Últimas indefectivações

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lixívia Extra-Forte IXX

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......48 ( -3)...51
Corruptos...46 (+1)...45

Braga..........43 (+4)...39
Sporting.......35 (0)...35


Esta semana 'atrasei-me', a vontade de escrever foi pouca!!! Vou tentar ser rápido...
É verdade que o Benfica facilitou o trabalho do Xistra e companhia, mas não posso deixar de relembrar: a falta que está na origem do golo do Guimarães não existe. Até podia discutir em teoria o contacto do Maxi, mas em situações exactamente iguais na área contrária, nada assinalou - relembro só uma falta sobre o Nolito logo no primeiro minuto!!! No lance sobre o Rodrigo, acho que não foi penalty, o defesa Vitó, quase sem querer toca na bola, o Rodrigo toca na bola e esta bate no pé do adversário quase ao mesmo tempo, que derruba o Rodrigo, é um lance no limite, mas aceita-se...!!! Mas o pior deste jogo nem foram estes dois lances, foi a dualidade de critérios constante durante os 90 minutos, assinalando tudo junto da área do Benfica, assinalando muito pouco, ou quase nada, junto da área do Guimarães, além do absurdo critério disciplinar, permitindo tudo aos Vitós, para depois nos últimos 15 minutos, para 'cortar' o ritmo de jogo, mostrar amarelos a tudo e todos!!! Uma nota para o estado deplorável do relvado. Portugal está em seca profunda mas em Guimarães parece que tem chovido muito. Estas tácticas não são novidade, aliás prevejo uma situação idêntica para Coimbra...!!! Uma última referência para a ausência do Urreta, supostamente por causa de uma gripe!!! Não gostei.

Em Setúbal o mais relevante foi a total passividade da equipa da casa, um autêntico jogo treino... nada de novo!!! Como não tive paciência para ver o jogo, confio na analise do Luís Fialho que afirma que ficou um penalty por marcar a favor dos Corruptos por Mão do Ricardo Silva!!! Nos poucos minutos que vi, assisti à mostragem de um amarelo ao Amoreirinha. Se o critério em Guimarães tivesse sido o mesmo, ao intervalo já o Benfica estaria a jogar em superioridade numérica!!!

Os Lagartos voltaram a 'chorar'!!! Com um comunicado ridículo... De todos os lances só o penalty sobre o Ricky me parece justificado, de resto só 'palha' para condicionar as próximas arbitragens!!!

Em Barcelos o Braga ganhou sem sobressaltos.

Anexos:


Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Malheiro, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
17ª-Feirense(f) V(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
18ª-Nacional(c) V(4-1), Jorge Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães(f) D(1-0), Xistra, Prejudicados, (0-0), -1 ponto

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Rio Ave(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c), V(3-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
18ª-Leiria(c), V(4-0), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
19ª-Setúbal(f) V(1-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Braga(f) D(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Olhanense(f) E(0-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(c) V(2-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
18ª-Marítimo(f) D(0-2), Nada a assinalar
19ª-Paços de Ferreira(c) V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15ª-Sporting(c) V(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Rio Ave(c) V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
17ª-Marítimo(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
18ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f), V(0-3), Hugo Miguel, Nada a assinalar

Até porque já não estávamos habituados

"SEMPRE que, por esse mundo fora, o cidadão brasileiro Edson Arantes do Nascimento diz qualquer coisa, logo lhe responde o cidadão argentino Diego Armando Maradona, normalmente mandando-o calar.

Os dois já deixaram de jogar faz tempo mas os adeptos, por esse mundo fora, continuam a tomar partido por um ou por outro, fervorosamente. Trata-se do infindável despique desportivo e ideológico em que Pelé e Maradona se embrulharam até porque nem um nem outro têm a certeza absoluta de qual deles foi, na verdade, o melhor do mundo.

Compreende-se. Se não houvesse dúvidas nunca se teria prolongado a discussão entre os dois muito para lá das quatro linhas do campo de jogo, como concordarão. E sempre que Pelé fala - e Pelé é, sem dúvida, o mais falador dos dois -, Maradona responde-lhe invariavelmente com frases em torno do mote «calado és um poeta».

E é aqui que devo dizer-vos, em face de tudo o que vi e ouvi, que sou partidária de Pelé a jogar e de Maradona a falar. E nunca vice-versa. Embora, também em face de tudo o que vi e ouvi, frequentemente me sinta partidária de Maradona quer a jogar quer a falar.

Esta semana, numa entrevista ao site da FIFA, Pelé confessou não ter ficado espantado com o colapso do seu Santos frente ao Barcelona na final do último Mundial de clubes. «Tenho visto jogar este Barça, fazem-me lembrar o Santos dos meus tempos, ou o grande Benfica, o Ajax, o Milan e o Real Madrid. Foram equipas que marcaram as suas eras», disse o antigo astro brasileiro.

O elogio é estrondoso e de certeza que não houve um benfiquista que não se tenha sentido feliz. A verdade é que, mais uma vez, o menos antigo astro argentino tem razão quanto a Pelé. Mais lhe valia ter ficado calado. Ou, melhor dito, mais nos valia ter ficado calado.

Na opinião de Maradona, sempre que abre a boca, Pelé borra a pintura e estraga a vida a alguém. Foi precisamente o que se voltou a verificar. Desde que Pelé pôs «o grande Benfica» nos píncaros da lua, o Benfica perdeu dois jogos de seguida, coisa que não acontecia há muito e que não estava nos planos de ninguém.

Nestes últimos dois dias já ouvi muitos benfiquistas historicamente pró-Maradona a reclamar indignadamente contra Pelé.

-Se tivesse ficado calado!

-A culpa é tua que nunca dizes nada de certo!

-Agouraste!

Coisas assim.

Também já ouvi muitos benfiquistas filosoficamente pró-Pelé a dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

-A rapaziada estava cansada.

-Ainda não vinham completamente descongelados.

-É que nem o Xistra precisou de se esmerar.

Coisas assim, ainda que diferentes das primeiras.

De fundamental, em São Petersburgo e em Guimarães, aconteceu que o Benfica se tivesse tido um bocadinho de sorte até tinha conseguido empatar os dois jogos. De essencial, com o Zenit, o Benfica não mostrou tarimba para segurar o 2-2 a escassos minutos do fim e com o Vitória, o Benfica não mostrou nem força nem acerto para o assalto do final do jogo. Esteve perto... mas nada.

É natural que os benfiquistas se sintam levemente descoroçoados com estes dois desaires consecutivos. Até porque já não estávamos habituados. Mas até pode ser que aconteça que estas duas derrotas não venham a ter o menor impacto negativo no percurso da equipa nesta temporada de 2011/2012.

Basta que o Benfica elimine o Zénite e vença o campeonato nacional para que, no balanço da temporada, se possa dizer sem fugir à verdade que as derrotas de São Petersburgo e de Guimarães foram apenas curiosidades para compor as estatísticas.

É pedir muito? Que o Benfica afaste o Zenit e seja campeão, será pedir muito?

Não sei, não sabe ninguém, como no fado.

E é por isso que vamos aguardar, a ver se acontece ou não acontece.

E voltamos a Pelé e a Maradona. Para, desta feita, e por uma única vez, dar razão a Pelé e utilizar as suas palavras. Porque em qualquer década, em qualquer época e em qualquer século, «um grande Benfica» não hesitaria em responder como se lhe pede, ou seja, em grande, a estas últimas contrariedades. De um pequeno Benfica, já não se pode esperar a mesma coisa.


PEGANDO no mesmo mote... Um grande Benfica não pode consentir que o jogo da segunda mão com o Zenit para a Liga dos Campeões se transforme num vulgar Benfica-FC Porto para as nossas questiúnculas internas e tudo por causa de um vulgar Bruno Alves qualquer.

Seria, sobretudo, uma grande perda de tempo, para não falar da desconcentração que tal desconserto implicaria.

A entrada de Bruno Alves sobre Rodrigo foi muito dura. Há quem defenda que com um árbitro mais sensível o jogador até poderia ter sido expulso sem que fosse um escândalo. Mas o árbitro do jogo de São Petersburgo era sueco, gente de outra cultura mais fria, e entendeu o lance como um despique acidental entre dois jogadores porque, certamente, não lhe passa pela escandinava cabeça que possa haver jogadores que lesionam outros jogadores de propósito.

E nisto estou com o árbitro sueco. E com Jorge Jesus e com Luisão que desvalorizaram o caso reduzindo-o a uma incidência não pecaminosa do jogo. É normal que o treinador e o capitão do Benfica saibam como não é importante nem fulcral fazer do Benfica-Zenit na Luz uma manifestação absurdamente ruidosa contra um especialmente escolhido jogador adversário que, por coincidência, foi jogador do rival interno do Benfica.

O Zenit é de São Petersburgo não é o Zenit de Bruno Alves. Deixemo-nos, portanto, de menoridades. E concentremo-nos naquilo que é, realmente, importante: fazer o Benfica regressar a uns quartos-de-final da Liga dos Campeões.

Por ter imitado um cão quando marcou um golo ao FC Porto no jogo de São Petersburgo, ainda na fase de grupos na Liga dos Campeões, Danny foi massacrado pelos adeptos portistas com vaias constantes quando o Zenit foi ao Dragão. E, quando o jogo acabou, lá o vimos regressar às cabinas com os ouvidos cheios mas com a satisfação de se ter qualificado com a equipa para a fase seguinte da prova.

Danny foi agora chamado a depor sobre este caso de desamor entre os benfiquistas e o seu compatriota português e foi muito sucinto a expressar a sua ideia: «É uma estupidez passar o jogo a assobiar o Bruno Alves». Danny sabe como poucos do que está a falar.

No entanto, dificilmente passará Bruno Alves despercebido no jogo da Luz, isto se o treinador o colocar em campo na equipa titular.

Se ainda houve alguns - poucos - benfiquistas puristas que se disponibilizaram a acreditar que a entrada de Bruno Alves sobre Rodrigo não foi maldosa, perderam toda a fé na inocência humana quando, no dia seguinte, viram o jogador comodamente sentado no camarote presidencial do Dragão a assistir ao jogo entre o FC Porto e o Manchester City.

Houve uma grande indignação geral vermelha. Sinceramente, não a compreendo. Mas onde é que queriam que o Bruno Alves se tivesse sentado?


O FC Porto ficou a 5 golos de poder vencer a eliminatória da Liga Europa que teve de disputar com o Manchester City. Não foi, portanto, um despique equilibrado por mais que se tente puxar pela grande primeira parte do FC Porto no Dragão e pela grande exibição do FC Porto até ao último quarto de hora em Inglaterra.

Na verdade, o Manchester City controlou os 180 minutos em causa com uma autoridade e um Know-how que lhe advém da qualidade superior dos seus jogadores e da mestria do colectivo. O City de Mancini é, sem dúvida, a equipa mais italiana de Inglaterra ainda que de italiano só tenha o treinador. E chega. Pelo menos, chegou.

No Dragão, o City entregou o jogo ao FC Porto e quando se viu a perder deu a volta ao marcador com uma facilidade imensa. Ontem, encontrou-se a ganhar antes do primeiro minuto do jogo e fechou a loja. Deixou os campeões portugueses trocarem a bola de trás para a frente e vice-versa mas nunca perdeu o controlo da situação. Terminou o City em cinismo, massacrando o adversário com golos quando o tempo se começava a esgotar.

O FC Porto continua sem conseguir ganhar em Inglaterra. Mas o que impressionou mais ontem nem foi isso. Foi ver um FC Porto a jogar contra uma equipa de top da Europa sem ter argumentos para tal. E também a isso já não estávamos habituados."


Leonor Pinhão, in A Bola

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Na perseguição...

Benfica 5 - 2 Braga
Rodrigues(3), Cacau, Sérgio



Depois de um invulgar 0-0 na 1ª parte, repetindo o jogo com os Italianos, tivemos uma 2ª parte muito boa, com o João Rodrigues em grande destaque, a marcar e a assistir...
Depois da derrota dos Corruptos a semana passada, será de esperar que a 'máquina' queira voltar a ganhar uma vantagem confortável!!! O critério na marcação de faltas neste jogo, foi completamente absurdo... aliás os dois golos do Braga nasceram de livres directos, após o Benfica chegar ao limite das faltas...

Sem espinhas !!!




Benfica 35 - 21 Belenenses





Depois de assistir a jogos destes, torna-se difícil compreender os maus resultados que esta equipa, de vez enquanto nos presenteia!!! O adversário rapidamente ficou com o espírito quebrado, mas a jogar assim, não perdemos nenhum jogo em Portugal...!!!

O diabo a 4 na Rússia

"Depois do diabo do jogo em Guimarães, ainda São Petersburgo: o diabo a 4. Vejamos:

1.º diabo: o terriço em que se tentou jogar. Um regresso insólito aos pelados. Lembro-me do chinfrim à volta do Bósnia-Portugal. O então batatal foi um horto luxo quando comparado com aquela porção de tundra russa sarapintada de umas ervas rasteiras, musgos e liquenes. A UEFA - advogada do diabo - sempre tão sensível quando um jogador tira a camisola ao festejar um golito, foge como o diabo da cruz quando se joga num daqueles baldios.

2.º diabo: Bruno Alves que, adaptado àquela terra não estrumada, entendeu, no seu estilo terra-a-terra, distribuir de motu próprio uma castanhas bem quentes para aquecer a anca e o pé de um tropical brasileiro espanhol. E que, por artes de um outro diabo, não viu a cor do cartão mandá-lo para o diabo. É caso para se dizer venha o diabo e escolha. No dia seguinte apresentou relatório em casa do dragão: o diabo seja cego, surdo e mudo, limitei-me a ser viril.

3.º diabo: o árbitro que, certamente por simpatia metistofélica ou por ter vendido a alma ao diabo, resolveu ajudar o Benfica castigando Aimar... para que este possa jogar nos quartos de final. O cartão amarelo, que não lembra ao diabo, foi tão patético que, com tal critério, iam todos para o balneário enquanto o diabo esfrega um olho.

4.º (diabo): Shirkov que depois de marcar duas vezes ao Porto, resolveu repetir a dose ao Benfica. Um jogador com classe que, espero, deixe de ser um diabo à solta e se sinta perdido no inferno da Luz. Não vá o diabo tecê-las. O Benfica europeu não pode entregar a alma ao diabo."


Bagão Félix, in A Bola

Futebol e... Atletismo

"1. Cumprimos (e com excelente nota artística) mais uma jornada a caminho do título (esperemos...), com uma vitória clara (mais uma!) sobre o Nacional. Mas o meu fim-de-semana foi praticamente todo ele dedicado ao atletismo. E com grande agrado. Nas tardes de sábado e domingo, em Pombal, assisti ao regresso do Benfica ao título nacional de Pista Coberta, que não ganhava desde 1995. Foi confirmado o título de pista do Verão passado. O Benfica volta a ser o primeiro em Atletismo (para já, no sector masculino) e, a par da classe dos nossos atletas, agradou-me especialmente o espírito de equipa existente, com todos os atletas a apoiarem quem estava em acção e a festejarem, no final, as respectivas vitórias. Na manhã de domingo estive em Espinho, integrado na nossa equipa de veteranos que disputou o Campeonato Nacional. Aí, mais importante que os resultados (e a nossa equipa até deu nas vistas) é o convívio. E a jornada não poderia ter terminado melhor: o último atleta a actuar foi o nosso Adriano Gomes, 89 anos bem rijos, a completar a equipa da estafeta de 4x200m do escalão dos 75 anos, naturalmente última a chegar mas com todo o pavilhão a aplaudir e muita gente (entre os quais numerosos atletas de outras equipas) a gritar 'SLB, SLB, Glorioso SLB'. Bonito e até comovente!

2. Não é surpresa, mas é agradável saber: o Benfica foi o 21.º clube europeu com mais receitas na época de 2010/11 e aquele que lidera entre os campeonatos mais pobres, fora das cinco grandes ligas. Entre os 30 primeiros, apenas o Ajax (26.º) também não pertence a essas cinco ligas. E o nosso Clube consegue esta classificação com uma mísera receita de televisão de 8M €, que corresponde apenas a 8% do total de receitas. São vários os clubes que dependem da TV em mais de 50% e, não considerando as receitas televisivas, o Benfica é o 12.º clube com mais receitas, superando mesmo o Inter, Liverpool, Manchester City, Juventus ou Marselha.

Mantendo-nos na Champions, é bem possível que daqui a um ano estejamos a referir uma entrada no top-20 e, quando as nossas receitas televisivas reflectirem o verdadeiro valor do Benfica no mercado televisivo, o pulo será bem maior."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Numa noite de sábado

"Sábado à noite, o nosso Benfica jogou com o Nacional e o jogo transformou-se em arte. Isto por mérito das duas equipas e para privilégio dos adeptos que encheram a nossa Catedral. O Nacional foi uma equipa honesta, jogou um futebol positivo, em prol do espectáculo e procurando, sem antijogo, ganhar. O Benfica foi brilhante.

No relvado, a geometria rigorosa das movimentações tácticas foi pano de fundo para a expressão do génio individual. Nolito foi a ousadia do futebol de rua, do futebol desconcertante. Gaitan regressou aos melhores momentos e deixou-nos uma jogada daquelas que, sabemos quando a vemos, servirá de mote à convocação da memória, apenas para podermos dizer “estava lá e vi”. Rodrigo faz-nos acreditar que qualquer jogada, independentemente da zona do campo, é potencialmente um golo do Benfica. Aimar é Aimar, é o nome acima do título do jogo. Na Luz herdou o número de Rui Costa, na Argentina herdou o número de Maradona. Isto basta para fazer dele um predestinado e de nós, espectadores, privilegiados.

O público vibrou, sofreu, aplaudiu e, acima de tudo, sorriu. Ficou com a convicção de que tinha visto longos minutos de futebol supino. A exibição do nosso Benfica teve largos minutos de uma qualidade genuína, que nem a azia de um ou outro ‘opinadeiro’ conseguiu macular.

No entanto, houve um elemento que se esforçou por não estar à altura da dignidade do jogo. Foi aquela figura que conseguiu enervar o público, os jogadores do Benfica e o próprio treinador. Foi a personagem que nos fez sair do Estádio com a certeza de que, para sermos campeões, não nos basta ser melhores… temos de ser muito melhores do que os adversários. Particularmente dos adversários que jogam com um apito na boca."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Democracia versus Populismo

"A matriz democrática do Benfica acompanha-o desde o seu nascimento, resistiu à ditadura, e precedeu à liberdade trazida pelo 25 de Abril. É por isso algo que, enquanto benfiquistas, nos deve orgulhar, por muito que outros tentem reescrever a história à medida das suas conveniências.

Essa Democracia ficou expressa nos diversos actos eleitorais que escolheram líderes e trilharam o rumo do Clube, sempre de acordo com a vontade das maiorias, mesmo quando essas escolhas se revelaram erradas - como, por exemplo, em 1997, quando uma maioria circunstancial se deixou seduzir pela demagogia, à revelia dos que, corajosamente, mas sem sucesso, tentavam avisar para os perigos de tal escolha.

A vontade dos sócios é, pois, o alicerce em que o nosso Clube sempre estabeleceu, e continuará a ser ela a determinar o futuro, mesmo num contexto fortemente mercantilizado como o do Desporto actual.

Não podemos, porém, confundir as coisas. De um lado está a soberania dos sócios, que escolhem os dirigentes de forma democrática e livre. De outro está a legitimidade que, a partir daí, esses dirigentes têm para tomar decisões que lhes cabem, e sobre as quais irão ser responsabilizados a seu devido tempo.

Temos um bom exemplo, nos nossos vizinhos e rivais, de como um clube gerido de fora para dentro pode resultar numa manta de equívocos de inclinação suicida. Recordemos como fecharam a porta a um treinador chamado José Mourinho, e como, anos mais tarde, também deitaram fora o actual seleccionador nacional. Em ambas as situações, o poder da rua sobrepôs-se ao poder eleito, criando um caldo onde a gritaria epidérmica levou a melhor sobre a ponderação sensata. Obviamente, o grande prejudicado foi o clube.

Não é isso que queremos para o Benfica. Aqui decide quem foi eleito para o fazer, até porque mais ninguém tem o conhecimento integral dos dados relativos a cada decisão. Numa altura em que há assuntos importantes sobre a mesa, é também importante que não nos esquecemos dos exemplos aqui evocados."


Luís Fialho, in O Benfica

A evidência dos números

"Há sempre números que dizem mais do que as palavras, embora as palavras sejam insubstituíveis quando se trata de definir estratégias e de expor ideias. Falemos então de números. O Benfica, com 102,5 milhões de euros de receita na última época temporada, está à beira de entrar para o clube dos 15 mais ricos do mundo, o qual é liderado pelo Real Madrid, logo seguido pelo Barcelona e pelo Manchester United. O Benfica encontra-se em 21.º lugar, com um encaixe de receitas notável para o contexto nacional.
Significam estes números que o Benfica tem gerido bem a sua actividade e sobretudo conseguido mobilizar público para os estádios, o que corresponde sempre a uma parcela relevante das receitas obtidas. Este ano, com uma dinâmica de vitória cada vez mais consolidada e com a presença promissora na recta final da Liga dos Campeões, tudo leva a crer que esta tendência para o crescimento se mantenha e se acentue.
O Benfica consegue estar de boa saúde quando a regra, em tempo de vacas magras, não é essa, com tendência, aliás, para se degradar.
Consultando os números em que assenta esta lista milionária, verificamos o peso dos principais campeonatos europeus, podendo extrair-se dessa leitura a seguinte ilação: apesar da profunda crise estrutural que afecta a Europa, este continua a ser o grande continente do futebol enquanto desporto-espectáculo-indústria, com uma cobertura mediática que o globaliza e transforma, neste domínio, em permanente referência mundial. O saldo apresentado pelo Benfica representa um aumento de quase quatro por cento em relação ao valor alcançado na temporada anterior. Para tanto terão contribuído, para além da presença na Liga dos Campeões, a forte e mobilizada massa de apoio com a qual o Clube conta e que é claramente pluri-etária, já que nas bancadas se encontram pessoas de todas as idades, com idêntico grau de entusiasmo. É bom sinal, porque, quando o Benfica está bem, Portugal consegue ficar melhor."

José Jorge Letria, in O Benfica

Valores

"Naquele tempo Jesus chegou à 100.ª vitória pelo Benfica e Cardozo aos 200 golos da sua carreira. Só na Liga leva 14, sem ninguém à sua frente. Mas que se cuide o Tacuara: Rodrigo e Nolito estão igualmente entre os cinco melhores marcadores. O Benfica lidera e agora já fala da vaga de frio que vai por aí nestes termos: menos cinco no Porto, menos oito em Braga, menos 16 no Funchal e em Alvalade.

Talvez por ser cenário de tantas celebrações, o jogo do Benfica com o Nacional levou à Luz mais de 53 mil espectadores e foi uma festa. O segundo golo, com o fantástico slalom de Gaitán e a finalização de Cardozo, foi daquele que valem o bilhete do jogo. Mas depois que bilhete daria para ver o golaço de Rodrigo?

Em tempos de crise, com o País mergulhado cada dia em nova onda de depressão, o Benfica foi sujeito de uma notícia positiva mas escassamente divulgada: um estudo da Deloitte coloca o Glorioso em 21.º lugar da tabela dos clubes com mais receitas, à beirinha de entrar para o Top 20 da Football Money League. A própria Deloitte reconhecia a imensa base de apoio de adeptos do Benfica como a maior riqueza do Clube. Mas o Benfica é um Clube e uma sociedade com os pés assentes na terra e que faz da credibilidade o seu activo mais seguro. Não tem off-shores nem poços de petróleo debaixo do relvado para fazer disparar até aos 18 milhões o preço de um jogador da defesa nem para comprar 20 'reforços' numa época. Vende, claro que vende, porque essa é uma valiosa receita de um Clube de um País com a dimensão de Portugal. Vende activos aos quais acrescenta mais-valias. E compra. O mais recente reforço do Benfica deu mais uma grande alegria ao Clube, à equipa e à bancada: Pablo Aimar fica mais um ano no Benfica."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Eusébio

"Eusébio está hospitalizado pela terceira vez em dois meses. A experiência diz-nos que esta frequência é um mau indício e que serão bem-vindas todas as preces para um final feliz, que lhe permita vencer mais este desafio e viver com qualidade junto da família e amigos.

Ele é um ídolo de várias gerações, mas em particular dos que começámos a ver futebol por volta de 1966, o ano em que este desporto maravilhoso despertou definitivamente à escala mundial, graças ao simultâneo desenvolvimento da televisão e das transmissões via-satélite.

A tendência para comparar jogadores de décadas diferentes é um erro comum, em que alguns deles por vezes também se envolvem. Maradona e Pelé, por exemplo, digladiam-se há 25 anos, por vezes com a aspereza picaresca dos velhos dos Marretas. Mas até nos dias que correm a competição incontornável entre Ronaldo e Messi desassossega, alimenta paixões cegas, mas também ajuda ao negócio a ascender ao nível da deificação, sempre irracional e alienante.

Eusébio assumiu muito naturalmente e por decreto popular trono e cetro, adotando com o tempo uma postura majestática, levemente despretensiosa. Gosta que o tratem por “King”, observa os súbditos com paternalismo e, durante muito tempo, gozou de uma abrangência que vem agora sendo posta em causa nalguns ajustes de contas com a história, nomeadamente em relação à sua conturbada relação com o Sporting. Mas nunca invejou a projeção de eventuais herdeiros, tal como no seu tempo soubera relativizar o sucesso em função da grandeza de outros, como Di Stéfano ou Bobby Charlton.

Quem com ele tenha convivido algum tempo e nalgumas missões do seu desempenho de embaixador honoris causa deste país guardará a admiração imensa pela capacidade exemplar de partilhar confiança, vontade e bonomia. Vontade de vencer, em particular, que soube sempre transmitir às equipas do Benfica e da Seleção Nacional, por vezes em ambientes da maior descrença.

Tal como acontece em tantas outras áreas da vida pública, o país não tem aproveitado as suas figuras desportivas de referência, ao contrário do que acontece em praticamente todos os países. É um problema estrutural que decorre da baixa formação desportiva dos nossos dirigentes políticos, que também já emanam hoje das claques e do fanatismo emblemático – fazendo-nos prever, sem margem de erro, que o pior ainda estará para vir.

Mas Eusébio tem uma estátua, um torneio e um reconhecimento público que não carece de mais investimento, nem atenções, embora nem sempre tenha sido assim. A reaproximação promovida pelo atual presidente do Benfica veio retirá-lo de um ostracismo social que afeta realmente todos os ídolos de sucessivas gerações, sem condições de resistirem à voragem do tempo, às modas passageiras e aos epifenómenos que abalam ciclicamente os círculos mais mediatizados. E o seu prestígio inabalável nunca necessitou de qualquer retoque, abono ou aditamento, porque representa uma fase da história em que, sem a mediatização dos nossos tempos, a transparência era total e os dirigentes eram sérios e, sobretudo, responsáveis."


Na defesa da 'nossa' Taça...




Benfica 3 - 1 Fonte Bastardo


25-19, 20-25, 25-21, 25-14



Estou muito curioso para saber qual será o nosso adversário nas Meias-finais da Taça, depois do Guimarães, do Sp. Espinho e agora do Fonte Bastardo, só falta Castêlo da Maia, e depois jogamos a final com a Ac. Espinho ou os Vilacondenses!!!


Hoje, abanámos um pouquinho, mas soubemos reagir, a confiança é muita...

Juniores - Fase Final - 2ª jornada

Benfica 2 - 0 Setúbal



Isto está a começar bem, mas ainda faltam muitos jogos, nada está decidido... o próximo jogo é no antro dos Corruptos, que estão com a corda no pescoço, portanto não será fácil (nunca é!!!)...


Benfica.........6

Braga............6

Nacional.........4

Sporting.........3

Leiria............1

Guimarães.....1

Corruptos......0

Paizinho

"From: Domingos Amaral
To: Bruno Alves

Caro Bruno Alves
O que me incomoda em ti não são as tuas declarações, sempre provocatórias, contra o Benfica. Acho natural que tentes os teus “mind games”, que digas que “o FC Porto é melhor que o Benfica”, o que podias tu dizer de diferente? E também já não me incomodo com o teu estilo trauliteiro, de que a entrada dura em Rodrigo foi mais um de muitos exemplos. Já todos sabemos que pertences à “turma do cacete”, ao lado de cromos como Materazzi, Gatuso ou o saudoso Paulinho Santos. Todos nós sabemos quem são os brutos, tal como sabemos que raramente esses jogadores passam da mediania, e só a dureza os torna célebres.
O que me incomoda em ti são as declarações do teu pai. Há anos que isto é assim. Agrides alguém, e no dia seguinte lá vem o teu pai defender-te nos jornais. Sinceramente, não conheço mais nenhum jogador de futebol no Mundo que esteja sempre a ser defendido em público pelo pai. É um sintoma de menoridade, percebes? Parece que ainda estás no recreio, e no dia seguinte a te teres portado mal, lá vai o paizinho à escola defender o seu filhinho. Não achas que um homem de 30 anos já não precisa que o pai o ande a defender constantemente?
Como se isso não chegasse, o teu pai teve o descaramento de dizer que o Estádio da Luz te devia receber bem porque eras “português”. Olha, acho que vais ter de dizer ao teu pai que isso não vai acontecer. A Luz nunca recebe bem os adversários que quer derrotar, e ainda menos aqueles que odeiam o Benfica e que passam a vida a agredir os seus jogadores. Prepara-te pois. E, já agora, prepara o teu pai."


Indiferença ou resignação?

"Começo por uma declaração de interesses: Sá Pinto é meu amigo. Nestas linhas já o defendi como poucos e, como muitos, desejo-lhe imensas felicidades. Posto isto, e como integrei a lista de Godinho Lopes ao Conselho Leonino, afirmo sem receio: se hoje este projeto fosse a sufrágio, o meu nome não constaria entre os elegíveis, e não votaria no atual presidente do Sporting.

Acreditei num projeto, numa atitude sustentada, ponderada em ideias, e com tempo para a execução das mesmas. Ao invés, constato uma série de incoerências, atos precipitados, indefensáveis do ponto de vista da concordância entre o que se afirma e o que se pratica.

Durante largos meses fui um dos que tentou convencer Carlos Barbosa, recente ex-dirigente leonino e tremendo gestor do maior clube português em número de sócios o ACP, a encabeçar um ideal há largos anos ambicionado por alguns sportinguistas, descontentes pelo caminho traçado pelos ilustres do costume.

A sua saída precoce alertou-me para o que mais receava. Um descalabro que se antevia com os “gritos” de alerta de Domingos. Os erros do treinador, também ele falível, não justificavam a sua saída porque, a julgar pelas palavras de agradecimento do Sporting, Domingos conseguiu em seis meses chegar à final da Taça de Portugal, o que há anos ninguém obtinha, e ainda pela frente estava para jogar meio campeonato. Conforme afirmou Luís Duque, este ERA um projeto que necessitava de tempo.

Mas onde mora a credibilidade de quem ainda dirige o clube? Fotografias autorizadas no túnel dos balneários, que nunca o foram, incêndio no Estádio da Luz sem um mero pedido de desculpa, e uma declaração de Godinho Lopes com juras de amor ao treinador, alicerce essencial para prossecução do tal ideário, desmentida em menos de 24 horas pelo próprio, quando pela frente estava uma jornada europeia importantíssima.

Ao clube não falta amor dos seus adeptos, é a indiferença e a resignação em que cai desamparado que cava a sua sepultura. Quem se resigna uma vez às claques, demite o seu poder à força das mesmas para sempre.

Como se não bastasse tanta, crassa, insensibilidade para a gestão do futebol sénior, ainda dão azo a prosseguir um braço-de-ferro inconsequente com o eterno rival. O próximo Sporting-Benfica, em juniores, estará vedado ao público, e só quem for sócio verde e branco é que pode assistir ao jogo.

Mais um atentado às liberdades e garantias de qualquer cidadão português, e pior, mantendo uma fogueira onde não há incólumes. Em Alcochete há também muitos chamuscados.

Hoje, concluo com um suave sorriso. Como eu compreendo o silêncio de Paulo Bento quando lhe perguntaram uma opinião sobre a promoção de Sá Pinto. Aliás, sorrio eu, e o “Coração de Leão”. Ironias do destino. Boa sorte amigo, boa sorte Sporting."


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O que se passou comigo...

Eu nem vou falar muito do que se passou mas, se me permitirem, vou contar o que se passou comigo...

Já tinha começado o jogo e ainda não estava com o Manto Sagrado vestido. Assim que olhei para as horas e vi que o jogo já estava a dar à cerca de 10 minutos vesti logo o Manto Sagrado. Como ainda não tinha jantado, peguei em algo e pus-me a comer alguma coisa enquanto ao mesmo tempo me preparava para sair e ir ver o resto do jogo ao café. Claro que liguei a rádio e fui ouvindo. Quase de seguida após ter ligado a rádio, nem 10 minutos durou... pimba! Larguei um grande "VAI PRÓ ******* SEU FILHO DE TRINTA ***** DA *** *** ********* DE *****! ***-**! (ou pior, nem me lembro ao certo)" e até me perguntaram o que se passava, ao qual eu respondi o que se passava. Calaram-se todos. E isto a jantar. Cuspi (literalmente) o jantar todo para a televisão e secretária toda.

Limpei o que tive que limpar e fui para o café. Dei as boas noites às pessoas que conheço (para não parecer malcriado ou algo) e fiquei-me por aí. Sentei-me numa mesa qualquer ali num canto e vi o resto, na esperança que AO MENOS empatassem. Á medida que o jogo ia decorrendo só pensava algo parecido como: "*****-**, mas o que é isto *******!?" - Chegou o fim do jogo, disse adeus a todos e andei por aí até agora.


Agora o que vai acontecer é, durante esta semana, pelo menos até sexta-feira, não me falem de futebol. Nem um pio!

E fico-me por aqui. Não vou criticar isto e aquilo e aquele agora porque muitos de vocês já devem estar a pensar ou dizer aquilo que eu penso e se o vou dizer de momento e da maneira que estou ainda arrebenta aí uma guerra de palavras (e quem me conheçe já sabe como fico após uma destas).

Seguir em frente, e cerrar os dentes !!!

Guimarães 1 - 0 Benfica


Não me apetece falar muito deste jogo, falhámos muitas oportunidades de golo, continuamos a ter uma eficácia baixíssima ofensivamente em bolas paradas, falhámos muitos passes, e notou-se a falta de algum poder de choque... dito isto, o Benfica foi a única equipa que realmente tentou jogar à bola, a outra, defendeu, foi beneficiando de muita benevolência apitadeira (ainda ontem a facilidade com que saiu o primeiro amarelo para os 'amigos' de Setúbal foi 'arrepiante', comparando com o jogo hoje, sendo que ainda por cima, os Vitós não sofreram da 'doença' da passividade...), e foi aproveitando as faltas em catadupa marcadas contra o Benfica (em oposição ao que aconteceu perto da área adversária)... O jogo começou por ser condicionado pelo jogo na Rússia; aparentemente em Guimarães o tempo tem estado pior que em São Petersburgo, assim se compreende as condições do relvado; e depois o 'factor' Xistra e companhia... Com o Nacional estas condicionantes não foram entrave à vitória, mas nem sempre dá... e como o Benfica não faz jogos treino em jogos do Campeonato, os adversários são mesmo adversários...!!!

Agora, depois disto: somos líderes, continuamos líderes, e nos próximos jogos não vamos ser apitados pelo Xistra!!! Infelizmente, pode-nos calhar um qualquer Olarápio, mas o Xistra não...

No próximo Sábado em Coimbra, o apoio à equipa será fundamental, com o relvado a sofrer do mesmo tipo de 'tempestade', sem o Luisão, a equipa vai ter que lutar com todas as gotas de suor!!!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Campeões...

Depois do título colectivo a semana passada ter 'vestido' de encarnado, este fim-de-semana realizou-se o Campeonato Nacional Individual de Pista Coberta... 'felizmente' a prova realizou-se em Espinho, e não em Leiria, e assim, o Marco Fortes foi autorizado a participar!!! Sem nulos 'esquisitos' o Marco sagrou-se Campeão Nacional no Peso, assim como o Marcos Chuva no Comprimento (mesmo com uma pubalgia), o Yazaldes nos 60m, o Marcos Caldeira no Triplo e o Arnaldo Abrantes nos 200m.


adenda: O Paulo Gonçalves no Salto em Altura regessado de lesão, e a Rafaela Vitorino no Pentalto também tornaram-se Campeões Nacionais. Sendo que a Rafaela ainda é Juvenil !!!!!

Rugby Feminino, com mais uma Taça...

Benfica 27 - 0 Agrária de Coimbra



Um merecido destaque à secção de Rugby feminino do Benfica, que venceu mais um 'caneco', a Taça de Portugal... enquanto os homens continuam com bastantes dificuldades competitivas, as mulheres vão vencendo!!! O sucesso das modalidades completamente amadoras do Benfica deve ser motivo de orgulho para todos os Benfiquistas...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Histórica !!!

Benfica 8 - 0 Lodi



Cabazada histórica, provavelmente a maior cabazada que o Lodi 'levou' nas competições europeias, e provavelmente a maior goleada Benfica que o Benfica 'deu' nas competições europeias contra um adversário dos principais Campeonatos (Italiano, Espanhol, Português)!!! Na primeira parte pareceu-me um Benfica muito ansioso, tentando atacar rápido, nem sempre com 'cabeça', na segunda parte a bola começou a 'entrar', os jogadores ganharam confiança, os Italianos baixaram os braços, e o Benfica deu festival... a 'rotação' do Benfica é muito forte, não é fácil encontrar um plantel com tanta profundidade, portanto nos jogos com ritmos elevados, as segundas partes normalmente são-nos favoráveis. O jogo no antro dos Corruptos já tinha relevado um Benfica muito forte, hoje tivemos a confirmação, a concentração defensiva subiu e o Ricardo tem tido menos 'trabalho'... neste momento, a jogar assim, só as vergonhosas arbitragens nos podem travar!!!

Uma palavra para o Sérgio Silva, que hoje voltou a ser decisivo com 3 golos. A sua contratação não foi unânime entre os Benfiquistas, a qualidade nunca esteve em causa, mas a idade levantou algumas dúvidas, eu próprio demonstrei alguma desconfiança... depois de um início de época mais discreto, nos últimos meses o Sérgio tem subido de rendimento, e tem inclusive marcado vários golos decisivos, hoje voltou a fazê-lo e acabou por sair do jogo a sangrar!!! Está indiscutivelmente a demonstrar no ringue, a sua utilidade...

A qualificação está mais perto, mas ainda falta o jogo na Luz com o Vic... a goleada de hoje até pode ser importante em caso de igualdade pontual com os Italianos. Na próxima jornada vamos à Alemanha e os 3 pontos devem estar assegurados... mas o resultado do Vic-Lodi vai ser muito importante:

Com uma vitória do Vic, ficamos empatados em 1º lugar com os Espanhóis, e na Luz com uma vitória vencemos o grupo, sendo que o empate pode chegar (4-4 em Espanha) para o 2º lugar; com um Empate, ficamos em primeiro lugar isolados (vantagem no goal-diference em relação ao Lodi), e a vitória na última jornada garante o primeiro lugar no grupo, sendo que o empate garante a qualificação em 2º lugar; uma vitória do Lodi, torna 'quase impossível' o Benfica chegar ao 1º lugar do grupo, mas faz com que o Vic tenha que ganhar na Luz para sermos eliminados!!! Conclusão: um empate no Vic-Lodi seria interessante, mas o mais importante é vencer calmamente ao Iserlohn... Para já, o próximo jogo é na Quarta-feira com o Braga, na Luz, depois do empate na 1ª volta, agora é para vencer...!!!


Lodi.............9

Benfica......7

Vic...............7

Iserlohn.....0

Excelente exibição...




Benfica 41 - 24 Energia Lignitul Pandurii
Tavares(11), Carneiro(5), Grilo(4), Roque(4), Pais(4), Pedroso(3), Silva(3), Carmo(2), Zaikin(2), Graça(1), Costa(1), Areia(1), Lopes, Ferreirinho, Candeias


Início equilibrado mas com o decorrer do jogo, a superioridade do Benfica foi inequívoca, com a nossa equipa a manter a concentração durante os 60 minutos, algo que raramente acontece.

Depois do descalabro com o Madeira SAD para a Taça, parece que ninguém quer repetir a má exibição... agora nos Quartos-de-final da Taças das Taças dos 7 'possíveis' (ainda faltam alguns resultados. Não sei qual será o alinhamento com os cabeças-de-série) adversários, só os Alemães (duas equipas) e os Espanhóis metem 'medo', os outros estão ao nosso alcance, inclusive os Ucranianos que derrotámos o ano passado!!!

Juniores - Fase Final - 1ª jornada

Cafú



Sporting 2 - 3 Benfica



Justiça divina!!! Após mais uma 'palhaçada Directiva', o Sporting volta a perder!!! Os indícios sobre o poder da Juve Leo dentro Sporting são muitos, mas esta estratégia de impedir os adeptos do Benfica assistirem a este jogo, é provavelmente o indicador mais significativo. A actual Direcção do Sporting fez aquilo que no famoso jogo das 'pedradas' as claques do Sporting exigiam à porta da Academia, gritando: 'vocês aqui não entram'!!! Contrariados na altura, iniciaram a 'chuva' de pedras!!!

Não vi o jogo (como é óbvio), mas pelos dados estatísticos, parece-me que os Lagartos se vão queixar do árbitro!!! Agora vi o Benfica-Sporting da 1ª fase, com o Sá Pinto no banco: um dos maiores festivais de pancadaria que alguma vez assisti num campo de futebol. E isto sem que nenhum Lagarto tivesse sido expulso. Por acaso o Betinho até foi um dos mais activos na arte da patada!!! Portanto não me surpreende... Mesmo em superioridade numérica, num ambiente adverso, nem sempre é fácil, passar de 0-2 para 3-2 !!! Parabéns rapazes...

Esta equipa do Benfica iniciou a época, com alguma descrença, com a mudança de treinador a equipa melhorou muito... com muitos jogadores de 1º ano, os resultados têm sido muito positivos. Combinada com a derrota dos Corruptos, em casa, frente ao Braga, esta vitória cria nos Benfiquistas a crença, que o título é possível, com trabalho e concentração, tudo é possível...!!!



Benfica..........3

Braga................3

Leiria................1

Nacional...........1

Guimarães........1

Setúbal............1

Corruptos........0

Sporting..........0


PS: Em Juvenis o Benfica venceu por 3-0 o Imortal, na 2ª Fase (ainda vai haver uma 3ª Fase). Só vi os primeiros minutos, mas tenho que fazer referência a um raro acontecimento: o 1º golo do Benfica nasceu de um penalty inexistente (algo tão raro, mesmo na Formação, que merece referência!!!)... aliás o jogo foi muito 'estranho': o árbitro marcou 3 penalty's a favor do Benfica (falhámos um!!!), e expulsou 2 jogadores Algarvios ainda na primeira parte!!!

Viagem complicada aos Açores, mas com um final feliz!!!



Operário 5 - 6 Benfica



Eliminatória muito difícil, ao intervalo perdíamos por 1-3, estes jogos após as longas paragens para as Selecções nunca são fáceis... mas felizmente no final a vitória não fugiu.

Agora nos Quartos-de-final da Taça de Portugal vamos defrontar os Lagartos, será a final antecipada...

Dominadores

Sp. Espinho 0 - 3 Benfica
19-25, 20-25, 18-25


Mais uma excelente vitória, é verdade que o Espinho nas últimas jornadas tem baixado de rendimento, neste momento o Castêlo da Maia parece o nosso adversário mais difícil, mas o Benfica continua a 'passear' a sua superioridade, com muito talento mas também com muito trabalho... hoje, tivemos muito bem na defesa baixa, conseguido marcar muitos contra-ataques.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O que há num nome

"Percebemos que algo de errado se passa com as nossas universidades quando constatamos que está por fazer um estudo sério sobre o nome do Sport Lisboa e Benfica. Já nem falo do clube inteiro,que exige tese muito alargada; eu não pedia mais do que um ensaio cuidado sobre o nome. Outros clubes têm nomes simples, pouco ou nada resistentes à compreensão, mas 'Sport Lisboa e Benfica' gera no hermeneuta mais distraído uma perplexidade imediata: porquê a particularização 'Lisboa e Benfica' se Benfica faz parte de Lisboa? Gostaria de propor uma hipótese de explicação.

Antes, talvez seja importante registar que não é só o nome do Benfica que coloca obstáculos à interpretação e provoca mal-entendidos. A maior parte das pessoas, leitor amigo, julga que E pluribus unum significa 'E Todos por Um'. A própria Benfica TV tem um programa chamado E Todos por Um, cuidando estar a citar o lema do Benfica quando está na verdade, a citar o dos mosqueteiros. Unus pro omnibus, omnes pro uno, sim, significa 'Um por todos, todos por um'. E pluribus unum quer dizer, na verdade, 'De muitos, um'. Parece que os rapazes que, naquele dis 28 Fevereiro de 1904, fundaram o clube que hoje conhecemos por Sport Lisboa e Benfica já sabiam, à distância de mais de um século, que os benfiquistas viriam a ser muitos, e que uma das suas principais grandezas seria também uma das maiores dificuldades: desses muitos, fazer um. Dificilmente os milhões de benfiquistas formam uma unidade. Há ricos e pobres, feios e bonitos, gordos e magros, inteligentes e ligeiramente menos inteligentes. À primeira vista terão, no máximo, uma coisa em comum: são pessoas que vestem bem, pelo menos em dia de jogo. Aquelas camisolas vermelhas ficam bonitas em qualquer fisionomia. E todos gostam de uma coisa chamada Benfica, mas têm dificuldade em entender-se sobre que coisa, ao certo, será essa e qual é a melhor maneira de a amar.

Há dias, um jornalista perguntava a uma velha glória do Benfica o que era afinal, a mística. O antigo jogador, sabendo que se estava a entrar no campo do inefável (e são conhecidas as dificuldades que os futebolistas têm com o 'fável' - palavra que julgo ter acabado de cunhar -, quando mais com o inefável), optou por uma resposta concisa: 'A mística', arriscou ele, 'a mística é ganhar'. É uma boa resposta, embora incompleta. A mística não é só ganhar. A mística é ganhar à Benfica. E ganhar de uma maneira que faz com que todos, adversários incluídos, saíam do estádio a dizer: 'Cáspite!, isto é que foi ganhar!', assim mesmo, com a interjeição 'cáspite!' metida ao barulho. É ganhar mesmo depois de se estar a perder por muitos, como se estivesse escrito em algum lado que se ia ganhar desse lá por onde desse. É ganhar à bruta, à campeão. E é ganhar empurrado pelo sofrimento de muitos. As vitórias partilhadas por milhões é que despertam a mística.

Retomemos, então, a pergunta inicial: porque é que um clube cuja vocação é extravasar os limites da cidade em que foi fundado para agregar milhões em todo o mundo manifesta no nome a intenção contrária - e absurda - de partir da cidade para uma pequena freguesia? Porque digo eu, em 'Sport Lisboa e Benfica', a palavra 'Benfica' não designa a freguesia com 7,94km2 de área e 38.523 habitantes. Benfica já era uma metáfora no nosso emblema antes de o ser nos livros de António Lobo Antunes. Benfica significa Europa, mundo, universo. Sport Lisboa e Benfica quer dizer: 'Aquilo que começa em Lisboa e não tem fronteira para acabar'."


Ricardo Araújo Pereira, in Mística

Favoritos a passar esta eliminatória

"Antes do jogo de S. Petersburgo começar, teria aceite como positivo perder por 3-2. Depois de ver o jogo fica a sensação que perdeu a melhor equipa. Aquela personalidade, um Benfica a esticar e assumir o jogo, com tanta posse de bola como a equipa da casa, a jogar num pelado congelado, só é possível porque está de regresso o velho Benfica Europeu.

Depois de ver aquela exibição, tenho a certeza que a Luz terá mais de 60 mil, e mesmo sem Aimar (amarelo inacreditável) somos favoritos a passar esta eliminatória. Em Lisboa poderemos atingir o Zenit!

A tentativa de assassínio de Rodrigo não foi consumada e por isso acrescem razões para quando o prodígio regressar aumentar novamente a qualidade e explosão do nosso jogo.

Rodrigo faz falta e será importante que volte rápido. Até se pode perder jogos e eliminatórias mas há outra atitude e outra dimensão no nosso futebol. Se o futebol for também espectáculo teremos que estar satisfeitos, mesmo sabendo que só os resultados nos farão rejubilar.

Temos a alegria dos espectáculos falta a felicidade dos títulos. Acredito que também este ano a teremos, porque é justa e merecida.

Das sete saídas que faltam ao Benfica neste Campeonato, a de Guimarães é das piores e por isso das mais decisivas. O embate contra o Nacional aguçou o apetite e perder agora embalagem seria amargo.

Ultrapassar dificuldades como aquelas que Jorge Sousa nos colocou também é importante e moralizador.

Que mal terão feito os sportinguistas para ter que assistir a tamanho descalabro do seu clube? Não jogam. Não ganham. Aquilo que parece mais estrutural é não haver nenhuma noção de como se pode inverter um ciclo que ameaça ser derradeiro e definitivo. É muito mau para o futebol e para o desporto ver o Sporting assim. Rivalidades à parte não me dá nenhum gozo ver esta agonia leonina."


Sílvio Cervan, in A Bola

Montagens do Artur e do Matic e um pequeno video...

Era para ter postado isto hà mais tempo mas fiquem lá com umas montagens que eu fiz à algum tempo do Artur e do Matic...

E ainda, sei que este video não tem nada a ver com o Benfica mas pensei que gostassem de ver até ao próximo jogo do Benfica...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mãos entusiáticas e incompetentes

" 'Falência técnica' é para o adepto o momento em que o técnico entra... em falência. O resto são números tão absurdos que o melhor é entregá-los em mãos entusiásticas e, por regra, incompetentes


POR coincidência ou talvez não, Carlos Barbosa, o vice-presidente do Sporting responsável pelo marketing e comunicação, demitiu-se do seu posto no dia em que o Sporting convocou os jornais, as televisões e todos os boletins informativos da nação, para comunicar aos portugueses em geral e aos seus jogadores e equipa técnica, em particular, que a tesouraria do clube vive uma situação de falência técnica.

Ficará a dúvida sobre os motivos da demissão de Carlos Barbosa que, pelo seu currículo, jamais poderá ser considerado um amador ou um inapto nestes domínios profissionais do marketing e da comunicação, como foi feito crer graças ao recurso às fontes anónimas de Alvalade.

E porque há coisas a mais que não fazem sentido algum no Sporting, poderia talvez fazer sentido a demissão do vice-presidente da comunicação por, eventualmente, discordar da divulgação pública dos resultados da auditoria externa nesta malfadada altura do campeonato.

Fosse o Sporting o comandante do campeonato - e bastava isso... -, o impacto da divulgação da tal auditoria não tinha tido dimensão apocalíptica, como teve. Provavelmente ainda seriam os leões elogiados pela coragem da exposição pública de uma década de gestão ruinosa. E como o presidente do clube, numa conjuntura mais festiva, já previra receitas de 40 milhões «sem contar com a Liga dos Campeões», todo este drama que se verificou não teria passado de um fait-divers sem nada de ameaçador.

Aos adeptos em geral, independentemente dos afectos clubistas, dizem pouco estas novas sobre as contabilidades mais ou menos dramáticas dos clubes. Porque o que interessa é futebol e ninguém ama um emblema ou desespera com um clube por causa do brilho e da alegria que emanam do departamento da tesouraria.

Falência técnica é para o adepto da bola aquele momento em que entram em falência as capacidades do técnico. O resto são números tão absurdos, tão longe dos números da vida real, que melhor será entregar essas responsabilidades em mãos entusiásticas e, por regra, incompetentes.

No entanto, para os especialistas na matéria falência técnica é outra coisa. Pedro S. Guerreiro, director do Jornal de Negócios, explicou recentemente a situação: «Se o Sporting vender tudo o que tem (a activo) para pagar tudo o que deve (o passivo) ainda ficariam por pagar 183 milhões de euros. É isso que quer dizer falência técnica.»

Potenciada por uma série de resultados negativos, esta realidade fria dos números deitou abaixo o moral sportinguista? Pelo menos deitou abaixo o moral da equipa de futebol do Sporting que, no seu primeiro jogo depois da revelação da notícia, soçobrou em casa perante o Gil Vicente de um modo um pouco mais do que chocante.

Seguiu-se a proeza nas meias-finais da Taça, frente ao Nacional, com pouco brilho e com os madeirenses e queixarem-se muito do árbitro. Mas também não é caso para andarem por aí a dizer que o Sporting, este ano, vai ganhar a Taça Pedro Proença. Depois, sem sair da ilha, novo tombo, desta vez com o Marítimo para o campeonato.

Será ilegítimo olhar para esta série de acontecimentos como uma sequência lógica em que, invariavelmente, cada facto suscita outro facto ainda pior?

O Sporting escolheu, na verdade, a pior altura para entrar decididamente em crise. Porque o mundo mudou, a banca mudou, as linhas de crédito estão fechadas e os tempos adivinham-se cada vez mais difíceis para todas as tesourarias. Em Portugal são muitos os clubes à beira de fechar as portas, declarados como insolventes pelos tribunais.

Na região da Madeira, o famoso buraco descoberto pela troika ameaça a sustentabilidade de dois clubes de futebol, o Marítimo e o Nacional, habituados a dispor de meios que lhes permitiram um nível competitivo de qualidade média-alta. Daqui por poucos anos, o panorama do futebol português e dos seus clubes e das respectivas fidalguias não vai ser o mesmo. Mas, evidentemente, o Sporting, ao contrário de outros, continuará a existir e, espera-se, que de melhor saúde.

Até lá, as coisas vão ficar mais ou menos na mesma no que diz respeito às relações emocionais dos adeptos com o clube. Como é suposto acontecer com todos os adeptos de todos os clubes, acrescente-se porque é verdade.

Há coisa de duas semanas, vi amigos sportingusitas francamente mais incomodados com ida do Yannick Djaló para o Benfica do que com as verdades da dita falência técnica. Isto não é normal.


DA Alemanha chegam notícias de uma boa acção cometida pelo Bayern de Munique. Em 2003, o poderoso clube bávaro salvou o Borrusia de Dortmund da falência através de um empréstimo de dois milhões de euros. «Quando eles tiveram consciência de que já não conseguiam pagar os salários, demos-lhe dois milhões sem garantias durante alguns meses», revelou Uli Hoeness, o presidente do Bayern.

O presidente do Dortmund, Hans-Joachim Watzke veio logo a público testemunhar a ocorrência. «É verdade, posso confirmar esse empréstimo», disse Watzke, ainda agradecido.

Como adepta, mas, sobretudo, como curiosa por estes fenómenos, confesso que não sei, mas muito gostaria de saber, como é que esta amizade solidária entre dois clubes que competem nas mesmas provas é vista, analisada e dissecada pelos adeptos de todos os outros clubes alemães. Isto é, por todos aqueles que não são nem do Bayern de Munique nem do Dortmund.

Quando o Dortmund joga com o Bayern e não ganha dizem os adversários que o Dortmund ainda está a pagar o favor do empréstimo? Em Portugal era o que aconteceria, ninguém duvida, pois não? Ou somos nós que somos diferentes?

Quero dizer diferentes mas para melhor, mais espertos...


NA velha história do futebol português, há meio século, quando entre Benfica e FC Porto as relações institucionais eram não só normais como até bastante calorosas, deu-se um episódio que já provara, a seu tempo, como nestas questões de solidariedade financeira nós somos bastante diferentes dos tais alemães.

Em 1960, o FC Porto vivia com dificuldades para pagar os salários dos seus jogadores. Nas vésperas de uma visita do Benfica ao Porto, um dirigente portista chamado Aníbal Abreu tomou a iniciativa de mandar um telegrama ao presidente do Benfica, Maurício Vieira de Brito, rogando-lhe que o Benfica prescindisse da sua parte da receita do jogo em favor do clube amigo e aflito.

O presidente do Benfica nem foi a tempo de responder porque Aníbal Abreu foi imediatamente demitido por Ângelo César que, à época, presidia à comissão administrativa que geria o FC Porto. O telegrama com que Ângelo César afastou Aníbal Abreu é uma pérola: «Acabo de ter conhecimento do telegrama enviado ao presidente do Benfica. Rogo V. Exa. Apresente pedido de demissão por esta via. O FC Porto não precisa de pedir esmolas. A atitude do sr. Aníbal Abreu deixou-nos a todos indignados. Benfica terá achado o seu pedido uma autêntica loucura, um disparate sem pés nem cabeça.»

Naquela tarde de 3 de Abril de 1960, ainda que por via indirecta, acabou por ser o Benfica a ajudar o FC Porto na superação da dita crise porque foi com a receita da parte da bilheteira que coube ao clube visitado (490 contos), em dinheiro vivo, que Ângelo César pagou os salários aos seus jogadores antes de o jogo começar.

E já agora, o resultado do jogo?

2-2

Igual ao do último FC Porto-Benfica.


NO sábado, o Benfica teve uma noite de grande categoria e venceu o Nacional por 4-1. É caso para dizer que foi melhor a exibição do que o resultado. E mesmo que o Cardozo não tivesse desperdiçado aquele pontapé de penalidade, mesmo assim, com 5-1, teria sido melhor a exibição do que o resultado.


ONTEM, em São Petersburgo, a quatro minutos do fim do jogo o resultado permitia aquele devaneio frequentemente fatal: «basta o 0-0 em casa.» Mas o Zenit marcou logo a seguir e agora já não basta o 0-0. Assim sendo, Nolito & Companhia, façam-nos o favor de entrar para o jogo da segunda mão com toda a valentia que ontem exibiram na Rússia. E a boa notícia é que na Luz não vão ter de jogar numa pista de gelo como a de ontem. E o que dizer de Bruno Alves? Pouca coisa... É aquele tipo de jogador que dispensa túneis. É que não precisa."


Leonor Pinhão, in A Bola

Aimar

"Pude ver (e ler) duas entrevistas com Aimar, que fugiram ao figurino estafado de frases feitas e lugares-comuns.

Confirmei o que já achava dele. Jogador de inigualável classe, atleta que irradia a felicidade de fazer o que gosta (basta, em jogo, ler-lhe os olhos), profissional exemplar, pessoa inteligentemente sóbria que não se inebria pelo fascínio do efémero. Simplesmente... simples.

Com ele, não se pode falar de nacionalidades. É universal. Logo, também português. Só outro jogador não português deixou para a história do Benfica o mesmo lastro de classe e exemplaridade: Preud'homme. Aimar enche os campos com sinfonia, mestria, perfume. É um dos jogadores de quem até a relva e a bola devem gostar...

Há tempos, foi homenageado pela embaixada argentina. Disse então o diplomata: «O seu modo de ser torna-o muito valioso pela qualidade futebolística, mas impressiona ainda mais pelo humanismo. E, como dizemos na Argentina, é uma pessoa muito 'familiera', privilegia o espírito de família.»

O presidente do Benfica, na sua mensagem foi também certeiro: «Há jogadores que deviam ser eternos, e tu és um deles. A camisola do Benfica será sempre tua. Gostaria que o Benfica fosse sempre uma das tuas 'pátrias'.»

Boa notícia, a da renovação do seu contrato. A idade pode diminuir certas destrezas, mas reforça a sabedoria, a arte e a liderança.

Ele que, numa entrevista recente, definiu assim magistralmente o Benfica: «Sinto-me sempre melhor a jogar num clube onde a exigência está presente todos os dias e não se festejam empates.»"

Bagão Félix, in A Bola

Amar Aimar

"Todas as massas associativas têm os seus bem-amados e os seus mal-amados. Na Luz, Oscar Cardozo, mesmo quando marca golos, é criticado – e Aimar, mesmo quando comete erros, é endeusado.

Sou vizinho de Aimar, pelo que posso testemunhar que é um homem simpático, afável e bom chefe de família. Tem três filhos pequenos, aos quais dá atenção. Dentro do campo, como todos veem, é um senhor. Mas já tem 32 anos e é fisicamente frágil, precisando de ser gerido com pinças. É capaz do melhor e do pior: tanto pode pôr ordem na equipa e lançá-la para a vitória como pode perder bolas em zonas perigosas.

Entretanto, o nome de Aimar no Benfica vai ficar ligado a outro, não argentino mas bem português: Jorge Jesus. Quando Jesus chegou à Luz, Aimar era um jogador em fim de carreira, que parecia já não ter muito para dar. Ora Jesus deu-lhe uma segunda vida.

Como deu uma nova vida ao Benfica – que em 2009 era uma equipa em trajetória descendente, com o desgaste de muitas épocas com péssimas classificações (apenas um título conquistado em 10 anos, vários terceiros lugares e um sexto), e hoje é uma equipa alegre, pujante, capaz de exibições sublimes.

Aimar, que agora renovou, já não vai ficar muito tempo na Luz. Mas Jesus pode ficar. Independentemente do que suceder esta época, já se viu que o Benfica com ele é outra loiça. Jesus já ganhou 100 jogos, tornando-se o melhor treinador da história do Benfica, com 71% de vitórias nos jogos disputados, à frente dos lendários Bela Guttmann (70%), Eriksson (68%) e Otto Glória (65%). Luís Filipe Vieira deveria, pois, fazer com ele um contrato a longo prazo – tornando-o, como um dia escrevi, o Ferguson do Benfica."


A verdade de hoje

"Está confirmado: qualquer “forever” no Sporting vale como morte anunciada e próxima. Menos taxativo do que José Eduardo Bettencourt com Paulo Bento, Godinho Lopes repete a dose com Domingos Paciência. E nem vale a pena evocar a máquina que sacrificou Carlos Carvalhal, Paulo Sérgio e José Couceiro. Vejamos. Há oito dias, escrevia-se aqui mesmo: “Deixa-me a pensar que seja o treinador – não o adepto – a definir a Taça como o grande objetivo da temporada quando, em termos futuros, o tal terceiro lugar no Campeonato será seguramente mais útil e mais agradável (…). É por isso que podemos questionar-nos se, com a sua escolha clara, inequívoca, Domingos Paciência dá sinais de uma personalidade romântica ou se, pelo contrário, quer ganhar a Taça por saber ou intuir que, na próxima época, já não estará no comando técnico do Sporting”. Afinal, nem a Taça o deixaram ganhar, desviando-o sumariamente da hipótese do seu primeiro título como técnico.

À falta de melhor, inventa-se um “adultério” com dirigentes do FC Porto, denunciado por fontes não identificadas. Domingos desmente. Pergunto: quando foram buscar o técnico a Braga e o jogaram como a mais poderosa arma eleitoral não sabiam do amor clubístico do antigo avançado? E não sabiam que ele era um dos candidatos ao posto de treinador no Dragão, desígnio que há-de confirmar-se mais cedo ou mais tarde? E não aceitaram esse pressuposto com base no profissionalismo imaculado do homem, demonstrado em Leiria, em Coimbra e em Braga?

No domingo, o presidente do Sporting Clube de Portugal disse – sem que ninguém lhe encomendasse o sermão – que “não fazia sentido” questionar a continuidade de Domingos, já que este fazia parte da estrutura do clube. Na segunda-feira, Domingos era despedido. Pode dar-se o caso de, com a ajuda de um qualquer CSI, os responsáveis leoninos terem descoberto os crimes de alguém que, de repente, num ápice, passou a ser fraco psicologicamente (usando até a leitura de lábios para seguir os seus desabafos no banco), a ser um tirano com os jogadores a quem “não justificava as convocatórias” (como Paulo Bento…), a culpado das lesões (exemplos citados os de Izmailov, Rodríguez e Jeffren, reconhecidos crónicos do estaleiro), a andar em más companhias (falamos de um clube que oferece trunfos como João Moutinho e Yannick Djaló aos adversários diretos).

O poder resvalou para a rua. Ou para a claque. Era dispensável que Godinho Lopes, como presidente, gastasse tantas palavras só para mostrar que é algo de que não dispõe: palavra. Bom será, para todos, que Sá Pinto não falhe, porque os ativos começam a esgotar-se. E até Vítor Pereira vai ter que olhar mais vezes por cima do ombro – agora, Domingos Paciência é um homem livre."


Paciência

"A demissão de Domingos pode ser um erro colossal para a vida do Sporting. Mais um. Confessa um erro de gestão, destrói a ideia de um projeto em construção, dilui o crescimento do entusiasmo, desmonta o álibi das culpas de terceiros e hipoteca a confiança num rumo sufragado há menos de um ano.

Alegando o incumprimento de objetivos para a crueldade de impedir Domingos de estar na final da Taça de Portugal, a direção do Sporting transmite uma imagem de descontrolo, que faz vacilar não apenas os jogadores, mas em particular os adeptos e investidores, não obstante o efeito psicológico que a ascensão de um ícone do perigoso mundo das claques causará nos primeiros tempos.

Esta fuga para a frente representa mais um episódio próprio da desculpabilização habitual das elites leoninas, que sempre as conduz para longe da realidade e lhes aumenta a frustração para limites insuportáveis. Afastar um treinador competente já não devia ser opção, quando se vê onde estão hoje Paulo Bento, Carlos Carvalhal, Paulo Sérgio ou José Couceiro.

Domingos entrou no Sporting com uma carteira de 20 milhões em jogadores, para concorrer num quadro competitivo muito adverso, com adversários muito mais avançados do que os sportinguistas conseguem admitir. A aposta num baralho próprio das brincadeiras do Championship Manager legitimou, inclusive, a suspensão da prioritária linha de abastecimento da academia, sem que fosse completamente assumida o evidente desvio da política de formação, deixando o espírito leonino de orgulho na matriz a vogar no limbo, revoltado, mas amordaçado, sobre uma panóplia de nomes, línguas, currículos, promessas, experiências e óbvias sobrevalorizações.

O que Domingos estava a realizar, de acordo com o que parecia ser o projeto da nova direção, apontaria para uma aproximação às três equipas que nas últimas três temporadas se tinham distanciado dramaticamente. O plantel necessitaria de alguns ajustamentos, mas havia uma evolução em curso em parâmetros aceitáveis.

Apesar da série de maus resultados, há sectores a funcionar muito pior na retaguarda da equipa de futebol que, ao contrário, em zonas que nada melhoraram desde os tempos de Paulo Bento: estratégia, comunicação e liderança. Pelo contrário, a estratégia revela-se cada dia mais confusa, a comunicação é babilónica e a liderança não resiste a uma gritaria na Portela.

Não havendo qualquer evolução desportiva no horizonte, a reorganização do plantel não deixará de custar mais uma pequena revolução, tamanha é a distância ideológica entre o treinador que sai e o que entra. Numa analogia à entrada de Paulo Bento, cujo sucesso se pretende agora reeditar com Sá Pinto, podemos esperar uma nova sangria, tentando corrigir alguns dos erros de casting cometidos na ânsia de causar impacto entre os adeptos: o atual selecionador nacional dispensou 18 e contratou ou promoveu da academia outros 13 nos primeiros seis meses de função.

Sem dinheiro e vindo de onde vem, seria normal que Sá Pinto também se virasse, de novo, para o alfobre de Alcochete. Valores como Cédric, Adrien, Wilson Eduardo ou Nuno Reis representam mais esperança no futuro, mas não garantem títulos. Haverá paciência?"


Só mesmo em Portugal !!!

No último fim-de-semana Marco Fortes bateu o Recorde Nacional do Lançamento do Peso, isto após protesto, já que o seu lançamento tinha sido considerado nulo pelos Juízes. Após o visionamento das imagens, ficou provado que o atleta tinha razão (o protesto incidiu somente sobre um dos lançamentos nulos, aquele com a melhor marca, mas eles foram dois!!!)... Já o ano passado com os mesmos Juízes, a história foi a mesma... com uma agravante, os lançamentos considerados nulos não foram medidos, tornando assim irrelevante o protesto.
O Marco em jeito de desabafo honesto, confessou que teve vontade em abandonar a prova, criticando a incompetência dos Juízes.
O normal, digo eu, seria um pedido de desculpas por parte dos Juízes e da ADAL (Associação Distrital de Atletismo de Leiria), reconhecendo os erros, e prometendo tomar medidas para melhorar a eficiência do seu trabalho, mas não...!!! Numa atitude cooperativista , no pior sentido da palavra, a ADAL emite um comunicado afirmando que no futuro não vão aceitar a inscrição do atleta Marco Fortes em provas organizadas pela ADAL!!!
O Benfica também já reagiu em comunicado, que na minha opinião é 'curto'!!! Porque a verificar-se no futuro esta situação, o Benfica deve recusar participar em qualquer prova organizada por estas bestas quadradas:
"Em resposta à ADAL
Comunicado: Todos têm de evoluir!

Em resposta ao comunicado emitido esta quarta-feira pela Associação Distrital de Atletismo de Leiria (ADAL), o Sport Lisboa e Benfica vem esclarecer:
- Nem o Clube nem os seus atletas – seja qual for a modalidade – pretendem ser beneficiados por qualquer tipo de arbitragem desportiva;
- A reacção do atleta Marco Fortes não pretendeu ser ofensiva para com os juízes de Leiria;
- A indignação do atleta referia-se a quem anulou um lançamento (e os seguintes) que, posteriormente, ao ser reavaliado (o segundo ensaio), acabou por ser validado e corresponder a um novo recorde nacional e oitava melhor marca mundial do ano;
- Este era um segundo lançamento (de quatro possíveis) cujos seguintes poderiam ditar uma história na competição, no placard e na carreira do atleta completamente diferente;
- Perante toda a carga emocional, será aceitável a reacção do atleta, considerando que esta situaçãonão foi inédita – há cerca de um ano, sucedeu o mesmo;
- Felizmente, este ano, ainda que no secretariado, o júri aceitou ver as imagens comprovativas da razão do atleta e, assim, o Atletismo português pôde ver legitimado mais um recorde nacional;
- Surpreende, no entanto, que, perante tanta competência, a ADAL tenha decidido reagir contra o atleta Marco Fortes, não mostrando possivelmente qualquer vontade de fiscalizar a acção de um juiz sob a sua responsabilidade organizativa e que, provavalmente, se não tivesse existido protesto do SL Benfica, teria anulado uma marca de grandenível e prestígio para o atletismo nacional;
- Quanto ao castigo atribuído pela direcção da ADAL – legítimo ou não –, não sairá o atletismo português mais penalizado que o próprio atleta?;
- O atleta não quis colocarem causa a idoneidade e responsabilidade da ADAL;
- "Juízes fracos" por não terem conseguido demonstrar capacidade de avaliar o lançamento em tempo real, evitando constrangimentos emocionais – se os atletas portugueses (e a modalidade no seu todo) têm vindo a evoluir ao longo dos anos, em particular nas disciplinas técnicas, por que não esperar semelhante grau de exigência para com os juízes que têm o poder e a responsabilidade de decidir sobre a validade dos resultados? Independentemente do distrito que representam."


Comunicado do SL Benfica