Últimas indefectivações

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

NeoBlanc 18

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 42 (-9)... 51
Corruptos..... 53 (+12)... 41
Sporting........ 32 (+3)... 29
Braga............ 27 (0)... 27





No Sado nada de novo, o Benfica voltou a ganhar, e o Cosme voltou a fazer tudo para o Benfica não ganhar, mas desta vez os seus objectivos não foram atingidos, ficando a Fruta a apodrecer, o que até parece mal, tendo em conta a profunda crise que muitos Portugueses estão a sentir no estômago!!!
Sem surpresa, relva alta, e alguns buracos esperavam o Benfica em Setúbal, com o Manel é sempre assim... No jogo da primeira volta na Luz, foi estranho ver um Setúbal amorfo, provavelmente o Manel calculou que não valia a pena distribuir a 'amarelinha', a derrota era quase certa, mas ontem, com o cansaço do jogo a meio da semana, as esperanças Sadinas estavam elevadas, e assim, lá tivemos um super hiper motivado adversário, que nas próximas semanas vai concerteza ressacar, como é habitual...
O Cosme até podia ter sentido alguma pressão devido aos erros evidentes no jogo com a Académica na primeira volta, e assim em dúvida podia favorecer o Benfica, mas podem estar descansados, isso é algo que nunca irá acontecer...!!!
Não houve lances emblemáticos, o golo mal anulado ao Javi Garcia já apareceu numa fase em que o jogo estava decidido, o Ney também deveria ter sido expulso após várias entradas para amarelo (o Peixoto e o Saviola também mereciam amarelos), mas foi no critério na marcação de faltas que ficou claro as intenções: 24 faltas contra o Benfica, 10 a favor!!! Num jogo onde o Setúbal jogou sempre com a agressividade máxima, é estranho, muito estranho esta estatística, e 2 das faltas a favor do Benfica já foram nos descontos!!!
Inventou várias faltas perto da área do Benfica, deixou por marcar várias faltas junto da área do Setúbal!!! É assim que se controla o jogo, sabendo que muitos golos nascem de lances de bola parada.
Foi ainda a tempo de mostrar dois cartões amarelos ridículos, um ao Salvio, e outro ao Cardozo...
Uma nota final, para mais uma inacreditável selecção de imagens por parte da XIC no programa Dia Seguinte: O golo mal anulado ao Javi Garcia não 'apareceu', no jogo da Taça as agressões do Belucha também não foram 'escolhidas'!!!



Nada de novo no Dragay!!! Vasco Santos, usando a mesma estratégia do Cosme, lá foi controlando o jogo a meio-campo. Dou um exemplo: numa das primeiras jogadas de ataque do Rio Ave, Bruno Gama sofre falta, a bola vai para João Tomas, o árbitro deixa seguir, mas logo a seguir Rolando faz uma falta dolorosa sobre o Jardel de Coimbra, a falta de Rolando era mais próxima da área, até se podia discutir se o João Tomas ficaria isolado, o que é que Vasco Santos faz?!!! Fácil, marca a primeira falta sobre o Bruno Gama!!! Curiosamente o João Tomas ainda a recuperar da carga que tinha sofrido, teve quase a marcar golo, mas ficou pelo 'quase'!!! O resultado ainda estava 0-0...
É com este tipo de estratagemas que se constroi resultados em Portugal, não existiram casos graves, mas sem exagerar, posso confirmar que os Corruptos beneficiaram neste jogo de mais livres frontais, do que o Benfica em toda a primeira volta do Campeonato (15 jogos)!!!
Uma nota para o Rio Ave, que apesar da derrota demonstrou brio, ao contrário de outras equipas, não abdicou dos pontos antes do jogo começar. Deveria ser uma situação normal, mas infelizmente são raras as equipas com este tipo de atitude em Portugal.

(Antes desta jornada, os Corruptos com os seus amigos da Madeira, anteciparam um jogo. Ao contrário do que tem sido afirmado a situação não é igual ao que aconteceu com o Benfica a época passada. Na eliminatória com o Hertha, o Benfica jogou a uma Quinta e foi obrigado a jogar a segunda mão na Terça-feira seguinte. Com este calendário era impossível com as 72 horas de descanso obrigatórios manter o jogo com o Leiria nesse fim-de-semana. Os Corruptos também vão jogar numa Quinta, mas depois o segundo jogo com o Sevilha vai-se realizar na Quarta-feira. O espaço não é muito, mas daria para jogar com o Nacional no Domingo e respeitar as 72 horas de descanso.
Em relação ao jogo, não há muito a dizer, o Nacional não 'apareceu', os Corruptos venceram, e até tiveram um golo mal anulado...!!!)
ADENDA: Só hoje Quinta-feira, revi um lance que me tinha deixado muitas dúvidas. A Sporttv como é politica da casa, não deu nenhuma repetição, e nos vários programas de rescaldo da jornada nada foi mostrado, com excepção ao Trio d'Ataque!!! O lance deu-se aos 35 minutos da primeira parte, onde Bruno Gama é derrubado pelo Sereno, se calhar o derrube não é intencional, mas isso também não interessa para o caso, a falta existe, e deveria ter sido marcado penalty. Esta minha observação altera a Tabela Anti-Lixívia, já que o resultado 'verdadeiro' do jogo passa a ser de 1-1 !!!



Despedida 'quase' perfeita do Levezinho, aquele golo do empate, estragou o que poderia ser uma festa de arromba!!! Um treinador sado-masoquista que anda atrás do 'carcanhol', um team manager que não recebeu comissão da venda do Liedson, assim se explica o 'desacordo'!!! Um presidente em gestão que continua a tomar decisões importantes. Uma corrida à Presidência, que mais parece a eleição de uma qualquer Comissão de ex-Presidiários, resumindo é só rir (ou chorar)...
O jogo até foi 'normal', boas decisões nos penalty's, a única situação duvidosa foi a não mostragem de amarelo ao jogador da Naval no penalty. Eu não sou muito de elogios, mas este Bruno Esteves até agora parece-me bonzinho, vamos ver como será a sua progressão na carreira...



Não vi, nem me chegou aos ouvidos quaisquer problemas no Marítimo-Braga. Estou curioso para conhecer a equipa do Braga para o próximo jogo com os Corruptos, a serem verdade as noticias a onda de lesões em Braga, ainda vai 'obrigar' o Choramingas a jogar com os Juniores!!!




Anexos:



Benfica

1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Corruptos, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Naval, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar, Prejudicados, Sem influência no resultado
13ª-Olhanense, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Rio Ave, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
15ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Académica, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Nacional, Prejudicados, Sem influência no resultado
18ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Académica, Nada a assinalar
10ª-Benfica, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
11ª-Portimonense, Nada a assinalar
12ª-Sporting, Prejudicados, Com 2 pontos
13ª-Setúbal, Beneficiados, Com 3 pontos
14ª-Paços de Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Marítimo, Nada a assinalar
16ª-Naval, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar, Beneficiados, Com 2 Pontos
18ª-Rio Ave, Beneficiados, Com 2 pontos
20ª-Nacional, Prejudicados, Sem influência no resultado
Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar
9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Guimarães, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Académica, Nada a assinalar
12ª-Corruptos, Beneficiados, Com 1 ponto
13ª-Portimonense, Nada a assinalar
14ª-Setúbal, Nada a assinalar
15ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
16º-Paços de Ferreira, Prejudicados, Com 3 pontos
17ª-Marítimo, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Naval, Nada a assinalar
Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave, Nada a assinalar
10ª-Beira-Mar, Prejudicados, Com 2 pontos
11ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Nacional, Beneficiados, Com 2 pontos
13ª-Leiria, Nada a assinalar
14ª-Académica, Nada a assinalar
15ª-Sporting, Prejudicados, Com 1 ponto
16ª-Portimonense, Nada a assinalar
17ª-Setúbal, Nada a assinalar
18ª-Marítimo, Nada a assinalar

O Cairo está próximo

"1. Talvez devesse falar da assembleia geral estatutária da FPF. Talvez devesse falar, portanto, do litígio entre o “passado” e o “futuro”. Talvez devesse falar, por isso, de coerência e de luta pela sobrevivência. Mas, como aqui escrevi em jeito de prognóstico mais do que uma vez, nada de novo se passou no “29 de janeiro”. Logo, não vale a pena.

2. Talvez devesse falar de todos os processos que a Comissão Disciplinar da Liga não instaurou ao longo desta época e deveria ter instaurado. Diz a imprensa que este ano os processos são abertos apenas com queixa – ficando tudo o resto por averiguar, a não ser o que vem nos relatórios dos jogos. Talvez devesse falar, portanto, dos critérios legais e regulamentares de abertura de processos disciplinares na Liga, sem esquecer esse novo critério, desconhecido até agora e ausente na “lei”: a turbulência pública. Mas também não vale a pena.

3. Também devesse ainda falar das conferências da Comissão de Arbitragem da Liga sobre as atuações dos árbitros. Corajosas e pedagógicas, tratando os árbitros com a maturidade que o futebol profissional exige. Mas não vale a pena também. Os que sempre navegaram na opacidade e na falta de transparência, assim como os que prezam o “recato” dos bastidores, nunca gostarão da prática inovadora de Vítor Pereira e da sua equipa.

4. Antes valha a pena discutir os próximos cenários: o cancelamento da utilidade pública desportiva da FPF e, depois, a possível constituição de uma nova federação de futebol. De facto, não parece que Pedro Silva Pereira e Laurentino Dias, depois de esticarem a corda toda na suspensão que por ora afeta a FPF, tenham outra alternativa: cancelar e acabar com o futebol na FPF. Qualquer outra decisão – como voltar a suspender a utilidade pública por mais um ano a partir de Abril – é perder em definitivo a credibilidade, nomeadamente perante todas as outras federações desportivas que cumpriram a lei para organizar e regular os seus campeonatos. Se, até Abril, nada mudar na FPF, o não cancelamento da utilidade pública instalará a Praça Tahrir do Cairo no desporto português. A não ser que a previsível intervenção da FIFA tenha algum efeito substancial antes de abril. E já sabemos que é essa última cartada que o ministro e o secretário de Estado esperam. Enquanto isso, é tempo de pensar na “revolução de Abril” de 2011. Cancelada a utilidade pública e criado o cenário para a eventual extinção da FPF nos tribunais, será a hora de colocar as flores nas espingardas e começar de novo. Será a hora de saber quem está disponível para constituir uma nova federação, reconhecê-la junto da FIFA e da UEFA, respeitar a lei e adquirir a utilidade pública junto do Estado. E começar uma nova era a partir de Julho de 2011. Veríamos, então, quem são as associações – e os clubes – que fariam parte da nova federação e as que ficariam de fora. E veríamos quem se ordenava nesse ato de superação. Talvez não se chegue lá. Mas convém ter a noção que o fim da linha da FPF já esteve mais longe."

A ferida

"From: Domingos Amaral To: André Villas-Boas

Caro André Villas-Boas

Nos últimos vinte e cinco anos, só me lembro de ganhar três vezes ao FC Porto em sua casa. A vitória de César Brito e Eriksson, a vitória de Koeman e Nuno Gomes, e agora a vitória de Jesus e os seus apóstolos. São, é verdade, poucas vitórias, mas é exatamente a sua raridade que lhes dá um valor extraordinário e inesquecível. Rebentei de alegria na quarta-feira, e se Cardozo tivesse metido o terceiro teria tocado no céu. Por todas as razões: pelo gozo que dá vencer em casa do rival maior, pelo orgulho que tive no meu Benfica, mas sobretudo porque era uma vitória essencial para que o impossível passasse a ser mais possível.

É verdade: a vitória do Benfica mudou, para já, a narrativa da época. Até aqui, tínhamos um Braga dececionante, um Sporting em calvário, e um Benfica que começara muito mal e fora derrotado por ti duas vezes, uma das quais de forma humilhante. A narrativa era a de um FC Porto praticamente imbatível, que a irrelevante derrota com o Nacional não afetara. Agora, a narrativa mudou. Ao vencer-te em casa, o Benfica retirou-te a vantagem psicológica que tinhas, e introduziu as dúvidas no teu universo. Agora, serás tu a jogar sobre brasas, a temer, a cada momento, a perda de pontos.

Agora, serás tu a recear a desestabilização da defesa, a falta dos talentos, a ansiedade no grupo. Por mais que tentes negá-lo, há uma “ferida” sim, e só Deus sabe se vai sarar ou abrir mais. Daqui para a frente ninguém sabe o que irá acontecer, mas tenho a certeza que, a partir de agora, todas as noites antes de adormeceres te vais lembrar que, até ao fim da época, ainda vais ter de jogar na Luz duas vezes..."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Golaços !!!



Duas execuções técnicas brilhantes, de duas contratações efectuadas no último defeso, valeram dois magníficos golos (se tivesse sido o Givanildo, ou outro bicho parecido, tinha que se inventar adjectivos!!!).
Jogando contra uma hiper motivada equipa Sadina (que vai ressacar nas próximas semanas!!!), num campo onde foi muito difícil controlar a bola (como já é habitual em todas as equipas do Manel sempre que joga contra o Benfica!!!), um Benfica cansado, sem Coentrão, soube sofrer, e nem o critério torto do Cosme na marcação de faltas, inventando vários livres perigosos contra o Benfica, deixando passar vários livres perigosos favoráveis ao Benfica (além do absurdo critério disciplinar, e um golo mal anulado...!!!), foi obstáculo suficiente para impedir o Glorioso de chegar aos 3 pontos...

Para totós

"A pensar naqueles que não conseguiram acompanhar os 90 minutos do FC Porto-Benfica (uns porque não têm televisão por cabo, outros porque saíram mais cedo do Estádio do Dragão), aqui fica uma pequena resenha dos acontecimentos:
20.15 – Antes de as equipas entrarem no relvado, passam nos ecrãs gigantes imagens do último FC Porto-Benfica, para contentamento geral do público: desta forma, os adeptos portistas não poderão dizer que naquela noite não festejaram golos do FC Porto.
20.23 – As equipas técnicas entram no relvado. Jorge Jesus limita-se a estender a mão a André Villas-Boas, depois de ponderar a hipótese de cumprimentar o técnico portista da mesma forma que cumprimentou Luís Alberto no final do Benfica-Nacional.
20.30 – Início da partida.
3’ – A bola sai pela lateral e André Villas-Boas domina o esférico com o peito. Durante toda a noite, será a única vez que um elemento do FC Porto conseguirá receber a bola à vontade, sem oposição imediata do adversário.
6’ – Golo de Fábio Coentrão. Perspicaz, o lateral-esquerdo percebeu que, hoje em dia, se ambiciona marcar golos, tem de o fazer no início da partida, antes que seja expulso pelo árbitro da partida.
22’ – Livre de Hulk, “o Razoável”, passa muito longe da baliza. É o que dá só estar habituado a rematar a 11 metros da baliza.
26’ – Golo de Javi García, a passe de Fernando. A tática de Jesus a resultar em pleno: para quê Aimar, se se tem os jogadores do FC Porto?
43’ – Cartão amarelo para Hulk por simular uma falta. Alguns comentadores defendem que o jogador brasileiro já devia ter sido admoestado antes, por simular ser um ponta-de-lança decente.
62’ – Belluschi, na marcação de um livre, remata fraco. O que se compreende: não se consegue ganhar balanço convenientemente, quando se está no bolso do César Peixoto.
63’ – Os adeptos do Benfica começam a ter algumas dificuldades em recordar-se do nome do defesa central que, há poucos dias, foi vendido para Inglaterra. Ainda sabem que o primeiro nome começa por “D” e que tinha caracóis, mas pouco mais."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

26 !!!




Mais uma viagem longa, mais uma vitória...

Estrebuchar do velhinho 'sistema'!!!

Candelária 4 - 4 Benfica

Grande Ricardo Silva que a 16 segundos do fim defendeu um livre directo, após cartão azul ao Cacau (a cor mais adequada para este tipo de cartões!!!), isto depois de durante o jogo ter defendido vários livres directos e penalty's...
Continuamos na frente, com uma vantagem menor, perdemos a margem de manobra, mas ninguém disse que 'isto' ia ser fácil...!!!

...dar rotinas aos menos utilizados



Boa réplica, mas continuamos na Taça




Irresponsabilidades

"
...
E é exactamente por isso que estou preocupado com a actual realidade da Federação Portuguesa de Futebol. Permitam-me, por isso, a finalizar uma palavra final em relação a este problema.
Não posso admitir que o Benfica possa vir a sofrer quaisquer tipos de consequências resultantes da irresponsabilidade de alguns dirigentes associativos que não estão preocupados com o futebol, mas apenas com os seus privilégios, com os seus interesses, com os seus lugares. Como se o futebol fosse um entreposto de interesses corporativos.
Dirigentes associativos – felizmente poucos – que não parecem preocupados com a vontade dos clubes, mas sim com os seus privilégios pessoais.
Nunca devemos perder a memória das nossas acções, e eu nunca a perco, mas também tenho bem presente a memória de algumas acções que outros praticaram no passado e a contradição gritante com aquilo que não fazem no presente.
Lembram-se – por exemplo – do empenho, da determinação, do que disse e do que fez, um determinado membro do actual governo, no caso Nuno Assis?
Lembram-se – por exemplo – do empenho, da determinação, do que disse e do que fez, um determinado membro do actual Governo, no caso Carlos Queiroz? Eu lembro-me!
E agora, esse mesmo senhor vem dizer que o Governo não pode entrar pela Federação Portuguesa de Futebol? O problema é que entrou no caso Queiroz, o problema é que não descansou no caso Nuno Assis.
Mas que Governo é este que não consegue aplicar a Lei que fez? Que governante é este que se demite das suas funções quando mais necessário é?
O Ministro que tutela o Desporto tem de intervir, tem de assumir que o futebol não serve apenas para aparecer nas fotografias da Selecção, mas que o futebol deve respeitar a Lei do país que representa.
Lavar as mãos nunca é um bom argumento político. Pactuar com a irresponsabilidade de algumas associações de futebol é render-se a ilegalidade e ao compadrio que tem marcado o futebol português nos últimos anos.
Viva o Benfica e parabéns a todos por mais uma etapa cumprida na renovação das nossas Casas!"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É este Benfica que é preciso

"No Estádio do Dragão tudo se passou com normalidade. O Benfica reduzido a 10 de forma injusta, e o Porto acabou com 11 de forma igualmente injusta. Ganhou aquela que é claramente a melhor equipa, e aquela que jogou melhor.
Vilas Boas merece elogios, porque foi correcto e porque com aquele plantel não pode fazer mais.
Aqueles que acusaram Jesus de inventar noutros desafios importantes, não souberam dizer agora que o inventor começou a ganhar o jogo nas suas opções.
O Benfica ganhou em grande parte, graças a Jorge Jesus.
Javi Garcia, Coentrão, e Luisão estiveram enormes pelos encarnados, e reduzido a dez jogadores o Benfica deu recital. O Porto fez com o Benfica o mesmo que o Rio Ave, mas Carlos Brito jogou contra 11.
A verdade é que apenas ganhamos mais um jogo. Um jogo difícil contra um adversário de respeito, mas o objectivo é vencer no Jamor.
Se a sobranceria do Benfica na Supertaça custou caro aos encarnados, a fanfarronice doa azuis e brancos antes deste jogo, foi o início duma exibição medíocre, e de uma derrota clara.
Vilas Boas teve razão. Não foi preciso um super Benfica, para este Porto tão vulgar. Bastou um Benfica concentrado e regular. É este Benfica que é preciso, concentrado e competente.
Jorge Jesus sabe que esta série de vitórias só terá valor se culminar com troféus. Os pequenos clubes festejam a vitória em alguns jogos, os grandes festejam títulos, e eu só festejarei com a vitória no Jamor. Se a segunda mão fosse para a semana a eliminatória estava resolvida a nosso favor, mas daqui a 70 dias há muitos imponderáveis. Mas que ficamos muito perto deste objectivo, disso não tenho dúvidas.
O Estádio do Dragão ficou rendido. O Benfica foi muito superior e desde os 10 minutos só se ouviram 2500 heróis, que cantaram aquilo que seis milhões sentiram."
Sílvio Cervan, in A Bola

Objectivamente (AG da FPF)

"Dois assuntos marcaram, para mim, a semana desportiva: a vitória da vergonha dos 30% na AG da Federação, e a entrevista de Mourinho, ao «Jogo», onde confessa que ganhar no Fc Porto é fácil porque PC é o melhor presidente do Mundo!
Do primeiro tema já muito se falou durante o fim-de-semana, mas ficou por esclarecer se ainda há hipótese de diálogo com gente que não quer perder o poder no futebol português. Lourenço Pinto e os seus aliados já não escondem nada. É tudo às claras! No dia anterior à AG, PC e António Salvador, seu «brother» de Braga, faltaram à reunião de presidentes na Liga. O sinal estava dado. E confirmou-se no dia seguinte. A Associação de Braga, pela voz do seguidista Coutada, dava o dito por não dito e votava ao lado da AF do Porto com Lourenço Pinto. Não têm palavra. O mesmo Coutada, que por escrito, havia garantido voto a favor da aprovação dos estatutos, na hora da verdade fez o que lhe mandaram fazer e juntou-se aos velhos retrógados que tanto mal têm feito ao Futebol Português. E mais uma vez gozaram com Governo, UEFA e FIFA!
Será que o Secretário de Estado do Desporto tem medo desta gente?! Então, lance a bomba atómica, e atribua responsabilidades pelo que se seguirá a estes velhos caducos que recusam sair do poleiro por meia dúzia de favores, convencidos que mandam mesmo no Futebol cá do burgo.
Quanto a Mou, fiquei esclarecido quanto às estrondosas vitórias no Fc Porto: «É fácil ganhar no Porto!». Não havia de ser!? Com o 'melhor presidente do Mundo' e com os Apitos Dourados... Não tenho dúvida nenhuma!"
João Diogo, in O Benfica

Coincidências...

"1. 4.-ª feira: Jogo FC Porto-Nacional. 5.-ª feira: comunicado do Nacional criticando a voto favorável da Associação da Madeira à revisão dos estatutos da Federação. Coincidências...
Também 5.-ª feira: Reunião do Conselho de Presidentes na Liga. Dos 32 clubes faltaram apenas quatro. Quais? FC Porto, SC Braga, Nacional e Olhanense. Coincidências...
Ainda 5.-ª feira: Os clubes do distrito do Porto criticaram o facto de não terem sido ouvidos quanto ao sentido de voto da sua Associação na questão dos estatutos federativos. Excepção: FC Porto. Mais uma coincidência...
6.-ª feira: A Associação de Braga, pela voz do seu presidente Carlos Coutada (outro do tempo da distribuição dos principais pelouros federativos com a Associação do Porto), dá o dito por não dito e anuncia ir votar contra os novos estatutos. Nem sequer houve coincidência...
Sábado: Uma minoria de associações, lideradas pelo Porto (algumas à revelia dos seus clubes), 'boicota' a aprovação dos novos estatutos da Federação. Já não há mesmo pachorra!
2. Acho lógico o FC Porto querer antecipar o jogo com o Nacional, para ter mais tempo de descanso entre os seus jogos com o Sevilha. Mas já não compreendo tão bem a 'simpatia' do Nacional que, tendo um jogo decisivo em Aveiro no sábado, acedeu jogar três dias antes no Dragão. E, por sinal, foi bem menos lutador do que havia sido três dias antes na Luz...
3. Gostei bastante da Gala Eusébio, merecidíssima homenagem ao nosso 'Rei'. E achei excelente ideia a presença de jovens jogadores do Benfica, devidamente equipados, a acompanhar os diversos convidados que subiram ao palco, forma de ligar, de forma permanente, o Clube à homenagem e ao homenageado. E, de entre esses convidados, duas referências especiais: para Artur Agostinho, em surpreendente boa forma nos seus 90 anos, um 'relator' sportinguista que, no Desporto, soube sempre ser imparcial; e para Herman José e o seu portista José Estebes, que teve piada e não ofendeu.
4. O jogo FC Porto-Nacional, em canal aberto (TVI), foi apenas o sétimo mais visto nessa quarta-feira. Pois é, havia o Benfica a jogar com o Rio Ave quase ao mesmo tempo, mesmo em canal pago..."
Arons de Carvalho, in O Benfica

Sempre em trânsito

"Triste é o destino, a que chamamos “periférico” por pudor de utilização da palavra “pobre”, do futebol português, condenado a ser uma escala, um entreposto, um momento provisório para os melhores praticantes da modalidade – sejam eles portugueses ou estrangeiros. As partidas simultâneas de dois homens que ajudavam a subir o nível e a fazer a diferença junto dos adeptos dos respetivos clubes vem recordar-nos uma adenda à verdade anterior – é que tanto faz passar por cá a caminho de uma brilhante carreira internacional (e é isso que se augura a David Luiz) como dar aqui os últimos passos antes da reforma que, no caso dos futebolistas de qualidade, soa sempre a antecipada (caso de Liedson).

Dir-me-ão que as hipóteses de um percurso acompanhado sempre pela mesma camisola, pela mesma cor, pelo mesmo clube são hoje uma nulidade ridícula – pois se os pragmáticos liberais se preparam até para destroçar à espadeirada o Estado Social, se os ideólogos sem ideologia nos querem convencer que a mobilidade, a flexibilidade e a precariedade são hoje características essenciais do Emprego, não será inútil e “romântico” pensar em estabilidade e “longa duração” para uma profissão de picos de exigência, como é o futebol profissional? Sei que os argumentos correm contra mim, que estes tempos não se compadecem com mãos sobre o emblema e emblemas sobre o coração. Mas não me peçam que deixe de considerar decisivos, para o meu amor ao Futebol, símbolos como Eusébio, Humberto Coelho, Rui Costa, Nuno Gomes, Fernando Gomes, Vítor Baía, Jorge Costa, Vítor Damas, Manuel Fernandes ou Oceano. Hoje, com a alta rotação, haverá espaço e ocasião para que quem chega se transforme numa bandeira de clube, numa chave de equipa? Creio bem que não.

Fala mais alto o Deus-Dinheiro, que comanda como bem entende, sem se preocupar com a “carga” que transporta de um lado para o outro. David Luiz vai deixar saudades (e do jogo desta noite, mais importante do que se adivinha, sairá noção mais exata da falta que fará em campo), até porque era um potencial capitão do Benfica à altura dos históricos. Liedson e o seu físico improvável, as suas artes autênticas e as suas artimanhas de “moleque”, os seus sprints e os seus remates intempestivos vão criar um vazio difícil de suportar. Em menos de meio ano, o Sporting perde os seus dois símbolos: primeiro João Moutinho; agora o brasileiro, que nem deixa retorno financeiro digno desse nome. Diz Couceiro aquilo que pode (mas talvez não aquilo que devia): “Não há insubstituíveis no Sporting”. Diz um diretor com dois meses de casa sobre um jogador que ali entusiasmou durante sete anos e meio. E depois ficam todos muito surpreendidos quando a casa vem abaixo..."

Hoje tal como ontem

"Combinava-se que o tempo, a duração do jogo, se media em golos (mudava aos cinco e acabava aos dez), dividíamo-nos em duas equipas, media-se a baliza em passos e fazia-se das mochilas da escola ou dos paralelos da rua os seus postes. Preparado o campo, escolhíamos quem queríamos ser, acreditávamos ser os nossos ídolos, tínhamos a capacidade de nos ‘outrar’, de sermos o outro.
Encarnávamos a categoria senhorial do Humberto, a força e a determinação do Toni, a eficácia do Nené, a frieza do Filipovic, o carisma do Bento ou o talento ímpar do Chalana. E, deste modo, ‘outrando-nos’, elevávamo-nos ao patamar dos nossos ídolos e elevávamo-los à condição de heróis, numa condição situada algures entre os homens e os deuses. Não era por acaso que, na inocência infantil de quem escolhia os nomes com a simplicidade de quem olha para o mundo com olhos limpos, havia nomes escolhidos, e até disputados, em contraste com outros sistematicamente ignorados. Era um critério que ultrapassava o mero reconhecimento do talento, implicava algo de bem mais profundo, mas menos mensurável. Escolhíamos os nomes daqueles com quem nos identificávamos, aqueles nomes que, num processo que não se explica, mas que se sente, tinham conseguido uma relação tão especial com os adeptos que os sentíamos como património colectivo do benfiquismo e não apenas como bons jogadores do Benfica. E, nestas coisas, a miudagem não se engana.
Contava-me, na terça-feira, uma grande benfiquista que vira a Carolina, uma benfiquista dos sete costados e tenros anos, largar uma lágrima grossa e sincera por causa da transferência do David Luiz. Não foi por acaso, foi porque o David Luiz conseguiu, nos tempos actuais, a tal identificação com o benfiquismo. A tal que não se explica, mas que se sente.
Que sirva de consolo à Carolina o facto de o David Luiz ter saído do Benfica, mas ter levado em si o benfiquismo que todos partilhamos."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Força Vanessa

“Há momentos na vida em que temos de assumir opções que são difíceis, mas sendo difíceis não podemos fugir delas. Esta é, sempre foi, a minha forma de estar na vida, e apesar da angústia que sinto ao assumir esta decisão, creio que é a melhor forma de preservar tudo aquilo que fiz e dediquei ao Triatlo nacional e a Portugal.
Por razões de saúde que me tem impedido nos últimos meses de me dedicar à prática da modalidade que abracei e que tantas alegrias me proporcionou, queria comunicar-vos a minha intenção de interromper temporariamente a prática desportiva. Não se trata de um abandono, mas apenas de uma interrupção temporária que me permita regressar em pleno dentro de pouco tempo.
Espero que compreendam as minhas razões e entendam a dificuldade do momento que actualmente vivo. Sei que vou conseguir voltar e que esta fase representa apenas um curto intervalo na minha carreira desportiva. Espero contar com o vosso apoio,

Vanessa Fernandes”

Rescaldo

Quando o Javi Garcia marcou o segundo golo do Glorioso estas foram as reacções na tribuna corrupta (o Oliveirinha deve estar a pensar no Rangel: a sacana vai-me fod* o esquema!!!), curiosamente durante o jogo a realização da Sporttv não procurou com a insistência habitual os grandes planos da 'entorage' corrupta, porque será?!!!


Mais uma vez, a nossa comitiva foi recebida à pedrada, antes e depois do jogo. Mais uma vez silêncio por parte dos do costume. Isto além da chuva de isqueiros (e afins) que durante o jogo caíram em cima do Júlio César, curiosamente mais uma vez a Sporttv não mostrou interesse no assunto, aliás já no 'clássico' Corruptos-Beira-Mar para a Taça da Liga houve uma chuva de objectos para cima do guarda-redes contrário, com a SIC a 'desviar' as imagens para outra zona das bancadas, apesar do jogo ter sido interrompido por duas vezes!!! (na rádio alguém disse: Pronto caíram 6 isqueiros, agora não é preciso o guarda-redes do Beira-Mar fazer todo este espectáculo!!!) Porque será?!!!



Muitos perguntam como é podemos responder a tudo isto? Simples, observem o Cardozo!!! Ao contrário do que alguns defendem, quando os Corruptos vierem jogar a Lisboa, não podem ser recebidos de forma igual ou parecida, por muito que isso custe temos estar acima destes comportamentos animalescos. Já o ano passado com a simulação do Luisão (lançamento isqueiro) foi 'engraçado' observar as reacções dos avençados Corruptos!!!
Esta situação só acontece, porque à semelhança do ano passado, a 'manga' de acesso aos balneários 'avariou-se' mais uma vez...!!!

Com criatividade, e muito humor, existem maneiras muito mais eficazes de reposta, oiçam a música!!! Divinal
Coentrao feat Barbra Streisand - Benfica Fucks Porto! (Javi Garcia Remix) by pUNpaNoNicUs

Via BnrB

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Futebol português - 'Legalize it'!

"Quando há um jogo em grande, como o de ontem, um clássico empolgado por grandes rivalidades, é normal que durante a semana anterior ao acontecimento os adeptos dos clubes em contenda não pensem noutra coisa que não seja o tal jogo.
E não só não pensem noutra coisa como também não conseguem desligar-se do tema. E ao ponto de todos os outros acontecimentos alheios ao clássico, por mais ou menos corriqueiros que se apresentem, acabarem por ser entendidos e analisados em função do grande jogo em questão.
Foi assim a semana toda anterior ao FC Porto-Benfica de ontem à noite no Estádio do Dragão.
E começou logo - e muito mal - com a assembleia-geral da Federação Portuguesa de Futebol em que forças do Bem saíram a perder apesar de terem somado a seu favor 70 por cento dos votos das Associações distritais. E compreende-se assim as razões que norteiam o bafiento e minoritário furor dos que lutam com as armas que têm contra a adaptação dos Estatutos da FPF à Lei de Bases do Sistema Desportivo.
De qualquer modo, mais transparente não poderia ter sido a reunião magna do caduco futebol português. Que tenha sido uma manifestação de estertor, é o que se deseja.
Ganhar votações com apenas 30 por cento dos votos é, de facto, uma festa, um fenómeno, um grande «xito» dado aos adversários ideológicos, isto para revivermos o termo com que, em tempos, um supremo dirigente da AF Porto, recorrendo ao léxico do jogo da sueca, explicou cientificamente uma qualquer grande vitória nos bastidores do associativismo.
«Demos-lhe um grande xito.» Lembram-se os mais velhos? Quando aos mais novos e aos que ainda não tinham nascido no tempo do «xito», peçam, se fazem favor, esclarecimentos aos vossos pais, aos vossos tios que eles logo vos contam como foi.
Mas como no nosso futebol mudam-se os tempos mas não se mudam as vontades, a coisa no último fim-se-semana deve ter sido vagamente parecida com um «xito». Senão vejamos:
a) As Associações do porto, Braga e Leiria votaram contra o enquadramento dos Estatutos da FPF na Lei e no Regime Jurídico vigente.
b)Passadas 48 horas, com muito pouco destaque na comunicação social, surgiu a voz ainda perplexa do Varzim, através do seu dirigente Lopes de Castro, protestando contra a AF Porto que «marginalizou» os seus filiados Varzim, Penafiel, Rio Ave, Freamunde, Trofense e Desportivo das Aves «por não terem sido contactados» na discussão «da definição do sentido de voto».
Enfim, deram-lhes um «xito», foi o que foi.
Mau presságio, é o que é.
O fim-de-semana não foi só jogo da sueca. Também houve futebol jogado para a Taça da Liga que viu definidos os seus semi-finalistas. O Benfica venceu o Desportivo das Aves por 4-0 e vai discutir com o Sporting o lugar na final e o Nacional, que vencera no Dragão, venceu o Beira-Mar, em Aveiro, e vai discutir com o Paços de Ferreira, que venceu o Sporting para o campeonato, o acesso à final da quarta edição da prova.
Nós, benfiquistas, gostamos muito da Taça da Liga. Nas primeiras três edições, vencemos duas, o que é um bom registo. Alguns benfiquistas, mais optimistas, até dizem que se o Benfica prosseguir na sua recuperação desportiva e conseguir regressar a si próprio, a Taça da Liga, por coincidir com esse ambicionado período de reanimação, poderá vir a transformar-se para nós naquilo que a Supertaça Cândido de Oliveira significa para o FC Porto: uma marca de um historial de sucesso dentro de determinado período histórico.
A verdade é que a Taça da Liga tem dado alegrias aos benfiquistas. Desde as vitórias sobre o Sporting e o FC Porto nas finais de 2009 e 2010 às alegrias mais mesquinhas que foram as de ver os nossos rivais soçobrarem com algum estrondo contra adversários menos qualificados.
Como aconteceu, por exemplo, ao Sporting na final de 2008 perdida para o Vitória de Setúbal e como aconteceu ao FC Porto, na primeira edição, afastado pelo Fátima e, este ano, afastado pelo Nacional da Madeira.
Nesta época já foi incrível ver como é que o FC Porto, tão imperial no campeonato, conseguiu perder com os madeirenses graças aos dois golos de Anselmo e empatar, em Barcelos, com o Gil Vicente graças aos dois golos de Hugo Vieira.
Os benfiquistas pragmáticos dirão que o que faltou a Jorge Jesus na final da Supertaça, em Agosto, e na ida ao Dragão, em Novembro, foi um Anselmo ou um Hugo Vieira. Ou os dois juntos, de preferência.
Bom presságio ou mau presságio? Francamente, não me consigo decidir.
No mesmo dias do início da semana, o Sporting anunciou a venda de Liedson ao Corinthians e o Benfica anunciou a saída de David Luiz para o Chelsea. Trata-se de dois jogadores brasileiros que deixaram a sua marca nos clubes que defenderam em Portugal. Liedson esteve oito anos no Sporting, nunca foi campeão porque não encontrou um Sporting no seu melhor. Mas para os sportinguistas e para todos os outros ficará sempre uma dúvida pertinente: nestes oito anos, se não tivesse Liedson, o Sporting teria sido muito melhor ou muito pior?
A saída de Liedson é, sem qualquer espécie de dúvida, uma boa notícia para o nosso Luisão. É esta a minha homenagem a Liedson. E é bem grande.
Na Luz, a partida de David Luiz teria provocado maior emoção se não tivesse acontecido precisamente nesta semana que antecedeu o FC Porto-Benfica. Até parece que o adeus do nosso muito amado jogador foi ofuscado pelos preliminares do clássico que dominou todas as atenções e abafou todo o resto.
Ao ponto de um amigo meu que passou os últimos meses a temer a saída de David Luiz no mercado de Inverno se ter saído com esta assim que soube da consumação da transferência para o Chelsea:
-Ai é? Olha, é da maneira que estamos garantidos que não vai jogar a defesa-esquerdo na quarta-feira.
Por portas travessas, considerei este um bom presságio.
Depois veio o presidente do Corinthians dizer que não tinha pago ao Sporting os 2,1 milhões de euros que o clube português comunicou à CMVM e que tinha comprado Liedson bem mais barato «por 1,5 milhões de euros em 18 meses».
Depois veio o Marítimo exibir trocas de correspondência e afirmar, em comunicado, que «os documentos desmentem claramente» que a proposta do FC Porto por Kléber foi mais alta do que a do Sporting. Como se não lhes bastasse o sarilho em que se estão a meter, os dirigentes madeirenses ainda se atreveram a questionar publicamente o seguinte: «Mas se a proposta do FC Porto ao Atlético Mineiro foi mais alta, onde é que pará o resto do dinheiro? Nalgum saco azul?»
Enfim, estes pormenores desagradáveis dos negócios da concorrência terão acalmado alguns benfiquistas mais inconformados com a saída de David Luiz. Outro bom presságio...
Aproximou-se a hora do jogo e os benfiquistas são informados de que César Peixoto, um jogador com quem embirram, vai ser titular. Traçam-se as conjecturas mais negras, tal como seria de esperar. A maioria considera a titularidade de Peixoto um mau presságio.
Afinal não foi um mau presságio. O Benfica venceu o FC Porto com uma exibição duas vezes categórica. Foi categórica na superioridade do seu futebol até ao momento em que Paulo Baptista expulsou incrivelmente Fábio Coentrão e foi ainda mais categórico quando, reduzido a dez elementos, deu um festival de empenho e de solidariedade absolutamente notável.
E ainda estamos em quatro frentes."
Leonor Pinhão, in A Bola

Saviola

"Justíssimo. Trata-se de um profissional brilhante. Daqueles que enobrece o seu ofício. Escrevi propositadamente profissional e não jogador. Porque o argentino é profissionalmente completo. Atleta de inegáveis recursos técnicos e tácticos, de uma intelegência fina e arguta, trabalhador incansável, com a regularidade de um relógio de precisão, com raro sentido de eficácia e noção da «produtividade do esforço». Mas também sereno, sem alardes ou tiques de vedetismo disparatado, leal e correcto para com colegas e adversários, respeitador. Vê-se que exerce a sua actividade com o sentido lúdico do dever. Trabalhar jogando não é para ele nem uma cruz nem uma expressão narcísica. Sabe, como ninguém, emprestar o individual ao colectivo num rendimento quase musical de opções e movimentos.
O melhor profissional é aquele para quem o seu mister é o prolongamento da sua vida pessoal e vice-versa. Igual a si mesmo. Sem teatro ou máscara. Não conheço pessoalmente Saviola, mas aposto que ele é nos relvados o que é na rua, em casa, na sociedade: um homem discreto, responsável e simples. Avesso à ilusão, à quimera, ao deslumbramento efémero, ao aplauso de ocasião.
Não é dado a espalhafatos tontos nem a histrionismo bacoco. Como um dos seus irmãos (benfiquista, claro!) me disse, quando há tempos me sugeriu que nesta coluna escrevesse sobre o Saviola, é «um vagabundo que nunca ri». Com 1,68 m de altura e muito mais de personalidade.
Saviola irá longe quando os holofotes se apagarem. Porque tem vida a carácter para além do futebol. Como o inolvidável Preud'Homme."
Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Grito...




Hoje, foi gritante a diferença de valor entre as duas equipas, basta comparar directamente os onzes iniciais, jogador com jogador por posição, analisar o passado de cada jogador antes de chegar aos Corruptos, e ao Benfica, verificar o curriculum como internacionais pelas suas Selecções (incluindo as selecções jovens), não fosse os '(des)equilibridores' profissionais, que andam com apitos na boca, e a classificação do Campeonato seria completamente inversa...
Os Corruptos hoje quiseram ser 'cagões', nem sequer fizeram estágio, o desprezo saiu-lhes pela (Cu)latra!!!
Mais uma inacreditável flash-interview, onde o avençado pede desculpa antecipadamente por qualquer pergunta mais afoita!!! Como questionar a convocatória!!! Tareco, senta...!!!
Recordo um Corruptos-Benfica apitado por Paulo Costa, onde após uma primeira parte estranhamente normal, com o resultado favorável ao Benfica, curiosamente (ou não) o critério alterou-se totalmente na segunda parte, com várias expulsões, e com os Corruptos a ganhar. Hoje assistimos a algo parecido, que 'jantar' terá sido servido no balneário dos árbitros, ao intervalo?!!!

PS: Um grande bem-haja, e muita força para os Benfiquistas de Gaia, que mais uma vez, foram vitimas de vandalismo cobarde. Para os carolas da Casa do Benfica de Gaia: Façam hoje a Festa, ninguém calará o nosso Benfiquismo, esta vitória deveria ser dedicada a vocês.
adenda: Fiquei contente ao ouvir o Jesus a dedicar a vitória aos adeptos Gloriosos que foram ao Estádio do Ladrão, e aos Benfiquistas da Casa de Benfica de Gaia. Mas não compreendi o porquê do elogio ao Paulo Batista. Além da ridicula expulsão do Coentrão perdoou a expulsão ao Belucha, inventou várias faltas junto da área do Benfica, mais do mesmo...
Depois de tantas boas decisões, o Jesus teve mal nesta tirada...



Sem Tréguas XXVI

Alianças
O comunicado do Marítimo sobre o caso Kléber é verdadeiramente histórico, não é a primeira vez que um clube 'pequeno' Português afronta o todo-poderoso Papa, mas ao contrário dos outros, o Marítimo tem o apoio financeiro do Governo Regional, o que lhe dá alguma independência em relação aos resultados desportivos. Assim não é provável o 'desaparecimento' do Marítimo, algo que já aconteceu com outros, que pagaram caro o acto de desafiarem os Corruptos-Mor.
Mais uma vez, os fod* foram os Lagartos, algo já habitual, que poderia servir-lhes de 'abre olhos' mas duvido (li um rumor que o Levezinho no Verão vai-se mudar para Palermo, a ser verdade, seria mais um episódio engraçado!!!)...
Nota-se esta época na Direcção do Benfica uma tentativa mais declarada de 'estender a mão' a outros clubes, com direito a votos na Liga. É algo que já devia ter sido feito à mais tempo, com maior insistência na minha opinião, é verdade que vão existir situações onde vamos ter que 'apertar a mão' a pessoas, ou clubes, que não o mereciam, mas será sempre um mal menor.
O Marítimo estará de certeza no nosso lado, além do Kléber ainda existe o caso Pepe. Clubes como o Rio Ave, o Paços de Ferreira raramente alinharam com os Corruptos. O próprio Olhanense parece estar a mudar. Depois ainda existe a Segunda Liga, onde estamos 'desvantagem', mas pelo menos parece que 'convencemos' o Varzim...
Quando eu digo 'ganhar' clubes para o nosso lado, não quero dizer criar 'satélites', completamente dependentes das nossas posições, basta não seguirem as 'indicações' Corruptas, por principio, ou porque foram 'aldrabados' (como o Marítimo, mais do que uma vez...), para podermos considera-los como 'nossos'. E é aqui que os Lagartos são importantes!!! Mesmo com toda a sua inequívoca decadência, continuam a ter um estatuto (imerecido, mas têm-o) de 'grandes', e nesta 'guerra' diplomática seria muito importante ter a Direcção do Sporting do nosso lado, fazendo efectivamente força para que as coisas mudem. Aliás como o Dias da Cunha pretendia. Isto transforma as futuras eleições Lagartas, num acto potencialmente importante!!! Se calhar vai tudo continuar na mesma, mas se algum 'aventureiro', com um discurso de ruptura com o passado recente ganhar, as coisas podem mudar mais rapidamente...
Seja como for, este é um trabalho de sapa, que é necessário fazer, com paciência, 'engolindo alguns sapos', não se pode mudar tudo de repente, mas como se viu no actual imbróglio federativo, 70% dos votos da Assembleia Geral da FPF foram contrários às pretensões dos Corruptos (neste caso especifico não chega, mas para uma deliberação 'normal' já seria suficiente), quando dentro da Liga, esta balança mudar, poderemos gritar vitória, até lá temos que 'trabalhar'...

Esperança




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Obrigado David, boa sorte, e até à próxima


Era inevitável, agora, ou mais tarde, o David seria vendido. Esta é daquelas situações que pode ser apelidada como o Cumulo da Insatisfação!!! Se o David tivesse jogado mal no Benfica estaríamos insatisfeitos por razões desportivas, e ele nunca seria vendido para o Chelsea muito menos por estas quantias, como o David desde que chegou ao Benfica jogou quase sempre bem, foi hoje vendido, e bem vendido na minha opinião, mas nós continuamos insatisfeitos!!!
Isto de viver num minúsculo mercado, pejado de corruptos é frustrante. E assim continuará a ser, todos os jogadores, portugueses ou estrangeiros, que ao serviço do Benfica tenham o 'azar' de se evidenciar pela positiva, vão ser inevitavelmente vendidos a clubes Ingleses, Espanhóis ou Italianos, portanto não vale a pena as sessões de histerismo barato, que alguns teimam em repetir sempre que o Benfica vende um jogador, pior, muito pior era quando nenhum dos clubes com grandes orçamentos 'procuravam' jogadores do Benfica!!!

Preocupem-se em acarinhar aqueles que estão cá, porque ao contrário do que alguns podem pensar não é fácil convencer grandes jogadores como Aimar, Saviola, Salvio a 'ficarem' por Portugal, e se julgam que o dinheiro que nós lhe pagamos é suficiente, então desenganem-se porque lá fora pagam mais, perguntem ao David...!!!

Uma nota final: Tenho a plena convicção, que um dia o David vai voltar a vestir a camisola do Benfica.


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Добродошли Nemanja Matic



Como se pode perceber pelas imagens, parece ser um jogador com um excelente pé esquerdo, que sabe proteger a bola com o corpo, e com facilidade no passe curto e longo, fisicamente forte, e ainda estranhamente alto para a posição que ocupa!!! Provavelmente um '8', e não um trinco como já 'alguns' dizem. Com a saída do Ramires e a lesão do Rúben, pode ser muito útil...!!!



adenda: Só chega no Verão!!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

'Fome' de títulos !!!



Como disse ontem, era muito importante vencer hoje. Com este triunfo garantimos o 1º lugar nesta 1ª fase que conta para muito pouco!!! Tínhamos perdido em Espinho em circunstâncias especiais. Vencer a 1ª fase com 2 derrotas, nos dois jogos com a nossa 'besta negra' das últimas épocas, seria complicado de gerir mentalmente. Ainda por cima a vitória foi por 3-0!!! No 1º set tivemos a perder por 3-10, e por 12-19 e no final ganhámos!!! No 3º set tivemos a perder por 10-14 e ganhámos!!! Inexplicavelmente na 2ª fase todas as equipas começam com os mesmos pontos, mas estou tranquilo, porque existe 'fome' de títulos na Luz...!!!

Competência




Superiores




David Luiz, o início

"No dia 8 de março de 2007 tive o privilégio de assistir ao vivo à estreia de David Luiz com a camisola do Benfica, no estádio do Paris SG. Se não me engano, a equipa técnica arriscou a utilização de Luisão a titular, apesar de este não ter recuperado plenamente de uma lesão que o afligia, precisamente porque preferia não dar a titularidade a um miúdo de 19 anos, que vinha da 3.ª Divisão do campeonato brasileiro. Bom, acontece que, ao minuto 33, Luisão ressentiu-se da lesão. Nesse momento, Fernando Santos olha para o banco: não tem Katsouranis, não tem Alcides, e, depois de considerar e abandonar a hipótese de se colocar a si próprio no eixo da defesa encarnada, lança a contragosto David Luiz na partida.

Em 1854, durante a Guerra da Crimeia, enquanto assistia a uma voluntariosa carga de cavalaria da Brigada Ligeira inglesa contra a bem defendida artilharia russa, o general Bosquet comentou para a pessoa que se encontrava ao seu lado: “É magnífico, mas não é guerra”. Pois bem, algo semelhante se poderia dizer sobre a inesperada estreia de David Luiz em Paris: era magnífico, mas não era futebol. Era só ainda bravura e resiliência.

Como seria de prever, David Luiz entrou visivelmente nervoso e até foi dele a culpa do primeiro golo adversário (mas até isso considero que foi um sinal de respeito pelo clube – digam o que disserem, não há nada pior do que um jogador que rubrica uma exibição sem mácula logo na primeira vez em que veste a camisola do Benfica. Pessoalmente, levo isso a mal. Um jogador que se estreie com a camisola do Benfica e a quem as pernas não tremam nas primeiras cento e cinquenta vezes em que toca na bola é alguém que não tem a mínima ideia da grandeza do Benfica). Depois, desde a segunda parte dessa partida até à atualidade, é o que se tem visto: um Beckenbauer, mas em bom. Se for para o Chelsea, muito e muito obrigado por tudo. Se não for, é possível que, na quarta-feira à noite, ele tenha umas contas a ajustar."

Miguel Góis, in Record

A lapa

"Há poucas coisas mais deprimentes do que o espetáculo de um medíocre agarrado à cadeira do poder. Um dia, já sabemos pela nossa história, acaba por cair do trono. Mas até lá, além do mal que nos faz, presta-se ao degradante espetáculo da sua própria agonia como governante. Assim está Gilberto Madaíl.

Em 14 anos, pode-se dizer que teve uma vitória: a organização do Euro’2004. Uma tragédia para as finanças do País, que ainda estamos a pagar, é verdade. Mas essa é responsabilidade do poder político. Fora isso, é tudo demasiado mau para ser verdade. Foram 14 anos de opacidade, falta de rigor e descrédito do futebol nacional. Das arbitragens à Seleção, passando pela ausência de regeneração e de profissionalismo, Madaíl é a personificação da incompetência e de cedência aos jogos de interesse que matam um jogo, um espetáculo e um negócio que vivem da credibilidade. E ele não tem nenhuma.

Os últimos anos foram trágico-cómicos e deviam servir para que o senhor percebesse que o seu tempo já acabou há muito. A novela de Carlos Queiroz, que culminou com o patético pedido a Mourinho para fazer uma perninha na Seleção. Os sucessivos episódios envolvendo arbitragens. A falta de autoridade em matéria disciplinar. A inadequação dos estatutos ao novo quadro legal. As trapalhadas sucederam-se. E, nem assim, Madaíl percebeu que está a mais. Para espanto dos mais ingénuos, que ainda acreditavam que havia, no futebol nacional, quem tivesse vergonha na cara, o presidente põe a possibilidade de se recandidatar. E, sabendo dos instintos suicidas da Federação, ainda pode ganhar. Faça um favor ao País e ao futebol, senhor Madaíl: vá-se embora enquanto ainda lhe sobra uma réstia de dignidade."

sábado, 29 de janeiro de 2011

Saber sofrer



Mesmo com as ausências o Benfica continua a ganhar, a grande diferença das épocas anteriores para a actual, está na forma como 'defendemos' hoje a vantagem, em anos anteriores até podíamos ter ganho com uma vantagem superior porque tínhamos continuado a atacar mesmo em vantagem, mas também poderíamos ter perdido, levando com golos em contra-ataque...!!!

Derby saboroso (mais um!!!)

Mais uma vitória na formação, desta vez em Juniores A, mesmo com alguns lesionados, e com 3 bolas no ferro!!! A qualificação para a segunda fase já estava garantida, foi só para decidir o 'campeão' da 1ª fase. Não resisti colocar aqui o resumo da partida, porque mais uma vez sofremos um golo caricato!!! Afinal em Alcochete existe uma Academia de Futebol e outra de Andebol!!! Jogar a bola com o braço duas vezes na mesma jogada, por dois jogadores diferentes, sem que o árbitro marque as respectivas faltas, acabando a jogada em golo, é obra...!!!


Vitória, com muitos condicionalismos...


Mais uma...



Amanhã com o Espinho é para ganhar, não porque tenha algum impacto na classificação, mas para 'marcar' psicologicamente o adversário para o que resta da época...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Bienvenue Carole

Pode não ser uma aposta imediata, é jovem, e tem pouca experiência, mas estamos a precisar de um defesa-esquerdo no plantel, para precaver qualquer problema com o Fábio. Entre ficar 6 meses sem jogar em França, e ficar 6 meses em Lisboa em fase de adaptação, creio que a opção foi a correcta. O Nantes neste momento está na segunda divisão, mas tem história, principalmente na formação.

Considerações

"Afinal, no último fim-de-semana, o novo ano começou como o velho acabou, ou seja, a gamar. Em Aveiro, foi o que se viu, com mais uma palhaçada do 'incrível' que vai ganhar a Bola de Prata através de grandes penalidades. O palhaço-mor que tanto falou do Elmano Santos esqueceu-se que só já estava a seis pontos se não fosse o mesmo Elmano a salvá-lo do K.O.!
Continuamos a praticar um futebol de eleição que é um regalo para a vista. E, por isso, volto a reafirmar que sem as três derrotas iniciais, estávamos à frente da classificação e iríamos fazer o Bi. Fomos roubados? Fomos! Mas tínhamos obrigação de ganhar, como ganhámos muitos e muitos outros ao longo dos anos, e sempre a sermos roubados.
Em Atletismo, femininos e masculinos, lá 'limpámos' os respectivos Campeonatos Nacionais, ao contrário de outros que desistem quando não têm argumentos para ganhar.
Em Portimão, quando todos esperavam um desastre da nossa equipa de Andebol, vencemos de forma categórica e sem margem para qualquer dúvida. O que vem demonstrar que algo estava errado com esta equipa de Andebol. E, com isto, mais um troféu para o nosso Museu.
Entendo que devemos começar a falar menos do cadáver adiado e dos seus acólitos e começar a divertir-nos, pois é mais salutar. Então onde é que eu fui no último fim-de-semana? Fui ao 'Jardim da Celeste, Giroflé flé flá'. O que é que eu fui lá fazer? Isso não posso dizer. Encontrei o Al-Capone agarrado a um trombone.
Estava lá o Rocky Balboa a ver se lhe iam à Broa, e ainda o Alguidar a ver quem lhe ia saltar. E também estava o fuínha, agarrado a uma flautinha, e ainda o merceeiro a ver passar o padeiro e com vontade de chorar pelo trio ter de deixar. Era tamanha a confusão que, no fim de tudo acabado, era vê-los, um a um, a mancar demasiado mas com vontade de voltar, ao sítio onde tudo foi aviado. E a Celeste ria a bom rir ao vê-los a partir, em fila indiana, a pensarem na iguana. Para a semana cá estarei, só não sei onde vou estar."

José Alberto Pinheiro, in O Benfica

Crença vermelha

"O que é que se dizia do mês de Janeiro? Que era um teste decisivo à capacidade do Benfica. Com intensa carga competitiva, várias provas em discussão, ou confirmava a disposição da equipa para atacar com audácia a segunda metade da temporada ou poderia conduzi-la ao precipício.
O que é que se tem visto no mês de Janeiro? Um Benfica mais autoritário, mais organizado, mais criativo, mais sedutor. Um Benfica mentalmente mais persuadido, mais consistente, mais forte.
Nem todos os jogos constituíram expressão cabal de uma equipa poderosa? Porventura, a tempo inteiro, já que a espaços emergiu, amiudadas vezes, o melhor Benfica, a réplica quase perfeita do grande Benfica da época transacta.
O que é que resulta deste mês de Janeiro? Uma campanha imaculada, um fluxo de moral, uma empatia com os adeptos que só pode traduzir-se num Benfica convincente até ao termo do ano futebolístico.
Com provas para vencer?
Com várias competições susceptíveis de serem ganhas. Todas elas?
Campeonato, Liga Europa, Taça de Portugal, Taça da Liga?
Fazer o pleno é improvável, ainda assim improvável é, também, que o Benfica não reforce, a breve trecho, a sua montra de troféus.
Há mais e melhor Benfica. Não fossem as imoralidades do começo da temporada e a situação até seria semelhante à do ano passado. A resposta às múltiplas adversidades, sobretudo no contexto doméstico, tem sido firme, corajosa e prometedora. Por isso mesmo é que vale a pena mobilizar vontades e acreditar neste Benfica."

João Malheiro, in O Benfica

Agressor à força...

"1. As imagens só mostram discussões, braços ao ar, empurrões. Não é possível ver se Jorge Jesus agrediu ou simplesmente esbracejou e empurrou. Mas há declarações (ainda por cima zangadas) do pretenso agredido, Luís Alberto, que não poupa Jorge Jesus mas afirma que 'ao tentar abraçar-me para apaziguar, acabou por empurrar-me'. Mais papistas que o Papa, logo alguns escreveram que Jorge Jesus agrediu ou, até, 'deu chapada'. Resta saber se por vontade de sensacionalismo ou de ver o treinador do Benfica suspenso...
2. Isso foi no domingo, porque, no sábado à noite, tive a primeira surpresa. O tema de abertura do programa Tempo Extra, da SIC Notícias, foi o breve desaguisado no final do Benfica-Nacional, com o comentador Rui Santos a 'pedir' forte punição para os implicados (neste caso Jorge Jesus). Estava com a ideia de (re)ver os golos do jogo e, afinal, vi breves imagens da confusão. Só não percebi foi a razão por que os jogadores do Nacional se foram meter ali quando a equipa do Benfica se preparava para a habitual saudação aos adeptos. Mas também é verdade que, passados uns segundos, todos (benfiquistas e insulares) se estavam a cumprimentar.
3. De penálti em penálti... Foi o sexto marcado por Hulk neste Campeonato, alguns deles (como este) inexistentes. A pressão exercida sobre o árbitro pelo treinador do FC Porto antes do jogo parece ter resultado. Quanto às declarações do seu presidente sobre Elmano Santos, essas, são ridículas. Mas dali já não há nada a esperar. O certo é que, de penálti em penálti (marcado ou... mandado repetir!), o FC Porto vai somando pontos e mantendo a distância.
4. Depois de derrotar Sporting e FC Porto, o Benfica ganhou de forma espectacular a Supertaça de Andebol, vencendo, claramente, o Águas Santas na final. Vitória saborosa de uma equipa que vinha fazendo uma época abaixo das expectativas e que se espera tenha ganho um novo alento com vista ao Campeonato Nacional. Sabor muito especial para mais uma vitória sobre o FC Porto nas modalidades, depois dos triunfos do Hóquei na Supertaça e do Basquetebol na final da Taça Hugo dos Santos."

Arons de Carvalho, in O Benfica

"Bate Boca"

"Um dos grandes ensinamentos que sempre retive do meu avô é que 'vozes de burro não chegam ao céu'. Vem isto a propósito do 'bate boca' que se instalou na Comunicação Social entre o treinador do Benfica e o 'menino' André Vilas-Boas. Parece que há uma estratégia concertada na comunicação do Porto. Tentam por todos os meios escamotear os reiterados favores das arbitragens, pois é urgente desviar atenções às grosseiras escandaleiras que se sucedem jogo após jogo e, por isso mesmo, sugeriram ao 'menino' Vilas-Boas para vir a terreiro atacar, indiscriminadamente, Jorge Jesus. Tal como o filho rebelde que se pretende emancipar, o treinador do Porto assume protagonismo, comportando-se antes como um vulgar dirigente, fazendo uma pressão inqualificável sobre as instâncias da justiça desportiva para punir terceiros por prática de actos que ele não viu e nem sabe porque aconteceram.
O que importa realçar é que a máquina comunicacional do Porto está a desvirtuar a mancha mediática do momento que é, ou deveria ser, os favores das arbitragens que acontecem domingo após domingo, e que no pretérito jogo de Aveiro teve mais um escandaloso episódio. Só não vê quem não quer. E escusa o senhor Vítor Pereira de vir, também ele, relembrar publicamente que o golo do Benfica obtido em Coimbra foi precedido de falta, porque o que está em cima da mesa é um assunto estrutural e não meramente de conjuntura. O Porto anda a ser 'levado ao colo' pelas equipas de arbitragem desde o início do Campeonato. E tem sido assim há muitos e muitos anos. E isto tem de ser denunciado, por muito que custe ao senhor Vítor Pereira e seus acólitos.
Para André Vilas-Boas deixo um conselho final: um treinador que se quer grande, que se quer emancipado, que se quer digno e respeitado não pode, nem deve, entrar por este caminho de discurso demagógico e truculento. Era bom que tivesse consciência do que diz mas, sobretudo, do que faz, para que um dia mais tarde não fosse apanhado na 'lama' das suas próprias palavras."

Luís Lemos, in O Benfica

Mentira

"O suposto engraçadinho, confiante que cada alegada piada que soltar cá para fora tem repercussão garantida e espaventosa nos numerosos 'jornais do partido' e outros meios equiparados, disse recentemente que do plantel do Benfica só lhe interessava... o Elmano Santos. O hipotético engraçadinho está sempre a dizer supostas graçolas, no que já fez escola entre o respectivo entourage: alguns figurantes, devidamente autorizados, soltam presumíveis gracejos na senda do supositivo gracejador-mor. E os 'jornais do partido' escrevem em coro que o figurado engraçadinho usou, mais uma vez, da sua proverbial veia satírica.
A presumível chalaça destinava-se a iludir a resposta a uma pergunta sobre o suposto interesse do conjecturado engraçadinho em relação a determinado jogador do plantel do Campeão Nacional. Anteriormente, cada vez que falou verdade num desmentido deste domínio caiu um braço ao alegado chistoso. Ou seja, a única verdade em toda esta anedota é a mentira.
A referência a Elmano Santos é, no entanto, uma metafórica piada que sai pela culatra da putativa ironia do seu autor - seja quem for o autor. Entre as mais recentes prestações do árbitro funchalense conta-se uma arbitragem que chegou a ser anedótica, em que imaginou um penalti para um lado e anulou um golo marcado de penalti para outro. Quem beneficiou com a facécia? Ora, quem havia de ser? Os do costume.
Post Scriptum: No fim-de-semana passado, terceira vitória tangencial de 'os do costume' à custa de um penalti duvidoso. Entre penaltis duvidosos a favor e penaltis por marcar contra, assim se ergue um líder da classificação! Quanto ao Campeão Nacional, já nos devem mais de uma dezena de grandes penalidades. E assim se constrói um avanço na classificação!"

João Paulo Guerra, in O Benfica

A indignação dos hipócritas

"No passado fim-de-semana houve atitudes reprováveis no final do jogo com o Nacional da Madeira. Um dos intervenientes foi Jorge Jesus, treinador do nosso Benfica.
Imediatamente se levantaram vozes indignadas, sedentas de sangue, a dar voz à medíocre moralidadezinha hipócrita dos opinadores de bolso. Rui Santos foi o primeiro a exigir uma punição exemplar para Jorge Jesus [que Jorge Jesus não se esqueça de lhe dar mais uma entrevista exclusiva no final desta época…]. E depois vieram todos os outros, com ar mais ou menos indignado, mais ou menos compungido, mais ou menos convincente, mas todos, todos sem excepção, com o ferrete da hipocrisia estampado na máscara de justiceiro de bairro com que se apresentaram.
Os que calaram perante as escutas em que um presidente de um clube recebe um árbitro na antevéspera de um jogo, os que calaram perante as escutas em que se ouvem árbitros a pedir prostitutas a dirigentes de um determinado clube em troca de serviços prestados, os que mascaram o crime de corrupção em malabarismos de linguagem e que à prática da corrupção chamam “estilo de liderança” são os mesmos que exigem punições exemplares para um ‘crime de lesa futebol’ constituído por uns empurrões e duas bofetadas que nem ao destino chegaram.
O que aconteceu no final do dito jogo foi lamentável, mas foi menos lamentável do que as exibições públicas de moralismo bacoco, parolo e pequeno que se lhe seguiram. Quem calou e ajudou a branquear a corrupção não tem qualquer autoridade para levantar a voz, exigindo punições sumárias e exemplares para… um par de empurrões.
Além destas reacções, uma outra houve, por parte do treinador do Porto, que merece uma resposta clara e inequívoca por parte de Jorge Jesus. Que a resposta lhe seja dada dentro do campo, num jogo de futebol que não esteja condicionado pela oferta de “fruta para dormir”."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O formador J. Jesus

"Um dos critérios para avaliar a qualidade e mestria de um treiandor é o modo como potencia um jogador. Ou, ao invés, o desqualifica.
Tal medida exige sabedoria, esperiência, paciência. E capacidade de ver longe. Quantos excelentes jogadores não passaram de cepa torta ou da mediania por não terem tido a sorte de ser treinados por alguém que os valorizasse?
É preciso ter em atenção que estamos perante jovens na encruzilhada da vida. Onde é necessário juntar ao talento, o carácter e a progressão como pessoa. Onde é necessário prepará-los para o redemoinho entre o sucesso e o fracasso, a expectativa e a ilusão, o exigente escrutínio e o dinheiro. Duas escolas são bem representativas deste modo de olhar o futuro: a do Ajax e a do Barcelona.
Vem isto a propósito de que considero um dos grandes atributos de Jorge Jesus. Desde que chegou ao Benfica, fez resnascer das cinzas um talentoso Fábio Coentrão, catapultou um inconsciente e inconstante Di Maria para um sólido jogador de equipa, tornou plenas as capacidades de especialista flexível de Rúben Amorim, consolidou tudo o que Carlos Martins incorpora, deu tempo ao tempo para um promissor Salvio. E além disto, proporcionou um Luisão a tempo inteiro, um David Luiz imperial, um Cardozo mais assertivo e um Aimar redescoberto. Seguir-se-ão, por certo, Roberto, Gaitan, Airton e outros.
Os treinadores deveriam receber uma espécie de bónus pelas valorizações que proporcionam ou suportar um malus quando sucede o contrário. Compare-se só o Di Maria de Quique FLores com o de Jesus! Ou o Saviola de Jesus com o Balboa do Q. Flores (a propósito não quererá este ficar com o jogador por troca com o Salvio?)."
Bagão Félix, in A Bola
PS: Depois de transcrever três cronicas do jornal A Bola, não posso de deixar uma nota, sobre mais um vergonhoso editorial do senhor Vítor Serpa!!! Entre várias alarvidades este aborto de jornalista escreve:
"...
O jornalista, na sua incontornável missão de querer conhecer para os outros saberem, não pode deixar de perguntar:
-Que dorzinhas tão estranhas, aquelas, que levaram o central do Benfica, por várias vezes, à linha, tornando-se, subitamente, passageiras?
...
"
Este tipo de insinuações maliciosas, escritas por um director de jornal que se diz sério, é de bradar aos céus...

Falar de mais e falar de menos

"As opiniões dividem-se sobre a assinalável assiduidade com que Vítor Pereira, que é o presidente dos árbitros, tem vindo a público esmiuçar as exibições dos seus activos dos apitos e das bandeirolas na corrente temporada.
Francamente, sou a favor desta exposição mediática do presidente dos árbitros porque nada vejo nela de sombrio ou de escondido. Antes pelo contrário, só vejo transparência e linearidade. E, jogando-se o futebol dentro de quatro linhas, o que mais faz falta é, precisamente, a tal linearidade.
Vítor Pereira tem sido muito linear nas suas intervenções e isso é meritório. Foi no princípio desta semana que o presidente dos árbitros voltou a usar da palavra para nos falar sobre questões da arbitragem nacional que, como sabemos é, por excelência, o assunto que mais interessa o maior número de cidadãos nacionais.
Há quem defenda, por exemplo, que André Villas Boas condicionou a arbitragem de João Ferreira no último Beira Mar - FC Porto quando, na conferência de imprensa de lançamento do jogo, se referiu ao árbitro setubalense lamentando os seus «antecedentes infelizes».
E, pela mesma ordem de ideias, logo houve quem concluísse que a grande penalidade que permitiu ao FC Porto vencer em Aveiro teve muito mais a sua origem nas palavras bem amadurecidas do treinador do FC Porto do que na queda de Hulk na grande área do Beira Mar.
São opiniões, há que respeitar.
Vítor Pereira sobre este mesmo assunto ainda não formulou a sua opinião em termos públicos, visto que decidiu só se pronunciar sobre os casos da última jornada do campeonato na sua próxima alocução que ainda não tem data marcada. Está bem visto, sim senhor.
Sobre a decisão de Elmano Santos, outro seu pupilo, em mandar repetir a grande penalidade a favor do Vitória de Setúbal o Estádio do Dragão, Vítor Pereira também não emitiu o seu parecer e, verdade seja dita, dificilmente o faria. Não porque, eventualmente, não entenda o episódio como digno de uma frase ou duas. Mas porque nunca ninguém lhe perguntou o que pensava sobre o assunto.
Ficámos assim, depois da última palestra do presidente dos árbitros, um bocado à nora sem saber os pensamentos de Vítor Pereira sobre os casos que dizem respeito ao bafejado líder do campeonato. Já sobre o Benfica, o presidente dos árbitros tem montes de opiniões.
Diz que foi irregular o golo marcado pelos campeões nacionais em Coimbra - e foi, sim senhor - e diz que só viu uma grande penalidade que ficou por marcar a favor do Benfica em Coimbra mas, como se sabe, isso são coisas que acontecem.
Realçou, com frontalidade, que o Benfica foi beneficiado pelo árbitro no jogo, na Luz, com o Rio Ave visto que houve uma obstrução de David Luiz ao guarda-redes vila-condense que terá permitido a Salvio fazer o quinto, repita-se, o QUINTO golo dos donos da casa. É óbvio que esse golo não alteraria a questão essencial da conquista dos 3 pontos em causa mas as verdades são para se dizer e Vítor Pereira, linear, não tem medo delas, ou seja, das verdades.
Esmiuçando o passado recente das provas nacionais e em lances em desfavor do Benfica, Vítor Pereira optou por não se debruçar sobre factos menores. Como, por exemplo, a bola jogada com a mão por Djalmir no lance do golo do Olhanense, na Luz, para a Taça da Liga que o árbitro do Porto, Artur Soares Dias, não viu. E a grande penalidade que ficou por marcar no jogo com o Nacional quando Saviola foi rasteirado na área madeirense e que o árbitro do Porto, Rui Costa, também não viu o que nem fez grande mossa porque o lance prosseguiu e a bola acabou no fundo da baliza do Nacional.
É certo que estes dois lances não são tão chocantes como a obstrução de David Luiz ao guarda-redes do Rio Ave de que acabaria por nascer o QUINTO golo do Benfica no encontro da 15.ª jornada, mas umas palavritas de Vítor Pereira sempre teriam caído bem.
Estamos como estamos. E, por isto, mesmo não vejo razões para censurar Vítor Pereira por falar de mais. Já por falar de menos, vejo algumas, muito francamente.
Aguardemos serenamente pela próxima intervenção pública do presidente dos árbitros e, então, veremos o que tem a dizer linearmente sobre a grande penalidade que deu a vitória ao FC Porto no jogo de Aveiro.
E, já agora, sobre o trabalho do árbitro do Porto, Vasco Santos, no escaldante Beira Mar - Nacional da Madeira que se joga no próximo fim-de-semana e que decide um semi-finalista da Taça da Liga.
Vejam só este caso curioso.
Há coisa de duas semanas, na conferência de imprensa de lançamento do jogo FC Porto com a Naval 1.º de Maio, um jornalista presente, João Martins, da RTP, perguntou a André Villas Boas qual era, no seu entender, «a percentagem de possibilidades de o FC Porto perder o campeonato».
O treinador do FC Porto não encaixou a questão com fair-play e respondeu assim ao repórter: «Primeiro, há que enquadrar a pergunta com a tua cor clubística.»
A primeira curiosidade é esta espanholice muito em voga de tratar por tu os jornalistas, o que não é método nem de se dar ao respeito nem, muito menos, de rebaixar a plateia, é apenas uma imitação sem jeito das conferências de imprensa no futebol espanhol, onde toda a gente se trata por tu porque é assim mesmo, é cultural.
Ainda recentemente aconteceu comigo, em Espanha, mais precisamente em Ayamonte, quando me dirigi à caixa de uma estação de serviço para pagar a gasolina
-«Pagas em efectivo o con tarjeta?» - perguntou-me a funcionária com toda a delicadeza do mundo.
Espanholices, como concordarão.
Mas a curiosidade maior é mesmo a resposta de Villas Boas à pergunta do jornalista João Martins, acusando-o de que o seu suposto benfiquismo o estivesse a influenciar no trabalho. Trata-se, sem dúvida, de uma premissa tão abusiva quanto despropositada. Imagine-se só, na temporada passada, quando Villas Boa era treinador da Académica, se lhe aparecesse pela frente um jornalista a perguntar se a sua «cor clubístice» poderia interferir na preparação dos jogos com o FC Porto.
Não há paciência, pois não? Enfim, espanholices...
O Benfica eliminou ontem o Rio Ave e está nas meias-finais da Taça de Portugal. Agora vai jogar com o FC Porto em duas mãos. Não foi fácil o jogo de Vila do Conde porque o Rio Ave joga bem à bola. O árbitro também teve a sua dose de protagonismo assinalando quatro grandes penalidades. O Rio Ave falhou uma vez e o Benfica falhou duas vezes, por Cardozo e por David Luiz.
A culpa disto é dos árbitros. Decidiram que esta época não havia grandes penalidade a favor do Benfica e os nossos jogadores, naturalmente, estão muito destreinados em pontapés de 11 metros. Como se viu ontem."
Leonor Pinhão, in A Bola