - e ao imaginá-lo ali, à minha beira, a dizer-me que na primeira vez que ganhara ao Lopes e ao Mamede não descansara enquanto não lhes foi pedir desculpa (e essa foi a última coisa que ele me contou...) percebi que duas lágrimas me fugiam, frias, dos olhos..."


António Simões, in A Bola

Auto-arvorado em dono

"O homem chegou pela calada, furtivamente, conluiado com marionetas a quem comprou votos a troco de promessas mirabolantes e temerárias, que punham em causa a própria sobrevivência do futebol português. Que bem precisa de concórdia, de harmonia e de bom-senso. Como as coisas não correram conforme estavam mancomunadas, eis que o homem aparece agora a meter os pés pelas mãos e a desdizer hoje o que ontem dissera ou vice-versa. O homem é o senhor Mário Figueiredo, presidente da Liga (qual delas? a Orangina ou a Sagres? e, se há duas ligas, porque não há também duas direcções, como acontece em muitos países?) e, pelos vistos, auto-arvorados dono do futebol. Esquece-se que está sob tutela da Federação e que o poder que detém lhe foi delegado por ela. Todos nós sabemos, infelizmente, que a Federação delegou demasiadas competências à Liga (até a arbitragem e a disciplina lá estavam!) e que agora é difícil recuperá-las, como esta de definir o número de participantes em cada campeonato (vd. Itália).

Apesar de tudo, o homem traz uma ideia de que eu partilho e pela qual me bato há anos: a venda colectiva dos direitos televisivos e uma repartição mais equitativa das receitas pelos clubes da I Liga (só). Mas se bem percebi o que ele disse, caminho que se prepara para seguir não vai conduzir a nada. É preciso ter presente que alguns clubes estão vinculados nessa matéria a contratos de longa duração que têm de ser respeitados. O FC Porto está comprometido até 2016 e o Benfica anda em negociações para se comprometer até 2018. Sem apoio e a intervenção legislativa do Governo não vai a lado nenhum. Estou curiosidade em acompanhar os passos que vão ser dados."


Manuel Martins de Sá, in A Bola

Stadium of Light, Champions League Final 2014

Mais um marco muito importante na História do nosso Clube, uma 'vitória' para todos os Benfiquistas... e como jogámos várias Finais Europeias em casa do adversário, não seria interessante jogar esta, em casa?!!! Sonhar não custa, aliás seria um profundo acto de justiça divina...!!!

Naturalmente, ganhou a melhor equipa!!! - algo muito raro em Portugal... mas sem apitos 'estranhos' às vezes acontece!!!







Benfica 3 - 2 Corruptos



Um daqueles jogos onde o Benfica pouco tinha a ganhar, e muito a perder... pouco a ganhar, porque mesmo vencendo a Taça da Liga - algo que não está garantido - ninguém o irá festejar - aliás, se o Benfica ganhar a Taça, e se algum jogador ouse festejar, será insultado como aconteceu o ano passado com o nosso capitão!!! -, e tudo a perder, porque uma nova derrota com os Corruptos, na Luz, seria altamente desmoralizador.

Com algumas alterações em ambas as equipas, umas por lesão outras por opção, com uma arbitragem menos inquinada do que é habitual - mesmo assim disciplinarmente foi muito 'manso' com os Corruptos -, o Benfica foi globalmente muito superior, teve alguns momentos onde a ansiedade provocou perigosas desconcentrações, mas esteve quase sempre por cima... Aliás o Benfica, hoje, com um bocadinho de sorte tinha goleado!!!

Este jogo com o Benfica na frente do Campeonato, com a diferença pontual merecida - sem os roubos -, tinha sido completamente diferente, onde a pressão e a eventual ansiedade teria 'caído' toda em cima dos Corruptos, assim foi ao contrário... São estes 'pormaiores' que passam quase sempre despercebidos nas análises, o efeito de um jogo, uma taça, ou um campeonato corrompido vai muito além dos 90 minutos, em causa. As Proençadas (Xistradas, Migueladas, e afins...) têm um efeito a longo prazo, em ambos os sentidos, se retiram confiança a uns, dão confiança a dobrar aos outros, e em Portugal as personagens em ambos os lados são sempre os mesmos!!!

A maneira como os Corruptos desvalorizaram esta partida no pré-jogo, e a maneira como se queixaram hipocritamente da arbitragem no final do jogo, é mais uma prova da falta de carácter daquele gentalha, que já não enganam ninguém - a não ser os tarecos e bobis!!! -, tentando usar esta derrota limpinha, como um trampolim para as restantes jornadas do Campeonato, justificando por antecipação todos os benefícios que vão comprar com Fruta e Chocolate!!!

Agora, este jogo já é passado, o tempo de recuperação para Olhão é muito curto - o Jesus ainda não ganhou com o Benfica em Olhão!!! -, como afirmei no início, a Taça da Liga é uma prioridade secundária, o Campeonato é sem qualquer dúvida a grande prioridade, esta vitória - e um eventual triunfo na Taça da Liga - podem dar algum espaço para o Benfica de Jesus 'respirar', mas é só isso, na Sexta os xitos vão regressar, querem apostar?!!!

terça-feira, 20 de março de 2012

Lixívia Extra-Forte XXIII



Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......55 ( -8)...63
Corruptos...56 (+4)...52

Braga..........55 (+7)...48
Sporting.......41 (-1)...42



Na Luz tivemos um aprendiz, que demonstrou tal incompetência, que vai ter de certeza, um futuro 'risonho'!!! Teve a sorte da vitória do Benfica nunca ter estado em causa, e assim não cometeu nenhum erro crasso, nem valia a pena tal a inoperância - e falta de ambição - do Beira-Mar, assim optou por um critério larguíssimo onde basicamente nada marcava, um daqueles critérios à 'Inglesa', mas com uma tremenda falta de competência!!! Perto do final do jogo resolveu tirar a máscara: depois de ter permitido basicamente tudo - principalmente a um tal de André Marques - decidiu mostrar amarelo ao Bruno César, que o tira do jogo em Olhão - com um critério apertado podia ser amarelo, mas como decorreu o jogo, nunca -, logo de seguida mostra amarelo ao Witsel, que inadvertidamente pisou um adversário - mais uma vez seria um justo amarelo, num jogo 'normal', mas com o critério utilizado neste jogo, nunca -, ficando o Belga com 4 amarelos!!! Nas vésperas dos jogos decisivos com o Braga, e com os Lagartos temos um dos jogadores mais importantes do Benfica, 'à bica'!!!!






Não vi o jogo dos Corruptos, mas a caminho da Catedral ouvi na rádio uma parte significativa. Um dos fenómenos mais interessantes nestes jogos Frutados, é a imediata procura de justificações, por parte dos jornaleiros de serviço, para encobrir qualquer potencial caso de arbitragem!!! Já na 2ª parte, num canto, na rádio ouve-se protestos das bancadas, o repórter de 'pista' diz que os jogadores do Nacional protestaram qualquer coisa, mas o narrador e comentador de bancada, imediatamente afirmam, que os protestos foram muito tenues, que o burburinho da bancada foi 'normal', portanto nada significativo. E segue jogo...!!! E eu que não vi nada, só ouvi, fiquei sem saber o que teria acontecido...!!! Este fenómeno podia ser explicado, argumentando que as reacções foram a 'quente' e que no dia seguinte tudo seria esclarecido!!! Mas leio a 'A Bola' (sobre outra jogada), vejo uma foto do Álvaro Pereira a agarrar descaradamente o Neto, e fico abismado com a legenda, basicamente dizia: 'Álvaro Pereira agarra adversário, mas Neto mesmo assim conseguiu cabecear, portanto o agarrão não teve influência na jogada, e o árbitro, bem, nada marcou!!!'. No Domingo à noite, lá aparece o inenarrável militar Henriques, que descobriu na mesma jogada, um agarrão mútuo!!! Quando o pasquim Rascord é o único a admitir que este lance é um penalty descarado, é motivo de grave preocupação, quando o nível baixa tanto, para que o Rascord passe a ser a referência da 'honradez', é porque estamos mesmo no fim da linha!!! Uma nota final: Quantos jogos o Xistra já apitou dos Corruptos na Madeira?!!! Começo a desconfiar que o Xistra gosta muito das bananas da Madeira!!!!

O Braga além de ter beneficiado de duas prendas oferecidas pela defesa do Feirense, creio que mais nada de passou...



Em Barcelos os Lagartos voltaram a relevar todo o seu esplendor!!! O 1º penalty, não existe, a falta é fora da área, não é fácil verificar, mas nas repetições é claro... O 2º penalty é claríssimo, mas como é óbvio, se o 1º não tivesse sido marcado, não tinha sido marcado o 2º..!!! O problema dos Lagartos é que mesmo sem estes penalty's já estavam a perder o jogo, e até ao final do jogo não marcaram mais nenhum golo!!! O 2º amarelo ao Schaars pareceu-me exagerado, num jogo com critério apertado, talvez, mas o critério até foi 'largo'... num lance sobre o Xandão, também não me parece que o Gilista devesse levar vermelho, é uma entrada imprudente, mas quando sente o contacto ele tira o pé, se ele não o tivesse feito, provavelmente tinha partido a perna ao Xandão, amarelo no limite parece justo... Dito isto, os Lagartos foram prejudicados, com o Schaars em campo, e a perder somente por um 1-0 podiam ter marcado, mas nunca saberemos...!!!



Anexos:



Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Malheiro, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
17ª-Feirense(f) V(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
18ª-Nacional(c) V(4-1), Jorge Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães(f) D(1-0), Xistra, Prejudicados, (0-0), -1 ponto
20ª-Académica(f) E(0-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), -2 pontos

21ª-Corruptos(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, (2-0), -3 pontos
22ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado 23ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Rio Ave(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c), V(3-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
18ª-Leiria(c), V(4-0), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
19ª-Setúbal(f) V(1-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Feirense(c) V(2-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
21ª-Benfica(f) V(2-3), Proença, Benefeciados, (2-0), +3 pontos
22ª-Académica(c) E(1-1), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar

23ª-Nacional(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Braga(f) D(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Olhanense(f) E(0-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(c) V(2-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
18ª-Marítimo(f) D(0-2), Cosme, Nada a assinalar
19ª-Paços de Ferreira(c) V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(1-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
21ª-Setúbal(f) D(1-0), Gralha, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), -1 ponto
22ª-Guimarães(c) V(5-0), Soares Dias, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f) D(2-0), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15ª-Sporting(c) V(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Rio Ave(c) V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
17ª-Marítimo(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
18ª-Setúbal(c) V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Hugo Miguel, Nada a assinalar
20ª-Guimarães(c) V(4-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Nacional(f) V(1-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
22ª-Leiria(c) V(2-1), Xistra, Beneficiados, (2-3), +3 pontos
23ª-Feirense(f) V(1-4), Duarte Gomes, Nada a assinalar