"1. O Benfica tem à sua disposição duas jornadas – a
penúltima e a última – para segurar o 2.º lugar que
lhe garante, hipoteticamente, a presença na próxima edição da Liga dos Campeões, que é a prova
onde todos querem estar por um conjunto variado
de razões, sendo que a razão financeira, romantismo à parte, é a maior de todas.
2. Voltemos ao “hipoteticamente”. Só um conjunto
excecional de circunstâncias internacionais pouparia o 2.º classificado do campeonato português de
percorrer, nos meses de verão e logo após o Mundial, o calvário das pré-eliminatórias para aceder à
fase de liga da desejada Liga dos Campeões. Sendo
francamente remotas as ditas circunstâncias internacionais, deve o Benfica focar-se nas circunstâncias nacionais que estão mais à mão de semear.
3. As circunstâncias nacionais resumem-se aos tais
jogos das duas rondas finais do Campeonato
Nacional de futebol que trazem o Sporting de
Braga até à Luz na noite da próxima segunda-feira,
e que, no fim de semana seguinte, levam o Benfica
até Barcelos para defrontar o Gil Vicente no encerramento oficial de uma temporada que começou
muito bem com a equipa a conquistar a Supertaça
Cândido de Oliveira na decisão frente ao Sporting.
4. O Benfica não conquistou nem conquistará mais
nenhum título em 2025/26, o que classifica como
frustrante esta temporada que está quase, quase a
terminar. Mal andaria o Benfica se classificássemos positivamente uma temporada em que o objetivo dos objetivos – o Campeonato Nacional de futebol – foi falhado. Isso não seria o Benfica.
5. Há coisa de poucas semanas, estava o nosso clube
condenado ao 3.º posto da classificação final quando, de forma inesperada, o Sporting somou 2 empates consecutivos contra adversários do fundo da
tabela depois de ter sido derrotado em sua casa
pelo Benfica. E eis a hipótese do 2.º lugar final a
animar as nossas hostes e a desanimar as hostes
adversárias.
6. As hostes adversárias, no entanto, receberam um
extraordinário suplemento de animação na jornada
do último fim de semana graças ao empate que o
Benfica, muito a custo, conseguiu segurar em
Famalicão, forçado, como foi, a jogar com 10 contra
11 na segunda parte do desafio, e na 3.ª parte do
desafio – porque não há maneira de chamar outra
coisa ao tempo de compensação de 15 minutos
fornecido pelo árbitro do jogo.
7. Cabe agora ao Benfica deixar de lado lamentos e
arrepelar de cabelos. Há 2 passos a dar para garantir o que se pretende. Um passo de cada vez. Dediquemo-nos, portanto, exclusivamente ao 1.º passo.
Casa cheia e apoio incondicional. Vamos a isso."
Leonor Pinhão, in O Benfica

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